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segunda-feira, 3 de abril de 2017

CONVITE - PELOS MEANDROS DA MEMÓRIA - Bairro Paredões - Rua Alexandre Baraúna - Mossoró - RN


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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UM TRABALHO QUE TODOS QUE ESTUDAM O CANGAÇO DEVEM POSSUÍ-LO EM SUA ESTANTE

Por Ana Cecília Correia Lima

Gostaria de fazer uma indicação pois está havendo uma discussão muito boa sobre Corisco e Dadá. A indicação é que o melhor livro sobre Corisco foi Dr. Sérgio Dantas que escreveu e muito pesquisou em campo (e não em outros livros). Muito sério como pesquisador. Uma unanimidade nesse sentido.

Vale a pena adquirir com o Prof. Pereira através deste email: franpelima@bol.com.br

Abraços Cabroeira

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JOÃO FERREIRA DA SILVA

Por Geraldo Júnior

O único irmão de Virgulino Ferreira da Silva "Lampião" que não teve envolvimento com o cangaço.

Ao contrário de seus irmãos, João Ferreira levou uma vida digna e pacata. O fato de ser irmão dos cangaceiros Virgulino "Lampião", Levino, Antônio e Ezequiel Ferreira, fez com que sofresse retaliações por parte das policias e autoridades da época, chegando inclusive a ser preso e acusado injustamente de envolvimento com o banditismo.

A história e o tempo se encarregaram de corrigir os erros cometidos por parte das "autoridades" constituídas da época e sua biografia comprova que João Ferreira da Silva foi um homem de bem e avesso à vida das armas.

Um homem que apesar de toda sorte de constrangimentos e humilhações que sofreu, resolveu optar por uma vida livre e pacata.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

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HOMENS INTELIGENTES E SUAS PESQUISAS MARAVILHOSAS

Por Clerisvaldo B. Chagas, 3 de abril de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.567

À margem da política, da cachorrada, da safadeza, salva o lado tenebroso, a inteligência de hábeis e determinados pesquisadores. E diante da desertificação séria e tantas vezes denunciada ao mundo, seguem-se períodos de fome e miséria em regiões do globo onde não mais se produz nada da terra.

ILUSTRAÇÃO (Wagner Cerqueira e Francisco).

Desvendar os mistérios que envolvem o Saara ─ maior deserto quente do mundo ─ a nós parece um feito extraordinário de homens que se dedicam às ciências. Sempre tivemos a impressão de que a região saariana tivesse sido uma coisa diferente no passado, mas não dentro das revelações dos últimos estudos a respeito. São surpreendentes as deduções de pesquisadores da Universidade de Estocolmo (Suécia) e da Universidade de Columbia e do Arizona, fora outra vertente debruçada no mesmo tema.

Parece mesmo ficção científica apontar o deserto como atualmente se conhece com uma precipitação entre 35 e 100 milímetros e dizer que ali já teve 20 vezes mais chuvas no passado. Os estudos mostram que aquelas areias de tanto calor pelo dia e tanto frio durante a noite, eram antes savanas e pradarias que podem ser chamadas de Saara Verde ou Saara Úmido, sustentadas pelas chuvas de moções.  Um cenário deslumbrante entre cinco e dez mil anos atrás. Região onde havia peixes, crocodilos, elefantes e hipopótamos, paisagem mesmo de savana e pradaria.

"O Saara se tornou verde quando saímos do período glacial. O Sol do verão se tornou mais forte há uns 9 mil anos e isso trouxe uma série de consequências", explica um dos pesquisadores.

Esta pesquisa data o deserto em 2,7 mil anos, mas estima que os seres humanos tenham abandonado as áreas que estavam se tornando desérticas muito antes, à medida que o clima mudava.

Outra versão diz: O período do Saara Verde não ocorreu apenas entre 5 mil e 10 mil anos, mas também há 125 mil anos, como fenômeno cíclico e natural. E se o fenômeno é cíclico, daqui a milhares de anos o ciclo se repetirá. o Saara poderá voltar a ser o que era antes, savana e pradaria, dependendo também das forças antropogênicas.

Sua extensão é maior que a de alguns países, como o Brasil, Índia e a Austrália.



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FALANDO MAL DA VIDA DOS OUTROS

*Rangel Alves da Costa

Uma cultura às avessas, mas uma cultura. Falar mal da vida dos outros é costume que se alastra desde que mundo é mundo. Até a cobra falou mal do paraíso. Os profetas falaram mal dos reis e os reis falaram mal dos profetas. Não há como mudar isso. Onde houver ciúme, ódio, raiva, desavença ou mera discórdia, sempre haverá uma exposição negativa da vida do outro.

O problema é que se fala mal sem motivo algum, por não ter o que fazer ou por maldade mesmo. Contudo, é geralmente a inveja que faz a pessoa atacar sem motivação alguma, a não ser a própria inveja. É um olho gordo que não acaba mais. Daí que a feia quer enfear todo mundo, a gorda quer balofar todo mundo, a chata que colocar chatice em todo mundo. A verdade é que acaba sendo visto e espalhado como pior aquele que é melhor que o outro em qualquer situação.

Ser trabalhador causa uma inveja danada. E por isso mesmo logo alguém vai esmiuçar uma aleivosia para lançar sobre o esforçado. Ser belo também causa uma insatisfação danada em muita gente. Daí que logo cuidam em jogar qualidades ruins naquela beleza. Ser inteligente, ter um bom emprego, andar bem vestido e de forma elegante, não se importar com a vida dos outros, viver bem com o esposo ou namorado, tudo isso causa uma desmedida inveja. E então sempre surge uma má língua para falar baboseiras.

Com o diz o ditado, quem bota defeito quer comprar. Ou ainda outro dizendo que o olho que só vê defeito não vê o defeito que o olho tem. E assim por diante, mas a verdade é que a cultura do falar mal está em todo canto e por todo lugar. A falsidade é tanta que muitas vezes um elogio oculta uma maldade, uma palavra presumidamente bondosa carrega um inverso deplorável e afrontoso. É como se alguns vivessem unicamente para desqualificar os demais e afrontar todo mundo. E tudo sai de pessoas sonsas, mesquinhas, desprezíveis.


A Velha Tibúrcia já dizia que quem se incomoda mais com a vida dos outros do que com a sua, é porque sempre tem a vida dos outros como mais importante que a sua. Deixa a sua que não vale nada num cesto de pano sujo e outra coisa não faz senão viver mentindo pelos quatro cantos que a outra fez isso ou aquilo ou que deixou de fazer o que não lhe interessa nenhum tiquinho. E o pior é que ainda chega perto da pessoa falada com a cara mais sonsa do mundo, com sorrisos falsos e gestos de cobra ruim.

Já a saudosa Leontina dava a receita a quem se comprazia em viver pelos cantos, portas ou janelas, falando da vida dos outros. Dizia ela: Deixa a calçola suja de dias pra tá inventando aleive sobre quem não tá nem aí pra sua vida. Deixa a panela queimar pra tá na vizinhança falando do brinco de uma, da roupa de outra, do namoro de uma e da finura ou gordice da outra. Deixa a casa suja e sem varrer pra dar mais valor à porta da rua e à vida de quem vai passando. Deixa de se respeitar que é pra tá desrespeitando a vida de todo mundo. Boca desgraçada da peste. E num sabe a desgrama que toda a sujeira tá nela mesma.

Por sua vez, Querência da Lagoa Grande dizia que não é só mulher que vive assim, trocando a sua pela vida dos outros, mas homem também parece não ter o que fazer e fofoca mais que zinha gaiteira. E ajuntava: Uns cabra safado bom de trabaiá e fica pelas calçada falano mal de quem passa e muito mais das fia dos outro. Cremência dava escrita e leitura: Povo mais safado. Vá pregar botão, vá varrer a casa, vá remendar, vá rezar pra Deus, bando de fi de uma égua!

Menos raivosas não eram as assertivas saídas do Velho Totonho Quixabeira: A pessoa num pode viver como pode nem do jeito que quer que vem um fi da peste pra tá falando mal. Uma gota serena que num tem o quer fazer. Outro dia, a fia do compadre Clementino saiu buchuda sem saber. Uma fia da gota sem ter o que fazer, entonce se pôs a espalhar que a mocinha tinha pegado bucho. Oia que desacerto da gota. Foi preciso dizer umas duas nas fuças da mentirosa pra ela tomar tino na vida. Fala mal dos outros e esconde as safadezas que faz. E ainda tem gente que deixa a casa sebosa e cheia de lixo e vive pelas calçadas falando mal de um e outro. Num tem jeito pra esse povo. Só cortando a língua e amarrando no pescoço.

Assim as mirabolâncias da língua e da covardia que se espalham por aí. E nem ninguém está a salvo dessa cultura peçonhenta. Sempre haverá alguém falando mal de outra pessoa. Como tem gente ávida por ouvir, então tudo se transforma em corrente injuriosa do alheio.

Escritor
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CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA 05-04 ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


C O N V O C A Ç Ã O

A Diretoria da Associação dos Docentes da UERN – ADUERN/Seção Sindical do ANDES/SN, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONVOCA todos os professores da UERN para participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará na Área de Lazer Prof. FRANCISCO MORAIS FILHO, no dia 05 de abril de 2017, quarta-feira, em primeira convocação, com 20% do número de sindicalizados, às 08:30 horas, em segunda convocação com 10% do número de sindicalizados, às 08:45 horas, ou, em terceira e última convocação, com qualquer quorum, às 09:00 horas, oportunidade em que serão apreciados os seguintes pontos de pauta:

1.  APRESENTAÇÃO E APROVAÇÃO DE PAUTA DE REIVINDICAÇÃO.

Mossoró (RN), 03 de abril de 2017

Prof. Lemuel Rodrigues da Silva

Secretaria da ADUERN
Telefones da ADUERN: 



ADUERN
Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidente da ADUERN
Lemuel Rodrigues


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A VAIDADE DA MULHER CANGACEIRA

Por Noádia Costa

A vida perigosa e nômade do Cangaço, não fez com que as mulheres que participavam dos bandos descuidassem da beleza. As cangaceiras usavam o chamado vestido de batalha, que identificava a mulher cangaceira.

Inácia em vestido de batalha - Desconheço autor da foto

Esse vestido possuía mangas longas para proteger do sol e dos espinhos. O vestido era enfeitado com galões coloridos na altura do peito, os desenhos variavam de acordo com o gosto da dona. A região abaixo da cintura também possuía dois galões padronizados. Esses vestidos possuíam cinco bolsos. As cangaceiras ainda utilizavam luvas bordadas e decoradas. E que em alguns casos possuíam as iniciais da dona.

Maria Bonita em vestido de batalha - Benjamin Abraão

O outro vestido utilizado pelas cangaceiras foi chamado pela cangaceira Dadá de vestido civil. Esses vestidos eram utilizados nos bailes promovidos pelos cangaceiros e em ocasiões especiais. Se baseavam nos vestidos da moda das cidades do interior do sertão. Cabelos sempre alinhados e presos com presilhas que muitas vezes eram de ouro. Raramente as cangaceiras usavam cabelo solto. E não usavam cabelo curto.

As cangaceiras também utilizavam grande quantidade de colares e anéis que davam um caráter de luxo e imponência as mesmas. Os homens faziam questão de conseguir joias para enfeitar suas companheiras. Fora isso os lenços de seda que recebiam o nome de jabirica completavam o look das cangaceiras.

Maria Bonita e Cristina usando vestido civil. - Benjamin Abrahão.

As cangaceiras não abriam mão de perfumes de qualidade para que o cheiro não desaparecesse rapidamente. A cangaceira Adília no documentário A Mulher no Cangaço, relata o seu gosto pela maquiagem se mostrando bastante vaidosa. A própria rainha do Cangaço Maria Bonita foi fotografada por Benjamin Abrahão muito bem arrumada, sem deixar a desejar para nenhuma dama da alta sociedade.

As fotos de Benjamin Abrahão mostram como as cangaceiras queriam ser lembradas, mulheres elegantes, alinhadas e que não descuidavam da beleza.

https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/1747973332181837/?notif_t=like&notif_id=1491216407014303

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PEDRO LUCAS FEITOSA DE 11 ANOS FUNDA MUSEU DO LUIZ GONZAGA.


Zona rural de Dom Quintino; distrito a 25 km do centro de Crato, rua da Antena, numero 69. O inusitado habita esse endereço. O sonho de um menino do sertão se manifesta dentro de uma pequena casinha de taipa e se mostra para o mundo. Falo de um pequeno sertanejo chamado Pedro Lucas Feitosa de 11 anos, fundador do Museu do Luiz Gonzaga.

Pedrinho, neto de seu Antonio Feitosa e dona Salete, se descobriu apaixonado pelo Rei do Baião desde os cinco anos de idade quando surpreendia a todos cantarolando Gonzaga. O menino que passou a ser criado pelos avós, logo acabou contagiando a família e ganhou o compromisso do avô de visitar o berço de Luiz Gonzaga: Exu. No ano de 2013, Pedro Lucas , chegava a Exu pela primeira vez e totalmente encantado resolveu criar um Museu de "seu Luiz" em sua querida Dom Quintino, o local escolhido: A casinha de taipa da bisavó, exatamente vizinha à casa de seu Antonio.

VEJA TUDO EM:


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=596653370538220&set=a.112850422251853.1073741828.100005806873140&type=3&theater

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PADRE CÍCERO LIRA NETO


Gostaria de recomendar esse clássico e fantástico livro do Lira Neto: Padre Cicero, Poder, Fé é Guerra no Sertão. Há muito acredito que o realismo é fantástico.

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ADUERN REALIZA ATIVIDADES DE MOBILIZAÇÃO PELA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA


A ADUERN realiza, durante esta semana, uma série de atividades voltadas para a promoção da saúde e qualidade de vida. As atividades forma  semana de mobilização foi pensada em alusão ao Dia de Mobilização pela saúde e qualidade de vida, celebrado mundialmente na próxima quinta-feira (06).

Na quinta, a partir das 8h, o sindicato realiza uma blitz da saúde no Centro de Convivência do Campus Central, com aferição de pressão arterial, glicemia, pesos e medidas. A atividade contará com o apoio das Profª MSc. e nutricionistas Laura Camila, coordenadora do curso de nutrição na Faculdade de Enfermagem e Medicina Nova Esperança (Facene) e docente da FACS-UERN e Ana Cláudia de Oliveira (FACS-UERN)

No Sábado a partir das 8h será realizada uma Gincana Esportiva na sede da ADUERN. A atividade tem como objetivo apresentar a importância dos exercícios no combate ao sedentarismo e na garantia de uma vida mais saudável. O espaço será coordenado pelo educador físico da ADUERN, Felipe Roberto.

Após a gincana, será servido um café da manhã saudável preparado em parceria com nutricionistas, pensando a importância das refeições balanceadas no controle da obesidade e de demais doenças relacionadas à má alimentação.

Às 9h30 será realizado uma roda de conversa com o  tema “Alimentação e atividades físicas na promoção da saúde”, que terá participação das professoras e nutricionista Laura Camila e Ana Cláudia de Oliveira e do Prof. Dr. e educador físico João Batista (FAEF). A discussão tem como objetivo analisar o papel da alimentação saudável e atividades físicas para a promoção da saúde e qualidade de vida.

Jornalista
Cláudio Palheta Jr.
Telefones Pessoais :
(84) 88703982 (preferencial) 

Telefones da ADUERN: 

ADUERN
Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
Fone: (84) 3312 2324 / Fax: (84) 3312 2324
E-mail: aduern@uol.com.br / aduern@gmail.com
Site: http://www.aduern.org.br
Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidente da ADUERN
Lemuel Rodrigues

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LAMPIÃO ATACA SANTA CRUZ E TENTA SAQUEAR A CASA DE CLEMENTINO QUELÉ.

* Por Antônio Neto

Lampião no comando de um grupo formado por mais ou menos sessenta cangaceiros, devidamente armados e municiados, atacou de surpresa, às cinco horas da manhã do dia 6 de janeiro de 1924, o arruado de Santa Cruz no município de Triunfo, com o intuito de saquear e assaltar as residências daquela povoação. As casas escolhidas pelo bandido foram as de Clementino José Furtado, o famoso Clementino Quelé, de Pedro José Furtado, conhecido por Pedro Quelé e de José Antônio de Souza.

Conforme depoimentos das testemunhas arroladas no processo-crime do delito em questão, houve um tiroteio pesado de quase duas horas de fogo intenso, de modo que as moradias daquele lugarejo ficaram cobertas de fumaça. As pessoas que se encontravam nas habitações saqueadas, não passavam de meia dúzia de homens e algumas mulheres e crianças, que gritavam desesperadas por socorro. Não tardou para que os moradores do vizinho sítio Santa Luzia, viessem acudir as vítimas, evitando, assim, o saque à povoação de Santa Cruz. O bando saqueador perdendo a sua posição na retaguarda, se pôs, imediatamente em fuga, sendo perseguido por seus combatentes até a divisa com estado da Paraíba, seguindo o referido grupo o rumo da Vila de Patos, onde se entocaram.

Nessa ação criminosa os bandidos mataram Pedro José Furtado, conhecido por Pedro Quelé e Alexandre da Cruz e Souza, respectivamente irmão e genro de Clementino Quelé. Pelo jeito, o bandido tencionava acabar com a raça de Clementino, seu ex-cangaceiro e principal inimigo no município de Triunfo. Neposiano Alves Feitosa que se encontrava na casa de seu cunhado, José Antônio de Souza, vizinha à residência de Quelé, foi gravemente ferido, vindo a falecer no dia seguinte(7/01/1924).

Por esses crimes o promotor púbico de Triunfo, Dr. Severiano Machado Nepomuceno, em 22 de janeiro de 1924, ofereceu denúncia ao 1º suplente do Juiz municipal de Triunfo, contra os indivíduos: Virgulino Ferreira de Souza, o Lampião, Antônio Ferreira, Levino Ferreira, Antônio Mariano, Antônio Lalau, vulgo Tochinha, Silvino ou Clarindo, vulgo Bem-te-vi, Antônio de Tal, vulgo Meia-Noite, Joaquim Moitinha e o cangaceiro, conhecido por Juriti.

Em depoimento à justiça, Manoel Themóteo Ferreira, a 4ª testemunha a depor, afirmou ter ouvido de João Alves Feitosa, Clementino Furtado e outros moradores de Santa Cruz, que além dos indivíduos já incluídos na petição inicial da ação penal pública, também fizeram parte do grupo assaltante os cangaceiros Manoel Lopes, José Paulo, Manoel Joca, Luiz Leão, Salú de Leovegildo, Manoel Bezerra de Vasconcelos, conhecido por Nezinho de Leovegildo, Sabino de Tal, morador do lugar Abóboras, Felix Caboge, Laurindo Ferreira e Justino Ribeiro. Disse, ainda, que todos esses indivíduos eram afeitos à prática de crimes.

O famoso Clementino Quelé, embora em situação desvantajosa, saiu incólume desse episódio. A partir de então passou a perseguir, ferrenhamente, Lampião e seu grupo. Há quem diga que houve mais de vinte confrontos entre os dois. O Rei do Cangaço o odiava, no entanto não foi capaz de dar cabo do mesmo. Todavia, para se fortalecer e perseguir com segurança o tal bandido, Clementino, ingressou na Fôrça Pública do Estado da Paraíba. Em pouco tempo galgou o cargo de sargento, ficou famoso como “Sargento Quelé” e tonou-se um dos maiores perseguidores de Virgolino, o Lampião. Terminou os seus dias de vida, tranquilo na cidade paraibana de Prata, na divisa de Pernambuco com a Paraíba, sem ter logrado sucesso em sua empreitada de acabar como o Rei do Cangaço. No entanto foi implacável em sua perseguição.

Este trabalho teve como fundamento os autos do processo-crime instaurado pela justiça de Pernambuco, no pressuposto de ter sido cometido o ato criminal ora relatado. Portanto, à luz da Lei. Quem tiver dúvida a respeito do conteúdo deste artigo, sugiro que consulte os arquivos existentes no Memorial da Justiça de Pernambuco, CX 2744 – Pasta: Crime – Triunfo, 1924. Autor: Justiça Pública. Réus: Virgolino Ferreira de Souza, vulgo Lampião e outros.

(*) Antonio Neto é pesquisador, biógrafo, escritor e poeta








Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MEU MANO MÁRIO SÉRGIO, QUE NOS DEIXOU HÁ POUCO

Por Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura

Tinha um coração enorme, amava os animais, as plantas e tinha um carinho especial por todos os que o conheciam.

Aqui, dando um beijo em Ana Martins, que cuidava de nós, quando éramos muito jovens, na Fazenda Suatan e Bamburral, no Rio Grande do Norte.

O reencontro evidenciado nesta foto, após muitos anos do último encontro, demonstra como ele era especial.

Até breve, Mano!

Digo breve, já que o tempo vivido aqui na terra é uma faísca, quando comparado ao universo.

Esteja lá para me receber!

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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