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sábado, 22 de janeiro de 2022

ENTREVISTA COM ISAÍAS ARRUDA.

 Por Nas Pegadas da História

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Antonio Luiz Tavares - * Cajazeiras (PB), 10/01/1902 + Mossoró (RN), 02/11/1981

Este cangaceiro que ele fala no vídeo é Antonio Luiz Tavares que foi cangaceiro de Lampião. Ele também estava na invasão à Mossoró, na tarde de 13 de junho de 1927. Ele é natural Cajazeira do Rio do Peixe.

Antonio Luiz Tavares era o verdadeiro nome do ex-cangaceiro “Asa Branca”. Filho de Antonio Luiz e de dona Maria da Conceição. Ele natural de Cajazeiras do Rio do Peixe, no Estado da Paraíba. Nasceu no dia 10 de Janeiro de 1902 e faleceu de problemas cardíacos em Mossoró, no dia 02 de Novembro de 1981, sendo que os seus restos mortais repousam no Cemitério São Sebastião em Mossoró, aos fundos do túmulo de José Leite de Santana, o ex-cangaceiro Jararaca. 

Antonio Luiz Tavares ficou órfão de pai aos dois meses de vida, quando um sujeito assassinou o seu patriarca. Depois de crescido e de compreender a causa de sua orfandade, já que o assassino  era protegido de um chefe político de Cajazeiras do Rio do Peixe, e não fora punido, Asa Branca vingou o crime, quando ainda tinha 13 anos de idade.

Com medo de ser preso ou talvez morto dentro da cadeia, já que ainda não tinha maioridade, e como se defender de abusos  por policiais, o jeito foi fugir daquela região, procurando lugar para se ocultar das autoridades militares e judiciais.

Em 1922, um ano depois do seu primeiro crime, Lampião fez uma visita à propriedade em que ele estava recolhido, e lá o encontrou. Ao ver que ele gostava de armas de fogo, logo o convidou para participar da sua saga. Não tendo outra solução, foi obrigado a aceitar o convite e entrar no bando, e nele o menino foi apelidado de Asa Branca, cujo o levou para sua cova,  deixando o nome de batismo para traz.

O ex-cangaceiro do bando de Lampião passou cinco anos com o grupo, praticando de todos os assaltos que o bando fazia. Participou do assalto a Apodi, e outros e outros, e esteve no ataque a Mossoró, atirando contra a trincheira da Estrada de Ferro.

Logo após a frustrada invasão a Mossoró, Asa Branca foi preso pela polícia do Ceará, e recambiado para Mossoró, quando foi condenado pelo então promotor Abel Freire Coelho, a cumprir uma pena de 10 anos.

Segundo o jornalista Tomislav Femenick, certa vez o ex-cangaceiro foi convidado para participar de uma reunião no Rotary Clube de Mossoró, e lá se encontrou com Abel Freire Coelho, é  que lá no ambiente, acusador e acusado trocaram apertos de mãos, como se nada tivesse acontecido.

O acusado “Asa Branca”, mesmo tendo passado tanto tempo por traz das grades, não guardou ódio do seu acusador. 

O jornalista Tomislav Femenick disse em um dos seus artigos que  Asa Branca, era conhecido como um cangaceiro de bons modos e de trato amável. Porém, enquanto permaneceu no bando, ele vivenciou todas as peripécias que faziam parte do cotidiano dos cangaceiros: ataques, saques, sequestros, mortes, agruras e, também, fugas.

CASAMENTOS

O ex-cangaceiro Asa Branca fez matrimônio por duas vezes. Ainda na Cadeia Pública de Mossoró casou-se pela primeira vez com dona Sebastiana Venâncio. Ela natural de Mossoró, e com ele teve três filhos, os quais são: José Luiz Tavares, Jeová Luiz Tavares e Dijanete Luiz Tavares. Mas posteriormente o casamento foi de água abaixo, quando os dois resolveram não mais conviverem juntos, e cada um procurou o seu destino.

O segundo casamento foi realizado com dona Francisca da Silva Tavares. Natural de Brejo do Cruz, no Estado da Paraíba. Ela nasceu no dia 21 de Novembro de 1937, e é  filha de Máximo Batista de Araújo e de Dona Severina Guilermina Silva, ambos paraibanos. Mas o casamento com dona Francisca da Silva, só aconteceu dezessete anos depois que ambos já viviam juntos.

Com o ex-cangaceiro de Lampião, Dona Francisca da Silva Tavares teve nove filhos, e destes, apenas quatro estão vivos, os quais são:

Antonio Esmeraldo Tavares – O Cride, nascido no dia 10 de Novembro de 1957, na cidade  de São Bento, no Estado da Paraíba. Tem como profissão, motorista.

Francisco Tavares da Silva, nascido no dia 14 de Abril de 1959, na cidade Caridade, no Estado do Ceará. Este foi assassinado aos 24 anos de idade, por um primo, por coisas banais.

Maria Gorete Tavares Barbosa, nascida no dia 1º. de Junho de 1960, em Caridade, no Estado do Ceará. Esta exerce a profissão de artesã de Biscuit.

Maria da Conceição Tavares da Silva, nascida no dia 25 de Fevereiro de 1963, em Caridade, no Estado do Ceará. Exerce também a profissão de artesã de Biscuit.

Máximo Neto Batista, nascido no dia 04 de maio de 1964, em Caridade, no Estado do Ceará. Reside atualmente em São Paulo e exerce a profissão de Motorista.

Os demais filhos do casal não foram citados aqui, porque faleceram ainda criancinhas.

Como  Francisca da Silva Tavares conheceu o “Asa Branca”

Nos ano de 1954, dona Francisca já era casada e mãe de um filho. Mas nesse período ela contraiu uma doença, ficando por alguns meses  sem andar. Procurando recursos para se livrar da maldita doença que ora a perseguia, soube que na região havia um curandeiro, já de idade. Não foi tão difícil, pois dias depois um velho fazia as curas ao pé de sua cama. O tempo foi se passando, finalmente dona Francisca se livrou da maldita e desconhecida doença.

Com aquele contato de reza vai, reza vem, os dois findaram  consumidos de paixões, e dona Francisca passou a desejá-lo. E no ano de 1955, resolveu abandonar  o seu marido e um filho de sete meses, fugindo com o curandeiro, cujo destino de apoio, Mossoró.

Mas veja bem leitor, quem era o curador. Antonio Luiz Tavares, o ex-cangaceiro “Asa Branca”, que deve ter aprendido as milagrosas rezas com o seu ex-comandante, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Pelo que se ver é que dona Francisca da Silva fez o mesmo papelão que fez a rainha do cangaço, Maria Bonita, quando abandonou o sapateiro José Miguel da Silva, o Zé de Neném, para acompanhar o afamado Lampião.

A única diferença entre as duas, é que Maria Bonita tornou-se cangaceira; e  Dona Francisca jamais participou de cangaço.

Mas  assim que o seu pai, o Máximo Batista tomou conhecimento que ela havia fugido com o rezador, isto é, o “Asa Branca”, mandou dois dos seus funcionários procurá-la por todos os recantos de Mossoró.

Já fazia três dias da permanência do casal em Mossoró, e assim que Asa Branca soube que estava sendo procurado, resolveu fugir às pressas com a companheira para Fortaleza, capital do Ceará. Lá, desempregado, foi assistido por um médico, o doutor Lobo, que logo solucionou o seu problema, e o empregou em uma mina de ametista.

De Fortaleza, foram morar em Itapipoca, posteriormente para Caridade, e lá o casal teve quatro filhos, mas sempre trabalhando na agricultura.

Anos depois a família mudou-se para Macaíba, já no Estado do Rio Grande do Norte. Com alguns anos passados, Asa Branca resolveu retornar a Mossoró, onde aqui criou a sua família e viveu os seus últimos dias de vida.

Nos anos 70, o Dr. José Araújo, ex-dentista, e diretor de algumas escolas de Mossoró, juntamente com João Batista Cascudo Rodrigues, conseguiram um emprego na FURRN, atualmente UERN, e Asa Branca trabalhou nela até morrer.

CASAMENTO FEITO ÀS PRESSAS PARA SE EMPREGAR

Como Asa Branca necessitava se empregar, e era necessária a sua documentação para ter direito aos benefícios do INSS, e não querendo retornar a sua terra natal, Cajazeiras do Rio do Peixe, na Paraíba, foi feito um casamento às pressas. Ele resolveu ir à cidade  de Porta Alegre, no Estado do Rio Grande do Norte, e lá fez novos documentos.

De documentos em mãos, foi feito o seu casamento com dona Francisca da Silva Tavares, no dia 14 de Janeiro de 1974, no 4º. Cartório Judiciário em Mossoró, Nº. 6.256, fls. 256, do livro B-16, do Registro Civil de Casamento, assinado pelo tabelião Joca Bruno da Mota.

Quando as pessoas o perguntavam quantos ele havia matado, ele respondia: “-Quem sabe é São Miguel, porque é ele quem pesa as almas”.

Nem a sua esposa ele revelou quantos, mas de certeza foram dois: o assassino do seu pai, e um carcereiro em Mossoró. É claro que no bando ele matou muito mais, mas jamais confirmou o total de mortos pela maldita mira do seu mosquetão.

FAMÍLIA BEM ESTRUTURADA

A família de Asa Branca e dona Francisca é composta de: 04 filhos, 17 netos e 28 bisnetos. Segundo as pessoas vizinhas dos familiares do ex-cangaceiro, o Asa Branca, as quais conversamos com elas, todas foram unânimes e disseram que eles cresceram naquele bairro Bom Jardim, amigos de todos, honestos, trabalhadores e dignos de respeito. Nada desabona a família de Antonio Luiz Tavares, o ex- cangaceiro Asa Branca.

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O FIM DE ISAÍAS ARRUDA: O PODEROSO CORONEL DO CARIRI CEARENSE

 Por Nordeste Fantástico

https://www.youtube.com/watch?v=3zD0mDPS4w4&ab_channel=NordesteFant%C3%A1stico

O vídeo conta a história da morte do poderoso coronel cearense, Isaias Arruda Figueiredo. Isaías Arruda foi assassinado com menos de 30 anos na estação ferroviária de Aurora-CE pelos irmãos Paulinos, mas nesta curta vida foi coiteiro de Lampião e o peitou posteriormente, se tornou chefe político com influências em Aurora, e mando legal em Missão Velha. Foi um dos mais temidos chefes político do interior do Nordeste na época do coronelismo. #IsaíasArruda #IrmãosPaulino #Coronelismo #AuroraCE #MissãoVelha #Ceará #História O canal trás para os inscritos, histórias de um passado cheio de batalhas no sertão nordestino e casos e causos de personalidades nordestinas que marcaram o imaginário popular. 👍🏜 - Conteúdo histórico Nordestino - Conteúdo educativo para aulas de História - Conteúdo pode ser usado no Enem - Conteúdo pode ser usado no Encceja - Material com conteúdo de resgate da história do Nordeste - Conteúdo de Literatura Nordestina

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BEM-TE-VI FUGIU PRA NÃO MORRER | CNL | 535

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=-owxJsEEej8&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

PARTE 1 DE 3 

https://youtu.be/cy8SoM-4EIs Clique aqui para se inscrever https://www.youtube.com/channel/UCCW4...

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A CANGACEIRA FLORÊNCIA | CNL | #382

 Por Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=dU-2otnTAdE&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

Barra do Mendes https://www.youtube.com/watch?v=vYKMF... Lagoa do Lino https://youtu.be/nJLrCLvICLY

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FOTOS INÉDITAS DO CANGAÇO | CNL | 932

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=2y2WN-n5pDE&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

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OS CANGACEIROS "SABONETE I" E "SABONETE II"

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=VsCF4Wd3c5Y&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria

Ao estudarmos a história do cangaço, podemos notar que diversos apelidos ou alcunhas de cangaceiros foram repetidos em diferentes cabras... ...Tomemos como exemplo os cangaceiros que receberam a alcunha de "Sabonete"... Referências: ."OS “SABONETES” DO CANGAÇO", de Sálvio Siqueira .Blog do Mendes e Mendes ."Cangaceiros de Lampião de A a Z", de Bismark Martins de Oliveira .“Lampião Além da Versão – Mentiras e Mistérios de Angico”, de Alcino Alves Costa Fotos: Tok de História / Benjamin Abrahão Botto / Aventuras na História / Internet

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OS CANGACEIROS PASSARINHO (I), II E III

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=WZLdkFjLES0

Marcos de Lima, o cangaceiro Passarinho, era paraibano do povoado de Alagoa Nova (atual Manaíra), e nasceu em 22 de setembro de 1903. Iniciou no cangaço ainda moço, no bando de Sinhô Pereira, em 1919. Andou ao lado de cangaceiros famosos, como Baliza, Meia Noite, Lampião, Antônio Ferreira, e outros...

O cangaceiro Passarinho II (ou João Italiano) se chamava João José Ribeiro do Nascimento e era baiano, natural do Juá. Inicialmente integrava o bando de Corisco, e se juntou ao de Lampião logo que este adentrou o território baiano...

Pouco se sabe sobre o cangaceiro Passarinho III, a não ser que era natural da Bahia e que entrou no cangaço através do grupo de Moderno em meados da década de 1930...
Referências: "Cangaceiros de Lampião de A a Z", de Bismarck Martins de Oliveira Fotos: Livro "Cangaceiros de Lampião de A a Z" / Benjamin Abrahão

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PAÍSES OCIDENTAL E ORIENTAL

Por José Mendes Pereira

Muitas vezes a gente assiste na televisão, ouve em rádio ou ler em jornais, livros, que um país ocidental passou por isso, fez isso e aquilo, mas a gente fica na missa sem ver o padre. Então, aqui estão os principais países do Ocidente e do Oriente.

Países da Europa Ocidental e suas capitais. São composto por 24 países

- Portugal – Lisboa

- Espanha – Madri

- Itália – Roma

- Alemanha – Berlim

- Áustria – Viena

- França – Paris

- Holanda – Amsterdã

- Bélgica – Bruxelas

- Noruega – Oslo

- Finlândia - Helsinque

- Islândia – Reykjavík

- Suécia – Estocolmo

- Dinamarca – Copenhague

- Grécia – Atenas

- Reino Unido – Londres

- Irlanda – Dublin

- Liechtenstein – Vaduz

- Luxemburgo – Luxemburgo

- Malta – Valeta

- Mônaco – Mônaco

- São Marino – São Marino

- Suíça – Berna

- Cidade do Vaticano – Cidade do Vaticano

- Andorra – Andorra La Vella

Países do Oriente e suas capitais. São compostos por 17 países 

- Arábia Saudita - Riad

- Bahrein - Manama

- Chipre - Nicósia

- Egito - Cairo

- Emirados Árabes Unidos - Dubai

- Iêmen - Sana

- Israel - Jerusalém

- Irã - Teerã

- Iraque - Bagdá

- Jordânia - Amã

- Kuwait - Cidade do Kuwait

- Líbano - Beirute

- Estado da Palestina - Jerusalém Oriental

- Omã - Mascate

- Qatar - Doha

- Síria - Damasco

- Turquia - Ancara

Guarda na sua memória.

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VIRGULINO REPERCUTE NA CÂMARA FEDERAL...

Por Antônio Corrêa Sobrinho
Virgulino Ferreira, foto de 1926 em Juazeiro do Norte

Vejam como Virgulino Ferreira, LAMPIÃO, o maior dos cangaceiros e um dos mais famosos bandoleiros que o mundo conheceu, realmente marcou indelevelmente a sua presença nos anais da humanidade. Em sessão da Câmera Federal, no ano de 1926, os deputados Francisco Rocha, da Bahia, e Batista Luzardo, do Rio Grande do Sul, debateram de forma acalorada mas cordialmente, a respeito simplesmente a quem Lampião prestava serviços, se à Coluna Prestes, em incursão pelas adustas terras nordestinas, em meados desta década, ou se das forças legalistas.
Francisco Rocha dizia que Lampião houvera servido de vanguarda às forças do revolucionário Carlos Prestes, uma vez que ajudou os tais a transpor o rio Pajeú, em Pernambuco, fulcrado no telegrama do general Mariante, a saber:

“Em juazeiro, fomos informados de que Lampião e seus sicários estavam servindo de guia às tropas rebeldes, durante a travessia delas no vale Pajeú, onde normalmente aquele bandido estabeleceu o seu centro de operações. Aliás, o estado-maior do S. General Joao Gomes, recebendo essa informação, nunca fez desmentido posterior. A partir da passagem do São Francisco, na região de jatobá, quando assumi o comando do meu grupo de destacamento, não houve mais notícia da presença de Lampião entre os rebeldes. Podeis fazer o uso que vos convier. Saudações”

Bem como se serviu deste comunicado, segundo ele, do Estado-Maior: 

“Não só em Juazeiro, como em Salvador e no Rio, tivemos notícias de que Lampião, por si e por sua gente, estava auxiliando os rebeldes na travessia destes, na região do vale do Pajeú, e regiões vizinhas, onde se tem desenvolvido, mais acentuadamente, a atividade daquele bandido, que ali localiza seu habitual esconderijo”.

Deputado Batista Luzardo

O deputado gaúcho, por sua vez, desqualificou o sobredito telegrama, bem como o comunicado, alegando tratar-se de documentos que não "são provas irretorquíveis, que são apenas notícias colhidas aqui e acolá, sem o caráter de seriedade e veracidade a que estava obrigado". Para defender o argumento de que, pelo contrário, Lampião havia, sim, prestado o seu concurso às forças legalistas, ou seja, ao Governo Federal, e que havia estado sob a proteção do padre Cicero e sob o amparo do deputado Floro Bartolomeu. Ao tempo em que fez leitura de trechos da carta publicada pelo “Jornal do Comércio”, de Pernambuco, de 4 de junho daquele ano de 1926, assinada pelo padre Cícero Romão Batista, datada de 30 de abril deste, ao Dr. Simões da Silva.

“Ilustre e distinto amigo Sr. Simões da Silva – Minhas saudações – Acuso nas minhas mãos a sua apreciada carta de felicitações pelo meu aniversário natalício e, bem assim, os jornais em que o meu nobre amigo, dando mais uma prova de sua generosa fidalguia, fez, embora imerecidos, brilhantes comentários em torno da minha modesta pessoa.”[...]

Existe, aqui no nordeste, um afamado bandoleiro, Virgulino Ferreira, geralmente conhecido por Lampião. Ele tem desenvolvido toda sua nefanda atividade, durante longos anos, nos estados de Pernambuco e Paraíba, sem que os respectivos governos, apesar dos esforços empregados , pudessem pôr termo aos seus crimes. Ultimamente, quando os patriotas de Juazeiro perseguiam os revoltosos, nos sertões pernambucanos, Lampião voluntariamente, entrou em ação com eles e, reunido a um dos seus contingentes, veio a esta cidade, alegando que o fizera de ordem do Dr. Floro e no caráter de soldado da legalidade.

Antônio Correa Sobrinho

Eu, efetivamente, sabia que o Dr. Floro o mandara chamar para auxiliar a reação contra as hostes revolucionárias. Assim, me pareceu, não devia e nem podia agir contra esse homem, pois que, se o fizesse, cometeria uma traição, pelo menos, á boa fé que o trouxera à minha terra. Ademais, não sou autoridade que tenha o dever de prender criminosos. Preferi, pois, como sempre costumo fazer, agir conselheiralmente e consegui do renomado cangaceiro a formal promessa de retirar-se do Nordeste. Aliás, por este processo, já tenho conseguido livrar este pedaço do território brasileiro de outros bandidos de igual jaez, como foram Luiz Padre, Sinhô Pereira, Joaquim Macie, etc., contra os quais nunca valeram as providências oficiais. Destes, graças à minha intervenção ficaram livres os nossos laboriosos sertanejos e eles, deslocados do meio onde se viciaram, vivem pacatamente, lá no longínquo Estado para onde os destinei, como bons cidadãos.”

Antonio Correa Sobrinho

Fonte: Jornal “O Globo” – 17/07/1926
Foto: Revista O Malho,17 de abril de 1926.
Fotos pertencentes ao acervo de Raimundo Gomes
http://cariricangaco.blogspot.com/2015/05/virgulino-repercute-na-camara-federal.html

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A VOZ DE LAMPIÃO

 Por Antônio Corrêa Sobrinho.

Sabemos que a voz e o modo como falamos são um dos grandes identificadores do ser humano, além de constituir um dos meios mais eficazes de comunicação. A voz é mais distintiva do que mesmo as impressões digitais, porque faz mais do que identificar, ela diz do nosso íntimo, como estamos passando, diz do nosso caráter, pois é um porta-voz, um instrumento de expressão da mente.

LAMPIÃO, não obstante as muitas pesquisas e biografias a seu respeito, informações sobre sua estatura, cor, cabelo, tipo físico, à farta para todos os gostos, jamais li algo sobre o tipo de sua voz, salvo e unicamente o contido na nota oficial do governo da Bahia, publicada em jornal em janeiro de 1929: “O governo do Estado da Bahia oferece prêmio de 50 contos de réis à pessoa que conseguir capturar Lampião ou abatê-lo, devendo comunicar incontinenti o fato à autoridade mais próxima. Sinais de Virgulino Ferreira: 28 anos, estatura média, cabra, voz afeminada, cogote raspado, óculos escuros, conversa galhofeira relatando sempre suas façanhas e nunca encobre a sua identidade”.

A voz de LAMPIÃO. Era fina, média, grave? Seu tom de voz era alto, médio, baixo? Seu falar era ligeiro ou lento, pausado ou corrido?

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