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sábado, 2 de setembro de 2023

O GIGANTE DE MOÇAMBIQUE

 Por Ecos de Salvaterra

Gabriel Estevão Monjane, o gigante de Manjacaze, media 2,45 metros de altura e era considerado o homem mais alto do mundo, fazendo parte do Livro de Recordes do Guinness.

O gigante de Moçambique, como era conhecido, veio pela primeira vez a Portugal em 1969, causando grande alvoroço e curiosidade: em circos, feiras ou eventos privados, Gabriel era exibido pelo país como coisa rara e insólita, tendo viajado por todo o mundo.

Regressou a Moçambique após a independência. Por lá, as coisas não lhe correram de feição e rareavam os espetáculos. Casou-se e teve três filhos, vivendo do que lhe dava o restaurante que criara com o dinheiro (pouco) ganho com as exibições.

Voltou uma segunda vez a Portugal, em 1979, mas o infortúnio perseguia-o: no Coliseu de Lisboa deu uma queda ao tentar subir as escadas, o que lhe provocou danos graves numa perna e a necessidade de um implante que foi fazer na África do Sul.

Regressou pela última vez a Lisboa em Setembro de 1989, alvo da mesma curiosidade de sempre e vítima dos mesmos interesses que o faziam deslocar-se penosamente pelo mundo.

Uma nova queda, em Janeiro de 1990, no quintal da sua casa em Mandlakazi, a sua terra natal, foi-lhe fatal: fez um grave traumatismo craniano, do qual não recuperou, e morreu no Hospital de Maputo com apenas 45 anos.

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CHICA BOA - FRANCISCA FERNANDES BARRETO

Por José Mendes Pereira 


Chica Boa

Ninguém mais contribuiu tanto com o abrigo Amantino Câmara como Francisca Fernandes Barreto, a famosa e querida Chica Boa. O abrigo está localizado na Rua Venceslau Braz, ao lado da Matriz de São José, no bairro Paredões, em Mossoró (RN), e está aberto para visitação diariamente, no período da tarde. 

Foto do acervo do historiador Geraldo Maia do Nascimento. 

Visite-o e leve a sua contribuição para ajudar aquele abrigo, vez que os recursos ofertados pelos órgãos governamentais não são suficientes para manter a casa de apoio com o que ela precisa. As doações são feitas diretamente em seu endereço ou por telefone. Mais informações pelo telefone 84- 3321-4653.

Chica Boa, Caby e Fefê - Foto do acervo do historiador Geraldo Maia do Nascimento.

Foto do acervo do historiador Geraldo Maia do Nascimento.

Chica Boa - Foto do acervo do historiador Geraldo Maia do Nascimento.

Chica Boa - Foto do acervo do historiador Geraldo Maia do Nascimento.  
Todas as fotos foram gentilmente enviadas para mim pelo historiador Geraldo maia do nasciment.

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O ABRIGO AMANTINO CÂMARA PRECISA DE NÓS

Foto: Arquivo do Abrigo Amantino

“Em cada coração de nossa cidade e região, o abrigo Amantino Câmara sempre acha um lugarzinho especial”. A fala do bispo Dom Mariano Manzana anuncia que o Gesto Concreto da Campanha da Fraternidade 2023, em nível de Diocese, será destinado para ajudar na manutenção dessa importante instituição, que sofre com as despesas do dia a dia para se manter atuante.

Mas só o Gesto Concreto, que corresponde a 50% do valor arrecadado durante a coleta do Domingo de Ramos, dia 02 de abril, não será suficiente para a manutenção do Instituto Amantino Câmara. Uma verdadeira força-tarefa, com várias frentes, foi pensada para que todos possam colaborar com o abrigo. 

Nesse sentido, o bispo Dom Mariano e o vigário geral da Diocese de Mossoró, Padre Flávio Augusto, têm conduzido várias reuniões, envolvendo os sacerdotes, as pastorais e comunidades, depois instituições, e a própria sociedade, detalhando como a campanha será desenvolvida. 

Além do Gesto Concreto, será realizado o sorteio de uma moto Honda Pop, doada por um empresário local. Os bilhetes, ao valor de R$ 10, já começam a ser vendidos a partir desta segunda-feira (27), no Abrigo, na Catedral de Santa Luzia, nas paróquias de Mossoró e região. 

Os recursos arrecadados com o sorteio, que acontecerá no dia 9 de abril, Domingo da Ressurreição, às 11h, na Santa Missa celebrada na Catedral de Santa Luzia, serão destinados para aquisição dos equipamentos da sala de fisioterapia do Amantino e reforma da enfermaria.

Outra atividade pensada diz respeito à declaração do Imposto de Renda. O contribuinte, no ato da declaração, pode destinar 3% do valor a receber ou pagar para o Fundo Municipal do Idoso de Mossoró, sendo o Amantino Câmara a única instituição voltada para idosos apta a receber recursos desse fundo. 

“É um projeto inovador essa frente que a Diocese está criando para trazer ajuda para o Amantino Câmara. Manter os idosos hoje não tem sido nada fácil, mesmo com o percentual de 70% que o abrigo recebe dos benefícios dos institucionalizados, enfrentamos dificuldades”, explica Ênia Maria, diretora do Amantino Câmara, acrescentando:

“Prestamos uma assistência de qualidade, oferecendo cuidados de enfermagem, com toda a higiene, profissionais capacitados, então só com essa frente é que as dificuldades serão amenizadas”.

O Amantino em número

Necessidade diária de fraldas geriátricas: 160 unidades

Valor mensal utilizado para compra de medicamentos: R$ 8 mil em média

Idosos institucionalizados: 62

Capacidade total: 65

Instituto Amantino Câmara

Há mais de 70 anos, Mossoró e região contam com os serviços do Instituto Amantino Câmara. O abrigo, que tem capacidade para acolher 70 idosos, foi fundado em 8 de julho de 1946, pelo primeiro bispo da Diocese de Mossoró, Dom Jaime de Barros Câmara.  Segundo o livro “Memorial do Seminário de Mossoró/RN”, do professor Josafá Inácio da Costa, os primeiros passos foram dados com os seus próprios recursos, provenientes de uma herança recebida do seu irmão Amantino Câmara. Daí o nome dado ao abrigo, que é uma das primeiras instituições de assistência social criadas em Mossoró. Ele influenciou, sem dúvida, tantas outras obras assistenciais que vieram surgindo com a marcha do tempo e a iniciativa dos poderes públicos ou de instituições particulares.

Inicialmente, o instituto foi administrado por freiras da Congregação Filhas do Amor Divino, aproximadamente até o ano de 1986. A partir de então, a administração do abrigo passou a ser escolhida pelo bispo da Diocese. O senhor Tarcísio Falcão e a senhora Francisca Fernandes Barreto, mais conhecida como Chica Boa, foram os antecessores da atual administradora do instituto, Ênia Morais. A direção do abrigo é composta ainda pelo diretor geral, que é o Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana, e pelo seu presidente, Evans Carlos Fernandes de Araújo, além de conselheiros e secretários.

Atualmente, o Amantino Câmara acolhe 62 idosos e conta com o trabalho de 38 funcionários contratados, entre técnicos de enfermagem, cuidadores de idosos, auxiliares de serviços gerais, auxiliares administrativos e servidores de apoio à lavanderia e ao refeitório.

O abrigo está localizado na Rua Venceslau Braz, ao lado da Matriz de São José, no bairro Paredões, em Mossoró (RN), e está aberto para visitação diariamente, no período da tarde. Mais informações pelo telefone 84- 3321-4653.

Fonte: Abrigo Amantino Câmara

 https://ruraldemossoro.com.br/2023/02/27/o-abrigo-amantino-camara-precisa-de-nos/#:~:text=O%20abrigo%20est%C3%A1%20localizado%20na,telefone%2084%2D%203321%2D4653.

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A OITAVA

Por José Mendes Pereira


Primeiro do que tudo, não fui eu quem a escreveu.

Meus amigos Alan Jones, Railton Melo, Pedro do Nascimento e João Augusto Braz, sempre é bom ler os engraçados acontecimentos que foram registrados por pessoas que viram ou conviveram, e esta não diretamente, mas envolve um pouco o rei do baião Luiz Gonzaga do Nascimento. 

Hoje vamos ler mais uma história sobre o nosso Nordeste, escrita por Régis Freire Gomes. A história não é tão longa assim, e o tempo é suficiente para se ler. Segue:

A OITAVA - Por Régis Freire Gomes.


Corria o ano de 1978, interior do Ceará, cidadezinha pequena, toda a população reunida, aos domingos, para a feira já tradicional...

Pois bem, a história que vou relatar aconteceu com um senhor, chamado Seu Doca, que morava no sertão mesmo, um distrito da cidade que ficava há uns 15km da sede, e que todo domingo vinha à feira, no seu jumento.

Ao chegar, sempre seu Doca fazia as compras da semana, depois ia ao bar, tomar sua pinguinha e, depois, voltava pra casa.

Só que ele tinha comprado uma radiola (para tocar vinil), então, foi a um vendedor de uma banca de vinil e K7 e, ao chegar, apeou do seu jumentinho e foi logo falando:

- Bom dia, seu morço! Eu tô percurano de um Longuiprêi qui tem a musga da "oitava". Será que o cumpade num tinha ai?

- Tenho sim, mas todos esses discos aqui meu senhor tem a oitava música, disse o vendedor, mostrando dezenas de discos de vinil.

- Mas eu quero é o da musga qui chama Oitava, tem? Perguntou seu Doca.

- Então vamos testar alguns pra ve se a gente encontra, ta certo?

E foram testando os LPs. Já tinha ouvido a oitava música de quase trinta discos... e nada de encontrar a música de seu Doca.

Foi quando o vendedor falou:

- Será que o senhor nao poderia cantar um pouco dessa música pra gente ouvir?... Aí, ficaria mais fácil da gente encontrar.

- Só qui eu num lembru agora, cumpade! Minha memória tá meia fraca, eu so sei que é a da "Oitava", disse seu Doca.

Testaram mas uns vinte, já se tinham passado mais de duas horas e nada de encontrar a música, quando o vendedor lembrou de uma música e disse:

- Ja sei, deve ser a Oitava Sinfonia de Beethoven, será que é essa seu Doca? É essa né? Até que enfim!!

- Nunca ovi fala nesse bitôvi, mas só sei que é a "Oitava".

O vendedor colocou a Oitava Sinfonia de Beethoven, e, para sua tristeza, não era a música desejada.

Depois de quase três horas, o vendedor desistiu e disse a Seu Doca que não tinha a música, e a menos que ele cantasse uma parte dela, seria muito difícil de encontrá-la.

Seu Doca disse:

- Pois bem seu môço, eu vô mimbora, ja que voismicê num teim a "Oitava".

Seu Doca montou em seu jumento, deu a volta, quando, de repente, lhe veio a lembrança a tal música! Desmontou rápido e disse ao vendedor com entusiasmo:

- Lembrei!! Lembrei!! Lembrei, Seu Môço. Mi lembrei da "Oitava".

-Que maravilha seu Doca, agora cante um pedacinho, que, com certeza, eu terei o seu LP.

E Seu Doca, para o espanto e alegria de todos, disse, todo contente:

- A musga é assim, homi:

"OITAVA NA PENÊRA ,
OITAVA PENERANO,
OITAVA NUM NAMÔRO,
OITAVA NAMORANO..."

Seu Doca era um grande fã de LUIZ GONZAGA, mas no seu linguajar do sertão, não sabia a letra correta da música, trocando a parte de: EU TAVA por OITAVA.

Essa estória é contada aqui por meus parentes mais antigos, passou-se na cidade de PENTECOSTE-CE.

Se é verdade não posso provar, mas só sei que foi assim!!

A Música é FARINHADA, foi gravada por Gonzaga, em 1982, no LP "Eterno Cantador"

Mas, no interior, pela simplicidade do nosso matuto, ela ainda é conhecida até hoje como OITAVA, por causa do refrão!

E viva o Povo Brasileiro!!!

Contribuição: Regis Freire Gomes
http://www.luizluagonzaga.mus.br/000/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=32

Como eu escrevo e publico histórias fictícias e não fictícias diferencie as minhas histórias verídicas das fictícias. Segundo o Régis Freire Gomes, esta história é real.

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