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sábado, 4 de março de 2017

NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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CONSELHEIRO, CANUDOS E OUTROS TEMAS


À venda com o amigo José Gonçalves. Vale a pena! Recomendo! Trabalho extraordinário em cordel enfocando o beato Antônio Conselheiro e outros temas nordestinos.

Orgulho-me bastante de ter sido convidado pelo nobre e estimado amigo José Gonçalves para escrever o prefácio dessa obra.

Contato com José Gonçalves, por e-mail:
jotagoncalves_66@Yahoo.com.br

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A MENINA DE VIDRO

*Rangel Alves da Costa

E de repente, no ruflar das asas da borboleta, a ventania se fez, a folha se fez, o outono chegou e tudo mudou de repente. Ninguém diria que soprar tão leve pudesse dar início ao completamente inesperado. Mas assim acontece: as fragilidades possuem efeitos devastadores.

Assim na asa da borboleta, na brisa que sopra, na pessoa. Em certas pessoas, quando o olhar avista apenas a fragilidade, certamente não imagina o que nela se esconde com tamanha força de provocar tempestades.

É como a água que ninguém sabe fervente e o leve faz tremer. É como a frágil teia de aranha, porém tão forte que ali sustenta mil vidas. Mas que também pode sucumbir com um leve toque de mão. É como a folha orvalhada que espera o sol e não suporta o sol. Logo se desfaz.

Feições assim são encontradas em algumas pessoas. Em apenas algumas, pois não é fácil encontrar aquelas que carregam tanto segredos e mistérios em si que as tentativas de descobertas logo provocam atitudes inesperadas.

Gente existe que com tudo parece que vai partir, que vai quebrar, que vai estraçalhar por inteiro. Existem pessoas assim: tocadas demais com os acontecimentos mais simples que logo parecem tendentes a despedaçar.

Não significa, contudo, fragilidade ou fraqueza. As pessoas até que são fortes demais, firmes e resolutas, mas nunca suportam ser afetadas por qualquer coisa. Então tudo fica igual a folha seca ao sabor da ventania.

Há, na verdade, uma frágil delicadeza, uma sensibilidade extremada, uma brandura nunca acostumada com os espinhos e punhais ao redor. Por isso mesmo que até mesmo a palavra do outro poderá lhe servir como arma apontada.


Há nestas pessoas uma sensibilidade diferente, uma capacidade de sentimentalizar-se além da normalidade nas demais pessoas. São também demasiadamente emotivas, demasiadamente carentes de afetos, de carinho e de compreensão.

Numa metáfora, eu poderia dizer que são pessoas de vidro. E do mais fino vitral, do mais tênue cristal, de papel-manteiga, de asas de borboleta, da mais translúcida transparência. São pessoas que se partem perlo eco, que estilhaçam no vento, que tilintam já correndo o risco de desabar.

Conheço uma menina - e que, aliás, é minha namorada - toda feita de vidro. Também poderia ser de cristal ou de louça refinada. Mas também poderia ser de algodão doce, de nuvem, de pluma, de leve brisa. Minha namorada é tão cristalina que às vezes avisto suas iras do outro lado.

Em minha namorada há uma louça quebradiça sem igual. O seu vidro é tão fino, tão transparente e tão frágil, que até o vinho derramado sobre ele pode doer na alma. E quando dói o cristal se parte em mil pedaços, se dissolve e se dilui, em pó se transforma.

Por isso que tenho o maior cuidado de não soprar enraivecimentos perto de minha namorada. Tenho a máxima preocupação em jamais ser uma brisa mais afoita ou mesmo leve ventania. Nunca duvido que ela mesma adivinhe o que possa ameaçar sua calma.

Minha namorada - a menina de vidro - é de uma sensibilidade à flor da pele. Tenho medo que se sinta ameaçada pela gota de orvalho, pelo pingo de chuva, pelo meu sussurro. Acaso eu levante a voz um pouco mais, então será certeza de o cálice logo esvoaçar e até me ferir.

Mas por que assim, alguém poderia indagar. E logo eu responderia: simplesmente por que carrega em si tamanha sensibilidade que a mínima afetação já a coloca em perigo de se quebrar, de sumir, de evaporar.

E ao meu lado já se partiu várias vezes, já me feriu, já me sangrou. Mas ao contrário de varrer tudo e jogar fora os mil pedaços, eis que me vejo juntado tudo novamente, com amor e carinho. Mesmo tendo a certeza que mais tarde o cálice se partirá novamente.

Escritor
Membro da Academia de Letras de Aracaju
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LUÍS PEDRO É ACUSADO NO SENADO FEDERAL

Por Antonio Corrêa Sobrinho

Se em meio às incertezas da pesquisa histórica, não dizendo com precisão quais os cangaceiros mortos no crepúsculo da manhã do dia 28 de julho de 1938, na fazenda Angico, em Poço Redondo, Sergipe, o nome de Luís Pedro, dos mais graduados do grupo de Lampião, é certo, não há dúvida, aparece na lista como, inquestionavelmente, uma das doze pessoas que ali sucumbiram, notícia inicialmente trazida a lume pelas edições jornalísticas do tempo, profusamente publicadas logo a partir do dia seguinte ao ataque fulminante das forças policiais alagoanas, comandadas pelo tenente João Bezerra, contra o sobredito grupo do rei do cangaço, publicações estas pautadas nas informações passadas pelos responsáveis pelo terrível e sensacional acontecimento. Assim publicou o jornal sergipano “O Nordeste”, de 29/07/1938, o telegrama do senhor Correia Neves, secretário do Interior do Estado de Alagoas, ao seu colega de Pernambuco:

“O comandante Lucena acaba de confirmar a morte dos bandidos Lampião, Maria Bonita, Ângelo Roque, Luiz Pedro e mais sete, num encontro, em Sergipe, sob o comando do tenente João Bezerra. Morreu um soldado da volante e outro saiu ferido. O tenente Bezerra também se encontra levemente ferido” (in livro "O Fim de Virgulino Lampião - o que disseram os jornais sergipanos", página 20). E, desta forma, o nome de Luiz Pedro passou a integrar a relação dos que vieram a óbito em Angico, por sinal, ao lado do também célebre cangaceiro Ângelo Roque, dado também por Lucena como morto em Angico, desmentido que se publicou poucos dias depois, em 06/08/38, neste mesmo jornal que ora utilizo, e que consta no livro de minha autoria acima mencionado, pág. 81, nos seguintes dizeres:

Imagem: cangaceiro Luís Pedro

“O tenente-coronel Lucena, comandante do Batalhão de Polícia, com sede em Santana do Ipanema, e cuja finalidade é a repressão ao banditismo, declarou, em entrevista concedida à imprensa alagoana, que o cangaceiro Ângelo Roque não morreu, como a princípio se supôs no combate de Angico, encontrando-se atualmente no sertão da Bahia”. Isto nos autoriza, salvo melhor entendimento, a supor que, não tivera este cangaceiro, também chamado de Labareda, ressurgido, sua morte teria sido oficialmente decretada como ocorrida em 28 de julho de 1938. 

O certo é que o aprofundamento dos estudos decorrentes das primeiras notícias a respeito dos acontecimentos ocorridos no sobredito confronto, notadamente os voltados para a vida dos cangaceiros, dos quais resultaram em farta produção literária, terminou por consolidar-se na história que Luiz Pedro morrera em Angico, a respeito do qual se fez biografia e até ao autor dos disparos que o levaram à morte a pesquisa chegou.

Verifico, mas sem antes dizer aos amigos da minha despretensão ao escrever estas descuidadas linhas, cuja única intenção é, sendo este um grupo de estudos do cangaço, confiando na compreensão dos amigos, compartilhar pensamentos, trocar ideias, aprender e compreender cada vez mais a vida, sendo que, no caso em tela, também instigar a discussão e mostrar o quanto a verdade integral dos acontecimentos passados, a verdade verdadeira, como se diz, é por demais difícil alcançá-la. Pois bem, verifico, sem embargos, na matéria abaixo, publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", edição de 24/02/1950, que dois famosos políticos alagoanos (vide informações a respeito dos dois no final da postagem) da época do cangaço, homens endinheirados, articulados, estruturados, instruídos e experimentados, sabedores, não tenhamos dúvidas, de coisas obscuras, do mundo a nós outros invisível, dos subterrâneos e submundos da sociedade, o então senador alagoano Ismar de Góis Monteiro, que foi também governador de Alagoas, e o deputado Oséas Cardoso, o emblemático político, jornalista, agricultor e fazendeiro, que estes dois importantes homens públicos das Alagoas, da forma como leio e sinto neste texto do "Estadão", a mim pareceu não terem ambos dúvida alguma de que o cangaceiro Luiz Pedro era contemporâneo seus.

Trata a matéria a seguir do pronunciamento feito pelo senador Ismar de Góis Monteiro, no Senado Federal, denunciando a violência na sua Alagoas, trazido à tribuna mormente em razão do violento assassinato de João Cardoso Paes, pai do deputado Oséas Cardoso, ocorrido poucos dias antes, no dia 17 de fevereiro, em Maceió, oportunidade em que coloca sem nenhum esboço de dúvida como sendo dito pela vítima ter sido alvejado pelo ex-cangaceiro de Lampião, agora nas hostes da Polícia, Luís Pedro, chegando até a prometer apresentar a seus pares fotografia deste com ao lado do rei Lampião. 

É como já disse, se a história do cangaço se fundamentasse tão somente no texto abaixo, o cangaceiro Luiz Pedro, lugar-tenente do rei do cangaço, não teria perdido a vida no coito de Poço Redondo, em 38.

RIO, 23 (“Estado” – pelo telefone) – O Sr. Ismar de Góis Monteiro proferiu na sessão de hoje do Senado longo discurso em que mostra com minúcias a situação de insegurança e de terror reinantes em Alagoas. Na última sessão o mesmo orador levara ao conhecimento do Senado o covarde assassinato do senhor João Cardoso, pai do deputado Oséas Cardoso. Disse o Sr. Ismar de Góis Monteiro, de início, que o Sr. João Cardoso fora procurado na sexta-feira última em sua residência por um cangaceiro que, sob pretexto de procurar cômodos para passar o Carnaval, o atraiu até o desvão da sacada, onde o aguardavam mais dois bandidos e descarregaram os seus revólveres sobre o homem inerme e sobre as suas duas filhas que acorreram ao local da cena de sangue. Esse atentado, informou o orador, foi praticado ao meio-dia, em pleno coração da cidade, com a cumplicidade da polícia alagoana, que protegeu a fuga dos assassinos.

Antes de falecer, disse o orador, na mesa de operações, o senhor João Cardoso citou o nome dos criminosos. São eles o sargento Miguel Pereira, da polícia alagoana; o soldado Luís Pedro, da mesma corporação, e servindo como guarda da “Gazeta de Alagoas”, antigo facínora do bando de Lampião, e um guarda-civil também servindo no citado periódico. Prosseguindo, afirmou o sr. Ismar de Góis.

“Quanto a Luís Pedro terei oportunidade dentro de poucos dias, de trazer a esta Casa o seu retrato ao lado de Lampião e outros comparsas. Essa é a gente de que o governo do Estado lança mão para atacar os seus adversários. E o mais incrível é que esses bandidos andam às soltas pelas ruas de Maceió, impunemente, sem que o governo tome a menor providência. Declarou ainda a vítima que os seus assassinos eram covardes e que nem mesmo tiveram o ânimo de o abater pela frente. Sim, sr. Presidente, são covardes assim, como não são homens, os homens que dominam a minha terra, porque nem sequer se apresentam para matar ou morrer. Entrincheiram-se atrás de fuzis da polícia, acobertados pelas armas assassinas de bandidos assalariados”.
...
“Estado de S. Paulo” – 24/02/1950

ISMAR DE GÓIS MONTEIRO (Maceió, 27 de outubro de 1906 — Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1990) foi um militar e político brasileiro cuja família exerceu o mandarinato em Alagoas durante o Estado Novo.

Filho de Filho de Pedro Aureliano Monteiro dos Santos e Constança Cavalcante de Góis Monteiro. Ingressou na Escola Militar do Realengo em 1924 e seguiu carreira militar a exemplo do que aconteceu com seus irmãos ascendendo ao meio político a partir da proximidade da família com Getúlio Vargas que nomeou seu irmão Pedro Aurélio Ministro da Guerra[1] mas foi em Alagoas que a família mantinha a base de seu poder político e nesse diapasão Ismar de Góis Monteiro perdeu a eleição para o governo do estado via Assembléia Estadual Constituinte em 26 de maio de 1935,[2] mas foi interventor federal no estado entre 1941 e 1945,[3] o segundo governador da linhagem.[4] Eleito o primeiro presidente do PSD no estado, deixou o governo para se candidatar ao Senado e foi eleito.

Foi vice-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional durante o primeiro semestre de 1961 e tentou retornar ao Senado Federal em 1954 e 1962, mas não foi eleito.

OSÉAS CARDOSO PAES (Viçosa, 21 de Outubro de 1913 - Brasília, 31 de Maio de 2009) foi um Deputado federal e estadual, jornalista e agricultor alagoano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Viçosa no estado de Alagoas. Filho de João Cardoso Paes e de Alcina Saraiva Cardoso. Participou da Revolução de 1930. Um dos fundadores e também presidente do Centro Cultural Emílio de Maia, em Maceió, em 1939. Repórter do Jornal de Alagoas em 1940, transfere-se no ano seguinte para a Gazeta de Alagoas, onde permanece por um ano. Prefeito, durante o Estado Novo, dos municípios de Pilar (1942), e Piranhas (1943-44). Em 1945, é um dos fundadores do PSD. Foi secretário do diretório municipal de Maceió e suplente da comissão executiva do diretório estadual. Em janeiro de 1947 elege-se deputado estadual. Participa dos trabalhos constituintes e exerce o mandato ordinário. Reeleito em outubro de 1950, sempre na legenda do PSD. Lidera a sua bancada e é também vice-líder do governo na Assembléia Legislativa a partir de 1952. Em 1954 transfere-se para o Partido Trabalhista Nacional (PTN) de cujo diretório regional seria presidente. Reeleito em outubro de 1954, agora na legenda do PTN. Neste mandato foi o autor do pedido de impedimento do governador Muniz Falcão. Reeleito em outubro de 1958, agora pela UDN. Durante seu mandato foi membro das Comissões de Constituição e Justiça e da de Orçamento entre outras. Eleito deputado federal no pleito de outubro de 1962, ainda na legenda da UDN. Nessa legislatura participou das comissões de Serviço Público, de Segurança Nacional e do Vale do São Francisco. Com a extinção dos partidos políticos e a instauração do bipartidarismo filiou-se à ARENA de cujo diretório regional foi presidente. Reeleito em novembro de 1966, na legenda da ARENA. Integra a Delegação Brasileira na Conferência da União Interparlamentar, em Dacar. Em abril de 1969 teve seu mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos, com base no Ato Institucional nº.5. Passa a viver em Brasília, dedicado às atividades particulares. Em 1971, é nomeado chefe da representação do Sindicato e da Cooperativa do Açúcar de Alagoas, bem como da idêntica entidade do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Após a extinção do bipartidarismo filia-se ao PDS, pelo qual concorre, em 1982, à Câmara Federal, ficando na primeira suplência. Assume o mandato em julho de 1986, permanecendo até o fim da legislatura. A seguir, retorna às suas atividades particulares. Membro da Associação Brasileira de Ex-Congressistas. Um dos fundadores, em 1964, da Fundação Santo Antônio, em Alagoas.
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Fontes: Jornal o "Estado de S. Paulo" e Wikipédia

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/permalink/1487586887921091/

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LAMPIÃO SEU TEMPO E SEU REINADO


Em um linguajar tão arcaico quanto belo esse livro nos permite uma viagem a navegar em uma visão romanceada sobre a saga lampiônica.

Como não se encantar com trechos como esse logo abaixo no qual o autor descreve, minudentemente, o cenário em que se desenrola uma batalha entre volantes e cangaçeiros?

"Na Luna cheia, coalhando de sua luz sepucral a natureza, as moitas de mofumbo acobertavam mistérios de ciladas, enquanto a galharia das juremas e paus-d’arco projetavam no chão desenhos em formas espectrais de estertores e agonias. Os estampidos rebentados das bocas dos rifles acendiam clarões de morte nas ramadas das catingueiras e marmeleiros."

Ler é sempre um prazer!


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Nota do blog: Acho que você encontrará este livro com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

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O CRISTÃO E A POLÍTICA

Por Marinalva Freire da Silva

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Quando ouvimos da Igreja “Não é lícito aumentar a riqueza dos ricos e o poder dos fortes, confinando a miséria dos pobres e tornando maior a escravidão dos oprimidos” (Pop. Prog. N° 33) é que nos debruçamos na reflexão teológica, na perspectiva de entender a inferência da mensagem salvífica, na realidade social e política onde vivem os homens, evidenciando o Reino de Deus, instalado por Jesus Cristo que busca a sua planificação.

De início, contextualizamos a reflexão teológica capaz de favorecer a relação entre a salvação escatológica que se antecipa nas salvações parciais e históricas, referência que aponta a teologia da libertação como a postura epistêmica de refletir o político à luz da fé. Em seguida, buscamos a relação religião-política fundamentando a reflexão na atitude do Jesus histórico e o Jesus da fé, que se constituiu, de uma vez por todas, pedra angular da Igreja e razão frontal do cristianismo.

Esperamos, portanto, poder proclamar que não há contradição para o cristão no engajamento histórico da fé cujas consequências são a implicabilidade sociopolítica. E, por isto mesmo, evidenciam que a esperança e a certeza cristã não se esgotam na história, mas sem prescindir dela, apontam e buscam a escatologia.

2 DEUS E O HOMEM

O homem é o ponto de partida para o fenômeno religioso. A criação de Deus, da fala de Deus, por isso, o homem não Pode parar nela, não deve estagnar aí nem endeusá-la. Deve, sim, dar graças ao criador de esmerada beleza porque também somos a criação. Se assim imaginarmos, chegaremos ao sagrado, ou pelo menos, dele, próximo dele, próximo de Deus.

Vários são os caminhos que nos conduzem a Deus, ter o cuidado na escolha, os mais fáceis são perigosos.

Todo cristão deve assumir um comportamento se sabemos que este assumir implica uma série de questionamentos, por exemplo, uma catástrofe que resulta vários mortos e feridos graves, muita perda humana e material, pode desencadear muitos questionamentos e abalar a fé, a crença em Deus. Mas dizer-se que esses fenômenos naturais não dependem de nós, seria ter um Deus ex-máquina e omitir-se da cumplicidade. O nosso compromisso é, pois, viver a nossa fé a serviço do homem, por estar a serviço do Reino e, a serviço do Reino por estar a serviço do homem.

Sabemos que Deus, que é tão bom não criou o mal. Este é fruto do pecado. A criação é um ato divino, o que significa dizer que a criação humana é a expressão da proximidade de Deus -” façamos o homem a nossa imagem e semelhança”.

Assim, a criação revela a Deus. Este escolheu um povo para estabelecer uma aliança – o povo de Israel. Essa aliança estende-se até a libertação da Escravidão no Egito, sendo selada com um juramento da parte de Deus e do povo. Israel ocupa um espaço humano muito pequeno no âmbito das culturas, das civilizações, dos grandes impérios, dos povos. Mas Deus também se comunica com outros povos, pois as grandes religiões revelam a face de Deus.

E no contexto das diversas aproximações históricas de Deus, Jesus Cristo, que é a plenitude da Revelação, é a chave explicativa de todas as demais aproximações de Deus.

Quanto ao encontro do homem com Deus ocorre através da fé totalizante, dá-se pelo coração, para o que se faz necessário que o homem despoje-se de sua cultura -“deixa tudo e segue-me”. O curioso é que Deus está no início do encontro. Mas exige do homem que sua experiência religiosa passe por três atos. O primeiro, representado pelo homem que, partindo de suas experiências de encantamento frente às maravilhas do mundo, caminha em direção a um sentido radical que lhe dê inteligibilidade a estas experiências. O segundo, representa o caminho de Deus, aproximando-se do homem, através da obra da criação a qual se estende até a entrega do seu Filho Jesus Cristo, para a humanidade. O terceiro, é o reconhecimento por ambas as partes mútuo caminho.

Sabemos que o homem é o ponto de partida para o fenômeno religioso. Mas o homem moderno, na sua inquietude, na ânsia de aventuras, de novas descobertas, na busca incessante do desconhecido, vive entre a rejeição e a busca do religioso. Esta busca só ocorre através da fé. É preciso encontrar o sentido da vida por meio da beleza, da criação, pois a criação fala de Deus. E Este se revela através da História. A fé não é cega, faz ver .Na fé, realmente, é possível conhecermos o outro, e sem ela, o mundo será realmente um caos.

Vivemos num país de tradição religiosa cujo binômio batismo/matrimônio tem sido o sustentáculo desta tradição, o que significa dizer que a busca do sagrado sob o ponto de vista cultural realiza-se a partir do esplendor da Criação. Mas várias são as conjeturas nascidas a partir da problemática existencial, Por exemplo, as experiências da morte, as catástrofes que provocam muitos danos humanos e materiais, levam o ser humano a questionar sobre a existência ou a bondade de Deus, ou seja, tudo isso provoca um abalo na fé. É para que o homem não perceba que o mal ocorre por conta do pecado. E o homem moderno, na concepção ao Papa Pio XII, perdeu o sentido do pecado, sendo esta perda considerada grande pecado, porque ele vive angustiado, buscando consultórios para terapias psicanalíticas, tomando antidistônicos para poder dormir, falta-lhe o essencial, a paz espiritual, que é encontrada na fé. Na sociedade atual, as pessoas não encontram uma visão total, mas parcial, não encontram uma visão totalizante, falta-lhe, portanto, sentido global. Assim, ela tem por neurose maior a falta de sentido global ou parcial.

Então, surgem as perguntas: como encontrar a Deus? Onde Ele nos fala?

- Claro que é por meio da consciência, “a voz da consciência”.

- Como se dá o encontro com Deus?

Dá-se de várias formas, entre as quais:

1º) Indo ao encontro do nosso irmão, como Jesus Cristo nos ensinou.

2°) Através da oração no silêncio do nosso coração.

3°) Através da leitura da Bíblia, que é uma leitura histórica, e Deus nos fala pela história, por exemplo, a passagem do Mar Vermelho, o Dilúvio, a história de Jó (que implica retribuição, diálogo de Deus), Deus feito homem = Jesus Cristo (que é um novo olhar), não foi recompensado pela bondade, o que implica a Ressurreição.

Deus se revela. Mas se revela na Cultura. Se esta está fechada, também fechada está a lei. Após os 40 anos de exílio, a fé do povo se transforma em conteúdo, mas este vai depender de como o povo se conduziu no Egito.

A sociedade com toda a sua estrutura precisa mudar devido aos defeitos antropológicos. Faz-se necessária uma conversão. E para nos convertermos, precisamos assumir algumas atitudes diante de Deus e dos homens, diante o Sagrado e o mundo, o que vai inferir politicamente na vivência do Reino de Deus.

Se firmarmos um compromisso com o social, com os oprimidos, pois Jesus veio para estes, vive-se o Reino e a atitude bipolar da fé. E uma religião sem este compromisso com o social, não tem sentido. Precisamos, portanto, ouvir a voz de Deus, abrindo-nos para recebê-lo, despojar-nos para a plenitude do encontro através da Ressurreição. E o continente em que vivemos repete o martírio dos Macabeus, nos sentir nos oprimidos da América Latina. Nesse sentido, as CEBs tornaram-se verdadeiro sacramento de Deus e da mensagem da salvação (LIBÂNEO, 1994).

Portanto, são inúmeros os caminhos na nossa decisão firme de ajudar os necessitados, despojando-nos de todos os tabus que nos denigrem, na esperança do reencontro com Deus através do seu amado Filho Jesus, por meio da fé, num processo de renovação contínua a fim de alcançarmos a real felicidade, que repousa na Salvação.

2.1 A consciência moral

Vimos que o encontro de Deus com o homem realiza-se de várias maneiras, sendo a primeira delas, através da fé que implica uma tomada de decisão, aceitação, ou rejeição, pois o homem, sendo feito à imagem e semelhança de Deus, é dotado de inteligência e criatividade, o que lhe permite interpretar o fenômeno religioso que resgata o processo histórico desde a criação até a ressurreição. Mas para o cumprimento desta caminhada, várias foram as exigências pelas quais o povo oprimido passou.

A consciência moral é um complexo de sensibilidade moral, de núcleo de valores que constituem a moral objetiva e responsabilidade subjetiva, isto porque ela identifica-se com o “sentido moral”, é a concretização dos valores morais e implica responsabilidade subjetiva no comportamento moral.

A consciência moral cristã, conforme Vidal (1993, p.77) , é a implicação do sujeito moral no processo moral, por causa dela, o sujeito fica afetado moralmente e, por sua vez, o processo moral fica matizado por esta intervenção.

A consciência moral cristã implica, necessariamente, ter Fé, ou seja, implica elaborar-se em momento teológico de viver, de agir, e exige, portanto, autenticidade na práxis.

A moralidade reside nos atos, desde que tudo esteja voltado para a opção fundamental. Mas, como é possível se ter uma opção por Cristo se se nega Cristo em uma determinada atitude de vida, por exemplo, no aspecto econômico? O agir da opção fundamental por Cristo encerra-se em atitude e exterioriza-se em atos. E a opção fundamental é o núcleo causador de todo dinamismo moral que se irradia por todas as partes. É uma escolha que a pessoa faz de seguir a Cristo com autenticidade, assumindo, assim, uma atitude de cristão baseado na fé que, segundo o Prof. Rui Dantas, deve derivar-se da opção fundamental porque vem do coração.

No agir cristão, a opção fundamental, que tem de manifestar- se por atitudes banais, há de expressar-se em atos, isto é, “agir” inteligentemente “ou errar grosseiramente”.

A questão moral tende a transformar os costumes. Deve levar em consideração os condicionamentos atuais do homem, único animal ético e religioso, pois ele é história do eterno. A nossa Contemporaneidade caracteriza-se por uma crise profunda dos conflitos humanos, uma crise ética e ou crise de sentido.

Nesse sentido, para Vaz (apud DANTAS), uma civilização que se entrega aos meios, esquecendo primordialmente os fins, só pode ser uma civilização como a atual, um corpo gigantesco com uma alma pequena.

Numa sociedade como a nossa, os homens não encontram uma visão total, mas parcial, falta-lhes o sentido global, o que os leva à neurose, provocada pela falta de um fim na caminhada. E este fim é para quem tem fé, quem crê em Deus, o Absoluto.

O ser humano, conforme a cultura na qual está inserido relaciona-se com a natureza e transforma o mundo (transformando-se). O homem atual está mergulhado numa sociedade de consumo que o aliena. A configuração sociocultural abusa do senso ético; daí a preponderância deste tipo de pluralismo dissolve e estabelece as normas sociais e culturais. E a norma crítica é denotada pela dimensão ética.

Mas a opção fundamental, que implica atitudes e, consequente, atos, poderá ser cancelada devido à liberdade, por ser esta a experiência típica do ser humano e através da qual a experiência da existência.

Vale destacarmos que não somos apenas o eu, somos o mundo. E Deus nos fala por meio da consciência, “da voz da consciência”. Somos por natureza questionadores. Deus nos deu a liberdade de escolha porque, na sua Plenitude de Amor, Bondade e Misericórdia jamais nos obrigam a amá-lo. E é justamente nesta liberdade de escolha que o homem se desvia do Amor de Deus, o que resulta o mal.

Mas o mal não é criação de Deus porque ele é Vontade e Inteligência Suprema, é Amor. O mal é o resultado da rejeição do homem à Lei de Deus, ao amor do Pai. Deus é o Bem. O Bem não é igual ao mal, se assim o fosse, não tinha sentido a liberdade. Tudo é permitido ao homem. O “mal” está no excesso, está em ele ver, desfrutar de tudo o que é permitido como sendo em fim em si mesmo.

Por conseguinte, a consciência moral é a norma (interiorizada) da moralidade através da qual passam todos os valores morais da consciência humana. É uma norma interiorizada de moralidade à medida que o homem se relaciona com Deus (objetivo máximo) porque recebe as complicações existentes no próprio ser, para o que se faz necessário a fé, por ser esta uma opção fundamental do ser humano, fruto da liberdade recebida, a fim de que o mesmo participe do Reino de Deus.

É justamente esta consciência ético-cristã que serve de respaldo espiritual para nos adentrarmos no contexto da emergência Teológica, numa tentativa de resgatar a dignidade cristã e conscientizar o nosso próximo da necessidade de refletir sobre a política esmagadora do capitalismo que tanto escraviza a humanidade e, assim fazendo, mantém o Cristo crucificado, esmagado, humilhado, comprometendo, por conseguinte, o momento salvífico.

3 CRISTIANISMO E POLÍTICA

Compreendendo que o cristianismo é a expressão comunitária da fé em Jesus Cristo, ele traz, como comunidade, as marcas de uma sociedade visível, organizada e atuante. Ele é portador do mistério da salvação do homem todo e de todos os homens trazida por Jesus Cristo ao mundo. Sua missão é a de fazer transparecer esse mistério e re- velar ao mundo os planos divinos, esforçando-se por levá-los à sua plena realização.

Neste afã do cristianismo, a salvação, que esperamos na fé, visa ao homem todo e à comunidade dos homens. Ela não aponta apenas para um futuro distante e incerto, mas para a vida presente e para um futuro certo. Com efeito, o Reino instaurado por Cristo já está em ação, e a Igreja é a portadora dessa realidade invisível, mas nem por isso menos concreta (CNBB, 1974, Pp. 26-28).

Não se pode prescindir de que a práxis cristã passe pela práxis sociopolítica como foi a comunidade primitiva; os apóstolos diante das autoridades judaicas (At. 4,5-22; 5,17-40): a proibição de pregar, Pedro responde que é necessário obedecer antes a Deus do que aos homens.

Entretanto, a responsabilidade cristã deve insofismavelmente considerar a situação na qual e para qual procura responsabilizar a fé como esperança. Isto haverá de ser no momento algumas características do mundo com os quais hoje se relaciona a nossa responsabilidade, depois tentar juntar as determinações individuais à compreensão do mundo e da realidade que orienta a posição tecnológico-político- planificadora do futuro (METZ, 1976, p.143-158). Considerando-se a realidade do Brasil (CNBB, 1974), a missão que cabe à Igreja frente ao Estado, é clara:

-deve dar ao Estado tudo o que for necessário para sua existência. Deve combater todo anarquismo e todo zelotismo de suas fileiras;

-deve cumprir diante do Estado a função vigilante, isto é, permanecer, por princípio, crítica diante de todo Estado e preveni-lo para que não transgrida seus limites, ante à direção da injustiça;

-deve negar ao Estado quando ultrapassar seus limites o que este dela pede no terreno da transgressão religioso-ideológica e deve qualificar esta transgressão, corajosamente como contrária à divindade.

Em suma, a Igreja cumprirá esta missão, (fé e política), se permanecer fiel à posição escatológica fundamental do Novo Testamento.

4- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em se considerando o inerente da teologia do político, cujos matizes estão na revelação trazida por Jesus Cristo, não há contradição entre o binômio fé-política e Reino de Deus.

O Reino só se faz experimentar na realidade concreta de homem e deste em comunidade histórica sócio-política. Esta compreensão fundamenta-se na própria consciência explicitada no prólogo do Evangelho de São João, onde o verbo encarnado radicaliza, em definitivo, a historicidade de Jesus e do Reino de Deus.

Cabe, contudo, salientarmos que, enquanto não se superar o dualismo metafísico, há muito inferindo na reflexão tecnológica, não se poderá compreender as implicações políticas de fé e nem a missão de tornar a história sócio-política dos homens em história da salvação.

REFERÊNCIAS
BIBLIA SAGRADA. São Paulo: Paulinas, 1990.
CONCLUSÕES DE PUEBLA. São Paulo: Paulinas. 1979.
CNBB. Igreja e Política: subsídios teológicos. 2 ed. São Paulo: Paulinas, 1974.
______. Exigências Cristãs de uma ordem política. São Paulo: Paulinas, 1991.
JEREMIAS, J Jerusalém no tempo de Jesus. São Paulo: Paulina, 1983.
LIBÂNEO, João Batista..Deus e os homens; os seus caminhos. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 1994
METZ, J. B. Teologia do Mundo. Rio: Morais, 1969.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O CANGACEIRO JARARACA E SUAS GARGALHADAS NA CADEIA PÚBLICA DE MOSSORÓ

Por José Mendes Pereira

Muita gente pensa que histórias que se passaram no cangaço e foram contadas por cangaceiros que chegaram a ser presos, ou contadas por remanescentes que conseguiram salvar as suas vidas, quando perseguidos pelas volantes policiais, que após o fim do cangaço, estas histórias são apenas invenções. Mas nem todas são.

Leia o que disse o escritor "Xico Sá" sobre o que escreveu o jornalista Lauro da Escóssia, na entrevista que fez com José Leite de Santana, o cangaceiro Jararaca, lá de Buíque, no Estado de Pernambuco, quando estava preso na Cadeia Pública de Mossoró.

Historiador Vingt-un Rosado Maia da família numerada de Mossoró, e o jornalista Lauro da Escóssia.

"Mesmo com um rombo de bala no peito o cangaceiro Jararaca conseguiu gargalhar durante uma entrevista na cadeia.

O cabra de Lampião dizia que era por causa das lembranças divertidas do cangaço. Entre as memórias que ouviu do preso, Lauro da Escóssia descreve o dia em que Lampião teria invadido a festa de casamento de um inimigo e, com seu próprio punhal, sangrado o noivo. Já a noiva teria sido estuprada na caatinga pelos cabras do bando.


Segundo o relato de Jararaca Virgulino também ordenou que os convidados de um baile, todos, sem exceção, tirassem as roupas, e dançassem um xaxado completamente nus".

Para alguns, até poderá dizer que é invenção, mas o jornalista Lauro da Escócia era um homem que amava a sua profissão, e jornalista que ama a sua profissão, jamais publicará fatos que não aconteceram.

Eu o conheci muito quando eu fazia pesquisas escolares no Museu Histórico de Mossoró, na antiga cadeia pública de Mossoró, e vi em sua face um homem de grande responsabilidade, e neste período em que eu frequentava a repartição, ele era diretor do Museu, e tenho plena certeza que o jornalista Lauro da Escóssia não iria criar estes tipos de histórias.

E quem é capaz de passar a mão sobre cabeças de cangaceiros?

O mais difícil se acreditar é que nos bandos de cangaceiros tenham acontecido coisas boas, mas ruins, com certeza, aconteceram de montes.



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CAPITÃES DO FIM DO MUNDO: AS TROPAS VOLANTES PERNAMBUCANAS (1922 - 1938).


Descrição do Livro:

“As Tropas volantes em Pernambuco representam mais do que uma força de repressão ao cangaço. Representam a utilização de saberes de uma região, incorporados a uma Instituição pautada na hierarquia e disciplina, que contribuíram na composição da estratégia de combate baseada no inimigo. A Tropa Volante, mais do que uma força de contenção do Estado, foi a solução possível que o Estado encontrou para lidar com o cangaço”. Através de uma análise profunda e bem documentada sobre a sociedade sertaneja, o cangaço e a Polícia Militar, o historiador André Carneiro de Albuquerque, desenvolve a história das Tropas Volantes em Pernambuco entre os anos de 1922 a 1938. O apenas dito, o quase vazio ou inexistente a respeito do perseguidor policial nos manuais de História do cangaço, tornou-se um espaço onde é possível estudar a Força Pública no sertão do Estado ao longo do período lampiônico, bem como perceber as formas de ação desenvolvidas por estas tropas em oposição aos bandos de cangaceiros. Ainda são poucos os trabalhos acadêmicos que tratam a respeito das Tropas Volantes, e muito menos sua relação com o meio social e com os grupos de cangaceiros existentes. Muitas vezes, as diferenças das Tropas Volantes dos diversos Estados do Nordeste foram negligenciadas em proveito de generalizações pouco adequadas. Sendo assim, essa obra, se dispõe a verificar, seus modos de formação, apontar seus componentes e os elos pelos quais se ligavam a caserna e a sociedade.

Peça-o através deste gmail: 

a.c.albuquerque@hotmail.com
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PROGRAMAÇÃO DO XXIII EGEORN


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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SÍLVIO BULHÕES

Por Sálvio Siqueira

O pesquisador/historiador Clerisvaldo Chagas presenteou-me com essa imagem inédita do filho de Corisco e Dadá, Silvio Bulhões, quando os dois estiveram na Fazenda Beleza, pesquisando sobre seus pais. 

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?fref=ts

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ALMA

Por Severino Coelho Viana

Usamos a palavra ALMA no sentido mais abrangente do termo, significando espírito, mônada, chispa divina, parte invisível, vida imortal, ou seja, aquilo que não vemos e compreendemos que existe dentro de nós e que faz ligação com o etéreo.

A alma é uma pequena luz acesa na parte mais sutil do nosso íntimo, logo é um princípio imaterial que tem luz própria, que depende de um corpo para o exercício de suas atividades, transcendendo o próprio corpo, sendo capaz de ações que nenhum laboratório químico, por mais bem aparelhado, seja capaz de realizar, emanada da primeira força natureza.

Percebemos que todos os seres vivos tem alma. Os animais têm alma, é claro, uma vez que desempenham as funções animais, sensitivas e de locomoção. Entretanto, no homem a alma não só anima e vivifica o corpo, mostra ser capaz de transcendência biológica.

Cada um é capaz de perceber este pequeno lampejo que carrega no seu interior captando quando uma coisa boa ou ruim está prestes a acontecer.

Somente um elevado nível de consciência facilita a compreensão dessa luz existente no nosso interior.

É uma emanação divina!

João Pessoa – PB, 03 de março de 2017.

SEVERINO COELHO VIANA

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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19 ANOS QUE PERTENÇO AO QUADRO DOCENTE DA NOSSA AMADA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE.

Por José Romero de Araújo Cardoso

Muito Feliz! Hoje, dia 03 de março de 2017, faz 19 anos que pertenço ao quadro docente da nossa amada Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. ORGULHO DE FAZER PARTE DA UERN! ORGULHO DE FAZER PARTE DO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIAS DA FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS DO CAMPUS CENTRAL DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE! Sempre em frente, em prol do bem-comum, em prol do Rio Grande do Norte, em prol do Nordeste! Louvado seja Deus em toda Plenitude!


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero Araújo Cardoso

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INSTRUMENTO DE TRABALHO DO ZÉ DE NENÉM VÍTIMA "Nº 1" DE LAMPIÃO.

Por José Mendes Pereira
A foto pertence ao acervo do pesquisador/historiador Guilherme Machado

Para quem não sabe José Miguel da Silva o sapateiro Zé de Neném foi o primeiro esposo de Maria Gomes de Oliveira a Maria Dea como era chamada na vizinhança onde residia, sendo esta a futura cangaceira Maria Bonita, mas devido alguns desentendimentos com o seu companheiro, Maria Bonita resolveu abandonar o seu primeiro cônjuge, que segundo informação dos pesquisadores, ele era seu primo,  e partiu para um novo relacionamento, e desta vez, com Virgolino Ferreira da Silva o homem mais procurado por 7 Estados do Nordeste Brasileiro, o sanguinário e afamado rei do cangaço o capitão Virgulino ou o capitão Lampião. 

O sapateiro Zé de Neném

Acima, vemos esta peça chamada de Bigorna Sapateiro, Pé Ferro sapateiro que pertenceu ao sapateiro Zé de Neném. 


O que segue pertence ao historiador e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros e foi publicado em seu blog Tok de História no dia 09 de Março de 2012 - https://tokdehistoria.com.br/tag/ze-de-nenem. 

Se o amigo pesquisador ou estudante do cangaço usar esta informação em seu blog, ou em alguns trabalhos seus, por obséquio e respeito ao proprietário do material (Rostand Medeiros) ponha a fonte desta informação que está logo acima em cor azul.

"O jornalista Rangel informa, segundo Rostand Medeiros,  que Zé Felipe lhe narrou que em uma ocasião em meio a uma caminhada forte, com a polícia seguindo nos calcanhares, Maria Bonita foi ficando cada vez mais para trás, pois trazia embalada uma criança sua, com pouco tempo de nascida. Sem explicar como, a reportagem informa que a cangaceira com seu filhinho pegou um cavalo e conseguiu chegar próximo ao bando. 


Como a criança chorava muito, Lampião se exasperou e, para evitar que o bando fosse encontrado pela polícia, quis “sangrar” com um punhal seu próprio filho.  Mas Maria saltou de punhal na mão e encarou o chefe cangaceiro frente a frente e este desistiu de sua ação. Noutra ocasião Zé Felipe narrou ao jornalista Rangel que Maria tinha ficado raivosa com o companheiro e chegou a quebrar-lhe uma cabaça d’água na cabeça."

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