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domingo, 18 de agosto de 2019

SERÁ QUE FOI FEITO O DNA DO CAPITÃO LAMPIÃO?

Por José Mendes Pereira

Um pesquisador do cangaço me falou certo dia através de e-mail que para ser feito a exumação de um cadáver que há anos está sepultado é preciso uma série de autorizações burocráticas. Interessante: Para isso é uma burocracia enorme e para quem mata, rouba, estupra nada precisa de tanta burocracia. O sujeito mata, faz tudo isso, vai preso e no outro dia está solto. 

Mas algo que venha servir para uma nação e até mesmo outras nações saberem a verdade sobre a morte de Lampião no Sergipe ou nas Minas não se pode mexer no cadáver que lá repousa como se fosse o cadáver de Lampião. Veja a seguir.

DNA PODE REVELAR MORTE DE LAMPIÃO EM 93
Por Willian França

ENVIADO ESPECIAL AO NORDESTE E A MINAS GERAIS

O juiz José Humberto da Silveira, da comarca de Arinos (MG), deve decidir nesta semana se autoriza a exumação de um corpo enterrado em Buritis (MG), cidade sob sua jurisdição. Motivo: pode ser o corpo de Lampião, o Rei do Cangaço.

O cadáver é de um fazendeiro que morreu em 93, de parada respiratória. Tinha 96 anos -mesma idade que teria Lampião, se vivo.


Para o fotógrafo mineiro José Geraldo Aguiar, 47, esse homem foi o verdadeiro Lampião. Aguiar levantou a história do fazendeiro e fez o pedido de exumação.


Com a exumação, será possível confrontar o DNA (código genético) do cadáver com o da única filha reconhecida de Lampião e Maria Bonita, Expedita Nunes, que mora hoje em Aracaju (SE).


Se a exumação for autorizada, deverá ser feita pelo IML (Instituto Médico Legal) de Brasília. Consultada pelo IML, Expedita concordou em fazer o exame.


Dez nomes


Há quatro anos e meio, Aguiar recolhe dados sobre um fazendeiro, dono de 300 hectares, que se instalou no início dos anos 50 na margem esquerda do rio São Francisco, na cidade que leva o mesmo nome do rio, em Minas Gerais.


Alguns fatos estranhos cercaram a vida do fazendeiro. Aguiar identificou pelo menos dez nomes diferentes usados por ele.


Tanto que o conheceu como João Lima, os amigos tratavam-no por Luís, na lápide do cemitério está escrito Antônio Teixeira Lima e na certidão de óbito consta o nome Antônio Maria da Conceição.


O fazendeiro morou em pelo menos 15 cidades diferentes com Maria Lima (supostamente Maria Bonita), em quatro Estados (Minas Gerais, Bahia, Alagoas e Goiás) -além de São Francisco, ele morou em Montes Claros, Irecê e Buritis, entre outros municípios. A tendência foi sempre morar às margens do rio São Francisco.


Com Maria Lima teve dez filhos, o mais velho hoje com 63 anos. Em uma viagem à Bahia, conheceu Severina Alves Moraes, a Firmina, com quem teve uma filha, hoje com 22 anos. Depois da morte de Maria Lima, o fazendeiro passou a morar com Firmina.


Segundo Aguiar, o fazendeiro temia represálias pelos crimes atribuídos a Lampião e, por isso, além de se esconder durante todo esse tempo, só autorizou que sua história fosse contada após sua morte.


Ainda segundo Aguiar, houve resistência de alguns filhos em revelar a sua biografia. Foi Firmina, com autorização de alguns filhos, quem passou uma procuração que dá amplos poderes ao fotógrafo.


A procuração inclui propriedade sobre a história do fazendeiro e até autorização para exumações.


Aguiar conheceu o fazendeiro casualmente, quando buscava testemunhas numa rua de São Francisco. Ele queria processar a prefeitura da cidade e precisava de depoimentos em seu favor.


"Pego de surpresa pelo meu pedido, assim à queima-roupa, na porta da sua casa, ele mostrou-se arredio. Não quis testemunhar. Contaram-me que ele tinha sido ligado ao cangaço e resolvi investigar. Quanto mais investigava, mais coincidências apareciam com a história do Lampião", contou o fotógrafo ao lembrar como conheceu o fazendeiro.


Aguiar tem documentos e depoimentos apontando evidências de que essa pessoa pode ter sido Virgolino (com "o", conforme certidão de nascimento obtida pela Folha) Ferreira da Silva, o Lampião.


"Ele costumava dizer: 'Homem que é homem não mente. Eu sou o verdadeiro Lampião. Homem nenhum conseguiu matar Lampião, e só Deus será capaz de me matar'." Segundo o fotógrafo, essa frase só foi dita depois de vários meses de conversa entre os dois.


"Ele era um homem muito sério, fechado. Nunca sorria. Falava pouco, com uma voz grossa que lembrava a de Mário Covas (governador de São Paulo)."


Olho direito


Segundo Aguiar, o fazendeiro tentava esconder o olho direito atrás de grossas lentes de óculos, muitas vezes estilhaçadas, e tinha a pálpebra direita caída.


No cangaço, Lampião sofreu um ferimento no mesmo olho quando jovem e lacrimejava constantemente, além de ter um defeito físico que impedia a abertura total da pálpebra.


O fotógrafo está concluindo um livro, "Lampião, o Invencível", com depoimentos de 45 pessoas, fotos e cópias de documentos.


Entre os documentos estão uma carteira de identidade e o registro, em um sindicato rural, que deu ao fazendeiro o direito de aposentar-se pelo extinto Funrural.


Os documentos têm assinaturas que serão usadas em exames grafotécnicos (há textos manuscritos de Lampião). Na foto da identidade do fazendeiro dá para ver, claramente, o problema do olho.


História


Virgolino Ferreira da Silva, segundo os livros de história, foi morto no dia 28 de julho de 1938 em emboscada na Grota (vale) do Angico, em Poço Redondo (SE) -às margens do rio São Francisco, divisa com Piranhas (AL).


Ele estaria junto com Maria Bonita e outros nove cangaceiros. Todos foram decapitados.


Segundo Aguiar, o suposto Lampião morreu com o nome de Antônio Maria da Conceição, em 3 de agosto de 1993, em Buritis (MG). Maria Bonita (oficialmente Maria Gomes de Oliveira), com o nome de Maria Teixeira Lima, teria morrido aos 70 anos, em 3 de agosto de 78, em Montes Claros (MG).

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LAMPIÃO MORTE E MISTÉRIO

Por Luiz Bento de Souza

Próximo aos 81 anos da morte do mais temido cangaceiro, Virgolino Ferreira da Silva (Lampião) em 28/07/1938 na Grota do Angico, Estado de Sergipe. 

Passados 81 anos, ainda continuamos o mesmo mistério. A morte de Lampião, a cada dia, vem se tornando motivo de maior polêmica na história do cangaço. Os mais estudiosos, historiadores e pesquisadores têm suas dúvidas em divulgar a natureza da morte de Lampião.


Pedro de Cândida chave fundamental de jogo de sete cabeças, foi assassinado. O mesmo havia responsabilizado o tenente João Bezerra por envenenamento.


Os canoeiros que fizeram a travessia das volantes, foram obrigados a retornarem às margens do rio. Para que se nada pudesse testemunhar. 

Os soldados volantes: compartilharam com o ataque simulante do contrário não seriam promovidos, nem faziam parte da divisão dos pertences dos cangaceiros (ouro, dinheiro, etc.)

Os cangaceiros sobreviventes da chacina, também foram induzidos na farsa simulante do ataque. Caso não compartilhassem com o suposto ataque, não receberiam seu indulto com pena reduzida.

Capitão João Bezerra

João Bezerra: expoente maior desse polêmico mistério. Era acusado pelas autoridades alagoanas em desvio de armas e munições do governo, com vendas clandestinas ao facínora cangaceiro Lampião. 

Em uma entrevista ao jornal alagoano, João Bezerra entrou em contradição em afirmar que, quando foi incumbido da missão de matar Lampião, o governo não estipulou a espécie de morte aplicada; claro, se estivesse que envenenar, envenenaria. Assim, poupava a vida minha e de seus soldados.

Afinal, como morreu Lampião? 

Dê sua sugestão: envenenamento ou bala ?

Escritor: Luis Bento de Sousa
(Lampião, figura controvérsia)

Adendo: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O escritor fala que o tenente João Bezerra entrou em contradição. Mas eu acho que não. Veja o que ele disse e com certeza disse porque foi questionado por alguém:

João Bezerra: - Claro, se estivesse que envenenar, envenenaria. Assim, poupava a vida minha e de meus soldados.

Ele usou "SE" e se usou "SE" não entrou em contradição, porque ele afirmou uma possibilidade, caso não desse certo de outra maneira. Esta é a minha opinião e não quer dizer que tem que ser válida.

Mas o trabalho do escritor é excelente. De bom tamanho. Legal!


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sábado, 17 de agosto de 2019

AS BOTIJAS DE LAMPIÃO NO RASO DA CATARINA

Por Raul Meneleu - Fonte de pesquisa no final da página

Lampião quando chegou na Bahia, não conhecia ainda o terreno e escondeu provisoriamente seu tesouro na serra do Tonã. 


Enterrou-o em um saco de couro e só mais tarde quando veio a conhecer melhor a região, esconderia definitivamente tal tesouro, no Raso da Catarina, provavelmente dinheiro em cédulas de maior valor*, adotando o mesmo sistema que usara no outro lado do rio São Francisco – botijas enterradas em pontos diferentes para maior segurança.


Segundo a crendice popular, a botija enterrada quando o dono morre, seu fantasma não encontra paz até ser encontrada e desenterrada. Os moradores da região do Raso da Catarina dizem que Lampião galopa constantemente em um cavalo branco, cantando “Mulher Rendeira” por trás dos serrotes, “aperreado” por algumas botijas encontrarem-se ainda enterradas, ele vagueia em noites de lua.


Ainda existe muita gente que sonha com as botijas de Lampião nesse árido e esquisito local. Mas se você for “picado” pela mosca da botija, e queira ir ao Raso da Catarina para encontrar e desenterrar esses tesouros escondidos, não deixe de contratar um guia local e levar muita água, pois a região é inóspita e ainda pode se deparar com os perigos de onças suçuarana e cobras cascavéis em seu caminho.

* Quando Lampião conheceu o Coronel Petronildo de Alcântara, poderoso fazendeiro conhecido por Coronel Petro, apresentado pelo vigário de Glória, o padre Emílio Moura Ferreira, o coronel ficou bastante assombrado com a quantidade de dinheiro que Lampião lhe mostrou, só notas graúdas, afirmando que tinha trazido para a Bahia três coisas: fome, nudez e dinheiro. Como Petro era homem ganancioso, convidou Lampião para investir em sociedade, na compra de fazendas. Lampião satisfeito, passou às suas mãos aquela dinheirama toda.

Fonte: Padre Frederico Bezerra Maciel em seu livro "Lampião, seu tempo e seu reinado" livro 4 A Campanha da Bahia.


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O HOMEM VIRGULINO FERREIRA (LAMPIÃO)

Por Raul Meneleu - Fonte no final da página

Quando Lampião à Bahia chegou, com muito dinheiro, iniciou negócios com  o coronel Petro, forte fazendeiro baiano que possuía mais de trinta fazendas na região e era chefe absoluto da política local e em entrevista arranjada pelo padre Emílio Moura Ferreira pároco da cidade de Glória, ficou muito satisfeito com Lampião e colocou à disposição dele sua fazenda Três Barras, perto de Patamuté, município de Curaçá, para passar o tempo que quisesse. Quase quatro meses de intensa atividade desenvolveu Lampião nessa fazenda.

Ali Lampião conquistou os habitantes das caatingas, fazendeiros e moradores, vaqueiros e agricultores, através do dom de sua simpatia, fala maneirosa, fineza de trato, cavalheirismo, "extrema bondade" — politica essa, inteligente e sagaz, de conquista da população, objetivo-base de sua Grande Guerra de guerrilhas.

Prodigalizou caridade para com os desafortunados e humildes, não lhes deixando faltar comida e ajudas pecuniárias. A todos atendia, com prontidão e solicitude, em casos de saúde: partos, estrepadas, mordidas de cobra... aplicando seus conhecimentos de medicina rústica e à base de raízes. Bom vaqueiro que tinha sido, era procurado para curar bicheira, pisadura no lombo, mal triste; extrair bezerro entalado... e por aí em diante, usando a medicina popular do sertanejo.

Dizia o vigário de Glória, padre Emílio Ferreira: — "Lampião era melhor conselheiro do que muitos vigários!" Recomposição de casais desajustados, desfazimento de inimizades, respeito e obediência dos filhos... uma infinidade de casos assim, que ele, atenta e pacientemente, ouvia e depois dava o conselho "certo e com toda a clareza e segurança". Não somente de “vigário-conselheiro” mas também de juiz que fazia as vezes. Todos os litígios lhe traziam, confiantes na certeza do julgamento sereno e da decisão justa: limites duvidosos de terras, traçados de cercados e travessões, direito às cacimbas de beber e de gado, uso comum de caldeirões, acordos entro parceiros para construção de barreiros e açudecos; indenização dos prejuízos nos roçados ocasionados pela miunça destruidora, prisão e expulsão dos ladrões de bode, solução das desonras pelo casamento imediato, repreensão aos trajes femininos contrários aos padrões da época, pagamento dos fiados nas lojas, bodegas e botequins, remuneração de salários justos aos trabalhadores alugados...  - Tudo isso confirmado pelo cangaceiro Zé Sereno, testemunha de tantos fatos: "Certo rapaz se queixou a Lampião que o dono da fazenda não queria pagar aos homens do eito. Lampião foi à  reuniu os trabalhadores e obrigou o fazendeiro a pagar. Na saída, disse-lhe Lampião que não queria saber que algum dos trabalhadores fosse mandado embora..."

Era assim. Lampião "Gostava das coisas justas e respeitava quem merecia respeito", testemunhou o cangaceiro Zé Sereno.

Via-se em Lampião o homem de muita fé, e religioso fervoroso. Todas as noites, antes das festanças, promovia rezas e novenas a vários santos. Não perdia sentinela de defunto, na qual exigia respeito. Suas frases prediletas e constantemente repetidas: "Querendo Deus!" e "Confie em Deus!".

Tomou-se a fazenda "centro de eternas festas". Inculcava Lampião a alegria de viver. Dizia: "A vida é curta. A gente precisa de distração boa!" Cocos, xaxados, baiões... Danças: quadrilhas, maxixe, e principalmente o xote... Contradanças: valsa, polca...

Desafios, repentes, violeiros, cantadores... Tudo isso dentro do respeito. Os contraventores eram advertidos ou expulsos. Pelo que, todo o mundo participava das festanças: coronéis, vaqueiros, roceiros, os rapazes e a meninada e as famílias...

Nas vaquejadas, e principalmente na pega de boi, revelava-se ele o vaqueiro exímio e famoso do Pajeú, tornando-se inigualável nos tabuleiros baianos.

"Como O HOMEM, não tem aqui, na Bahia, quem corra no mato. Só vendo para crer", dizia-se, a miúdo, naquela época: "Quem quiser dançar xaxado, Valsa lenta ou baião, Corra, venha apressado Pras festas de Lampião".

Sim, seu nome próprio, "Virgulino", e seu apelido de guerra, "Lampião", desapareceram diante das manifestações inequívocas de sua bondade e benemerências.

Ficou conhecido apenas como "O HOMEM!" E a palavra "homem" para o sertanejo sempre significou o máximo do elogio. Assim, todos proclamavam convictos e reconhecidos: — "O HOMEM é um justiceiro!" E até popularmente era canonizado:

- "O HOMEM' é um santo!"

A voz consagrante do povo era propalada pelos cantadores ao pinicar das violas bem ponteadas:

— "O SANTO LAMPIÃO Era um home bem devoto. O SANTO LAMPIÃO Era um home bem querido".

Apenas com diferença de área geográfica, tornou-se para toda aquela gente dos sertões baianos O MESMO QUE FORA O PADRE CÍCERO, no Juazeiro, para seus crentes. E qual o segredo desse fascínio irresistível e poder de conquista que Lampião possuía?

— “Só porque LAMPIÃO ERA BOM!" afirmou Manuel Gonçalves de Azevedo, cidadão probo, agente corretor aposentado da Companhia de Seguros São Paulo, e que conheceu pessoalmente Lampião.

Ainda, segundo ele, Lampião, "não era aquele de quem se dizia com exagero: mau, sanguinário..." Com a simpatia assim diplomaticamente conquistada dos sertanejos, foi fácil ao sagacíssimo Lampião a eficiente e perfeita organização da rede de coiteiros.

Era assim Lampião, de personalidade contraditória. Ao mesmo tempo, valente e covarde, frio e sentimental, calculista e violento. Comportava-se com excepcional bravura para, às vezes, depois de vencer e dominar o inimigo, sangrá-lo friamente.

Certa vez brigou com um cangaceiro do bando chamado Alazão e o expulsou do bando. O costume quando expulsava alguém do bando, era retirar-lhe os "arreios do cangaço" ou seja, armas, cartucheiras, munições e os enfeites que carregavam. Chamavam isso de "quebrar o orgulho do cabra".

Quando a ordem foi dada, Alazão dirigiu-se diretamente a Lampião dizendo: "Venha quebrar você mesmo se é homem, "seu" covarde!".

Um dos cabras, apontando-lhe a arma para lhe dar um tiro olhou para Lampião, aguardando um sinal para mata-lo e sem se alterar Lampião calmo ordenou ao cabra: "Baixe a arma! Deixe ele ir com "orgulho" e tudo. Um cabra como esse não se mata. Fica no mundo pra tirar raça de macho."

Era assim Virgulino Ferreira da Silva. Tinha rasgos de herói e saídas de poltrão. Inteligente e astucioso, era um homem de vocação perdida.

Já escrevi por aqui, se aquele talento cru fosse devidamente aproveitado, Lampião poderia ter sido, não simplesmente um bravo vaqueiro do Pajeú ou um amaldiçoado chefe de cangaço, mas poderia ter sido um poeta, músico e artista, qualidades que revelou em seus versos, tocando sanfona, confeccionando belos e artísticos objetos de couro.

Poderia ter sido um bispo católico, ou quem sabe um general brasileiro, pois em seus combates que travou, demonstrou acentuada capacidade de estrategista. Não foram poucas vezes em que empregou planos bem arquitetados e bem executados para enfrentar e desestruturar seus inimigos. Possuía tato e qualidades de comando. Era na verdade um estrategista nato.

Fontes:
Lampião e seus cabras - Luiz Luna
Lampião, seu tempo e seu reinado - Frederico Bezerra Maciel


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O CANGAÇO EM FOCO


Emily Bulhões bisneta dos cangaceiros Corisco e Dadá.


Valdeci Britto filha do tenente João Bezerra e dona Cyra Bezerra. João Bezerra foi o homem que pôs fim a vida do bandido mais famoso do Nordeste Brasileiro, o rei Lampião.


Fran filha do senhor Neco de Pautilha falecido recentemente.

Fonte: facebook
Página: Paulo George

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PASSARINHO: UM EX-CANGACEIRO DE LAMPIÃO

Por Eudes Donato

Marcos de Lima (Passarinho) nasceu em Santa Cruz, antes distrito de Triunfo-PE, em 22 de Setembro de 1903. Começou cedo no cangaço com idade de 16 anos em 1919, ainda no comando do cangaceiro Sinhô Pereira (Lampião ainda não havia formado o seu bando).
 
 Sinhô Pereira
 
Posteriormente, Sinhô Pereira confia entregar o comando a Lampião e vai embora para Goiás onde seus familiares tinham propriedades, isso mais ou menos por volta de 1921. Logo em seguida, são formados novos grupos de cangaceiros para dar sustentação ao grupo de Lampião. 
             
Passarinho entra num desses grupos comandado por Cícero Costa, ou Ciço Costa (um Paraibano) que agia na região de Conceição de Piancó PB. Eles e Ciço Costa participaram do bando de Lampião em várias ocasiões. Esse seu chefe imediato era um grande conhecedor de farmácia natural, o médico do bando.
 
Muitas pessoas acham que Passarinho conviveu diretamente com Lampião. Não, ele teve vários encontros com o rei do cangaço, inclusive participando de alguns ataques como na propriedade de José Trajano, localizada no município de Conceição PB, com o seu chefe tomando-l
he rifle e dinheiro em 06 de Julho de 1921.
 
Existiram dois Passarinhos no cangaço, por isso que algumas publicações citam: Passarinho l e Passarinho 2, (era costume quando algum morria ou era preso, se colocar o nome de outro que estava chegando e com semelhança ao mesmo, batizar de fulano l e fulano 2, e este Passarinho é claro e evidente foi o nº l.

Nessa vida tirana, Passarinho viveu 3 anos e 7 meses no cangaço, até quando foi preso em 24 de Dezembro de 1923. Foi recolhido a cadeia de Princesa e sendo condenado pelo júri local a 29 anos e 9 meses de prisão.

Fora preso e condenado por haver assassinado naquele ano, mais precisamente no dia 17 de Dezembro do corrente ano, num local chamado Caracol do município de Conceição do Piancó PB, Raimundo Nogueira a quem roubara-lhe sua roupa e algum dinheiro. Seis dias após o acontecido, o irmão de Raimundo surpreende Passarinho nas adjacências da povoação de Patos, município de Princesa.

Passarinho estava justamente com as roupas do seu irmão Raimundo, este saca de uma arma e atinge Passarinho. O seu companheiro Juriti, num vacilo de Raimundo, por trás dá-lhe uma pancada na cabeça e termina o ato dando-lhe várias facadas. Passarinho, ferido, entra na povoação gritando: - Acabam de matar um homem e me feriram também, (pra ver se enganava os soldados). Banhado de sangue dos ferimentos, recebe voz de prisão, não por obediência a lei, pois era valente, mas pelos disparos recebido.
 
Recebendo ameaças de morte é transferido para João Pessoa onde cumpriu 7 anos e 9 meses de prisão. Vem pra Campina Grande, depois Pocinhos (é quando conhece sua futura esposa dona Petronilha, mais conhecida por dona Pitu.

Casa-se em Campina Grande e vem morar em Areial, pois dona Pitu tinha familiares residindo aqui. Não teve filhos, mas criou um filho adotivo (Arinaldo) do qual ganhou três netos (uma mulher e dois homens).

Em Areial, viveu por mais de sessenta anos. Faleceu no dia 15 de Agosto de l998, aos 95 anos, e seus restos mortais estão no cemitério local. Sua esposa dona Petronilha Maria de Araújo, nasceu no dia 23 de Setembro de 1917 e faleceu em 19 de Agosto de 2004 em Areial, aos 86 anos e onze meses, e seu sepultamento também foi no cemitério local.
 
São vários livros e jornais que citam o nome ou fizeram manchete com o nome de Passarinho.

Trecho extraído do livro: "Passarinho: um ex-cangaceiro de Lampião em Areial" (ainda em acabamento de autoria do pesquisador, Eudes Donato).
 
 Eudes Donato

Eudes Donato é filho de Antônio Apolinário Gonçalves e Hilda Donato Gonçalves, Funcionário Público da Empresa de Correios e Telégrafos, pesquisador, colecionador de vários itens, como gibis antigos, discos de vinil, livros sobre o cangaço, e grande acervo esportivo. Colaborador em pesquisas para a revista Placar da Editora Abril, Revista da Esperança, livro sobre o América Futebol Clube da cidade de Esperança, etc.
 
Desculpem por alguma parte do texto. Para compreender melhor faço adendos:
 
              1º. Como a biografia está em grande resumo da história vamos adiantar apenas que existiram vários sub-grupos ao comando de Sinhô Pereira. Um desses sub-grupos era comandado por Ciço Costa, mas sempre cumprindo ordem de seu chefe Sinhô Pereira, do qual Passarinho também fazia parte, ora com Ciço, ora com Sinhô Pereira.
 
2º. Sinhô Pereira já conhecia a trajetória de Lampião e por isso lhe tinha muita confiança
 
3º. Sinhô Pereira ao deixar definitivamente o cangaço em 1922 (antes a pedido de Padre Cícero, deixou o cangaço), mas logo voltou atrás.
 
4º. No começo do ano de 1921 não havia cangaceiro nenhum com esse pseudônimo de Lampião. Surge o apelido em maio de 1921.
 
5º. No texto, falo "mais ou menos" Sinhô Pereira deixa o cangaço em 1921 (primeira vez). Na segunda vez, mais precisamente em Março de 1922 e imediatamente Virgulino Ferreira da Silva, já com a alcunha de Lampião, assume o cangaço no mesmo mês.

6º. O irmão de Raimundo era o boiadeiro Amaro Nogueira do qual vinha acompanhado de um comparsa.
 
7º. Passarinho ao ser surpreendido, estava acompanhado também do cangaceiro Juriti (este Juriti I, irmão do cangaceiro Batista, o outro Juriti II chamava-se João Soares, em outra época mais a frente).
 
8º. No encontro, Passarinho ainda estava com as vestes de Raimundo, irmão de Amaro.

9º. Amaro dispara três tiros em Passarinho o atingindo (Passarinho ao falecer em 1998 ainda continha uma bala alojada em seu corpo, proveniente deste acontecido).

10º. Juriti ao bater na cabeça de Amaro, este ao cair fica preso aos estribos da sela e Juriti saca do punhal e lhe desfere 36 punhaladas.

11º. O comparsa que estava com Amaro sai em disparada carreira e logo atrás Passarinho, mesmo ferido também corre e nesse momento usa sua astúcia e grita que era o indivíduo que tinha matado um homem e também ferido ele. Foi aí que se descobriu a farsa e Passarinho foi preso.

Pesquei em: Areial Virtual

Adendo Lampião Aceso:
Santa Cruz... da Baixa Verde.
Areial e Princesa... Isabel, ambas cidades da Paraíba.
  Web site: lampiaoaceso.blogspot.com/  Autor:   por Eudes Donato - lampiaoaceso.blogspot.com
 

Extraído do blog: "Cangaço em Foco"

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JOÃO DE SOUSA LIMA, PRESIDENTE DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DE PAULO AFONSO PARTICIPA DO 10 CARIRI CANGAÇO EM JUAZEIRO DO NORTE, CEARÁ

 João de Sousa Lima, Presidente do Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso participa do 10 Cariri Cangaço em Juazeiro do Norte, Ceará
Francisco José, Elane Marques, João de Sousa Lima e Manuel Severo






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MISSA DO CANGAÇO - NOS 81 ANOS DA MORTE DE LAMPIÃO E SEU BANDO.

Por João de Sousa Lima

Agora em 2019, mais precisamente no dia 28 de julho de 2019, completou 81 anos da morte de Lampião, Maria Bonita e parte do grupo, na Grota do Angico, em Poço Redondo, Sergipe.

Por mais de 20 anos fiz esse percurso e assisti a Missa no local. Dessa vez levei minha filha mais nova, a Letícia de Sousa Lima, que adorou a aventura. Descemos o rio na embarcação do experiente barqueiro "NITO".

Atracamos no restaurante Angico, que é a verdadeira rota por onde as volantes desceram. Assistimos um pouco da missa do Padre Agostinho. Depois seguimos até a Grota do Angico onde participamos da Missa.

E depois saboreamos um peixe no restaurante Angico, com os amigos Cacau, Lon, Jairo, Washington, Wescley e alunos do município.








































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