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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

FESTA DE GADO

Clerisvaldo B. Chagas, 21de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.719

Uma das maiores festas  do Brasil é relativa ao gado que ocupa todo o território nacional. As manifestações culturais mais expressivas estão na vaquejada (pega-de-boi-no-mato), corrida de mourão (chamada erroneamente de vaquejada) e os rodeios. Havia a Farra do Boi, em Santa Catarina, mas foi extinta por lei. Os rodeios são típicos das Regiões Sul e Sudeste; a vaquejada, a corrida de mourão são coisas nordestinas. O boi ainda surge em figura de papelão como divertimento popular acompanhado de música, bailado, teatro, em várias regiões brasileiras. As características são próprias de cada estado e denominações locais: bumba-meu-boi, boi-bumbá, boi-de-mamão e outras menos conhecidas.
Vaqueiros em Serrinha. Divulgação

           Uma festa que acontece todo ano, mês de agosto, é a "Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos”, interior de São PauloO evento que vem desde 1956, teve origem com os peões tangedores de boiadas de Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul em estradas de terra e que duravam vários dias. Geralmente essas boiadas eram tangidas até os frigoríficos onde o boi era abatido. Em Barretos, um desses destinos, teve início a festa com brincadeiras do peões mostrando como se fazia na doma de cavalos das fazendas. Hoje  Barretos tem um parque de rodeio planejado por Oscar Niemeyer com uma área onde cabe em todo o espaço, 50.000 pessoas, das quais 35.000 sentadas. Este mês a festa encontra-se em pleno andamento quando teve início no dia 17 e prosseguirá até o próximo dia 27. Além das competições, espétaculos outros são oferecidos, principalmente por duplas sertanejas.
Em Alagoas ainda não conhecemos em funcionamento o parque chamado “O maracanã da vaquejada”, em Palmeira dos Índios. Mas existem vaquejadas de verdade, a pega-de-boi-no-mato, em alguns lugares, entre eles, o da serra do Japão, nas imediações de Folha Miúda, no Agreste. Quanto à corrida-de-mourão, engolida nas cidades como vaquejada, vão se mantendo no estado em todas as regiões. Dificilmente qualquer uma dessas formas chegaria a uma estrutura semelhante a de Barretos. Mas, como diria Luiz Gonzaga: ali “corre dinheiro pelo chão”. E no Médio Sertão alagoano o jeito é se conformar com a mais chamativa que é a de Dois Riachos. Famosa porque o município possui a maior feira de gado nordestina e de quebra a natalidade de Marta, a maior jogadora do mundo por várias vezes.
A vaquejada é bruta, mas serve para competir, cantar, beber, namorar, arrancar o estresse e fazer amigos.

O dinheiro geral que rola, quem não gostaria de tê-lo?



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ZÉ DE JULIÃO: MUITO ALÉM DO CANGAÇO - TRAILER

https://www.youtube.com/watch?v=YQ1-aknVlwE

Zé de Julião, o famoso cangaceiro CAJAZEIRA... Muito Além do Cangaço - Trailer....Ele chegou a ganhar para prefeito de Poço Redondo-SE, e, foi assassinado por grupos políticos.

Um filme de Hermano Penna.

CONFIRA O TRAILER..!

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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POÇO REDONDO E SUAS PESSOAS SIMPLES E VALOROSAS

*Rangel Alves da Costa

Todos deveriam ser iguais não somente perante a lei como na realidade cotidiana da vida. As pessoas, e seja de qualquer raça, cor, crença, poder aquisitivo e raiz familiar, dentre outros aspectos, deveriam ser reconhecidas e valorizadas como fundamentais, pois seres humanos na sua essencialidade.
Ora, o mundo não é habitado nem progredido apenas através dos “grandes homens”, das “eminentes figuras”, de bacharéis, doutores, poderosos e autoridades sem fim, mas por todas as pessoas, seja o de gravata ou o descalço, seja o de anel dourado no dedo ou o de chinelo no pé. Todos, indistintamente, possuem sua devida importância na sociedade, no meio em que vivem e na realidade que compartilham.
Neste sentido, reconhecer a importância dos filhos de Poço Redondo não implica apenas em falar daqueles tidos como mais ilustres, mas sim de todos aqueles que no passado e no presente fazem parte de sua história, pois, ao seu modo, são todos responsáveis por um percurso histórico desde as primeiras raízes. Importante aquele empobrecido que vive nas distâncias matutas, importante aquele citadino de maior posse, importante aquela fateira ou lavadeira, como importante é o bodegueiro ou o grande comerciante.
Há de reconhecer, assim, uma importância igualitária. Ora, Poço Redondo não caminhou somente pelos passos de Alcino, de Durval, de Zé de Julião, de João Bernardino de Sá ou de Tião de Sinhá, dentre outros. Mas também nos passos de Maria do Piau, de Remígio, de João Mulatinho, de Augustinho, de Tonho Bioto, de Adília, de Jailson, de Maninho, de Angelino, de João Paulo do Alto, de Mané Véio. E continua caminhando nos passos de Zefa da Guia, de Mestre Tonho, de Zé Veinho, de Marizete, de Quitéria Gomes, de Niltão Aboiador. Só para citar alguns.
Logicamente que a história dos grandes homens, das ilustres figuras - por ser seletiva -, conta tudo diferente. Contudo, o cotidiano é providência tomada e levada adiante por pessoas simples, humildes, que nem sempre são lembradas nas suas ações. E são estas pessoas que devem ser vistas e reconhecidas como importantes e fundamentais não só no percurso histórico de Poço Redondo como de qualquer lugar. O mateiro, o roceiro, o vaqueiro, o caçador, o pescador, a varredeira, o catador de lixo, o sapateiro, o desempregado, o da choupana e o do barraco, todos são primordiais para o reconhecimento da identidade de um povo.
E Poço Redondo progrediu a partir dos esforços de pessoas simples, comuns. Num tempo onde os latifúndios ou as terras de eréu pouco ou quase nada produziam, era através das pequenas agriculturas e dos pequenos rebanhos que a subsistência de todos era garantida. Maria do Piau, por exemplo, surgia na esquina gritando a sua piaba miúda, salgada. João de Virgílio não negava a ninguém um carregamento nas costas desde o Curralinho à sede municipal, e vice-versa. E tantos e tantos outros trazendo o seu queijo, o seu melão coalhada, o seu quarto de carne de bode, colocando à disposição do pobre e do rico.
Galego do Alto se esforçava o máximo em meio ao calor de seus ferros abrasados para garantir o chocalho, o ferro de marcar bicho, tudo o que um bom ferreiro pudesse oferecer. Zé Rosa engolindo pó de serra para não deixar faltar a encomenda da porteira, do caixão, do banco de madeira. Mulheres passavam meses para terminar uma só colcha de renda. E depois vender por preço bem abaixo do merecido. Sem esquecer aqueles que seguiam pra roça com o dia ainda escurecido e só retornavam perto da boca da noite. Comida levada em cuia enrolada em panos e água de melancia verdosa enterrada para perder a quentura de riba da terra.
Pessoas simples, comuns, eram as responsáveis por tudo isso. E aos sábados aqueles pequenos feirantes arriscando a vida em cima de paus-de-arara para trazer da Boca da Mata (Glória) a farinha, a banana, a laranja, o açúcar. Assim Zé de Iaiá, Mané Azedinho, Delino, Ireno Cirilo e tantos outros. Todos estes - e mesmo as pessoas sem ofício algum definido - foram os verdadeiros responsáveis pela construção da história de Poço Redondo.

Escritor
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GALANTEADOR.

Por Dr. João Leite Figueiredo

Galanteador

Indivíduo galanteador e presunçoso
Nascido e criado no interior
Tendo n'alma senso grandioso
Vivendo, pois, com muito amor

Ciente das agruras iminentes
No mundo hodierno, uma constância
Na mente, um imutável lema
Batalhar e vencer, com confiança

No caminho da existência surgiu
Uma pessoa culta e consciente 
Logo, amizade intensa, assumiu
Proporcionando, então, novo ambiente

Quando se guarda boas intenções
Num átimo de emoção, vence o coração

São Paulo, 12/08/17 ---10:50H

Dr. João Leite Figueiredo

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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VALOROSOS APÓSTOLOS DO NORDESTE, QUE AS BENÇÃOS DE DEUS E DO PADIM CIÇO RECAIAM SOBRE VÓS!

Por José Romero Araújo Cardoso

          Parece que foi ontem, pois quem ama o Nordeste ainda se lembra. 1958, ano marcante, seca braba, castigando com inclemência a nossa brava gente, trazendo agruras e desditas, mas que assinalou o surgimento de vocês no cenário artístico, com o trio sendo batizado por dona Helena, auspiciado por Gonzagão.
          Houve um pacto, feito em prol da valorização da terra, do povo e dos costumes nordestinos. Hoje, precisamos mais do que nunca que artistas regionais repitam seus gestos, pois torna-se inadmissível suportar a descaracterização vil e mundana, alicerçada no fetiche da grana solta que permite determinadas posturas, incluindo nestas absurdas declarações de que a molecagem que enodoa nossas tradições seja mais importante que o eterno sanfoneiro do riacho da Brígida no que diz respeito à autentica divulgação do Nordeste Brasileiro.
          Pacto de amor à terra e à nossa gente, pacto de valorização do autêntico forró-pé-de-serra como verdadeiro suporte da música regional, isso é o que estamos precisando, ou seja, de pessoas que ponham o pé na estrada por amor ao nordeste, que sigam os passos dos velhos precursores de outrora.
          Não agüentamos mais o estardalhaço que desvirtua nossas raízes, nossos mais valiosos bens culturais, entre os quais vocês se encontram, pois são patrimônio imaterial do povo nordestino.
          A aventura pelas veredas da terra do sol deve continuar, de forma responsável, pois nada mais marcante para um povo do que cultivar suas origens, primando pela identidade enquanto elo constitutivo do reconhecimento pleno.
          Pacto de amor ao Nordeste, essa é a meta que deve nortear as ações de quem luta para perpetuar legados imorredouros. Pacto que firme de vez a ênfase ao epicentro irradiador de toda construção identitária, tendo em vista que este tem localização geográfica especifica, com suas bases lançadas nas alterosas da Chapada do Araripe em solo pernambucano, único que comporta as coordenadas que tangenciam o formidável e estável edifício cultural que une nosso povo.
          Vocês que tanto suaram em prol de região tão rica culturalmente, intercedam junto ao Pai Celestial para que não surjam “valores” que permitam nossa descaracterização, pois demandou tempo considerável para que amadurecessem as bases da nossa extraordinária construção coletiva, tendo em vista que nesses rincões adustos firmou-se civilização condicionada pelas secas e por heranças pretéritas legadas por três raças altivas que formaram o caráter firme e irresoluto de uma gente nobre.
          Quando o trio que vocês formaram surgiu, o nordeste sorriu mais feliz, pois era sinal que a contribuição para a afirmação da autentica e indiscutível nordestinidade estava se consolidando de forma mais expressiva.
    Que o nordeste triunfe através de pactos que o beneficie enfaticamente. Só assim teremos melhores dias em uma época tão conturbada, marcada pela avassaladora falta de escrúpulos que rege mentes deturpadas pela falsa concepção de  estar servindo à região mais notável do ponto de vista de uma cultura autóctone e original.

         José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo (UFPB). Professor-Adjunto IV do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografai e Gestão Territorial (UFPB) e em Organização de Arquivos (UFPB). Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA - UERN). Escritor. Membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP) e da Associação dos Escritores Mossoroenses (ASCRIM).

       * Carta não classificada no III Prêmio A Carta, promovido pelo Parque Cultural "O Rei do Baião" e Caldeirão Político.

Enviado pelo autor

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CORONEL JOÃO BEZERRA – O COMANDANTE DA VOLANTE

Por Charles Garrido

Prezados, saudações.

Com uma imensa alegria, sobretudo envolto ao sentimento do dever cumprido, comunicamos que o nosso segundo documentário; CORONEL JOÃO BEZERRA – O COMANDANTE DA VOLANTE, acaba de atingir a marca de 100.000(cem mil) visualizações no YOUTUBE.

https://www.youtube.com/watch?v=0XI_sxGev44

Ficamos muito felizes, ao vermos a aceitação do público para com o nosso modesto trabalho, cujo qual, trata-se da primeira produção audiovisual dedicada única e exclusivamente à história do militar que pôs fim à era Lampião, ao comandar o famoso combate da Grota do Angico, ocorrido em 28 de julho de 1938.

Faço aqui, o meu mais sincero agradecimento àquelas pessoas que foram preponderantes para a consolidação desse tento:

Ane Ranzan e Renata Sales - Diretoras de imagem

Antônio Amaury - O meu grande mestre, a quem devo boa parte do meu aprendizado. Sobretudo, por ter cedido um de seus arquivos mais preciosos; uma entrevista gravada com o militar, em 1969, no município pernambucano de Garanhuns.

Angelo Osmiro Barreto – Um dos pesquisadores mais conceituados do Brasil, nos deu a honra de participar dos depoimentos, mostrando uma enorme generosidade ao partilhar conosco; seu vasto conhecimento sobre o assunto. Não por acaso, é o maior colecionador de livros do cangaço, em nosso país.

Paulo Britto – O filho do Coronel, que demonstrou uma serenidade ímpar e um controle emocional contumaz, ao fazer os relatos sobre seu pai, respondendo com maestria todas as indagações, sem a esquiva da covardia ou a recusa sob a forma da abstenção.

Enfim, reiteramos o convite aos amantes da cultura nordestina, para que assistam e, se possível, divulguem nosso link, através das redes sociais.

Um grande abraço a todos.

https://www.facebook.com/charles.garrido.3

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A ÚLTIMA CANGACEIRA DO BANDO DE LAMPIÃO (DULCE MENEZES).

https://www.youtube.com/watch?v=vhDJvTK-HBI

Publicado em 26 de maio de 2017

Dulce Menezes dos Santos "Dulce" atualmente com 94 anos de idade é a última integrante do bando de Lampião, ainda viva.

Dulce foi retirada do ambiente familiar e levada contra sua vontade pelo então cangaceiro Criança III (Vitor Rodrigues Lima) com o qual permaneceu maritalmente até pouco tempo após a morte de Lampião, ocorrida no dia 28 de julho de 1938 na Grota do Angico que atualmente pertence ao município de Poço Redondo no estado de Sergipe. 

Cangaceiro Criança

A reportagem constante nesse documentário foi produzida pela Rede Record de Televisão e conduzida pelo repórter Luiz Carlos Azenha. Assistam... 

Geraldo Antônio de Souza Júnior
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https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=689008907974723&notif_t=like&notif_id=1503330049303113

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ADAUTO SILVA RETRIBUI AO ESCRITOR ANTONIO AMAURY

Por Adauto Silva

Anos atrás lendo algo sobre o cangaço, me deparo com o nome do escritor Antônio Amaury, como na época, tinha dificuldade de encontrar livros sobre o cangaço em São Paulo, tive a ousadia de ligar diretamente ao escritor, para obter suas obras e conhecer esse mestre das histórias do cangaço, e qual minha surpresa, quando gentilmente, recebi o convite para ir à sua residência... De lá para cá, foram incontáveis idas e vindas a sua casa amarela, no bairro de Santana aqui em São Paulo.

Obrigado amigo, este vídeo é uma pequena retribuição dos ensinamentos que recebo, não só do cangaço, como também de vida.

ANTÔNIO AMAURY - NO CALCANHAR DE LAMPIÃO

https://www.youtube.com/watch?v=2AZTImCAIL8&feature=youtu.be

Publicado em 20 de ago de 2017
O cangaceiro caipira
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VOCÊ É NOSSO CONVIDADO!


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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FAZENDA ENGENHO EM MATA GRANDE/AL. LOCAL DA MORTE DE ZÉ FERREIRA, PAI DE LAMPIÃO.

Por Geraldo Antônio de Souza Júnior

Localizada entre os municípios alagoanos de Mata Grande e Santa Cruz do Deserto, a Fazenda Engenho foi palco da morte de José Ferreira, pai de Lampião. O ataque à fazenda ocorreu no dia 22 de abril de 1920.


Segundo o pesquisador e escritor Clerisvaldo Chagas, quem matou José Ferreira, pai de Virgolino, foi o volante Benedito Caiçara, intempestivamente, sem saber nem quem ele era, na hora da invasão a casa. 



(Essa versão é sustentada por uma das maiores fontes do cangaço que nos pediu para que não colocasse o seu nome, por motivo de amizade com a família de Caiçara). Por essa digna e insuspeita fonte, confirmada pelo saudoso batedor da tropa de Lucena, Manoel Aquino, homem de bem, que ouvira de seus colegas de farda. Como era um homem de princípios. Lucena recriminou duramente a Caiçara, mas assumiu a morte do senhor José Ferreira, uma vez que se achava responsável pelos atos dos seus comandados.

Existe uma versão que diz que o volante Caiçara fora duramente recriminado pelo comandante, teve sua farda rasgada, levado uma surra e expulso da polícia. A mesma fonte inicial, que tinha fácil acesso a ambos, diz não conhecer essa versão. E que o soldado Caiçara era perverso, mas Lucena gostava muito dele. Depois da polícia, Caiçara passou a ser sacristão do padre Bulhões e não antes. Ainda como volante Benedito matou a pedradas um dos irmãos Porcino (José) ferido, em uma das diligências de Lucena, e que nunca pertencera ao bando. (Ver adiante e no último capítulo, o fim de Caiçara).

Tenente Zé Lucena

Quanto à morte de Luís Fragoso, é sabido por todos, que Lucena não gostava de colecionar prisioneiros. Ladrões em geral, especialmente ladrões de cavalos, assaltantes, desordeiros, perturbadores da ordem pública, muitos foram executados em cova aberta. A ordem para limpar o Sertão já vinha de cima (Autores).

José Ferreira da Silva pai de Lampião

Na morte de José Ferreira não houve combate. Os três filhos mais velhos não estavam presente. O depoimento de João e de Virtuosa são bens claros, explanados por Vera e Amaury. Na versão de Bezerra e Silva, houve forte tiroteio na fazenda Engenho. Além da morte de José, ficou ferido Antônio Ferreira, na perna. Os Ferreiras juntaram-se aos Porcino, conduziram Antônio numa rede e com um grupo de 25 homens, partiram para Pernambuco, pernoitando na vila Mariana. Pela manhã viajaram. Lucena chegou à vila, tachou seus habitantes de coiteiros; os soldados ocuparam as ruas praticando absurdo e o comandante ainda andou seviciando pessoas (...)


Fonte: Texto extraído do Livro “Lampião em Alagoas” de Clerisvaldo Chagas(Páginas 98/99).
Obs: Na época dos acontecimentos existia no local uma casa de taipa que foi substituída por essa de alvenaria que aparece na imagem anexada a essa matéria.
Os: Imagem gentilmente enviada pelo amigo Valdenilton “Nilton” Souza da Silva Johann Goethe)
Geraldo Antônio de Souza Júnior

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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SEMINÁRIO REGIONAL, TRABALHO, AMBIENTE E SAÚDE DA POPULAÇÃO CAMPONESA


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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domingo, 20 de agosto de 2017

JUNIOR ALMEIDA: A VOLTA DO REI DO CANGAÇO NO FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS


Eu fui presenteado com esta obra pelo autor Júnior Almeida, e já iniciei a leitura. Nela, são revelados fatos que aconteceram no "Instituto Nina Rodrigues", e que são fatos gravíssimos. 

Não deixe de adquiri-la, para você saber o que aconteceu com o material genético dos cangaceiros mortos na madrugada de 28 de julho de 1938, lá na Grota de Angico, no Estado de Sergipe, e mais outros assuntos do seu interesse. 

Não deixe para depois, vez que livros escritos sobre "Cangaço" são arrebatados por leitores, escritores e pesquisadores, principalmente pelos colecionadores, e você poderá ficar sem ele.

O livro custa 45,00 Reais, e basta clicar no link abaixo e pedir o seu.

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-638907377-a-volta-do-rei-do-cangaco-_JM

MAIS PONTOS DE VENDA EM CAPOEIRAS

Amigos, nosso trabalho, A VOLTA DO REI DO CANGAÇO, além vendido direto por mim, no MERCADO ALMEIDA JUNIOR E também pode ser encontrado na PAPELARIA AQUARELA, ao lado do Correio, também na PANIFICADORA MODELO, com Ariselmo e Alessilda e no MERCADO POPULAR, de Daniel Claudino Daniel Claudino e Gicele Santos.

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LOCALIZAÇÃO DOS EVENTOS

Por Rubens Antonio

Pontos com principais eventos relacionados ao cangaço, na Bahia, reportados em jornais e relatórios, entre 1928 e 1940. - Localização e distribuição no mapa de minha autoria.

http://cangaconabahia.blogspot.com.br/2017/08/localizacao-dos-eventos.html

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ZÉ DE JULIÃO, HONRADO EX-CANGACEIRO, PRIMEIRO PREFEITO DE FATO ELEITO EM POÇO REDONDO

*Rangel Alves da Costa

Certamente que nos anais da história política de Poço Redondo, consta Artur Moreira de Sá como o primeiro prefeito do município. Com efeito, Seu Artur – assim comumente conhecido - foi o primeiro gestor a assumir os destinos do recém-criado município, desmembrado que fora de Porto da Folha e passando a tomar conta do seu destino a partir da Lei Estadual nº 525-A, de 25 de novembro de 1953.
Mas a versão surgida e que foi tomando sentido de realidade é que Artur Moreira de Sá sequer teve o mesmo número de votos que seu adversário naquela primeira eleição de 03 de outubro de 1954 e disputada contra José Francisco do Nascimento, mais conhecido como Zé de Julião, o ex-cangaceiro Cajazeira do bando de Lampião. Parece uma história atravessada, mas não é não.
Explica-se. O candidato das forças políticas estaduais era Artur Moreira de Sá, oriundo de Porto da Folha. E a primeira estratégia de campanha foi espalhar o boato que Zé de Julião não poderia ser candidato porque era um ex-cabra de Lampião, perigoso e malfeitor, um reles bandido, e ninguém podia aceitar um cangaceiro como prefeito. Mas o ex-cangaceiro não se intimidou e enfrentou as forças do poder. Deu empate: 134 votos para cada candidato. Mais velho, então Artur Moreira acabou sendo proclamado vitorioso.
É neste ponto que a história vira de ponta cabeça. Nos arquivos e atas da justiça eleitoral realmente consta o empate havido entre os dois candidatos. Artur Moreira de Sá com 134 votos e José Francisco do Nascimento também com 134 votos. E o critério de desempate pela idade acabou favorecendo o candidato do Partido Republicano - PR, Seu Artur.
Contudo, não só o pleito havido debaixo de perseguições e abusos teve sua validade contestada por muito tempo, como as próprias pessoas que participaram diretamente daquela eleição – presidentes de mesa, mesários, delegados, etc. – passaram a testemunhar um resultado totalmente diferente. E tais testemunhos apontam, sem quaisquer dúvidas, que o candidato com maior número de votos havia sido Zé de Julião. Quer dizer, o empate foi uma estratégia forjada para dar a vitória ao candidato governista.
Algumas pessoas de Poço Redondo ainda recordam como tudo se deu, ou seja, como o candidato Artur Moreira acabou sendo eleito mesmo tendo sido derrotado nas urnas. E um testemunho dado por Dona Maristela de Sá, que naquele pleito havia trabalhado em seção eleitoral e participado da contagem dos votos, deixa induvidosa tal questão. Com efeito, no recente documentário “Zé de Julião – Muito Além do Cangaço”, de Hermano Penna, a hoje octogenária ex-professora conta tudo sem meias palavras.
Diz Dona Maristela: O candidato eleito foi Zé de Julião. Mas como os governistas, com a conivência da justiça eleitoral, não aceitavam de jeito nenhum o resultado, então resolveram tomar a eleição a todo custo. Então começaram a recontar os votos até que chegasse ao empate. A cada nova contagem, cédulas com votos de Zé de Julião eram derrubadas e escondidas debaixo das solas dos sapatos. Quando chegou ao empate, então se deram por satisfeitos, pois sabiam que o mais velho seria proclamado vitorioso. E o mais velho era Artur. Mas quem teve mais votos foi mesmo Zé de Julião”.
Significa dizer, pois, que, de fato, o primeiro prefeito eleito de Poço Redondo, ou aquele que obteve mais votos na eleição disputada no recém-criado município foi José Francisco do Nascimento, o Zé de Julião, um honrado, amado e admirado ex-cangaceiro do bando de Lampião, esposo da também cangaceira Enedina, e desta desapartado pela morte na fatídica chacina da Gruta do Angico em 1938. Entretanto, como lhe usurparam vergonhosamente a vitória, quem tomou posse por forjado direito foi Artur Moreira de Sá.
Não se pretendeu aqui lançar qualquer negativa ou dúvida sobre Seu Artur como o primeiro prefeito de Poço Redondo. A História assim conta e como tal deve ser considerada. Os fatos demonstram, porém, que sua vitória não se deu nem por maioria de votos nem mesmo por empate. Considerando-se o que por muito tempo foi ressurgindo como uma verdade ocultada e pelo testemunho vivo de Dona Maristela, simplesmente “tomaram na tora” e vitória dada a Zé de Julião pela maioria dos eleitores poço-redondenses de então.
Zé de Julião ganhou, mas não levou, como popularmente se diz. O que, por justiça, não afasta o seu reconhecimento como primeiro prefeito eleito de Poço Redondo.

Escritor
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A ANTIGA CADEIA VELHA DE POMBAL.

 Por Verneck Abrantes

A antiga Cadeia Velha de Pombal, iniciada em 1816 e concluída em 1859. Hoje denominada "Casa da Cultura Senador Ruy Carneiro", Observamos os detalhes: O Portão de Entrada (com um escudo imperial no alto), no meio, a “Cela de Tortura” (era colocado fogo na parte de baixo e o criminoso ficava na parte de cima e, na angustia de não suportar mais o calor da quentura, contava crimes praticados), nos anos de 1950 um juiz mandou destruir a cela. Na última foto, uma janela com gradeado duplo. Essa cadeia por muitos anos foi considerada a maior e mais segura do sertão paraibano. 


Existe um projeto em andamento para dar uma melhor organização a Cadeia Velha e no que mostra ser hoje um "Museu Municipal".

Verneck Abrantes

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LAMPIÃO E MARIA BONITA ATRAVESSANDO A CAATINGA


Mais uma obra concluída,e ela chama se LAMPIÃO E MARIA BONITA ATRAVESSANDO A CAATINGA

Ela mede 80x100 e foi pintada a óleo

https://www.facebook.com/610609582322935/photos/a.610627988987761.1073741828.610609582322935/1572551606128723/?type=3&theater

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O CANGAÇO NO VIÉS DA SUBJETIVIDADE

Por Analucia

O movimento chamado cangaço nos mostrou várias vertentes passíveis de análise, mas neste pequeno espaço vamos a um foco de abordagem um tanto subjetiva. Pode-se imaginar a questão da própria autoestima de Lampião, pelo modo de vestir, segundo relatos com adereços brilhantes nas roupagens gerando uma “marca” especial: a do cangaço. É equivalente ao marketing de nosso comércio hoje, ao estabelecer um símbolo ou figura para fixar a imagem da loja ou fábrica. Lampião não somente usou de tal recurso, como encantava seus adeptos a ponto de encarnarem tal imagem, vestindo-se no mesmo padrão do líder cangaceiro, até hoje. Fica assim como que justificado vermos pessoas que condenam Lampião e, no entanto se caracterizam como o Rei do Cangaço. 


Outro aspecto interessante é a vinculação ou dedicação expressa de Virgulino à sua crença religiosa e de forma pública e notória o respeito à Padre Cícero como líder religioso do nordeste. Apesar de práticas abusivas e condenáveis ao invadir uma cidade ou sitio, o líder do cangaço prestava clara crença na fé católica, submetendo-se á figura do Padim com naturalidade e respeito. Ambivalência também de muitos nos nossos dias... Adaptado de Tito: Psicólogo, professor e consultor. Formado na UMC. São Paulo, pós-graduação PUC-SP e UNICAMP.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10212480954612613&set=gm.1817942041851632&type=3&theater

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SILA_A MEDICINA NO CANGAÇO

Mais uma produção da Aderbalvídeo
https://www.youtube.com/watch?v=FZoWHkQW_us

Publicado em 14 de ago de 2017
Depoimento de Sila, ex cangaceira do grupo de Lampião, mulher do cangaceiro Zé Sereno, contando de quando seu irmão Novo tempo foi baleado e o tratamento feito nas caatingas.
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LAGOA DO MEL POR JOÃO DE SOUSA LIMA

Mais uma produção da Aderbalvídeo
https://www.youtube.com/watch?v=U2W9z7ZLDfE&feature=youtu.be

Publicado em 20 de ago de 2017
O pesquisador e escritor João de Sousa Lima fala sobre o combate na Lagoa do Mel onde a história conta que morreu Ezequiel, irmão de Lampião.
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UM MONUMENTO AOS ALMOCREVES DE OUTRORA

Por José Romero de Araújo Cardoso

Mossoró já foi um dos mais extraordinários pólos de crescimento que o semi-árido nordestino já registrou em sua espacialização geográfica, convergência de boa parte da produção sertaneja dos vizinhos Estados do Ceará e Paraíba, além de sua órbita gravitacional, as cidades circunvizinhas. Algodão, peles, couros e cera de carnaúba, além de sal e gesso, eram exportados pelas inúmeras casas especializadas que eram facilmente encontradas no município, sucessoras da saga comercial do negociante suíço Johannes Ulrick Graff.

A produção sertaneja contava com imprescindíveis agentes econômicos, responsáveis pelo transporte dos bens obtidos com as atividades econômicas do semi-árido. Eram os almocreves de outrora, os tangerinos ou comboieiros, os quais saíam com tropas de burros dos mais distantes lugares, trazendo seus fardos de pele e algodão.

Provinham de todos os recantos do Rio Grande do Norte, da Paraíba e do Ceará. Após dias de exaustivas caminhadas pelas trilhas toscas e de difícil acesso, chegavam cansados, famintos e estropiados em Mossoró, onde escolhiam seus melhores compradores. Em inúmeros casos almocreves, comerciantes e industriais firmavam, além de negócios, laços coesos de amizade e compadrio. Lembremos o exemplo de Argemiro Liberato de Alencar, almocreve paraibano, natural de Pombal, compadre e amigo íntimo do “Coronel” Rodolfo Fernandes, responsável pelo primeiro aviso a Mossoró de que Lampião intuía atacar a cidade em 1927.

Graças aos almocreves, muito da prosperidade desfrutada pela capital do oeste potiguar pôde ser efetivada, sobretudo durante os anos áureos do boom da economia do semi-árido, durante a década de 20 do século passado. O término da guerra urgiu a necessidade de se reconstruir a velha Europa, devastada pelo conflito. Posteriormente, registrou-se a catástrofe da Bolsa de Nova York em 1929, da qual surtiu efeito contundentes sobre a economia da região.

Campina Grande, Estado da Paraíba e Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, rivalizam quanto ao grau de importância dos velhos almocreves para a economia local, em determinada época. A primeira já rendeu seu tributo aos bravos tangerinos dos pretéritos tempos e lucra extraordinariamente com isso. Exemplo maior encontramos no reconhecimento internacional ao grupo Tropeiros da Borborema, oriundos da magnífica composição de Raimundo Yasbek Ásfora e Rosil Cavalcante, imortalizada em esplêndida interpretação de Luiz “Lua” Gonzaga. Monumento em Campina Grande, além de destaque em museu, embora referente ao algodão, denotam a reverência dos paraibanos a um dos mais importante elo da cadeia produtiva da economia sertaneja.

Mossoró, por sua vez, ainda não despertou para a importância de resgatar os almocreves, deixando testemunho, como legado à posteridade, de um marco histórico de uma época em que a fome e a sede imperavam nas estradas poeirentas do sertão, embora não maiores que a obstinação de buscar sobreviver à inclemência das dificuldades naturais e artificiais da hinterlândia.

A terra de Santa Luzia precisa fomentar com urgência esse reparo enquanto tributo de gratidão àqueles que trouxeram tantas riquezas que deram posição de destaque regional, nacional e internacional ao País de Mossoró durante boa parte do século XX, refletindo-se no presente através dos marcos indeléveis no imaginário popular transmitido de geração a geração. Seguir os passos de Campina Grande, imitando sua originalidade e pioneirismo, pode representar futuros investimentos em turismo e cultura, pois a história é um alicerce irremovível na assistência a projetos futuros.

Em um tempo em que os transportes de grande calado, que comportassem o volume da produção, eram escassos ou quase inexistentes, esses agentes econômicos marcaram significativamente o cotidiano das terras semi-áridas, contactando centros civilizados com os mais recônditos rincões esquecidos do vasto mundo das caatingas e dos carrascais.

Homenageá-los significa recuperar parte de nossa memória, se evitando dessa forma que suas lutas e o estoicismo em vencer obstáculos de um sertão tenaz e indomável de outrora caiam no ostracismo imposto pela aculturação que se propaga e faz as gerações atuais e futuras tenderem a esquecer as raízes e os valores das veredas da terra do sol.

José Romero Araújo Cardoso (2) - Geógrafo (UFPB). Escritor. Professor-adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografia e Gestão Territorial (UFPB) e em Organização de Arquivos (UFPB). Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (UERN). Membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e da Associação dos Escritores Mossoroenses (ASCRIM)

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