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quinta-feira, 14 de abril de 2022

O TRISTE FIM DE BADU PELO BANDO DE MANÉ MORENO

 Por Nas Pegadas da História

https://www.youtube.com/watch?v=6FJS-3Y3o30&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

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LANÇAMENTO. LIVRO: MARIA BONITA - A RAINHA DO CANGAÇO. SUA BIOGRAFIA... de autoria do pesquisador e escritor João de Sousa Lima.

Por Cangaçologia

Um livro que conta a história da baiana Maria Gomes de Oliveira que se tornou, ainda no seu tempo, a conhecida Maria Bonita.

Uma jovem sertaneja que enveredou no cangaço ao lado de seu amado Lampião e juntos seguiram nesse caminho sofrido, sangrento e incerto, que culminou com a morte e a degola do casal na manhã de 28 de julho de 1938 na Grota do Angico em Sergipe.

Um livro que tem que marcar presença em sua biblioteca e em sua "caxola".

Contato para aquisição: (75) 9 8807-4138. WhatsApp.

Clique no link abaixo para você todas fotos do lançamento.

https://www.facebook.com/groups/1893861520873829

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OS MISTÉRIOS DA TRAMA E MORTE DE DELMIRO GOUVEIA

 Olho no Olho...

Por Gilmar Teixeira.

Pesquisador Gilmar Teixeira

No ano de 2008 iniciei um projeto para realizar um documentário sobre a Usina Hidroelétrica do Angiquinho, encomendado pela Fundação Delmiro Gouveia, que administra o sítio histórico. Durante a organização do acervo histórico enviado de várias partes do Brasil e do mundo, como objetos, jornais, cartas, livros, vídeos e fotografias, tive acesso a algumas informações sobre o assassinato do empresário Delmiro Gouveia, que ocorreu em 1917.

Como historiador e pesquisador do cangaço deparei-me com algumas informações até então desconhecida de todos as literaturas que havia tido acesso. Não que os historiadores do cangaço e biógrafos de Delmiro Gouveia tenham se omitido aos fatos, mas diga-se que os mesmos não tiveram em seu tempo a reunião destas informações como foi a mim oportunizado. E foi destas revelações, obscurecidas pela pouca preocupação no nosso país em preservar a história, que resolvi escrever este livro, fruto da pesquisa e do amor pela cultura e memória do sertanejo.

Pois bem. Ao ler uma matéria do jornal carioca Última Hora que fez a cobertura da saída da prisão do principal acusado e sentenciado pelo assassinato de Delmiro, o pistoleiro Róseo, que concedeu entrevista ao impresso. Na entrevista destacou que quando foi a Água Branca-AL fazer o acerto para assassinar Delmiro, já estavam lá os cangaceiros Luiz Pedro e Sebastião Pereira na casa da baronesa Dona Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, prontos para matar o empresário da Pedra. Porém, antes do serviço os mesmos são mandados para Sergipe para fazer um serviço para o Coronel Neco de Propriá, mas chegando lá o serviço é suspenso e ficam por lá trabalhando na usina do coronel.

Como pesquisador do cangaço imediatamente liguei os nomes dos dois cangaceiros citados por Róseo, e através de uma foto tirada na cidade da Pedra, datada de 1917 (ano da morte de Delmiro)...

eram eles Sinhô Pereira e seu primo Luiz Padre; Sinhô foi o chefe de Lampião. A foto em questão foi a única foto destes dois cangaceiros que se tem registro.

Continuando a pesquisa, descubro que os dois cangaceiros são primos do Capitão Firmino, e estiveram hospedados em sua fazenda na Pedra-AL, que havia sido vendida a Delmiro. Não por coincidências os dois cangaceiros saem em fuga para o Estado de Goiás na companhia de Zé Gomes, cunhado de Firmino, logo após o assassinato. O compadre de Delmiro Cap. Firmino é então acusado de ser o mandante do assassinato do amigo, visto a relação com Gomes e sua fuga, e foi preso. A sua prisão e soltura rápida com a influência de Lionelo Iona, sócio de Delmiro, e membros da família Torres, revelou um grande complô, que esse livro, através de documentos, reportagens e fotos da época busca retratar quase um século depois, as motivações, encenações e tramas para o assassinato de Delmiro Gouveia.


Os fatos documentados apontam que membros da família Torres e Lionelo Iona orquestram uma trama espetacular, fazendo com que vários desafetos de Delmiro Gouveia se interessassem após uma reunião, por assassiná-lo, criando diversos álibis para os interesses escusos envolvidos neste crime. Partindo do princípio de que, realmente os assassinos foram os cangaceiros Luiz Pedro e Sebastião Pereira, a sequência dos fatos a seguir permitirão ao leitor identificar em meio aos fatos, o desenrolar deste mistério secular, tornando cada um dos leitores investigadores e, certamente, novos elementos serão revelados a cada leitura. Nesta investigação histórica deve ser observado pelos leitores as seguintes condições:

1.Lionelo Iona, sócio e administrador das empresas de Delmiro, que antes de sua morte deixa testamento, onde Iona seria o tutor da herança deixada para os filhos de Delmiro até completar a maioridade, além de um seguro onde eras beneficiários. Essa fortuna seria administrada por ele. Veja que os filhos de Delmiro eram crianças na época, então imagine quanto tempo o mesmo teria até passar o controle aos herdeiros. Quando finalmente os filhos assumem os bens, depois de anos, Iona volta rico para Itália.

2.A família Torres tem seu poder político na região ameaçado pela presença forte de Delmiro que detém grande poder econômico e influência política. Os Torres participam e influem no julgamento dos acusados, o Juiz era membro da família e facilita para os interessados a condenação dos réus.

3.O Capitão Firmino, amigo e compadre de Delmiro tem sua filha difamada na cidade por conta da sedução de sua filha por Delmiro, e fica responsável pela contratação dos cangaceiros já famosos no Pajéu, Sinhô Pereira que vem a ser chefe de Lampião depois dessa morte junto com seu primo Luiz Padre (pai do deputado federal Hagaus de Tocantins). Seu futuro genro falava para todo mundo que só voltava para casar com sua filha, se ele matasse Delmiro, após a morte ele retorna e se casa. O Cap. Firmino estava na hora do crime com Delmiro e usava uma camisa escura, pois Delmiro só usava branco isso facilitou o alvo, só Firmino viu os três assassinos. Por que três? Era a quantidade que interessava, mas foram cinco, pois dois davam cobertura aos executores.



4.Herculano Soares (fazendeiro) apanhou de Delmiro no meio da rua e prometeu vingança, foi ele juntamente com seu cunhado Luiz dos Anjos que deram cobertura aos criminosos a mando do Cap. Firmino, pois eram amigos e o capitão já havia morado por muitos anos em Água Branca, terra de Herculano.

5.Zé Gomes (cunhado do Cap. Firmino), além de adversário político de Delmiro, tinha uma grande rixa com o empresário que apoiava em Jatobá (hoje Petrolândia) seu inimigo político Lero, que veio a derrotá-lo em eleição para prefeito. Após o crime foge para Goiás na mesma data que os cangaceiros e, passa a morar na mesma cidade.

A partir dos fatos aqui relatados, onde muitas coincidências se tornam suspeitas, toda a relação entre estas famílias e a acusação recaindo sobre Rósea é possível perceber que caso esta história revelada hoje, houvesse sido na época do assassinato muitos interesses políticos econômicos, que perduram até hoje, teriam os rumos alterados. Outros nomes ainda podem ser incorporados a trama, mas ao fim se revela que Rósea não foi o único executor, nem tão pouco o Cap. Firmino o único interessado nessa morte.

Gilmar Teixeira
Pesquisador, escritor e documentarista
Feira de Santana - Bahia


NOTA CARIRI CANGAÇO: Essas e outras revelações polêmicas a cerca do assassinato do grande coronel do sertão, um dos maiores empreendedores do inicio do século XX, Delmiro Gouveia, na edição 2011 do Cariri Cangaço com o pesquisador e documentarista de Feira de Santana, Gilmar Teixeira.

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A HISTÓRIA DE DELMIRO GOUVEIA - O TITÃ DO NORDESTE - O EMPREENDEDOR QUE REINOU EM ALAGOAS

 Por Passo a Passo Empreendedor

https://www.youtube.com/watch?v=uvBdMpfpcTw&ab_channel=PassoaPassoEmpreendedor

Conheça nosso Curso ''Mentalidade Empreendedora Passo a Passo'': http://passoapassoempreendedorcursos.... Nesse vídeo, contaremos a história do empresário que foi praticamente o Grande Titã do Nordeste: Delmiro Gouveia. Um grande empreendedor que levou desenvolvimento e progresso para o interior do estado de Alagoas, mas que teve seus planos ainda mais ousados interrompidos por uma série de inimigos. Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, nasceu na fazenda Boa Vista, no município de Ipu, no Ceará, em 1863.

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QUEM MATOU DELMIRO GOUVEIA ?

 Por Cariri Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=-gwJB1dxq9o

Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, cearense da cidade de Ipu, um dos maiores brasileiros de todos os tempos. Com um espetacular tino e talento empreendedor; desde muito cedo mostrou um invulgar talento para os negócios; acabou se tornando um dos maiores visionários e realizadores do sertão, pioneiro no desenvolvimento do Nordeste. Foi mártir da luta contra o imperialismo e de origem absolutamente humilde ; órfão de pai e mãe, ex-vendedor de passagens em trem e acabou fazendo fortuna e construindo um império a partir de seu talento, trabalho e coragem.

O outrora órfão humilde, nascido no interior do Ceará e vivendo na periferia do Recife, rapidamente deu lugar ao promissor e ousado empresário; jovem, elegante e charmoso que despontava no mundo dos negócios. Em 1899, aos 36 anos, ele inaugura o Mercado do Derby; um complexo de negócios surpreendente para época, com centro comercial, hotel, velódromo e parque de diversões onde poderíamos encontrar desde alimento a artigos de luxo e sofisticados, itens para casa, aparelhos de louça, vestuário, tecidos, calçados, jornais, revistas e livros. O visionário Delmiro Gouveia criava ainda no final do século XIX o que iríamos conviver nos dias de hoje, com muita naturalidade: o shopping center.

Depois de desentendimentos com as elites politicas de Pernambuco, Delmiro testemunhou o incêndio criminoso da pérola da coroa de seus empreendimentos: em 1890 o Mercado do Derby seria a primeira vítima da coragem e destemor de seu criador; sendo incendiado por forças policiais. Três anos depois, o incômodo empresário e líder, Delmiro Gouveia, sai de Pernambuco e se estabelece nas Alagoas, povoado de Pedra.

Em Pedra, o inquieto e destemido empresário Delmiro inicia mais um empreendimento arrebatador; constrói uma fábrica de linhas de costura; as primeira do Brasil; e diante da necessidade de energia, enveredou simultaneamente no ramo hidroelétrico, em 1913 implanta uma usina hidrelétrica próxima à Cachoeira de Paulo Afonso (BA) — e daí sai a energia para a fábrica em Pedra, consolidava-se a surpreendente Usina de Angiquinho.

Delmiro Gouveia inovava em tudo o que se dedicava ; a Fábrica da Pedra chegou a ter cerca de 2.000 funcionários, submetidos a rígida disciplina tanto na fábrica como na vila onde tinham morada. A jornada de 8 horas de trabalho era compensada com educação e creche para os filhos e ampla área de lazer com sessões de cinema, festas e bailes, pista de patinação, campo de futebol e parque de diversões, algo absolutamente impensado para a época.

Em um tenebroso final de tarde do ano de 1917, no dia 10 de outubro, era friamente assassinado na varanda de seu Chalé, dando fim a uma das mais extraordinárias sagas que se tem noticia no sertão nordestino. Morria ali, de maneira covarde e infame, um dos maiores brasileiros de todos os tempos, vítima de suas próprias ambições.

Para conhecermos essa história a fundo, os pormenores da saga vitoriosa, sua vida, suas conquistas, seus amores e dessabores, e principalmente sua trágica morte; as possíveis causas, os suspeitos e a grande rede de insatisfações que cercava Delmiro, o complô, os executores e os possíveis mandantes, Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, recebe os pesquisadores e escritores; Gilmar Teixeira, autor do festejado livro "Quem Matou Delmiro Gouveia"; Edvaldo Nascimento, autor de "Delmiro Gouveia e a Educação na Pedra" e o jornalista, historiador, escritor e apresentador de televisão, João Marcos Carvalho; para mais um eletrizante Grandes Encontros Cariri Cangaço com o tema: "Quem Matou Delmiro Gouveia - A Saga do Maior Visionário do Sertão", GRAVADO AO VIVO , na quarta-feira, dia 04 de agosto de 2021 as 19h30 para o Canal do YouTube do Cariri Cangaço.

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A MORTE E A MORTE DE DELMIRO GOUVEIA

 Por Vandeck Santiago

Arquivo Diário de Pernambuco

O SEU ASSASSINATO É NADA MENOS QUE A MORTE DO FUTURO PELAS PIORES ENERGIAS DO PASSADO.

Hoje faz cem anos da morte de um nordestino que sonhou com um Nordeste industrializado e desenvolvido. Na luta para concretizar o seu sonho, enfrentou oligarquias estaduais, brigou com empresa estrangeira, agrediu a golpes de bengala o político mais poderoso de Pernambuco na época (Rosa e Silva, em 1899), desafiou coronéis da região e abriu uma fábrica no Sertão alagoano que transformava camponeses e ex-flagelados da seca em operários, e os tratava como cidadãos. Não podia acabar bem. Por volta das 21h de 10 de outubro de 1917, quando lia jornais na varanda de casa, foi morto a tiros de rifles, disparados por pistoleiros. Nunca se descobriu o mandante, ou mandantes, do crime.  

Delmiro Gouveia — este era o seu nome — morreu cedo (tinha apenas 54 anos), mas deixou em torno de si uma série de imagens míticas, como a de pioneiro do desenvolvimento do Nordeste, de mártir da luta contra o imperialismo e de pobretão (órfão de pai e mãe, ex-vendedor de passagens em trem) que fizera fortuna graças ao próprio esforço.

Nasceu em 1863, em Ipu, interior do Ceará. Perdeu o pai aos 5 anos. Sua mãe migrou para Pernambuco, trabalhou como empregada doméstica e morreu pouco tempo depois. Ele tinha 15 anos. Nenhum lugar do mundo é bom para um órfão de pai e mãe, nessa idade — muito menos o Recife da segunda metade do século 19. Mas Delmiro Gouveia contrariou o destino esperado para alguém na situação dele. A história registra um dos seus empregos — o de cobrador de trem. Mais tarde, a origem humilde seria alvo de zombaria dos seus adversários ricos.  

Nas suas viagens ao interior, teve o seu faro empreendedor despertado para produtos típicos da região, peles e couros de bode, cabra, carneiro. Tornou-se comerciante desses produtos, e conseguiu chamar a atenção de uma firma americana, com quem fez sociedade, passando a exportar os couros dos bichos para Europa e Estados Unidos, onde eram itens cobiçados. Saía de cena o órfão pobre de Jó, e entrava “o empresário jovem, elegante e charmoso que despontava no mundo dos negócios”, segundo expressão da professora da USP Telma de Barros Correia, autora de uma das muitas obras que narram a vida de Delmiro (Pedra: plano e cotidiano operário no Sertão, lançado em 1998, pela Editora Papirus).

Em 1899, aos 36 anos, ele inaugura o Mercado do Derby — se o leitor, ao ler este nome, imaginou (com todo respeito) carnes, moscas, frutas e caldo de cana espalhado por todo o recinto, permita-me dizer que está completamente enganado. O de Delmiro reunia um centro de comércio, hotel, velódromo e parque de diversões. Sim, nele se comercializava alimentos, mas também itens sofisticados, tecidos, calçados, louças, jornais, livros. Sua concepção o aproximava “do conceito do shopping center atual”, e quem diz isso não é um pernambucano bairrista, e sim a professora da USP, Telma Correia. Há também outro testemunho insuspeito de bairrismo — o da escritora americana Marie Robinson Wright, que o descreveu no livro The New Brazil (1890): “(...) Um dos melhores hotéis da América do Sul, o Hotel do [Mercado] do Derby é um dos maiores estabelecimentos do seu tipo, no Brasil, e está equipado para os amplos negócios que diariamente são nele realizados”.

Nos conflitos entre Delmiro e governantes locais, o Mercado acabou pagando o pato: foi incendiado pela polícia, em 1890. Três anos depois, Delmiro mudou-se para Alagoas. Comprou uma fazenda no Sertão alagoano, no povoado de Pedra (atual município de Delmiro Gouveia, a 300 km de Maceió). Lá  idealiza a construção de uma fábrica de linhas de costura — não havia nenhuma no Brasil. Para isso precisava antes de energia elétrica. Em 1913 ele implanta uma usina hidrelétrica próxima à Cachoeira de Paulo Afonso (BA) — e daí sai a energia para a fábrica em Pedra.

No auge do funcionamento, a fábrica tinha 2.000 funcionários, submetidos a jornada de 8 horas de trabalho e com creches para os filhos. O empreendimento tinha outra experiência inovadora: uma vila operária, formada de casas de alvenaria. A comunidade vivia sob rígidos códigos de higiene (as ruas e as casas tinham de estar sempre limpas; era proibido cuspir na rua) e conduta (quem “mexesse” com as mulheres operárias, era “punido” com o casamento obrigatório).  Cuidava-se também do lazer dos trabalhadores: havia sessões de cinema, bailes, pista de patinação, campo de futebol e parque de diversões. 

As inovações de Delmiro Gouveia para o Nordeste morreram com ele, na tocaia.  “E o que se vê, em 1917, naquele tenebroso 10 de outubro”, diz o historiador pernambucano Frederico Pernambucano de Mello, que cunhou a melhor definição sobre o assassinato dele, “é nada menos que a morte do futuro pelas piores energias do passado”.

TAGS: Delmiro Gouveia | em foco | pernambuco | simbolo | historia | derby

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2017/10/a-morte-e-a-morte-de-delmiro-gouveia.html

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REAL MOTIVO DA MORTE DE DELMIRO GOUVEIA - REGINALDO RODRIGUES PEREIRA

 Por Cura Filmes

https://www.youtube.com/watch?v=FxdoHfGlv1Y

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE OLHO D’ÁGUA DO CASADO - ALAGOAS Idealização e Produção - Fernando Matos REAL MOTIVO DA MORTE DE DELMIRO GOUVEIA - REGINALDO RODRIGUES PEREIRA Série – História Entrevistas concedidas a Fernando M. V. Matos em Salvador, Bahia, em maio de 2014. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes) Reginaldo Rodrigues Pereira -

Olho D'Água do Casado - é um município brasileiro localizado no oeste do estado de Alagoas. Localiza-se a uma latitude 09º32'10" sul e a uma longitude 37º17'38" oeste, estando a uma altitude de 286 metros. Sua população recenseada em 2010 pelo IBGE é de 8 491 habitantes.
Possui uma área de 322,264,3 km².

Limita-se ao norte com o município de Inhapi, ao sul com Sergipe, a leste com o município de Piranhas e a oeste com os municípios de Água Branca e Delmiro Gouveia. O município recebe esse nome devido ao fazendeiro que se chamava José de Melo Casado, cuja fazenda tinha fontes de água, e que abastecia a população, por isso dar-se o nome de Olho d´Água do Casado. O produto da economia do município é o caju, fruta que é símbolo local. Na telenovela Velho Chico, várias cenas foi gravada no município.

Delmiro Augusto da Cruz Gouveia - mais conhecido como Delmiro Gouveia (Ipu, Ceará, 5 de junho de 1863 — Pedra, Alagoas, 10 de outubro de 1917), um industrial brasileiro, foi um dos pioneiros da industrialização do país, e do aproveitamento do seu potencial hidroelétrico, tendo construído a segunda usina hidroelétrica do Brasil, sendo a primeira a Usina de Marmelos construída por Pacifico Mascarenhas, inaugurada em 11/12/1898, conforme o historiador Abílio Barreto (Alysson Mascarenhas Vaz pag. 358).

Nasceu na Fazenda Boa Vista, no município cearense de Ipu, sendo filho natural do cearense Delmiro Porfírio de Farias e da pernambucana Leonila Flora da Cruz Gouveia. Sua família transferiu-se em 1868 para o estado de Pernambuco, onde se estabeleceu na cidade de Goiana, mudando-se para o Recife em 1872.

Com a morte de sua mãe teve que começar a trabalhar aos 15 anos de idade, em 1878, inicialmente como cobrador da Brazilian Street Railways Company no trem urbano, denominado maxambomba. Posteriormente chegou a Chefe da Estação de Caxangá, no Recife. Foi despachante em armazém de algodão.

Em 1883 foi ao interior de Pernambuco, interessado no comércio de peles de cabras e de ovelhas, que passou a negociar, tendo obtido grande sucesso. Em 1886 estabeleceu-se no ramo de couros e passou a trabalhar, por comissão, para o imigrante sueco Herman Theodor Lundgren (Casas Pernambucanas) e para outras empresas especializadas nesse comércio, como a Levy & Cia. Trabalhava também por conta própria. Em 1896 fundou a empresa Delmiro Gouveia & Cia e passou a alijar seus concorrentes do mercado, empregando os melhores funcionários das empresas concorrentes.

Planejando construir ali uma fábrica de linhas de costura - que até então eram importadas da Inglaterra, as conhecidas Linhas Corrente, que monopolizavam o mercado brasileiro - e apelando para ideais nacionalistas, nativistas e cívicos então em voga, conseguiu do governo de Alagoas concessões que incluíam o direito à posse de terras devolutas, isenção de impostos para a futura fábrica, e permissão para captar energia da cachoeira de Paulo Afonso, além de recursos governamentais para ajudar na construção de 520 quilômetros de estradas ligando Pedra a outras localidades. A partir de 1912 iniciou a construção da fábrica de linhas e da Vila Operária da Pedra, com mais de 200 casas de alvenaria. Em 26 de janeiro de 1913 inaugurou a primeira hidroelétrica do Brasil com potência de 1.500 HP na queda de Angiquinho. Em 1914 iniciou as atividades da nova fábrica sob a razão social Companhia Agro Fabril Mercantil, produzindo as linhas com nome comercial "Estrela" para o Brasil, e "Barrilejo" para o resto da América Latina. Com preços muito abaixo das "Linhas Corrente", produzidas na Inglaterra pela Machine Cotton, que até então monopolizava o mercado de linhas de costura em toda a América Latina, logo dominou o mercado brasileiro, e amplas fatias dos mercados latino-americanos.

O sucesso da empresa - que em 1916 já produzia mais de 500.000 carretéis de linha por dia - chamou a atenção do conglomerado inglês Machine Cotton, que tentou por todos os meios comprar a fábrica. Por motivos políticos e questões de terras, Delmiro Gouveia entrou em conflito com vários coronéis da região, o que provavelmente, segundo a maioria dos historiadores, ocasionou seu misterioso assassinato à bala

EDIÇÃO - Fernando Matos MONTAGEM - CURA FILMES – 2017

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