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sexta-feira, 2 de julho de 2021

NOVO LIVRO NA PRAÇA LAMPIÃO NO DIÁRIO OFICIAL

  Por Gildeci de Oliveira Leite [*]


Virgulino Ferreira da Silva continua a dividir opiniões. Para alguns, Lampião continua sendo nosso Capitão, representante do povo nordestino, contestador de agruras impostas aos sertanejos desta parte de cá. Outros, investem na afirmação de que seria Lampião o assassino sanguinário a promover desordem por onde passou. Diversas narrativas tratam de enaltecer e/ou demonizar a imagem do esposo de Maria Bonita e de seu bando. Por onde o bando de Lampião passava, fazia a terra e homens tremerem, alguns sorriam!
 

Gravuras da capa e contracapa é de Leonardo Alencar.

Entendo ser necessária uma abordagem menos tendenciosa, mais despossuída de amores e desamores. Afirmar que Lampião e seu bando eram uns santos aureolados é tão duvidoso, questionável, risível quanto afirmar que, por exemplo, os coronéis e seus bandos possuíam as áureas dos anjos em todas as suas ações. O que quero chamar atenção é para o tendencioso construir de algumas histórias. Ao mesmo tempo em que se criminaliza Lampião, por suas ações bélicas, diz-se que coronéis são heróis por iniciativas do mesmo gênero, recheados ou não de maior potencial sanguinolento, conforme o contar dos próprios julgadores ou chefes de torcidas.

Fico a imaginar, que talvez queiram afirmar serem as lâminas e as armas de fogo de Lampião emprestadas pelo diabo, já as de alguns coronéis seriam abençoadas, representantes de cruzadas sertanejas, ungidas por Cristo. Prefiro olhar o Capitão Virgulino como alguém, que resolveu seguir o caminho das armas, quase como um Robin Hood, ora a enfrentar o estado, ora a cumprir missões desse próprio poder estatal contra desafetos políticos. É razoável o questionamento sobre os porquês da criminalização de Virgulino, esquecendo de adotar ao menos critérios parecidos para interpretar ações coronelísticas? Com isso, não afirmo que este ou aquele coronel é ou foi um criminoso, só peço mais reflexões! Entretanto, resguardo-me e não me arrisco a emitir mais opiniões por ainda não ter adentrado o suficiente na vasta bibliografia sobre estes líderes do sertão.

 

O jornalista e escritor GILFRANCISCO
O jornalista e escritor GILFRANCISCO

Agora, surge mais uma oportunidade para leituras a respeito de Virgulino Ferreira. O livro “Lampião no Diário Oficial” foi construído graças à teimosia do baiano-sergipano GILFRANCISCO. Desobediente, o pesquisador adentrava o arquivo da imprensa oficial de Sergipe, ao invés de ficar quieto, esperando as horas passarem, conforme orientações de seu chefe. O livro seria publicado desde 2010, quando recebeu do artista plástico Leonardo Alencar a gravura para a capa e contracapa. 

Vindas do Diário Oficial de Sergipe ou de qualquer outro estado, as notícias sobre o cangaceiro são oficiais, nem sempre mentirosas e/ou verdadeiras. 

Vamos às leituras miradas aos diversos lugares de fala. Viva o sertão!
 

Para adquirir:gilfrancisco.santos@gmail.com ou (79) 99115-1758 / 998812-7542

[*] É escritor, sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e professor da UNEB.

Pesquei em Evidencie-se

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2021/06/novo-livro-na-praca.html

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VÍDEO FEITO DURANTE SERTÃO CANGAÇO

 Por Aderbal Nogueira


Vídeo gravado em 2017, durante o evento Sertão Cangaço, promovido pelo amigo Jairo Luís, no qual tivemos a oportunidade de gravar com Almerinda dos Santos, a Dona Miró.

Nessa segunda parte ela narra um "sucesso", ou seja, acidente ocorrido com Aniceto.

Fala do medo das volantes e dos cangaceiros.

Diz também sobre os boatos de onde os cangaceiros conseguiam armas.

Discorre sobre as torturas que os coiteiros eram submetidos e a morte de Hercília.

Termina falando de Sila e da saudade do tempo de menina.https://youtu.be/Ji-AoW_nxc4.

 https://www.facebook.com/photo?fbid=10226498432153704&set=gm.1679701608905443

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QUELÉ DO PAJEÚ - FILME NACIONAL COMPLETO.

 Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=hiVjfZ-Xag8&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

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FILME - MEU NOME É LAMPIÃO

 Por Raquel Nogueira

Filme, meu nome é Lampião foi um filme produzido por Mozael Silveira em 1969, ele contava com a participação de Milton Ribeiro, Milton Rodrigues, Rejane Medeiros e outros , o filme é um faroeste brasileiro não pode ser visto como um filme real sobre Lampião, porque lá é serio tem muita mentira histórica :

1- O Assalto a Baronesa de Água: No filme a atriz tem uns 60 anos e na vida real a Baronesa tinha mais de 90 anos.

2- A Morte de Ezequiel que morreu na fazenda Fundão da Baronesa o que não é verdade.

3- Lampião , o pessoal da Umbanda e o pai de Santo.

4- No filme tem hora que o nome dele é Virgolino que é o seu nome verdadeiro e tem hora que é Vitorino.

5- No filme a Baronesa morreu queimada, na vida real a Baronesa morreu de velhice.

6- No filme existe uma cena de duas mulheres se olhando carinhosamente como se fosse uma relação lésbica.

Na literatura do Cangaço o meu livro fala sobre esse filme, fala sobre todos os filmes que foram feitos sobre o cangaço.

Confira : As Mulheres no Cangaço

Editora Clube de Autores.

Edição; 1ª Edição.

páginas: 266 páginas.

locais de vendas: Clube de autores, Estante Virtual, Amazon, Rakuten Kobo, Google Play, Ag Book, Submarino, Mercado Livre.

 https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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ADHEMAR BEZERRA DE ALBUQUERQUE, BANCÁRIO, FOTÓGRAFO, ARTISTA E DONO DA ABAFILMES

 Por O Explorador

Ademar Bezerra de Albuquerque (Fortaleza, 18 de julho de 1892 – Rio de Janeiro, 16 de julho de 1975), bancário, fotógrafo, artista e dono da Abafilmes.

Adhemar Bezerra de Albuquerque nasceu em Fortaleza, em 19 de julho de 1892.

Iniciou seus estudos no colégio do Anacleto e, posteriormente, com sua mãe, que foi a diretora do primeiro grupo escolar de Fortaleza.

Tendo perdido o pai aos dez anos de idade, foi obrigado a trabalhar para ajudar na manutenção da família. Já nesta idade o seu espírito criador e imaginativo fazia-se mostrar através de esculturas em madeira e pequenas maquetes de navios veleiros.

No esporte foi um dos grandes entusiastas, tendo-se destacado no ciclismo e futebol, na sua juventude, e posteriormente no tênis e no xadrez.

Foi um dos pioneiros da fotografia e da cinematografia no Ceará, tendo fundado em 1934 a ABA FILM.

Aposentando-se em 1948, depois de quarenta anos de trabalho no Bank of London, fixou residência em Belo Horizonte, onde fundou o Studio Albuquerque. Em 1959 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde continuou com seu “hobby” preferido, a fotografia, dedicando-se também a pintura que em pouco tempo o absorveu totalmente.

Aposentando-se em 1948, depois de quarenta anos de trabalho no Bank of London, fixou residência em Belo Horizonte, onde fundou o Studio Albuquerque. Em 1959 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde continuou com seu “hobby” preferido, a fotografia, dedicando-se também a pintura que em pouco tempo o absorveu totalmente.

Ademar Bezerra de Albuquerque entrou para a história com o empréstimo e orientação do uso do material fotográfico para o secretário do Padre Cícero, “turco” (sírio/libanês) Benjamin Abrahão Botto. Este trabalho conjunto resultou no registro fotográfico e cinematográfico do cangaço, precisamente de Lampião (Virgulino Ferreira da Silva) e seu bando.

Lampião e Benjamin Abrahão formavam uma dupla curiosa. Aparentemente o cangaceiro pernambucano Virgulino Ferreira da Silva e o imigrante sírio não possuíam nada em comum.

Um traço, porém, os unia: um instinto apuradíssimo para o marketing pessoal. Abrahão acompanhou o bando de Lampião em meados de 1936, quando registrou, em fotos e filmes, a mais completa iconografia da história do cangaço.

Abrahão (1901-1938) desembarcou no Recife em 1915. Teve várias ocupações, com especial talento para aplicar pequenos golpes. Sua lábia encantou até mesmo o padre Cícero, de quem foi secretário em Juazeiro do Norte (CE).

Após a morte do padre, empreendeu outro projeto para conquistar fortuna: registrar a vida do rei do cangaço.

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Financiado pela empresa de material fotográfico Abafilmes, Abrahão embrenhou-se pelo sertão atrás dos cangaceiros. Conquistou a confiança de Lampião e tornou-se fotógrafo oficial de seu bando.

Exibicionista nato tanto quanto Abrahão, Lampião (1898-1938) deixou-se fotografar e filmar com entusiasmo e incentivou seus companheiros a fazer o mesmo.

O sírio registrou imagens prosaicas: o bando se alimentando, pegando água nos riachos, preparando comida, criando o vestuário.

O material produzido por Abrahão não alcançou o resultado financeiro esperado. O filme com Lampião foi apreendido pelo governo Getúlio Vargas em 1937 e só voltou a circular em 1954.

Das 99 fotos de Abrahão preservadas no acervo da Abafilmes, cerca de 40 não foram comercializadas.

Longe da glória almejada, Abrahão foi assassinado com 42 facadas no sertão de Pernambuco em 1938. O crime nunca foi totalmente esclarecido. Lampião foi abatido no mesmo ano, em uma emboscada da polícia.

(Fonte: http://www.mauc.ufc.br/expo/1963/06 – Exposição de Adhemar Albuquerque/ Por José Maia – 22 de agosto de 1963)

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/02/1586247- MARCO RODRIGO ALMEIDA – DE SÃO PAULO – 07/02/2015)

http://www.oexplorador.com.br/adhemar-bezerra-de-albuquerque/

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FLORESTA PÉ DE UMBU-CAJÁ PLANTADO PELA FAMÍLIA DE LAMPIÃO NO POÇO DO NEGRO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=enxy70aPJeo&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Vídeo..!

PÉ de umbu-cajá plantado pela Família Ferreira (Lampião e família), em Poço do Nego, onde moraram.

Video: Cangaçologia/Youtube 

Nesse vídeo vocês verão um antes e depois (Verão / Inverno) do tão falado pé de umbu-cajá, que foi plantado pela família Ferreira (Lampião) em frente a casa do Poço do Negro no município de Floresta no estado de Pernambuco. Uma árvore centenária, citada em dezenas de livros, que ainda resiste ao tempo e produzindo frutos. Uma das últimas testemunhas vivas de acontecimentos importantes envolvendo Lampião, sua família e o cangaço na região. 

INSCREVAM-SE TAMBÉM: https://www.youtube.com/channel/UCjSU... Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. 

INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCDyq...

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RECANTO DE LÍDIA

 https://www.youtube.com/watch?v=vhjomuuHpOY&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Casa de LÍDIA.!

Foi a mulher mais bonita do cangaço. Não existe foto dela.

Ela traiu Zé Baiano e foi morta à paulada.

Vídeo, selo Aderbal Nogueira e João De Sousa Lima

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quinta-feira, 1 de julho de 2021

ADHEMAR BEZERRA DE ALBUQUERQUE É UM POUCO ESQUECIDO NO ESTUDO CANGACEIRO

 Por José Mendes Pereira

Adhemar bezerra de Albuquerque

Muitos estudos e registros têm sido feitos por grandes escritores, pesquisadores e cineastas, e com muita seriedade sobre o cangaço de modo geral, inclusive, o Benjamin Abrahão Calil Botto, que é o mais falado no que diz respeito aos registros fonográficos que ele fez com Lampião, Maria Bonita e com os empregados da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.", pertencente ao rei do cangaço. 

Maria Bonita e Lampião. colorida pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Mas observando bem, o senhor cearense "Adhemar Bezerra de Albuquerque", pouco é falado nas histórias sobre cangaceiros, muito embora, não participou em nenhum momento de fatos relacionados ao cangaço, mas se não fosse ele, que como dono de  novos equipamentos de filmagens, o Benjamin não teria registrado nada. E com certeza, ele não seria o Benjamin que é nos dias de hoje, conhecido por todos nós que estudamos este assunto. 


Mas o Benjamin é, e continuará sendo famoso nos estudos cangaceiros, embora, registrou tudo sobre os cangaceiros com equipamentos emprestados, fez bons trabalhos em relação aos facínoras, e hoje, todos estudiosos do movimento social de cangaceiros agradecem o excelente trabalho que ele fez e deixou para nós e para os futuros estudiosos.

Fiz pesquisas sobre uma possível biografia do bancário e artista "Adhemar Bezerra de Albuquerque", mas me parece que não existe. Acho que os seus familiares devem organizar com urgência, a sua biografia, para que ela permaneça nas redes sociais, e venha servir no futuro para gerações que hão de vir, e conhecerem quem emprestou os equipamentos fonográficos para o Benjamin Abrahão Calil Botto registrar Lampião, Maria Bonita e sua respeitada malta nos cerrados nordestinos.

Apenas encontrei este site que fala muito pouco sobre ele: 

http://www.fortalezanobre.com.br/2010/06/aba-film-ademar-bezerra-de-albuquerque.html 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2015/02/por-ricardo-albuquerque-em-dezembro.html

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A EXECUÇÃO DO CANGACEIRO MENINO DE OURO E SUA MORADA ETERNA NO CE

Por Na Rota do Cangaço
https://www.youtube.com/watch?v=Hh_7hI8BVFM&ab_channel=NaRotaDoCanga%C3%A7o

HÁ mais de 90 anos, Lampião e seu bando passou por terras cearenses fugindo da derrotada luta em Mossoró RN 13 DE JUNHO DE 1927, na fazenda Lagoa do Rocha, segundo moradores do local em unanimidade relatam que o cangaceiro Menino de Ouro foi executado na estrada próximo a fazenda, em pesquisa entrevistamos um Neto de seu Anísio Batista dos Santos, Anísio foi o guia dos cangaceiros até Limoeiro CE, seu neto Zildenor dos Santos aos 72 anos de idade nos presenteou com este relato maravilhoso sobre este acontecimento. ÁUDIO E IMAGENS Madson Ney EMBOLADA FILMES PESQUISA Sizinho Junior Produção EMBOLADA FILMES E NA ROTA DO CANGAÇO AGRADECIMENTO: A TODA FAMÍLIA DO SAUDOSO ANÍSIO BATISTA DOS SANTOS EM ESPECIAL AO SEU ZILDENOR DOS SANTOS PELA ENTREVISTA SEDIDA. e você gosta do nosso trabalho e quer nos ajudar nessa caminhada. Siga-nos no instagram e participe do nosso dia a dia. https://www.instagram.com/narotadocan... Inscreva-se no nosso canal e deixe seu like.

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É...FAZ SETE ANOS!...

 Por José Bezerra Lima Irmão

É... Faz sete anos!... Essa foto foi em Dores, no agreste sergipano, quando, a convite de João Paulo, apresentei o meu livro "Lampião - a Raposa das Caatingas", num evento público. O livro está na quinta edição. Fraternal abraço, João Paulo.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=2050776521730497&set=a.399221386886027

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NOVO LIVRO NA PRAÇA LAMPIÃO NO DIÁRIO OFICIAL

 Por Gildeci de Oliveira Leite [*]


Virgulino Ferreira da Silva continua a dividir opiniões. Para alguns, Lampião continua sendo nosso Capitão, representante do povo nordestino, contestador de agruras impostas aos sertanejos desta parte de cá. Outros, investem na afirmação de que seria Lampião o assassino sanguinário a promover desordem por onde passou. Diversas narrativas tratam de enaltecer e/ou demonizar a imagem do esposo de Maria Bonita e de seu bando. Por onde o bando de Lampião passava, fazia a terra e homens tremerem, alguns sorriam!
 

Gravuras da capa e contracapa é de Leonardo Alencar.

Entendo ser necessária uma abordagem menos tendenciosa, mais despossuída de amores e desamores. Afirmar que Lampião e seu bando eram uns santos aureolados é tão duvidoso, questionável, risível quanto afirmar que, por exemplo, os coronéis e seus bandos possuíam as áureas dos anjos em todas as suas ações. O que quero chamar atenção é para o tendencioso construir de algumas histórias. Ao mesmo tempo em que se criminaliza Lampião, por suas ações bélicas, diz-se que coronéis são heróis por iniciativas do mesmo gênero, recheados ou não de maior potencial sanguinolento, conforme o contar dos próprios julgadores ou chefes de torcidas.

Fico a imaginar, que talvez queiram afirmar serem as lâminas e as armas de fogo de Lampião emprestadas pelo diabo, já as de alguns coronéis seriam abençoadas, representantes de cruzadas sertanejas, ungidas por Cristo. Prefiro olhar o Capitão Virgulino como alguém, que resolveu seguir o caminho das armas, quase como um Robin Hood, ora a enfrentar o estado, ora a cumprir missões desse próprio poder estatal contra desafetos políticos. É razoável o questionamento sobre os porquês da criminalização de Virgulino, esquecendo de adotar ao menos critérios parecidos para interpretar ações coronelísticas? Com isso, não afirmo que este ou aquele coronel é ou foi um criminoso, só peço mais reflexões! Entretanto, resguardo-me e não me arrisco a emitir mais opiniões por ainda não ter adentrado o suficiente na vasta bibliografia sobre estes líderes do sertão.

 

O jornalista e escritor GILFRANCISCO
O jornalista e escritor GILFRANCISCO

Agora, surge mais uma oportunidade para leituras a respeito de Virgulino Ferreira. O livro “Lampião no Diário Oficial” foi construído graças à teimosia do baiano-sergipano GILFRANCISCO. Desobediente, o pesquisador adentrava o arquivo da imprensa oficial de Sergipe, ao invés de ficar quieto, esperando as horas passarem, conforme orientações de seu chefe. O livro seria publicado desde 2010, quando recebeu do artista plástico Leonardo Alencar a gravura para a capa e contracapa. 

Vindas do Diário Oficial de Sergipe ou de qualquer outro estado, as notícias sobre o cangaceiro são oficiais, nem sempre mentirosas e/ou verdadeiras. 

Vamos às leituras miradas aos diversos lugares de fala. Viva o sertão!
 

Para adquirir:gilfrancisco.santos@gmail.com ou (79) 99115-1758 / 998812-7542

[*] É escritor, sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e professor da UNEB.

Pesquei em Evidencie-se

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SEU JULHO

 Clerisvaldo B. Chagas, 10 de julho de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.565


Chegou o Seu Julho, mês mais frio e chuvoso do nosso outono/inverno. E quando dissemos nosso, falamos do sertão de Alagoas. Julho é o mês de festa da Padroeira de Santana do Ipanema, a maior festa religiosa do interior do estado. Tradicionalmente é aberta com procissão de mais de 1.500 carros de boi que conduzem a santa de uma cidade circunvizinha até à sua paróquia, onde, geralmente é celebrada a missa no Largo Cônego Bulhões, ao ar livre. Mas também, para os amantes do tema, é o mês comemorativo do fim do cangaço nordestino, correspondente ao dia 28. E voltando à festa da Padroeira, sempre existe uma trégua da chuva no dia de abertura, quando multidão se desloca do campo para procissão rodando em carros de boi.

Já se foi aquela festa à moda antiga, um frio intenso, todos de japona (casaco de frio de moda importada), desafiando a “cruviana”, para lá e para cá por entre barracas e peças do parque de diversão. Músicas no alto falante enviadas como mensagem para namorados, namoradas e paqueras. Fileiras de bancas de jogos de dados, provocando a matutada. Carro de fogo no arame da praça, desenrolar de imagem da padroeira no poste, Passeio nos barcos, no curre, na onda, no carrossel de patinhas, na roda gigante. Balão colorido cortando os ares e banda de música abrilhantando tudo. Forró no mercado, bancas de jantares, leilão de produtos diversos, repentistas nos bares, bebidas para os apreciadores no entorno das brincadeiras.

Nave lotada, cada noite um pregador, apresentações religiosas, pessoas descalças pagando promessas, presença do bispo na última noite do novenário e procissão final interminável! Era essa a Festa da Padroeira da nossa cidade que, igualmente a outras do mundo inteiro, foi variando com o tempo, cai aqui, melhora ali, mas a devoção e a fé continuam inabaláveis na avó do Cristo que chegou por aqui na Ribeira do Panema em 1787. Mês de julho é tão esperado quanto o seu irmão junho. Além do que já foi dito, é a consolidação da safra anual do campo.  O que passa de julho é rebarba e muitas produções da zona rural já foram perdidas por causa da frieza do mês de agosto em outras ocasiões.

O mês 7 é um número místico, o maior de todos. Recebeu o nome de julho, em homenagem a Júlio César. Deus no comando.

TRABALHO CONSTANTE NAS RUA (B. CHAGAS).

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/06/seujulho-clerisvaldob.html

JOSÉ RUFINO TERROR DOS BOMBEIROS

 Por Helton Araújo

Jornal baiano enaltecendo o até então tenente José Rufino, a matéria é categórica ao afirmar que Lampião o temia.

Sensacionalismo, verdade ou não, o que se sabe é que em 4 de Junho de 1940 data da publicação do jornal, o cangaço já estava extinto e alguns chefes de volantes ( outros de patente inferior também como o caso de Antônio Jacó ) começavam a mudar suas vidas com os espólios dos combates que travaram com os cangaceiros abatidos.

Zé Rufino e João Bezerra se derem bem nesse quesito. Enriqueceram com o roubos dos cangaceiros.

Por : Helton Araújo

Foto : Diários Associados-BA.

Via : Blog Lampião Aceso

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FILHA, VIÚVA E NETAS DO EX-CANGACEIRO ASA BRANCA

 Por José Mendes Pereira

Crédito da foto: Maria da Conceição Tavares

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1926, ESTAVA EM CARTAZ NO RECIFE O FILME “JOASEIRO DO PADRE CÍCERO

Por Rostand Medeiros

Nos primeiros dias do mês de junho de 1926, as colunas informativas sobre cinema, exibidas nos inúmeros jornais da capital pernambucana, traziam a notícia que em breve seria exibido um “film” que era considerado pelos jornalistas especializados como “diferente” e “interessante”. Era a apresentação de “Joaseiro do Padre Cícero”, um documentário que mostrava a mítica figura do padre Cícero Romão Batista.

Durante as décadas de 1910 e 1920, fotos tradicionais do padre Cícero, com a sua inconfundível batina negra e seu cajado, freqüentemente eram estampadas nas páginas dos jornais recifenses. Mas normalmente estas imagens vinham acompanhadas de uma pródiga quantidade de críticas e comentários ácidos sobre a figura e a trajetória política do conhecido “Padim Ciço”. Não faltavam nas páginas dos jornais adjetivos como “líder de fanáticos”, ou “comandante de um valhacouto de facinorosos”. Com este fluxo de notícias, associado ao interesse do público local pelos acontecimentos da cidade cearense de Juazeiro, a exibição desta película nos cinemas de Recife chamou atenção de muitas pessoas.

Realizado em 1925, a película foi rodada em 35 milímetros, sendo dividida em cinco partes e a direção coube ao cearense Adhemar Bezerra de Albuquerque. Sua primeira exibição ocorreu no Cinema Moderno, em 

Fortaleza, no mesmo ano de sua produção. Depois de seu lançamento, a película peregrinou por várias capitais brasileiras, através da ação de Godofredo Castro, então deputado estadual no Ceará, e do presidente da Associação de Jornalistas de Fortaleza, Lauro Vidal. 

A intenção destas apresentações era criar uma propaganda positiva em relação à ação política e social do padre Cícero, além de mostrar o crescimento da cidade de Juazeiro. 

Em Recife “Joaseiro do Padre Cícero” foi apresentado ao público local na última semana de maio de 1926, onde ficou em cartaz durante dois dias no tradicional Cinema Royal, localizado na Rua Nova. No dia 2 de junho foi exibido no Cinema São José. Segundo a edição do jornal recifense “A Província”, de 3 de junho de 1926, em uma reportagem sobre o filme, os propagandistas Castro e Vidal afirmaram que este projeto teria custado a soma avultada de “40 contos de réis”. Para se ter uma idéia do que significava este valor naquela época, na mesma edição deste matutino, temos um anúncio da loja “Oscar Amorim e Cia.”, localizada na Rua da Imperatriz, número 118, onde era oferecido o modelo mais barato da linha de automóveis da marca Ford, por cinco contos e seiscentos mil réis. 

Cena da película

Já a crítica, de uma maneira geral, se apresentou positiva em relação à obra de Adhemar Albuquerque e esta aparentemente chamou a atenção da elite cultural recifense. O próprio diretor do jornal “A Província”, Diniz Perilo de Albuquerque Melo assistiu a película e teceu comentários. Para o conceituado jornalista “Joaseiro do Padre Cícero” foi apontado como sendo um filme “nítido”, que servia para mostrar positivamente o “expoente da admirável feição moderna de Juazeiro, da sua vida intensa e dos seus aspectos naturais”. Entretanto ele não considerou “admissível o fanatismo” que era apresentado.

Os jornais mostram que “Joaseiro do Padre Cícero” não foi classificado como um filme "cansativo", com várias cenas que surpreenderam os jornalistas. Entre estas são comentadas as que mostravam o imponente açude do Cedro, as cidades de Juazeiro em dia de feira, Crato, Barbalha e paisagens da região do Cariri. Da capital Fortaleza foi focalizado o seu porto, o passeio Público, o Parque da Liberdade, entre outros locais. Mas a figura mais destacada era o padre Cícero Romão Baptista. Conforme vemos nas páginas do jornal “A Notícia”, de 3 de junho de 1926, ora o popular sacerdote era aclamado pelo povo, ora era apresentado na sua casa, mostrando seu trabalho como prefeito de Juazeiro e sempre junto aos seus fiéis seguidores.

Não conseguimos apurar a rota seguida por “Joaseiro do Padre Cícero” pelas capitais brasileiras. Mas têm-se notícias que foi exibido na então Capital Federal, em setembro daquele mesmo ano. Ocorreu sessão dupla na Sala Parisiense e o filme teria recebido fortes críticas da revista carioca “Cinearte”. Outra exibição confirmada por pesquisadores da história cinematográfica brasileira, mostra que esta película foi exibida no Cinema Politeama, no dia 30 de novembro de 1926, em Manaus.

O periódico pernambucano "O Jornal do Comércio", na sua edição de 2 de dezembro de 1926, informa que houve uma segunda exibição em Recife. Um interessante detalhe que não foi comentado por nenhuma das colunas cinematográficas dos jornais recifenses de junho daquele ano, da conta que aparentemente haviam sido inseridas para a segunda exibição, algumas fotos do grupo de cangaceiros do chefe Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Se esta informação é correta, estas fotografias certamente seriam as chapas obtidas em março de 1926, pelo fotógrafo Pedro Maia, quando da polêmica passagem do famoso bando de cangaceiros pela cidade de “Padim Ciço”.

Independente desta questão, observando as notas dos jornais recifenses sobre o filme, não se pode negar que aparentemente este projeto alcançou o resultado que era desejado pelos seus idealizadores e financiadores. Ou seja, a de desmitificar para as classes dirigentes e formadoras de opinião dos principais centros urbanos do Brasil, da segunda metade da década de 1920, que o padre Cícero era sim um líder carismático, que tinha um grande número de seguidores, mas ao mesmo tempo era um homem inteligente, sério, cumpridor das leis, que buscava tão somente o desenvolvimento de sua querida Juazeiro. Não temos informações sobre o destino desta película.

Adhemar Albuquerque, criador da “Aba Film”

Já Adhemar Bezerra de Albuquerque, o diretor de “Joaseiro do Padre Cícero”, possui o justo reconhecimento de ser cultuado como um dos principais pioneiros e expoentes do cinema cearense, que produziu muitos documentários em 35 milímetros, onde são principalmente apresentados aspectos e acontecimentos da capital Fortaleza e de outras cidades do Ceará. A este homem empreendedor se deve a criação da famosa empresa ligada ao ramo fotográfico “Aba Film”, até hoje em funcionamento e pertencendo a seus descendentes.

Sobre esta empresa, não podemos deixar de comentar o famoso episódio ocorrido em 1936, que envolveu o emigrante Benjamin Abrahão Botto e a filmagem do bando de Lampião em plena caatinga. Com o apoio de Adhemar Albuquerque, o libanês de Zahelh, esteve em duas ocasiões com o “Rei do cangaço”, realizando uma proeza inédita e que se mostrava promissora em termos financeiros.

Cine Moderno: Seleta e privilegiada plateia para exibição do filme "Lampeão". 

Mesmo gerando toda uma expectativa entre o público, em pouco tempo a película é confiscada por ordem do governo de Getúlio Vargas. O Brasil se encontrava então em pleno período da ditadura do Estado Novo, que entre outras ações na região Nordeste, desejava exterminar definitivamente Lampião e o cangaço. Assim o filme de Abrahão seguia totalmente na contramão das ações governamentais, criando uma possível propaganda favorável aos cangaceiros e todo o projeto foi sumariamente encerrado. 

Logo depois, em maio de 1938, Benjamin Abrahão seria morto a facadas em uma pequena cidade do interior de Pernambuco. Após alguns meses, as margens de um pequeno grotão, próximo ao “Velho Chico”, em território sergipano, Lampião caia fulminado de balas, junto com sua Maria Bonita e outros companheiros.

Do filme sobre os cangaceiros pouco restou. Entretanto se não fosse à iniciativa do libanês Abrahão e o apoio correto de Adhemar Bezerra de Albuquerque, não existiria nenhuma imagem cinematográfica de Lampião e seu bando. 

 O emigrante libanês Benjamin Abrahão Botto, o “homem que filmou o facínora” 

Notas e comentários:

Amigos, podemos contar atualmente com instituições que realmente ajudam a conhecer o nosso passado, a quem quer pesquisar. Uma destas instituições fica na Rua do Imperador, no Centro de Recife e atende pelo nome de Arquivo Público do Estado de Pernambuco.

Quando puderem, façam uma visita. Sem dúvida alguma é o melhor de todo o Nordeste. E lá tem muita coisa, mas muita coisa mesmo.

De Natal a Salvador eu conheci, ou pelo menos tentei conhecer, todos estes arquivos públicos e o de Recife indubitavelmente me impressionou. Salvador vem em segundo e Aracaju em terceiro. O resto é depósito e o nosso Arquivo (Natal) até fechado está a mais de quatro anos.

O arquivo de lá possui, veja bem, 9.000 títulos de jornais. Não são 9.000 exemplares de jornais, são títulos de jornais diferentes e alguns remontam ao início do século XIX. È mais que a Biblioteca Nacional e com a vantagem da pesquisa ser gratuita.

Em Recife, o pessoal do arquivo é ativo, profissional e interessado em apoiar o pesquisador. Funciona das 8:00 as 17:00, sem fechar para almoço, é arejado, sua localização é central e de fácil acesso. Existem falhas, mas são poucas diante das vantagens e do comparativo com outros locais. Fica no Centro, próximo ao Palácio do Governo.
 
Este pequeno texto foi feito somente com três notinhas, do material histórico que fotografei por lá.

Um abração,
Rostand Medeiros,  
Pesquisador

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2010/05/1926-o-filme-joaseiro-do-padre-cicero.html

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quarta-feira, 30 de junho de 2021

OS TEMIDOS ZÉ BAIANO E TENENTE DOURADINHO

Por Aderbal Nogueira

Almerinda dos Santos, a Dona Miró, fala nesse vídeo sobre o temido volante Douradinho, Zé Rufino e Manoel Neto, dizendo como era que as volantes entravam em Canindé do São Francisco e qual era o sinal que eles davam.

Fala também de Dulce, que foi sua colega de escola.

Conta que escapou de dançar no baile na Fazenda Cuiabá, local onde os cangaceiros ficaram escondidos após Angico.

Narra também que conheceu algumas mulheres ferradas por Zé Baiano, o fogo que os cangaceiros colocaram em

Canindé e o sequestro de seu tio Cacá, bem com o medo que tinha dos cangaceiros. Nesse link a história contada por quem presenciou os fatos.

https://youtu.be/Ghoyog7CPKk

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=1485022055175434%2C1484739741870332&notif_id=1625095355459612&notif_t=group_activity&ref=notif

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SEU JULHO

 Clerisvaldo B. Chagas, 10 de julho de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.565


Chegou o Seu Julho, mês mais frio e chuvoso do nosso outono/inverno. E quando dissemos nosso, falamos do sertão de Alagoas. Julho é o mês de festa da Padroeira de Santana do Ipanema, a maior festa religiosa do interior do estado. Tradicionalmente é aberta com procissão de mais de 1.500 carros de boi que conduzem a santa de uma cidade circunvizinha até à sua paróquia, onde, geralmente é celebrada a missa no Largo Cônego Bulhões, ao ar livre. Mas também, para os amantes do tema, é o mês comemorativo do fim do cangaço nordestino, correspondente ao dia 28. E voltando à festa da Padroeira, sempre existe uma trégua da chuva no dia de abertura, quando multidão se desloca do campo para procissão rodando em carros de boi.

Já se foi aquela festa à moda antiga, um frio intenso, todos de japona (casaco de frio de moda importada), desafiando a “cruviana”, para lá e para cá por entre barracas e peças do parque de diversão. Músicas no alto falante enviadas como mensagem para namorados, namoradas e paqueras. Fileiras de bancas de jogos de dados, provocando a matutada. Carro de fogo no arame da praça, desenrolar de imagem da padroeira no poste, Passeio nos barcos, no curre, na onda, no carrossel de patinhas, na roda gigante. Balão colorido cortando os ares e banda de música abrilhantando tudo. Forró no mercado, bancas de jantares, leilão de produtos diversos, repentistas nos bares, bebidas para os apreciadores no entorno das brincadeiras.

Nave lotada, cada noite um pregador, apresentações religiosas, pessoas descalças pagando promessas, presença do bispo na última noite do novenário e procissão final interminável! Era essa a Festa da Padroeira da nossa cidade que, igualmente a outras do mundo inteiro, foi variando com o tempo, cai aqui, melhora ali, mas a devoção e a fé continuam inabaláveis na avó do Cristo que chegou por aqui na Ribeira do Panema em 1787. Mês de julho é tão esperado quanto o seu irmão junho. Além do que já foi dito, é a consolidação da safra anual do campo.  O que passa de julho é rebarba e muitas produções da zona rural já foram perdidas por causa da frieza do mês de agosto em outras ocasiões.

O mês 7 é um número místico, o maior de todos. Recebeu o nome de julho, em homenagem a Júlio César. Deus no comando.

TRABALHO CONSTANTE NAS RUA (B. CHAGAS).

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/06/seujulho-clerisvaldob.html

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ORLANDO TAPAJÓS: CRIADOR DO TRIO ELETRÔNICO

Por Conrado Matos – Psicanalista, Poeta, Filósofo e Escritor.

Foto/Arquivo: Rede Bahia

Muitas pessoas não imaginam que o bairro de Peripiri, Subúrbio de Salvador, foi destaque no Carnaval baiano. Tudo começou por aí, quando Seu Orlando Tapajós criou o Trio Eletrônico. Sua primeira apresentação foi justamente em Peripiri, no ano de 1956. Após seis anos de experiência, Orlando Tapajós criou uma espécie de carroceria metálica no caminhão, adaptada para festejar na avenida. Foi o maior sucesso e o carnaval ganhou um novo modelo de trio, diferente do primeiro trio, a fobica, um calhambeque Ford, adaptado por Dodô e Osmar em 1950, que desfilavam tocando em cima deste carro.

Depois vem o Trio Tapajós. Um dos trios mais famosos de 1972, criado por Orlando Tapajós foi o Caetanave, um trio em forma de uma nave, inspirado no avião supersônico da Concorde, produzido entre as décadas de 60 e 70. A ideia do nome do trio foi criada pelo próprio Caetano Veloso, depois do seu retorno do exílio. Caetano desfilou neste trio com gente de peso, Gil, Gal Costa e Maria Bethânia.

Seu nome verdadeiro, Orlando Campos de Souza. Ele falou antes de morrer que ganhou muito dinheiro pelo Brasil afora, porém gastou tudo. Ele criou nada menos o total de 60 Trios Elétricos Tapajós. Levantou uma mansão na Pituba com piscina, cinco quartos e perdeu tudo depois de uma falência.

Para quem não está sabendo, O Trio Elétrico Tapajós foi o primeiro a percorrer o Brasil. Segundo Seu Orlando, o Trio participou de uma abertura do Carnaval Carioca e mais tarde as Escolas de Samba o impediram de participar novamente. Lembrando que o Trio Tapajós participou da comemoração do mundial do Flamengo, em 1981.

O construtor do Trio Elétrico Eletrônico, Orlando tapajós, morreu no dia 17 de junho de 2018, de infarto e estava com 85 anos. Viveu no Marback, Bairro Imbuí, em um apartamento minúsculo, modesto, num beco, na Rua Fortaleza, sem recursos e doente. Porém, nunca perdeu a alegria e a gratidão com o carnaval baiano. Em 2018, antes do seu falecimento, ele ainda chegou a desfilar no carnaval. É considerado um imortal do carnaval baiano, uma lenda viva na história do Trio elétrico.

Conrado Matos – Psicanalista, Poeta, Filósofo e Escritor. Autor dos livros, A RECEITA da FELICIDADE vem de VOCÊ e de O SERtão em Versos. Escritor sergipano, radicado em Salvador há 40 anos.

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1645604842306060&id=100005696808637&notif_id=1625093436234533&notif_t=tagged_with_story&ref=notif

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APEGO


Dá pra sentir o aconchego

E um calor no coração

Um sentimento sem medo

Guardado com devoção

Amados com tanto zelo

Chega causa comoção

Essa mistura de apego

De ternura e de paixão

Aninhadas dentro do peito

Sem sofrer desilusão

É um retrato da beleza

Que reflete o meu sertão

Aldira Martins

Obs: crédito da foto

@paginacaatinga.oficial

(Instagram)

Compartilhada por SerTão Nordestino

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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É HOJE !!!! GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

Por Manoel Severo 

https://www.youtube.com/watch?v=lwQ31YG6lfA&ab_channel=CaririCanga%C3%A7o

É HOJE !!!! GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO desta quarta-feira, dia 30 de junho de 2021, simplesmente imperdível. Toda a Magia e Força do Cangaço no Cordel. Manoel Severo Barbosa, curador do Cariri Cangaço, recebe os grandes; GERALDO AMÂNCIO, PAULO DE TARSO - O POETA DE TAUÁ E KYDELMIR DANTAS para uma conversa extraordinária sobre a profunda ligação do fenômeno cangaço com uma das mais espetaculares manifestações da arte e cultura popular, o Cordel. 

NESTA QUARTA AS 19H30 NO CANAL DO YOUTUBE DO CARIRI CANGAÇO.

basta clicar no link: 

 https://www.facebook.com/photo?fbid=4208310115857481&set=a.229016400453559

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O SOLDADO ADRIÃO NÃO DEVE SER ESQUECIDO

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=6r94Nbg0PwQ&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria

Adrião Pedro de Souza, soldado e integrante da volante do Aspirante Francisco Ferreira, foi morto ainda no início do combate do Angico. Com a subdivisão da tropa comandada pelo Tenente João Bezerra, para a execução do cerco ao acampamento onde se encontrava Lampião, o grupo liderado pelo Aspirante Ferreira, foi o que primeiro se deparou com os cangaceiros, e iniciaram a ofensiva. Terminado o combate, foi constatada a morte de Adrião... 

Referências: .“Como Dei Cabo de Lampião”, de João Bezerra da Silva ."Homenagem ao soldado Adrião", de Paulo Brito .Cariri Cangaço.

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CHIQUINHA GONZAGA, SEVERINO JANUÁRIO E LUIZ GONZAGA.


CANGAÇO_SATURNINO E LAMPIÃO - A INTRIGA

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=HsJlsqEJjkY&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

José Alves pesquisador e filho de Luiz de Cazuza conta nesse vídeo o início da desavença entre Virgulino e José Saturnino. 

Vídeo gravado em 2005 nos escombros da casa da mãe de José Saturnino. Esse vídeo é dos acervos da SBEC e está em meus arquivos.

https://youtu.be/HsJlsqEJjkY https://youtu.be/HsJlsqEJjkY

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