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terça-feira, 23 de maio de 2017

EVOLUÇÃO DO PARQUE SÓLON DE LUCENA JOÃO PESSOA.

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

O Parque Sólon de Lucena ou a Lagoa é um importante cartão postal da cidade de João Pessoa.

O local era conhecido até as duas primeiras décadas do século XX pelo nome de Lagoa dos Irerês por conta uma espécie de ave que habitava o lugar.

No início do século XX o local era um conjunto de pântano, vegetação e lagoa acumulava as águas das chuvas e, em suas imediações, e nas áreas a ela circunvizinhas inúmeros sítios e chácaras

A área que circunda a Lagoa passou a ser chamada de Parque Sólon de Lucena através do Decreto Lei nº 110, de 27 de setembro de 1924, durante o governo de Sólon de Lucena, mas foi só nos anos trinta, durante a administração de Argemiro de Figueiredo, que o projeto ganhou forma urbanística, com “o calçamento dos anéis internos e externos da Lagoa”.

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Jerdivan Nóbrega de Araújo

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso


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... DEPOIS DO ‘FOGO DA TAPERA’. (HORÁCIO NOVAES DEPOIS DA MORTE DE MANOEL DE GILO)


... após a carta/mentira, missiva escrita pela esposa de Horácio Novaes, ditada pelo próprio, em nome de um inimigo seu, ter sido entregue ao “Rei do Cangaço”, esse arquitetado um plano e ter ido a Fazenda Tapera, dos Gilo, onde promoveu a maior de todas as chacinas de pessoas que não eram suas inimigas nem o tinham insultado, desafiando-o, como o texto mentira dizia, Lampião, ao perguntar sobre a dita ao patriarca da família, e esse ter-lhe dito que nada sabia sobre carta, nem tão pouco sabia ler e escrever, começa a compreender que foi joguete nas mãos do bandido Horácio. Porém, antes de qualquer reação por parte do chefe cangaceiro e do cidadão em sua frente, Horácio assassina, com um tiro traiçoeiro, traição alimento constante dos covardes, na altura de seu pescoço.


Vejam como são as coisas: se nesse momento Lampião ordena prenderem Horácio Novaes, e matando-o em seguida, seja de qual forma tivesse sido, ele não deixaria de continuar sendo um bandido, um fora-da-Lei, no entanto, teria um respaldo diferente sobe a ótica dos pesquisadores/historiadores. Porém, Virgolino já tinha, naquela região, intrigas de morte com as grandes famílias que mandavam naquele pedaço do sertão pernambucano. Eram seus inimigos a família Nogueira, Carvalho e Ferraz, restando unicamente, dentre as grandes famílias, os Novaes. Matando Horácio, apesar deste ser um bandido, a família também se voltaria contra ele e seu bando, ficando mais difícil do que já estava a sua sobrevivência naquelas paragens.

Uma das coisas que nos leva a estudar a era lampiônica é, exatamente, essa maneira de agir do chefe cangaceiro filho de Zé Ferreira. Ele não agia por impulso, por emotividade simplesmente, seu raciocínio era rápido e defensivo, pensamento, ou maneira de agir, não usada por aqueles que colocam a emoção acima da razão, agindo por impulsos simplesmente, como fizeram, enquanto vivos, seus irmão mais velhos Antônio e Livino Ferreira, respectivamente os cangaceiros com alcunhas de “Esperança’ e “Vassoura”.


Pois bem. O clima não ficou as mil maravilhas entre Lampião e Horácio. O primeiro tinha a certeza de ter sido usado pelo segundo e teria que arranjar um jeito de tirar isso a limpo. O segundo, sabedor que sua manobra fora descoberta, sabia que estava correndo um grande perigo de morte, pois conhecia a maneira de agir de Lampião. Seu intento fora executado maravilhosamente. Não só seu grande inimigo, o qual ele temia muito, Manoel Gilo, estava morto, assim como quase toda sua família. O negócio agora era livrar-se o quanto antes das garras do “Rei dos cangaceiros”.


Os dois grupos, o bando de Lampião e o grupo de Horácio, deixam o local da chacina, terreiro da fazenda Tapera, após terem ceifado a vida de treze pessoas, doze civis e um soldado de volante, em sentido norte, em busca das terras da fazenda Água Branca, propriedade rural do ‘Major Tiburtino Alves de Carvalho Barros’. Lampião a matutar uma maneira de acabar com Horácio, mas tinha que ser uma ‘coisa’ bem feita para não recaírem sobre ele nenhuma suspeita e, Horácio a imaginar como sairia daquela encrenca.


Para seguir na grande e estafante caminhada, Lampião faz uma espécie de sequestro em seis rapazes que trabalham cortando cana em uma vagem. A tarefa dos sequestrados era a de carregarem em redes, amarravam-se os punhos da rede em cada lado de um pau resistente, os cangaceiros feridos no fogo da fazenda Tapera. Vez por outra, quando um dos feridos morria, os rapazes eram obrigados a ficarem olhando para outro lugar, enquanto os próprios companheiros levavam o corpo do amigo morto e enterravam em uma cova rasa, a cobrindo com macambira para que os animais carniceiros não chegassem e se alimentassem da carne do cadáver.


Naquela caminhada, Lampião toma, também, como refém o filho de um ‘coronel’, Auzônio Carvalho, filho do coronel “Manoel Alves de Carvalho Barros”, dono da fazenda Tamboril, para que esse servisse de guia até as terras da fazenda Água Branca, já que era sobrinho do Major dono daquela propriedade destinatária.


O preconceito é coisa bastante antiga. Alguns pensam que fora extinto hoje em dia, puro engano. Naquela ocasião, o rapaz/guia aproveitou a ‘estada’ com Virgolino Ferreira para tentar ir à forra de um primo, ‘Alcides Carvalho’, que era, justamente, o filho do Major seu tio. Alcides era noivo de uma irmã de Auzônio, Albergia, porém, tinha uma amante negra, “Luzia de João Cinzento”. Essa amante já tinha um fruto do envolvimento dos dois com dois anos de idade, mais ou menos, estando ‘buchuda’ desse rapaz novamente. Para a família de Auzônio, era uma desfeita enorme do primo, ‘trocar’ sua irmã por uma negra. O pai deles, o coronel Nezinho Carvalho, como era conhecido na região, chegou a contratar um jagunço para matar Alcides, no entanto, o rapaz livra-se da emboscada preparada para ele.

Descobrindo que fora vítima de uma emboscada, Alcides sai em busca do emboscador que teve que arribar para outras terras, pois as dali, não estavam boas para sua vida.

O jovem guia faz uma narrativa, inventada em sua maioria, do que seria o seu tio dono da fazenda Água Branca, e que, também, era dono de riquezas. A coisa teria dado certa se não fosse a intervenção de um dos “cabras” do bando, Ubaldo Pereira Nunes, de alcunha ‘Moita Braba’, que conhecendo o Major, relata a verdade para se chefe.

O bando segue caatinga adentro rumo a seu destino, tendo ainda dois de seus companheiros sendo transportados em redes por estarem feridos gravemente. Chegando a caterva, em torno de uns noventa homens, incluindo os do grupo de Horácio, na sede da Fazenda Água Branca, todos sem poderem dar mais um passo, devido ao cansaço pelo esforço da caminhada, sentam-se por todo canto. 

Os dois cangaceiros feridos eram “Coqueiro” que fora ferido no peito, onde o projétil penetrou no ‘bico do peito’, traspassou o corpo e saiu na altura da escápula direita, esfacelando-a. Já seu companheiro, o cangaceiros “Gengibre”, fora vítima de uma projétil que, destruindo uma de suas patelas, rompendo tecidos moles e duros, sai do outro lado, na região poplítea, deixando o cabra com a perna em más condições.

Lampião fala ao Major que precisa de acoitamento para seus homens feridos até que se restabeleçam além de necessitar de comida para o restante da horda. O proprietário nega-se a ajudar o chefe bandoleiro. Lampião volta a insistir os préstimos do Major Tiburtino, dessa vez já em tom ameaçador. Nesse momento, o jovem Alcides, filho do Major, conhecendo seu pai e sabedor das façanhas de Virgolino, entra na conversa e se dispõe a cuidar dos feridos, o que leva a esfriar os ânimos que já estavam bem exaltados.

Conversa vai, conversa vem, o “Rei do Cangaço” relata para o jovem Alcides tudo que acontecera nas terras da fazenda Tapera. Como fora a luta e como Horácio Novaes havia assassinado Manoel de Gilo por trás, com um tiro traiçoeiro.

“(...) Lampião comentou com Alcides, dizendo que tinha ficado muito contrariado com Horácio por ele ter atirado em Manoel de Gilo por trás, na nuca dele. Olhando atravessado para Horácio e com um semblante de tristeza, dizia:

- Foi uma covardia tremenda de Horácio, atirou no rapaz. Eu tava confessando Mané de Gilo quando ele atirou a queima roupa e ele acabou de morrer.

E concluiu mostrando insatisfação e um pouco de arrependimento:

- Um homem daquele, seu Alcides, era homem pra andar comigo. Ôh homem disposto no mundo. (O) Cabra brigava bonito mermo e num desanimava e animava os outros (...).”

(“As Cruzes do Cangaço” – SÁ, Marcos Antonio de. e FERRAZ, Cristiano Luiz Feitosa. 1ª Edição. Floresta, PE, 2016).

Horácio Novaes, mentor de um plano macabro onde foram perdidas 13 vidas, aproveita essa estada na fazenda Água Branca, do Major Tiburtino, e cai fora com seus homens, deixando todos entenderem que iria se acoitar em uma propriedade conhecida, ‘fazenda Favela de Antônio Novaes’. Realmente Horácio vai para as terras da dita fazenda, só que lá chegando, ‘solta para os quatro cantos’, que tinha deixado dois cangaceiros feridos na fazenda do Major Tiburtino. Uma notícia dessas, sem nada ter ocorrido na região, já chamava a atenção das autoridades, e depois do que acontecera na fazenda Tapera, vira fogo de rastilho, terminando por chegar aos ouvidos de Mané Fumaça, o terrível perseguidor de Lampião, Manoel de Souza Neto.

Na Água Branca, o chefe cangaceiro se abastece do que tem a seu dispor, fazem uma refeição e partem para algum esconderijo entre as serras da região.

Na fazenda, o jovem Alcides providencia para os feridos um acampamento improvisado debaixo de um pé de umbuzeiro, e lá, continua cuidando dos feridos. Além de “Coqueiro” e “Gengibre”, Lampião deixa um outro cangaceiro alcunhado de “Lua Branca”, Vicente Marcelino, da Paraíba, o qual era irmão de dois outros cangaceiros, “Vinte e Dois” e “Bom de Vera”. Naquele local, tendo a sombra de um imbuzeiro como enfermaria, os dois cangaceiros feridos permanecem até suas quase totais recuperação. “Lua Branca” quase que não estava com eles. Fica a tocaiar os arredores. Servindo de sentinela, pronto pra qualquer eventualidade que ocorresse. Até o dia em que os três partem em busca do local onde se encontrava o restante do bando.

Certo dia, Alcides estava a viajar em uma montaria, quando, na fazenda Lagoa das Pedras, topa-se com Manoel Neto. O militar de arreios em uma das mãos, segura na brida do animal e começa a inquerir Alcides por os cangaceiros que estavam em terras da fazenda Água Branca, dizendo o inquiridor que sabia através da delação de Horácio Novaes. Logicamente que o jovem nega tudo desde o princípio. Em determinado momento Manoel Neto ameaça dar-lhe uma surra com o chicote que tinha na mão. O jovem coloca a mão na arma que trazia por baixo do paletó e, ficou a esperar o militar erguer o braço para atirar nele, mesmo sendo sabedor que assim procedendo, morreria pelos homens da tropa do comandante.

A partir daquele momento o filho do Major não disse mais uma palavra. Ficou só esperando o militar entrar em ação. Manoel Neto não agride com o chicote o jovem Alcides, porém, dar um solavanco nas rédeas do animal que, por um instante, fica doido sem saber o que fazer com tanta dor produzida pelos ferros dentro da sua boca. Alcides vai embora, no entanto, nunca esqueceu a ameaça feita pelo nazareno e ficou preparado todo tempo para um eventual desfecho mortal.

Com o passar do tempo, o Major Tiburtino é intimado a comparecer diante das autoridades a fim de prestar esclarecimentos sobre a estada de cangaceiros em sua propriedade. Junto a ele foi seu filho, o jovem Alcides, escoltados pela volante do tenente Arlindo Rocha.

“(...) O Major Tiburtino de Carvalho foi intimado no dia 23 de agosto de 1927, terça-feira, a comparecer ao distrito de Carnaubeira da Penha, que na época pertencia a Floresta, para depor sobre esses acontecimentos referentes à estadia de cangaceiros em sua propriedade. Acompanhado de seu filho Alcides, foi escoltado pela volante do tenente Arlindo Rocha, que, segundo Tiburtino, era uma pessoa de bom senso. Conversaram bastante no trajeto até aquele povoado, tendo Alcides relatado ao oficial tudo que aconteceu de verdade sobre esse fato, envolvendo o nome do seu genitor. Alcides disse a Arlindo que se alguém tivesse que ser preso, que fosse ele, porque seu pai nunca tinha saído de casa para levar sequer um gole de café para cangaceiro (...).” (Ob. Ct.)

O Major, depois de prestar depoimento naquele distrito, é removido para Vila Bela. Lá recebe uma sentença de arribar-se da sua propriedade, onde só iria morar novamente um ano depois. Devido a isso, um ano após seu retorno, ele morre em sua fazenda.

Horácio Novaes não abandona de vez a espingarda, após ter promovido a morte, quase que completa, de uma família. Junto com mais três ‘cabras’, ele segue seu caminho, fazendo e promovendo o seu terror particular. Em determinada época, os quatro topam com o subdelegado do Distrito de Nazaré do Pico, Gomes Jurubeba, e travam um tiroteio. Esse tiroteio ocorre lá pelos idos do final de 1926, Jurubeba tinha ao seu lado os seguintes homens no momento que cortavam as espoletas:

“Manoel Ferraz e Cassimiro Gilo, (que eram civis. Sendo o último sobrevivente da chacina da Fazenda Tapera, e que agora levava a vida a caçar cangaceiro), além do Anspeçada e comandante Hercílio Nogueira, Manoel Concórdio, Zeca de Aldagisa, Joel, Vicente Ferreira, Zé Preto, Zeca Chica e mais dois ou três homens.”

Os quatro cangaceiros estavam à sombra de uma quixabeira, a costurarem suas vestimentas, ou mesmo fazendo reparos nessas, quando, estando Horácio costurando, parece cansar-se e passa a ocupar seu lugar o cangaceiro “Pitombeira”, que era o Leobino filho das Alagoas. Nesse momento, estando distante cerca de 85 metros, Manoel Ferraz atira, atingindo mortalmente o cabra “Pitombeira”. Tiro ‘falando’, cangaceiro tombando e o restante dos bandidos saem em disparada. A pressa é tamanha, e tinha que ser, que Horácio não tem tempo de apanhar seu chapéu de couro, o qual é pego levado pelo atirador do grupo de ‘caçadores’.

Bandidos sendo caçados com afinco por homens forjados nas entranhas do sertão. A coisa prossegue pelo restante do dia. Uns fugindo e outros caçando eles. Lá pela segunda metade da tarde, Horácio resolve colocar uma emboscada em seus perseguidores. Dessa arapuca, os perseguidores perdem o companheiro chamado Joel. A coisa se fecha na base da bala e a força estando em situação desvantajosa, é obrigada a recuar para não sofrer mais baixas desnecessárias. Logo os bandidos deixam o local e seguem mato adentro, sendo perseguidos, novamente pelos homens. Horácio volta a arma uma nova emboscada, mas, desça vez Manoel Ferraz nota e desviando ela, faz um semicírculo e deixa os bandidos em maus lençóis. Porém, esses fogem e, mais tarde, travam novo tiroteio, sendo que dessa vez não corre baixa em ambas as partes.

Horácio não tem mais como viver naquela ribeira. Seus próprios familiares o convencem que deve deixar aquela região, as margens do Rio Pajeú. Suas artimanhas deixavam todos da família, que nada tinham haver com as atitudes dele, numa situação crítica perante as pessoas. Não se sabe ao certo como Horácio Novaes deu linha na pipa e caiu fora daquela região. Noticia-se que tenha seguido para o distante Estado goiano e que lá tenha morrido, porém, é sem registro se deixou alguma descendência.

Fonte “As Cruzes do Cangaço” – SÁ, Marcos Antonio de.(Marcos De Carmelita Carmelita) e FERRAZ, Cristiano Luiz Feitosa(Cristiano Ferraz). 1ª Edição. Floresta, PE, 2016
Foto Ob. Ct.
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A SERRA GRANDE FOI PALCO DO MAIOR COMBATE DE LAMPIÃO CONTRA AS FORÇAS VOLANTES EM 26/11/1926.

Por Cristiano Ferraz e Marcos de Carmelita
Chegando nas proximidades da Serra. Neste local os Cangaceiros e posteriormente as Volantes se reuniram. Aqui também foram sepultados dez volantes mortos no combate. — com Marcos De Carmelita Carmelita em  Calumbi, Pernambuco, Brazil.

A Serra Grande foi palco do maior combate de Lampião contra as Forças Volantes em 26/11/1926. 

Lampião com pouco mais de cem cangaceiros combateu mais de trezentos soldados e contratados das Forças Volantes pernambucanas. 

Na luta foram mortos pelo menos dez soldados e não há registro de baixas nas hostes cangaceiras. O Tenente Optato Gueiros afirmou em livro de sua autoria que Antônio Ferreira fora abatido naquele combate. Sua morte só viria a ocorrer realmente cerca de um mês depois em terras da Fazenda Poço do Ferro, do Coronel "Anjo da Jia" em Ibimirim-PE.

Sepultura dos Volantes mortos no combate. — em  Calumbi, Pernambuco, Brazil

Com Marcos De Carmelita CarmelitaLouro Telese Marquinhos no Juazeiro junto à sepultura dos soldados. — em  Calumbi, Pernambuco, Brazil
O local de onde Lampião esperou a chegada das Volantes e combateu Manoel Neto. — em Calumbi, Pernambuco, Brazil
Com Marcos De Carmelita Carmelita e Louro Telesprocurando vestígios de munição no local onde o Tenente Arlindo Rocha foi baleado no queixo. — em  Calumbi, Pernambuco, Brazil
Trincheira construída pelos Cangaceiros próximo ao local onde o Tenente Arlindo Rocha foi baleado. — em  Calumbi, Pernambuco, Brazil
Parte da Serra à esquerda da trilha onde o Tenente Arlindo foi baleado. — em  Calumbi, Pernambuco, Brazil
Vista de cima da Serra no local onde Lampião se encontrava durante o combate. — em  Calumbi, Pernambuco, Brazil
A Serra Talhada vista do local onde Lampião se encontrava durante o combate — em  Calumbi, Pernambuco, Brazil
Com Marcos De Carmelita CarmelitaLouro Teles e Marquinhos no local onde Lampião estava durante o combate da Serra Grande. — com Louro Teles em  Calumbi, Pernambuco, Brazil.
Vista panorâmica do local onde Lampião combateu.— em  Calumbi, Pernambuco, Brazil
Cápsulas de fuzil calibre 7,62 mm (duas) e rifle calibre .44 (uma) e projéteis dos dois calibres (um de cada calibre), encontrados na área do combate.— em  Calumbi, Pernambuco, Brazil

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1925 - PRÉDIO DOS CORREIOS E TELÉGRAFOS NA CAPITAL PARAHYBANA.

PorJerdivan Nóbrega de Araújo 

1925 - Prédio dos Correios e Telégrafos em 1925 e nos dias atuais.

O prédio concluído em 1925, abriga, hoje secretarias municipais, mas ainda pertence aos correios. Fica localizado na esquina das avenidas Guedes Pereira e Beaurepaire Rohan, ladeando a Praça Pedro Américo.



Jerdivan Nóbrega de Araújo

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LEMBRANCINHAS DISTRIBUÍDAS NA MISSA DE TRIGÉSIMO DIA DO FALECIMENTO DO PROF. MILTON MARQUES. LOCAL DE REALIZAÇÃO: IGREJA MATRIZ DE SANTA LUZIA/MOSSORÓ-RN


Lembrancinhas distribuídas na missa de trigésimo dia do falecimento do Prof. Milton Marques. Local de realização: Igreja Matriz de Santa Luzia/Mossoró-RN.



Crédito das duas últimas imagens: Martha Cristina Maia Cristina 

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O CANGAÇO E A MAÇONARIA POR:ALFREDO BONESSI


O Cangaço encontrou em Virgulino Ferreira a maior liderança de grupo, superando em muito outros chefes que o antecederam, nas mais variadas formas de agir do bando de cangaceiros. Pelo que se apurou em pesquisas, por estudantes do cangaço, os irmãos Ferreira se desentenderam com um vizinho por questões da invasão de animais em roçados  – e  a situação evoluiu aponto de um grupo emboscar o outro, causando ferimentos em alguns e prisão para outros.Enquanto esse vizinho entrava para a polícia, os Irmãos Ferreira entravam para um grupo de salteadores.
Nessa época, já era publico e notório o espírito de desordeiros que alimentava a índole dos Ferreiras – comportamento no modo de vida que nunca se alterou, e que acabou por  eliminar da vida sertaneja  os irmãos Ferreira, não sem antes arrastar para a vida de crimes e para a morte seu irmão mais novo Ezequiel Ferreira e seu cunhado Virgínio.   
Essa atitude ocasionou também  a morte da mãe, por exaustão e desgosto,  e do pai deles, assassinado covardemente por uma volante comandada pelo Aspirante Lucena, que mais tarde foi o responsável pelo fim do cangaço no sertão, graças a estratégia adotada de informação, contra-informação, e pelo elevado movimento e circulação de volantes pelas áreas de atuação dos bandos de cangaceiros.


Lampião e família em foto de 1926 e Juazeiro do Norte
Por um erro de alguns escritores, primitivos no tema cangaço, acreditou-se que Virgulino Ferreira entrou para a vida do cangaço para vingar a morte do pai – isso não é verdade. A rigor nunca Virgulino vingou alguém, nem mesmo seus chefes de grupo quando esses foram mortos por civis ou pelas mãos da policia. O que se viu na sua vida de crime foram mortes movidas por desobediências no cumprimento de suas ordens, como foi o caso dos trabalhadores da rodovia,  e a marcação a ferro nos rosto e nas partes íntimas das mulheres de alguns militares, por estarem de vestidos curtos e cabelos cortados.
O fato é que o cangaço era meio de vida para Virgulino Ferreira, diferente do cangaço por justiça de Antonio Silvino e do cangaço por vingança de Sinhô Pereira. Para isso Virgulino se impôs no sertão como um  indivíduo cruel, estando em mando acima dos poderosos coronéis da região, sendo até enganado por alguns, como foram os casos do coronel Zé Pereira de Princesa e do coronel Izaias Arruda, que ficou com mais de sessenta contos de réis do cangaceiro, e que o enviou para uma viagem sem volta até Mossoró, e que na volta o cercou com fogo no mato e mais de quatrocentos soldados da policia de tocaia.
Ao contrário do que muita gente pensa, Virgulino teve vida boa no cangaço, no interior das fazendas, ao redor das fogueiras, nas comidas gostosas feitas pelas mulheres dos fazendeiros,  ao som fanhoso do ronco dos foles, bebericando bebidas finas, tomando banho de perfumes, comercializando armas e munições entre os seus, pedindo dinheiro aos poderosos, sequestrando pessoas influentes, assaltando  cidades e vilas, atemorizando os comerciantes e forçando mulheres a praticarem sexo  com ele e com o grupo.



Lampião reinou absoluto  pelo sertão por longo tempo, e não se deu conta do número de estradas de rodagem que aumentavam dia-a-dia, das estações de rádio que se fechavam ao redor dele, do grande números de pessoas contrarias ao seu movimento, porque os cangaceiros atrapalhavam o comércio, e ainda,  pelo crescente  número de informantes aliciados pela  polícia e decididas a trabalharem para ela, e como principal fator,  a inclusão de sertanejos como parte integrante das volantes, quer como graduados, quer como guia e rastejadores, que conheciam bem o terreno e sabiam das artimanhas de  viver e combater nas caatingas.
Assim sendo a vida de Lampião estava por um fio naqueles meses de 1938, até que por um emaranhado de situações, fatos, iniciativas e  decisões, o destino aplicou um golpe derradeiro em Virgulino e seu estado maior do cangaço, no amanhecer de 28 de julho de 1938, quando a volante do tenente João Bezerra o cercou na grota de Angicos e abriu fogo contra os cangaceiros que estavam acabando de acordar.
Muito tempo depois alguns estudiosos do assunto tentaram justificar a morte de Lampião, criando diversas teses sobre o fato acontecido, como envenenamento, traição, e outros culparam o sobrenatural para o fato dos cangaceiros terem sido pego de surpresas e não esboçarem nenhuma reação e serem mortos com tanta facilidade.



O fato é que Lampião foi negligente em sua segurança quando ocupou esse local, um buraco que só tinha uma saída. Além do erro de ficar muito próximo de Piranhas, sede de volantes, e de Santana de Ipanema, local onde era o centro de movimentação da força. Apesar de chegar aos seus ouvidos, pelos informantes,  na tarde de quarta-feira,  que a policia tinha tomado  um determinado destino, bem ao contrário do seu esconderijo, fato esse que fez com que relaxasse na vigilância  e na segurança do acampamento.
Entendemos que o trabalho de Pedro de Candido e de seu irmão Durval  foi fundamental  para o êxito da operação policial, porque guiaram a volante, a noite e sobre as encostas do monte das Perdidas, ao lado do monte Angicos, tendo pela frente o monte das Imburanas, fator esse  primordial para o silencio  e eficácia de  toda a operação.
Se os cangaceiros operassem como uma força de combate imbuída de exterminar  a policia – mas esse não era o seu objetivo – nesse dia do combate de Angicos, poderiam ter se reunido fora do cerco e voltado ao campo da luta e dizimado o grupo de policiais que, descuidados, tratavam de disputar entre si a posse dos bens e do dinheiro dos cangaceiros mortos.
O resultado desse fato foi o fim do cangaço, muitos comerciantes que deviam dinheiro de agiotagem aos cangaceiros tiveram suas dívidas quitadas, muitos soldados da volante ficaram ricos e importantes, alguns deles se tornaram fazendeiros, um deles viajou até para a França, o assunto Angicos correu o Brasil de ponta a ponta e foi notícia até no exterior.


Volante de Joao Bezerra que deu cabo de Lampião em Angico, foto:Piranhas em 1938
Hoje, estudantes procuram uma causa para a existência do cangaço, mas não a encontram. Se Virgulino tinha um sonho, uma meta, um objetivo, um ideal, ninguém ficou sabendo, nem mesmo a sua companheira, que nesse dia e noite, derradeiros, brigou muito com ele -  sua voz triste e cansada ainda ressoa pelas pedreiras de Angicos:
“dexa essa vida, homi”.
A sublime Ordem Maçônica... 

Para aquele que era conhecido como um homem valente e matador de Lampião, acostumado com a vida sertaneja cheia de imprevistos e  surpresas, o convite para ingresso na Ordem Sublime lhe causou uma certa inquietação. Seu padrinho o alertou sobre isso: era preciso ter muita coragem, determinação, paciência, porque o trabalho era exaustivo, longo, cheio de altos e baixos – era necessário ter uma vontade firme - uma vontade de vencer -  que superava todas as provas existentes na  vida mundana.
Além das provas porque tinha que passar, dos juramentos de fidelidade, no trabalho cansativo nas pedreiras, lapidando a pedra bruta, também era necessário empreender várias viagens, por lugares incertos, sob tempestades e relâmpagos, em mares tenebrosos, em busca da verdade e da fé, para que o mundo fosse melhor e mais justo. Depois que as pedras estivessem polidas, poderia ser construído o templo de Salomão – um templo de virtude e de sabedoria.
Na construção do templo empregaria as ferramentas do pedreiro, seria então um pedreiro livre: a régua, o esquadro, o compasso, o nível, o prumo, e o malho seriam os seus instrumentos de aperfeiçoamento social da pedra bruta. Quando a pedra bruta estivesse polida, seria um mestre no uso desses instrumentos.



Era preciso também deixar a vida mundana e vestido de noivo casar com a nova vida – e assim teria que passar também por um prova difícil ao se fazer o balanço da vida, uma verdadeira reflexão, dentro do porão da consciência, onde teria que fazer um testamento, conhecer  de perto o alimento da terra,  e tomar conhecimento do livro máximo de todas as religiões. Depois enfrentaria de igual para igual, o senhor dos mundos, na pessoa de um bode preto, no fundo de sua consciência – vencido esse bode preto, venceria o mundo.
A impressão que teve o nosso corajoso candidato era que não estava mais vestido, que seria um simples condenado, que encapuzado e descalço seguiria para um  patíbulo. Antes de mais nada, teria que vencer o luxo e as vaidades e se desapegar dos bens mundanos.
O tempo passou e o novo candidato se houve com muita coragem e valentia. Venceu as tenebrosas viagens, quase naufragou nas durezas da vida, passou por inúmeras tempestades e relâmpagos, trabalhou duro nas pedreiras, conseguiu deixar polida a pedra bruta, subiu pela escada da virtude, do conhecimento,  do mérito,  e tornou-se um nobre cavaleiro da rosa e da cruz – hoje mora no oriente eterno, junto com os seus irmãos.
Alfredo Bonessi, pesquisador
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FABRÍCIA KELLY COM O LIVRO MULHERES CANGACEIRAS


Mulheres Cangaceiras é o último livro publicado do escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima. 

Se você quiser adquirir esta obra entre em contato com o autor através deste e-mail: joao.sousalima@bol.com.br

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PORTO DO CAPIM / JOÃO PESSOA.

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo
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Porto do Capim / João Pessoa.
Só um povo sem rumo não enxerga essa beleza. Eu fiz parte da comissão de estudos para revitalização desse local no governo Cícero Lucena. A obra era financiado pelo governo espanhol e eu representava o movimento sindical. 

Jerdivan Nóbrega de Araújo

O que é o Porto do Capim?

O Porto do Varadouro, popularmente conhecido como Porto do Capim, denominação que se acredita que surgiu devido à quantidade de capim que ali desembarcava para alimentar os animais que serviam de transporte naquela época, era o porto principal da cidade de João Pessoa quando o Porto de Cabedelo ainda não existia.

Em 1920, o Presidente Epitácio Pessoa (1919-1922) mandou fazer um Porto Internacional na bacia do Sanhauá em frente ao porto original. Obra que nunca se concretizou, houve desvio de recursos e falta de estudos para sua viabilidade. Hoje ainda, existem vestígios de concreto armado fincadas as margens do Sanhauá. A partir de 1935, com a inauguração do Porto de Cabedelo, e a efetivação do transporte ferroviário de João Pessoa para Cabedelo, o porto da cidade foi sendo gradualmente desativado, gerando a decadência da área sendo com o passar dos anos ocupado por famílias carentes. Hoje o local vive o abandono, pois faltam saneamento e condições básicas de vida.

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Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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