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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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A REAL HISTÓRIA DO CANGAÇO SENDO RECUPERADA

 Por Raul Meneleu Mascarenhas
Conselheiro Cariri Cangaço, Raul Meneleu Mascarenhas

Os poetas, escritores, cineastas profissionais ou amadores, exercendo atividades criativas e técnicas, podem tudo. Podem contar a história como foi e é, mas também podem viajar na ficção, deixando que suas mentes vagueiem na criação de situações que nunca ocorreram, ou enfeitarem a narrativa e o visual, com a percepção ficcional. 

Já os historiadores e pesquisadores, ao fornecerem material colhido, devem ser isentos e registrarem literalmente o que ocorreu, deixando tudo como aconteceu, fazendo apenas a narrativa que encontraram, sem envolvimento emocional de pender para quaisquer lados. Apenas a realidade do passado e presente interessa para tais.

Muitos livros trazem como objetivo principal trazer esclarecimentos considerados extremamente valiosos no que se refere à história. E na história do cangaço na época de Virgolino Ferreira da Silva, o célebre "Lampião", não pode ser diferente. Os historiadores e pesquisadores, de posse desse material, e que também se tornam escritores, devem mostrar o real papel de homens e mulheres envolvidos na saga, como bem o diz Manoel de Souza Ferraz, o Manoel Flor, um dos principais combatentes de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião; quando mostra que o cangaço "foi exaltado pela literatura popular sertaneja, mormente em sua forma mais difundida, a poesia. Nela, até os criminosos reconhecidamente empedernidos podiam ser glorificados nas ilusões do cancioneiro." - (1) ***

Trago aqui para os amigos, que não tiveram ainda a oportunidade de ler esse relato, desse bravo filho de Nazaré, que em seu depoimento referindo-se a essa veia poética que praticamente endeusava os criminosos, sabendo que o sertanejo tem uma grande simpatia por homens e mulheres valentes, chama-nos a atenção para a correção dessas narrativas desviadas da realidade. Vamos ao relato, retirado de suas memórias, pela professora, jornalista e escritora Marilourdes Ferraz em seu livro O Canto do Acauã - 2ª Edição:

Marilourdes Ferraz

"O trabalho aqui exposto revela a necessidade em trazer a público um depoimento que mude os conceitos, quase sempre distorcidos, impostos e disseminados sobre a era do cangaço no sertão do Nordeste. Esta urgência é justificada porque são poucos os sobreviventes que maiores participações tiveram nos acontecimentos e os quais se ressentem da deturpação dos fatos que viveram e presenciaram. Nosso objetivo é o de expor um relato, autêntico e verídico, daquele tempo conturbado, centralizando-o na região do rio Pajeú, em Pernambuco. O termo cangaceiro descreve um personagem de determinadas características que atuou no Nordeste; o termo engloba tanto o bandoleiro que formasse um grupo armado como o fazendeiro que possuísse a mesma atividade ou o simples agregado que defendesse os interesses do patrão por meio das armas. Sua principal característica era a valentia; era relevante que fosse ousado e mesmo insensato nos seus feitos. Os aspectos de valentia e coragem pertencem à admiração popular nas diversas culturas e épocas; também o cangaço foi exaltado pela literatura popular sertaneja, mormente em sua forma mais difundida, a poesia.

Nela, até os criminosos reconhecidamente empedernidos podiam ser glorificados nas ilusões do cancioneiro. Nas porfias entre grupos rivais o povo tomava partido como atualmente nos esportes e os entusiastas comentavam os últimos combates e defendiam com ardor apaixonado a facção que lhes parecia mais simpática. No sertão, naqueles tempos de enorme carência de apoio à população, principalmente no setor educacional e na estrutura jurídica que coibisse os abusos de poder do homem para com o seu semelhante, a criminalidade proliferou. 

Os habitantes dependiam do próprio valor pessoal para manter a sua integridade física e moral, e o uso amplo da força em seu pleno sentido já era estimulado na luta pela sobrevivência com a Natureza agressiva em tempo de estiagem. O grupo etário mais vulnerável a esse conjunto das influências era exatamente a infância, seguindo-se lhe a adolescência. Dependendo da intensidade dos diversos fatores e da orientação familiar poderia haver consequências desastrosas ou benéficas a vida dos moços. A estrutura básica para o fortalecimento do caráter e a formação da personalidade estava no lar, secundada pela orientação dos poucos mestres-escolas e dos religiosos que assistiam à população. Isso se tornou ainda mais notável na citada região do Pajeú, onde cresceram os irmãos Ferreira e os homens que os combateriam até o fim do ciclo. 

Manoel de Souza Ferraz

Os futuros grupos conflitantes, cangaceiros e policiais, receberam a mesma carga de influências culturais e do meio ambiente, frequentaram as mesmas escolas improvisadas ao ar livre e tiveram dificuldades como todos os sertanejos. Lampião conviveu e recebeu a mesma educação de muitos conterrâneos, mas com a vantagem de possuir sua família uma situação financeira bem melhor que a de inúmeros sertanejos. Assim, no estudo de sua adesão ao banditismo, é importante que haja uma análise dentro do contexto da época, da região e de sua conjuntura sociocultural. 

A personalidade agressiva e contraditória do famoso cangaceiro foi alimentada pelas variadas influências que também agiram sobre os seus contemporâneos. No decorrer dos anos a versão dos acontecimentos da época foi de tal modo deturpada, principalmente por motivos políticos e ideológicos, que se tornou comum atualmente uma profusão de mitos e inverdades, acarretando equívocas tentativas de explicar o personagem Virgolino Ferreira da Silva, em particular, e o contexto histórico-social que, indiretamente, representava. 

É difundida e alimentada a crença de que a Polícia executou nos sertões apenas o papel de verdugo em sua represália contra o banditismo; seus presumíveis atos de vandalismo teriam estimulado a proliferação de homens que, como Virgolino, se tornavam cangaceiros a fim de praticar justiça com as próprias mãos; por inexplicável ódio, o fazendeiro José Saturnino, pretextando o furto de um simples chocalho pelos jovens Ferreira, perseguiu-os com requintes de crueldade, forçando sua adesão ao mundo do crime como único caminho para a sua sobrevivência; que esses pacatos e ordeiros rapazes foram obrigados a lutas intermináveis contra as injustiças, lembrando Robin Hood a castigar os maus e ajudar os infortunados; e ainda que o povo sertanejo teria depositado enorme confiança naqueles "paladinos" da Justiça. 
  

Tais incorreções foram alimentadas por deficiências na coleta e interpretação dos dados históricos e também por deturpação nos depoimentos fornecidos a alguns escritores que, por exemplo, chegaram a basear seu trabalho exclusivamente em versões de ex-cangaceiros ou de pessoas não possuidoras do necessário conhecimento dos fatos ou que os procuraram alterar em conveniência própria devido a estarem comprometedoramente envolvidos nos episódios da época, em detrimento de uma realidade mais ampla. 

Entretanto, não nos arrogamos na posse absoluta da Verdade nem procuramos rotular os cangaceiros de apenas bandoleiros ou transformar os soldados sertanejos que os enfrentaram em heróis isentos de erros; eram todos seres humanos e, como tais, vulneráveis equívocos e às forças que movem os povos e determinam a marcha da História; todos participaram de uma batalha de múltiplas origens e consequências, não sendo totalmente vilões ou totalmente santos muitos dos visados por preconceitos. 

Podemos, no entanto, afirmar com segurança que Virgolino Ferreira da Silva não foi obrigado por perseguições a adotar uma vida de banditismo; ao contrário, foi combatido por ter-se transformado em temível bandoleiro. Seu pai teve o fim precipitado pela turbulenta vida dos três célebres filhos. Antes que fosse muito tarde, Lampião recebeu conselhos e advertências e, o mais importante, o exemplo de numerosos habitantes da região em que vivia; contudo, fustigou-os de tal forma que os obrigou a se transformar de pessoas reconhecidamente pacíficas em arqui-inimigas do cangaço quando perderam a crença em sua sobrevivência sem os recursos da luta armada. 


Os irmãos Ferreira assaltavam indiscriminadamente e faziam conluios com pobres ou ricos para os mais diversos fins; os seus prisioneiros eram muitas vezes mortos com requintes de sadismo e a sua fúria não poupava idade ou sexo das vítimas; inúmeras famílias sofreram com a perda de seus haveres e entes queridos. Como Lampião conseguiu atravessar longos anos sem ser detido? Em consequência do secular abandono da região sertaneja, as autoridades governamentais não possuíam os meios adequados para encerrar em curto prazo tão calamitosa situação. 

A falta de estradas e meios de transporte, o reduzido número de policiais, o deslocamento de tropas de Estado para Estado, o alistamento de pessoas que não se adaptavam aos rigores da luta, foram algumas das dificuldades encontradas. Os sertanejos tiveram que, praticamente sós, iniciar e manter por longo período o combate a mais um dos flagelos que tão frequentemente os assolavam, enfrentando carência de abastecimento, munições e armamentos, às vezes comprados com seus soldos. 

As forças que combatiam o cangaço se compunham de unidades móveis denominadas "volantes", as quais realizaram verdadeira epopeia, anos a fio, em esgotantes travessias do sertão de vários Estados nordestinos. Entretanto, são hoje cada vez menos compreendidas em seu papel. Também a opinião popular, que exaltava os feitos de bravura da Polícia, do mesmo modo tendia a depreciá-la, fornecendo errôneas explicações da razão de ser da vida de bandoleiro de Lampião, como nos versos seguintes:

"Assim como sucedeu
Ao grande Antônio Silvino
Sucedeu da mesma forma
Com Lampião Virgulino
Que abraçou o cangaço
Forçado pelo Destino... 
Porque no ano de Vinte
Seu pai fora assassinado. . ." (2)

Certamente houve atos impensados por parte de policiais, mas não foram comuns e geralmente ocasionados pelas contingências da luta. A dureza da campanha e as condições em que se desenrolaram os combates podem explicar algumas dessas atitudes. Não se pode esquecer o indescritível desgaste físico provocado pelas marchas prolongadas e pelas emboscadas associadas à sede e à fome no semideserto sertanejo. 

A enorme dedicação dos soldados visava a que seus contemporâneos um dia usufruíssem da tranquilidade desejada. Muitos moços perderam a vida, outros a saúde física e mental; os verdes anos da juventude foram irremediavelmente gastos na luta. Apesar de tudo o que se diz, as pessoas de bem tinham confiança na atuação dos policiais. Isso é o que não pode ser omitido. Os erros de poucos não podem turvar a atuação de valorosos combatentes. Os que viveram os dias difíceis daquela época não poderiam mais calar ante as injustiças cometidas pelos que tentaram enlamear o sacrifício dos bravos componentes das Forças Volantes."

Do depoimento de Manoel de Souza Ferraz (Manoel Flor) 

Raul Meneleu, pesquisador, escritor
Conselheiro Cariri Cangaço, Aracaju SE
Fonte:http://meneleu.blogspot.com.br/

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2016/09/a-real-historia-do-cangaco-sendo.html

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DOCENTES DA UERN VÃO ADERIR A PARALISAÇÃO NACIONAL NO DIA 29


Professores e professoras da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) decidiram, em assembleia realizada na última sexta-feira (23), que irão aderir à paralisação nacional convocada por centrais sindicais e movimentos sociais na próxima quinta-feira (29).

Durante o dia de paralisação os docentes da UERN participarão da Assembleia Geral dos Servidores Estaduais, que vai reunir centenas de trabalhadores de várias categorias do funcionalismo público do RN.

 A atividade, que será realizada na Praça Cívica, em Natal, vai debater sobre os atrasos salariais, o anúncio do Governo de que fará demissões de servidores, o PLP 257 e a PEC 241 e a importância da construção de uma Greve Geral unificada por todos os segmentos da classe trabalhadora.

Os interessados em participar da Assembleia Geral devem realizar contato, até a manhã da quarta-feira, com a secretaria da ADUERN  através do e-mail aduern@gmail.com  ou do telefone 33122324. Será disponibilizado transporte para todas as pessoas que queiram participar da atividade.

30 DE SETEMBRO – Na última sexta-feira, a categoria também discutiu acerca da realização de um protesto durante as comemorações do  ‘30 de setembro’ em Mossoró. Considerando os esforços para assegurar uma participação maciça na assembleia do dia 29/09, a categoria deliberou por não desenvolver atividades durante o feriado local.

Jornalista
Cláudio Palheta Jr.
Telefones Pessoais :
(84) 88703982 (preferencial)
Telefones da ADUERN:

ADUERN
Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
Fone: (84) 3312 2324 / Fax: (84) 3312 2324
E-mail: aduern@uol.com.br / aduern@gmail.com
Site: http://www.aduern.org.br
Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidente da ADUERN
Lemuel Rodrigues

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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FLORO BARTOLOMEU ERA MULHERENGO INCORRIGÍVEL

Por Lira Neto

Floro Bartolomeu, bigodão sempre cofiado e voz fanhosa, era uma mulherengo incorrigível. Apesar disso, - ou justamente por isso mesmo - permaneceu solteirão até o final da vida. 

Vestia-se com rigor: fraque, gravata, colete, chapéu e bengala com castão de ouro. Mas no calor das batalhas trocava tudo isso pelos providenciais chapéu de couro e cartucheiras no peito, como todo bom cangaceiro.


Amante da música clássica, não hesitou, porém em inventar o carnaval na recatada Juazeiro do Padre Cícero. Como se não bastasse, comandou pessoalmente a esbórnia, puxando o seu "Bloco das Baianas".

Tudo isso mesma época em que "os sambas" - festas movidas a forró, cachaça e confusão - eram interrompidos por sermões inflamados e bordoados de cajado do Padre Cícero.

Sua influência era tamanha que chegou a promover festas na própria casa de Padre Cícero. O tango colado e o passo do camelo eram as danças preferidas nestes arrasta-pés.  

 Fonte: Sábado O Povo
Fortaleza: 09 de março de 96
Ano: 2
Número: 90

Este jornal foi a mim presenteado pelo pesquisador do cangaço e membro da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Francisco das Chagas Nascimento (Chagas Nascimento).

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HISTÓRIA DA UERN


A UERN foi criada em 28 de setembro de 1968, pela Lei Municipal nº 20/68. Nasceu com o nome de Universidade Regional do Rio Grande do Norte - URRN-, vinculada à Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte - FURRN. Na história de sua criação aparecem duas outras instituições, mostrando que a ideia de uma universidade em Mossoró tem origem mais remota. A primeira é a Faculdade de Ciências Econômicas de Mossoró, criada em 1943 pela Sociedade União Caixeiral, que já mantinha uma escola técnica de comércio, mas passando a funcionar, de fato, apenas em 1960.  A segunda é a FUNCITEC - Fundação para o Desenvolvimento da Ciência e da Técnica -, fundada em 1963. Com a FUNCITEC, acelerou-se a oferta do ensino superior na cidade. Sob sua coordenação, são criadas a Faculdade de Serviço Social de Mossoró, em 1965, e o Instituto de Filosofia, Ciências e Letras de Mossoró, no mesmo ano, com os cursos de Pedagogia, Letras, História e Ciências Sociais, e, em 1968, a Escola Superior de Enfermagem de Mossoró.

Em 1968, a FUNCITEC é transformada em universidade, agregando as quatro faculdades existentes. Seu primeiro reitor foi o  professor João Batista Cascudo Rodrigues, um dos militantes mais destacados da causa da educação em Mossoró, estreitamente ligado à luta pela criação da FUNCITEC e de todas as faculdades por ela mantidas. O reitor, como hoje, acumulava também a função de presidente da Fundação mantenedora. De 1973 a 1983, porém, em virtude de questões ligadas à política local, a Fundação passou a ter um presidente próprio. Nestes 10 anos, a Fundação teve três presidentes. A partir de 1983, os reitores voltaram a acumular a função de presidente.

Momento da assinatura, pelo então Governador do Estado, Radir Pereira,  da Lei Estadual nº 5.546, que estadualiza a UERN. Em 8 de janeiro de 1987.

Desde a criação, pelo menos duas fases compõem a história da UERN - a primeira diz respeito à sua instituição jurídica, a segunda, à verticalização de seus cursos. Três eventos marcam essa primeira fase: a criação, em 1968; a estadualização, em 1987; e o reconhecimento como universidade, em 1993, pelo MEC. Algumas características definem esses períodos: antes da estadualização, como universidade municipal, o ensino era pago e não havia um corpo docente profissionalizado; estadualizada, ele se tornou gratuito e pôde-se organizar uma carreira docente, com concursos e plano de carreira; antes do reconhecimento, o registro dos diplomas expedidos pela UERN era feito pela UFRN; reconhecida, ela ganhou autonomia didático-científica. De 1974 a 1980, a UERN promoveu uma primeira expansão, mais geográfica, com a criação de campi avançados, do que acadêmica. Nesse período, foram criados os campi avançados de Assu (1974), Pau dos Ferros (1977) e Patu (1980).


A segunda fase, bem recente, é marcada por uma nova expansão geográfica da UERN e também por uma significativa expansão acadêmica, com a criação de novos cursos de graduação e o início da pós-graduação stricto-sensu. Em 2 de setembro de 2002 é instalado o primeiro Núcleo Avançado de Educação Superior, em Macau, ao qual se seguem, até 2005, mais 10 dessas unidades. A partir de 2000, foram criados os cursos de Ciência da Religião, Comunicação Social, Turismo, Gestão Ambiental, Medicina e Odontologia. Em março de 2008, iniciam-se os mestrados acadêmicos em Física e em Ciência da Computação; e em junho, o de Letras, com funcionamento no Campus de Pau dos Ferros.


EX-REITORES

Até 1983 a administração superior era exercida por um presidente (Fundação) e um reitor (Universidade), sendo, depois, as duas funções exercidas por um único gestor, ou seja, o Presidente da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - FUERN, é, ao mesmo tempo, Reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN.

Foram Presidentes e Reitores:

JOÃO BATISTA CASCUDO RODRIGUES - Reitor Fundador - Período da Gestão: - 28 de setembro de 1968 a janeiro de 1973
FRANCISCO CANINDÉ QUEIROZ E SILVA  - Presidente - Período da  Gestão:   - 22 de fevereiro de 1973 a junho de 1975
GABRIEL FERNANDES DE NEGREIROS - Presidente Período da  Gestão:  - 03 de janeiro de 1975 a fevereiro de 1976.
 MARIA GOMES DE OLIVEIRA - Reitora - Período da  Gestão:  - janeiro de 1973 a janeiro de 1977 - Vice-Reitor:  - Élder Heronildes da Silva
ELDER HERONILDES DA SILVA - Reitor - Período da Gestão:  - 19 de janeiro de 1977 a janeiro de 1981 - Vice-Reitor: Genivan Josué Batista
GENIVAN JOSUÉ BATISTA - Reitor - Período da  Gestão:  - 8 desde 1981 a março de 1983. - Vice-Reitor: Elder Heronildes da Silva 


JOSÉ WALTER DA FONSÊCA - Reitor Pro Tempore - Período de Gestão: 
de março a junho de 1983 - Vice-Reitor:  - Elder Heronildes da Silva
LAPLACE ROSADO COELHO - Presidente - Período da Gestão:  - 19 de fevereiro de 1976 a fevereiro 1983 - Reitor Pro Tempore: - 17 de junho de 1983  a julho de 1983 - Reitor:  - 12 de julho de 1983 a agosto de 1985 - Vice-Reitor:  - Elder Hernildes da Silva
SÁTIRO CAVALCANTI DANTAS - Reitor Pro Tempore - Período da Gestão:  - agosto de 1985 a julho de 1987 - Vice-Reitor:  - Antonio de Farias Capistrano
ANTÔNIO DE FARIAS CAPISTRANO - Reitor - Período da Gestão: julho de 1987 a setembro de 1989 - Vice-Reitor: Josafá Inácio da Costa
ANTÔNIO GONZAGA CHIMBINHO – Reitor - Período da Gestão: setembro de 1989 a setembro de 1993 - Vice-Reitor: Maria das Neves Gurgel de Oliveira Castro
MARIA DAS NEVES GURGEL DE OLIVEIRA CASTRO – Reitora - Período da Gestão: setembro de 1993 a setembro de 1997 - Vice-Reitor: José Walter da Fonseca
JOSÉ WALTER DA FONSÊCA - Reitor - Período da Gestão: - setembro de 1997 a setembro de 2001
Vice-Reitor: Lúcio Ney de Souza. - Segunda gestão: setembro de 2001 a setembro de 2005 - Vice-Reitora: Olga de Oliveira Freire
MILTON MARQUES DE MEDEIROS - Reitor - Período da Gestão: setembro de 2005 a setembro de 2009 - Vice-Reitor: Aécio Cândido de Sousa - Segunda gestão: setembro de 2009 a setembro de 2013


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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RESULTADO DO CONCURSO... A MAIS BELA CANGACEIRA PROMOVIDA PELO GRUPO “O CANGAÇO”.

Por Geraldo Júnior

AMIGOS (AS)...

Em primeiro lugar com 90 (Noventa) votos ficou Dulce Menezes dos Santos que durante o cangaço foi companheira do cangaceiro Criança III (Vitor Rodrigues Lima).

Em segundo lugar com 57 (Cinquenta e sete) votos ficou Durvalina Gomes de Sá “Durvinha” companheira do cangaceiro Virgínio Fortunato da Silva “Moderno” e após a morte desse passou a acompanhar o cangaceiro Moreno (Antônio Ignácio da Silva), na companhia do qual terminou seus dias de vida.

Gostaria de reiterar aos amigos (as) que na verdade essa “disputa” não passa de uma brincadeira, um passatempo, uma maneira que encontrei para confraternizar os membros e amigos (as) do nosso Grupo e não como uma decisão definitiva.

A disputa, se assim posso falar, começou injusta devido a vários motivos, entre eles a péssima qualidade das fotografias/Imagens para efeito de comparação, a ausência de fotografias/imagens de ex cangaceiras tidas por todos (as) como belas mulheres e as faixas etárias das participantes.

A única verdade nisso tudo é que todos (as) vocês estão de parabéns por terem participado, se divertido e confraternizado durante toda a votação.

Obrigado a todos (as) os (as) que participaram, seja votando, opinando, comentando... ou agitando o meio de campo.

Parabéns à D. Dulce Menezes dos Santos por ter sido a escolhida pela grande maioria dos votantes e à Durvinha “Durvalina Gomes de Sá” por ter conquistado a segunda colocação e por ter sido sem sombra de dúvidas uma das mais belas mulheres de toda a época do cangaço.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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domingo, 25 de setembro de 2016

RELAÇÃO DE LIVROS À VENDA (PROFESSOR PEREIRA - CAJAZEIRAS/PB).


O MAIOR ACERVO DE LIVROS À VENDA SOBRE OS TEMAS NORDESTE E CANGAÇO. GARANTIA DE QUALIDADE E ENTREGA DO MATERIAL.

franpelima@bol.com.br

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NO LEITO DAS ÁGUAS GRANDES

*Rangel Alves da Costa

Conheço um leito de rio, tão magistral e tão formoso, tão pujante e tão belo, tão imponente e tão vasto, que costumei a chamá-lo de leito das águas grandes. Não sei se tal percepção, de ser aquele leito o maior e mais belo de todos, é apenas fruto da memória e da recordação, vez que comigo as relembranças de ser aquele rio tudo aquilo que os livros diziam: O grande São Francisco, o imenso e caudaloso Velho Chico!

Hoje, infelizmente, de vez em quando ouço dizer que o São Francisco não é mais sequer a sombra daquele rio imponente de outrora. E no mesmo sentido a assertiva de o Velho Chico estar nas suas últimas forças, nos seus últimos suspiros, em estado de verdadeira penúria. Na verdade, meus olhos avistam o leito padecente, magro, numa finura e esmorecimento inimaginados para um rio daquele porte, mas simplesmente teimo em não acreditar.

Ora, meu Deus, o menino nunca quer que o seu boizinho de barro se quebre, o menino nunca quer que sua bola de meia desapareça, o menino nunca suporta ter de abandonar sua bola de gude, seu cavalo de pau, seu brinquedo infantil. A isto se denomina amor, fidelidade, desejo de ter sempre consigo. Assim também com o meu rio, cujo leito fica a apenas catorze quilômetros de onde estou agora, margeando o meu sertão sofrido de seca, acolhendo a vida ribeirinha que ainda resta nos seus costados. Também sou ribeirinho, pois nascido nesse vasto e belo mundo do Sertão do São Francisco. Sou sergipano de Poço Redondo.

Por isso mesmo sei que o meu rio está muito diferente de outros idos, que agora está combalido e já sem águas nem forças suficientes para que embarcações sigam de canto a outro. Sei que o meu rio não é mais moradia constante do surubim, da tubarana e tantos outros peixes grandes que fartavam as panelas ribeirinhas e sertões adentro. Também sei que as velhas carrancas não mais despontam nos horizontes protegendo as novas e velhas embarcações. Sei ainda que a povoação do rio, tanto o pescador como o habitante de suas margens, agora se vê apenas com as memórias dos tempos de fartura e de doce sobrevivência.


As povoações ribeirinhas, principalmente aquelas pequeninas que foram surgindo às margens durante as primeiras penetrações aos sertões, sofrem agora de abandonos indescritíveis. As cidades ricas, de suntuosos monumentos, de casarios imponentes e comércios prósperos, agora se veem estagnadas, paradas no tempo, sem perspectivas futuras. Melhor sorte não há naqueles lugarejos e aldeias beiradeiras, tendo de suportar agora um empobrecimento crescente e doloroso.

Do verdadeiro rio, daquele São Francisco de tempos passados, de antes da instalação das usinas hidrelétricas ao longo do seu leito, restam somente as histórias, as memórias, as relembranças e as saudades. Restam também as lendas, as crenças, as culturas e as tradições ribeirinhas, mas nada que se sustente sem que o povo do lugar se mantenha como sua voz. E o povo ribeirinho também está escasseando, sumindo, se mudando para lugares outros onde haja melhores perspectivas de vida. Mas me permito ficar com as saudades.

Eternizo – e certamente eternizarei para o sempre na minha memória – o leito das águas grandes. Aquele leito onde as grandes embarcações aportavam apara trazer e levar pessoas, alimentos e tudo aquilo que servia de sobrevivência à vida sertaneja. Aquele leito tomado de canoas e pequenas embarcações e seus pescadores lançando redes e logo trazendo a fartura. Aquele leito de homens e mulheres sentados nas calçadas altas para apreciar as belezas das chegadas e partidas, mas principalmente das águas que sempre pareciam com novos fascínios.

Neste leito das águas grandes ainda mora a minha memória e a minha saudade. Hoje o rio é outro rio, mas continua em mim aquele mesmo rio. Sempre o mais belo e o mais fascinante de todos os rios. Um rio onde me alento na mesma poesia de Pessoa: o mais belo rio, pois o rio que passa na minha aldeia. A minha aldeia sertaneja.

Escritor
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O QUE É SER FILÓSOFO?

Por Francisco de Paula Melo Aguiar

Preliminarmente compreendemos de que filósofo é justamente aquele indivíduo que pensa as grandes questões e ou indagações da humanidade, inclusive pelo fato de que quase ninguém tem tempo reservado direta e ou indiretamente para pensar em tais indagações. Assim sendo, aquilo que chamamos de filosofia é justamente o surgimento do lugar que por si só é destinado a poucas pessoas. Desse modo temos cidadãos filósofos e cidadãos não filósofos, tendo em vista que os não filósofos sempre estão preocupados em trabalhar, melhorar de posição social, ganhar dinheiro com força, além de aproveitar a vida enquanto ela existe em todos os sentidos da palavra, motivo pelo qual tais indivíduos nunca dispõem de tempo para abstrações, levando-se em consideração que já estão massificados, alienados e ou coisificados, socialmente falando, um exemplo típico disso, é o caso de centenas de indivíduos que não foram aprovados em um concurso público federal, estadual e ou municipal, aceitam um contrato de trabalho pró-tempore, que não tem qualquer tipo de garantia do antes e do depois das eleições federais, estaduais e ou municipais, aí ficam sendo objetos e ou coisas nas mãos de quem arranjou o contrato, sendo obrigados a votar para de vereador a presidente da República no candidato indicado pelo sistema. Isso é uma vergonha alienadora, porém, existem em grande escala no Brasil, na Paraíba e em Santa Rita.
              
Assim é a filosofia de vida de tais indivíduos que se deixam manipular pela nova tipologia coronelesca da politicagem nacional. Isso é gente sem saber para onde vai e incapaz de construir e o reconstruir seu próprio futuro, quanto mais do país, da Paraíba e muito menos de Santa Rita. É o renascimento do voto de cabresto, pior do que o voto comprado em dia de eleição, algo que garante a continuidade dos conchavos que dilapidam o erário nacional, estadual e municipal. A cidade onde vive o cidadão pode estar transformada em lixo em todos os sentidos, porém, o dinheiro dos serviços públicos: educação, saúde, limpeza e iluminação pública, manutenção dos próprios municipais, esportes, lazer, obras estruturantes, etc., etc., sai na urina, pois, tudo pode feder, porém não incomoda os donos do poder de quatro em quatro anos. É o povo depois do dia das eleições é novamente rolete chupado, bagaço.... Ambos os casos são equivalente e irmão gêmeos. Essa gente não tem filosofia de vida, nem para si e muito menos para a sociedade, pois a Filosofia, mesmo depois de decorridos mais de dois mil anos de sua criação na Grécia Antiga, porém, ainda atualmente em pleno século XXI, o ato de filosofar em si falando em sentido amplo é ainda um bicho de sete cabeças e ou bicho papão. E tal raciocínio, ainda que por dedução, se complica ainda mais quando um adolescente, que representa parte do futuro de nossa nacionalidade fala para seus pais e demais membros da família de que vai prestar processo seletivo para se graduar em Filosofia. E assim, os pais e demais familiares descobrem que o filho deve estar faltando um parafuso na cabeça, tem algo errado. E até porque vão surgindo indagações do tipo: o que você meu filho tem na cabeça? Ficou louco? Como você vai ganhar dinheiro para tirar seus pais da vida de sacrifício que vive? Esse curso não dar dinheiro? Como arranjar emprego? E por fim, ficam calados os pais para ver se o filho esquece aquela coisa de adolescente em querer ser filósofo.
                
Em breve fala, podemos enfatizar de que a sociedade do espetáculo contemporâneo, condena as abstrações, pois vive preocupada direta e indiretamente em formar e ou tornar útil para capitalizar todo e qualquer movimento da vida, o que vale dizer que a filosofia, tem que se tornar mercadoria, assim como as demais ciências, a exemplo da política, da gestão pública, da educação, da medicina, do direito, da contabilidade, etc., já são movidas pelo fluxos direto e indireto do lucro em sentido meramente comercial, apesar de sabermos de que a Filosofia é inegavelmente a matriz e ou paradigma de todas as ciências que a humanidade conhece, porém, isso não retira o mito popular de que o filósofo é o indivíduo estranho, sempre representada por um ser do sexo masculino e de discurso e ou fala rebuscada, onde os demais indivíduos da sociedade não o entendem o que pensa, fala e age, não obstante, mesmo assim, é aceito por todos os membros ativos e passivos da sociedade antiga, moderna e contemporânea.


Enviado pelo o autor

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A MAIOR EDIÇÃO DE LIVROS DO MUNDO - E OS MANDANTES DESPREZAM

Arte de Rogério Dias



Adendo: 
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Se todos que escreveram para a "Coleção Mossoroense, pelo menos as centenas de pessoas que estão vivas, criassem uma Associação para proteger a este maior acervo do mundo, seria resolvido logo o abandono à Coleção Mossoroense. Como assim? Formando uma associação com os escritores colaboradores, todos, juntos, passariam a cobrar do prefeito e da Câmara Municipal (vereadores) para que urgentemente aprovem  uma verba para a conservação do acervo da "Coleção Mossoroense".

Em anos passados, principalmente nos anos 70, fui um dos que linotypicamente fazia a composição de vários livros que foram compostos nas oficinas da Editora Comercial S/A, à rua Alfredo Fernandes 171, em Mossoró-RN. 


Todos estes livros eram compostos sobre a responsabilidade do professor, engenheiro agrônomo e historiador Dr. Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, um dos maiores incentivadores para que fizessem os registros dos acontecimentos da cidade e de outras localidades.


Hoje, sabe-se que este acervo está indo de ladeira abaixo, porque quem deveria salvá-lo da extinção, que é a Prefeitura Municipal de Mossoró, não tem o mínimo interesse de ver a continuidade deste acervo para as gerações futuras. 

Imagine bem se voltasse a viver aqui entre nós, o que diria o Dr. Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, que levou quase toda sua vida cuidando da "Coleção Mossoroense", deixando de estar em casa para cuidar dela, e ao vê-la desprezada, empoeirada (com certeza, o cupim e as traças passeando sobre os montes de livros, que são os primeiros que chegam para destruírem, devorarem), as lágrimas rolariam imediatamente, e Dr. Jerônimo Vingt-un Rosado Maia diria: 

" - Vivi minha vida amando este monte de livros, hoje o vejo assim, sendo destruído, por falta de responsabilidade, por quem não merece nem pensar em dirigir uma cidade! Minha coleção amada está se acabando!"


Vejam o que disse Aline Linhares do blog: 
http://alinelinhares.com.br/falta-respeito-e-pagamento

FALTA RESPEITO E PAGAMENTO

"Sem pagamento desde abril de 2013, que deveria ser feito pela prefeitura de Mossoró, a fundação Vingt-un Rosado terá que sair de sua casa. Para onde irão quase 1 milhão de livros da Coleção Mossoroense, que está sendo despejada hoje com todo seu acervo? Pro lixo? É assim que a cultura (verdadeira de Mossoró) é tratada? #luto".


Tem que ser criada logo uma associação com os escritores que têm livros nas péssimas condições da “Coleção Mossoroense”, do contrário, o que eles escreveram não serão apresentados ao futuros mossoroenses.  

 Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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