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sábado, 31 de dezembro de 2016

CRISTO EM NÓS -SEMPRE

Por Elder Heronildes e Zélia Macêdo

Por que não sermos o altar de Jesus Cristo, hoje, amanhã e sempre?

Não somente no Natal, mas permanentemente, com serena e inquebrantável vocação e de grandeza na humildade, mesmo parecendo um paradoxo, sem ser.

Uma palavra em latim, chama a atenção: Christianus alter christus, ou seja: “o cristão é um outro Jesus Cristo.”


Não quer isso afirmar que somos imaculados, divinos, infinitos, embora possamos sê-lo, através de um lento, persistente e caridosamente pelo envolvimento na integralidade do seu amor, numa nova vida.

Somos Nele, por Ele, na vida que a Ele dedicarmos, conduzindo, em todos os instantes e momentos, através do comportamento, da caridade, do amor ao próximo, atendendo os aflitos e pondo amor em todas as nossas ações, todos os dias, não só hoje.

E quanto mais for esse amor, quanto mais pesada forem os nossos deveres cristãos, quanto mais pesada as cruzes carregadas, visando o bem do próximo, com maior contundência, de maneira marcante, será  a sua presença em nós, daí fazer sentido aquelas palavras latinas, pois ele está em cada um que com resignação conduzir em seus ombros, sentir  em suas carnes, material e espiritualmente, o peso das suas cicatrizes, ou feridas abertas pelo esforço desenvolvido.

Poder-se-á dizer, não só no Natal, mas todos os dias, que é chegado o momento propício, para uma passagem de vida interior do ser humano. E isso, é na realidade, quando se concretiza e se pratica o envolvimento integral, uma verdadeira passagem, numa transcendentalidade que vai do finito ao infinito das nossas células mais íntimas, por força da intensidade do amor, nascido de um Ser que, com a sua presença, divinizou o humano, através de um sopro de Luz, que emergiu de um simples berço de palha.

Foi ali o nascimento e o caminho da paz através do amor absoluto, gerador da própria salvação de todos, num só, permitindo, pela bondade infinita, pela entrega total, que aquela Luz não se tornasse estática, mas resplandecente e contínua, pois representativa de um novo amor, de uma nova esperança, de um novo sentimento salvifico que se completará através dos tempos, pela força do espírito, incrustada no ser humano, por obra e graça de um Ser com força Divinal, vindo à lembrança, mais uma vez, àquelas palavras latinas, pois. Jesus Cristo se completa em nós.

Façamos em nós, então, como parte integrativa desse todo escolhido pela força divinal de um menino de Luz, o instrumento concreto do amor, da paz, da harmonia, numa transposição espiritual, sempre em seu nome, do bem presente para o bem futuro, fazendo com que o brilho e as vibrações benéficas emanadas do coração, que se formaram antes, se constituam num caminho de bondade, pelo amor recíproco, inspiração maior daquela Luz, a Luz de um menino, numa manjedoura, que espargindo um brilho incomum deu vida e sentido à própria humanidade.

E dentro dessa atmosfera de iluminação, de nascimento, de amor e de sublimação da vida, que nos foi legada na Cruz por aquele que se fez homem para redimir a todos, com o seu sagrado sangue, é que, olhando um para o outro num simples toque de mãos, expressemos os nossos desejos de que a felicidade natalina, e o ano que se aproxima, não sejam apenas frivolidades festivas, ou uma simples mudança no calendário, mas a representatividade humana da própria vida, iluminada, por Aquele que fez dela o instrumento maior do seu amor.
Mossoró,  dezembro de 2016


Elder Heronildes e Zélia Macêdo

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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AURORA: Prefeitura inaugura Casarão do Cel. Xavier
















Gestão do prefeito Adaiton Macedo por intermédio da sua secretaria de cultura e turismo  inaugurou na noite de ontem(30) a Casa da Cultura Moacir S. Pinto e Centro Cultural Aldemir Martins 

Sexta-feira, 30 penúltimo dia da gestão do prefeito Adailton Macedo quase no apagar das luzes Aurora ainda recebia uma grande obra popular, diga-se de passagem com muita pompa e alegria. Trata-se do Casarão do Cel. Francisco Xavier de Souza(antiga Cnec) agora completamente restaurado e mantidas suas características originais. 
Um trabalho que ficou belíssimo na opinião de todos quantos participaram do grande acontecimento inaugural ocorrido na noite de sexa.
Um prédio centenário que antes corria o risco de cair e de se perder para sempre um pedaço importante não apernas da história arquitetônica de Aurora, mas de toda a região. Adquirido pela gestão municipal(assim como a casa do agente da Reffesa onde hoje funciona a sede da Secult) o casarão do Cel. Xavier constitui - conforme disse o secretário José Cícero em sua fala, o que há de mais autêntico ainda presente, da rica historiografia aurorense de meados do século XIX. Algo que não podia passar despercebido pela geração do presente e tampouco desaparecer como estaria destinado, caso não fosse a ação providencial desta gestão. O casarão portanto é um testemunho vivo de parte significativa da história de Aurora e região, acentuou.
O prédio agora, lindamente decorado e revitalizado recebeu a denominação de Casa da Cultura Moacir Soares Pinto e Centro Cultural Aldemir Martins(dois filhos da terra) sendo devidamente transformado num dos mais festejados equipamentos culturais da cidade abrigando dentre outras coisas: o museu municipal, a sede da banda de música Sr. Menino Deus, o auditório Dona Santô e a escola de música maestro Esmerindo Cabrinha da Silva. Também oportunizará espaço para exposições temáticas permanentes e temporárias, artes e ofícios no sentindo de fomentar o desenvolvimento cultural do município, disse o secretário. 
A solenidade foi prestigiada por um grande número de pessoas, além de muitas autoridades, incluindo a vice prefeita Mariquinha, vereadores o ex-prefeito João de Zeca o prefeito eleito Júnior Macedo e os secretários da gestão. A banda de música municipal fez a abertura da solenidade ao executar, além dos hinos nacional e do município belos dobrados do passado. Fizeram uso da palavra o secretário de cultura professor José Cícero e o prefeito José Adailton Macedo. O padre Antonio José - pároco da cidade, realizou a benção do prédio diante da multidão que se fez presente.
Segundo o prefeito e o próprio secretário, os recursos para à obra foi fruto de emenda parlamentar conseguida através do deputado federal Mauro Benevides, contando também com o apoio logístico do ilustre aurorense Francisco Sobreira(Gato) presidente da Associação dos ex-funcionários situada da Reffesa na capital cearense.
O mais lamentável, porém foi a ausência de qualquer familiar ou representante do homenageado, inclusive, a curiosa falta do vereador proponente da homenagem que, além de não se fazer presente sequer realizou qualquer contato com a organização acerca do acontecimento. O que por sua vez demonstra o grau de sensibilidade contida numa iniciativa desta envergadura histórica quando não há sequer o comparecimento como deveria. Algo que devia ser encarado com maior desvelo e critério nas inciativas futuras. 
Mas nada disso tirou o alto brilho do acontecimento - e as imagens falam mais do que mil palavras.
Parabéns Aurora pela preservação de uma parte fundamental da sua história, posto que tudo começou ali.
______
# Da Redação do Blog de Aurora.
fotos Luiz Neto

MENSAGEM DESEJOS

Por Carlos Drumond de Andrade

"Muitas vezes nesta vida, nós somos o remédio da vida de outras pessoas!

Quantas vezes você já curou uma pessoa com o seu abraço, uma visita inesperada, um sorriso, uma palavra, um carinho ou até mesmo, um e-mail enviado? Sua presença alegra a vida das pessoas, é um poderoso remédio contra a tristeza, a depressão, a dor e os sofrimentos da alma.


Estar presente, na vida das pessoas que amamos é milagre poderoso, que pode transformar-se em processos de cura absoluta."

Faça parte da caixinha de remédios de alguém!

O ano novo que se aproxima não terá nada de novo se nós não tivermos atitudes novas!

Que em 2017 possamos ser melhores Pais, maridos, esposas, mães, filhos, cristãos!E AMIGOS.

Que em 2017 não venhamos a repetir os erros de 2016!

Que em 2017 possamos abraçar mais, elogiar mais, agradecer mais!

Que em 2017, Jesus possa ser o centro mais no centro!

Que em 2017 a Graça e as misericórdias do Senhor nos acompanhe!
31/12/16 16:07:19: Benedito: DESEJOS

(Carlos Drummond de Andrade)

"Para vocês, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. 

Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade."

FELIZ 2017!!!!!!

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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UM RIO. NO OUTRO LADO DO RIO...

*Rangel Alves da Costa

Há um rio. Vejo um rio. Um rio bonito, manso, por vezes largo, por vezes apenas um caminho em curvas molhadas. Mas o que atiça minha imaginação está no outro lado do rio.

Povos desconhecidos. Vidas desconhecidas. Costumes e tradições ainda não conhecidos. Tudo tão próximo e ainda tão inacessível por estar do outro lado rio. E eu ainda não haver alcançado a outra margem do rio.

Há um rio. Um rio diante do meu olhar. Que solene e majestoso rio, dançando em valsa danubiana, passando leve como uma pluma. Mas o que me chama vem do outro lado do rio.

Talvez um povo bárbaro. Talvez uma tribo nativa ou um povo se preparando para um sagrado ritual. Quem sabe apenas a solidão numa terra ainda inexplorada. Mas a certeza de um caminho que deva ser percorrido no outro lado do rio.

Há um rio. Sinto um rio. Um barco que vem, um barco que vai, uma margem, um caudal piscoso que emerge e vai sumindo. Mas penso é no que está no outro lado do rio.

Ali do outro lado pode ser a moradia daquele que fugiu da selva de pedra para viver sua doce e bucólica solidão, vivendo entre luas e coqueirais, entre sóis e canções da natureza. Numa rede de dormir ao luar e numa tapera levantada em bambu.

Há um rio. Pertinho de mim há um rio. O seu leito preexiste a toda a vida, a toda terra, a todo o viver, pois fincado nas entranhas de margem a margem. E no outro lado o que quase me faz voar na ânsia de conhecer.


No outro lado avisto apenas o outro lado. Nada está visível ou definido ao olhar. Sombras, réstias, brumas, miragens, idealizações de tudo o que possa existir ali. Talvez um barco esteja repousando nas margens, talvez um olhar esteja escondido entre os tufos verdosos a vigiar a vida desse outro lado. A minha vida.

Há um rio. Quase piso nos rasos das águas desse rio que está aqui. Mas certamente pisarei, adentrarei o seu leito até alcançar a sua outra margem. É lá que quero conhecer e desvendar todo o mistério e encanto de sua existência.

Quando eu era menino e nos braços de minha avó me jogava para ela fazer cafuné, então de sua voz ouvia que o que importa mesmo na vida de um ser humano não é avistar somente o rio que passa diante do olhar, mas o que está do outro lado.

E minha avó me dizia mais: Todo olhar da pessoa é um rio e tudo o que ela avista é um rio. Mas o que importa mesmo é não se contentar com o mesmo rio, as mesmas águas, a mesma mansidão e a mesma correnteza que passa. Impossível viver sem conhecer o outro lado rio.

A pessoa – continuava minha avó – deve sempre procurar a outra margem do rio por que esta outra margem representa todo o conhecimento que ainda não foi alcançado e que tanto se faz necessário à vida. Não se deve contentar apenas com o visto e sua aparência, deve-se sempre buscar alcançar outras realidades.

Neste sentido, a outra margem do rio como o livro que continua fechado. No outro lado, páginas que precisam ser lidas, lições aprendidas, realidades vivenciadas. Não apenas o oculto e o desconhecido, mas o tênue véu que espera ser afastado e conhecido na outra face.

Daí que preciso alcançar a outra margem do rio. Daí que preciso chegar ao outro lado do rio. E até por que já cansei de caminhar pelos mesmos caminhos. Já não suporto mais ter noites de manhãs não acontecidas. Já não posso mais ter os mesmos dias e as mesmas noites.

E sinto que chega um barco e repousa na margem onde estou. Está vazio, talvez esperando apenas que alguém nele suba e vá com ele a outra margem do rio. Olho ao redor e sinto que sequer precisarei dar adeus a alguém ou alguma coisa.
E pelas águas vou...

Escritor
Membro da Academia de Letras de Aracaju
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TESTEMUNHA OCULAR A EX-CANGACEIRA SILA

Por Geraldo Júnior

... trago até vocês esse documentário onde a ex-cangaceira Sila (Ilda Ribeiro de Souza) companheira de Zé Sereno antigo cabra do bando de Lampião, conta detalhes e relata o que presenciou durante as últimas horas de vida de Lampião.

https://www.youtube.com/watch?v=4i4Q3fy9eMY

Sila e Zé Sereno sobreviveram ao ataque da Força Policial Volante alagoana, comandada pelo então Tenente João Bezerra, ocorrido na manhã do dia 28 de julho de 1938. Durante o ataque foram mortos além de Lampião e Maria Bonita, outros nove cangaceiros e um Soldado da Força alagoana.

Embora haja alguns equívocos no depoimento prestado por Sila, sua importância não pode ser descartada por tratar-se de um relato de uma testemunha ocular dos acontecimentos e por tratar-se de um documento histórico importante para quem pesquisa ou almeja conhecer um pouco mais sobre a fantástica e fascinante história do cangaço nordestino brasileiro.

A gravação constante nesse documentário foi extraída do "LP - A MÚSICA DO CANGAÇO (TODAMÉRICA).

Destaque também para o áudio de excelente qualidade e clareza.
Ouçam...

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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A PRIMEIRA PAIXÃO DE LAMPIÃO


Virgulino tinha 19 anos de idade. Rosa, uma morena da Ribeira, foi sua primeira paixão. Imaginava Desposá-la.

No dia 31 de maio era hábito realizar-se, em Nazaré, a festa de encerramento do mês mariano, ou seja, mês de Maria, a mãe de Jesus. Todo pessoal comparecia bem vestido. Virgulino também foi à festa. Vestiu a melhor roupa. Na igreja, correu os olhos pelos bancos e avistou a namorada. A menina tinha 16 anos de idade, olhos castanhos muito vivos, cabelos pretos, atados a uma fita azul. Rezava ajoelhada. Depois do terço eles se olharam. O amor sertanejo naquele tempo eram apenas olhares.

Ficaram algum tempo na calçada. Observaram o céu pontilhado de estrelas. Os foguetes espocavam.

Rosa retirou-se acompanhada da sua família. Encobriu-se na curva da estrada. Virgulino estava apaixonado.

Nessa época era Virgulino o vencedor das famosas vaquejadas de Vila Bela (Serra Talhada) e de Nazaré (distrito de Floresta). As moças vibravam quando ele cavalgava e rodava os dedos uma chibatinha. Após as vitórias, aplaudiam e enfeitavam de fitas o vaqueiro almocreve, artesão e poeta.

Meses depois, tudo findou. O destino estúpido traçou-lhe um paralelo, com caminhos diferentes. Foram raras as oportunidades que os dois enamorados se avistarem. 

Nas horas vagas, Virgulino dedicava à menina, com carinho, versos de sua autoria, que cuidadosamente guardava no alforje:

(transcrevemos dois dos quatro estrofes)

Tive também meus amores,
Cultivei minha paixão,
Amei uma flor mimosa,
Filha lá do meu sertão,
Sonhei de gozar a vida
Bem junto à prenda querida
A quem dei meu coração;

Quando de ti me apartei,
Naquela tarde saudosa,
Não pude mais consolar
A minha alma piedosa,
Rosa aceite um adeus!
Nesta cartinha amorosa

Fonte: Lampião – Cangaço e Nordeste – Aglae Lima de Oliveira
foto: Virgulino com 20 anos de idade.

Segunda Fonte: facebook
Página: Ruy Lima
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1394208990601533&set=gm.1700967100215794&type=3&theater

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O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ – A HISTÓRIA DO MOTORISTA “GATINHO”

Material do blog Tok de História do escritor Rostand Medeiros

Clique no link para ler os acontecimentos completos.

https://tokdehistoria.com.br/2014/12/06/o-ataque-de-lampiao-a-mossoro-a-historia-do-motorista-gatinho/

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LAMPIÃO FOI HERÓI OU BANDIDO? E POR QUE ELE NÃO MATOU OS SEUS DOIS MAIORES INIMIGOS?

Por José Mendes Pereira

Segundo os pesquisadores e historiadores, realmente Lampião tentou algumas vezes exterminar o Zé Lucena, mas na minha opinião, quando a prática de furtos tomou rumo certo e foi aumentando, aquela velha história de assassinar os seus dois inimigos o 

Zé Saturnino inimigo nº 1 de Lampião

Zé Saturnino por ter feito ele, pais e irmãos saírem do que eram seus e fugirem para outras localidades, o Zé Lucena por ter matado o seu pai, foi ficando no esquecimento. Tudo era muito difícil, vez que ele era nômade, e às vezes, estava muito distante das residências dos seus inimigos, e seria inútil nadar contra as águas. 

Tenente Zé Lucena

Eu sou muito amigo do rei do cangaço (dentro do estudo cangaço, óbvio), mas eu sou (muito) mais amigo daqueles que tentaram conservar as suas vidas quando atacados por ele ou pelos seus comparsas, do que do capitão Lampião. Ele nunca foi, não é e nem será nunca, (HERÓI). Sempre será bandido. Sei de todas as humilhações que ele passou, a família, as pressões feitas contra ele, só na no sentido de vencê-lo..., mas ser herói não é para qualquer um. 

Admiro-o diante da coragem, das estratégias, das conquistas relacionadas às autoridades que se rendiam e o acoitavam, da maneira como ele tratava os seus comandados e ninguém deixava de obedecê-lo, de respeitá-lo, de admirá-lo pela maneira de saber administrar uma empresa só de homens perigosíssimos, feras humanas, que são muito mais perigosas do que o próprio animal irracional, mas ele que me perdoe, bandido foi e nunca deixará de ser. 

O que escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica, é apenas a minha opinião, e nada desrespeita a família Ferreira, porque ela sabe que o nosso amigo Lampião não foi santo, e eu não o acusei de coisas que não fez.

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DOCUMENTÁRIO PAIXÃO E GUERRA NO SERTÃO DE CANUDOS

https://www.youtube.com/watch?v=D4JutHnMj7w&feature=youtu.be

Paixão e Guerra no Sertão de Canudos [Documentário /1993 - Narração: José Wilker]

"Documentário produzido ao longo de 3 anos, "Paixão e Guerra no Sertão de Canudos" de Antônio Olavo conta a epopeia sertaneja de Canudos. No percurso de 180 cidades e povoados de Ceará, Pernambuco, Sergipe e Bahia, o vídeo reúne raros depoimentos de parentes de Antônio Conselheiro, contemporâneos da guerra, filhos de líderes guerrilheiros, historiadores, religiosos e militares."

Narração: José Wilker
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Música
"Andanças de Conselheiro (feat. Dercio Marque)" por Fábio Paes ()

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VILA DO ARARIPE, A CASA DE LUIZ GONZAGA

https://www.youtube.com/watch?v=apz1_UVztYE

Publicado em 22 de janeiro de 2013

Ô de casa... A Vila do Araripe, no sertão de Pernambuco, é a casa de Gonzagão. Foi onde ele nasceu, de onde partiu em busca da fama e para onde voltou, 16 anos depois, protagonizando o diálogo mais famoso da música nordestina ao abraçar o pai, Januário. Visitamos a Vila nas festividades que marcaram o centenário do Rei do Baião. Tem depoimentos de sanfoneiros e artistas gonzaguianos. Não perca.

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Música
"A Vida Do" por Luiz Gonzaga ( • )

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CIRCO DO INTERIOR!

Por Roberto Amaral

Quando retornava de um show em uma cidade do interior da Paraíba, Luiz avistou, do carro um circo desses bem humildes, que transita de um lugar para o outro, um circo mambembe!

Ele então pediu para o motorista levá-lo mais próximo. Ficou observando do carro a vida daquelas pessoas humildes que por intermédio do circo, faziam as pessoas sorrirem em troca da própria sobrevivência.

Um senhor do circo o viu, veio até o carro e disse:

- o Sr. Não é Luiz Gonzaga?

Ele disse: 

- Sim, sou eu mesmo!,

- E o que o senhor faz por aqui? 
Perguntou o dono do circo, espantado!

Luiz falou: 

- Vim pedir pra você anunciar que, hoje à noite, Luiz Gonzaga, vai tocar neste circo!.

O homem, meio que sem jeito, falou:

- Sr. Luiz, a gente não tem condições de pagar um artista que nem o senhor!

E Luiz respondeu: 

- Anuncie assim mesmo, homi, que Luiz Gonzaga vai tocar aqui esta noite! E tocou o carro pra pista...

À noite, o circo, simples e tão desestruturado que nem cobertura tinha, estava lotado, só com a noticia de que Luiz iria ali estar.

Ele procedeu como combinado e na hora acertada, apareceu, tocou por quase 1 hora!

No final, o dono do circo chegou para Luiz e falou, com toda honestidade de um sertanejo simples:

- Seu Luiz, divida o apurado como o Sr. achar justo!

Luiz olhou para o bolão de dinheiro que ele segurava e falou:

- Este dinheiro é teu, home! Agora, cria vergonha e compra uma lona nova por circo! Se eu passar por aqui de novo, não vou querer cantar ao relento! Esse dinheiro é pra você melhorar seu circo e também a tua vida!

Apertou a mão do novo amigo... e partiu!

Esse era o velho Lua!!!
Contribuição: Roberto Amaral

http://www.luizluagonzaga.mus.br/000/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=32

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
franpelima@bol.com.br
Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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O CANTO DO ACAUÃ

Marilourdes Ferraz e Sálvio Siqueira

Há aqueles trabalhos literários que desejamos muito em todos os talhos da historiografia. Eu particularmente tinha muita vontade de ter, junto aos meus queridos livros da História do Cangaço, o livro da autora Marilourdes Ferraz , “O Canto da Acauã.

Fabiano Ferraz

Em contato com o amigo Fabiano Ferraz, filho da autora, combinamos que iria, vejam só, na casa dela, na cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco.


Terça-feira passada, ontem, 13 de dezembro de 2016, dia de Santa Luzia, tive que ir a Capital para resolver alguns problemas particulares. Citando essa ida para Fabiano, ele entrou em contato com a mãe, e marcou nosso encontro.

O horário seria para, entre as 13 e 14 horas, estar na casa dela. Resolvendo meus assuntos. A ansiedade bateu forte. A vontade de conhecer mais uma pessoa que é história, me tirou o sossego e, botei o pé na estrada, partindo para o endereço. Só meus amigos, que eram 11h00min horas da manhã quando em frente à morada estava eu. Sem saber como fazer, pois estava muito adiantado. Resolvi falar com o porteiro e este me recebeu educadamente. Interfonou, mas ela tinha dado uma saidinha. Ele mandou que sentasse em um banco no hall. Pouco tempo depois, acredito que nem vinte minutos tinha passado quando, de repente, surgiu uma senhora, sorridente, elegante e muito simples, perguntando se eu era ‘Sálvio’. Reconheci de imediato de quem se tratava. Apresentei-me, larguei algumas coisas que estava vendo, levantei-me e dei aquele abraço nela.


Vocês não imaginam como é educada, simples e inteligente. Ao entrar em sua casa, senti que ali a história fizera moradia.

Sálvio Siqueira com o livro O Canto do Acauã

Obrigado dona Marilourdes Ferraz pela acolhida calorosa e muito amável. Ao seu filho, Fabiano, meus sinceros agradecimentos por ter-me proporcionado tão rico e emocionante encontro.

Marilourdes Ferraz

E o livro veio comigo para juntar-se aos outros. Autografado e tudo.

Aqueles que querem adquirir um exemplar do “O Canto do Acauã”, entre em contato com Fabiano Ferraz, pela página do facebook.

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Adquira também com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

Fotos Sálvio Siqueira

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CANGAÇO NO PIAUÍ


 Mais um livro do escritor e fundador da SBEC -  (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço) Paulo Gastão.


Entre em contato com o autor através deste e-mail: paulomgastao@hotmail.com

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br
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DO DIÁRIO DE UM SERTÃO

*Rangel Alves da Costa

POÇO REDONDO, SERTÃO SERGIPANO DO SÃO FRANCISCO, SITUADO NO POLÍGONO DAS SECAS, NA REGIÃO SEMIÁRIDA DO NORDESTE, CARACTERIZADO PELA VEGETAÇÃO ARBUSTIVA NORDESTINA, COM PREDOMINÂNCIA DE CACTÁCEAS. AS ESTIAGENS, COM SECAS PROLONGADAS, PERDURAM POR ANOS SEGUIDOS.


Estrada de asfalto nas rodovias e principais áreas de acesso. Estrada de chão poeirento e espinhento nos demais interiores e ao redor das povoações. Veredas que se alongam em meio ao que restou da mataria. Mas tudo como um campo aberto pelo desmatamento e morte das plantas pela ausência de chuvas.

O sol começa a afoguear já nas primeiras horas do dia. As noites já não são tão refrescantes como noutros tempos. Ao aproximar-se o meio-dia então tudo se transforma em fornalha. No céu sem nuvens, apenas o clarão que desce em quentura e desolação. De canto a outro e nunca se avista uma formação chuvosa.

Casebres e casinholas de beira de estrada e mais adentro, tudo parece abandonado. Casa fechadas ou de porta batendo sem aparecer vivalma. Mas os moradores continuam nos mesmos lugares onde estiveram, só que agora sem o ânimo para aparecer na janela ou caminhar fazendo uma coisa e outra pelos arredores ou na malhada.

São poucos, mas ainda são avistados os bichos próprios desse sertão. Ali e acolá andeja uma vaquinha magra, ossuda, tropeçando no próprio passo. Mais adiante um cachorro magro deitado a pouca sombra de um umbuzeiro. Jegue, cavalo, burro, tudo num só sofrimento pela falta do pão da terra e da fonte. Não há mais água e nem capim.

Comer o que? O que o bicho vai comer ou beber? Eis o santo sacrifício de tudo. Menino passa fome, mulher passa fome, velho passa fome, mas com o bicho é diferente. Assim diz o sertanejo. E por isso seu sofrimento quando já não há palma, não há resto de folha, não há qualquer broto no chão.

Da porta adentro uma tristeza só. Nada sobre o fogão de lenha. Num canto uma menina bonita brincando com uma velha boneca sem braços. Noutro canto um menino bonito brincando com ponta de vaca. Mas como conseguem brincar e até sorrir diante uma situação dessas?

Passa um calango correndo. Tem que correr para não acabar assado no fogo de chão. Não há caça nem fruta do mato. Desde muito que o preá deixou de correr pelos arredores e não há mais codorna ou nambu. A mata sertaneja já não existe. E onde não existe mata não pode existir caça, passarinho, avoante ou qualquer ser que faça ninho ou pouse no pé de pau.

Ante a seca devastadora, já não se consegue avistar plantas nativas nem aquelas que suportam as estiagens mais prolongadas. As catingueiras são magras, definhadas, acinzentadas e desnudas.

As cactáceas como o mandacaru, o xiquexique, a palma, o facheiro e a jurubeba, mesmo sendo adaptadas aos climas mais áridos e secos, já não suportam a força do sol e a queimação do calor. Igualmente a demais vegetação, também vão morrendo aos poucos.

Mas o sertanejo é o mesmo. E continua mais forte. Não haveria que se pensar diferente quando o sofrimento é tão grande e devastador e ele continua adiante da porta, no meio do tempo e debaixo do sol, tentando avistar nuvem de chuva, sonhando com pingo d’água, fazendo planos para o futuro.

Mas em Poço Redondo já são quatro anos de seca. Oito dias sem um pingo d’água na torneira. E agora sem água mineral pra vender. Só restam as bolhas de suor da luta. E quando acabar o suor?

Escritor
Membro da Academia de Letras de Aracaju
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