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terça-feira, 11 de abril de 2017

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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"AGRESTE"

Por Franci Dantas

Exposto pelo Professor e Escritor José Romero Araújo Cardoso, na Sala dos Professores do Curso de Geografia da UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte)


Franci Dantas

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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HELENA BRAGA NA RESERVA

Por Clerisvaldo B. Chagas, 11 de abril de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - 1.659

Visando entender os biomas de Alagoas, particularmente a Reserva Tocaia com vegetação de caatinga, em Santana do Ipanema, aconteceu uma festa.

Abraço simbólico na Igrejinha das Tocaias. Foto (Clerisvaldo B. Chagas).

Dentro do Projeto Ambiental Reserva Tocaia, os alunos da Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas foram conduzidos de ônibus até o local. Ali fizeram uma visita a chamada Igrejinha das Tocaias ─ vizinha à reserva ─ local onde aconteceu uma emboscada com mortes de inocentes no tempo da escravidão. Houve um abraço simbólico de alunos e professores em torno da igrejinha, cujo santo é São Manoel da Paciência. O episódio da emboscada tornou-se histórico porque aconteceu com a família de um dos netos do fundador da cidade em 1787. Dali os alunos seguiram até o local da emboscada, cem metros adiante, até uma grande pedra de onde partiram os tiros. Na ocasião, professores leram para todos, o Cordel do professor Clerisvaldo, segunda edição exclusiva para a escola e para o Projeto, a “Igrejinha das Tocaias, sua História”. Os alunos acompanhavam a leitura com a explicação do autor e o livreto de cordel na mão. Muitos foram até à pedra e chegaram até o cimo.

Em seguida fomos visitar o interior da igrejinha e fazer as devidas observações. Ainda cedo nesse turno matutino, todos entramos na Reserva Tocaia onde chuvas dos últimos dez dias transformaram a paisagem seca em um verde espetacular. Como o grosso das terras se concentra em área de serrote, fomos subindo a encosta pela trilha rodeada de mata nativa. Não chegamos até o topo dos 250 metros por questões de segurança, mas uma clareira plana nos deu suporte para as investigações da flora e da fauna da Reserva. Os alunos perguntavam e anotavam, discutiam o tema, ouvindo seus professores.

Infelizmente o guardião e dono da RPPN ─ Reserva Particular do Patrimônio Nacional, estava viajando, o que poderia ter ampliado o conhecimento dos visitantes. E nesta agradável manhã de temperatura amena e céu ameaçando chuva, os que fazem a Escola Helena Braga, após cumprida a missão, iniciaram a descida do Serrote Pintado. Conhecimento e festa para todos. Muito antes do meio-dia estava encerrada a visita que alcançou enorme sucesso entre professores e adolescentes.

A Escola continuará o projeto em sala de aula e, ao término, uma exposição fotográfica será exposta e apresentada por estudantes em vários lugares particulares e públicos sobre o “Pulmão Verde” preservado de Santana do Ipanema.


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ZÉ MEDROSO NO MUNDO DAS ASSOMBRAÇÕES

*Rangel Alves da Costa

Quanto mais eu rezo mais assombrações me aparecem, eis as palavras mais constantes na boca de Zé Medroso. E este um cabra sertanejo que tudo tinha para enfrentar qualquer realidade sem nada temer. Mas como sempre repetiam, jamais se viu pessoa mais covarde na face da terra.

O homem era medroso mesmo, e por isso mesmo não havia como não qualificá-lo como a covardia em pessoa, como o fraquejamento maior em forma de gente. Vara verde perdia de tanto tremelico em qualquer besta situação. E o pior de tudo era que tentava a todo custo passar a imagem do mais destemido e encorajado dos homens.

Por isso mesmo, por pilhéria, sempre diziam estar diante daquele que fazia estremecer bicho brabo e correr de medo as almas do outro mundo. Mas só em ouvir alusões a coisas do outro mundo, o cabra já começava a amarelar, a fraquejar, a estremecer, a querer se mijar todinho. Ouvir falar nos mistérios além da morte era o maior tormento no Zé que a tudo temia da vida.

O coitado tudo fazia para passar uma imagem de destemor. Falava em ser o maior vaqueiro de boi valente, em ter enfrentado duas onças sem qualquer arma à mão, em ter apagado no tapa as labaredas do fogo-corredor. E dizia que certa feita, quando todo mundo se escondeu por causa de lobisomem de Semana Santa, foi ele quem colocou rosário no cangote do bicho e o fez sumir pra nunca mais voltar.

Situação periclitante quando exigiam provas de tamanha valentia. O homem avermelhava, amarelava, perdia a cor, ficava em tremeliques, até se contentar em dizer que nunca foi homem de mentiras. Então vinha um e dizia que corria solta a história de que ele não podia ver uma barata que subia numa cadeira e gritava pela mulher. E também que só saía ao quintal depois que a esposa lhe confirmasse não haver nenhum piolho de cobra por ali.

Como não tinha coragem de enfrentar ninguém, de responder à altura e chamar o outro pra briga, então Zé Medroso saía soltando fogo pelas ventas e sempre dizendo que ia se armar e depois voltar para dar cobro em gente mentirosa. Mas nada disso acontecia. Apressava-se simplesmente para fugir de tantas afirmações sobre sua reconhecida inapetência de enfrentamento de qualquer coisa.


Mas o medo maior mesmo de Zé Medroso dizia respeito às coisas do outro mundo, das almas mortas, das assombrações, dos fantasmas do além. Não podia sequer ouvir uma conversa assim que não dormia de noite. Como a esposa já sabia do que se tratava, então lhe preparava um chá e depois dizia que aquelas coisas não existiam não, que podia dormir a sono solto que nenhuma alma do outro mundo iria aparecer por ali.

Com a janela do quarto entreaberta, bastou uma ventania mais forte para que fosse aberta de vez e trazendo no seu sopro uma folha grande de amendoeira. Quando a folha caiu por cima do homem, este deu um pulo tão grande que já caiu do lado de um crucifixo. Com o objeto religioso à mão, foi logo dizendo que em nome do Senhor aquela coisa ruim voltasse para onde nunca deveria ter saído. E não dormiu o restante da noite, jurando por tudo na vida que aquilo não era folha seca de jeito nenhum, mas uma mão seca que havia desapartado de alguma assombração.

De cemitério queria distância. Se no mundo houvesse uma só estrada e esta passasse defronte um cemitério, jamais ele iria a qualquer lugar. Também não tinha quem o fizesse participar de velório e sentinela. Bastava que o sino da igrejinha badalasse lentamente para anunciar o falecimento de alguém que Zé Medroso se metia embaixo de panos e com o maior cuidado do mundo de tapar os ouvidos. Pessoa de luto nem passasse perto dele. Não gostava nem de velas nem de flores, pois dizia que lembravam cemitérios. Quem quisesse ver o homem quase morrendo bastava dizer que um dia também ia pra debaixo da terra. Não dizia a ninguém não, mas seu maior era a imortalidade.

Certa feita, já conhecendo o medo do homem, um prosista lhe cruzou o caminho para dizer que o finado Totonho queria ter uma conversinha com ele e por isso mesmo naquela noite iria lhe visitar. Naquele momento Zé Medroso não deu qualquer importância às palavras. Mas foi caminhando e pensando naquela possibilidade. Quanto mais pensava mais suava frio, mais estremecia, mais sentia vontade de desmaiar. E o medo se fez tão grande que adoeceu.

Chegou em casa já aos molambos, fraquejando, quase caindo. Dois dias de cama pensando naquela história da visita do finado. E nada de ficar bom, pois o pensamento lhe consumia por dentro. Na noite desse segundo dia, eis que a esposa lhe chega dizendo que um vizinho estava ali para uma visitinha ao amigo adoentado. Então ele perguntou quem era, ao que a mulher respondeu: Totonho!

Coitado de Zé Medroso. Ao ouvir esse nome se desfez em nada.

Escritor
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"A PATA DO MACACO", CORDEL DE STÉLIO TORQUATO LIMA, COM ILUSTRAÇÃO DE EDUARDO AZEVEDO NARRA UM CLÁSSICO CONTO DE TERROR.

Por Stélio Torquato Lima

"A Pata do Macaco", cordel de Stélio Torquato Lima, com ilustração de Eduardo Azevedo narra um clássico conto de terror. Um amuleto, a pata de um macaco trazida da Índia por um viajante esconde muitos mistérios e fatos aterrorizantes.

Escrito em 1902 e integrando o livro de contos A Dama da Barcaça (The Lady of the Barge), “A Pata do Macaco” (“The Monkey’s Paw”) é considerado um dos maiores clássicos da literatura de horror de todos os tempos. A obra foi incluída na Antologia da Literatura Fantástica (1940), compilada por Jorge Luís Borges, Silvina Ocampo e Adolfo Bioy Casares. Também faz parte, apesar do autor ser inglês, da coletânea 20 Maiores Contos Americanos (Twenty Great American Stories). Esse pequeno conto inspirou inúmeras adaptações em diversas mídias, incluindo o filme de 2013 dirigido por Brett Simmons, com C. J. Thomason, Stephen Lang e Michelle Pierce. No Brasil, Doc Comparato adaptou o conto para a versão que a Rede Globo apresentou no Caso Especial de 27 de maio de 1983, com a participação de Armando Bogus, Natália Timberg e Mário Lago.

O autor William Wymark Jacobs (W. W. Jacobs) nasceu em 1863, em Londres, cidade onde também morreu, em 1943. Embora tenha ficado mais conhecido pelo conto macabro “A Pata do Macaco”, a maior parte de suas histórias tem caráter humorístico. Seu pai trabalhou como estivador e gerente em um cais londrino (South Devon Wharf). As experiências do pai nas docas serviram de inspiração para muitas das suas histórias, que frequentemente tratam das aventuras de marinheiros rebeldes que trabalham em condições precárias. Em 1879, começou a trabalhar como funcionário dos correios, onde permaneceria por vinte anos. Em 1885, teve início sua carreira literária Algumas obras: a) Contos: Excesso de Carga (1896), Ouriços do Mar (1898), A Dama da Barcaça (1902) e Águas Profundas (1919); b) Romances: O Cortejo do Capitão (1897), Um Mestre do Ofício (1900), Dialstone Lane (1902), No Porto Sunwich (1902) e Os Náufragos (1916).

Leia, a seguir, estrofes iniciais do cordel de Stélio Torquato e, para ler a obra completa, faça seu pedido pelo E-mail cordelariaflordaserra@gmail.com ou pelo WhatsApp (085) 9.99569091.


Que eu mereça ter o auxílio
Do nosso excelso Senhor
Pra que possa lhes narrar
Esta história de terror,
Uma narrativa grotesca
De uma pata simiesca
Que só trouxe dissabor.

No lar da família White,
Estava a lareira acesa.
Era uma noite fria e úmida, 
E pai e filho, numa mesa,
Jogavam mais uma vez
O tradicional xadrez,
Exibindo sua destreza.

Enquanto entre pai e filho
O jogo se processava,
A velha senhora White
Calmamente tricotava.
Sentada perto do fogo,
Ia acompanhando o jogo
Ao qual o par se entregava.

Por se achar em desvantagem,
Na partida já citada,
Lembrava o pai que a visita
Que por ele era esperada
Já demorava bastante.
Culpou então nesse instante
O endereço da morada:

“É esse o grande problema
De isolado se viver.
Lugar ermo e lamacento
Eu sei que existe a valer.
Porém, para aqui chegar
Um atoleiro de amargar
É necessário vencer.”

A mulher, que conhecia
Esse mau-humor fingido,
Piscou um olho pro filho
E declarou ao marido:
“Pra que tanta raiva assim?
A próxima, creia em mim,
Você vai ganhar, querido.”

Antes que ele respondesse
Aquela provocação,
Ouviu nesse exato instante
Que batiam em seu portão.
“Ele acabou de chegar!”
– O velho veio a falar,
Sem esconder a emoção.

Pouco depois, um senhor
Muito alto e corpulento
Saudava e se apresentava
À senhora e ao seu rebento:
“Sou Morris, um seu criado.
Da Índia há pouco chegado.
Do exército sou sargento.”

Em seguida, junto ao fogo
E já co’ um uísque na mão,
O sargento começou
A fazer a narração
De suas muitas viagens,
De cenários bem selvagens,
De guerra, peste, sultão...

Olhando para seu filho
E para a esposa querida,
Falou o Sr. White:
“Vinte anos nessa vida!
Quando saiu, lembro bem,
Era um rapaz de armazém. 
Como mudou com a lida!”

Falou a Sra. White,
Discordando do marido:
“Ele não parece ter 
Tantos reveses sofrido.”
Sem querer polemizar,
O velho veio a mudar
Do bate-papo o sentido:

“Como eu gostaria, amigo,
De um dia à Índia ir...
Ver velhos templos, nativos,
E, é claro, algum faquir...”
Interrompeu-lhe o sargento:
“Desaconselho. Lamento,
Mas é melhor não partir.”

“Eu respeito seu conselho.
Levarei em conta, assim.
Porém a Índia me atrai,
Pois tem mistérios sem fim...
E mistério é o meu fraco.
Lembra a história do macaco
Que você contou pra mim?”

Ficaram bem curiosos 
A esposa e o filho dele
Co’ a alusão à história
Que há pouco fizera ele.
Morris o caso contou,
Mas antes algo mostrou
Pra que acreditassem nele. 

Era a pata dum macaco
Bem pequena e ressecada.
A senhora recuou,
Mostrando estar assustada.
Já o filho examinou
E na mesa colocou
A tal peça inusitada.

Contou Morris que um faquir
Que era santo e muito idoso
Tinha transformado a pata
Num objeto milagroso:
“Três coisas pode pedir
Quem a pata possuir,
Sendo assim bem poderoso.”

“Queria o faquir provar 
Que o destino é quem nos rege.
Quem interferisse, assim,
Sofreria qual herege.
Fizeram então três pedidos
Três homens bem destemidos,
Que o faquir com zelo elege.”

Ele fora tão solene
Em expor essa matéria,
Que os três White lhe escutavam
Com expressão muito séria,
Contendo qualquer risada,
Pois viram que o camarada
Não gostava de pilhéria.


Stélio Torquato Lima

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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69 ANOS DA CRIAÇÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE MOSSORÓ. - HOJE NA HISTÓRIA DE MOSSORÓ

Por Geraldo Maia do Nascimento

69 anos da criação da Biblioteca Pública de Mossoró.    Numa mensagem datada de 31 de março de 1949, o então Prefeito Jerônimo Dix-sept Rosado Maia apresentava à Câmara Municipal de Mossoró, uma prestação de contas do seu primeiro ano de gestão. Com relação ao setor cultural, dizia o prefeito: “Um compromisso assumido com o povo, foi o de que não descuraríamos do alevantamento cultural dos mossoroenses. 


A Biblioteca Popular, a Biblioteca Dinâmica, não um mero depósito de livros, seria o meio mais eficiente de atender aos desejos de aprimoramento de cultura, dos que não tinham poder aquisitivo, correspondente ao preço astronômico do livro. E também de despertar tantas outras vocações, para as letras e para as ciências, vocações estioladas à falta do estímulo eficiente. De facilitar os profissionais pobres, ao que não podia comprar livros técnicos o conhecimento que possibilitaria o aperfeiçoamento do seu ofício. A 5 de abril de 1948, apenas cinco dias depois de empossados, criamos, pelo Decreto número quatro (4), a Biblioteca Pública de Mossoró. E nomeávamos uma Comissão Organizadora. A todos os que tem contribuído, através de um trabalho beneditino, para a Organização da Biblioteca, principalmente a José Ferreira da Silva, Francisco de Assis Silva, José Maria Gonçalves Guerra, Hugo Costa Cruz, Rafael Fernandes de Negreiros, João Damasceno da Silva Oliveira, José Romualdo de Souza, Jerônimo Vingt-un Rosado Maia e a Professora América Fernandes Rosado Maia, deixamos aqui o nosso agradecimento muito sincero. Cedido um salão pelo Clube Ipiranga que, em um magnífico gesto, superou antigos compromissos assumidos de tornar pública a sua Biblioteca particular, gesto que se traduziu pela doação de todo o seu patrimônio bibliotecário, um acervo superior a trezentos volumes, foram logo iniciados os seus serviços de adatação. Ao mesmo tempo que se iniciava a catalogação dos livros, que iam sendo recebidos por doação. A cada um deles eram dadas quatro catalogações: a do livro – inventário, decimal, ficha por autor e ficha por nome do livro.  Em linhas gerais, seguiram os organizadores as recomendações do Instituto Nacional do Livro, Entidade Oficial a que foi logo filiada a Biblioteca, sob o número R.M. 3357. Tem a Biblioteca recebido doações valiosas. A todos os brasileiros que nos tem dado o seu apoio, ao êxito desse empreendimento, deixamos aqui o nosso reconhecimento. E dizemos brasileiros e não só mossoroenses porque de todos os quadrantes da Pátria teem nos chegado cooperação decisiva. Finalmente, a 30 de Setembro de 1948, associando a maior data da História de Mossoró, esse grato acontecimento cultural, inauguramos a Biblioteca Pública de Mossoró, com 1.888 obras em 2131 volumes...” Essa história eu já tinha ouvido do Professor Vingt-un Rosado, que depois publicou na sua séria “Minhas Memórias da Batalha da Cultura – Livro I.  O que não tem no livro é que a idéia da biblioteca partiu dele, Vingt-un Rosado, um eterno criador de bibliotecas. O mérito maior de Dix-sept Rosado foi cumpri a promessa apenas cinco dias após assumir o mandato. 

05/04/2017

por Geraldo Maia

http://www.blogdogemaia.com/detalhes.php?not=1019

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HISTORIADOR LANÇA CORDEL EM HOMENAGEM AS MULHERES MOSSOROENSES QUE MARCARAM ÉPOCA

Por Márcio Costa 10 de abril de 2017

O pesquisador, historiador e cordelista Kyldemir Dantas lançou neste fim de semana o cordel “Mulheres mossoroenses na (minha) história”.

A obra, o vigésimo nono volume da Editora Cordel, tem um formato diferenciado para a literatura de cordel, e tem como conteúdo o destaque para mulheres que marcaram época na história de Mossoró e do autor.

Celina Guimarães Viana

“Resolvi fazer uma homenagem às mulheres no Dia Internacional da Mulher com publicações no Facebook e o trabalho foi ganhando uma proporção maior. Além dos nomes que marcaram a história de Mossoró passei a integrar mulheres da vida contemporânea, que fazem parte da minha vida de alguma forma, e resolvi transformar em cordel”, destaca o autor.

Ana Floriano

Kyldemir abordou a participação da mulher em momentos importantes da história de Mossoró e do País. Momentos como o Motim das Mulheres, Auto da Liberdade, a Resistência de Mossoró ao bando de Lampião evidenciaram nomes como os de Celina Guimarães, Ana Floriano, Amélia Galvão, Carminda e Sinhá Rosa.

Amélia Galvão

Fatos importantes como o primeiro voto feminino e eleições da primeira prefeita, e primeira  deputada estadual, também são destaques no cordel.

Atriz Tony Silva

Da era contemporânea, Kyldemir evidenciou nomes importantes da recente história de Mossoró como a atriz Tony Silva, a colunista Ivonete de Paula, Lúcia Escóssia e a poetisa Vanda Jacinta.



Paraibano, mas com uma forte ligação com Mossoró, Kyldemir reside atualmente na Paraíba, mas mantém fortes laços com a cidade.

“É um livreto que marca minha trajetória em Mossoró. Na última semana completei 30 anos de ligação com a cidade, e mesmo não morando mais aqui, tenho vários projetos em andamento e continuarei vivenciando a cidade”, destaca.


Entre os projetos do escritor encontra-se um levantamento sobre a história do cinema em Mossoró que deverá ser lançado no próximo ano, marcando os 110 anos da atividade no município.

http://www.omossoroense.com.br/historiador-lanca-cordel-em-homenagem-as-mulheres-mossoroenses-que-marcaram-epoca/

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GOVERNADOR RECEBE LISTA TRÍPLICE PARA NOMEAÇÃO DE REITOR DA UERN


O reitor Pedro Fernandes Ribeiro Neto entregou ao governador Robinson Faria a lista tríplice elaborada pelo Conselho Universitário da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (CONSUNI/UERN).

O encontro contou com a presença da Pró-Reitora de Planejamento, Fátima Raquel Rosado Morais, vice-reitora mais votada na consulta a comunidade acadêmica realizada em 22 de março.

A lista de vice-reitor ainda conta com o segundo colocado, William Coelho, e o terceiro, Ivanaldo Gaudêncio.

A lista tríplice de reitor é composta por Pedro Fernandes, o mais votado, a segunda colocada Telma Gurgel e o atual vice-reitor Aldo Gondim, que foi indicado pelo CONSUNI.

O governador falou que dará celeridade a nomeação e avisou que vai respeitar a ordem definida na consulta acadêmica. “Mesmo sendo uma lista tríplice, antecipo que acabei de ratificar os nomes do reitor e da vice-reitora mais votados”, declarou.

O reitor Pedro Fernandes lembrou que a escolha de reitor e vice-reitor este ano foi histórica. “Pela primeira vez tivemos uma eleição com paridade em que os três segmentos partiram com o mesmo peso”, declarou.

A entrega do documento ainda teve a presença da secretária estadual de educação, Cláudia Santa Rosa.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano  José Romero de Araújo Cardoso

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QUEM MATOU O CANGACEIRO LUIZ PEDRO DO RETIRO?

Por José Mendes Pereira

As informações sobre a morte do cangaceiro Luiz Pedro do Retiro ou Cordeiro são bastantes enfeitadas pelos que forneceram entrevistas a alguns repórteres e pesquisadores do cangaço.  

Escritor Alcino Alves Costa

O escritor Alcino Alves Costa teve grande motivo para escrever o livro “Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico”, quando diz que o que aconteceu na Grota do Angico, em terras da cidade de Poço Redondo, no Estado de Sergipe, na madrugada de 28 de julho de 1938, não foi o que informaram os depoentes, tanto cangaceiros como policiais que fizeram partes da chacina aos cangaceiros da “Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia, de propriedade do afamado, perverso e sanguinário Virgolino Ferreira da Silva o rei Lampião.


Claro que em relação a cangaço eu sou apenas um metido, que vivo lendo e comparando o que um escreve, o que outro diz em livro..., mas tento confirmar que, o cangaceiro Luiz Pedro não foi assassinado pelo volante Mané Veio, e sim, quem o matou, foi mesmo balas disparadas e direcionadas pelas volantes policiais através da metralhadora, que tentava eliminar vida por vida de cangaceiros.

Mané Veio

As informações de quatro elementos que se dispuseram falar aos entrevistadores como aconteceu a morte do cangaceiro Luiz Pedro, todas são diferentes, e assim, não se tem o autor da morte do afamado cangaceiro e compadre de Lampião e Maria Bonita.


Em 1973, o cangaceiro Balão cedeu entrevista à Revista Realidade, e para mim, não sei se estou certo, Balão foi o cangaceiro que mais fantasiou as suas respostas. É claro que cada um deles queria levar a sardinha para o seu prato, mas não era necessária tanta fantasia.

O cangaceiro Balão falou o seguinte:

Luiz Pedro ainda gritou: 

- Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião! 

Não conseguiu. Caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e, com Zé Sereno, consegui furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim foi Deus.– http://www.cangacoemfoco.m.jex.com.br -

Pelo dizer do cangaceiro Balão quem matou o facínora Luiz Pedro foi uma rajada de balas por uma metralhadora.

Já o cangaceiro Vila Nova disse o que segue:

No dia 14 de novembro de 1938 Iziano Ferreira Lima, o afamado cangaceiro VILA NOVA, afirmou ao “Jornal A Noite”, que estava na Grota de Angico no momento do ataque das volantes ao grupo de Lampião, na madrugada de 28 de julho de 1938. Vejam o que ele fala:

Cangaceiro Vila Nova

“ – Escapei pela misericórdia de Deus, afirma. Vi quando o CHEFE (o chefe que ele se refere é Lampião) caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira (ele fala no tenente Ferreira, mas acho eu, ele quis se referi ao tenente João Bezerra da Silva). 

Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse, logo. O que fiz, foi apanhar o seu mosquetão e fugir para as bandas do riacho onde o fogo era menor.

Depois da fuga fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO, e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o capitão tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita”. (Ele diz que morreram 11 cabras. Na verdade foram nove cangaceiros e duas mulheres. O que ele afirma sobre o total de cangaceiros que morreu está correto, mas foram 12 mortos lá na Grota do Angico. 9 cangaceiros, 2 mulheres e um volante de nome Adrião Pedro da Silva.

Uma dúvida que tenho certeza que todos estudiosos do cangaço têm e gostariam de perguntar: O cangaceiro Luiz Pedro estava com dois mosquetões? Porque Balão disse que levou o seu Mosquetão. E o cangaceiro Vila Nova também afirma ter levado o mosquetão do cangaceiro.

Está registrado na literatura do cangaço que quem assassinou o cangaceiro Luiz Pedro foi o volante Mané Veio, mas pelas suas informações não tem como acreditar, porque ele afirma que saiu perseguindo o cangaceiro Luiz Pedro, que ia meio avexado, caminhando rápido, e o volante ao seu encalce, até que chegou em um determinado lugar, e disparou sua arma, fechando o cangaceiro.

Mas vejam bem: Durou muito para que o volante assassinasse o cangaceiro, e por que o cangaceiro Balão, o Vila Nova informaram aos pesquisadores que o Luiz Pedro foi assassinado ali, no meio dos outros?
Na minha humilde opinião e não válida, já que eu sou apenas um metido sobre este tema, o Mané Veio já encontrara o cangaceiro Luiz Pedro morto.

Lampião Além da Versão mentiras e Mistérios de Angico
Auto: Alcino Alves Costa
http://cariricangaco.blogspot.com

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IVCONGEST


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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REVISTA O CRUZEIRO 26.09.53

Por Geziel Moura

Nas últimas semanas, circularam notícias sobre a "Meca e Medina" dos que cultuam o cangaço, isto é, o coito de Angico, falou-se de encontros religiosos, expedições para estudos "etnográficos" e infelizmente, do desaparecimento de monumentos, em homenagens póstumas ao combatente da polícia alagoana. 

Não desejo entrar, no cerne da questão do desaparecimento do monumento, cujo tema foi amplamente debatido nos grupos de estudos, porém fiquei a pensar, como se produziu a cultura de reverenciar, os mortos daquele lugar? Quem foi o primeiro? Qual era o contexto para este movimento? 

Assim, sem muito esforço, encontrei não só o autor primevo das cruzes, como a foto do momento de seu tributo. Refiro-me a João Ferreira, único irmão de Lampião, que não seguiu no cangaço, e que ao aceitar o convite do jornalista Luciano Carneiro, da Revista O Cruzeiro, em 1953, voltou ao palco do combate, depois de 37 anos.

É possível flagrar na foto abaixo (Revista O Cruzeiro 26.09.53,) a cruz e o ramalhete toscos e improvisados naquele ambiente, e principalmente o movimento furtivo, do irmão de Virgolino, sem muita ostentação, mas que simbolizaram a dor e o respeito, de um irmão para com o outro, independente da vida que o chefe cangaceiro escolhera, o sangue falou mais alto ali.

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