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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

LÍDIA, A MAIS BELA CANGACEIRA.

Por Francisco Alvarenga Rodrigues.

Imaginação do autor. Lídia não tem foto. O autor criou baseada na foto da irmã.

Diz a lenda — e no sertão a lenda costuma ter mais força que a certidão de nascimento — que a beleza de Lídia era uma afronta ao cenário árido do Cangaço. Enquanto a caatinga era feita de espinhos e cinza, ela era feita de curvas e viço. Baiana de dentes perfeitos e cabelos pretos como a asa da graúna, Lídia entrou no bando de Lampião aos dezoito anos, trazendo consigo uma alegria que parecia não caber na rotina de fugas e poeira. Ela era a companheira de Zé Baiano, o temido "Ferrador de Mulheres". Mas, no universo brutal do cangaço, a beleza não era um escudo; era, muitas vezes, uma sentença.
O Rosto que se Perdeu no Tempo
A busca por um retrato de Lídia tornou-se, para historiadores e curiosos, uma espécie de procura ao Santo Graal. Vasculham-se baús, interrogam-se descendentes, analisam-se negativos mofados, tudo na esperança de encontrar o brilho daquele olhar. O que temos, porém, é apenas um reflexo: a fotografia de sua irmã, Francelina Pereira de Souza. Dizem os antigos que eram idênticas, como se o destino tivesse preservado o rosto de uma para que pudéssemos imaginar a tragédia da outra. Mas a verdade é que a fotografia de Lídia foi revelada em sangue e enterrada em silêncio.
O Código de Honra e a Cova Rasa
A história de Lídia não termina com o clique de uma câmera, mas com o som seco de pauladas ao amanhecer. Acusada de traição, ela conheceu a face mais cruel do homem que dizia amá-la. Zé Baiano, carrasco e vítima de sua própria honra bárbara, desfigurou o rosto que o mundo tanto admirava. Ali, sob o sol que nascia para testemunhar o horror, a beleza foi sistematicamente apagada para cumprir o implacável Código de Honra do Cangaço. Diz o relato popular que, após o ato, o bruto chorou como criança. Enterrou-a em uma cova rasa, tentando esconder da terra o que ele mesmo tinha destruído. O choro de Zé Baiano é o paradoxo do sertão: a mão que fere é a mesma que lamenta a perda da flor que ela própria arrancou.
O Mito que o Baú Protege
Talvez seja melhor assim. Talvez o fato de não existir uma foto de Lídia seja a última proteção que o tempo lhe concedeu. Sem uma imagem real para limitar nossa imaginação, ela permanece sendo a "mais bela" de forma absoluta, intocada pelas marcas da velhice ou pela má qualidade de uma lente antiga. Lídia habita o campo do mito. Se a foto aparecesse hoje, provar sua autenticidade seria um desafio hercúleo. Mais do que isso: a realidade poderia empalidecer a lenda. Enquanto o retrato continuar guardado no "fundo do baú" da história — ou perdida para sempre na poeira do sertão e do tempo — Lídia continuará viva em cada descrição de sua beleza e em cada lamento sobre sua partida precoce. Ela é a face invisível do Cangaço. Aquela que foi bela demais para um mundo tão feio, e que, por isso, preferiu tornar-se apenas memória.
Créditos :
A fotografia foi criada por IA a partir da original do rosto de Francelina Pereira de Souza e que está disponível na internet. A Crônica é de minha autoria.
https://www.facebook.com/francisco.a.rodrigues.12

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém poderá apertar o gatilho.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O ANTIGO BAIRRO "RABO DA GATA" DE MOSSORÓ.

 Por José Mendes Pereira


Bairro Rabo da Gata não era oficial.
Em todas as cidades brasileiras tinham os seus bairros que antes eram famosos por razões engraçadas ou apelidos, e quem mora em Mossoró mesmo não sendo mossoroense, mas que reside há muitas décadas aqui, sabe muito bem que no início dos anos 70, do século XX e está lembrado do bairro com o nome “Rabo da Gata”.
Não sei bem a sua origem, mas geralmente estes nomes de bairros engraçados são criados por pessoas que lá vivem, e poderá ter sido por razões de criações de ruas bem apertadas ou curtinhas, fazendo com que lembrem mesmos um “rabo de gata”, e com isso, surgiu este nome engraçado para as moradias que lá foram criadas.
https://pt.findagrave.com/cemetery/2794925/cemiterio-sao-sebastiao

O bairro “Rabo da Gata” em Mossoró era localizado nos fundos do Cemitério São Sebastião, o cemitério velho como ele é atualmente chamado pela população, devido a criação de um outro cemitério, e se estendia pelo lado Oeste, pegando a Avenida Diocesana. Pelo lado Norte lá passa a Rua Duodécimo Rosado, e pelo lado sul está a Rua João da Escóssia.
O bairro “Rabo da Gata” ficava na periferia da cidade, onde lá vivia uma porção de pessoas além de pobre, e existia um grande número de mulheres que vivia da venda do seu corpo, isto é a chamada prostituta.
As suas casas eram construídas de taipas, e algumas delas cobertas com papelões, além de outras que eram totalmente feitas e cobertas com papelões, e com essa estrutura paupérrima era fácil de medir o tamanho da pobreza que reinava no meio daquela gente.
O bairro “Rabo da Gata” não era um ambiente tão louvável assim para se passear por lá, por falta de paz, além das briguinhas entre aquela gente que lá morava, oferecia perigo para as pessoas que não eram de lá, mas por ali transitavam, principalmente o perigo era maior na parte da noite, e é porque naquela época não existia ainda a destruidora de vida humana que é a droga, mas tinham marginais que por lá perambulavam à procura de coisas valiosas para roubarem.
Nos dias de hoje, a droga ceifa a vida de muitas pessoas, e a classe que mais sofre é a juventude, que após usá-la algumas vezes, já está totalmente dependente do infeliz vício.
Mas de quem é a culpa destes jovens caírem logo cedo na droga? Não se tem dúvida, o congresso nacional, que proíbe jovens menos de 18 anos trabalharem, e assim, eles não têm o que fazer, e precisam ver um cinema, ou mesmo passear com a namorada, sem solução para adquirirem dinheiro, se viciam nas drogas, e a partir daí, fazem assaltos e tudo mais. Se não fosse proibido jovem de menor trabalhar, não haveria tantos jovens dependentes das drogas.
Mas o antigo “Rabo da Gata” deixou de ser um bairro pobre, e hoje é conhecido como o maior bairro nobre de Mossoró, onde lá vivem pessoas de alto nível social, e uma boa parte daquela área passou a ser chamada de bairro “Nova Betânia”, onde lá estão os maiores Arranha-céus e mansões no poder de pessoas da alta sociedade. Mas nem todo bairro "Nova Betânia" era parte do bairro "Rabo da Gata".
O galopante crescimento da cidade de Mossoró fez com que o bairro “Rabo da Gata” fugisse às pressas dali para dar lugar a casarões e edifícios construídos tanto no sentido horizontal como vertical, por pessoas da classe alta, e também dando emprego ao pessoal da construção civil. O "Rabo da Gata era um bairro muito conhecido pela população de Mossoró.

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MEMÓRIAS QUE GUARDO DE CHICO MENDES, MEU PAI.

 Por Ângela Mendes


No dia em que meu pai foi assassinado, eu estava com 18 anos e grávida, esperando Angélica Francisca, a minha primeira filha

Como a gente não tinha uma convivência contínua, com ele na luta, e eu em Rio Branco, eu achava que talvez não fosse sentir tanto aquela morte anunciada que ele mesmo sabia que estava por acontecer.

Mas quando meu pai morreu foi horrível, e até hoje pra mim não é nada fácil falar disso, porque ainda me toca muito. Foi como se o chão tivesse fugido debaixo dos meus pés. Entrei em um buraco de desespero por não compreender como uma pessoa tão querida como o meu pai podia ser morta daquela forma tão covarde.

Ao centro é Ângela Mendes, a filha de Chico Mendes - 04-01-26

O destino separou meu pai de mim muito cedo. Ele se casou com minha mãe em 1967 ou 1968, não sei ao certo, e a situação financeira deles era precária, de extrema pobreza mesmo. Ele já estava envolvido no Movimento, e eles não tinham nenhuma renda. Eles só tinham a mim e à minha irmã, que veio a falecer com 11 meses de vida, devido à precariedade do local onde a gente vivia, muito distante da cidade e sem condição de tratamento médico.

Depois de algum tempo, tive que vir morar com outros familiares em Rio Branco, porque a situação era difícil. Aí meu pai se separou de minha mãe, e o destino nos separou a todos. Mas desde pequena eu sempre tive contato com o meu pai, porque ele sempre vinha me ver quando passava por Rio Branco. Nosso último encontro foi justo na semana do aniversário dele, porque ele veio me ver quando chegou de viagem, antes de voltar para Xapuri. Mas até hoje, a cada momento em que penso, em que falo sobre ele, passo pelo mesmo sofrimento de 34 anos atrás.

Sinto muita falta das nossas brincadeiras, do carinho que a gente tinha um pelo outro, da vontade que a gente tinha de ter uma convivência diária. Nas vindas dele a Rio Branco e nas minhas idas a Xapuri – naquele ano eu tinha passado as minhas férias com ele – a gente foi criando laços muito fortes. A última vez que nos vimos, nossa despedida foi de muito carinho, de muita compreensão e, de repente, pronto: eu descubro que não vou vê-lo nunca mais.

Depois da morte de meu pai, eu me juntei ao Movimento e fui trabalhar no Centro de Trabalhadores da Amazônia (CTA), a convite da Júlia Feitoza e da Rosa Roldán, que foram duas pessoas que cuidaram de mim e me deram muita força no momento em que eu mais precisei. No CTA eu trabalhei durante 12 anos, e lá eu pude ter contato com seringueiros de vários lugares. Isso me realizava muito, porque eu ficava próxima das pessoas que participam das mesmas situações e que vivem no mesmo mundo em que meu pai vivia.

Do CTA eu vim para o Comitê Chico Mendes, do qual hoje sou presidente, e onde faço um trabalho que me orgulha muito. Primeiro porque continuo perto das pessoas que foram amigas de meu pai e, segundo, porque lutamos para preservar a memória de meu pai, para que seu legado não seja esquecido.

Todos os anos, no Acre, realizamos a Semana Chico Mendes, de 15 a 22 de dezembro, do dia em que ele nasceu ao dia em que ele morreu, para continuar mobilizando a sociedade, em especial a juventude, em defesa da floresta amazônica e dos povos que nela vivem, porque esta é a luta que resume um pouco dos ideais de e dos sonhos do meu pai.

Angela Maria Feitoza Mendes – Ambientalista. Presidente do Comitê Chico Mendes e Conselheira da Revista Xapuri. Depoimento concedido a Zezé Weiss, para o livro Vozes da Floresta.

https://xapuri.info/memorias-que-guardo-de-chico-mendes-meu-pai/

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 Por José Mendes Pereira


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Se os links não abrirem leve-os até ao google.

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