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sábado, 25 de fevereiro de 2017

LIVRO “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”

Por Antonio Corrêa Sobrinho

O que dizer de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”, livro do amigo Ruberval de Souza Silva, obra recém-lançada, que acabo de ler, senão que é trabalho respeitável, pois fruto de muito esforço, dedicação; que é texto bom, valoroso, lavra de professor, um dizer eminentemente didático da história do banditismo cangaceiro na sua querida Paraíba. É livro de linguagem simples, sucinto e objetivo, acessível a todos; bem intitulado, pontuado, bem apresentado. E que capa bonita, rica, onde nela vejo outro amigo, o Rubens Antonio, mestre baiano, dos primeiros a colorizar fotos do cangaço! A leitura de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO” me fez entender de outra forma o que eu antes imaginava: o cangaço na terra tabajara como apenas de passagem. Parabéns e sucesso, Ruberval!

Adendo: José Mendes Pereira

Eu também recomendo aos leitores do nosso blog para lerem esta excelente obra, e veja se alguns dos leitores  possam ser parentes de alguns cangaceiros registrados no livro do Ruberval Souza.

ADENDO -  http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Entre em contato com o professor Pereira através deste 
e-mail: 
franpelima@bol.com.br

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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.
franpelima@bol.com.br
Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: 

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 

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NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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FLORESTA, ESTAMOS DE VOLTA !


“A vida é a arte do encontro”... Dessa forma Vinicius de Moraes conseguiu expressar uma das mais preciosas verdades da vida. Reencontrar a família Florestana nos traz uma alegria sem tamanho. Chegamos a Floresta no final da tarde desta sexta, 24 de fevereiro. Na verdade nossa reunião de trabalho será na próxima segunda feira, mas seria inevitável termos como pauta o evento de outubro.

A casa de dona Carmelita, matriarca e mãe de Marcos de Carmelita é encravada na “rua principal”, por entre o casario de uma beleza incontestável, em frente a pracinha, entre a Câmara Municipal, Prefeitura e o Centro Cultural, ali criamos uma espécie de sub sede do Cariri Cangaço, onde sem dúvidas a cada visita acabamos reunindo os amigos e confrades.



Marcos de Carmelita e Manoel Severo em Floresta

Silvania e Bonita são nossas anfitriãs, Carmelita ouvindo seu “brega” nos deixou a vontade para sermos os donos de sua privilegiada calçada. Ali sob o comando de Marcos de Carmelita armamos nossa “tolda” e a todo instante um conhecido a passar a cumprimentar... Aos poucos o bando foi sendo formado. De Fortaleza, Ingrid Rebouças, Heldemar Garcia e sua esposa Micheline, eu, Marcos de Carmelita. Chegou o historiador Betinho Numeriano e sua alegria contagiante, depois Manoel Serafim, Cristiano Ferraz, Amélia Araújo... Enfim, estávamos juntos novamente.

Mesmo sem o caráter de reunião de trabalho, ninguém desconfia do assunto que tomou conta do encontro: Cangaço!  As experiências da última edição do evento em Floresta; em maio de 2016; as possibilidades e as novidades para o próximo em outubro, os convidados, o desenho do evento, as visitas, e o inusitado, o grande link que faremos entre Floresta e Exu. “É impressionante essa ligação que poucos conhecem entre Floresta e Exu, e o mais interessante é termos a condição de contar e vivenciar através de dois Cariris Cangaço no mesmo ano” ressalta Betinho Numeriano.

Silvania e Bonita
 Manoel Severo e Betinho Numeriano
Manoel Serafim
Ingrid Rebouças

“Vamos ter visitas eletrizantes no Cariri Cangaço Floresta, um dos momentos altos é que vamos dá prosseguimento ao dia seguinte da Chacina dos Gilo, capitulo importante para compreendermos o que realmente aconteceu aqui, todos não perdem por esperar” fala Marcos de Carmelita.

Manoel Serafim completa: “Teremos a grande oportunidade de mostrar a todos os convidados dos Cariri Cangaço o que temos de mais bonito que o nosso patrimônio arquitetônico, o nosso casario e sua historia, sem falar num grande ato em frente ao Batalhão, será um evento igualmente inesquecível”. Avante.

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço
24 de Fevereiro de 2017, Floresta-PE

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2017/02/floresta-estamos-de-volta.html

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“NA PRIMEIRA MANHÃ QUE TE PERDI...”

*Rangel Alves da Costa

Jamais pensei em te perder. Mas na primeira manhã depois que te perdi, tudo em mim se resumia na canção de Alceu Valença: “Na primeira manhã que te perdi, acordei mais cansado que sozinho. Como um conde falando aos passarinhos, como uma bumba-meu-boi sem capitão. E gemi como geme o arvoredo, como a brisa descendo das colinas, como quem perde o prumo e desatina, como um boi no meio da multidão. Na segunda manhã que te perdi, era tarde demais pra ser sozinho. Cruzei ruas, estradas e caminhos como um carro correndo em contramão. Pelo canto da boca num sussurro fiz um canto demente, absurdo. O lamento noturno dos viúvos, como um gato gemendo no porão. Solidão”. E mais: o absurdo de não aceitar estar sozinho, o desencanto com tudo que se mostrasse vida, a desesperança em qualquer esperança de felicidade. Amargar o sal, amargar o veneno, amargar a dor, amargar o dissabor da solidão.

Jamais pensei em te perder. Mas te perdi. Pensei que poderia suportar a distância apenas como uma saudade, mas não. Ao invés da mera saudade ou do entristecimento pela saudade, eis que em mim um tempo de fúrias e tempestades, de terríveis vendavais, de aterrorizantes furacões. Um tempo de deserto escaldante sob os pés, de fogo queimando nas entranhas, de punhais se lançando vorazes sobre o meu peito.

Jamais pensei que amar – e depois ser desamado – pudesse ter consequências assim. É como se toda ternura tivesse se transformado em outono, como se toda alegria tivesse se transformado em angústia, como se toda esperança boa tivesse sumido em adeus. Não é fácil anoitecer, adormecer nem acordar assim, assim depois da solidão do adeus e da despedida sem haver adeus, apenas um fim pela palavra. Não é fácil recordar o beijo e não ter mais, o abraço e não ter mais, o carinho e não ter mais, o amor e não ter mais, o prazer e não ter mais. Não é fácil recordá-la deitada ao leito, avistá-la deitada na cama, sentir ainda seu olhar chamando com palavras doces.


Depois de te perder, de repente ter de abraçar a solidão. E, como ainda diz Alceu Valença noutra canção: “A solidão é fera, a solidão devora. É amiga das horas prima irmã do tempo, e faz nossos relógios caminharem lentos, causando um descompasso no meu coração. A solidão é fera, a solidão devora. É amiga das horas prima irmã do tempo, e faz nossos relógios caminharem lentos, causando um descompasso no meu coração. A solidão é fera, é amiga das horas, é prima-irmã do tempo, e faz nossos relógios caminharem lentos, causando um descompasso no meu coração. A solidão dos astros, a solidão da lua, a solidão da noite, a solidão da rua. A solidão é fera, a solidão devora. É amiga das horas prima irmã do tempo, e faz nossos relógios caminharem lentos, causando um descompasso no meu coração”.

Ontem mesmo anoiteci sem avistar lua e estrelas, sem sentir a noite, sem nada sentir, apenas a voraz certeza de estar sozinho, de estar sem a canção mulher. Além do noturno sombrio, a bruma da solidão, a névoa escurecida no lugar da face de presença tão bela. A noite inteira assim, entre pensamentos e pesadelos, entre saudades e distâncias. O telefone foi meu inimigo, nenhuma mensagem chegou e nenhum sinal de sua lembrança lembrando-se de mim. Acordei ainda na escuridão e levantei quase sem caminhar. Por que é tão difícil assim depois de perder alguém que se ama tanto?

Não sei o que será de mim daqui em diante. Um café, um cigarro, outro café e outro cigarro. Ao redor apenas o silêncio. Olho ao lado e já não avisto meu amor, minha bela mulher, adormecida como anjo em nuvem de ternura. Mais um café e mais um cigarro. Gostaria de ir até ali, até a cama e beijar seus cabelos, seu corpo, acarinhá-la inteira. Mas não. Ela já não está mais ali onde sempre amanhecia. Ela partiu e eu fiquei. E agora em mim apenas a canção: como um gato gemendo no porão, solidão!

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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PRIMEIRA VIAGEM DE SINHÔ PEREIRA E LUIZ PADRE, DO NORDESTE PARA GOIÁS

Autor Napoleão Tavares Neves (*)

Vivia-se a segunda metade do ano de 1918. Obedientes ao Padre Cícero Romão Batista, Sinhô Pereira e Luiz Padre decidiram deixar o Nordeste para o norte de Goiás. Eram muito jovens e tinham toda a vida pela frente. Todos aconselhavam a viagem. Só assim a família Pereira poderia levantar a cabeça e recuperar o seu prestígio social, político e econômico seriamente abalado por tantas lutas e tanto sangue derramado em vão!

Manoel Pereira Lins, “Né da Carnaúba”, promoveu vários encontros de família em sua fazenda estruturando a saída dos primos do cenário nordestino conflagrado pelas lutas de famílias, sobretudo pelas lutas entre Pereiras e Carvalhos.

Depois de marchas e contra-marchas, a viagem foi decidida. O roteiro foi traçado, segundo orientação do Padre Cícero Romão Batista que certa vez recebeu Luiz Padre e o aconselhou a abandonar a luta por uma vida de paz no Brasil Central onde ninguém soubesse da vida pregressa dos dois vingadores da família Pereira. Segundo foi planejado, os dois Pereiras deixariam o sertão, beirando o sopé da Chapada do Araripe, lados de Pernambuco, buscando o Piauí de onde deveriam demandar o norte de Goiás.


Atravessar os sertões de Pernambuco era uma temeridade para eles que seriam impiedosamente perseguidos. Naquele tempo cada polícia só perseguia cangaceiros até a fronteira do seu Estado! Atravessar os limites de um Estado para outro era considerado agressão! Assim, entrando no Piauí, seria mais fácil para Sinhô Pereira e Luiz Padre fazerem a difícil travessia sem obstáculos.

Por isto os dois primos deixaram o Nordeste com o seguinte roteiro:

Fazenda do major Zé Inácio, no Barro, Ceará. Fazenda Olho d’Água do Araripe, lados de Pernambuco até o Piauí, pelos municípios de Serrita, Exu e Araripina. Simões, de Jaicós, no Piauí. Foi esta a primeira etapa da viagem feita por Sinhô Pereira e Luiz Padre, a cavalo e levando seis cabras de confiança escolhidos a dedo. Iam armados de revólveres e com as carabinas desmontadas nas pequenas malas.

Em Simões, já distante do Pajeú, decidiram se separar para despistar possíveis perseguidores, marcando um reencontro no sul do Piauí, em Correntes, próximo à fronteira com Goiás. Luiz Padre, com dois cabras, tomou o rumo de Uruçu, mais para o centro do Piauí, pelo Vale do Gurguéia.

Sinhô Pereira, com quatro cabras, seguiu na direção de Correntes por São Raimundo Nonato, em roteiro paralelo à fronteira de Pernambuco. Com ele iam os homens de confiança: Cacheado, Coqueiro, Raimundo Morais e Gato. O trajeto planejado evitava a travessia do Rio São Francisco que ainda não tinha pontes e a perseguição policial de Pernambuco. A meta de ambos era uma só: sul do Piauí e daí, norte de Goiás, por caminhos diferentes. Luiz Padre ia mais pela direita e Sinhô Pereira mais pela esquerda, não muito distante um do outro, de tal modo que não fosse tão difícil o reencontro planejado no sul do Piauí. Ambos levavam cartas de recomendação para famílias amigas do Piauí: família do Barão de Paranaguá, do Marquês de Santa Filomena e Marquês de Paraíso, já que Luiz Padre era neto do Barão do Pajeú, coronel Andrelino Pereira da Silva. Os barões sempre se entendiam muito bem. A viagem ia sendo feita com marcha de 6 a 10 léguas por dia, mais durante as noites para serem menos percebidos.

Ao atingir Nova Lapa, município piauiense de Gilbués, Luiz Padre soubera que Sinhô Pereira fora cercado pela polícia do Piauí nas proximidades da cidade de Caracol. É que as autoridades do Piauí receberam precatória contra os dois e o tenente Zeca Rubens ia no encalço de Sinhô Pereira com 20 homens, sendo três soldados e os demais civis, jagunços a serviço da polícia! A casa em que Sinhô Pereira e seus homens dormiam foi cercada pelo pessoal do tenente Zeca Rubens. As carabinas de Sinhô Pereira estavam desmontadas, mas depois de um tiroteio de uma hora, Sinhô Pereira e o seu pessoal fugiram, deixando dois soldados feridos levemente e carregando Cacheado quase nos braços, gravemente ferido. Sinhô Pereira nunca abandonou cabra ferido, sendo muito solidário a seus homens!

Sinhô Pereira ficou visivelmente irritado com a perseguição. Seus inimigos do Pajeú não queriam que ele encontrasse a paz em Goiás e o perseguiam tenazmente!

Luiz Padre resolveu prosseguir a viagem e perdeu por completo o contato com Sinhô Pereira que ficou por quatro dias na Fazenda Mulungú, com Cacheado muito ferido, até que o tenente Zeca Rubens, através de um seu irmão mandou lhe dizer que não o perseguiria enquanto ele tivesse tratando do cabra ferido! Foi um gesto muito nobre, indiscutivelmente.

Somente em março de 1919 Luiz Padre chegou no Duro.

Sinhô Pereira ficou por 57 dias, quase dois meses, tratando de Cacheado para além de Caracol. Não abandonaria o ferido, custasse o que custasse, disse ele, de viva voz, ao escritor Nertan Macedo e ao pesquisador Luíz Lorena, de Serra Talhada, seu primo.

Cacheado não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu. Sinhô Pereira reiniciou a viagem, mas em Jurema, encontrou o cabra que ferira Cacheado, João de Bola, que foi morto por um dos seus homens.

A partir deste episódio a perseguição policial recrudesceu, com o tenente Zeca Rubens à frente de 40 soldados seguindo as pegadas de Sinhô Pereira que ia trocando de animais cansados substituindo por animais tomados ao longo das fazendas percorridas. Novamente cercado pela polícia quando dormia 40 léguas para além de Caracol, Sinhô Pereira e seus homens conseguiram furar o cerco policial, mais uma vez, depois de meia hora de tiroteio, morrendo um soldado e saindo ferido um rapaz da casa onde estavam arranchados. Em Tocoatiara Paulista, perderam os animais: um cavalo e três burros. Em Sete Lagoas tomaram novos animais que foram trocados novamente em Barra de São Pedro. Foi aí que Sinhô Pereira decidiu voltar ao Pajeú e lutar com os seus inimigos até um dia, já que não o deixaram buscar a paz e o esquecimento em terras distantes, como era o seu desejo.

Foi uma decisão nervosa, mais em oito dias Sinhô Pereira estava novamente nas barrancas do Pajeú até 1922 quando conseguiu deixar o Nordeste, desta vez em definitivo, saindo da Fazenda Preá, Serrita propriedade do coronel Napoleão Franco da Cruz Neves, casado com Ana Pereira Neves, prima de Sinhô Pereira e Luiz Padre, além de madrinha de batismo deste último.Com a volta de Sinhô Pereira, de Caracol (PI), foi que Lampião, passou a integrar o seu bando. Por outro lado, a segunda e definitiva viagem de Sinhô Pereira para Goiás, será objeto de outro trabalho oportunamente. Só em março de 1922 foi que ele pôde chegar ao Duro!

Barbalha, 16.11.1989
(*) Médico, escritor. Sócio da SBEC.

Nota: Acho, não garanto, que este livro você irá adquiri-lo com o professor Pereira através deste e-mail: 

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ANATÁLIA CRISTINA QUEIROGA PEREIRA

O seu sorriso agora faz parte da casa do Senhor!
Saudades respectivamente!
Um sorriso para os que me conheceram.
Um sorriso apenas para os que me viram algum dia na vida!

Faltam apenas três meses para completarem 5 anos no dia 25 de maio que deixei os meus, e caminhei para a casa do "Senhor"! Eu já estou ao lado do Pai Celestial que me recebeu de braços abertos!

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O CRONISTA

Por José Ribamar

Num condomínio de luxo
Com belas vistas pro mar,
Morava um jovem cronista
No décimo primeiro andar
Aparentemente bem
Com a vida e o sonhar
Apesar de tão sozinho
Qual uma rosa sem par.

Mas para a dor dos leitores
Numa manhã de verão
É sabido que o jovem
É achado no colchão
De sua cama sem vida
Com um bilhete na mão
Que dizia não deu mais
Pra suportar a paixão.

“Eliminei minha vida
Apenas por não ter tido
Coragem de declarar-me
Para você que tem lido
Todas as crônicas que eu tinha
Até então, redigido,
Para não desapontar-te
Por ser seu ídolo querido”.

Hoje te deixo um adeus
Maculado pela dor,
E nele um pedido simples,
Simples igual uma flor.
Ao recordar esse adeus
Reze se possível for
Uma prece pela paz
Do meu verdadeiro amor.

(José Ribamar)

"Adendo:

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Parabéns ao poeta José Ribamar pelos seus belos trabalhos, e pela foto a gente percebe que  é um homem muito simples".

https://www.youtube.com/watch?v=sYZR3EqSSTA

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaquiano José Romero de Araújo Cardoso

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IGREJA DA BUNDA REDONDA

Por José Mendes Pereira
Igreja de São Vicente (templo católico construído pelos flagelados da Seca de 1915).

Segundo afirmam alguns pesquisadores que quando o cangaceiro Lampião esteve em Mossoró, juntamente com o seu afamado bando, no dia 13 de junho de 1927, chamou a Igreja de São Vicente de Paulo de "Igreja da Bunda Redonda".

Eu não tenho a informação se o bandido a chamou de "Igreja de Bunda Redonda" antes ou se foi depois da tentativa de invasão à cidade.

Igreja de São Vicente de Paulo - (templo católico construído pelos flagelados da Seca de 1915).

Se foi depois, tudo bem, mas se foi antes, São Vicente de Paulo possivelmente não gostou da sua atitude humilhante, chamando a sua residência de "Bunda Redonda", e com ódio, São Vicente partiu para vingança e ignorância, não deixou a malta levar nada, ao contrário, teve um prejuízo enorme, perdendo da sua afamada e respeitada "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia", o cangaceiro Colchete, que foi morto no combate, em frente a residência do Prefeito Rodolfo Fernandes, e José Leite de Santana o cangaceiro Jararaca, este saiu gravemente ferido do combate, fugindo em direção à ponte de trem, e no dia seguinte, foi capturado, e 5 dias depois, foi justiçado, tendo sido assassinado dentro do Cemitério São Sebastião de Mossoró.

Túmulo do cangaceiro Jararaca em Mossoró, o mais visitado de de finados

É quase certeza que em conversa com São Sebastião o dono do cemitério de Mossoró, São Vicente de Paulo tenha dito para ele:

Cemitério São Sebastião de Mossoró

- Sebastião, enterre este cretino aí e não o deixe mais sair". Ele chamou a minha residência de "Bunda Redonda".

- Agora saia, Vicente! Tô de olho nele! -Garantiu São Sebastião.

Esta informação do apelido dado à igreja de bunda redonda circula na literatura lampiônica, só que eu não disponho de fontes no momento, e não estou criando.

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FOTOGRAFIAS NA SERRA DE SÃO MIGUEL-RN

Por José Mendes Pereira

Fotografia tirada por mim, em 2001, na subida da serra de São Miguel, localizada no Estado do Rio Grande do Norte. Estávamos com destino ao município potiguar de Venha-Ver. Na foto aparecem Odmar Pinheiro Braga, membro da comunidade judaica pernambucana, Prof. Nathan Wachtel e sua esposa Jacqueline. Nathan, professor do Collège de France (Paris - FR) veio ao Brasil para estudar, analisar e compreender antigas práticas judaicas presentes em nossas tradições culturais. A pesquisa resultou em fabuloso trabalho intitulado La foi du souvenir. Labyrinthes Marranes ( A Fé da Lembrança. Labirintos Marranos), o qual encontramos traduzido para o português.


Odmar Pinheiro Braga, Jacqueline Wachtel e Nathan Wachte


Crédito da foto: José Romero Araújo Cardoso

Enviado pelo autor José Romero de Araújo Cardoso

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"CANTIGA DE CANGACEIRO" - MARIENE DE CASTRO

https://www.youtube.com/watch?v=aUt5owx9Nfg

Alessandro Amatal
Publicado em 22 de abr de 2012
Faixa do Álbum "Abre Caminho"
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JUNIOR ALMEIDA: A VOLTA DO REI DO CANGAÇO NO FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS


Eu fui presenteado com esta obra pelo autor Júnior Almeida, e já iniciei a leitura. Nela, são revelados fatos que aconteceram no "Instituto Nina Rodrigues", e que são fatos gravíssimos. 

Não deixe de adquiri-la, para você saber o que aconteceu com o material genético dos cangaceiros mortos na madrugada de 28 de julho de 1938, lá na Grota de Angico, no Estado de Sergipe, e mais outros assuntos do seu interesse. 

Não deixe para depois, vez que livros escritos sobre "Cangaço" são arrebatados por leitores, escritores e pesquisadores, principalmente pelos colecionadores, e você poderá ficar sem ele.

O livro custa 45,00 Reais, e basta clicar no link abaixo e pedir o seu.

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-638907377-a-volta-do-rei-do-cangaco-_JM

MAIS PONTOS DE VENDA EM CAPOEIRAS

Amigos, nosso trabalho, A VOLTA DO REI DO CANGAÇO, além vendido direto por mim, no MERCADO ALMEIDA JUNIOR E também pode ser encontrado na PAPELARIA AQUARELA, ao lado do Correio, também na PANIFICADORA MODELO, com Ariselmo e Alessilda e no MERCADO POPULAR, de Daniel Claudino Daniel Claudino e Gicele Santos.

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A REVOLTA DE PRINCESA ISABEL – PB - SALA DE NOTÍCIAS L REPÚBLICA DOS CORONÉIS

https://www.youtube.com/watch?v=8jvtqhmhUe0

Publicado em 12 de dez de 2013

A revolta de Princesa a ser reportada nesta edição do "Sala de Notícia", sob o nome de "República dos Coroneis", é um movimento de resistência de "coroneis" do sertão da Paraíba ao Governo de João Pessoa, que levou a conflitos armados entre forças rebeldes e a polícia paraibana e à declaração de independência do município de Princesa do estado da Paraíba, com direito a hino, bandeira e leis próprias, em 28 de fevereiro de 1930. O fato é pouco conhecido pelos brasileiros, mas de importância e repercussão na história do Brasil: é um dos "gatilhos" que deflagraram o processo que levou o país à ditadura do Estado Novo, em 1930. A "república velha", além de concentrar poder político e econômico no eixo São Paulo-Rio-Minas, com  a alternância de políticos desses estados no comando do governo federal, a chamada "política do café com leite", esqueceu o Nordeste e entregou os estados da Região à liderança de "coroneis".

Direção: Marcílio Brandão
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