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sábado, 24 de junho de 2017

VIVA A SÃO JOÃO!

Por Adilson Costa

Estrelinhas no telhado 
se confundem com pirilampos
e lantejoulas penduradas 
em firmamentos bordados de balões
e tingidos pela brancura das tintas leitosas de majestosos luares!

O silêncio capitula diante do cirandar das cores
e de repetitivos brados de VIVA A SÃO JOÃO,
numa explosão de frenesi e êxtase!

Cadeiras pelas calçadas 
e a saudade insistindo em perambular
nas naves das nossas lembranças...

VIVA A SÃO JOÃO, 
quando se acende a fogueira
e todos os hinos do sertanejo
conseguem ser preservados
nos corais juvenis dos coretos de nossas cidades!

Bandeirolas misturadas ao sereno,
espigas brilhando sob os lamentos da zabumba
e de uma distante quadrilha vestida de passado...

Lá de cima Gonzagão acena
com sua sanfona de magia,
mostrando no céu a asa branca
renascendo de todas as secas
pelos rincões do nosso torrão...

VIVA A SÃO JOÃO!
VIVA O NORDESTE!
VIVA À POESIA!


Adilson Costa

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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INVASÃO E RESISTÊNCIA - OS 90 ANOS DA DERROTA DE LAMPIÃO NO CONFRONTO COM O POVO DE MOSSORÓ – PRISÃO DE ANTÔNIO GURGEL E O INÍCIO DA PELEJA - PARTE V

Por José de Paiva Rebouças

Depois das informações colhidas em reunião com o intendente sobre a presença de Lampião nas redondezas, o bancário Jaime Guedes foi conversar como o sogro, coronel Antônio Gurgel do Amaral.

Coronel Antonio Gurgel do Amaral seu filho e esposa Adélia da Silva Gurgel - 
https://tokdehistoria.com.br/tag/gatinho

Embora não tivesse informações confiáveis, Gurgel temia que o bando chegasse à fazenda Brejo, localizada na Ribeira do Apodi, hoje Felipe Guerra, onde estava sua mulher.

Francisco Agripino de Castro o Gatinho - https://tokdehistoria.com.br/tag/gatinho

Saiu de Mossoró por volta de uma da tarde, mas já próximo do destino, o motorista Francisco Agripino de Castro o Gatinho, tomou o caminho errado. Ao descer a ladeira do Mato Verde, ao invés de dobrar para a direita, foi para a esquerda, entrando em terras da fazenda Santana, onde estavam arranchados os cangaceiros.

Ao perceber a emboscada, Gatinho tentou fugir, mas foi em vão. Com medo dos tiros, Gurgel mandou que parasse o veículo. À distância, Coqueiro ordenou que entregasse a arma e o dinheiro.

O escritor Marcos de Carmelita: O cangaceiro Coqueiro é o segundo da esquerda para a direita. - http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2015/12/essafotografia-eu-coloquei-em-um.html

“Entreguei-lhe a carteira, onde tinha cerca de um conto e quinhentos mil réis, e uma pequena pistola automática. Então o patife me passou uma revista. Tirou-me a aliança do dedo e um par de óculos que estava no bolso, apoderando-se também de uma caixa onde estavam 50 balas de rifle que eu levava para um amigo”, 

relatou coronel Gurgel em seu diário, escrito durante os 13 dias que ficou refém dos cangaceiros.

O cangaceiro Sabino Gomes - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O coronel foi conduzido ao quartel do grupo. No caminho, toparam com Sabino Gomes que fixou o resgate: 


“Esteja preso por dez contos de réis”. 

Na casa de Manoel Valentim, Gurgel viu seus dois irmãos, José e Fausto Gurgel que foram sequestrados por 1 e 5 contos de réis. Respectivamente.

Educado, tentou ponderar com Lampião sobre o preço do resgate. Pediu para ir até a cidade levantar o dinheiro, mas Sabino tomou a frente: 

“A sua prisão custa agora quinze contos de réis se ainda “fala”! Mande um dos seus irmãos à Mossoró. Você fica preso!”, disse.

Com a ordem, o homem cancelou a tentativa de negociação. Sugeriu que o irmão Fausto fosse até Mossoró com Gatinho buscar o dinheiro do resgate. Mandou com ele um bilhete endereçado ao genro Jaime Guedes, gerente do Banco do Brasil, contando o ocorrido e pedindo ajuda.

“Jaime, estou preso pelo Sr. Virgulino, o qual exige quinze contos, preciso, porem que você mande vinte e um contos para salvar-me e a meus irmãos. O portador é Fausto, a quem você despachará com urgência. Deus nos proteja!”

Antônio Gurgel

PRIMEIRO AVISO À MOSSORÓ

Alguns quilômetros à frente, Fausto e Gatinho avistaram os comerciantes Alfredo Dias e Porcino Costa, velhos conhecidos. Receosos com os cangaceiros, iriam se refugiar em Mossoró. Desconfiaram do horário da carona e fizeram pressão pela verdade. Fausto não teve como esconder por muito tempo.

https://www.youtube.com/watch?v=5apVFOWcdLU
https://www.youtube.com/watch?v=74w_vAccm6Y

Passando pelo povoado de São Sebastião, hoje Governador Dix-sept Rosado, Alfredo Dias pediu que parasse o carro. Contrariando os pedidos do amigo para manter silêncio sobre o caso, foi até a estação férrea e pediu o funcionário para avisar à Mossoró que Lampião estava próximo.


O telefonista João Câmara realizou a tarefa após algumas tentativas. Dias ainda convenceu o funcionário Aristides de Freitas a não fechar o lugar. Por volta das oito e meia da noite, Jaime Guedes finalmente recebia o bilhete de Antônio Gurgel na presença do intendente Rodolfo Fernandes.

Continuaremos amanhã com o título:
"FRUSTRAÇÃO EM APODI E ATAQUE A GOVERNADOR DIX-SEPT ROSADO"

Fonte: Jornal De Fato
Revista: Contexto Especial
Nº: 8
Páginas: 22 e 23
Ano: 6
Cidade: Mossoró-RN
Editor: José de Paiva Rebouças
E-mail: josedepaivareboucas@gmail.com
Ilustrado por: José Mendes Pereira

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MEDALHA DO MÉRITO CULTURAL VINGT-UN ROSADO


Medalha do Mérito Cultural Vingt-un Rosado, concedida ao Prof. José Romero Araújo Cardoso através de proposição feita pelo digníssimo Vereador Mossoroense Rondinelli Carlos



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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VINGT-UN ROSADO ERA FASCINADO PELA HISTÓRIA DE MOSSORÓ.

Por José Romero Araújo Cardoso

Vingt-un Rosado era fascinado pela História de Mossoró, razão pela qual seu primeiro livro tem o título de "MOSSORÓ", publicado em 1940, no Rio de Janeiro, pela Editora Pongetti. 

Vingt-un Rosado Maia - Charge em exposição no Fórum das Artes (Antigo Fórum Silveira Martins) - Mossoró/RN.

A primeira edição foi "bancada" por Dona Isaura Rosado Maia.

Jerônimo Rosado e Isaura Rosado Maia pais da família numerada de Mossoró

José Romero de Araújo Cardoso

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

ASCRIM/PRESIDÊNCIA –SOLENIDADE AFLAM ELOGIO A PATRONA MARINÊS CADEIRA 35 DA ACADÊMICA GORETTI ALVES – OFÍCIO Nº 083/2017.


REF. EXPEDIENTE ASCRIM/PRESIDÊNCIA –SOLENIDADE AFLAM ELOGIO A PATRONA MARINÊS CADEIRA 35 DA ACADÊMICA GORETTI ALVES – OFÍCIO Nº 080/2017.

   COMUNICAMOS QUE A “SOLENIDADE AFLAM ELOGIO A PATRONA MARINÊS CADEIRA 35 DA ACADÊMICA GORETTI ALVES” QUE ACONTECERÁ AMANHÃ, 24.06.2017, AS 18:30HS, NUM DOS PALCOS DA MOSSORÓ FESTA JUNINA(PRÓXIMO AO SEBRAE), SERÁ TELEVISIONADA PELA TCM-TV CABO MOSSORÓ.


    O SUPRAMENCIONADO EVENTO TEM O APOIO DE ESTRUTURA TÉCNICA DA SECRETARIA DE CULTURA MUNICIPAL/PMM, E DE REPORTAGEM MIDIÁTICA DA TCM, RESPECTIVAMENTE REPRESENTADAS PELAS EXCELENTÍSSIMAS PREFEITA DE MOSSORÓ DRA. ROSALBA CIARLINI E A PRESIDENTE DA TCM DRA. ZILENE MARQUES, ILUSTRES E AGUERRIDAS PARCEIRAS QUE VALORIZAM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA SIMILITUDE.
     EM NOME DE TODAS AS ENTIDADES CULTURAIS DE MOSSORÓ, O NOSSO HONRADO E ANTECIPADO AGRADECIMENTO POR TÃO DIGNIFICANTE INCENTIVO A CULTURA DESTA TERRA

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM-

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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SEIS DIAS QUE MUDARAM UM PAÍS


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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FRIO DE MATAR SAPO

Clerisvaldo B. Chagas, 22 de junho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.687

Quando as três forças volantes alagoanas, unidas, foram ao último reduto de Lampião, era a noite do dia 27 de julho de 1938. Chovia muito quando os soldados desceram o rio em três canoas improvisadas em ajoujo. Sobre o tempo da madrugada do dia seguinte, os soldados contaram depois: “frio de matar sapo”.


Essa era a nossa típica fase chuvosa outono/inverno a quem o sertanejo sempre denominou de inverno. Estamos falando naturalmente do estado de Alagoas, cujos meses da fase apresentavam-se assim: maio com pouca chuva, quase nada; junho, com pouca chuva em cujos dias das fogueiras costumava cair uma garoa sobre elas; julho, toda a carga de chuva do período, inclusive com o frio de matar sapo ─ Lembra-nos até à moda do casaco “japona” para aguentar o frio das festas de Senhora Santana ─ agosto, mês que chovia até o dia quinze e com tanto frio que matava até os feijoeiros e produzia lagartas. A frieza era, portanto, maior do que a de julho.
Do final do século passado para cá, muita coisa mudou no clima alagoano. As regras foram quebradas não permitindo mais a rotina invernosa, talvez, multicentenária.
Estamos ainda no mês de junho. Você viu acima, caro leitor, que era apenas chuva pouca, acompanhada das garoas sobre as fogueiras dos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro. Agora não. Já choveu tanto neste mês aqui pelo sertão que equivale ao antigo mês de julho completo. A água chega dos céus dias e noites seguidas permitindo à frase das volantes de 1938: “frio de matar sapo”.
Os homens da Meteorologia local continuam errando e acertando; certeza mesmo que é bom, através das avançadas tecnologias, ainda não garante totalmente as informações. Assim vamos dando crédito ao passado na floração do mandacaru, na movimentação das formigas, na construção da casa do joão-de-barro e mesmo nas águas que chegam pelo rio Ipanema.
E se é que endoidemos nós, já endoidaram o tempo.
Como será a noite de São João, não sabemos ainda, mas que importância isso tem mais do que um delicioso pratarraz de canjica!.


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AO LONGE JÁ OUÇO O APITO DO TREM

*Rangel Alves da Costa

Não tenho tempo. Só tenho pressa. Por isso tenho que correr, correr, correr. Ao longe, já ouço o apito do trem. Ouço alguém me chamar. Um grito desesperado. Um brado voraz. Tudo chama. Não tenho relógio de pulso, mas há um relógio na estação dizendo que está na hora. A fumaça já é avistada entre as serras. Não ouvi, ainda não ouvi, mas há quem afirme já ter escutado o apito do trem.
Não recordo bem se fechei a porta do fundo, se forrei a cama do quarto de dormir, se tornei em cinzas as brasas flamejantes ainda há pouco. Não sei se recolhi a fruta caída que avistei de manhã. Não recordo bem se reguei as flores do pequeno jardim ao lado ou se joguei pingo d’água no caqueiro de rosa triste. As folhas de erva cidreira talvez  Nada sei. Só sei que tenho pressa. E por isso tenho de correr, correr, correr, e assim vou correndo, correndo, correndo.
Havia prometido a mim mesmo escrever uma longa carta para deixar em cima da mesinha da sala da frente. Não sei bem quem poderia entrar pela porta e se deparar com o escrito, mas eu sentia necessidade de deixar algo escrito sobre o que fui e passei ali. Gostaria muito de dizer o quanto fui feliz por muito tempo, mas também o quanto fui infeliz por muito mais tempo. Iria pedir que jogasse um pouco de água nas plantas que ainda restassem e que nunca apagasse os poemas deixados nas paredes.
Dentre tais poemas, há um que gosto demais. Jamais irei esquecê-lo: “E quando a noite caiu e eu também caí, quando eu quis segurar a lua, a lua estava escondida entre os cabelos morenos de um céu que um dia foi meu...”. Também outro que gosto muito: “No teu mar macio, de leveza e vida, de perfume e calor, o meu barco segue em busca de nada encontrar, apenas seguir e seguir, e amar e amar...”. Mas tanto faz. Apague-os, se assim desejar. Não fui poeta de nada, nunca fui poeta de nada. Talvez a minha poesia estivesse somente no meu olhar.
Avistar da janela adiante era como ter poesia no olhar. Sentar no meio do tempo ao entardecer, avistando aquele mundo amarelado e tão belo, aquela fogueira se apagando no alto, chegava-me como verdadeiro poema. Mas nunca poema alegre, de contentamento. Em tudo uma nostalgia, uma saudade doída, uma relembrança amarga e dolorosa. Em tudo um sofrimento infinito. Não sei bem se foi por isso que resolvi partir.
Na verdade, sempre gostei de minha solidão, de minhas quatro paredes, de minha rede, das caminhadas que fazia ao redor. Sempre gostei muito de conversar com a pedra, de conversar com os bichos, de conversar com a brisa e o vento. De xícara fumegante à mão, então eu saía até perto da pedra grande para avistar o mundo adiante. Então eu avistava as distâncias, os horizontes, imaginando outras vidas e outros caminhos além. Em instantes assim, contudo, não me chegava desejo algum de partir algum dia. Desejava mesmo a eternidade naquele lugar, uma eternidade que se entranhasse ao chão depois do último pó do adeus. Mas de repente resolvi partir.
Não tenho quase nada para levar. Lembro-me somente do trem que logo partirei e do meu instante de partida que havia chegado. Daí ouvir o grito a me chamar, daí imaginar que tudo estava dizendo para me apressar. Tudo dizendo para correr, correr, correr. E por isso, para não perder o trem, é que estou correndo, correndo, correndo. Que eu não espere qualquer adeus, qualquer lenço acenando, qualquer lágrima. Não há absolutamente ninguém que faça assim por mim. Aliás, não há absolutamente ninguém que sinta qualquer coisa por mim, nem ódio nem amor, nem amizade nem desapreço, nem carinho nem inimizade.
Não nego que sentiria prazer em ter algum na janela de lágrimas nos olhos e lenço balançando à mão. Mas impossível que assim aconteça. Não haverá tempo para me despedir do varal estendido no quintal. Sempre sentia um prazer diferente – um tanto mórbido – em ficar por horas a fio perante o varal. Aqueles panos querendo voar, querendo se desprender, querendo rumar por aí sem destino. Talvez aquelas imagens penetrassem tanto em mim que de repente me fiz impulsionado a fazer o mesmo.
Vou partir sem qualquer despedida do varal. Não sei sequer se deixei alguma roupa estendida por lá. Ou sei. Não sei. Talvez eu tenha ficado estendido lá. E o que parte agora é apenas a roupa. Que corre e corre, por que tem pressa. Muita pressa de chegar a qualquer lugar.

Escritor
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BIOGRAFIA DO CANGACEIRO MORENO


Antônio Ignácio da Silva (Tacaratu, 1 de novembro de 1909 — Belo Horizonte, 6 de setembro de 2010), mais conhecido pela alcunha de Moreno, foi um cangaceiro pertencente ao bando de Lampião e Maria Bonita. Após a morte deste, fugiu de Pernambuco e adotou o pseudônimo de José Antônio Souto, fixando-se em Minas Gerais. Foi um dos integrantes do bando com maior longevidade, e um dos últimos a morrer.[1][2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Manuel Ignácio da Silva (o Jacaré) e Maria Joaquina de Jesus, Antônio perdeu o pai na adolescência, quando este foi morto pela polícia nas proximidades de São José do Belmonte, em uma suposta queima de arquivo. Exerceu a profissão de barbeiro, mas seu desejo era ser soldado da polícia. O sonho terminou quando foi preso e espancado por policiais de Brejo Santo, após ser acusado injustamente de roubar um carneiro. Libertado, matou o homem que o denunciou, que seria o verdadeiro ladrão.[3]

Foi contratado por um proprietário rural para defender sua fazenda do ataque de cangaceiros, mas terminou integrando-se ao grupo de Virgínio, cunhado de Lampião, de quem tornou-se amigo. Na década de 1930 casou-se com Durvalina Gomes de Sá, a Durvinha. O casal teve um filho, que não pôde permanecer com o bando, pois seu choro poderia denunciá-los. A criança foi deixada então com um padre, que a criou.[1][3][4]

Moreno era conhecido por não gostar dos rifles de repetição americanos, muito usados na época e ter, a sua disposição, um mosquetão.[3]

Dois anos após a morte de Lampião, o casal fugiu para Minas Gerais. Por precaução, Moreno passou a chamar-se José Antônio Souto, e Durvalina tornou-se Jovina Maria. Estabeleceram-se na cidade de Augusto de Lima, e prosperaram vendendo farinha. Tiveram mais cinco filhos, e mudaram-se para Belo Horizonte no final da década de 1960.[5]

Ainda com medo de serem descobertos e mortos, mantiveram o passado em segredo até para os filhos. A situação manteve-se até meados da década de 2000, quando a existência do primogênito foi revelada. Encontrado em 2005, Inácio Carvalho Oliveira pôde finalmente reencontrar seus pais biológicos. Só então é que a família conheceu a história do passado no cangaço; Durvinha morreu pouco tempo depois.[2][4][5]

Deprimido com a morte da esposa, a saúde de Moreno passou a ficar cada vez mais debilitada. Ele morreu no dia 6 de setembro de 2010 em Belo Horizonte, aos 100 anos de idade. Durante o sepultamento foi realizada queima de fogos de artifício, a pedido do próprio Moreno, que pensou que nunca teria uma cova; o temor de morrer como um cangaceiro, decapitado e com o corpo deixado no mato, não o abandonou nos 70 anos que manteve seu disfarce.[2][5]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

↑ Ir para:a b Ex-cangaceiro passa por cirurgia em BH Jornal O Tempo — acessado em 7 de setembro de 2010
↑ Ir para:a b c Um dos últimos cangaceiros do bando de Lampião morre em BH Portal Terra — acessado em 7 de setembro de 2010
↑ Ir para:a b c "Morre cangaceiro Moreno aos 100 anos" - Diário do Nordeste
↑ Ir para:a b "Antônio Inácio da Silva (1909-2010) - Moreno, um cangaceiro de Lampião" - Folha.com
↑ Ir para:a b c "Morre em MG último homem do grupo de Lampião" - Estadão


https://pt.wikipedia.org/wiki/Moreno_(cangaceiro)

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LOUVADOS SEJAM OS PRIMEIROS ESCRITOS DE UMA CRIANÇA

José Romero de Araújo Cardoso

Pedro Manuel é um garoto de origem luso-brasileira residente em Mossoró/RN, dotado de inteligência prodigiosa, sensibilidade ímpar e contemplado por Deus com profundo desejo em descobrir as coisas que permeiam a vida cotidiana, ou seja, a luta contínua em prol de melhores dias.

Escritor Pedro Manuel Maia ao lado da poetisa Martha Cristina Maia

Instigado pela mãe, poetisa de raros dotes, a qual o inseriu no universo da luta pela inclusão, o simpático rapazinho de Martha Cristina conquista todos e todas de bom coração à primeira vista, ao primeiro contato que se faça com ele, pois seu carisma e sua simpatia transbordam de forma exponencial.

Folhear os primeiro escritos de Pedro Manuel é muito gratificante, revelando talento que tende em amadurecer com o passar do tempo, a partir do momento que suas leituras e experiências de vida exerçam influencias decisivas em sua produção literária.

Professora Martha Cristina Maia e o Professor José Romero Araújo Cardoso no Arraiá da Inclusão - Mossoró/RN
  
Os jovens devem guiar-se pela indicação positiva exercida pela leitura para que suportes do processo de construção de um mundo melhor efetivem-se enquanto premissa para a cristalização das transformações em parâmetros diversos.
          
Parabéns, nobre escritor Pedro Manuel, que seu exemplo norteie decisões de outras crianças para a valorização da leitura e da escrita como fundamentos da evolução e renovação do pensamento humano.

Professora Martha Cristina Maia e o Professor José Romero Araújo Cardoso no Arraiá da Inclusão - Mossoró/RN

José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo (UFPB). Escritor. Professor-adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografia e Gestão Territorial (UFPB) e em Organização de Arquivos (UFPB). Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (UERN). Membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e da Associação do Escritores Mossoroenses (ASCRIM)

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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AMLC - ACADEMIA MOSSOROENSE DE LITERATURA DE CORDEL.

Por Franci Dantas

AMLC - ACADEMIA MOSSOROENSE DE LITERATURA DE CORDEL


Além dos associados e familiares, amigos, convidados, Eriberto Monteiro e Francisco Neto (Equipe Funcional da Biblioteca Ney Pontes Duarte), as autoridades abaixo também prestigiaram o evento.


-FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO (Presidente - ASCRIM - Associação dos Escritores Mossoroenses).


-WELLINGTON BARRETO (Presidente - ACJUS - Academia de Ciências Jurídicas e Socias de Mossoró).


- JOANA D'ARC COELHO (Presidente - AFLAM - Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense).


- ELDER HERONILDES (Presidente - AMOL - Academia Mossoroense de Letras).


- FILEMON PIMENTA ( Vice-Presidente da AMOL)


Franci Dantas

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CANGACEIROS BANANEIRA, ALECRIM E RELÂMPAGO


Alguns cangaceiros ainda no auge do cangaço, escaparam da quase certa morte nas mãos de policiais, jagunços e mesmo de populares. Acima, fotografia obtida na Casa de Correção, em Salvador, Bahia, em 1933. São três cangaceiros aprisionados: Bananeira, Alecrim e Relâmpago.

ADENDO - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O GLOBO – 19 DE ABRIL DE 1991 EX-CANGACEIRO DE “LAMPIÃO” PERDE SUA ÚLTIMA BATALHA “RELÂMPAGO”, 84 ANOS MORRE NO PRÉDIO DO INSS

 Severino Garcia Santos - o cangaceiro Relâmpago

Quando o cangaceiro Severino Garcia Santos o Relâmpago, chegou ao Rio de Janeiro na década de 40, sabia que suas aventuras na caatinga, ao lado de Lampião e seu bando, haviam terminado. Mas o companheiro de Virgulino Ferreira da Silva não imaginava que, depois de lutar e ser perseguido pelos macacos (Polícia) durante vários anos morreria, aos 84 anos, longe de sua peixeira de estimação, e de uma maneira tão inglória: no INSS, tentando receber sua pensão de 15.100.

Um mês atrás, por estar muito doente Relâmpago pedira a um amigo, o pastor Feliciano Teixeira Filho, da “Igreja Pentecostal Cristo é a Resposta”, que passasse a receber a pensão do INSS em seu lugar.

Aposentado como ferreiro do “Estaleiro Caneco”, ele havia sido internado recentemente na “Casa de Saúde de Irajá”, e tinha dificuldades para se locomover.
  
O pastor Feliciano Teixeira, na porta da sala onde morreu Severino

Às 8 horas de ontem, o pastor Feliciano chegou ao prédio do INSS na Avenida Presidente Vargas, 418, a fim de receber uma autorização para sacar a pensão do amigo. Após passar por vários departamentos, foi informado de que era preciso apresentar o carnê de benefício e os documentos de Relâmpago.  Embora tenha explicado que o ex-cangaceiro estava doente em sua casa, no bairro as Saúde, aguardando que o amigo levasse alguns remédios que compraria com o dinheiro da aposentadoria, o pastor não conseguiu a autorização.

Ao tomar conhecimento das exigências do INSS “– que qualificava como uma casa de ladrões”..., Relâmpago levantou-se da cama e disse a Feliciano:

- Eles querem ficar com o meu dinheiro. Vamos lá para resolver essa parada.

O pastou ainda tentou fazê-lo desistir, argumentando que o dinheiro de que dispunham, Cr$ 700, mil dava para o táxi. Relâmpago insistiu, afirmando que iria de qualquer maneira, a pé ou de carona. Acabaram se decidindo pelo táxi e restaram apenas Cr$ 30 de troco. Ao chegar ao prédio do INSS, os dois amigos percorreram diversas salas, subindo e descendo as escadas entre a sobreloja e o segundo andar. Eram 12h30m.

De repente ele começou a sentir falta de ar. Então, decidimos subir até o décimo-terceiro andar, onde funciona a Unidade de Assistência de Recursos Sociais, na esperança de resolvermos o problema. O Severino (o ex-cangaceiro Relâmpago) disse que provaria de qualquer maneira, que ele era uma pessoa de confiança e que podia receber o benefício em nome dele. "- Quando, finalmente, estávamos sentados em frente à assistente social, ele deu o suspiro e morreu" – contou o pastor Feliciano.

Embora aparentemente o ex-cangaceiro tenha sido vítima de uma parada cardíaca, o Delegado da 1ª DP (Praça Mauá), Plácido Moreira, registrou o caso como morte suspeita, e ouvirá Feliciano e as pessoas que atenderam Severino nos próximos dias.

Apesar de sua idade, há um ano Relâmpago fora preso por esfaquear o agente de trânsito do Detran Jorge de Oliveira Ribas, de 66 anos, após uma discussão sobre o preço de uma cabeça de peixe num bar na Praça Tiradentes. Na época, o ex-cangaceiro se vangloriara dizendo que, quando vivia no sertão, tivera 12 mulheres e matara mais de 20 pessoas com Lampião.

Via: Cícero Grupo O Cangaço

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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É HOJE 23 DE JUNHO NA TV.BRASIL AS 17H NO PROGRAMA SEM CENSURA UMA PRIMOROSA APRESENTAÇAO DO NOSSSO GRANDE MARCUS LUCENNA DE MOSSORÓ.A S S I S T A M





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OBRIGADO, AMIGO MARCELO MORAIS!

 Por José Ribamar Alves

OBRIGADO, AMIGO! Este é Marcelo Morais! Ele é Artista plástico, pirogravurista, desenhista e ex-professor de kung-fu. 



Ele é o autor das artes da capa do meu livro (Chorando na Chuva) da segunda capa do meu livro (Viagem Sem Passos) e das artes das capas dos meus folhetos de literatura de cordel (Escolhas Das Mãos Humanas, a Outra Face da Fé, Visões da Vida, Vozes do Além e outras mais). Obrigado, amigo!!!

José Ribamar Alves


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