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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O COVEIRO - A SEPULTURA...........E, o CEL..ZÉ RUFINO ( fato real ).

 

"Moço! Ontem um doutor esteve aqui querendo notícia da sepultura do Coroné Zé Rufino. Eu disse a ele que isso não existe. Não tem sepultura que se ache não. Acontece que nem eu, nem o velho Celso, que deve ter sepultado ele, sabía, na época, que o homem era tão bom e famoso da época dos grandes cangaceiros. Aqui é cidade pequena, mas que cresceu com cemitério pequeno. Se a família não pede conta, a gente usa de novo a cova e enterra por cima daqueles que estão ali mesmo. Tá cheio de gente enterrado em cima um dos outros aqui. Se tivessem me avisado, tinha cuidado de dar a ele uma sepultura boa. Mas ninguém avisou.

(Depoimento do COVEIRO... MANOEL DE APRÍGIO).

MATERIAL DO ACERVO DO PESQUISADOR GEZIEL MOURA. 
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Fonte: facebook
Página: Voltaseca

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NORDESTINO – UMA MISTURA DE GENTE FORTE.

 Por Alfredo Bonessi


Um povo forte ocupou o interior do nordeste brasileiro, mas não ultrapassou o Piauí, não  adentrou em  Minas Gerais, não chegou a Goiás, bem como  não se fixou nas cidades da orla marítima brasileira. São pessoas valentes,  determinadas, religiosas, de opinião, guerreiras por natureza. São imbatíveis quando lutam e só são vulneráveis na arte da guerra pela traição. Conhecem muito bem o terreno por onde passam e são superiores a ele - um terreno sedimentado por pedras e  coberto por uma vegetação emaranhada de galhos e espinhos, intransponível para seres comuns. Impressiona a resistência  física  dessas pessoas e até  não se  sabe de onde retiram tanta água  para suar, e que organismo  saudável é esse  que  metaboliza   um  bocado de farinha, uma porção de queijo, um pedaço de rapadura, transformando-os em combustível  suficiente para   vencer longas distancias a pé, por debaixo de um sol abrasador

Supersticiosas e muito desconfiadas ficam atentas a tudo o que se passa ao seu redor.  Acreditam  no destino  e o culpam pela maioria das coisas ruins que lhes acontecem. Introspectivas e reservadas, por esse processo, na maioria das vezes,  conseguem descobrir o que as outras pessoas pensam e quais são as suas intenções.

Muito se tem escrito sobre elas   e muito ainda se há de escrever.

Alfredo Bonessi -
Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará-GECC
Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço-SBEC

Enviado pelo pesquisador do cangaço Capitão Alfredo Bonessi

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EX-VOLANTE MANOEL CAVALCANTI DE SOUSA (Neco de Pautília).

 

Ex-volante Manoel Cavalcanti de Sousa (Neco de Pautília). Observação: Esse bravo militar faleceu no dia 29 de Maio de 2014, com 101 anos de idade. Veja O VÍDEO do Senhor NECO de Pautília dançando XAXADO.

https://www.youtube.com/watch?v=JPL-04Tw-Bs


Fonte da matéria : ( ? )

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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‘RECANTO DA HISTÓRIA’ “...QUANDO A COLUNA PRESTES SANGROU UM SACERDOTE”.

 Por Sálvio Siqueira‎ O Cangaço


“Região situada no Oeste do estado brasileiro da Paraíba, o Vale do Piancó foi um dos locais por onde a Coluna Prestes esteve em sua incursão. Para muitos seriam os "Cavaleiros da Esperança", mas para outros, essa corrente de cunho militar, liderada por Prestes e com ideias comunistas, era mais um grupo que abalaria a região com suas ideias más, quando com o poder em suas mãos, não faria nada para ajudar realmente a população pobre da região”.

Formada pela União das Colunas Paulistas e Rio Grandense a Coluna Prestes, conhecida assim popularmente, mas oficialmente com o nome de Coluna Miguel Costa – Prestes marchou por 674 dias percorrendo 24.947 Km, passando pelos seguintes estados: RS, PR, SC, SP, MT, MS, GO, TO, MA, PI, CE, PB, RN, PE, BA, MG e terminou na Bolívia em fevereiro de 1927 com um total de 53 combates vitoriosos (invictos), com um contingente variável de 1500 homens. Sua tática de guerrilha foi conhecida internacionalmente, como uma das mais prodigiosas façanhas militares da história de guerrilhas; não andavam com menos de 800 homens, consumindo em torno de 100 mil cavalos em sua jornada, não ficavam mais de 48 horas em um mesmo lugar o que dificultava a sua localização, devido a sua movimentação rápida. Passando por dois governos, um em sua formação Artur Bernardes (1922 – 1926) e outro na sua extinção Washington Luiz (1926 – 1930), mataram por volta de 600 soldados e sofreram perda de 70 oficiais guerrilheiros. Queriam, e assim foi decidido na reunião de 12 de abril de 1925, conscientizar a população do interior, predominantemente a rural, do domínio exploratório do governo, e difundir suas ideias para ter apoio popular, uma coisa básica em movimento revolucionário. Em seus objetivos, porém, tiveram que ter atitudes bruscas, como toda revolução, atitudes fortes, que podem prejudicar o movimento diante dos olhos do povo. Outro motivo que ajudou a prejudicar sua imagem frente à opinião pública, foi o fato de que ao adentrar em um vilarejo, roubavam cavalos, alimentos, armas, aterrorizavam a população... O principal nome dessa aterrorização foi o tenente João Cabanas, que depois de adoecer em fevereiro de 1925, não se seguiu mais com a Coluna. A Coluna Prestes entrou no Estado da Paraíba, vindo de Luiz Gomes-RN, até chegar no lugarejo de Várzea Cumprida, em Pombal- PB. A cidade de Piancó- PB, não constava no percurso da Coluna, tendo sido incluída de última hora uma vez que a polícia paraibana havia fechado quase todas as fronteiras do estado a passagem da Coluna. Em Piancó havia uma briga paroquial onde a oligarquia da família Leite que tentava expurgar o Deputado Estadual Padre Aristides da sua trajetória política, este último fortalecido pelo então aliado Governador do Estado, o Dr. João Suassuna (1924/1928).

* Por: José Romero Araújo Cardoso

“(...)Nas inúmeras conversas sobre a passagem da Coluna pelo desditado município paraibano, havia incontida emoção quando o velho combatente falava sobre o Padre Aristides Ferreira da Cruz, vigário e chefe político da cidade sertaneja literalmente arrasada em fevereiro do ano de 1926.


O Coronel Manuel Arruda de Assis informava que o Padre Aristides nasceu no então distrito pombalense de Lagoa. Quando de minha fixação no Estado do Rio Grande do Norte, efetivamente a partir do ano de 1998, fiquei sabendo por intermédio de informações fornecidas por dileto amigo de nome Raimundo Soares de Brito, verdadeiro arquivo vivo da cultura potiguar, que o Padre Aristides havia exercido o cargo de vigário em Caraúbas (RN).

Arruda narrava que o Padre Aristides era inimigo de muita gente em Piancó, mas que todos o respeitavam. O vigário andava com inseparável F. N. Brown na cintura, acompanhado de grupos de capangas, era metido em tudo que não prestava no sertão daquela época, viveu maritalmente com jovem da localidade, tiveram filhos, enfim, como dizemos no sertão, era mais desmantelado do que vôo de anum molhado ou galope de vaca amojada.

Quando os informes enviados de Pombal - PB, notificando sobre a passagem da Coluna Prestes por Malta –PB, chegaram em Piancó- PB, o Padre Aristides se animou em enfrentar, telegrafando para Júlio Lyra, o chefe de polícia de (João) Suassuna, comprometendo-se a conseguir dois mil homens em armas em quarenta e oito horas, prontamente aceito pelo governo do Estado. Não obstante os esforços, Padre Aristides não conseguiu reunir o número de homens prometido para a defesa(...)Quando a Coluna entrava em Piancó, descargas certeiras alvejaram cavalos e cavaleiros. Daí por diante fechou-se o tempo, quando intenso tiroteio transformou Piancó em praça de Guerra. Vinha de ambas as partes, mas com maior intensidade, devido ao número de componentes, disparado pelos integrantes do movimento tenentista originado no sul do País(...)O ódio que a Coluna Miguel Costa - Prestes passou a devotar ao piquete do Padre Aristides teve seu recrudescimento quando ato considerado de alta traição inflamou os ânimos acirradíssimos dos combatentes.

(O)Tenente Antônio Benício, delegado de Piancó,(solicita, através de sinais) para que levasse quatro fuzis e um cunhete de balas para o piquete dele, ao que "preá"(espécie de correspondente de guerra) retrucou com toda razão ser impossível furar as mil modalidades de ataque dos revoltosos(...)(O)Sargento Manuel Arruda de Assis(teve a ideia e ordenou que se erguesse uma bandeira branca, com isso tinha-se a chance de abastecer o piquete do Delegado)(...) o piquete do Padre Aristides aproveitou o momento de distração da Coluna Miguel Costa - Prestes para intensificar o tiroteio em direção ao grupo revoltoso. O resultado foi catastrófico, pois a Coluna teve muitos integrantes mortos e feridos(...)Daí em diante era ponto capital para os comandados pelo General Miguel Costa e pelo Capitão Luiz Carlos Prestes chegarem ao piquete do Padre Aristides Ferreira da Cruz(...)o Padre Aristides quando viu a coisa ficar preta mandou seu guarda-costas, de nome Rufino, subir no muro para ver o que acontecia. Rufino informou desesperado que a situação era periclitante, pois se fugissem morriam, se ficassem morriam do mesmo jeito(...)A luta era nos corredores, nas salas, em todo canto, quando uma ordem do comandante da investida, que calassem as baionetas de uma vez só, cessou a luta, enquanto o Padre Aristides pedia incessantemente garantias de vida para todos(...)Covardemente o comando da Coluna Miguel Costa - Prestes assegurou as garantias. Todos que estavam na casa, incluindo o Padre Aristides e o prefeito de Piancó- PB, o Sr. João Lacerda, bem como o filho deste, foram conduzidos a um barreiro e lá sangrados, um a um, e não fuzilados(...)Padre Aristides, sentindo-se mortalmente ferido, implorou para que não fizessem aquilo com ele, pois era um sacerdote católico. As humilhações foram intensificadas, pois o martírio do Padre Aristides Ferreira da Cruz e sua gente foi um episódio macabro patrocinado pela ignominiosa covardia, pela efetiva traição de membros de um movimento que se auto intitulavam revolucionário, reformista, ou seja lá o que tenha sido ou digam ter sido, mas que não teve hombridade Enem humanismo para respeitar as vidas daqueles que já se achavam dominados e impossibilitados da mínima defesa(...)”.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor do Departamento de Geografia do Campus Central da UERN. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Fonte e foto www.portalpianco.com

Fonte: facebook

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CAIXA DA FELICIDADE E DA PAZ DEDICADA A TODOS OS NOSSOS LEITORES E COLABORADORES.

 Por José Mendes Pereira.

Nesta caixa, dentro dela, não existe nada material, mas existe tudo de bom que os nossos leitores e colaboradores precisam para o ano de 2026, e consequentemente os anos seguintes: Paz, amor, fé, saúde, felicidade, harmonia família, e sobre tudo, compreensão entre amigos e parentes.

São os sinceros fotos da família dos blogs:

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QUEM TEM NOTÍCIAS SOBRE O FAMOSO PESQUISADOR BILLY J CHANDLER?

 Por José Mendes Pereira

O pesquisador do cangaço José Francisco Gomes de Lima e eu, temos bastantes interesses de sabermos sobre este famoso pesquisador do cangaço que escreveu o livro com o título "The Bandit King Lampião of Brazil", e que reside Nos Estados Unidos. 

A última informação que tivemos sobre ele foi através do escritor e pesquisador do cangaço o professor Honório de Medeiros, e que tenho em nosso blog a postagem sobre o pesquisador. 

BILLY JAYNES CHANDLER Lampião, o rei dos cangaceiros.

Por Francisco Aleluia*

Acabei de adquirir essa importante obra, uma edição de 1981 pela editora Paz e Terra, trabalho que, há 40 anos vem servindo de base importante para o estudo do cangaço e, da mesma forma, para a produção de outras tantas ao longo dos anos.

As pesquisas para essa obra foram realizadas pelo autor Billy Jaynes nos anos de 1973, 1974 e 1875. A obra Lampião: O rei dos cangaceiros 1981), segundo Jaynes,é baseando em relatos, pesquisas em arquivos e muita entrevistas dadas pelo autor no que ele considera ser a primeira obra a apresentar um relato sistemático e digno de confiança sobre o personagem brasileiro mais discutido e bibliografado do país. Logo no prefacio da obra, Jaynes procurou "[...] apresentar uma versão completa e racional da história deste bandido". (CHANDLER, 1981, p. 13).

Jaynes, ao referir-se sobre a questão de Lampião ser ou não enquadrado dentro do chamando "banditismo social", definição erguida por Hobsbawm (HOSBAWM, Erick J. Bandidos. 5° ed. Río de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2017, p. 83-84), questiona: "O problema talvez seja que sua definição não é somente controvertida, mas também desnecessariamente bitolada". (Idem, 272). Hobsbawm chega a considerar esses homens (cangaceiros) como "[...] monstros públicos [...]" (Idem, p. 84) para, depois, cunhar a famosa expressão apresentando-os como sendo "[...] uma variedade especial do banditismo social". (Idem).

Concluindo, Chadler vai de encontro ao ponto de vista popular que alimenta a ideia de que este banditismo rural seria uma espécie de protesto social contra a ignorância, a pobreza, a busca de vingança e a injustiça da sociedade sertaneja. No mais, Chadler nos brindou com uma obra que, há 40 anos, já nos trazia questionamentos importantes e sempre atuais para o estudo e debate acerca do banditismo e do Cangaço Lampiônico no Brasil.

(*) Francisco Aleluia é funcionário público estadual e graduado en História.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798/user/100002566177446

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