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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
O COVEIRO - A SEPULTURA...........E, o CEL..ZÉ RUFINO ( fato real ).
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NORDESTINO – UMA MISTURA DE GENTE FORTE.
Por Alfredo Bonessi
EX-VOLANTE MANOEL CAVALCANTI DE SOUSA (Neco de Pautília).
‘RECANTO DA HISTÓRIA’ “...QUANDO A COLUNA PRESTES SANGROU UM SACERDOTE”.
Por Sálvio Siqueira O Cangaço
Arruda narrava que o Padre Aristides era inimigo de muita gente em Piancó, mas que todos o respeitavam. O vigário andava com inseparável F. N. Brown na cintura, acompanhado de grupos de capangas, era metido em tudo que não prestava no sertão daquela época, viveu maritalmente com jovem da localidade, tiveram filhos, enfim, como dizemos no sertão, era mais desmantelado do que vôo de anum molhado ou galope de vaca amojada.
Quando os informes enviados de Pombal - PB, notificando sobre a passagem da Coluna Prestes por Malta –PB, chegaram em Piancó- PB, o Padre Aristides se animou em enfrentar, telegrafando para Júlio Lyra, o chefe de polícia de (João) Suassuna, comprometendo-se a conseguir dois mil homens em armas em quarenta e oito horas, prontamente aceito pelo governo do Estado. Não obstante os esforços, Padre Aristides não conseguiu reunir o número de homens prometido para a defesa(...)Quando a Coluna entrava em Piancó, descargas certeiras alvejaram cavalos e cavaleiros. Daí por diante fechou-se o tempo, quando intenso tiroteio transformou Piancó em praça de Guerra. Vinha de ambas as partes, mas com maior intensidade, devido ao número de componentes, disparado pelos integrantes do movimento tenentista originado no sul do País(...)O ódio que a Coluna Miguel Costa - Prestes passou a devotar ao piquete do Padre Aristides teve seu recrudescimento quando ato considerado de alta traição inflamou os ânimos acirradíssimos dos combatentes.
(O)Tenente Antônio Benício, delegado de Piancó,(solicita, através de sinais) para que levasse quatro fuzis e um cunhete de balas para o piquete dele, ao que "preá"(espécie de correspondente de guerra) retrucou com toda razão ser impossível furar as mil modalidades de ataque dos revoltosos(...)(O)Sargento Manuel Arruda de Assis(teve a ideia e ordenou que se erguesse uma bandeira branca, com isso tinha-se a chance de abastecer o piquete do Delegado)(...) o piquete do Padre Aristides aproveitou o momento de distração da Coluna Miguel Costa - Prestes para intensificar o tiroteio em direção ao grupo revoltoso. O resultado foi catastrófico, pois a Coluna teve muitos integrantes mortos e feridos(...)Daí em diante era ponto capital para os comandados pelo General Miguel Costa e pelo Capitão Luiz Carlos Prestes chegarem ao piquete do Padre Aristides Ferreira da Cruz(...)o Padre Aristides quando viu a coisa ficar preta mandou seu guarda-costas, de nome Rufino, subir no muro para ver o que acontecia. Rufino informou desesperado que a situação era periclitante, pois se fugissem morriam, se ficassem morriam do mesmo jeito(...)A luta era nos corredores, nas salas, em todo canto, quando uma ordem do comandante da investida, que calassem as baionetas de uma vez só, cessou a luta, enquanto o Padre Aristides pedia incessantemente garantias de vida para todos(...)Covardemente o comando da Coluna Miguel Costa - Prestes assegurou as garantias. Todos que estavam na casa, incluindo o Padre Aristides e o prefeito de Piancó- PB, o Sr. João Lacerda, bem como o filho deste, foram conduzidos a um barreiro e lá sangrados, um a um, e não fuzilados(...)Padre Aristides, sentindo-se mortalmente ferido, implorou para que não fizessem aquilo com ele, pois era um sacerdote católico. As humilhações foram intensificadas, pois o martírio do Padre Aristides Ferreira da Cruz e sua gente foi um episódio macabro patrocinado pela ignominiosa covardia, pela efetiva traição de membros de um movimento que se auto intitulavam revolucionário, reformista, ou seja lá o que tenha sido ou digam ter sido, mas que não teve hombridade Enem humanismo para respeitar as vidas daqueles que já se achavam dominados e impossibilitados da mínima defesa(...)”.
Fonte e foto www.portalpianco.com
CAIXA DA FELICIDADE E DA PAZ DEDICADA A TODOS OS NOSSOS LEITORES E COLABORADORES.
QUEM TEM NOTÍCIAS SOBRE O FAMOSO PESQUISADOR BILLY J CHANDLER?
Por José Mendes Pereira
O pesquisador do cangaço José Francisco Gomes de Lima e eu, temos bastantes interesses de sabermos sobre este famoso pesquisador do cangaço que escreveu o livro com o título "The Bandit King Lampião of Brazil", e que reside Nos Estados Unidos.
A última informação que tivemos sobre ele foi através do escritor e pesquisador do cangaço o professor Honório de Medeiros, e que tenho em nosso blog a postagem sobre o pesquisador.
BILLY JAYNES CHANDLER Lampião, o rei dos cangaceiros.
Por Francisco Aleluia*
Acabei de adquirir essa importante obra, uma edição de 1981 pela editora Paz e Terra, trabalho que, há 40 anos vem servindo de base importante para o estudo do cangaço e, da mesma forma, para a produção de outras tantas ao longo dos anos.
As pesquisas para essa obra foram realizadas pelo autor Billy Jaynes nos anos de 1973, 1974 e 1875. A obra Lampião: O rei dos cangaceiros 1981), segundo Jaynes,é baseando em relatos, pesquisas em arquivos e muita entrevistas dadas pelo autor no que ele considera ser a primeira obra a apresentar um relato sistemático e digno de confiança sobre o personagem brasileiro mais discutido e bibliografado do país. Logo no prefacio da obra, Jaynes procurou "[...] apresentar uma versão completa e racional da história deste bandido". (CHANDLER, 1981, p. 13).
Jaynes, ao referir-se sobre a questão de Lampião ser ou não enquadrado dentro do chamando "banditismo social", definição erguida por Hobsbawm (HOSBAWM, Erick J. Bandidos. 5° ed. Río de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2017, p. 83-84), questiona: "O problema talvez seja que sua definição não é somente controvertida, mas também desnecessariamente bitolada". (Idem, 272). Hobsbawm chega a considerar esses homens (cangaceiros) como "[...] monstros públicos [...]" (Idem, p. 84) para, depois, cunhar a famosa expressão apresentando-os como sendo "[...] uma variedade especial do banditismo social". (Idem).
Concluindo, Chadler vai de encontro ao ponto de vista popular que alimenta a ideia de que este banditismo rural seria uma espécie de protesto social contra a ignorância, a pobreza, a busca de vingança e a injustiça da sociedade sertaneja. No mais, Chadler nos brindou com uma obra que, há 40 anos, já nos trazia questionamentos importantes e sempre atuais para o estudo e debate acerca do banditismo e do Cangaço Lampiônico no Brasil.
(*) Francisco Aleluia é funcionário público estadual e graduado en História.
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