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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

COTIDIANO

*Rangel Alves da Costa

Foi à padaria e quase esbraveja pelo que encontrou. De um dia para o outro e aumentou o leite, aumentou a broa, aumentou o pão. Comprou a metade de tudo a comprar. E lhe faltou dinheiro para comprar cigarro.
Ligou a televisão para se acalmar. Então veio o jornal televisivo com a mesma notícia. Mais roubo, mais ladroeira, mais corrupção. Prova disso e daquilo, delação premiada. Puxou o botão da TV e jogou ao longe. Quase vomita pelo nojento poder.
Abriu a garrafa e trouxe um copo. Cerveja era cara e acostumava na pinga. Despejou uma dose e virou goela abaixo. Mordeu o limão depois do queimor. Seus olhos brilharam num vermelho esquisito. Depois outra dose e mais outra e mais outra.
Já na quinta dose escutou um esbravejo. A esposa dizia que coisa bonita, um marido de pinga e sem comida na mesa, um cachaceiro que se esquecia do lar. Então ele aprontou para o pão sobre a mesa, a manteiga e a metade de mortadela. Era assim todo dia e não havia do que reclamar.
Mas ela reclamou e partiu para o grito. Queria por que queria uma mobília nova, um freezer espaçoso, uma cama redonda. Queria um sofá de veludo e um jogo de cama, um mesa antiga para sala-de-estar. Tudo muito caro, mas que queria agora. Ou ele comprava ou ela já sabia o que ia fazer dali em diante.
E disse na cara. Vou arrumar outro que não beba cachaça, que me dê uma mansão e me chame de princesa. E para passar o dia sem nada fazer, a não ser servida dos pés à cabeça, com baby-doll dourado e unhas de seda. Uma vida que ela não tinha tido até aquele momento.
Então ele, já entremeado de raiva e bebida, puxou a gaveta e derramou sobre a mesa uma papelada. Contas e mais contas, boletos e boletos, faturas e faturas, tudo atrasado. E depois chamou a esposa para que visse aquilo e sentisse ela mesma a situação. Todo dinheiro que tinha não dava a metade para pagar as contas que ela mesma fazia.
E no caderno mais contas estranhas. Um sapato de salto alto sem uso algum. Um casaco de pele de onça num lugar onde só faz calor. Uma camisa masculina que ele nunca recebeu. Um relógio dourado desde muito sumido. Uma agenda de bolso que só vivia escondida.
Mas ela insistia em querer tudo novo, pois não suportava aquela vida de pobre. Disse que nunca mais mortadela, nunca mais pão nem manteiga da ruim. Nunca mais carne pouca, nunca mais a mesmice. Nem comida ia mais fazer. Ou uma empregada ou comida do melhor restaurante que houvesse por perto.
Ele lançou mão da garrafa e tomou outra dose. Uma dupla para aliviar. Mas o fogo subiu e que dizer besteira, achando melhor o silêncio forçado. Abriu a geladeira e mostrou comida, abriu o freezer e mostrou comida. E disse que não roubava para ter mais que aquilo e que ela se quisesse fosse ser princesa aonde quisesse.
Ela começou a cantar enquanto ele saía. Já saindo na porta ainda ouviu o deboche: Só volte aqui com o que lhe pedi, do contrário faça do bar sua casa e da cachaça a esposa. E já vai tarde mesmo, pois preciso tomar banho e me perfumar para dar uma voltinha.
Num banco de praça ele chorou e sorriu. Lamentou a sorte e gracejou sem motivo. Depois foi para um bar e pediu uma pinga. Voltou tarde da noite já bêbado e exausto, mas a chave de casa não estava no bolso. Chamou e chamou, bateu e bateu, mas nada de a porta ser aberta.
Dormiu na calçada o sono dos aflitos. Acordou com um cachorro lambendo sua boca. Deu um pulo assustado para logo encontrar, bem diante de si e bem sorridente, a mulher com a primeira palavra do dia: Entre cachorro, deixe ele aí.


Escritor
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A UERN PRESENTEADA, BANDEIRAS COM SUAS ROSETAS RENOVADAS.

 Por: Celestina Oliveira


A UERN presenteada, bandeiras com suas rosetas renovadas, arte de Tia Mundinha e Padre Charles Lamartine, demonstrando todo amor e respeito a nossa UERN, receberam recíproca mais que verdadeira do Reitor Pedro Fernandes Ribeiro, prof Fátima Raquel e servidores do Gabinete.





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UM BANDIDO PRECOCE

Por Érico de Almeida

Passarinho preso em 24 de dezembro de 1923, foi recolhido à cadeia de Princeza sendo condemnado pelo jury dalli a 29 annos e 9 mezes de prisão. Assassinara no dia 17 de dezembro daquelle anno, no logar Caracol, do município de Conceição do Piancó, o infeliz Raymundo Nogueira, de quem roubara 4$000 e as vestes, deixando o cadáver em ceroulas.

Seis dias depois o boiadeiro Amara Nogueira,  irmão da victima, surprehende o bandido acompanhado do famigerado Jurity, nas adjacencias da povoação de Patos, município de Princeza.

Passarinho que estava vestido com as roupas que havia roubado a Raymundo, bota-se a punhal ao infeliz acima referido.

Aquelle sacando de uma pistola Mauser, criva por três vezes o corpo do bandido, quando traiçoeiramente  recebe uma bordoada de Jurity, cahindo por terra com um dos pés preso ao estribo da sella de sua montada, recebendo então 36 punhaladas!...

Consummado o barbaro assassinato trataram os faccínoras de perseguir uma pessoa que acompanhava Nogueira, chegando o Passarinho, sedento de sangue, a penetrar na povoação, gritando:

Pegue este bandido qui acaba de matá um home, ferindo eu também!
          
Já o fugitivo penetrava nos aposentos da residência do sub-delegado local, quando Passarinho, banhado em sangue, dos ferimentos que recebera, acceita voz de prisão, não por obediencia à lei, mas pelo terror que lhe impunha um respeitável 44, cuja bocca parecia localizar-lhe o coração, há poucos minutos tão empedernido.
          
O bandido tem uma das vistas perdida, orçando actualmente a sua idade pelos 21 annos.  

FONTE: ALMEIDA, Érico de. Lampeão, sua história. João Pessoa: Editora Universitária, 1996. 128 p. Edição fac-similar de 1926. P. 73-75.

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2 ANOS JÁ SE PASSARAM DA MORTE DO FOTÓGRAFO JOSÉ RODRIGUES

Roberto Carlos e o fotógrafo José Rodrigues
Fotógrafo José Rodrigues, Frei Damião e Câmara Cascudo

José Rodrigues,com o Trio Mossoró: Hermelinda, Carlos André e João Mossoró

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PAULO SILVINO, ATOR E HUMORISTA, MORRE AOS 78 ANOS NO RIO

Por G1 Rio
Paulo Silvino posa com Serginho Groisman, Belo e Suzana Vieira durante gravação do programa Altas Horas em julho de 2014 (Foto: Zé Paulo Cardeal/Globo).

Silvino estreou na TV Globo em 1966, apresentando o Canal 0, programa humorístico que satirizava a programação das emissoras de TV. Ele morreu aos 78 anos e lutava contra um câncer no estômago.

Morreu, na manhã desta quinta-feira (17), aos 78 anos, o ator Paulo Silvino, que lutava contra um câncer no estômago. Segundo a Central Globo de Comunicação, o humorista morreu em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no início da manhã. Em redes sociais, o filho mais novo do ator, João Paulo Silvino, lamentou a morte do pai. "Que Deus te receba de braços abertos meu pai amado".

“Ser comediante nasceu por acaso. Talvez seja pela minha desfaçatez, porque eu nunca tive inibição de máquina. Tenho tranquilidade com a câmera e tive vantagem em televisão por isso. O riso dos cinegrafistas é o meu termômetro”. Paulo Silvino.

Segundo a família, Silvino chegou a ser submetido a uma cirurgia no ano passado, mas o câncer se espalhou e a opção da família foi que ele fizesse o tratamento em casa. A filha do humorista, Isabela Silvino, também usou as redes sociais para falar sobre a morte do pai. "Amigos, obrigada por todas as mensagens. Ainda estou naquele processar isso tudo. Mas posso dizer que ele foi bem. Sem sofrer.", afirmou.

Os amigos também lamentaram a morte de Silvino. “Um dia triste. O Paulo Silvino é um super artista. A gente falando aqui nesses tempos de Pop Star (programa dominical da TV Globo), é bom lembrar que o Paulo Silvino foi um dos primeiros pop star do Brasil, um dos primeiros atores que cantava, teve disco gravado na época da Jovem Guarda, foi roqueiro, quer dizer, foi um homem de mil facetas. E pra mim, em especial, ele foi uma espécie de padrinho porque minha primeira aparição na TV foi junto dele no Balança Mais Não Cai e eu tinha só oito anos de idade. Quero mandar meus sentimentos para a família”, disse o amigo e também ator Lúcio Mauro Filho.

O artista estreou na TV Globo em 1966, apresentando o Canal 0, programa humorístico que satirizava a programação das emissoras de TV.


Paulo Ricardo Campos Silvino cresceu nas coxias do teatro e nos bastidores da rádio. Isso porque seu pai, o comediante Silvério Silvino Neto, conhecido por realizar paródias de figuras públicas no Brasil dos anos 1940 e 1950, levava o menino para acompanhar seu trabalho. Paulo Silvino também mostrava talento para a música, revelado durante as aulas que tinha com a mãe, a pianista e professora Noêmia Campos Silvino.

“Eu nasci nisso. Com seis, sete anos de idade, frequentava os teatros de revista nos quais o papai participava. Ele contracenava com pessoas que vieram a ser meus colegas depois, como o Costinha, a Dercy Gonçalves.”, disse o ator em entrevista ao Memória Globo.

Filho de Silvino lamentou a morte em redes sociais (Foto: Reprodução / Facebook)

Paulo Silvino no Zorra Total, em 2010 (Foto: Blenda Gomes / TV Globo / Arquivo)


Paulo Silvino, no papel de Severino, posa para foto com Thalita Carauta e Rodrigo Sant'anna durante gravações do programa Zorra Total em setembro de 2011 (Foto: Renato Rocha Miranda/Globo)

Vida artística

Autor de bordões que não saem da boca do povo, Paulo iniciou a carreira no rádio, mas já nos anos 1960 se juntou ao elenco da TV Rio. Entre idas e vindas na Globo, estrelou Balança Mas Não (1968) e teve destaque nos programas humorísticos Faça Humor, Não Faça Guerra (1970), Uau, a Companhia (1972), Satiricom (1973), Planeta dos Homens (1976), e Viva o Gordo (1981). Em Zorra Total (1999), seu personagem Severino (que analisa "cara e crachá") se tornou popular.

Silvino nasceu no Rio de Janeiro em 27 de julho de 1939 e pisou num palco pela primeira vez aos nove anos de idade, quando se atreveu a soprar as falas para um ator de uma peça que o pai participava. Na adolescência, ele se apresentava como crooner de um conjunto de rock, acompanhado por músicos como Eumir Deodato (acordeon), Durval Ferreira (guitarra) e Fernando Costa (bateria).

Seu lado cômico já se manifestava durante os números do quarteto. Quando cantava Singin' in the Rain, por exemplo, costumava abrir um guarda-chuva no palco. A primeira performance profissional aconteceu em 1956. Anunciado como Paulo Ricardo, para evitar associações com o pai, cantou dois sucessos de Little Richards para a platéia do Programa César de Alencar, na Rádio Nacional. Durante a apresentação, rasgou as próprias roupas e, apoteoticamente, comeu o medalhão de "ouro" que estava usando, na verdade, um biscoito pintado de amarelo.

Na década de 1970, o comediante trabalhou nos programas Faça Humor, Não Faça Guerra (1970), Uau, a Companhia (1972), Satiricom (1973) e Planeta dos Homens (1976). Deixou sua marca como intérprete de personagens lunáticos e criou bordões absurdos como "Ah, eu preciso tanto!", "Eu gosto muito dessas coisas!", "Guenta! Ele guenta!", "Ah, aí tem!" e "Dá uma pegadinha!".

Paulo Silvino fala sobre acidente de seu filho Flávio e como se tornou comediante.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/morre-o-ator-paulo-silvino-no-rio.ghtml

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O ROSÁRIO DE OURO DA IRMANDADE DOS NEGROS DO ROSÁRIO DE POMBAL/PB.

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo
Resultado de imagem para Jerdivan Nóbrega de Araújo

Recebi ligações telefônicas de gente ligada a irmandade e depois de gente ligada à igreja que me garantiram que o Rosário de Ouro da Irmandade está muito bem guardado e bem cuidado.

Por conta do valor histórico imensurável para nosso povo, não pode dizer onde está.

Foi a mesma informação que eu já havia recebido de seu João Coremas.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e atividades ao ar livre


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ANTONIO NONATO DE OLIVEIRA - "NONATINHO" - MORRE AOS 71 ANOS.

Por Lindomarcos Faustino

"NONATINHO" já não se encontra entre nós. Fez a sua passagem para o "Oriente Eterno", ontem, 16/08/2017, às 14h30.


Oficial de Justiça com marcante atuação na Comarca de Mossoró, escritor e pesquisador, deixa a dedicada esposa, Dona Laura Oliveira, os filhos André Luís e Alexandre Oliveira, os netos "Andrezinho" e Maria Cecília, e uma legião de amigos.


O Velório:

A partir das 19h00 de ontem, no Centro de velório Geraldo Xavier, localizado por trás do museu municipal).

O Sepultamento:

Hoje, 17/08, às 10h, no cemitério São Sebastião, em Mossoró, RN.

Fonte: Relembrando Mossoró: - https://www.facebook.com/groups/768856323197800/

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PARQUE CULTURAL DIVULGA VENCEDORES DOS CONCURSOS DENTRO DA PROGRAMAÇÃO DO X FESMUZA


O Parque Cultural O Rei do Baião, da Fazenda São Francisco, município de São João do Rio do Peixe (PB), divulga o nome dos vencedores dos respectivos concursos literários que compõem o X Festival de Músicas Gonzagueanas (FESMUZA), edição 2017:

I Concurso Homenagem ao Padre do Juazeiro
Campeão: Marcelo de Oliveira Souza, de Salvador (BA)
Com a obra “Nosso herói Padre Cícero”.
I Concurso Louvor ao Vaqueiro
Campeão: José Romero de Araújo Cardoso, residente em Mossoró (RN)
Com a obra “A valentia do autêntico vaqueiro sertanejo”.
III Lembrança do Ídolo
Campeão: Jairo Firmino Barreto, residente em Iguatu (CE)
Com a obra “Barros e Cecéu”.
VI CONPOZAGÃO
Campeã: Fran Oliveira, residente em Picos (PI)
Com a obra “A família do Baião”
III Prêmio A Carta
Campeã: Dávila Itauana, residente em Luiz Gomes (RN)
Vice-Campeã: Alana Silva, residente em Luiz Gomes (RN)
3º Lugar: Nicolas Antony, residente em Luiz Gomes (RN)
I Apologia ao Jumento
Campeão: Mário Azevedo Alexandre, residente em São Vicente (SP)
Com a obra “Jumento tem sentimento”.

Fonte Caldeirão Político

http://clemildo-brunet.blogspot.com.br/2017/08/parque-cultural-divulga-vencedores-dos.html

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O LAMPIÃO CONTINUA VIVO, PASSOU EM LIMOEIRO DO NORTE DEPOIS DE SAIR DE MOSSORÓ-RIO GRANDE DO NORTE SEM SUCESSO.



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COMUNICADO

Por Benedito Vasconcelos Mendes

É com imensa alegria que comunico aos amigos que irei receber o honroso título de CIDADÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, outorgado pela Assembleia Legislativa, por proposição do Deputado Getúlio Rego.

Benedito Vasconcelos Mendes
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

CANGAÇO NO PIAUÍ


 Mais um livro do escritor e fundador da SBEC -  (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço) Paulo Gastão.


Entre em contato com o autor através deste e-mail: paulomgastao@hotmail.com

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br
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A NOITE ESCURA DE MEME

*Rangel Alves da Costa

Que noite escura, hein Meme?! Que noite mais escura a sua, moça bonita. Tudo por causa de uma tristeza, de uma solidão, de um aperto no coração. Sei que é muita coisa Meme, mas sua noite não deveria ser assim. A lua entrando pela fresta da telha e você na maior escuridão. A lua entrando pelas vagas da velha janela e você no breu maior. Até a luz acesa - se acesa estivesse - não iluminaria sua noite. Tudo por causa de uma tristeza, de uma solidão, de um aperto no coração.
Os seus olhos estavam abertos. Com luz, portanto. Bastaria abrir mais a janela, mas você não abriu. Por que não acendeu a luz, por que não saiu à calçada, por que não chamou a lua inteira para juntinho do seu travesseiro. Meme, Meme, pelo amor de Deus! Lá fora e lá dentro do quarto as estrelas brilhando, poeiras luminosas do espaço dançando ao redor e você apagando toda a luz da existência. E tudo por causa de uma tristeza, de uma solidão, de um aperto no coração.
Meme, querida Meme, deixe-me contar uma coisa. Quando você era pequenina, sua babá até se admirava ao contar e cantar mil histórias infantilmente assombrosas e nada de lhe causar qualquer medo ou arrepios. Falava sobre o bicho-papão que vinha pegar criancinha que não dormisse. Falava sobre a bruxa má que ia entrar pela janela acaso você não dormisse logo. E você Meme, você nunca teve medo de nada, de absolutamente nada. Então, por que agora?
Então por que agora, querida Meme. Faça de conta que tudo não passa de um bicho-papão, de uma bruxa feia e malvada, de um cavalo de fogo que quer pular a janela para lhe pegar. Sei que você não teme nada disso. Então nada acontece por que você nada teme. Por que ficar assim por algo que pode ser esquecido com a luz que pode chamar para si. Há um mundo de luz ao seu redor, tudo querendo brilhar, mas não, pois preferindo a escuridão. E tudo por causa de uma tristeza, de uma solidão, de um aperto no coração. 
Sei que não é fácil Meme, nada é fácil assim de ser resolvido, querida Meme. Tristezas, solidões e apertos no coração, são dolorosos demais. E principalmente pelos motivos para que tudo esteja assim. Não quero falar sobre os motivos agora. Sei muito bem que minhas palavras podem causar aflições ainda maiores. E não quero que sofra ainda mais e chame para si ainda mais breu do que esse nome que lhe encobre a alma. Mas pense na luz. Pense numa saída, querida Meme.
A noite já se alonga e você continua assim. Torne essa escuridão em luz, querida Meme. Ainda que não houvesse a luz da fresta, ainda que não houvesse a luminosidade da lua que entra por todo lugar, ainda que estas estrelas e estas poeiras de astros não estivessem sobre sua cama, ainda assim seria possível fazer fulgurar na mente a luz possível de se avistar uma saída. Mas você insiste em sofrer, em padecer, em se martirizar. Faça isso não, querida Meme. Espante essa escuridão. Acena a luz, acenda a luz.
Eu não queria falar sobre isso, mas tenho que dizer. Dizer sobre os motivos de sua tristeza, de sua solidão e do seu aperto no coração, tudo o que faz que sua noite seja assim de tanta e tamanha escuridão. Pois bem. Sua tristeza não é por que terminou o namoro. Sua solidão não é por que foi abandonada pelo namorado. Seu aperto no coração não é por que tudo isso aconteceu sem você desejar. Não. Pelo contrário.
Meme, Meme, difícil demais de acreditar no que vou dizer. Você está assim por que está amando, namorando. Mas você queria amar, namorar, ser feliz ao lado de um jovem bom. O problema é que namorando você acha que afastou de si a criança a criança que ainda vive em você. Você acha que namorando já não é mais aquela menina que gosta de brincar de boneca e falar com borboletas e passarinhos. Você imagina que perdeu sua infância, sua meninice, sua inocência mais bela.
Fique assim não, querida Meme. Feche os olhos e adormeça. Mesmo amando, mesmo namorando, sua criança ainda está em você. E tanto assim que no sonho surgirá uma menina brincando de soprar bolinhas de sabão. É você Meme. É você e sua luz no mundo!

Escritor
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ANIVERSÁRIO NATALÍCIO DE ADERALDO LUCIANO E O ROMANCE DO TOURO CONTRACORDEL

Por Aderaldo Luciano

No dia do meu aniversário, hoje, 16 de agosto, a transportadora trouxe-me o Romance Do Touro Contracordel. 


Um poema no qual vim trabalhando desde 2015, durante o giro da oficina Uma Vida Igual Para Todos No Compasso Do Cordel por 10 capitais brasileiras com Beto Brito e Oliveira de Panelas, bardos a quem dedico o impresso e agradeço a amizade, o aprendizado, a energia, a fé na estrada que escolhemos, a despeito dos percalços. 


O agradecimento vai além e abraça lá em Juazeiro da Bahia o talentosíssimo Leonardo De Farias Leal, muito mais que poeta, alma linda e furiosa, ilustrador. 


O querido Josue Gonçalves De Araujo Do Cordel que varou as noites e os dias na diagramação suportando com paciência minhas loucuras e destemperos. O amigo de todas as horas, o irmão valioso e guardião dos versos: Varneci Nascimento


O quadrinista premiado Allan Alex, cujo desenho de capa deu vida ao touro incansável, poema do traço. Analice Pereira, que viu o poema iniciar e, fio fino de água claudicante, tentar caminhar sozinho. Uma tristeza invadiu-me desde sábado, dia 12, pela madrugada. 


Hoje a bruma está se dissipando. E o Touro ruge no terreiro.


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PEDRO JEREMIAS

Por Efigênio Moura

Amigos,

o cangaço é fascinante, pelo que o homem fez dele e pelo que ele próprio fez na vida do nordestino, em especial. Escrever sobre cangaço, mesmo sendo ficção é desafiador e provocador, mas não sabia que seria tão fascinante.

Quando criei no meu juízo a peleja de Pedro Jeremias, um cangaceiro que nunca existiu, mas que esteve perto de Angico, ao lado de Corisco e inicia uma saga para entregar as suas armas in riba da cova de Padre Cicero, fiz zilhões de pesquisas, li livros que diziam sim e não mas nunca talvez. Faltava um norte, foi quando encontrei esse grupo e pelas mãos calmas e objetivas de Geziel Moura (que nunca me deixou com sede) e da professora Noádia, consegui me aprofundar no âmago daquele meio de vida. O livro virou uma trilogia, O primeiro volume estará à venda somente em novembro, onde eu pretendo fazer um lançamento em cada cidade citada como capitulo.


O primeiro livro chama-se PEDRO JEREMIAS.

Além do Historiografia do Cangaço, Blog do Mendes, e Cariri Cangaço foram sites especializados que me ajudaram na ficção.

Em forma de agradecimento ao grupo e a todos, apresento em primeira mão, a capa final do livro.

Obrigado a todos, 

Continuarei por aqui, careço de mais saber. Tem mais dois livros se aprontando...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1785291788166112&set=gm.1815924522053384&type=3&theater

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TEN. POMPEU FALA DA MORTE DE VIRGÍNIO, CUNHADO DE LAMPIÃO

https://www.youtube.com/watch?v=eAICazTQI88

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POETA CAIO CÉSAR MUNIZ É ELEITO PRESIDENTE DA ACADEMIA IRACEMENSE DE LETRAS E ARTES.

 Por: Stenio Urbano
Caio César Muniz

Prestes a completar uma década de existência em novembro próximo, a Academia Iracemense de Letras e Artes (AILA), elegeu e empossou na noite desta terça-feira (15) o poeta e jornalista Caio César Muniz para conduzir a sua diretoria para o quadriênio 2017/1021.

O poeta tem como uma das suas principais missões, realizar os registros cartoriais tanto do estatuto da Academia quanto de suas atas, colocando-a, assim, apta a pleitear recursos públicos e concorrer a editais de culturas estaduais e nacionais.

Caio fez sua carreira literária em Mossoró, onde reside desde 1992. É um dos fundadores da POEMA – Poetas e Prosadores de Mossoró e foi seu presidente em duas oportunidades. Foi editor da Coleção Mossoroense e editor de cultura do jornal O Mossoroense. Na Fundação foi responsável pela elaboração e aprovação de projetos importantes, como o Rota Batida, com quatro edições e o Acervo Virtual Oswaldo Lamartine, atualmente desativado.

“Espero poder levar esta experiência com projetos e editais para a Academia e conseguir fazê-la cumprir a sua missão, que é resgatar a cultura da minha cidade”, comentou o escritor.

Em sua trajetória, Caio publicou três livros de poesia e um de crônica, além de outros trabalhos de cunho histórico em parceria com o escritor e editor Vingt-un Rosado. 

Na assembleia desta terça, deliberou-se ainda que no dia 17 de novembro a AILA realizará uma festa alusiva aos seus dez anos, além de instituir a Comenda do Mérito Cultural Jayme Enézio de Macêdo, que será entregue à família do homenageado e aos primeiros ocupantes de cadeiras da instituição.

ABAIXO A RELAÇÃO DA NOVA DIRETORIA DA AILA


Presidente: Francisco Caio César Urbano Muniz

Vice-Presidente: José Uilson Magalhães
1º Secretário: Cícero Benigno Almeida Neto 
2º Secretário: Manoel Nyraldo Magalhães Neto
1º Tesoureiro: Júlia de Queiroz Costa
2º Tesoureiro: Maria Itaécia Filgueira Meneses

Diretor Cultural: Jânio Charle da Silva
Diretor de Patrimônio: Valdeci

Conselho:

Maria Necy Magalhães Grangeiro
Maria da Luz Pinheiro Goiana 
Maria das Lágrimas Jetten (Luduína)
Lúcia de Fátima Magalhães Gomes Pinheiro
Luis Jairon Moraes Cavalcante

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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HOMENAGEM

Por Benedito Vasconcelos Mendes
Benedito Vasconcelos Mendes e sua esposa Suzana Goretti

Amigo José Mendes, venha ser homenageado por ocasião da XIII Jornada Cultural do Museu do Sertão.

L  E  M  B  R  E  T  E 

Amigo, lembre-se que no dia 26 próximo (26-8-2017) você tem um compromisso em Mossoró. Você vai ser homenageado na XIII Jornada Cultural do Museu do Sertão .

Um abraço, Benedito Vasconcelos Mendes.

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ENTRE LAMPIÃO E PADRE CICERO

CONTROVERSO
Benjamin Abrahão em 1923, já morador da casa do "Padim", elegância bancada com dinheiro dos fiéis;

Biografia conta a incrível trajetória de Benjamin Abrahão o imigrante sírio que se apresentava como jornalista e fotógrafo, foi secretário do religioso e se infiltrou no bando do cangaceiro.

Dono de uma trajetória curta, mas cheia de lances inacreditáveis, o imigrante sírio Benjamin Abrahão, que desembarcou no Recife na primeira década do século passado e morreu em 1938, aos 37 anos, acaba de ganhar uma biografia que faz jus ao seu espírito aventureiro, corajoso e controverso. 

INÉDITO
Livro revela o conteúdo da caderneta de campo de Abrahão e traz entrevista com Luiz Carlos Prestes

O livro chama-se “Benjamin Abrahão – entre Anjos e Cangaceiros” (Escrituras), foi escrito pelo historiador e especialista em cangaço Frederico Pernambucano de Mello, 

Frederico Pernambucano de Melo

e mostra como Abrahão acompanhou as demonstrações de fé e religiosidade que moviam os devotos do padre Cícero, no Ceará, e a violência e o banditismo praticados pelo grupo de Lampião. Dá o devido status a esse personagem que viveu na intimidade dois movimentos populares mais importantes do País.

Padre Cícero Romão Batista era filho da cidade de Crato no Estado do Ceará, mas radicado em Juazeiro do Norte também no mesmo Estado.

Entre os muitos documentos investigados por Mello estão as cadernetas pessoais do retratado, escritas em português e em árabe. Elas foram traduzidas durante três anos com a ajuda de dois professores de árabe e revelam a astúcia de Abrahão. Enquanto amenidades eram anotadas em português, as informações importantes eram escritas em árabe, como registros dos embates com a Coluna Prestes – Lampião havia oferecido seus serviços ao governo para ajudar a combater o avanço comunista no Nordeste. 

NO SERTÃO
O fotógrafo com Maria Bonita e Lampião, em 1936: documentário proibido pelo Estado Novo

Acostumado ao clima de conflitos, Abrahão chegou ao Brasil fugido do alistamento militar obrigatório na Síria durante a Primeira Guerra Mundial. Trazia no bolso uma duvidosa carteira de jornalista. Chegando, trabalhou com os tios como representante comercial e, numa viagem ao sertão, conheceu o padre Cícero. Contou ao religioso que havia nascido em Belém e, portanto, era “conterrâneo de Jesus”. Impressionado, o padre o nomeou secretário particular.


Abrahão aproveitou a fé que movia as pessoas até o santuário e resolveu fazer dinheiro. Quando padre Cícero morreu, passou a vender mechas do cabelo do religioso. A farsa foi logo descoberta, já que o homem santo não tinha tanto cabelo. Sua aproximação de Lampião se deu em 1936, ao encontrá-lo em Juazeiro. De olho no furo, ele tentou registrar as ações do bando. 

Conseguiu uma câmera e fez um documentário nunca exibido porque foi proibido pelo Estado Novo. O cangaceiro tornou público seu apreço por Abrahão ao reconhecer a qualidade do filme, declarando que jamais consentiria que outra pessoa fizesse tal registro de suas atividades. O que permanece sem explicação na vida desse misto de curioso e oportunista é a sua morte. Ele foi vítima de 42 punhaladas, não se sabe se motivadas por vingança amorosa ou política.

http://istoe.com.br/270461_ENTRE+LAMPIAO+E+PADRE+CICERO/

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