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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O SERESTEIRO COCOTA ERA MOSSOROENSE

Por José Mendes Pereira

Francisco de Almeida Lopes era mossoroense, e carinhosamente alcunhado por Cocota. Era filho de Messias Lopes de Macedo e da dona Joana Almeida Lopes. Era seresteiro e irmão dos cantores fundadores do antigo "Trio Mossoró" os quais são: 

1 - Oséas Almeida Lopes nasceu em Mossoró no Estado do Rio Grande do Norte, idealizador do Trio Mossoró. É um cantor, produtor e compositor de música popular brasileira.  Além de vocalista do Trio era o responsável pelo o som do acordeon. Depois que o Trio Mossoró foi extinto, ele passou a cantar solo, e é conhecido nacionalmente por Carlos André.

https://www.youtube.com/watch?v=3XDblMUgBP8

Oséas Almeida Lopes (o Carlos André) foi um dos que teve a honra de participar dos shows do eterno rei do baião Luiz Gonzaga do Nascimento. 

https://www.youtube.com/watch?v=x4KPx-UKbiw

2 - Hermelinda Almeida Lopes nasceu no dia 31 de Outubro de 1945 em Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, e é conhecida por rainha do forró pé-de-serra. Além de cantora é também compositora. Também teve a honra de cantar ao lado do rei do baião Luiz Gonzaga.

Hermelinda também canta solo, mas sempre está acompanhando os irmãos em shows. Segundo ela me falou que reside no Rio de Janeiro, em companhia do irmão João Mossoró. Também fez parte da amizade do rei do baião Luiz Gonzaga, tendo sido emprestada por alguns anos ao rei do baião pelo o irmão Carlos André.

https://www.youtube.com/watch?v=Hxu76ddt9Yg

3 - João Batista de Almeida Lopes nasceu em Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, no dia 15 de janeiro de 1947. Antes, era conhecido por Sibito, apelido dado pelo rei do baião Luiz Gonzaga. Mas é mais conhecido como "João Mossoró". É um cantor e compositor brasileiro. Era componente do Trio Mossoró, e além de vocalista, era zabumbeiro do Trio. Atualmente canta solo, mas vez por outra os irmãos se reúnem e fazem shows por este Brasil afora, mesmo o Trio não mais existindo profissionalmente. Também fez parte da amizade do rei do baião Luiz Gonzaga, e alguns anos fora emprestado pelo o irmão Carlos André.

https://www.youtube.com/watch?v=zyN0RDJCrNg

Quando os irmãos (Trio Mossoró) estavam no auge da fama, convidaram o "Cocota" para tentar a carreira solo no Rio de Janeiro, e lá, seria apadrinhado pelos irmãos que já faziam muito sucesso. O convite feito pelos irmãos foi aceito por "Cocota", mas o seresteiro não imaginava que a sua viagem e carreira artística estariam prestes a serem encerradas, e por má sorte, ou coisa arquitetada, o "Cocota" estava marcado para morrer. E na noite do dia 12 de fevereiro de 1962, "Cocota" foi assassinado em Mossoró, com 38 perfurações de tesoura. O seresteiro tentou fugir do local em que estava, mas não conseguiu se livrar da morte, caindo logo em seguida. 

Seu Messias e Dona Joana Lopes tiveram o desprazer de ver o seu ente querido morto, com o corpo e os punhos banhados em sangue, saindo pelas perfurações feitas pela maldita tesoura e pelos cortes dos vidros, que no momento ele tentava pular um muro no local. 

O seresteiro "Cocota" tentou se livrar da morte, fez tantos esforços para viver, no intuito de apresentar a sua invejada profissão aos brasileiros, principalmente aos seus conterrâneos mossoroenses. Mas infelizmente não conseguiu, "Cocota" está morto, calando assim, a sua voz, e acabando com os sonhos daquele que foi o maior seresteiro da nossa cidade mossoroense.

Para homenageá-lo, em 1966, os irmãos gravaram uma linda música com o título "A MORTE DO SERESTEIRO", e foi gravada no long-play. Está no disco vinil 5ª faixa. 

Lamento! Não tenho o link do vídeo que tem esta música em homenagem ao "Cocota", para deixar nesta página, apenas entrego aos fãs destes irmãos artistas a letra da música dedicada ao "Cocota":

A MORTE DO SERESTEIRO
Trio Mossoró

Vai aqui nossa homenagem
Ao passarinho cantor
Que certa mão cruel e fria
Covardemente o matou
Que certa mão cruel e fria
Covardemente o matou.

Até hoje Mossoró
Reclama o seu seresteiro
Cocota cantava forte
Mas manso que nem cordeiro
Nem mesmo Jesus livrou-se
Da covarde traição
Outro Judas veio à terra
Para acabar com o nosso irmão.

Nós três aqui na terra
Seguimos sua lição
Cantando para o nosso povo
Nosso, novo baião
Parece que estou vendo
Lá no céu ele sorrindo
Em saber que aqui na terra
Seus irmãos estão lhe seguindo.

Vai aqui nossa homenagem
Ao passarinho cantor
Que certa mão cruel e fria
Covardemente o matou
Que certa mão cruel e fria
Covardemente o matou.

Até hoje Mossoró
Reclama o seu seresteiro
Cocota cantava forte
Mas manso que nem cordeiro
Nem mesmo Jesus livrou-se
Da covarde traição
Outro Judas veio à terra
Para acabar com o nosso irmão.

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POR DETRÁS DAS CORTINAS DA HISTÓRIA

Por Alfredo Bonessi
É pesquisador do cangaço

1 - Se você cavar o solo da Rússia, hoje, vai encontrar o terreno empapado de sangue, russo. A Europa deve muito ao povo russo a sua libertação do jugo Alemão na Segunda Guerra Mundial.

2 - A China deve muito ao povo americano a sua libertação, a sua honra, a sua liberdade que a libertou das garras do Japão.

3 - A Inglaterra deve muito aos aliados à sua vitória na Segunda Guerra Mundial. Se Hitler tivesse atacado os Ingleses na retirada de Duque que, teria eliminado 250 mil soldados ingleses, que desarmados, vagavam pela praia a espera da morte certa.

4 - Enquanto os russos davam a vida para libertar a Europa, os Americanos contribuíam com material bélico. Para a Rússia foram enviados 10 mil aviões de combate; 41 mil Jeeps e 240 mil caminhões Studebaker.

5 - O pai do socialismo foi um  judeu  Alemão. Depois a Alemanha se arrependeu da criação desse sistema, porque não funcionou, fez reformulação e abriu as portas para o Nazismo de Hitler.

6 - Na Primeira Grande Guerra a Alemanha financiou e preparou Lenin para fazer a derrubada do Tzar, com 10 milhões de dólares. Lenin se aliou a Stalin e conseguiram o feito. Esse plano foi copiado por Hitler, Mussolini, Fidel Castro, Hugo Chavez e Lula.

7 - Hitler pregava a obediência e não a democracia. O foco era a dominação da Europa. A ênfase do domínio recaia sobre a criação de uma super raça – pura – ariana. A lavagem cerebral de viver e morrer pela Fuhrer começava nas escolas, com as crianças, a partir dos 3 anos de idade. As crianças faziam longas marchas de até 250 km e demoravam em formaturas por mais de 3 horas. Um grupo de mulheres de pura linhagem eram confinadas para serem fecundadas por alemães puros, para perpetuarem a raça.

8 - A revolta do Cabo Hitler vem desde o fim da Primeira Guerra Mundial, quando na miséria e sem futuro, via o judeu alemão progredir na sociedade a frente do comercio, da indústria, nas artes, no cinema, na ourivesaria – inveja – mais nada do que isso.

9 - Já em 1943 a Alemanha já estava derrotada e tentou negociar a rendição. A resposta inglesa foi: rendição incondicional. Daí em diante Hitler mentia para o povo Alemão, distorcendo a realidade da guerra, através de um maciço sistema de propaganda enganosa.

10 - Sobre a Inglaterra foi despejada 3800 toneladas de bombas em toda a campanha. Em um só dia, sobre Colônia, sede da indústria alemã, foi despejada uma quantidade de bombas bem maior do que essa.

11 - A França deve em muito aos aliados na segunda Guerra Mundial. Mas os cidadãos mobilizados em um grupo de resistência causaram muitos mais prejuízos aos alemães que o exército libertador – é que a sabotagem praticada por eles contra os alemães muito contribuiu para a libertação da França. Quando os alemães se retiraram da França destruíram tudo o que puderam, desde animais, prédios e árvores.

12 -  O socialismo é uma forma de economia fracassada no mundo. Seus adeptos pregam democracia, e colocam os empregados acima dos patrões, os donos das indústrias. Atrasam a produção deliberadamente pela greve. Boicotam a produção. Querem salários em dia, mas são escravos dos sindicatos aos quais são filiados. Isso chama-se Neoliberalismo. Assim sendo o trabalhador fica revoltado com os patrões, que acaba fechando a industria e desempregando o trabalhador, que na miséria e sem recursos, acaba dependendo do governo socialista que envia a ele uma esmola, uma cesta básica de alimentos, e impõe, e dita a ele as regras do jogo: como viver, onde morar, etc. Enquanto isso, no poder,  os socialistas vivem como milionários capitalistas, comendo do bom e do melhor, viajando para o exterior, seus familiares vivem viajando e moram em mansões em Miami. Exemplo disso: Hugo Chavez, Fidel Castro, Lula, etc.

13 -  Os liberais ficam ao lado dos patrões porque são esses que lhe dão emprego. Vestem a camisa da empresa onde trabalham. Dão o melhor de si em prol do trabalho e da qualidade do produto produzido. Não pregam democracia, pregam liberdade de ação, livre iniciativa, e recebem o prêmio da democracia todo o final de mês: o dinheiro.

14 - É o dinheiro, o símbolo maior da democracia, porque está ao alcance do rico e do pobre e os nivela deixando todos iguais na sociedade.  As pessoas se dedicam aos estudos, a melhor forma de investir o seu dinheiro, e pelo trabalho honesto conseguem o lucro e prosperam, investindo no futuro. O liberal possui a maior força energética, a mais poderosa, que impulsiona o comercio, a indústria e o progresso de uma nação: a confiança e a fé no futuro pelo trabalho e pelo esforço pessoal. O liberal é livre individual e não livre coletivo, como querem os neoliberais – os socialistas. Não é um grupo palaciano que dita as regras para os cidadãos. O governo é de todos, por todos, para todos e não interfere na vida particular das pessoas. Aos cidadãos é dado todo o poder, toda a liberdade, e permitido a livre iniciativa.

15 - Em um país, quanto maior for a estrutura de governo, mais inoperante ele se torna, mais centralizador ele fica e por causa disso ele retira as possibilidades da sociedade progredir, ser livre, e subsistir por si mesma. Neste caso o cidadão não é livre – isso não é democracia. Sendo assim porque os socialistas falam em democracia? – É uma propaganda enganosa, baseada na mentira e na simulação.

16 - Por fim, até hoje, pouca gente sabe o motivo que os EUA colocaram as duas bombas atômicas sobre duas cidades japonesas na Segunda Guerra Mundial. Vou explicar em poucas palavras: o Japão já havia perdido o poderio naval, o poderio aéreo e muitas ilhas já tinha sido tomadas pelos americanos, as custas de milhares de perdas humanas. Ocorre que a indústria bélica japonesa não era localizada em uma determinada cidade no Japão, mas em cada residência da família japonesa, onde eram fabricadas as munições, peças de aviação, armas e demais equipamentos. Diante disso os americanos não possuíam um único alvo em que pudessem bombardear e por fim a guerra pela destruição da indústria bélica japonesa porque era espalhada pelos lares das famílias. Assim sendo optou-se pela destruição de duas cidades, completas, e por isso conseguiram pôr fim ao conflito.

17 - Encerrando devo acrescentar que na Floresta Negra,  nas Ardenhas,  os EUA perderam 25 mil homens só pela intempérie, pelo frio, de congelamento, gripe e conseqüências. E que em um só dia, em um combate aéreo, os aliados perderam 450 pilotos de combate.

18 -  O efetivo alemão na Segunda Guerra era constituído de 1 milhão de SS – a Força Especial Alemã, e 15 milhões de combatentes em diversas armas.

19 -  O Marechal Montgomery – Ingles – que não bebia, não fumava e não comia carnes - em uma ocasião convidou o General Alemão Nola, prisioneiro de guerra, para jantar. Essa situação chegou aos ouvidos de Churchil, que deu de ombros e comentou: pobre Nola – eu também já jantei com Montgomery.

Alfredo Bonessi – Diga Não ao Comunismo –


(A nossa bandeira jamais será vermelha - Bonessi)

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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VIOLETA FORMIGA


Violeta Formiga nasceu na cidade de Pombal, sertão da Paraíba, em 28 de maio de 1951, filha de José Formiga e Dona Prima Gonçalves Formiga. Passou sua Infância e adolescência na cidade natal, onde estudou no Colégio Diocesano e na Escola Normal “Arruda Câmara” (posteriormente "Josué Bezerra"). 

Em 1971 mudou-se para João Pessoa, onde ingressou no curso de Psicologia pela UFPB e já revelava tendências para as letras. 

Começou a divulgar seus poemas nos jornais da capital e no jornal literário Correio das Artes. 

Em 21 de agosto de 1982 faleceu aos 31 anos assassinada pelo ex-marido. 

A poetisa deixou dois livros, um publicado ainda em vida, o “Contra Cena” e um póstumo, “Emoções”.

Dádiva
(Violeta Formiga)

Dádiva

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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DR. LAMARTINE DE ANDRADE LIMA COMENTA SOBRE O COMBATE DE MARANDUBA NO LOCAL DO TIROTEIO

Uma produção do historiógrafo Rostand Medeiros
https://www.youtube.com/watch?v=xrrovedTrKQ&feature=youtu.be

"Este combate aconteceu em 9 de janeiro de 1932, envolveu Lampião, seu grupo de cangaceiros e volantes policiais, em terras da fazenda Maranduba, no sertão de Sergipe. Ali aconteceu uma retumbante vitória do chefe bandoleiro e neste vídeo temos alguns apontamentos do Dr. Lamartine de Andrade Lima no local dos fatos. 

O Dr. Lamartine foi por mais de 20 anos assistente do Dr. Estácio Luiz Valente de Lima – criador do Museu do Cangaço e cientista que escreveu a obra “O Mundo estranho dos Cangaceiros” – livro clássico sobre o tema. 

O Dr. Lamartine também realizou criteriosos estudos sobre o assunto, baseados em persistente pesquisa e na convivência que teve com inúmeros cangaceiros, presos em Salvador, e acompanhados pelo Dr. Estácio."

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O VERDE COLIBRI E A FLOR DO MARACUJAZEIRO

Pesquisadores: Antonio Oliveira, Dr. Archimedes Marques e Guilherme Machado

Há anos não escrevia uma crônica. Na década de SETENTA escrevi e publiquei em alguns jornais, crônicas e artigos. Mas contava com a tutela do Juiz de Menores Doutor Edmundo Benevides Azevedo, de saudosa memória, de quem eu era seu assessor (não oficial), mas nas palestras sobre drogas entorpecentes na Cidade do Salvador. 

Tenho a impressão que após a morte do meu amigo, Juiz Benevides, minha inspiração e motivação foram ofuscadas, logo que eu era levado por ele aos jornais para a impressão das matérias. Mas, que tem o COLIBRI de hoje com quase quatro décadas passadas? Parece até saudosismo. Pode ser!


É que naquela ocasião -, solteiro ainda e, morando sozinho; depois de uma jornada de trabalho cansativa no plantão de fim de semana no Juizado de Menores, deitei-me numa rede no meu minúsculo quintal de fundo de casa, ouvindo o gorjear dos pássaros por entre os ramos das árvores da chácara vizinha; dormir de verdade e comecei a sonhar com um mundo melhor; com um povo alegre e feliz. Mas, toda aquela alegria que eu sentia no sonho, era reflexo do canto dos passarinhos que me fizeram dormir. Quando acordei, o sol havia ido embora; os pássaros certamente já dormiam e a alegria sentida no sonho não mais existia. Agora evocava apenas as ocorrências que havia deixado escritas na velha máquina de escrever num plantão extenuante na velha capital da Bahia de Todos os Santos.

Fonte: Site de imagens

Não sou cronista nem poeta, mas às vezes a NATUREZA – criação DIVINA, nos surpreende em certos momentos, diria até -, de transitória solidão e nos transporta para um passado remoto, ou um episódio arquivado no inconsciente, e agora viria à tona com a presença de um segundo episódio onde nele continha semelhanças do primeiro.

O passado foi aquele da década de SETENTA que mencionei. Agora, eis a crônica do momento.

Numa tardezinha de aproximadamente dez dias, estava realizando uma pesquisa na Internet. A mente já cansada, tanto quanto naquela ocasião em que os pássaros cantavam pra mim no pomar do vizinho quando de retorno do plantão do Juizado de Menores; sentado como estava ao computador, observei pelo vidro da janela um belo colibri de penas verdes reluzentes sugando o néctar de uma única flor de Maracujazeiro que havia no ramo da planta do meu quintal. Parei a digitalização e apliquei a atenção no desempenho daquele minúsculo animalzinho que desempenhava sua tarefa com perfeita dedicação e, talvez, necessidade.

Pinterest

Trabalho realizado, cantando para mim como estivesse me pedindo que não destruísse aquela plantinha na qual a única flor ali existente estava servindo de alimento para ele, levantou voo com a mesma agilidade da função que ora estava executando, deixando para mim a difícil decisão de arrancar, ou deixar sobreviver o maracujazeiro quase improdutivo que abriga um tipo de formiga tão pequena que não vemos; apenas sentimos a dor da ferroada.

E, sabe de uma? Armei a rede bem próximo à flor do maracujazeiro; fiquei meditando se era uma mensagem que o beija-flor estava me transmitindo. Trinta minutos após, o bichinho retornou exercitando o mesmo “ritual”, ainda que, estando eu ali ao lado. Aí foi que me deixou intrigado! Por que aquela segunda visita em tão rápido espaço de tempo?

Como não pude entender o “recado” trazido pelo colibri, decidi não arrancar a minha quase improdutiva planta. Aquela flor produziu um fruto que agora você poderá observar ao lado deste modesto texto. SÃO AS COISAS DA VIDA!

Autor: Antonio Oliveira
Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=255181801536389&set=a.210406402680596.1073741827.100011337136149&type=3&theater

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OS QUILOMBOS

Comunidade quilombola de Curiaú, no Amapá, no Brasil

Os quilombos constituíram-se em locais de refúgio dos escravos africanos e afrodescendentes em todo o continente americano.[1] Eram entendidos pelo Conselho Ultramarino do governo português em 1740 como todo "agrupamento de negros fugidos que passe de cinco, ainda que não tenham ranchos levantados em parte despovoada nem se achem pilões neles". A definição antropológica da Associação Brasileira de Antropologia de 1989 para esse agrupamento é: toda comunidade negra rural que agrupe descendentes de escravos, vivendo de cultura de subsistência e onde as manifestações culturais têm forte vínculo com o passado.

No Brasil, abrigavam também minorias indígenas e brancas. Ao longo da América, tinham diversas denominações: cimarrones em algumas partes da América espanhola; palenques em Cuba (1677, 1785 e 1793) e Colômbia (1600);Maroons na Jamaica (1685) e Suriname (1685 com a fuga do seu fundador); marrons no Haiti (1665, independente em 1804); Cumbes na Venezuela (1552, 1763, 1765) (CARVALHO, 1996); quilombos e mocambos no Brasil.[2]

Os escravos fugiam das fazendas entre os séculos XVI e XIX, e se abrigavam nos quilombos para se defenderem da escravidão e resgatarem a cosmovisão africana e os laços de família perdidos com a escravização. Neles, existiam manifestações religiosas e lúdicas, como a música e a dança. O mais famoso deles na história do Brasil foi o dePalmares. Denominam-se "quilombolas" os habitantes dos quilombos. Atualmente, as comunidades quilombolas passam por um processo de reconhecimento legal de sua existência por parte dos governos nacionais e das organizações internacionais.[3][4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra "quilombo" tem origem nos termos "kilombo" (Quimbundo) e "ochilombo" (Umbundo), estando presente também em outras línguas faladas ainda hoje por diversos povos Bantus que habitam a região de Angola, na África Ocidental. Originalmente, designava apenas um lugar de pouso, utilizado por populações nômades ou em deslocamento; posteriormente passou a designar também as paragens e acampamentos das caravanas que faziam o comércio de ceraescravos e outros itens cobiçados pelos colonizadores. Significava também "acampamento guerreiro",[5] "capital, povoação, união".[6] Porém foi só no Brasil que o termo "quilombo" ganhou o sentido de comunidades autônomas de escravos fugitivos.[7]

Moradores da comunidade quilombola de São Domingos, em Paracatu, em Minas Gerais, no Brasil

Legislação[editar | editar código-fonte]

As comunidades quilombolas, de acordo com certos critérios, podem pleitear ao Estado brasileiro:

O reconhecimento oficial como comunidade quilombola, pela Fundação Cultural Palmares;

O título de propriedade da terra, como consta na Constituição de 1988 (ver Terras quilombolas no Brasil);

O acesso a projeto de sustentabilidade, preservação e valorização de seus patrimônios histórico-culturais, assegurado nos Artigos 214, 215 e 216 da Constituição do Brasil.

Características[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente, os quilombos eram das regiões de grande concentração de escravos, afastados dos centros urbanos e em locais de difícil acesso. Os quilombos da Confederação Quilombola do Campo Grande, em Minas Gerais, conhecida como Quilombo do Campo Grande, alteram em muito esse conceito generalizante, pois, a partir de 1735, se formaram e se fortaleceram com pretos forros e seus escravos, brancos pobres e seus escravos, além de escravos fugidos da escravidão. Todos eles fugiam do sistema tributário da capitação que vigorou nas Minas no período de 1735 a 1750.[8]

Embrenhados nas matasselvas ou morros, esses núcleos se transformaram em aldeias, dedicando-se à economia de subsistência e às vezes ao comércio, alguns tendo mesmo prosperado. Existem registros de quilombos em todas as regiões do país, com destaque ao estado de Alagoas, na região do atual município de União dos Palmares, onde surgiu o principal e maior quilombo que já existiu: o Quilombo dos Palmares, na então Capitania de Pernambuco, quando Alagoas era ainda comarca pernambucana.[9][10]Segundo os registros, existem quilombos nos seguintes estados brasileiros: MaranhãoPernambucoEspírito SantoBahiaGoiásMato GrossoParáAmapáAcre,Rio Grande do NorteAmazonasRio de JaneiroSão PauloSergipeCearáRio Grande do SulParanáMinas GeraisMato Grosso do SulRondôniaRoraima,Santa CatarinaTocantinsPiauíParaíba e Ceará.

Quilombolas no lançamento da Agenda Social Quilombola e do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial, no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Antônio Cruz/ABr

Os seus habitantes,[11] denominados de "quilombolas", eram, originalmente, agrupamentos de ex–escravos fugidos de seus senhores desde os primeiros tempos do período colonial. Em algumas épocas e locais, tentaram reproduzir a organização social africana,[12] inclusive com a escolha de reis tribais.

Quanto à violência praticada pelos quilombos e quilombolas, Luiz Gonzaga da Fonseca, no seu livro "História de Oliveira", na página 37, descreve o caos provocado no Caminho de Goiás, a Picada de Goiás, pelo quilombolas do Quilombo do Ambrósio, o principal quilombo de Minas Gerais:

Não há dúvida que esta invasão negra, fora provocada por aquele escandalosa transitar pela picada, e que pegou a dar na vista demais. Goiás era uma Canaã. Voltavam ricos os que tinham ido pobres. Iam e viam mares de aventureiros. Passavam boiadas e tropas. Seguiam comboios de escravos. Cargueiros intérminos, carregados de mercadorias, bugigangas, minçangas, tapeçarias e sal. Diante disso, negros foragidos de senzalas e de comboios em marcha, unidos a prófugos da justiça e mesmo a remanescentes dos extintos cataguás, foram se homiziando em certos pontos da estrada ("Caminho de Goiás" ou "Picada de Goiás"). Essas quadrilhas perigosas, sucursais dos quilombolas do Rio das Mortes, assaltavam transeuntes e os deixavam mortos no fundo dos boqueirões e perambeiras, depois de pilhar o que conduziam. Roubavam tudo. Boiadas. Tropas. Dinheiro. Cargueiros de mercadorias vindos da Corte (Rio de Janeiro). E até os próprios comboios de escravos, matando os comboeiros e libertando os negros trelados. E com isto, era mais uma súcia de bandidos a engrossar a quadrilha. Em terras oliveirenses, açoitava-se grande parte dessa nação de 'caiambolas organizados' nas matas do Rio Grande e Rio das Mortes, de que já falamos. E do combate a essa praga é que vai surgir a colonização do território (deOliveira (Minas Gerais) e região). Entre os mais perigosos bandos do Campo Grande, figuravam o quilombo do negro Ambrósio e o negro Canalho.[13]

Embora a escravidão no Brasil tenha sido oficialmente abolida em 13 de maio de 1888, alguns desses agrupamentos chegaram aos nossos dias, graças ao seu isolamento, como, por exemplo, Ivaporunduva, próximo ao rio Ribeira de Iguape, no estado de São Paulo.

A maioria dos quilombos tinha existência efêmera, pois uma vez descobertos, a sua repressão era marcada pela violência por parte dos senhores de terras e de escravos, com o duplo fim de se reapossar dos elementos fugitivos e de punir exemplarmente alguns indivíduos, visando a atemorizar os demais cativos.

Escravidão nos Quilombos[editar | editar código-fonte]


Apesar de representar uma resistência à escravidão, muitos quilombos contavam com a escravidão internamente. Esta prática levou vários teóricos a interpretarem a prática dos quilombos como um conservadorismo africano, que mantinha as diversas classes sociais existentes na África, incluindo reis, generais e escravos.[14][15]

Contudo, a escravidão nos quilombos em nada se assemelhava à escravidão dos brancos sobre os negros, sendo os escravos considerados como membros das casas dos senhores, aos quais deviam obediência e respeito.[16] Semelhante à escravidão entre brancos, comum na Europa na Alta Idade Média.[17]

Assim, a prática da escravidão nos quilombos tinha dupla finalidade:[18]

A primeira, de aculturar os escravos recém-libertos às práticas do quilombos, que consistiam em trabalho árduo para a subsistência da comunidade, já que muitos dos escravos libertos achavam que não teriam mais que trabalhar; e a segunda, que visava a diferenciar os ex-escravos que chegavam aos quilombos pelos próprios meios (escravos fugidos, que se arriscavam até encontrar um quilombo. Sendo, neste trajeto, perseguidos por animais selvagens e pelos antigos senhores, e ainda, correndo o risco de serem capturados por outros escravistas) daqueles trazidos por incursões de resgates (escravos libertados por quilombolas que iam às fazendas e vilas para libertar escravos).

Estudos genéticos[editar | editar código-fonte]

Estudos genéticos realizados em quilombos têm revelado que a ancestralidade africana predomina na maioria deles, embora seja bem significativo a presença de elementos de origem europeia e indígena nessas comunidades. Isso mostra que os quilombos não foram povoados apenas por africanos, mas também por pessoas de origem europeia e indígena que foram integradas nessas comunidades. Os estudos mostram que a ancestralidade dos quilombolas é bastante heterogênea, chegando a ser quase que exclusivamente africana em alguns, como no quilombo de Valongo, no Sul, enquanto em outros a ancestralidade europeia chega até a predominar, como no caso do quilombo do Mocambo, na Região Nordeste do Brasil, mas isso é a exceção.[19]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Quilombo

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NOVIDADE... BOMBA...!...NOVIDADE...BOMBA...!

Por Volta Seca
Imagem do google

Confidenciou-me hoje, um renomado pesquisador do cangaço, que tomou conhecimento através de fonte fidedigna, que o Dr. Frederico Pernambucano de Melo (grande escritor/pesquisador/colecionador), negociou TODO O SEU ACERVO DO CANGAÇO, com o INSTITUTO RICARDO BRENNAND - Recife, pela bagatela de uns ...?

Imagem do google

O Instituto Brennand se caracteriza como um MUSEU muito bem organizado e, seguro, localizado na cidade de Recife no Estado de Pernambuco.

Imagem do Google 

Você como estudioso e, interessado pelo tema, o que acha dessa transação ?


https://www.facebook.com

ESTATUTO DA SBEC - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO




http://lentescangaceiras.blogspot.com.br/search/label/%23%23%20Estatutos%20da%20SBEC

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C O M U N I C A D O!

 Por Benedito Vasconcelos Mendes

A próxima visita ao Museu do Sertão em Mossoró será no dia 6 de dezembro de 2016 (terça-feira ), de 7:00 às 18:00 horas.  

https://www.youtube.com/watch?v=v3O_pfImfL4

Esta visita será no dia da ida ao Museu do Sertão dos participantes do II SEMINÁRIO  INTERNACIONAL  ENCONTRO DAS AMÉRICAS.

https://www.youtube.com/watch?v=eSdhmrbWLNk

Enviado pelo fundador e diretor do "Museu do Sertão de Mossoró" professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes.

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FOTOS DO LANÇAMENTO DO LIVRO " HISTÓRIA DA MINHA VIDA PROFISSIONAL ",

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Fotos do lançamento do livro "História da Minha Vida Profissional", ocorrido ontem (19-10-2016) em Fortaleza, no Náutico Atlético Cearense. 


O autor do referido livro, Prof. Benedito Vasconcelos Mendes foi saudado pelo grande tribuno cearense Neuzemar Gomes de Moraes. Grande número de intelectuais e de familiares do Dr. Benedito estiveram presentes, dentre eles representantes da Academia de Letras e Artes do Ceará, Academia Feminina de Letras do Ceará, Academia de Letras Juvenal Galeno, Academia Sobralense de Estudos e Letras, Centro Cultural do Ceará, Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil e instituições culturais de Mossoró. 


Falaram ainda na solenidade ou marcaram presenças às seguintes autoridades culturais: Dr Ernani Rocha Machado (CCC), José Odmar de Lima(ALACE), Gizela Nunes da Rocha(AGEB), Socorro Cavalcanti (ALJUG), Gutemberg Liberato Andrade (Academia de Cultura do Ceará), Lucineide Souto (CONINTER), Rejane Costa Barros (AFELC) e o Advogado Pedro Jorge Medeiros (Presidente do Náutico).


Enviado por: Benedito Vasconcelos Mendes

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