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segunda-feira, 27 de março de 2017

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.
franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: 

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 

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MUSEU DO SERTÃO DA FAZENDA RANCHO VERDE - ESTRADA DA ALAGOINHA - ZONA RURAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ - ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - DIA 25 E MARÇO DE 2017


Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde - Estrada da Alagoinha - Zona Rural do Município de Mossoró - Estado do Rio Grande do Norte. Dia 25 de março de 2017

1.Turma do Curso de Licenciatura em Geografia do Campus Central da UERN na Casa de Taipa do Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde - Dia 25 de março de 2017

2. No Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde, com a distinta e querida amiga, artista plástica, geógrafa (discente egressa do Curso de Licenciatura em Geografia do Campus Central da UERN) e escritora mossoroense Franci Dantas e com o nobre e dileto amigo e colega Uerniano Prof. Chagas Silva. Dia 25 de março de 2017.

3. Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde - Estrada da Alagoinha - Zona Rural do Município de Mossoró - Estado do Rio Grande do Norte. O Prof. Chagas Silva desfrutando do carinho fraterno da turma do Curso de Licenciatura em Geografia do Campus Central da UERN

4. Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde - Estrada da Alagoinha - Zona Rural do Município de Mossoró - Estado do Rio Grande do Norte

5. Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde - Estrada da Alagoinha - Zona Rural do Município de Mossoró - Estado do Rio Grande do Norte

6. Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde - Estrada da Alagoinha - Zona Rural do Município de Mossoró - Estado do Rio Grande do Norte

7. Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde - Estrada da Alagoinha - Zona Rural do Município de Mossoró - Estado do Rio Grande do Norte

Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes e a profa. Susanna Goretti Lima Leite

Artista Plástica, geógrafa e Escritora Franci Dantas no Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde. Dia 25 de março de 2017

8. Estou honrada por receber o Diploma de "AMIGA DO MUSEU DO SERTÃO", ontem 25.03.2017. 

AGRADEÇO ao Curador e Mantenedor, Dr. BENEDITO VASCONCELOS MENDES e esposa, Professora e Escritora SUSANA GORETTE LEITE pela gentileza e atenção que me dispensaram no referido Museu.

"Para conseguir a AMIZADE de pessoas DIGNAS é preciso desenvolvermos em nós mesmos as QUALIDADES que naquelas admiramos".

Franci Dantas

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados. 

O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   
ou franpelima@bol.com.br
Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
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A BANDA BANDIDA

Por Clerisvaldo B. Chagas, 27 de março de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.652

A luta humana pela boa convivência com a Natureza está apenas começando. Esse tema ainda será debatido por inúmeras gerações. Naturalmente estamos divididos em dois grupos: os destruidores e os construtores. As consequências dos destruidores pelas mais diferentes formas estão semeadas pela Terra e vão desaguar na mesma raiz. E alguns países da África, da Ásia e mesmo da América do Sul, pagam com a fome onde milhares de adultos e crianças morrem por inanição.

Lugar Cachoeiras, oásis no rio Ipanema. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas)

Voltando ao Brasil, onde o governo financiava o desmatamento, vive-se a eterna dupla face pela sobrevivência humana e animal. Muito melhor se preservar o que se tem do que correr atrás consertando mal feito. E assim os rios que precisam do mínimo de proteção como as matas ciliares para evitar o assoreamento, vão morrendo após as lagoas fluviais e interiores. Para citar apenas a minha terra temos nomes indicativos de água, oásis de outrora: Lagoa do Junco, Lagoa dos Morais, Serra da Lagoa, Olho d’Água do Amaro e muitos outros que, do líquido, ficou apenas o registro. O desmatamento sem freios destruiu em algumas décadas mananciais, espécies da fauna e da flora dos nossos sertões.

É muito bom saber de recuperação de nascentes em vários lugares. Mas para recuperar essas capacidades hídricas, não se devia esperar apenas por ONGs e algumas comunidades isoladas. O governo de cada Estado, juntamente com todos os seus municípios, deveriam criar um programa permanente de recuperação, pois, técnicos preparados não faltam neste País. Em Alagoas chegam notícias de recuperações de nascentes em Palmeira dos Índios (rio Coruripe), em Maravilha, em Junqueiro (lagoa do Retiro) e mais um ou dois movimentos semelhantes na Zona da Mata... E só. Muito bem, estamos vibrando e aplaudindo, mas onde estão os outros quase cem municípios? Gente, com muito trabalho, motivação e mesmo com festas, poderemos transformar o nosso estado a uma região benfazeja em águas. Mas todos os estados brasileiros, sem exceção, podem conseguir essa qualidade, assim como as primeiras vitórias do rio Tietê.

Vamos apoiar o lado dos construtores e tentar reverter todos os danos causados pela banda bandida.


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RANGEL E SEU MUNDO

*Rangel Alves da Costa

O mundo de Rangel começa quando Rangel corta chão e coloca os pés em sua Nossa Senhora da Conceição de Poço Redondo. É, pois, em Poço Redondo, mais precisamente pelos arredores da cidade, nas estradas de chão e veredas de espinho e pó, e dentro do Memorial Alcino Alves Costa, que o mundo de Rangel começa e se expande. E se alarga e se transforma em horizonte.

Há nesse Rangel de mundo sertão um orgulho bom que antecede a tudo. A graça divina de ter nascido de Dona Peta e Alcino é fato incomparável a qualquer outro. E também das raízes vindas de Mãeta e Pai China, de Dona Emeliana e Seu Ermerindo. Significa dizer que esse Rangel já vem de raiz tão pujante quanto o sertão mais rico em históricos valores.

Quando Rangel da capital desaparta e vai chegando às entranhas do seu sertão, então é como se a vida nele renascesse em sua inteireza. Depois da Boca da Mata, quando logo é acenado pelo xiquexique, o facheiro e o mandacaru, passando pelas casinholas de beira de estrada e sombreados umbuzeiros, seu olhar não é outro senão de encantamento.
Encantamento com a vida, com tanta vida, com a vida sertaneja que se mostra grandiosa mesmo perante as mais difíceis situações. Então Rangel vai entrando com o olhar em cada casinha, vai conversando com o olhar com cada criança debaixo de pé de pau, vai proseando com cada sertanejo. Conversa e é ouvido, pois tudo isso depois se transforma em escrita.

Mas já depois de Sítios Novos é que Rangel se despe de vez da cidade, da vida acadêmica, do mundo jurídico, dos afazeres e ofícios da capital e além. A partir desse limite é que Rangel se sente tomado, de corpo e alma, pelo sol, pela lua, pelo gibão, pelo chapéu de couro, pela aprecata de couro cru, pelo aió, pela simplicidade de um povo, pela humildade do conterrâneo.

De Sítios Novos à sede municipal é um pulo, como se diz. No asfalto, a linha reta é apenas uma estrada. Mas que nada aos olhos de Rangel. Cada passo e cada pedaço de chão são de história pura. Naquelas terras um dia brotaram as grandes fazendas de potentados como João Maria de Carvalho e seu irmão Piduca Alexandre, dentre outros, ali reinado de Manoel e Bastião Joaquim.

Naqueles arredores batalhas sangrentas entre cangaceiros e volantes, naqueles horizontes ainda o chão cravado de balas da Fazenda Pias e da Maranduba, adentrando mais arriba. Por ali também as nascentes das lutas pelo reforma agrária no latifúndio da Barra da Onça de Toinho Leite. Mais perto da beira da estrada a Queimada Grande e a lembrança de Seu Zé Ferreira e todos os grandes proprietários que o antecederam.

Ali também a recordação dos barracos na beira da pista e as bandeira do MST tremulando o grito da inclusão. Quem avista hoje o Assentamento Queimada Grande, com seu aspecto de povoação em crescimento, há também que lançar um olhar ao passado de tantas lutas. Desde aquelas lutas cangaceiras às lutas do homem em busca de seu pedaço de chão, e nisso tudo a face da violência, do medo e do espanto.

Rangel avista tudo isso e vai anotando no embornal de sua memória. E quando, já do alto do Hotel Fazenda, lança o olhar sobre sua cidade, seu berço de nascimento, então os seus olhos começam a brilhar diferente, o seu coração a pulsar mais forte, a sua ânsia extremada de colocar logo os pés no chão e sentir a quentura da terra. Somente aqueles que amam abraçam todo o seu mundo com um simples olhar.

E perante o Memorial Alcino Alves Costa, certamente que Rangel encontra o seu paraíso. Ali o lar de um dia, mas hoje ainda com maior significação em sua vida. Quando abre as portas e encontra diante de si tudo o que foi construído para preservar memórias e vidas, é como se um filho querido corresse aos seus pés para o abraço. Mas o filho ali é outro. É o próprio Rangel diante do pai Alcino, de sua obra, de sua importância no mundo sertanejo e nordestino.

E quando Rangel vai lentamente caminhando pelo Memorial, limpando e ajeitando em cada canto, sente que está sendo carinhosamente olhado por olhos que certamente não estão somente nos retratos e banners. Seu Alcino e Dona Peta jamais deixam de olhar cada passo de seu filho Rangel. Ali no Memorial e na vida.

Escritor
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ENTREGA DE DIPLOMA DE SÓCIO CORRESPONDENTE DA ACADEMIA APODIENSE DE LETRAS AO PROF. MSC. JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO


Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes entregando ao Prof. Msc. José Romero Araújo Cardoso o diploma de Sócio Correspondente da Academia Apodiense de Letras, cuja proposição foi feita pelo grande sábio do semiárido, mantenedor e Diretor-Presidente do Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O ANO ERA 34, A NOVA ARMA CONTRA O CANGAÇO ERA O VENENO.

Por Ruberval Sousa

O ano era 34, a nova arma contra o cangaço era o veneno.

Lampião e seu bando acoitado em uma fazenda manda Pedro Henrique o filho de um fazendeiro ir comprar mantimentos na cidade baiana de Adustina, o montante da carga chama a atenção da polícia, que prende e interroga o rapaz que é liberado após o envenenamento da carga.

O rapaz é ameaçado se contar o ocorrido. 

Lampião devido à demora, almoça com o bando. 

Ao chegar com a carga Lampião é avisado do ocorrido por outro coiteiro.


Lampião reúne o bando, e na madrugada do mesmo dia, prevenido, troca tiros com a volante baiana, mas foge ileso, deixando a mercadoria envenenada: rapadura, farinha, bebidas, sal, carne e outras coisas.

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POESIA CLAUDER ARCANJO PARA O POETA-MESTRE HILDEBERTO BARBOSA FILHO

Por Clauder Arcanjo

POESIA CLAUDER ARCANJO PARA O POETA-MESTRE HILDEBERTO BARBOSA FILHO

Há poesia no estábulo, no palácio, no silêncio da dor e no suor da romaria.

Poesia existe em mim como o cálcio na ossatura dos dias. Dá-me estatura, força e galhardia. Se me perguntam se existo sem ela, calo-me e finjo não entender tamanha intriga.

Há momentos em que ela não se me apresenta. Ou não me alumbra, como bem dizia Manuel Bandeira; ou não me assusta, como insistia Ferreira Gullar. Lamento a sua ausência, mas bem sei que ela virá como o sol para anúncio de um novo dia meu. Quando menos espero, ela apontará na esquina, se achegará de mansinho, soprar-me-á a bênção de duas ou três palavras... E saltarei, batizado e crismado, por sua verve, em sublime e santa eucaristia.

Certa vez, quis saber de seu paradeiro. Botei seu nome “Poesia” no mapa eletrônico do meu carro, nem sinal da sua moradia! Melhor, o programa, em voz mecânica, sempre me respondia: “Bem-vindo, você chegou!” e não mais se mexia. Atônito, reprogramava-o e, de novo, a mesma resposta-saída.

Parei, desliguei-me da questão e corri os olhos no horizonte da lida. De repente, lá, onde o céu perdeu o norte, onde as nuvens se engravidavam de nascente e o sol se banhava com o véu luzidio e fosco do poente, vislumbrei o raio de uma luz discreta. Ela se aproximou e entrou na retina e na pupila, cristalina e sem pedir vênia, instalou-se no cérebro do meu olhar. Tomado pela refração, flagrei-me deslumbrado por um verbo refletido que nascia. Primeiro, no prisma-placenta do olhar para, depois, na folha branca se depositar. E o que era luz transfigurou-se em tradução de mil arco-íris.

Há no barro do poema: o vazio do nada, o louvor da rapariga, o desespero do errante, a forca da fé, o compasso da cantiga, o silêncio do menestrel, o louvaminhas do coronel, a mortalha da seca, o maltrato da intriga, o choro da despedida.

Pela poesia se inaugura a mitologia de um povo, se deflagra a genealogia de uma dinastia, se cantam os valores da nação, bem como se revela a tragédia que nos cerca e alucina. Através do foco da poesia, o velho se aproxima, o novo se cria, enquanto o antigo habita por entre as dobras do manto da novidade.

Talvez não haja poesia na praga-oração do excomungado, na lástima do exilado, no desespero de um condenado, no silêncio último do suicida, na raiva de um ser ultrajado, no grito de um celerado. Não sei.

Por sua vez, pode ser certo que não nos encontraremos com a poesia na casa em que a fome habita, na pólvora seca de um cangaceiro, no olho cego do vigia do inferno, no colo de Medeia, nos dentes de uma raposa louca, no ódio que se derrama no vulcão das guerras mil. Não sei.

Entre tantas indagações e sem a água serenada de uma sequer resposta, encosto o carro e ouço a voz da madrugada. Na coxia desta estrada, há gotas de orvalho nas pétalas de uma tímida flor no asfalto...

E isto me basta: Poesia.

— Há poesia no estábulo, no palácio, no silêncio da dor e no suor da romaria.
Clauder Arcanjo
clauderarcanjo@gmail.com

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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ADÍLIA A VAIDOSA

Mulheres do Cangaço

"Para onde você for, eu vou. Até para o inferno". Foi a resposta de Adília, uma bela morena de olhos brilhantes deu para o então namorado Bernardino, apelidado de Canário, um dos cangaceiros mais valentes do bando de Lampião e ao mesmo tempo era considerado o mais feio. Isso aconteceu no ano de 1936.


A proposta de Canário chegou bem a tempo, uma vez que os pais de ambos os jovens apaixonados não aprovavam o namoro, principalmente os de Adília. Ela, extremamente vaidosa, queria usar maquiagem: batom, rouge e pó de arroz, mas era impedida pelo pai. Então, indo para o Cangaço Adília poderia usar o que tivesse vontade e, aos 16 anos incompletos seguiu os passos do seu amado nas matas, nas caatingas sertanejas durante dois anos. Estava livre então, do controle familiar. Nesse período, Adília teve dois filhos, mas o último Canário não conheceu, pois morreu antes em um dos tiroteios.

Após a morte do companheiro, Adília se entregou à polícia, foi presa. Posta em liberdade, mais tarde casou. Pouco antes de sua morte em 2002, contou para um repórter que gostaria de conhecer seu primeiro filho que “mora em São Paulo, mas não sei aonde”…

Adília não foi uma cangaceira das mais famosas, mas marcou por desafiar seu pai e o seu tempo. Os que a conheceram afirmam que era uma mulher doce e parecia viver de recordações. Maria Adília de Jesus nasceu em Poço Redondo (Sergipe).

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VALORIZANDO A CULTURA POPULAR MAURÍLIO AMÉRICO

Por Franci Dantas
Poeta Maurílio Américo

Pedir ao Deus Criador
Vem de novo a criatura
Para inspirar os versos
E enriquecer a cultura
\de quem ama a poesia
Defendendo dia a dia
A nossa literatura

(Trecho do Cordel - O Cidadão Consciente Ama o meio Ambiente).


Poeta, Cordelista, Bacharel em Serviço Social, Concluinte do Curso de Direito. Nasceu e reside em Natal RN. Desde criança desenvolveu o gosto pelo Cordel, Repente e todas as formas e expressões culturais desenvolvidas no Nordeste do Brasil.

Franci Dantas é escritora, geógrafa e artista plástica


(Recebi os Cordéis da foto do Poeta e Cordelista Maurílio Américo no evento hoje - 25.03.2017 - no Museu do Sertão).

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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RUÍNAS DA FAZENDA POÇO DO NEGRO

Por Paulo George

Ruínas da Fazenda Poço do Negro, próxima à Nazaré, distrito de Floresta-Se, última morada dos Ferreiras em Pernambuco.


Nesta casa em 12 de fevereiro de 1918, Zé Saturnino com 16 homens ataca a casa. Virgolino e seu tio (materno) Manoel Lopes e os primos Sebastião Francisco e Domingos Paulo e o cabra Luiz Cameleira, enfrentam Zé Saturnino por horas de cerrado fogo. Zé Saturnino abandona o campo de luta, conduzindo baleado o companheiro José Joaquim dos Santos (Jose Guedes).

Quando Zé Saturnino saiu da luta, Virgolino saltou no terreiro gritando e atirando, chamando Zé Saturnino para voltar a luta que não se retirasse, porque era feio.

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ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM ADITIVO AO EDITAL DE CONVOCAÇÃO AGE-007/2017 ASCRIM, DE 18.01.2017


I. O Presidente Executivo da ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, no cumprimento das atribuições que lhe conferem o Art. 36, Inciso I do Estatuto Social da ASCRIM, através deste ADITIVO AO EDITAL DE CONVOCAÇÃO AGE-007/2017 ASCRIM, DE 18.01.2017, com íntegra sinótica da programação, convoca os Associados Regulares Inscritos e os Regularmente Inscritos, para se reunirem em ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA a se instalar, sob sua presidência, NO DIA 30 DE MARÇO DE 2017, (QUINTA- FEIRA), ÀS 17h00min, em primeira chamada com a presença de metade de seus membros mais um e, em segunda chamada, após 20(vinte) minutos, com qualquer número de “ASSOCIADOS”, no Auditório da Biblioteca Municipal “Ney Pontes Duarte”, sito à Praça da Redenção Jornalista Dorian Jorge Freire, em Mossoró, conforme o Estatuto, para tratarem dos “ATOS SOLENES DA ASCRIM”, nas seguintes ordens do dia:

1. VALIDAÇÃO DO DIPLOMA DE POSSE DO 1º SECRETÁRIO EXECUTIVO DA ASCRIM, BIÊNIO 2014/2016(disposto no Art.28): ANTONIO CLAUDER ALVES ARCANJO, obedecido a ritualística dos atos obrigatórios da ASCRIM.

2. DIPLOMAÇÃO E POSSE DA DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM-BIÊNIO 2017/2018, (disposto no Art.28) CARGOS DE:

PRESIDENTE EXECUTIVO: FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO.
VICE-PRESIDENTE EXECUTIVO: MILTON MARQUES DE MEDEIROS. 1ª SECRETÁRIA: LUDIMILLA CARVALHO SERAFIM DE OLIVEIRA. 2ª SECRETÁRIA: VANDA MARIA JACINTO. 1ª TESOUREIRA: MARTA NOBERTO DE SOUSA AQUINO DE MEDEIROS. 2ª TESOUREIRA: (vago). DIRETOR DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS: ELDER HERONILDES DA SILVA. DIRETOR DE ACERVOS: JOSÉ ROMERO CARDOSO DE ARAÚJO. DIRETORA DE ASSUNTOS ARTÍSTICOS: MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO. DIRETORA DE CERIMONIAL E DE EVENTOS: SUSANA GORETTI LIMA LEITE. DIRETORA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS: MARIA CONCEIÇÃO MACIEL FILGUEIRA. DIRETOR DE ASSUNTOS JURÍDICOS: LÚCIO NEY DE SOUZA.

3. DIPLOMAÇÃO E POSSE DO CONSELHO FISCAL DA ASCRIM--BIÊNIO 2017/2018-CARGOS (disposto no Art.44) DE:

PRESIDENTE: WILSON BEZERRA DE MOURA. VICE-PRESIDENTE: MANOEL VIEIRA GUIMARÂES NETO. SECRETÁRIA: MARIA DO SOCORRO DE ALBUQUERQUE GURGEL. SUPLENTE: EXPEDITO DE ASSIS SILVA

4. ENTRONIZAÇÃO E DIPLOMAÇÃO DOS ASSOCIADOS REGULARES INSCRITOS E OS REGULARMENTE INSCRITOS, CONFORME RELAÇÃO ABAIXO:

-ANTONIO CLAUDER ALVES ARCANJO
-JERONIMO DIX-SEPT ROSADO MAIA SOBRINHO.
-MARCOS ANTONIO FILGUEIRA.
-ANTONIO MARCOS DE OLIVEIRA.
-MARTHA CRISTINA E. MAIA
-ANTONIA LÍRIA FEITOSA NOGUEIRA ALVINO
-RICARDO ALFREDO DE SOUZA
-GERALDO MAIA NASCIMENTO
-GUALTER ALENCAR COUTO

5. OUTORGA, PELO PRESIDENTE, DE TÍTULOS HONORÍFICOS a PLÊIADE DOS HOMENAGEADOS(AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS,ADVOGADOS,FILÓSOFOS, GENEALOGISTAS,GEÓGRAFOS,HISTORIADORES, JORNALISTAS, MÉDICOS, PESQUISADORES, PSICÓLOGOS, PSIQUIATRAS E SOCIÓLOGOS), que confirmaram presença a este ADITIVO AO EDITAL DE CONVOCAÇÃO AGE-007/2017 ASCRIM, DE 18.01.2017, abaixo consignados:

5.1-ESCRITORES MOSSOROENSES AUSENTES: outorga dos Títulos de: “ASSOCIADO CORRESPONDENTE” e “TRIBUTO DE HONRA ESCRITOR MOSSOROENSE AUSENTE” AO ESCRITOR MOSSOROENSE “FRANCISCO OBERY RODRIGUES”.

5.2.EXCELENTÍSSIMA PREFEITA DE MOSSORÓ, DRA. ROSALBA CIARLINE ROSADO: TRIBUTO DE HONRA IMORTALIDADE CULTURAL ASCRIM, de grau Honorrificentíssimo.

II. A ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA- AGE-007/2017 ASCRIM, podem comparecer convidados e familiares dos associados, privados, contudo de voz e voto.

III. As deliberações serão tomadas por maioria simples de votos dos associados presentes com direito de votar e só poderão tratar sobre os assuntos das ordens do dia do presente EDITAL DE CONVOCAÇÃO.
IV. Neste mesmo ATO, o Presidente da Diretoria Executiva da ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM, no cumprimento das atribuições que lhe conferem o Art. 36, Inciso I do Estatuto Social da ASCRIM, albergado no inciso VII do Art. 25 do estatuto da ASCRIM,

“C O N V I D A”

DIGNEM-SE FAZEREM PARTE DOS ANAIS DA ASCRIM, EXCELENTÍSSIMOS SENHORES PRESIDENTES E DIRIGENTES DE ASSOCIAÇÕES CULTURAIS CONGÊNERES, ACADEMIAS DE LETRAS E ARTES, ENTIDADES UNIVERSITÁRIAS, INSTITUIÇÕES CULTURAIS PRIVADAS E PÚBLICAS, ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS, MAÇONARIAS, EMPRESAS PÚBLICAS E PRIVADAS, ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS, juntamente com seus excelentíssimos familiares, para assistirem a Assembleia Geral Extraordinária AGE-007/2017 ASCRIM, compreendendo “OS ATOS SOLENES DA ASCRIM”, a se instalar, sob sua presidência, NO DIA 30 DE MARÇO DE 2017, (QUINTA-FEIRA), ÀS 17h00min, data em que sentir-se-á honrado em contar com a especial presença de todos.

V. I FESTIVAL DIVERSIDADE CULTURAL ASCRIM-I FDCA(ARTES, CINEMA, ESCULTURA, LITERATURA, MÚSICA, TEATRO, ETC), ABERTO A TODOS INTERESSADOS PARA EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS AUTORAIS, NA DATA DA AGE-007/2017, NO HORÁRIO DE 07h00min A 18h00min.:
-FRANCI DANTAS-Escritora Mossoroense e Pintora em telas.
-ELSON HENRIQUE DE O. MESQUITA-ESCULTOR em Ferro.
-MANOEL GALDINO ASSUNÇÃO-Especialista em Bonsai.
-NAIDE BATISTA-Escultor em Fibras e material reciclado.
-FRANCISCO JOSÉ DA S.NETO-Desenhista a Mão Livre.

VI-ENTREGA PELOS PRESIDENTES DE TODAS ENTIDADES CULTURAIS, DO REQUERIMENTO ENCAMINHADO À EXCELENTÍSSIMA PREFEITA DE MOSSORÓ DRA. ROSALBA CIARLINE ROSADO.

VII. RECOMENDA-SE TRAJE ESPORTE FINO PARA OS CONVIDADOS E VESTES TALARES PARA ASSOCIADOS E ACADÊMICOS DE ENTIDADES CULTURAIS CONGÊNERES.

VIII. O PRAZO DE CONFIRMAÇÃO, PARA FINS DE ORGANIZAÇÃO COQUETEL E CONTROLE DO CERIMONIAL À AGE-007/2017 ASCRIM, RESPEITADAS AS JUSTIFICATIVAS PRÉVIAS E EXTEMPORÂNEAS,EXPIRA EM 27.03.2017.

TERMOS EM QUE EXPEDE, REGISTRE-SE E CUMPRA-SE O PRESENTEADITIVO AO EDITAL DE CONVOCAÇÃO AGE-007/2017 ASCRIM, DE 18.01.2017, RERRATIFICADOS EM TODOS OS SEUS TERMOS, PODENDO SER RETRANSMITIDO POR TODOS OS MEIOS DISPONÍVEIS AOS CONVOCADOS E CONVIDADOS INTERESSADOS.

MOSSORÓ (RN), 04 DE MARÇO DE 2017.

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
- PRESIDENTE DA ASCRIM –

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LAMPIÃO ATACA DISTRITO DE SERRINHA EM GARANHUNS

* Por Antônio Neto

Em 20 julho de 1935, o grupo de Lampião assaltou, matou, feriu, espancou, estuprou e saqueou no distrito de Serrinha, no município de Garanhuns.

A investida de Lampião e seu grupo ao referido distrito foi muito bem planejado, sobretudo por não conhecer bem aquela localidade. De princípio arranjou um guia, de nome João Constantino da Silva, conhecido por João Baixó, que além de bandido era conhecedor daquela comunidade, sabia quem eram as pessoas que possuíam dinheiro e objetos de valor.

O assalto à Serrinha foi mais uma das ações perversas de Lampião, praticada na calada da noite, conforme portaria do comissário de polícia, João Antônio da Silva, do distrito de Serrinha, município de Garanhuns, que passo a expor: por volta da meia noite, mais ou menos, do dia 19 para 20 de julho de 1935, Virgolino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, chefiando um grupo de assaltantes, em torno de oito indivíduos, saqueou a residência do agricultor Francisco Basílio da Silva no lugar Azevém do mencionado distrito e estupraram Josepha Avelina da Conceição e Antônia Avelina da Conceição, filhas menores do infortunado agricultor.


Prosseguindo a sua infeliz jornada, Lampião e seu grupo pousaram na casa de José Salgado, um velho conhecido de João Baixó. Enquanto o dono da casa preparava café para Lampião e seus cabras, o filho desse, de nome Antônio Salgado, conduzia três bandidos para à casa de Manoel Antônio de Araújo, de cognome Manoel Pajeú. O mesmo encontrava-se próximo à sua residência e, ao perceber que os visitantes eram cangaceiros ficou escondido nas proximidades. Os bandidos bateram em sua porta e, como ninguém respondeu, botaram a mesma abaixo e invadiram aquela moradia. Não encontrando o dono da casa espancaram a sua mulher, obrigando-a a entregar-lhes o dinheiro que tinha em seu poder. Além de Joias e ouro, levaram uma sela, arreios, esporas, chibatas e um capote.

De volta à casa do senhor José Salgado, os três bandoleiros juntaram-se ao resto do grupo. Virgolino Ferreira e seu bando, guiados por João Baixô, foram à Fazenda Imbuzeiro, onde saquearam e trucidaram o agricultor João Bezerra da Silva, proprietário da respectiva fazenda e, ainda, feriram o seu genro, Francisco Pereira de Barros, conhecido por Chiquito.

Em seguida, Lampião atacou a Vila de Serrinha, antigo distrito de Garanhuns, hoje, cidade de Paranatama. Os moradores daquele vilarejo reagiram a tiros e as duas mulheres do grupo de assaltantes saíram baleadas. Maria Dea, mulher de Lampião, vulgo Maria Bonita, saiu gravemente ferida na barriga, enquanto que, Maria Lima, vulgo Vacinha, sofreu ferimentos leves.

O bando não suportando o arrojo do tiroteio fugiu levando as mulheres feridas. Segundo depoimentos de testemunhas, Maria Bonita teve que ser carregada em uma rede, até um abrigo seguro, onde foi tratada do ferimento.

De acordo com o inquérito policial datado de 30/07/1935, por esses crimes bárbaros, foram indiciados os indivíduos: Virgolino Ferreira, vulgo Lampião, João Constantino da Silva, vulgo João Baixó, Medalha, Moita Braba, Gato, Cabo Velho, Jurity, Maria Dea, Maria Lima, vulgo Vacinha. No entanto, o promotor público de Garanhuns no exercício pleno de seu cargo e, embasado no inquérito policial, ofereceu ao juiz de direito de Garanhuns, denúncia contra Virgolino Ferreira, vulgo Lampião, Medalha, Natalício de Tal, vulgo Fortaleza ou Cabo velho, Maçarico ou Jurity, Gatto e Moita Braba pelos atos delituosos por esses praticados na circunscrição da Comarca de Garanhuns. Maria Dea e Maria Lima não foram citadas na denúncia do promotor, apenas indiciadas pelo comissário de polícia.


Conforme disse o depoente, Euclides José dos Santos, Virgolino Ferreira, vulgo Lampião e seu grupo, na noite de vinte de julho de 1935, roubaram as casa de Matildes Olímpia, José Basílio de Miranda, Manoel Antonio de Araujo (Manoel Pajeú), Pedro Damião, José Braz e de Francisco Pereira de Barros, conhecido por Chiquito. Pelo que se sabe o Rei do Cangaço não possuía inimigos naquele lugar. Foi ali apenas para roubar e praticar atrocidade. Esse era o seu jeito de agir.

Este texto foi escrito em conformidade com os autos do processo-crime, nº 85, registrado no 3º cartório da Comarca de Garanhuns, portanto, uma análise à luz da Lei da brasileira.

Fonte: Memorial da Justiça de Pernambuco. Pasta – Garanhuns, 1935-CR. A: Justiça Pública. R. Virgolino Ferreira e ouros.
* Antônio Neto é escritor, pesquisador, dicionarista e poeta.
Processo 2
Processo 1


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O ASNO DE OURO É O SEGUNDO FOLHETO DE CORDEL DA CAIXA VOLUME 02 QUE COMPÕE A COLEÇÃO OBRAS PRIMAS EM CORDEL.

Por Prof. Stélio Torquato 
Prof. Stélio Torquato e o filho Davi

O Asno de Ouro é o segundo folheto de cordel da caixa Volume 02 que compõe a coleção Obras Primas em Cordel. A adaptação é de Stélio Torquato Lima e a ilustração de capa é de Cayman Moreira. O cordel O Asno de Ouro escrito por Stélio Torquato com 170 estrofes de sete versos sete-silábicos.

A Cordelaria Flor da Serra, tendo como missão, resgatar e difundir a poesia popular de qualidade, leva ao público mais uma obra prima da literatura universal adaptada aos versos da nossa genuína poesia popular nordestina.

O Asno de Ouro foi escrito por Lucius Apuleius, no século II d.C. O tom moralista da obra deixa claro o sentido fabular e didático que o autor quis imprimir ao seu texto. Assim, as desventuras do homem transformado em burro se torna um meio de aprendizagem dos leitores. Autores como Boccaccio, Cervantes e Fielding fizeram adaptações livres da obra.

Lucius Apuleius nasceu em Madaura, colônia romana na África, em 125 d.C., e faleceu em Cartago, em 170 d.C. Estudou em Cartago, Atenas e Roma, aprendendo latim e grego e dedicando-se aos estudos de Retórica e Jurisprudência. Estudou ainda Geometria, Música e Filosofia, e se interessou bastante pelos ritos esotéricos. Casou-se com uma viúva rica, sendo acusado pelos parentes da mulher de ter recorrido à feitiçaria para conquistá-la. Obras: O Asno de Ouro, Floridas (fragmentos de discursos) e De Deo Socratis.

Leia os versos iniciais do cordel de Stélio Torquato e para ler o desfecho da história compre o folheto pelo E-mail cordelariaflordaserra@gmail.com ou pelo WhatsApp (085) 999569091.


Lúcio Apuleio registra
Um caso bastante estranho
Numa obra literária
Vinda dos tempos de antanho.
Chama-se O asno de ouro,
O literário tesouro
Que tem valor sem tamanho.

Como o autor, também é Lúcio
O herói da história citada.
Por uma ação da magia,
Passaria o camarada
Um extremado aperreio,
Como nos conta Apuleio
De forma muito engraçada.

Toda a saga tem início
Quando o tal Lúcio empreende
Viagem para Tessália,
Lá na Grécia, onde pretende
Grandes negócios fazer,
Como sói acontecer
Com aquele que compra e vende.

Em seu caminho, ele encontra
Dois amigos, com os quais
Passa a falar sobre um tema
Do qual gostava demais:
Os poderes da magia,
Obras de feitiçaria
E dons sobrenaturais.

Com isso tudo na mente,
A Hipata ele chegou.
A uma velha da cidade
Ele logo perguntou
Pela casa de Milón,
A idosa, em alto e bom som,
Prontamente lhe informou:

“Pense em um camarada
Avarento até a medula!
Esse cabra, pra dinheiro,
Tem insaciável gula.
Ele está cheio da nota,
Porque, como um agiota,
Muitos lucros acumula.”

“Mas pra que tanto dinheiro,
Se vive como um mendigo?
As roupas são um trapo só,
E o seu lar, meu bom amigo,
De móveis é bem escasso.
Afaste dele o seu passo.
Escute bem o que digo.”

Sem ligar para os conselhos
Daquela idosa senhora,
Pediu Lúcio o endereço,
Cavalgando, sem demora,
Para a casa do avarento,
Não perdendo um só momento,
Pois ia já alta a hora.

“O que queres, camarada?”
– Disse a criada ao portão.
“Trago cartas de Demeas,
Amigo de seu patrão.”
O agiota, avisado,
Ordenou que em seu sobrado
Adentrasse o cidadão.

Ao entrar, Lúcio notou
De forma bem repentina
Que a informação da anciã
Era mesmo genuína:
Pra economizar despesa,
Bem pouca comida à mesa
Havia posto o sovina.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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