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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

UM CEGO TROPEÇA NO VENTO E CAI

*Rangel Alves da Costa

Um menino tropeça no vento e voa. Mas um cego tropeça no vento e cai.
Como é bom caminhar, avistar o mundo, divisar os horizontes, ter diante do olhar o pôr do sol e a última revoada que passa. E ao avistar tamanha beleza, diz ao cego que está ao lado, que num instante se levanta tomado de emoção, então tropeça no vento que passa e cai.

A mulher estende a roupa e chama a ventania. Mas um cego tropeça no vento e cai.

Como é bom sentir o sopro do vento, seu avanço sobre o varal, as roupas esvoaçando e também as folhagens dos arredores. Quem o avista sabe se vai chover, sente como passa varrendo tudo ou apenas enxuga a roupa. E quando um pano se desprende do varal e é levado, e a mulher logo grita, o cego se levanta querendo ajudar, mas tropeça no vento e cai.

Ao entardecer sobre as calçadas, entre proseados e cadeiras espalhadas, pessoas celebram a brisa boa e vão comentando sobre as realidades ao redor, sobre as novidades que passam, sobre o céu nublado que vai se formando e a ventania que parece querer tomar o lugar da refrescante aragem. O cego quer se aproximar para ouvir mais de perto, porém tropeça no vento e cai.

Nem com a força de vendavais, aquela árvore centenária geme sua idade. Mas o cego tropeça no vento e cai. Só depois de muita força a janela é aberta pela ventania. Mas o cego tropeça no vento e cai. Um passa correndo, pulando por cima de tudo, enquanto outro parece até voar querendo ser o primeiro a chegar, e ninguém tropeça e cai. Mas o cego tropeça no vento e cai.

O pássaro voa solene, singelo, cortando horizontes e seguindo adiante. O avião faz seu risco no ar e vai sumindo entre as nuvens, longe, cada vez mais longe. A pipa sobe desajeitada, querendo seguir, querendo voltar, mas depois toma os espaços como a coisa mais bela, enquanto menino a domina com apenas dois dedos. Tudo assim com seu voo, seu passeio pelo ar, sua dança nas nuvens. Mas o cego tropeça no vento e cai.


O bêbado vai de calçada a outra, titubeia sem cair. Mas o cego tropeça no vento e cai.

As folhas secas e mortas vão seguindo pelo ar. Seguem o caminho, o impulso, a força do vento. Bem assim com a poeira que se desprende das coisas velhas e se junta ao pó que vai sendo soprado até se espalhar mundo afora. Tudo tem seu momento e sua lógica de acontecer. Nada estranho no graveto que vai sendo arremessado pela rua ou pelos restos que vão sendo soprados adiante. Mas nada normal quando um cego tropeça no vento e cai.

O ser humano precisa discernir sua estrada, precisa escolher o melhor caminho a seguir. É este poder de decisão que o torna capaz de ser dono do próprio destino. Mas qual estrada seguir, qual caminho escolher, qual poder de decisão naquele que nada avista adiante, e não por que deseje que seja assim. Quer também ter sua estrada, até tenta dar um passo sem medo, mas logo tropeça no vento e cai.

Mas não somente o que tem cegueira na visão que tropeça no vento e cai. Cego é também qualquer um que podendo avistar não deseja fazê-lo com os olhos da razão. O cego de visão conhece os seus limites, sabe que está propenso ao passo em falso, mas o cego de razão sabe que vai cair e ainda assim caminha ao precipício. Mas o vento que faz tropeçar e cair não é o mesmo para os dois. Há num a tentativa de acerto, enquanto no outro há tentativa de erro. Um cai pelo tropeço do vento, o outro nem precisa de qualquer sopro para cair.

É que o homem é frágil demais. Qualquer vento lhe surge como ameaça. Um cego tropeça na sua passagem e cai. Mas qualquer um que pretensiosamente se ache em segurança ou forte demais, de repente poderá ser transformado em frangalho que se desprende de varal. O cego tropeça no vento e cai, mas igual folha seca será aquele cuja visão perfeita não lhe permita enxergar o que está além de seu passo.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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VOCÊ SABIA?


O livro (esgotado) "Quem matou DELMIRO GOUVEIA" do escritor Gilmar Teixeira, já foi cogitado e, houve negociações, em virar uma MINI-SÉRIE na Rede Globo?

Fonte: 

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PRIMEIRA REUNIÃO DE TRABALHO: EXU 2017


Aconteceu no último sábado, dia 22 de outubro de 2016, a primeira reunião de trabalho para o empreendimento do Cariri Cangaço Exu 2017. Os encontros aconteceram na terra do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, no sopé da Chapada do Araripe , em solo pernambucano. Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço acompanhado do fotografo e artista plastico Wilson Bernardo e do pesquisador e ator Nemésio Barbosa, cumpriram extensa agenda de contatos e visitas na direção da formatação inicial do grande evento.

"Estarmos em Exu, para nós do Cariri Cangaço, é uma grande honra. O conjunto significativo de tradições, memórias e histórias desse lugar agigantam nosso sertão: Aqui nasceu Luiz Gonzaga, aqui nasceu Barbara de Alencar, por aqui passaram Beato Zé Lourenço e o vaqueiro Raimundo Jacó, aqui temos registrado na história um dos maiores conflitos entre família que se tem noticia, o embate entre os Sampaio, os Saraiva e os Alencar ; enfim, Exu chega com força ao Cariri Cangaço e sem duvidas teremos um dos mais significativos eventos do ano." Confirma o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo.

 Bibi Saraiva, Nemésio Barbosa, Manoel Severo, Carlina e Elma Alencar, 
descendentes de Bárbara de Alencar.
Bibi Saraiva, Lua Gonzaga, Manoel Severo e Nemésio Barbosa

Tendo como principal anfitrião, o pesquisador e escritor, ex-secretário de cultura do município por 16 anos, Bibi Saraiva, a caravana Cariri Cangaço esteve visitando os meios de hospedagens, restaurantes, clubes e auditórios para definir os principais pontos de infraestrutura. As visitas se seguiram também em alguns dos principais e significativos pontos turísticos, tendo como destaque o Parque Aza Branca, onde temos o Museu, o Mausoléu e a Casa de Luiz Gonzaga. "Exu recebe o Cariri Cangaço de braços abertos, era um anseio nosso de muito tempo puder sediar esse grandioso e respeitado evento, que ora se concretiza" revela Bibi Saraiva.

Para Carlina Alencar, descendente da heroína da Revolução Pernambucana, Bárbara de Alencar, "É uma honra receber o Cariri Cangaço em Exu, sem dúvidas teremos uma grande Festa sertaneja, inclusive com a visita a Fazenda Araripe de Bárbara de Alencar".

 Casa de Luiz Gonzaga, e imagens da visita ao Parque Aza Branca

A partir das 14 horas foi realizada a reunião de trabalho, reunindo representantes do poder público, meios de hospedagens, cultura, OAB, Conselho de Turismo, dentre outros. Estiveram presentes, Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço, Bibi Saraiva, Pesquisador e Escritor; Cícero Marcelino, Secretário de Cultura de Exu; Helenilda Moreira, ex-Secretária de Cultura e Vereadora; Alvenir Peixoto, Presidente do Conselho Municipal de Turismo; Anunciado Saraiva, representando a OAB; o ator Reinaldo Veira, da empresária Isabel Albuquerque e ainda Nemésio Barbosa e Wilson Bernardo.

Manoel Severo, Bibi Saraiva, Nemesio Barbosa e Wilson Bernardo no Mausoléu onde repousa o Rei do Baião, Luiz Gonzaga

Inicialmente foram dadas as boas vindas ao Cariri Cangaço pelo pesquisador Bibi Saraiva, que falou da grande satisfação e expectativa da chegada do evento ao Exu; em seguida o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo fez uma explanação do Projeto Cariri Cangaço, falando das realizações, dos estados e municípios que sediam o evento e uma apresentação do Projeto Cariri Cangaço Exu 2017.

"Nosso desejo é realizar um evento que possa mostrar toda a grandeza cultural e histórica de Exu, para isso nos debruçamos sobre a criação de uma programação que pudesse, mesmo considerando o pouco tempo; a ideia é termos um evento começando numa quinta-feira a noite encerrando no sábado a noite; ser concisa mas ao mesmo tempo dinâmica e que possamos aproveitar cada momento, que sem dúvidas serão marcantes" ressalta Manoel Severo. 

Gabriel e William, da Escola de Sanfonas Dominguinhos, 
presença garantida no Cariri Cangaço
Nemésio Barbosa, Bibi Saraiva, Wilson Bernardo e Ednazaldo

Com a colaboração prévia do Conselho Cariri Cangaço, com destaque para os Conselheiros Kydelmir Dantas, Múcio Procópio e Juliana Pereira, foi apresentado um conjunto de sugestões para o Cariri Cangaço Exu, com destaques para as Mesas de Debate Temáticas, voltadas para a vida e obra de Luiz Gonzaga, como: A contribuição de Luiz Gonzaga na formação da identidade cultural do povo nordestino, Bibliografia Gonzaguiana e A Música de Luiz Gonzaga; compositor e parceiros; dentre outros temas, quando serão convidados personalidades identificadas com as temáticas e de reconhecimento nacional. 

Outro ponto importante foram as definições do conjunto de visitas a serem realizadas dentro do evento: O Parque Aza Branca; com Mausoléu, Museu e Casa de Luiz Gonzaga; o Sítio Araripe com a Casa e Museu de Dona Bárbara, a Igreja de São João do Araripe, a Casa de Januário , além da visita ao distrito de Tabocas com a inauguração do Memorial Antônio Saraiva Albuquerque e o Mirante do Araripe, além do Sítio União, última morada do Beato Zé Lourenço, dentre outros cenários importantes do lugar.

Primeira Reunião de Trabalho: Cariri Cangaço Exu 2017
De pé: Ramires e Isabel Albuquerque, Nemésio Barbosa, Anunciado Saraiva, Helenilda Moreira e Reinaldo Vieira; sentados: Cícero Marcelino, Bibi Saraiva, Manoel Severo e Alvenir Peixoto.

Outro momento alto da Programação do Cariri Cangaço Exu 2017 serão os lançamentos dos livros: O Império dos Rifles e O Massacre dos Coronéis-A Hecatombe de 49; ambos do pesquisador e escritor Bibi Saraiva. Os lançamentos que serão seguidos de palestra e debates sobre esse que é um dos momentos históricos mais marcantes do nordeste, que foram os conflitos entre as famílias Sampaio, Saraiva e Alencar, no Exu, com repercussões em todo o Brasil.

"Se tem Cariri Cangaço em Exu, tem que ter forró, e dos bons, sem dúvidas teremos também uma grande festa da musica nordestina e de Luiz Gonzaga com as apresentações da Orquestra Sonata tocando Luiz Gonzaga, da Escola de Sanfonas Dominguinhos e ainda os grandes artistas Joquinha Gonzaga, Joãozinho do Exu, dentre outros" revela Bibi Saraiva.

Até o final do sábado todos os esforços foram  na direção do melhor planejamento para o Cariri Cangaço Exu 2017. "A data ainda não temos, mas é quase certo, 99% certo que seja na segunda quinzena de Julho, talvez entre os dias 27 e 30 de julho, ainda estamos estudando, até para aproximarmos o Cariri Cangaço Exu de outras duas grandes celebrações, o aniversário de morte de Luz Gonzaga e a Missa do Vaqueiro de Serrita, sem dúvidas será um marco !" Confirma Manoel Severo. "Ainda temos tempo para o planejamento e para os preparativos, uma vez que o Cariri Cangaço Exu será possivelmente no final de Julho de 2017, mas já começaremos a trabalhar hoje mesmo". Conclui Bibi Saraiva.

Cariri Cangaço
Reunião de Trabalho
22 de Outubro de 2016, Exu - Pernambuco

http://cariricangaco.blogspot.com.br/

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EDUCAÇÃO RECONCILIANDO O BRASIL

(*) Rinaldo Barros

Começo lembrando ecos do nosso passado, nosso pecado original: o Brasil, ao abolir a escravidão, em 1888, não garantiu aos negros o acesso a uma educação de qualidade. Esse registro histórico é importante para explicar o enorme déficit que se foi acumulando devido a essa omissão do poder público brasileiro. Em decorrência disso, a marca da desigualdade vem sendo passada de geração a geração. Relembro: 53% da população brasileira é composta por negros e descendentes.

Daí a grande responsabilidade que pesa sobre nossos ombros para mostrar que não serão em vão os esforços para adquirir cultura e conhecimento. Do jeito que está hoje a situação, no patropi, é muito difícil convencer um jovem de que ele será capaz de ganhar mais dinheiro se continuar numa escola do que se entrar no circuito das drogas. O pior é que as evidências cotidianas provam o contrário.

No caso do Brasil, há ainda o obstáculo do egoísmo secular e abissal das elites que se recusam a enfrentar esse quadro dramático e a fazer o que está ao seu alcance.

Paradoxalmente, todo mundo concorda que o grande desafio é transformar a Educação em alavanca do desenvolvimento. Nesta direção, os investimentos em tecnologia e, particularmente, as tecnologias de informação e comunicação (TICs), podem ser de grande ajuda nesse processo.

Está mais do que comprovada a contribuição positiva que as tecnologias de comunicação podem dar na ampliação do acesso à educação e na melhoria da qualidade de materiais de aprendizagem a custos significativamente menores que os envolvidos em outras modalidades mais tradicionais de ensino quando populações grandes e dispersas devem ser atendidas.       

A UNESCO tem procurado apoiar todas as possíveis formas de estender educação de qualidade ao maior número de pessoas possível e, no caso do uso das TICs, chama a atenção para o fato de que o uso combinado de várias tecnologias é provavelmente a melhor forma de atender aos fins educacionais.  

A base para uma adequada combinação de tecnologias na Educação é o reconhecimento de que se devem mobilizar todos os recursos tecnológicos disponíveis para fins educacionais; e que os livros podem ser enriquecidos por outros meios para compor os elementos centrais na construção do conhecimento.

A educação presencial é ainda dominante, mas as universidades brasileiras, públicas e privadas, já começaram a oferecer cursos à distância, particularmente para a capacitação de professores.

A Internet já é um meio adotado por algumas escolas e universidades e é preciso estimular novas experiências na aplicação de tecnologias ao ensino no Brasil, seja na sala de aula ou à distância, na educação formal ou nas várias modalidades de educação continuada, ao longo da vida.

Vibro quando imagino que é possível nos apropriar da Tecnologia da Informação e Comunicação para construir redes solidárias, que articulem experiências e práticas testadas historicamente, construindo para a nossa terra uma alternativa humanizadora, inclusiva, democrática e cidadã.

Sonho com a metrópole digital, falo de e-governo, o governo inteligente, onde o Prefeito da capital estará conectado permanentemente com seus auxiliares, outros prefeitos, outros níveis de governo e com o Terceiro Setor, em tempo real. Seria como nos redimir, reconciliando nossa sociedade com o seu futuro.

A Educação é o principal vetor capaz de alinhar o desenvolvimento econômico com o social - um dos grandes desafios brasileiros. Portanto, valorizar a oferta de uma educação de qualidade, e não de qualquer educação, é um passo decisivo para um país mais justo. Isso significa oferecer a todos uma educação básica que leve o aluno a aprender o que é esperado a cada ano escolar, que o possibilite a concluir o ensino médio na idade correta, aos 17 anos de idade; e que o capacite a dar prosseguimento aos estudos, no ensino superior ou na formação que escolher para se preparar para o mundo do trabalho.

A educação de boa qualidade é fundamental como elemento de libertação e de justiça social. O colapso do sistema educacional brasileiro é pior do que a pobreza da nossa população. Por isso, devemos dar à educação brasileira um clamor de urgência nacional, de total prioridade. 

Atualmente, com um cenário de corrupção sistêmica, alta de juros, dólar e inflação nas alturas, desemprego assustador, famílias endividadas, insatisfação popular crescente, greves de diversas categorias profissionais, vácuo de liderança, ausência de governabilidade, e investidores ainda com medo do Brasil; a Educação de qualidade, a Reforma do Ensino Fundamental e Médio, que era um assunto que estava anos-luz da realidade política brasileira, agora, está na Ordem do Dia.

Este debate sobre o papel da Educação, mais do que nunca, é importante para o fortalecimento da Democracia e o caminho para a dinamização da Economia. Será a Educação reconciliando o Brasil.

(*) Rinaldo Barros – rb@opiniaopolitica.com

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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DADÁ: A ESTILISTA DO CANGAÇO


Quando entrou para o cangaço, Dadá foi encarregada - à mercê dos seus talentos de bordadeira e costureira, e também graças a sua criatividade - de confeccionar as roupas de Lampião e Corisco. 


Foi ela quem mudou radicalmente os motivos dos bordados e a feitura das roupas dos cangaceiros. Em 1932 lançou a moda dos motivos de couro branco costurados em chapéus, flores em tecidos coloridos bordadas nos bornais, peitorais e cinturões (JASMIN, Elise Grunspan)

http://jtorquato.blogspot.com.br/2009/11/dada-estilista-do-cangaco.html

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ROMANA QUE FOI ESTUPRADA POR LAMPIÃO SEGUNDO "JORNAL A NOITE"

Materila do acervo do historiógrafo Rostand Medeiros

A centro vemos Dona Maria Martins, à sua direita está a filha que escapou da sanha dos cangaceiros de Lampião. E à sua esquerda, está Romana, que segundo reportagem do jornal A Noite, foi estuprada por Lampião na Fazenda Passagem. 


Não deixe de acessar este link. Excelente história sobre cangaço escrita por Rostand Medeiros.

https://tokdehistoria.com.br/2015/07/06/as-faces-e-os-relatos-das-vitimas-de-lampiao-na-bahia/

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LAMPIÃO PELOS GRINGOS

Acervo do pesquisador José João Souza

O historiador britânico Eric Hobsbawm traça perfil de vários “bandidos sociais” ao redor do mundo, entre eles, Lampião.

Eric Hobsbawm - https://pt.wikipedia.org/wiki/Eric_Hobsbawm

Aponta a lenda de Robin Hood como ideal universal do bom ladrão para analisar como a ausência pode transformar criminosos em heróis. A análise rendeu críticas, sobretudo por sugerir que representava a “reação dos excluídos” contra a opressão de poderes no campo.

Sobre Lampião, considerava-o “bandido social” com a ressalva de que havia nele ambiguidade. Era “meio nobre, meio monstro".

O norte-americano Billy Chandler é um dos críticos de Hobsbawm. Para ele Lampião só se encaixa no conceito de “bandido social” por ter origem em ambiente injusto, e que seria exagero falar em justiça social por parte do cangaceiro. Na biografia de Virgolino, examina a trajetória da infância ao episódio da morte. Coloca o personagem no contexto do Sertão, onde ser cangaceiro era ato natural e atrativo para filho de um agricultor. Relatos atuais e da época, arquivos e entrevistas sustentam a análise.

A historiadora francesa Élise Grunspan-Jasmin comparou versões sobre a vida de Lampião. Explica como a imagem do “mito” foi construída pela imprensa dos anos 1930, que, embora criticasse a violência, ajudava a construir a lenda do herói invencível, de corpo fechado. 

Ela revela o prazer de Virgolino em posar e se ver nos jornais.

Com senso de marketing, ele manipulava jornalistas para se promover. A “lenda” seria reforçada com cordéis, bonecos de barro, filmes e músicas.

Fonte: Diário de Pernambuco
Data: 29 de setembro de 2013

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E SE FALANDO DE LENDAS!!! DOS RIOS BRASILEIROS, VAMOS FALAR DE SEUS DONOS! E SEUS MISTÉRIOS ENCANTADOS...!!!


Diz a lenda que o Negro d'Água ou Nego d'Água habita diversos rios, tais como o Rio Tocantins, o Rio Grande e o Rio São Francisco, onde possui um monumento do escultor juazeirense Ledo Ivo Gomes de Oliveira, obra com mais de doze metros de altura e que foi construída dentro do leito do rio, em sua homenagem, na cidade de Juazeiro, Bahia.

Segundo a lenda, o Negro d'Água costuma aparecer para pescadores e outras pessoas junto aos rios. Manifestando-se com suas gargalhadas, negro, careca e com mãos e pés de pato, ele derruba a canoa dos pescadores, se eles se recusarem a lhe dar um peixe.

Em alguns locais do Brasil ainda existem pescadores que, ao sair para pescar, levam uma garrafa de cachaça e a atiram para dentro do rio, para que não tenham sua embarcação virada.

Essa história é bastante comum entre pessoas ribeirinhas, principalmente na Região Centro-Oeste do país, muito difundida entre os pescadores, dos quais muitos dizem já tê-lo visto.

Não há evidências de como surgiu esta lenda, o que se sabe é que o Negro d'Água só habita os rios e raramente sai dele. Sua função seria amedrontar as pessoas que por ali passam, partindo anzóis de pesca, furando redes, dando sustos em pessoas nos barcos, etc.

Suas características são muito peculiares: ele seria a fusão de homem negro alto e forte com um anfíbio. Apresenta nadadeiras e corpo coberto de escamas mistas com a pele.

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EXTRA - O QUE DEVEMOS À REPÚBLICA?


11. Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.

12. Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.

13. Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.

14. D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade. Na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.

15. Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos.

16. Pedro II fez um empréstimo pessoal há um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

17. A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

18. Thomas Edison, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagem a Pedro II.

19. Pedro II acreditava em Allan Kardec e Dr. Freud, confiando o tratamento de seu neto Pedro Augusto. Os resultados foram excelentes deixando Pedro Augusto sem nenhum surto por anos.

20. D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.

Fontes: Biblioteca Nacional, IMS, Coleção Teresa Cristina, Diário de Pedro II, Correspondências do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas Do Imperador, Imperador Cidadão, Filho de uma Habsburgo, Chico Xavier e D. Pedro II, Cartas da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, D. Pedro II Ser ou Não Ser, Acervo Museu Histórico Nacional entre outros.

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JOSÉ LEITE DE SANTANA O CANGACEIRO JARARACA

O cangaceiro Jararaca preso em Mossoró ao lado de dois Soldados em 1927

José Leite de Santana conhecido no mundo do crime por Jararaca. Nasceu em Buíque no Estado de Pernambuco, no dia  5 de maio de 1901, e foi assassinado em Mossoró, no dia 19 de junho de 1927).

Fez parte do bando do capitão Lampião, porém, foi soldado do exército, onde participou da Revolta Paulista de 1924, sob o comando de Isidoro Dias Lopes, mas deixou a farda para entrar para o cangaço, com uma participação, neste grupo, muito curta, pois no ataque à cidade de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, em 13 de junho de 1927, foi preso no dia seguinte, e justiçado (morto sumariamente sem julgamento) pelo soldado João Arcanjo.

Acredita-se que Jararaca é um santo, pois antes de morrer, arrependeu-se dos crimes praticados, e depois de morto, credita-se a ele algumas graças alcançadas, portanto, é considerado um santo popular na região de Mossoró.

Referências

José Leite de Santana "O Jararaca" Coluna Geraldo Maia do O Mossoroense
O santo do Purgatório - A transformação mítica do cangaceiro Jararaca em herói Universidade federal do Rio Grande do Norte
As Vidas e as Mortes de Jararaca: Narrações de uma Devoção Popular no Nordeste Brasileiro Revista de Estudos da Religião no Site da PUC-SP
Biografia de Jararaca Enciclopédia Nordeste
CANGACEIRO BENTO? OverMundo
Fontes biográficas
ALMEIDA, Fenelon, Jararaca: o cangaceiro que virou santo. Recife:Guararapes, 1981
CASCUDO, Luis da Câmara. Viajando o Sertão. Mossoró. O Mossoroense, Série "B", n° 1138, 1984

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Leite_de_Santana

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RELAÇÃO DE LIVROS À VENDA (PROFESSOR PEREIRA - CAJAZEIRAS/PB).


O MAIOR ACERVO DE LIVROS À VENDA SOBRE OS TEMAS NORDESTE E CANGAÇO. GARANTIA DE QUALIDADE E ENTREGA DO MATERIAL.

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DELMIRO AUGUSTO DA CRUZ GOUVEIA, UM VISIONÁRIO!


Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, mais conhecido como Delmiro Gouveia, (Ipu, Ceará, 5 de junho de 1863 — Pedra, Alagoas, 10 de outubro de 1917), um industrial brasileiro, foi um dos pioneiros da industrialização do país, e do aproveitamento do seu potencial hidroelétrico, tendo construído a primeira usina hidroelétrica do Brasil.

Nasceu na Fazenda Boa Vista, no município cearense de Ipu, sendo filho natural do cearense Delmiro Porfírio de Farias e da pernambucana Leonila Flora da Cruz Gouveia. Sua família transferiu-se em 1868 para o estado de Pernambuco, onde se estabeleceu na cidade de Goiana, mudando-se para o Recife em 1872.

Com a morte de sua mãe teve que começar a trabalhar aos 15 anos de idade, em 1878, inicialmente como cobrador da Brazilian Street Railways Company no trem urbano, denominado maxambomba. Posteriormente chegou a Chefe da Estação de Caxangá, no Recife. Foi despachante em armazém de algodão.[2]

Em 1883 foi ao interior de Pernambuco, interessado no comércio de peles de cabras e de ovelhas, que passou a negociar, tendo obtido grande sucesso. Em 1886 estabeleceu-se no ramo de couros e passou a trabalhar, por comissão, para o imigrante sueco Herman Theodor Lundgren (Casas Pernambucanas) e para outras empresas especializadas nesse comércio, como a Levy & Cia. Trabalhava também por conta própria. Em 1896 fundou a empresa Delmiro Gouveia & Cia e passou a alijar seus concorrentes do mercado, empregando os melhores funcionários das empresas concorrentes.[3]

Construiu a primeira hidroelétrica do Brasil, uma usina com potência de 1.500 HP, na queda de Angiquinho, uma cachoeira em Paulo Afonso. "Ele exportava peles de bode para a moda de Nova Iorque um século antes de se ouvir falar por aqui no tal do mundo 'fashion'",[1] diz um artigo. Em 1899 inaugurou em Recife o primeiro shopping center do Brasil, o Derby, um centro comercial e de lazer com mercado, hotel, cassino, velódromo, parque de diversões e loteamento residencial.[2]

Em 1914 fundou a Companhia Agro Fabril Mercantil, a primeira na América do Sul a fabricar linhas para costura e fios para malharia. Após seu assassinato - até hoje não bem esclarecido - o maquinário original da Companhia Agro Fabril Mercantil foi atirado em um penhasco do rio São Francisco pelo grupo escocês Machine Cotton que comprou a empresa de seus sucessores, para destruí-la, livrando-se da assim da sua concorrência no ramo.

http://pioneirsmopernambucano.blogspot.com.br/2011/02/delmiro-augusto-da-cruz-gouveia-um.html

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CICINATO RELANÇOU "A MISTERIOSA VIDA DE LAMPIÃO"


Já está disponível a nova edição revista e ampliada do livro "A Misteriosa Vida de Lampião" de Cicinato Ferreira Neto. agora em capa dura e papel pólen.

Virgulino Ferreira, o Lampião, teve uma vida – e uma morte – cheias de mistérios.

 Por que entrou no cangaço ? Como conseguiu resistir a mais de vinte anos de perseguições policiais ? Como estabelecia a sua rede de colaboradores ? Como a polícia conseguiu chegar ao seu esconderijo? 


São indagações que tornam cada vez mais apaixonante tudo o que se refere à Lampião e ao mundo dos cangaceiros. No livro “A Misteriosa Vida de Lampião”, a trajetória do rei dos cangaceiros é acompanhada com detalhes, ano a ano, desde a sua entrada no cangaço até o massacre de Angico.

Episódios são apresentados em versões diferentes, informando e estimulando o leitor à análise do que realmente pode ter ocorrido.
352 páginas. Valor R$ 40 (Quarenta reais) com frete incluso Para adquirir, basta entrar em contato com o autor através do e-mail cicinatoneto@zipmail.com.br ou através do Perfil do autor no Facebook

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O LEGENDÁRIO DELMIRO GOUVEIA


O legendário Delmiro Gouveia, aliás, Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, nasceu em 5 de junho de 1863 na Fazenda Boa Vista de propriedade do seu avô: o coronel Félix José de Souza. Ficou para a História como o “Rei do Sertão” por sua riqueza, filantropia e coragem no desafiar o poderio econômico dos ingleses no Nordeste do Brasil. A falácia de ser Delmiro de origem humilde, é mito de desconstrução das esquerdas populistas na cata de um herói messiânico.

Delmiro Augusto da Cruz Gouveia. Ferrenho inimigo do governador Sigismundo Gonçalves e do Conselheiro Rosa e Silva.

Uma das suas maiores marcas foi a de ser pioneiro da industrialização e da produção de energia hidroelétrica no Brasil. Na cidade de Água Branca, sertão de Alagoas, Delmiro instalou o seu parque industrial. Em Alagoas, vivia em boa paz na proteção dos Tenório Cavalcanti.

Mandou buscar técnicos nos Estados Unidos da América do Norte, de onde importou equipamentos e, já no início da primeira década do Sec. XX, quando grandes centros regionais como o Recife e Salvador eram ainda iluminados a gás, as suas indústrias eram movidas a energia elétrica.

Foi mãe de Delmiro Gouveia, a pernambucana Leonila Flora da Cruz Gouveia. A qual ficara viúva do Major Delmiro, morto na Guerra do Paraguai na campanha de Caimbocá. Havendo, o major Delmiro, sido companheiro de fileiras do, então, tenente Lourenço Alves Feitosa e Castro. Mesmo por laços de parentesco. Com quem firmou fraterno relacionamento e de quem o seu irmão, coronel José Porfírio Farias de Souza, viria a ser o mais aguerrido correligionário na oligarquia aciolista.

Atual Quartel do Derby, sede da Polícia Militar de Pernambuco. Onde funcionou o primeiro “shopping mall” da América Latina, por iniciativa de Delmiro Gouveia.

No comércio Delmiro passou a exportar 1,5 milhão de toneladas de pele por ano. Ressalta Caesar Sobreira, registrar Gilberto Freyre, ter sido o comércio de peles de monopólio israelita: dos judeus portugueses.  Restando evidente, haver-se Delmiro Gouveia valido da identidade ancestral dos Ximenes de Aragão para bem colocar-se no mercado europeu.

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Já na iniciativa industrial, em mais um arroubo de ousadia, Delmiro fundou a Companhia Agro Fabril Mercantil. A qual, logo nos primeiros meses, passou a produzir 216 mil carretéis de linha de algodão. A morte de Delmiro Gouveia fez-se de mistérios. Se não sabe ao certo se foi mandado assassinar por seus concorrentes ingleses, ou por seu ferrenho inimigo Sigismundo Gonçalves: governador de Pernambuco.

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Quem jamais perdoou Delmiro da sova que lhe aplicou na, então, movimentada e chique Rua do Ouvidor: na cidade do Rio de Janeiro. 
  

Bem como haver Delmiro feito sua amante, com quem fugiu para Alagoas, Carmela Eulina do Amaral Gusmão: filha natural de Sigismundo. Delmiro teve ainda, como acérrimo inimigo ao conselheiro Rosa e Silva de quem Sigismundo era aguerrido correligionário.

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