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terça-feira, 23 de agosto de 2016

CASA DA CULTURA PROMOVE LANÇAMENTO DA REVISTA HISTÓRICA SOBRE A HISTÓRIA DE PAULO AFONSO - AUTORIA DE ANTONIO GALDINO... www.joaodesousalima.blogspot.com

Por João de Sousa Lima

Nesta terça feira, dia 30 de agosto de 2016, a CASA DA CULTURA promove o lançamento da Revista Histórica de Paulo Afonso, de autoria de Antonio Galdino. O lançamento será as 19 hrs. A
 revista custará R$ 10,00


APAREÇAM... DIVULGUEM...

João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC - Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço.

Telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501 
E-mail: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

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ASCRIM/PRESIDÊNCIA – ATO PRESIDÊNCIA Nº 07/2016


MOSSORÓ(RN), 21 DE AGOSTO DE 2016,

A ESPECIAL ATENÇÃO DOS SENHORES DIRETORES EXECUTIVOS:  

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, Presidente da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM.-MILTON MARQUES MEDEIROS, Vice-Presidente da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM, -ANTONIO CLAUDER ALVES ARCANJO,  1º Secretário da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM,-ELDER HERONILDES DA SILVA, Diretor de Comunicação e Relações Diplomáticas da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM-ANTONIO FRANCISCO TEIXEIRA DE MELO, Diretor de Acervos da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM,-MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO, Diretora de Assuntos Artísticos da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM,-TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO, Diretora Interina de Cerimonial  e de Eventos da DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM,

ASCRIM/ATO PRESIDENCIAL Nº 007/2016

I. Na qualidade de Presidente da ASCRIM, conforme me faculta a alínea “a”, do § único do Art. 36, do estatuto, Albergado no item 1, inciso I do art. 35 e alínea “a”, item 2 do inciso VI, combinado com parágrafo único, todos do estatuto da ASCRIM, DETERMINA:

1 CONSOANTE CONSIGNAÇÃO PRESIDENCIAL, REGISTRADA NA ATA DE CRIAÇÃO DO FORUM PERMANENTE HISTORIOGRAFIA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-FOPHPM,  ATIVIDADE DO PROJETO QUINTANAS LITERÁRIAS DA ASCRIM, NA REUNIÃO DO DIA 14.07.2016, TENDO EM VISTA NORMA ESTATUTÁRIA PARA OFICIALIZAR O FUNCIONAMENTO DE COMISSÕES NA ASCRIM, VALIDA ATRAVÉS DESTE ATO PRESIDENCIAL A INSTALAÇÃO DO FOPHPM E A CRIAÇÃO DA COMISSÃO DO FORUM PERMANENTE HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-COFOPHPM, COMPOSTA DOS SEGUINTES *INTEGRANTES:

BENEDITO VASCONCELOS MENDES
ELDER HERONILDES DA SILVA
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
GERALDO MAIA DO NASCIMENTO
JOSÉ ROMERO CARDOSO DE ARAÚJO
LUDIMILLA CARVALHO SERAFIM DE OLIVEIRA
MILTON MARQUES MEDEIROS
RICARDO LOPES
TANIAMÁ VIEIRA BARRETO DA SILVA
WILSON BEZERRA DE MOURA

II. Desta forma, amparado no mesmo supedâneo, caput do item 1 deste, por ser norma conceituada no estatuto, convoco o especial pronunciamento da DIRETORIA EXECUTIVA para “AD REFERENDUM”, NO PRAZO DE DEZ (10) DIAS CORRIDOS,A CONTAR DA DATA DO RECEBIMENTO DESTE, MANIFESTANDO-SE ATRAVÉS DE VOTO FAVORÁVEL OU DE VETO, através de email, OBSERVANDO-SE QUE AS DECISÕES REFERENTE O PRESENTE ATO, COM EFEITOS RETROATIVOS A DATA 14.08.2016, ESTÁ PRECEITUADO NO ESTATUTO DA ASCRIM.

NESTES TERMOS, REGISTRE-SE, DETERMINE-SE E CUMPRA-SE
MOSSORÓ(RN  21 DE AGOSTO DE 2016
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
PRESIDENTE DA ASCRIM

C/CÓPIA PARA TODOS DIRETORES EXECUTIVOS DA ASCRIM
C/CÓPIA PARA TODOS INTEGRANTES DA COFOPHPM
*NA ORDEM ALFABÉTICA

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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SEGUNDO DANIEL MOURA DONA NETINHA SOBRINHA DE LAMPIÃO ESTÁ BEM!

Por Daniel Moura
Da direita para esquerda: eu, Daniel Moura, tia Netinha, filha dela (minha prima) e minha mãe.

Daniel Moura bisneto de dona Anália Ferreira irmã de Lampião nos deu notícia sobre a saúde de dona Netinha, filha de Anália Ferreira.

IDENTIDADES: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira (tio); 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 - ZÉ DANDÃO, agregado da família. SENTADOS, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11- Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 - Maria Mocinha, ou Maria Queiroz, irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião. Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: LEVINO, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E VIRTUOSA, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida.

Olá José Mendes, estive em Fortaleza no mês passado, e visitei os meus parentes, inclusive essa minha tia avó. 

Tiramos uma foto dessa nossa visita e segue em anexo, ela está bem, porém, um pouco fraca por causa da idade que é normal. 

Todos os filhos dela moram lá, e amei conhecer esses meus primos...

Grande abraço, meu caro!

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A MISSA PELOS 90 ANOS DO MAIOR MASSACRE DA HISTÓRIA DO CANGAÇO

Por Rostand Medeiros

No próximo sábado, dia 27 de agosto de 2016, ás 15:30 será celebrada no local histórico dos acontecimentos uma missa na propriedade Tapera dos Gilo, Na zona rural do município de Floresta, Pernambuco.

Cemitério onde descansam eternamente os membros da família Gilo massacrados por Lampião em 1926.

É antes de tudo uma missa para honrar os que tombaram diante dos cangaceiros de Lampião no maior massacre da história do Cangaço.

Mas como ocorreu este episódio?

Próximo a cidade pernambucana de Floresta existe uma antiga propriedade rural conhecida como Tapera dos Gilo. Uma fazenda normal, até mesmo comum diante das muitas existentes na região sertaneja nordestina. Mas coube ao destino que neste local ocorresse em 1926 um dos mais cruéis ataques de cangaceiros a famílias na história deste movimento.

Jornal da época comentado o episódio

Segundo nós conta o nobre escritor João de Souza Lima, em dezembro de 1925 o senhor Gilo Donato do Nascimento descobriu que doze burros de sua propriedade tinham desaparecido. Então Manoel Gilo, filho mais velho de Gilo Donato, junto com outras pessoas, seguiu a pista dos animais até encontrá-los a quase 400 quilômetros de distância, em Lavras de Mangabeira, no Ceará.

Os animais, valiosos nas propriedades rurais do sertão do passado, estavam na posse do coronel Raimundo Augusto, que havia comprado as alimárias de Horácio Grande.

Lampião o Rei do Cangaço.

Horácio Grande foi processado e preso por esse roubo e em consequência disso jurou matar Gilo Donato e seu filho.

E não ficou só na promessa. Tempos depois Horácio realizou um frustrado ataque a residência de Gilo, onde saiu baleado e perdeu o comparsa apelidado de Brasa Viva. Diante da situação, do poder de fogo e valentia da família Gilo, Horácio Grande entrou no bando de Lampião desejoso de perpetrar sua vingança.

O escritor Marcos Antonio de Sá explica como se deu o ataque da Tapera dos Gilo.

Através de sua irmã e de sua esposa, Horácio as orientou para que produzissem cartas falsas, aparentemente escritas por Gilo Donato, afrontando severamente o “Rei do Cangaço”. Quem já leu qualquer texto sobre a vida de Lampião sabe que ele era muito rancoroso com aqueles que lhe traiam e lhe difamavam. Onde sempre o castigo para estes faltosos era a morte, normalmente das formas mais cruéis.

No dia 26 de agosto de 1926, uma quinta feira, às quatro horas da manhã, Lampião com um grupo em torno de 120 cangaceiros, atacou a fazenda Tapera.

Marcos Antonio de Sá mostra uma antigas estaca de uma das casas atacadas e destruídas pelos cangaceiros no ataque a Tapera dos Gilo.

Um longo tiroteio rompeu o silêncio do local. Por horas as pessoas da vizinha Floresta ouviram os tiros ecoando. O capitão Antônio Muniz de Farias, comandante das forças volantes que estavam na cidade, não mostrou coragem pra ir lutar contra os cangaceiros e defender a desesperada família Gilo. 

Quando a casa da sede se encontrava quase totalmente destruída devido aos milhares de balaços recebidos e vários mortos banhavam de sangue seus compartimentos, Lampião comandou a invasão da residência.

Região da Tapera dos Gilo.

Manoel Gilo foi capturado ainda vivo, estando morto seu pai Gilo Donato, o irmão Evaristo, o cunhado Joaquim Damião e Ângelo de Rufina. Na estrada ficaram mortos Permino, Henrique (casado com uma irmã de Gilo), Zé Pedro, Ernesto (da fazenda São Pedro), Janjão, Alexandre Ciríaco (morto quando tentava defender os Gilos e que tinha vindo da fazenda São Pedro), Pedro Alexandre (na Barra do Silva).

A volante do sargento Manoel Neto, um dos mais ferozes perseguidores de Lampião, foi tentar salvar a família Gilo daquele massacre. Mesmo este militar estando baleado e com poucos homens sob seu comando, Neto contrariou as ordens do capitão Muniz e foi se bater com os cangaceiros de Lampião no Campo da Honra.

Djanilson Pedro, neto de Cassimiro Gilo, no local onde tombou o soldado João Ferreira de Paula, da volante de Manoel Neto (A quixabeira do soldado).

Como resultado a volante perdeu o soldado João Ferreira de Paula, que tombou morto embaixo de uma quixabeira, hoje conhecida como “Quixabeira do soldado”. Já tendo perdido um dos seus comandados e como a quantidade de cangaceiros era muito superior ao grupo de policiais, o valente e famoso “Mané Neto” não teve alternativa se não comandar uma retirada. 

Ao final do tiroteio, Lampião então extremamente enfurecido, pegou o sobrevivente Manoel Gilo e perguntou o porquê dos seus familiares enviarem as cartas ofensivas e este então respondeu que eles eram analfabetos e não sabiam escrever. Neste momento, diante da surpresa geral, Horácio Grande pegou a sua pistola e atirou na cabeça do inimigo, matando Manoel Gilo. Só ai Lampião percebeu a trama que Horácio o havia colocado.

Percorrendo as trilhas do combate.

O Rei do Cangaço o expulsou na hora do seu bando e consta que lamentou a perda de tantos valentes sertanejos a troco de uma mentira. O escritor João de Souza Lima aponta corretamente em sua publicação na Internet que este foi um “arrependimento tardio” (Ver – http://cariricangaco.blogspot.com.br/2015/04/fazenda-tapera-de-manel-gilo-por-joao.html).

Daquele cruel morticínio pereceram entre familiares dos Gilo e seus amigos, além do soldado da volante de Manoel Neto, um total de treze pessoas. Consta que os cangaceiros perderam quatro de seus homens.

Da família só escapou o jovem Cassimiro Gilo, então com 15 anos de idade, que havia ido comprar açúcar e rapadura no Ceará.

Em Floresta estivemos juntos dos maravilhosos amigos (da esq. para dir.) Cristiano Luiz Feitosa Ferraz, Djanilson Pedro e Marcos Antonio de Sá, o conhecido como “Marcos De Carmelita”.

Recentemente, junto com o artista plástico Sérgio Azol, e através do bondoso acolhimento na cidade de Floresta dos amigos escritores Marcos Antonio de Sá, conhecido como “Marcos De Carmelita”, e Cristiano Luiz Feitosa Ferraz, tive a grata oportunidade de conhecer a propriedade Tapera dos Gilo. Além de percorrer os locais do combate, tive a oportunidade de apertar a mão da Senhora Djalmira Maria de Sá, a Dona Dejinha, e seu filho Djanilson Pedro, o “Pané”. Em nossos diálogos fiquei impressionado como eles narram com extrema clareza e emoção os fatos transmitidos por Cassimiro Gilo, mantendo viva a memória daquele dia extremamente cruel para sua família.

Os autores do interessante livro “As cruzes do Cangaço – Os fatos e personagens de Floresta – PE”, entregando um exemplar do seu trabalho aos descendentes da família Gilo, na fazenda Tapera dos Gilo, local do maior massacre da história do cangaço, fato extensamente narrado no livro.

Marcos Antonio de Sá e Cristiano Luiz Feitosa Ferraz lançaram recentemente o interessante livro “As cruzes do Cangaço – Os fatos e personagens de Floresta – PE”, onde esta trágica história é narrada com extrema grande riqueza de detalhes. Marcos e Cristiano são dois dos organizadores desta missa.


É inegável que a História do cangaço é uma das grandes referências da identidade dos nordestinos e constitui um elemento formador das formas de representação cultural da região, sendo atualmente extensamente utilizado como verdadeira marca do Nordeste.

Apesar de toda importância histórica deste movimento, alguns dos seus principais episódios se encontram praticamente esquecidos. Neste sentido eu acredito que este evento é uma maravilhosa ferramenta que muito vai ajudar a difundir em âmbito local, regional e nacional a verdadeira dimensão do Massacre da Tapera dos Gilo.

Além de homenagear e destacar os membros desta família que tombaram neste combate, esta missa certamente vai estimular a população da região a conhecer com maior profundidade os episódios envolvendo os fatos históricos ocorridos No dia 26 de agosto de 1926.

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros.

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


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A COR DA ROUPA DO CANGACEIRO


Pensa-se, ainda hoje, que os cangaceiros sempre usaram vestimentas que os ajudassem a esconderem-se nas brenhas das caatingas por onde passavam. E é, realmente, o que ocorreu, em determinada época, porém, não sendo uma rigorosidade constante esse uso de camuflagem de uma única cor.

Registros históricos nos dizem que em determinada fase, sim, usava-se uma roupa com a cor da terra do solo sertanejo. Estando imóvel, a pessoa que estivesse a usá-la, passaria despercebida por alguém que por perto passasse.


Estamos falando de um tecido, talvez o único naquele tempo, usado pelos componentes das hostis cangaceiras, o Kaki.

Após um determinado tempo, foi introduzido um tecido tão grosso e resistente quanto o Kaki, mas, puxando para o Azul.


O pesquisador Rubens Antonio, em uma importante matéria sobre esse fato, tira-nos essa dúvida, quando publica o resultado das suas pesquisas.

Vejamos então, o que o ilustre pesquisador nos revela:

“Um mergulho na documentação da época, aponta, finalmente, uma luz para o caso, sendo este o estado atual do conhecimento documental da época. Ambas cores foram usadas, conforme as conveniências e necessidades.” (http://cangaçonabahia.blogspot.com)


O pesquisador nos ‘fala’ sobre as duas cores, as quais foram usadas como vestimentas, não só dos cangaceiros, mas, também, pelo contingente das volantes. De princípio, nos mostra registros em Jornais da década de 1920, onde a predominância total é exclusividade do Kaki, roupa com tom amarronzado.

Da próxima década em diante e no início da seguinte, os registros nos mostram que, além do Kaki, é introduzido nas vestimentas, o tecido de cor azul.


“(...)As antigas vestes dos cangaceiros, em suas fases baianas, foram guardadas pelos auxiliares do professor Estácio de Lima, quando das suas prisões, no final da década de 1930 e início de 1940.

Mais tarde, estiveram expostas no Museu Estácio de Lima, no Instituto Lima Rodrigues(...).” (blog Ct.)


Aqui vemos o cuidado que as pessoas tiveram ao guardarem, preservando, toda a indumentária dos cangaceiros, pelo menos, na fase baiana, e na Fase terminal do cangaço, em suas ‘Entregas’.

“(...) O professor Lamartine de Andrade Lima, testemunha que eram todas bege - kaki.

O que parece ser a melhor referência a ser seguida, neste momento, é que

- para os momentos e as ações nas áreas de caatinga, o kaki era o registro dominante.

- para os momentos vividos em Alagoas e Sergipe, quando em matas de outras características, o azul emergiu como opção mais camufladora, muitas vezes superando o antigo padrão.


- para os momentos das ações na Bahia, predominantemente em áreas de caatinga, sempre o kaki permaneceu como o registro dominante, mesmo nos estertores com Cangaço.

E esta adaptação às matas de Sergipe e Alagoas, profundamente diferentes da caatinga do Raso da Catarina, também passou a ser seguida pelas volantes. Em jornal de 1933(...).” (blog Ct.)

Pois bem, após tão simbólica e instrutiva narração do grande pesquisador, chegamos à conclusão de que para certos, determinados, momentos foram usados roupas com cores diferentes, isso já pelas andanças do “Rei dos Cangaceiros” nas terras dos Estados de Alagoas, Sergipe e Bahia, depois de sua travessia concreta, final, das águas do “Velho Chico” em 1928. E por que não frisarmos, mais ainda, nos Estados de Sergipe e Bahia, pelo simples fato de haverem menos perseguição, ainda, por parte da Forção Pública, pelo menos no início do ‘estiramento’, ‘alongamento’, dos “tentáculos” cruéis de seu reinado sangrento, nas terras desses dois Estados da Federação.

Abaixo, os amigos verão imagens de recortes de jornais, das épocas, ‘pescadas’ no blog http://lampeaoaceso.blogspot.com do ilustre amigo pesquisador Kiko Monteiro, o qual, fez compartilhamento do blog do pesquisador soteropolitano.

Bons estudos.

Fotos https://tokdehistoria.com.br/
http://lampiãoaceso.blogspot.comcom
Revista Língua Portuguesa (dezembro/2011)

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O COMANDANTE OPTATO GUEIROS E A DISCIPLINA NA FORÇA VOLANTE DE PERNAMBUCO


Comandei verdadeiras feras. Tínhamos o direito, às vezes, de alistar civis sertanejos, que depois, apesar de serem efetivados como soldados, nada conheciam de disciplina, nem qualquer outra instrução a não ser o manejo do fuzil, para atirar. Uma tropa, composta dessa gente, naquele tempo, só não era o mesmo cangaceiro porque não consentia que matassem e furtassem, mas o desejo de fazer tudo isso alguns deles tinham.

A minha disciplina revelava-se na ordem direta da mentalidade de muitos deles. Quando brigavam, um com o outro, e apontavam as armas para se matarem, eu punha a bala na agulha e dizia: 

- O que ficar vivo, é o meu. E assim decidi muitos barulhos.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=925202554258356&set=gm.1292328567446925&type=3&theater

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MARINGÁ

Por Verneck Abrantes de Sousa

“Maria de Ingá era uma linda cabocla, retirante... Acossada pelo flagelo da seca partiu numa leva, a caminho de outras paragens, onde o céu fosse mais justo e a terra menos desditosa. Ela deixou um vazio enorme na alma saudosa e apaixonada dos pombalenses que ficaram”. 


A junção de Maria com Ingá deu formação à palavra Maringá, por exigência métrica de composição.

A GRAVAÇÃO: Composição de Joubert Carvalho, inspirada nas informações do pombalense Ruy Carneiro é considerada a mais expressiva das composições de Joubert de Carvalho, seu sucesso em rádio e disco foi tão grande que acabou por fornecer o nome a uma cidade do Estado da Paraná. A gravação original foi feita por Gastão Formenti em 13 de julho de 1932. 

Joubert Carvalho

A canção Maringá foi uma magistral inspiração poética, que homenageia, com exclusividade, a cidade de Pombal, na Paraíba. O poema diz respeito à seca no sertão nordestino, sua gente, a saudosa retirante que partiu deixando saudades, poeticamente transformada em uma belíssima canção que o povo pombalense tem no coração como verdadeiro hino, momento em que sempre é cantada quando ocorrem os grandes encontros dos filhos da terra. 

Joubert Gontijo de Carvalho: O autor da música, nasceu no dia 6 de março de 1900, na cidade de Uberaba, Minas Gerais. Joubert de Carvalho foi médico, excelente músico e também escritor. Faleceu em 20/09/1977.

Ruy Carneiro: O inspirador da música nasceu no dia 20 de agosto de 1901, em Pombal, foi Interventor Federal do Governo da Paraíba–1940 a 1945, Senador eleito em quarto mandatos consecutivos: Faleceu no dia 20/07/1977. O seu sepultamento foi acompanhado por mais de 50 mil pessoas, entoando a canção MARINGÁ.

UMA COINCIDÊNCIA: Quando se observa a data do falecimento do senador e do poeta, 20/07/77 e 20/09/77, respectivamente, verifica-se que, em um intervalo de dois meses, a canção Maringá ficou duplamente órfã; no entanto, essa canção, considerada o mais comovente hino à saudade do homem sertanejo, é, eternamente, uma lembrança no coração do povo pombalense e maringaense, graças a Ruy Carneiro e Joubert de Carvalho.

Verneck Abrantes. Engenheiro agrônomo. Historiador. Escritor. Funcionário da EMATER/PB. Natural de Pombal/PB.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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(REITORIA) CONVITE - SOLENIDADE DE COLAÇÃO DE GRAU - MEDICINA - 31/08/2016


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A RESPEITO DOS CABRAS DE LAMPIÃO PRESOS EM MACEIÓ...

Comentário do pesquisador do cangaço Antônio Corrêa Sobrinho 

A respeito dos “cabras” de Lampião presos em Maceió, disse o senhor Ary Pitombo, ao jornal O GLOBO o ex-secretário da Segurança de Alagoas:

“Quando assumi a Secretaria do Interior de Alagoas, em princípio de 1942, estavam recolhidos à Penitenciária do Estado, sem quaisquer formalidades legais, dez “cabras” do grupo de Lampião, dentre os quais: Vilanova, Santa Cruz, “25”, Cobra Verde, etc. Alguns deles haviam sido presos antes do combate de Angicos, no qual perdeu a vida o famoso bandoleiro, e outros apresentaram-se espontaneamente à polícia após o desaparecimento do chefe. Na prisão, ao contrário do que se esperava, esses homens se destacaram pelo bom comportamento e jamais deram trabalho à administração. E não exagero em dizer que eles eram apresentados como modelos no presídio da praça da Independência. Quando introduzi o serviço externo para os presos de bom comportamento, a fim de ambientá-los novamente na sociedade, os componentes do grupo de Lampião foram beneficiados e se adaptaram muito bem ao trabalho. Como não havia qualquer processo ou medida judicial contra eles, o governo do Estado fez uma exposição ao então ministro da Justiça, que mandou colocá-los em liberdade sob vigilância, o que se verificou.

E prossegue o ex-secretário alagoano:

- No intuito de encaminhar esses elementos para uma regeneração perfeita, o governo procurou empregá-los na capital do Estado, em diversos setores compatíveis com as suas tendências vocacionais. Uns foram para o fomento, outros para a viação e um deles, o “25”, que aprendera a ler e a contar na prisão, fez concurso para a guarda civil e é atualmente um dos bons elementos dessa corporação. Não acredito, pois, que eles voltem à vida do crime. E depois, meu amigo, aquela exposição das cabeças de Lampião, Maria Bonita, etc., quando não se justificasse sob o ponto de vista moral ou sentimental, teve grande efeito prático, servindo para evitar de uma vez por todas, que o banditismo ainda proliferasse em nossa terra, conclui o Sr. Ary Pitomba."

O GLOBO, 22/04/1946

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?fref=ts

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IMPRÓPRIA ALUSÃO A UM FENÔMENO – OS “NOVOS CANGACEIROS” SEM LIGAÇÃO COM O PASSADO

Por Sálvio Siqueira

Ação dos chamados “Novos Cangaceiros” no Mato Grosso.

Começa a alusão desmoronar no conceito propriamente dito – “O termo Cangaço é proveniente de canga, uma peça de madeira utilizada em pescoços de boi para transporte. Como os chamados cangaceiros tinham que carregar todos seus pertences junto ao corpo, deu-se o nome a partir da associação” – (Antônio Gasparetto Junior).

O cangaço foi um fenômeno social, caracterizado por atitudes violentas por parte dos cangaceiros. Não citarei motivos, pois cada um que dele fez parte teve suas razões, sendo ela qual tenha sido em qual das colunas, cangaceira ou volante, participou. Eles, em sua horda, andavam em bandos, armados, espalhando o medo pelo sertão nordestino.

Armas de grosso calibre do “Novo Cangaço” apreendidas pela polícia.

Promoviam saques a fazendas, atacavam caravanas, comboios e chegavam a sequestrar fazendeiros, políticos, militares para obtenção de resgates. Aqueles que respeitavam e acatavam as solicitações dos cangaceiros não sofriam, pelo contrário, eram muitas vezes ajudados.

Esta atitude, fez com que os cangaceiros fossem respeitados e até mesmo admirados por parte da população da época.

 A meu ver, não têm nada comparável a quadrilha hoje determinada de ‘Novos Cangaceiros’. Sendo uma alusão mal colocada. Comparação imprópria para os números do ibope televisivo e/ou escrito. A imprensa, principalmente a brasileira, vive disso, manchetes para ter saída e/ou audiência. Ibope, pois mesmo em tempos idos, os atos dos legítimos cangaceiros eram distorcidos, assim como as ações das forças policiais combatentes.

Os verdadeiros cangaceiros.

Creio estarem sem inspiração criativa para manchetear dessa maneira uma quadrilha especializada, repito especializada, em caixas eletrônicos e agências bancárias.

Temos, nos entraves da história sertaneja, cangaceiro vingador, cangaceiro que falou diretamente com um Presidente da Nação, cangaceiros que tinha ligações com as mais diversas autoridades dos governos estaduais…

Temos pesquisadores, escritores e estudiosos que vivem a imaginar uma ‘musa inspiradora’ chamada Lídia…

Durvinha ao lado de seu grande amor: Virgínio.

Temos a simplicidade e boniteza de Durvinha, a vaidade e charme de Quitéria, a determinação e valentia da ‘Suçuarana’, a cangaceira Dadá, o amor de Rosinha e… etc.

Por outro lado, encontramos a assombrosa valentia de Manoel Neto, a determinação e companheirismo de Odilon Flor, o amor secreto de Zé de Rufina… Isso, junto aos mais variados postos de soldados, espeçadas, civis e… etc.. Todos envolvidos em uma única ‘direção’, todos com um só objetivo e uma só determinação…

Temos os versos, cantigas, sanfona, zabumba, triângulo, pandeiro e xaxado.

Temos no bioma, fazendo parte do fenômeno a batata do umbuzeiro, o xique xique, o mandacaru, a favela… 

Os coiteiros e suas famílias… suas maneiras infinitas e criativas para, de algum modo, levar e/ou trazer uma notícia, roupas, alimentos… etc... O sangue, a vingança, a traição… o amor…

Fonte – canalcienciascriminais.com.br

O medo, o sonho, a desilusão… a dor…

Aqueles que surgiram através do fenômeno, gerado das entranhas do coronelismo, não podem, em nada, serem comparados com essas quadrilhas atuais.

Possuíam uma vida nômade, viviam em movimento constante, indo de uma cidade para outra, porém, ao chegarem às cidades, muitas vezes, pediam recursos e ajuda aos moradores locais. Aos que se recusavam a ajudar o bando, então sobrava a violência. 

O fenômeno que inspirara trovadores, poetas, cordelistas, artistas plásticos…

Não senhores, tenham santa paciência, mas, nossa História, os senhores não furtarão.

O autor Sálvio Siqueira – Fonte – cariricangaco.blogspot.com

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

https://tokdehistoria.com.br/2016/08/19/impropria-alusao-a-um-fenomeno-os-novos-cangaceiros-sem-ligacao-com-o-passado/

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REGENERAM-SE NO PRESÍDIO OS COMPANHEIROS DE “LAMPIÃO”

Material do acervo do pesquisador do cangaço 

“Eles não podem ser encarados como verdadeiros delinquentes uma vez que não havia entre eles e a sociedade aquilo que se chama semelhança social, harmonia de compreensão de deveres. Para eles, a figura de “Lampião” não era somente de chefe, a quem obedeciam, mas, sobretudo representava um princípio de autoridade, e, em torno de certas determinações, eles sentiam a última extensão da influência do poder público.”


REGENERAM-SE NO PRESÍDIO
OS COMPANHEIROS DE “LAMPIÃO”

Dos dez que se encontram detidos, em Alagoas, sete já aprenderam a ler e a escrever, e todos se revelam obedientes e trabalhadores.

Os Remanescentes do Bando de “Lampião”

Lembramo-nos de que a penitenciária de Maceió haviam sido recolhidos os remanescentes do bando de “Lampião”.

- Que nos diz deles? – perguntamos ao nosso entrevistado.

- A sua pergunta vem a tempo. Agora mesmo encaminhei ao ministro da Justiça, por intermédio do interventor federal, uma exposição na qual estudo o aspecto jurídico e social da prisão, apresentando em linhas gerais o meu pensamento a respeito desses homens que se têm revelado no presídio trabalhadores obedientes e alguns até estudiosos. 



São dez os remanescentes e sete aprenderam a ler e escrever. Eu acho que o governo devia dar-lhes liberdade, localizando-os em pontos diferentes do Brasil, pois eles não podem ser encarados como verdadeiros delinquentes uma vez que não havia entre eles e a sociedade aquilo que se chama semelhança social, harmonia de compreensão de deveres. 


Para eles, a figura de “Lampião” não era somente de chefe, a quem obedeciam, mas, sobretudo representava um princípio de autoridade, e, em torno de certas determinações, eles sentiam a última extensão da influência do poder público. Logo, penso que podem regressar ao meio social os últimos homens do grupo de “Lampião”, embora vigiados e sendo dado a cada um uma profissão certa. Vejamos, como um exemplo, o motivo que levou essa gente para a estrada do crime. 

O escritor Sérgio Dantas e o cangaceiro Vinte e Cinco

José Alves de Matos, vulgo “Vinte e Cinco”, confessou que entrara no grupo fascinado pela roupa que usavam os seus homens, que ele conhecia de longa data, mas suas passagens pelo local onde morava, e onde nunca causaram males a pessoas, limitando-se a satisfazer suas necessidades de alimentação. (Os outros foram mais ou menos assim) “Vinte cinco é um rapaz de vinte e poucos anos, como todos os outros. Ingressou, portanto, ainda quase criança, no bando.

(Trecho da entrevista concedida pelo senhor José Romão de Castro, diretor da Penitenciária de Maceió)
O GLOBO – 07/01/1943

Imagens: 1. Os remanescentes do grupo de Lampião. Em duas fotografias ainda lembram, pela indumentária, e armas que ostentam, os inquietos dias do cangaço nos sertões do Nordeste. Os cabelos são longos, revoltos, falam de tumultos, e dão mais acentuada nota romântica à existência errante dos bandoleiros, que hoje já não possuem essas características “revolucionárias”, como se pode ver na terceira fotografia. Estão na Penitenciária de Maceió, são pacíficos e trabalhadores, e já aprenderam até a ler e escrever; 

2. Senhor José Romão de Castro, diretor da Penitenciária de Maceió.

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