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segunda-feira, 29 de maio de 2017

LIVROS DO GERALDO MAIA DO NASCIMENTO


ATENÇÃO: Novo livro do cangaço publicado: 

AMANTES GUERREIRAS: A Presença da Mulher no Cangaço, de Geraldo Maia do Nascimento, Natal-RN: Editora do Sebo Vermelho, 2015, 132 páginas. O pesquisador do cangaço, Geraldo Maia do Nascimento, também conhecido por GMaia, nascido em Natal e radicado em Mossoró, relança o Livro: AMANTES GUERREIRAS:..., agora em 2ª Edição, com o conteúdo ampliado, ou seja, com 132 páginas. O Autor faz uma compilação de quase 100 nomes de cangaceiras. O livro pode ser adquirido com o Professor Francisco Pereira Lima, em Cajazeiras-PB ou no Sebo Vermelho, em Natal-RN. - Carlos Alberto

No dia 17 de Agosto o professor Pereira estará  com esse excelente livro à disposição dos amigos, ao preço de R$35,00 com frete incluso. 

Pedido: franpelima@bol.com.br


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MOSSORÓ NA TRILHA DA HISTÓRIA

ANOTAÇÕES


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TESTAMENTO JOSE TAVARES DE ARAÚJO. TESTAMENTO DO TRISAVÔ MATERNO DE JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO

Por José Romero de Araújo Cardoso

CARTÓRIO “CEL. JOÃO QUEIROGA”
Cel. José Fernandes, 529 – Centro
CNPJ 09.205.816/0001-26

EU, FRANCISCO NOBREGA QUEIROGA, Tabelião e Oficial do Registro de Imóveis desta Comarca de Pombal, Estado da Paraíba, na forma da lei, etc…

CERTIFICO que a requerimento verbal de pessoa interessada e para que produza os seus jurídicos e legais efeitos de que revendo os livros de Notas a cargos deste Cartório deles constam no Ano de 1894 – fls. 33 – O Testamento Público que é do teor seguinte: “Testamento publico feito pelo cidadão José Tavares de Araujo, como abaixo se declara. Saibam quantos este publico testamento virem que no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e noventa e quatro, aos dez dias do mez de Maio do dito anno, nesta cidade de Pombal, Estado da Parahyba do Norte em caza de residência do mesmo cidadão José Tavares de Araujo, a rua dos Prazeres, antiga do commercio desta mesma cidade de Pombal, onde eu José Gonçalo Trigueiro da Costa Tabelião Publico a chamado vim; sendo ahi presente o dito José Tavares de Araujo, pessoa de mim conhecida pelo próprio do que dou fé; e, achando-se doente mas em seu perfeito juízo e no gozo perfeito de suas faculdades intelectuais, segundo o meu parecer e oppinião unânimes das testemunhas prezentes e adiante nomeadas e no fim assignadas, por elle cidadão José Tavares Araujo, diante de todos foi dicto que de sua própria e livre vontade e sem menor constrangimento faz este testamento de modo seguinte: Primeiramente disse: que como Christão Catolico Apostolico Romano que seu corpo tanto que fallecer seja envolto em habito preto e sepultado no cimeterio desta cidade no xão ou catacumba de acordo com a oppinião dos de sua família, tendo missa de corpo prezente pelos Reverendissimos Parochos que existirem no lugar, no dia de seu fallecimento, não queria officio solene e somente interro simples, conforme o uso da terra e pessoa de sua qualidade. Disse: mais que queria que depois de sua morte fosse distribuidos cinqüenta mil réis de esmolas entre pessoas pobres; a saber: orphãos, viúvas, alejados e cegos. Disse mais que foi cazado em primeira nupicias no anno de mil oitocentos e setenta e sete na Povoação de Salgado Comarca de Tabayanna, deste Estado de cujo consórcios teve sete filhos, sendo que destes morrerão inteira idade, dois e cinco criarão-se e que são: Bellarmino Tavares de Araujo, Francisca Delfina de Araujo, Félix Tavares de Araujo, Francisco Tavares de Araujo e Tertuliano Tavares de Araujo, sendo que deste falleceu ultimamente o anno passado de nome Francisco Tavares de Araujo; Disse ainda que depois da morte de sua primeira mulher partilhou seus bens pelos meios judiciais no foro de Ingá, com seus cinco filhos sobreviventes acima declarados, sendo que nesse tempo só possuindo bens de raiz, coube a cada um filhos como legitima materna seos quinhões no sitio terra vermelha, conhecido por Maria Mello. Disse ainda que cazou-se em segunda nupicias com Dona Illuminata Maria da Conceição de cujo consorcio tem tido oito filhos, a saber: Umelinda, Cecilia, Alfredina, José Laurientino, Bellermina, Florentino e uma ultima ainda não batizada de nome Maria. Disse ainda que tem doado nas terças de sua terça os bens abaixo descriptos a todos os seus filhos quer do primeiro quer do segundo matrimônio, como passa a expor: a seo filho mais velho Bellarmino Tavares de Araujo uma vaca parida no ano anno de mil oitocentos e oitenta e um que com a produção da mesma possui hoje doze vacas paridas, reis e garrotes e um novilho, sendo dito gado permanesse já em seu poder, e divizado com sua própria marca; a sua filha Francisca Delfina de Araujo, cazada com Feliz Lucas da Silva, doou uma vaca parida e hoje possui cinco vacas paridas uma solteira, quatro garrotas, uma egoa parida de mulo e um poltro, permanecendo também dito gado em seu poder e divizado com sua própria marca; a seu filho Felix Tavares de Araujo pelo mesmo tempo doou uma vaca parida e uma egoa e hoje possui quatro vacas paridas, uma novilha e trez garrotes, dois cavalos e uma egoa parida de mulo. A seu filho Tertuliano Tavares de Araujo doou pelo mesmo tempo duas vacas paridas possui hoje, seis vacas paridas, trez solteiras, trez garrotes, uma novilhota, um burro-mulo e uma egoa parida de poltro. Disse ainda que seos primeiros dois filhos doados cada doou também, por sua vez uma egoa a cada um delles. Disse ainda que achando-se seos primeiros filhos doados todos de maior idade devizou com suas próprias marcas os bens acima descriptos e cada um delles está no uso e gozo e posse dos ditos bens. Disse ainda que dezejando estabelecer entre todos os seos filhos os princípios de boa justiça no direito de igualdade é seu dezêjo doar como de facto doa também nas forças de sua terça a seos filhos do segundo matrimonio e filhos de Dona Illuminatta Maria da Conceição uma vaca parida e uma egoa a cada delles e no cazo de não haver o números de egoas suficientes para prehencher o quinhão da cada um dos doados poderá ser substituida a egoa por uma vaca parida. Disse ainda que dos ditos seos filhos menores, filho do segundo matrimonio tem dádivas de padrinho, no poder dos mesmos padrinhos excepção feita somente a Laurentino que possui dois bois e uma garrota conhecidos pelos nomes próprios meo filho como dádiva de seu padrinho, mais no instante permanesse ditos bens com minha marca sem deviza alguma. Disse ainda que sendo commerciante e tendo compromissos a rezolver na praça de Pernambuco e se achando gravimente doente para prevenir letigios e fucturos, gastos com inventários complicados e mesmo das união dos membros de sua propria família, rezolveu vender seu estabelecimento comercial sita a rua do Giro, antiga Estreita desta cidade, como de facto vendido tem a seu filho Bellarmino Tavares de Araujo, que como o mais habilitado para o comercio e sempre filho obediente e fiel cumpridor de seos deveres, espera e confia sobre a todos os seos compromissos e desempenhará tão dificílima missão com aquella probidade e honradeis de que me tem dado subjas provas no decurso de todo tempo que tem gerido e administrado sito estabelecimento. Disse ainda que é devedor na Praça de Pernambuco da quantia de novecentos, setecentos e sete mil trezentos e cinqüenta réis a diversas firmas comerciais sendo aos Senhores Machado e Pereira; quatrocentos oitocentos e setenta e um mil cento e cinqüenta réis; aos Senhores Andrade Lopes de Companhia – dois contos; Quinhentos e seis mil e quinhentos réis; ao Senhores Manoel Collaço de Companhia oitocentos e sessenta e seis mil e quinhentos réis aos Senhores José Joaquim Alves de Companhia – quinhentos e vinte e trez mil quinhentos e oitenta réis ao Senhor Jose de José de Macêdo – cento e noventa mil réis, aos Senhores Lopes de Irmão – Trezentos e noventa e dois mil quatrocentos e oitenta réis aos Senhores Vianna Castro e Companhia – trezentos e cinquenta e sete mil, cento e quarenta réis, cujas parcellas todas sommão aquella quantia acima descripta. Disse ainda que tendo mandado dar balanço no seo estabelecimento e verificando se haver em mercadorias alli existentes a quantia de quatro contos quatrocentos e oitenta e seis mil e duzentos réis, inclusive trinta e seis arrobas de farinhas de trigo que permanesse em caza de minha residência; em dividas activas recebíveis a quantia de dois contos quinhentos noventa e quatro mil réis, cujas duas parcellas, sommando a quantia de sete contos e duzentos réis, entregarei ao dito meu filho a quantia de dois contos setecentos e oitenta e sete mil conto e cincoenta réis em oeda legal para saldo de meu debito da Praça acima expecificada ou na falta de dinheiro em algodão que se acha armazenado em minha caza para dito fim. Disse ainda que feito e com feito das mercadorias, devidas e da quantia que obrigo-me a entregar ao dito meu filho da quantia já referida e verificada sem mais tudo a quantia de novecentos, setecentos e sete mil trezentos e concoenta réis, da qual sou devedor a Praça de Pernambuco as firmas já especificadas, é minha vontade como de facto fica vendido o meu dito estabelecimento comercial já referido com todo activo a passivo já mencionado e descriptos, aos referido meu filho Bellarmino Tavares de Araujo que será obrigado a saldar e indenizar nos tempos pelo comercio convencionado e conforme istillo todas as contas da Praça acima descriptas. Disse ainda que pedia a todos os membros de sua família que de forma alguma isternasse ou procurasse deficultar a venda que por este fazia de seu estabelecimento comercial, ao dito seu filho – Bellarmino . Disse ainda que pedia ao mesmo seu filho Bellarmino que como filho mais velho e portanto chefe da família mantivesse para com todos seos irmãos a união e armonia tão necessárias as famílias e se acçociasse aquella que o seu juízo mais digno fosse de seus serviços e auxílios. Disse finalmente que rogava ao mesmo seu filho Bellarmino Tavares de Araujo ao Cidadão Menandro José da Cruz e Tenente Antonio Justino de Oliveira Filho, queiram, fazer a olsadia de serem seus testamenteiros e de sustentar em Juizo ou fosse della este seu testamento tal qual nelle se contem. E por este modo disse elle testador havia por feito sua ultima disposição que queria que vallessse como testamento ou codicillo, revogando por este testamento outro anteriormente feito. E depois de lhe ser lido por mim Tabelião Publico e por elle testador confirmado, assinou com as testemunhas, João Alves Feitosa. Silvestre Honório Rodrigues de Souza. Tenente Antonio da Silva Pereira e Antonio Carneiro de Mello e Jeronimo Francisco dos Santos que todos assignarão de que tudo dou fé. Eu, Gonçalo Trigueiro da Costa . Tabelião Público o escrevi e assinei em publico e razo do que uso e são as seguintes: Em testemunho o (sinal) da verdade. Gonçalo Trigueiro da Costa. José Tavares de Araujo. João Alves Feitoza. Silvestre Honório Rodrigues de Sousa. Antonio Silva Pereira. Antonio Carneiro de Mello. Jeronimo Francisco dos Santos”. Confere com o original; dou fé. Pombal (PB), 23 de Janeiro de 2012. O Oficial,


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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JUREMINHA, O CANGACEIRO QUE NUNCA EXISTIU

*Rangel Alves da Costa

Ainda hoje muito se conta sobre Jureminha, o cangaceiro que nunca existiu. Nunca existiu por acasos da vida, pois vivente naqueles sertões cangaceiros dos idos de 1920 em diante, quando os homens das caatingas já tomavam espaços pelos carrascais nordestinos. Ademais, vivendo numa região onde outra coisa não se falava senão da presença tanto do bando de Virgulino Ferreira, o Capitão Lampião, como das volantes, que eram as forças policiais nas suas investidas contra os cangaceiros.
A povoação onde Jureminha havia nascido era, por assim dizer, caminho de cangaceiros e volantes por excelência. Mata fechada por todos os lados, veredas quase impenetráveis, tufos de mato que davam para um bando inteiro se amoitar em repouso ou de tocaia para esperar inimigos. Além de ser um lugar onde qualquer cangaceiro era mais respeitado e querido que qualquer comandante de volante. Ante as atrocidades cometidas pela soldadesca, criava-se até ódio pela sua presença. Bastava a simples passagem da volante para algum mal ser cometido contra inocentes.
Já com a aproximação do bando cangaceiro era diferente. Ainda que muitos temessem perder a vida pela chegada daqueles homens surgidos do nada, assim num segundo, e por isso mesmo arribassem até de ceroulas pelas portas do mundo, a maioria até acolhia com agrados a Lampião e seus rebeldes matutos. Tanto assim que nenhum outro lugar deu tanto coiteiro ao bando como aquele em que vivia Jureminha. Mas coiteiro o cabra nunca quis ser, pois seu negócio mesmo era ser o mais valente do bando. Mas como, se Jureminha era o mais medroso de todos?
Mas pelo que dizia e espalhava aos quatro cantos, Jureminha tudo tinha para enveredar no cangaço, pois sempre se alardeando injustiçado, perseguido pelos poderosos, carregando nas costas a sina das desvalias. E também nascido numa povoação onde muitos de seus conhecidos já haviam partido rumo às lutas debaixo da lua e do sol. Mas como já dito, e a verdade seja repetida, um cabra medroso igual a Jureminha não levantava na mão sequer um estilingue ou uma baleadeira de acertar rabo de calango, muito menos um rifle ou qualquer arma potente.

O homem era tão medroso que bastava ouvir falar que o bando se aproximava que se metia debaixo da cama ou saía correndo pela mata adentro de bater o pé na bunda. Ainda assim se dizia valentão, o mais destemido dos sertanejos, e por isso mesmo nascido para não só ser cangaceiro como para tomar o lugar de Lampião quando este se cansasse da luta. E fazia planos e mais planos, de vez em quando até dizendo que ao se tornar líder do bando a primeira coisa a fazer era contratar uma cozinheira que soubesse fazer guisado de palma e de cabeça-de-frade.
O tempo foi passando e o futuro cangaceiro Jureminha nada de enveredar no cangaço. Quando o bando riscava por ali e sumia de vez, alguns imaginavam que daquela vez o amigo já havia se decidido. Mas não. Jureminha estava mesmo era escondido, tremendo feito vara verde, todo mijado na loca onde estivesse entocado. Depois aparecia dizendo que já havia acertado tudo, conversado com o próprio Lampião e que da próxima vez daria seu adeus ao lugar. Depois disso somente sua fama chegaria naqueles recantos.
Mas um dia, enquanto lorotava debaixo de pé de pau sobre suas estratégias logo que se tornasse cangaceiro, eis que Jureminha ouviu uma inesperada notícia: Lampião e parte de seu bando haviam morrido. Alentado por dentro, mas esbravejante por fora, o homem levantou a voz raivoso, parecendo que queria acabar com o mundo. E dizia: Mai num pode ser verdade. Noutro dia eu mermo dixe a Lampião que num fosse se acoitar no Angico. Avisei a ele que ali era perigoso demais pra cangaceirada se esconder. E agora, se for mermo verdade a nutiça, entonce só me resta me ajuntá aos que num morrero e vingá o capitão. E é o que eu vou fazê agorinha mermo”.
Depois disso sumiu durante três dias, mas não estava noutro lugar senão num terreno de seu sogro. Ao retornar, logo começou a espalhar que Corisco já havia aceitado ele, o próprio Jureminha, ser o líder dos vingadores, e por isso mesmo não tinha dia nem hora pra que o restante do bando aparecesse por ali para seguirem no encalço dos matadores. E dar o troco bem dado.
Desacreditado, mas não menos mentiroso, até muitos anos depois ainda lhe caçoavam perguntando: Cangaceiro Jureminha, cadê Corisco que nunca chega? E ele ainda respondia, com a maior seriedade do mundo: “Mataro tomem. Agora só resta eu pra vingar os dois. Só tô esperano uns armamento que encomendei”.
Um dia, quando bateu as botas, fizeram-lhe uma homenagem. Um chapéu cangaceiro foi colocado sobre o caixão. E no epitáfio que dizia: Aqui jaz Jureminha, o cangaceiro sem nunca ter sido.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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LIVRO “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”

Por Antonio Corrêa Sobrinho

O que dizer de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”, livro do amigo Ruberval de Souza Silva, obra recém-lançada, que acabo de ler, senão que é trabalho respeitável, pois fruto de muito esforço, dedicação; que é texto bom, valoroso, lavra de professor, um dizer eminentemente didático da história do banditismo cangaceiro na sua querida Paraíba. É livro de linguagem simples, sucinto e objetivo, acessível a todos; bem intitulado, pontuado, bem apresentado. E que capa bonita, rica, onde nela vejo outro amigo, o Rubens Antonio, mestre baiano, dos primeiros a colorizar fotos do cangaço! A leitura de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO” me fez entender de outra forma o que eu antes imaginava: o cangaço na terra tabajara como apenas de passagem. Parabéns e sucesso, Ruberval!

Adendo: José Mendes Pereira

Eu também recomendo aos leitores do nosso blog para lerem esta excelente obra, e veja se alguns dos leitores  possam ser parentes de alguns cangaceiros registrados no livro do Ruberval Souza.

ADENDO -  http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Entre em contato com o professor Pereira através deste 
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A REVOLTA DO QUEBRA QUILOS NA VILLA DO ACARY EM 1873.

Por Cicero Jose de Araújo Silva

A revolta ou sedição do Quebra Quilos foi um movimento de conotação popular que aconteceu nas Províncias do Norte, atual região Nordeste na segunda metade do século XIX.

Na Província do Rio Grande do Norte vilas inteiras revoltaram-se contra a implantação de um novo sistema métrico, saqueando feiras e destruindo pesos e medidas do comércio.

Os pesos e medidas eram alugados ou comprados à Câmara Municipal, que cobrava ainda por sua aferição. Um dos impostos que provocaram a ira dos revoltosos foi o chamado "imposto do chão", cobrado àqueles que expunham suas mercadorias no chão da feira. (MACEDO, 1998)

Das 13 vilas que estiveram envolvidas no levante do quebra quilos 5 eram do Seridó: Acary, Príncipe (Caicó), Flores (Florânia) Jardim (Jardim do Seridó) e Currais Novos. A população estava insatisfeita com os novos impostos sobre as mercadorias e sobretudo com o recrutamento obrigatório para a Guerra do Paraguay. (MACEDO, 1998)

No Acary os principais líderes do movimento foram Manoel Bezerra de Araújo Galvão, (falecido em 1922), Joaquim José de Carvalho Pinto e Benjamin Manuel de Figueiredo Cavalcanti. Juntaram-se a revolta comerciantes, elementos da camada proprietária, pequenos agricultores que vendiam sua produção semanalmente na feira e consumidores atingidos com a elevação de preços dos produtos.

Tudo começou em uma manhã de domingo de julho de 1873. Os sediciosos caminharam em número considerável até a feira e o Mercado Público de Acary. Uma discussão acalorada se deu, terminando em uma pequena luta corporal entre os participantes da revolta e a pequena força policial composta por três soldados que se encontrava na feira. Sem ter como fazer frente a situação os agentes da força pública bateram em retirada após um dos soldados sofrer uma tremenda cacetada na cabeça. Solicitaram reforços, mas não conseguiram impedir que vários pesos e medidas fossem tomados e lançados no Rio Acauã.

Sob a tutela de Manoel Bezerra de Araújo Galvão os revoltosos do Quebra-Quilos organizaram o próximo passo, invadir a Câmara Municipal e colocar fogo no arquivo, afim de dar cabo as leis que estabeleciam os novos pesos e medidas. Porém de alguma forma o Coletor geral de imposto do Acary, Joaquim Teotônio Pereira de Araújo soube de tais planos e no silêncio madrugada, com a ajuda de seu escrivão Manoel Dantas transferiu vários documentos da Câmara Municipal para sua própria residência. Sem saber de tal ocorrido, no raiar do dia, os sediciosos foram até as dependências da Câmara Municipal da Villa do Acary e adentraram no recinto. Insatisfeitos por não encontrarem as leis “maléficas” que desejavam dar fim, rasgaram documentos e livros, e depois tomaram o rumo da feira. O Objetivo lá era impedir que o cobrador de impostos recolhesse o injusto e caro "imposto de chão".

Sabendo disso o comandante policial do Acary o tenente Joaquim do Rêgo Barros mandou para a feira um destacamento. O encontro entre a polícia e o séquito liderado por Manoel Bezerra de Araújo Galvão foi inevitável. Os ânimos se exaltaram tudo caminhava para um combate corpo a corpo entre a força policial e os partidários do Quebra Quilos. Foi então que Manoel Maria Dantas e Joaquim Paulino de Medeiros (Quincó da Ramada) interviram e apaziguaram evitando que o conflito chegasse as vias de fato.

O documento que nos possibilitou essa viagem de quase cento e cinquenta anos se encerra aqui nesse ponto. As páginas ilegíveis corroídas pelas traças e pelo impiedoso tempo não me permitem​ continuar essa crônica histórica sobre esse fato no Acary antigo. Entretanto foi possível ficar durante quase uma semana no ano de 1873, passeando pelas asseadas ruas e visualizando mentalmente como se deu A Revolta do Quebra Quilos na Villa do Acary

Cicero Jose de Araújo Silva. Historiador

REFERÊNCIAS E FONTES:

MACÊDO, M. K. de (1998). Revoltas populares na Província do Rio Grande: o "Quebra-Quilos" e o "Motim das Mulheres". História do RN n@ WEB [On-line]. Available from World Wide Web: www.seol.com.br/rnnaweno
Diário de Natal (1870-1879)

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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UMA FORÇA POLICIAL VOLANTE NÃO IDENTIFICADA FOTOGRAFADA, PROVAVELMENTE, NO ANO DE 1938 POR BENJAMIN ABRAHÃO BOTTO.


UMA FORÇA POLICIAL VOLANTE NÃO IDENTIFICADA FOTOGRAFADA, PROVAVELMENTE, NO ANO DE 1938 POR BENJAMIN ABRAHÃO BOTTO.

Foto pertencente ao acervo do Escritor e Pesquisador Antônio Amaury Corrêa de Araújo.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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ENCONTRO DA FAMÍLIA CARLOS. DIA 17 DE JUNHO DE 2017. LOCAL: O TEODORÃO - ALMINO AFONSO/RN

Por José Romero Araújo Cardoso

Encontro de uma das famílias mais amiga, simpática e acolhedora de todo Brasil.


Esse povo, o qual adoro de todo coração, é idêntico aos Ferraz de Nazaré do Pico/PE, Pereira Lima de Princesa/PB, Cipriano Maniçoba da Ilha em Alexandria/RN, entre outros, em termos de bondade, consideração e apreço.

Enviado pelo autor José Romero Araújo Cardoso

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O CANGAÇO NA BAHIA E SUAS HISTÓRIAS E PARTICIPAÇÕES POLITICAS...


O Cangaço na Bahia e suas Histórias e Participações Políticas.

Fotografia raríssima do capitão João Bezerra da Polícia Militar Alagoana, sendo entrevistado pelo repórter Alfredo Marback que depois veio ser diretor do "Jornal A Tarde de Salvador Bahia".

O Tenente veio receber o prêmio pela morte de Lampião, Maria bonita e mais 9 cangaceiros.

O falastrão João Bezerra fala da sua vitória na grota do Angico. A foto é de 1939.

Foto fonte: Livro Lampião e os Interventores, Luiz Ruben.

Fonte: facebook
Página: Guilherme Machado
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?multi_permalinks=1581913078488471&notif_t=like&notif_id=1496082073453284

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MOSSORÓ À SOUSA.

 Por Francisco Costa

Não tenho você 
A me esperar 
Ou simplesmente 
Me aguardar 
Seu silêncio me 
Faz brotar a recordação 
Ou simplesmente 
Me enriquecer de 
Paixão 
Minha história 
De vida foi embora 
Com os trilhos 
Seu último descarrilamento 
Foi dentro do 
Coração 
Saudades de você 
Gigante do sertão.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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DIA DO GEÓGRAFO


Alunos e professores do curso de Geografia-UERN comemoram o dia do Geógrafo no Parque Municipal Maurício de Oliveira. Na oportunidade os participantes tiveram uma palestra, uma trilha ecológica e um piquenique. 


Houve também a apresentação de uma pesquisa feita por um aluno do curso, cujo objetivo de pesquisa é o Parque Municipal.
#diadogeografo



Comemorando o dia do Geógrafo com trilha e piquenique.. Parque Municipal De Mossoró. - Dia 29 de maio de 2017.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LUIZ MARIANO CRUZ

Fonte foto: Lampião e os Interventores autor. Luiz Ruben Bonfim.

Entre vários e muitos os perseguidores de Lampião" destaque para o desconhecido jovem pernambucano, o sargento da Brigada Militar de Pernambuco, Luiz Mariano da Cruz. 

A foto é do Jornal A Tarde de 15 de setembro de 1932.

Fonte: Guilherme Machado

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MUSEU CASA DE MARIA BONITA - www.joaodesousalima.blogspot.com (75-988074138) - joaoarquivo44@bol.com.br

João de Sousa Lima - Museu casa de Maria Bonita

João de Sousa Lima - Museu casa de Maria Bonita-02


     Visitem o MUSEU CASA DE MARIA BONITA.

O museu inaugurado em 2006, hoje é um dos Roteiros do Cangaço mais visitado em Paulo Afonso, Bahia.
para agendar sua visita: joaoarquivo44@bol.com.br / 75-988074138












JÚRI SIMULADO DO JARARACA.


LOCAL: Sala do Júri do Fórum Silveira Martins, Av. Jorge Coelho, ao lado da UFERSA- Mossoró-RN.                          
DATA: 9 de junho de 2017(sexta-feira).  Horário: 9:00 horas.                   E-mail para inscrição: jurijararaca@gmail.com  
                            
NÚMEROS DE VAGAS:  
                        
1. Professores de Direito: 25 vagas.        
2. Pesquisadores do cangaço: 25 vagas.                                                     3.Estudantes de Direito:170 vagas.          
4. Imprensa livre, mas tem que se inscrever.
29/05/17 06:13:03: Benedito: JÚRI SIMULADO DO JARARACA          

AVISO-- Além da inscrição por E-mail, será exigido, na entrada da sala do Júri, um quilo de alimento não perecível, que será doado ao Lar da Criança Pobre de Mossoró (Irmã Ellen).

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e presidente da SBEC Benedito Vasconcelos Mendes

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SESSÃO SOLENE DA SBEC, EM HOMENAGEM AOS HERÓIS DA RESISTÊNCIA


1. Formação da Mesa Diretora e apresentação da cantora Goretti Alves e do Coral Infantil da UERN, com músicas do cangaço.

2. Abertura pelo Presidente da SBEC, Prof. Benedito Vasconcelos Mendes.      3. Fala do Dr. Francisco Marcos de Araújo, Presidente da Comissão Organizadora das Festividades dos 90 Anos da Resistência, que também fará o lançamento do livro " O Direito em Verbo".

4. Lançamento da Revista OESTE, do ICOP (contendo artigos e entrevistas sobre cangaço), Pelo Editor Clauder Arcanjo.

5. Apresentação da Súmula do Júri Simulado do Jararaca, pelo Juiz Breno Valério Fausto de Medeiros.

6. Comunicação dos Premiados do II Salão Dorian Gray de Arte Potiguar-Cangaço, pela Professora Isaura Amélia de Sousa Rosado.

7. Lançamento do Documentário dos 80 Anos da Morte de Lampião, pelo Documentarista Aderbal Nogueira.

LOCAL-Auditório do Fórum das Artes ( antigo Fórum Silveira Martins, na Av. Rio Branco ).

DATA-Dia 13 de Junho de 2017 (terça-feira).

HORÁRIO-19:30 horas.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e presidente da SBEC Benedito Vasconcelos Mendes.

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A MAIOR MILÍCIA PARTICULAR (Grupo de Jagunços) DA REGIÃO OESTE POTIGUAR (1919-1936):

Por Marcos Pinto


JOAQUIM DANTAS DA SILVA SALDANHA - O maior arregimentador de jagunços da região Oeste potiguar, juntamente com o seu irmão BENEDITO DANTAS DA SILVA SALDANHA. 


O famoso cangaceiro Massilon Leite Benevides afirmava ser afilhado de Quincas Saldanha e que residiu em sua fazenda em Caraúbas durante cerca de 03 anos. 

Massilon Leite

Quinca e Benedito comandavam a mais forte milícia particular, transformando suas fazendas em Caraúbas num estratégico coito para acomodar cangaceiros, fugitivos dos estados do RN, PB, CE, PE, BA, AL, principalmente dos estados da Paraíba e Pernambuco. Para isso contava com a omissão voluntariosa e cúmplice dos governantes e do judiciário do Rio Grande do Norte. 

Benedito Saldanha

Cite-se os casos das flagrantes parcialidades dos Juízes e depois Desembargadores RÉGULO TINOCO (Vide a HECATOMBE DE 1919 em Pau dos Ferros - Livro "Massilon" - do grande historiador Honorio de Medeiros), FELIPE GUERRA (Cunhado e protetor do parente Tilon Gurgel), JOSÉ FERNANDES VIEIRA (Genro e protetor de Martiniano de Queiroz Porto, que tinha, também, sua milícia particular composta por cangaceiros desprendidos de outros bandos), HORÁCIO BARRETO (Figadal inimigo político e pessoal dos dos Coronéis João Jázimo Pinto, Francisco Pinto e Lucas Pinto.) 

Horácio era Sobrinho de Juvêncio Barreto, dono da famosa fazenda "Unha de Gato", à época município de Apodi e hoje do município de Itaú-RN, onde acoitou e deu dormida ao bandido Roldão Maia(do Itaú) no dia 01 de Maio de 1934, ocasião em que lhe fez recomendações sobre a necessidade de se manter sigilo inviolável sobre os nomes dos mandantes e autores intelectuais do covarde crime, TILON GURGEL e LUIZ LEITE, à época prefeito do Apodi, que viria a ser consumado às 20:30 h. do dia seguinte. Ainda compunham a face macabra e satânica do judiciário potiguar, asquerosa e protetora de bandidos os Drs. JOÃO FRANCISCO DANTAS SALES, que foi indicado para a comarca de Apodi (Período 1922-1925) por indicação pessoal do Des. Felipe Guerra, com o fito único de perseguir a honrada família PINTO, cujo Juiz recebia às escâncaras, em sua casa em Apodi, o bandido Benedito Dantas Saldanha, e LUIZ MANOEL FERNANDES SOBRINHO (Caraúbas 28.02.1856/Natal 1935).Luiz era amigo íntimo dos irmãos Saldanha BENEDITO e QUINCA.  

Durante a poderosa e truculenta hegemonia dessa jagunçada dos irmãos Saldanha os habitantes da região de Apodi viviam sobressaltados, em constante estado de pânico generalizado, mesmo entre os que se diziam protegidos por essa malta banditícia.

Por Marcos Pinto, historiador e advogado apodiense.

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domingo, 28 de maio de 2017

DOIS LIVROS DO ESCRITOR LUIZ RUBEN BONFIM

Autor Luiz Ruben Bonfim

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Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

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JOÃO PESSOA DE ONTEM DE HOJE.

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Na primeira foto temos a Rua Duque de Caxias no ano de 1919. A igreja na foto era dedicada à Nossa Senhora do Rosário, e foi demolida para a construção do Ponto de Cem Rés. O Sobrado que aparece era a sede do Jornal Correio da Manhã, dirigido por Rui Carneiro e foi demolido para a construção do Hotel Paraíba Palace.

1ª. Foto

Na seguida foto temos a Rua Duque de Caxias em 1903, foto feita da outra extremidade da avenida, podendo ver a torre da igreja de Nossa Senhora do Rosário. Alguns dos prédios resistem, mesmo que em ruínas.

2ª. Foto

Na terceira foto temos a Rua Duque de Caxias em 1904 - Hoje essa parte da rua fica em cima do Viaduto que dá acesso à rua da areia, ao lado onde esses homens estão parados conversando é o Terceirão nos dias atuais. 

3ª. Foto



Fonte (fonte blog JOÃO PESSOA ANTIGA – Samuel)

Jerdivan Nóbrega de Araújo

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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