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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com o professor Francisco Pereira Lima.

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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“NO TOCA-FITA DO MEU CARRO, UMA CANÇÃO ME FAZ LEMBRAR VOCÊ...” (OU QUANDO A MÚSICA É RECORDADA)

*Rangel Alves da Costa

O passar dos anos parece não ter sido proveitoso em termos musicais. Atualmente, apenas uma ou outra música desponta com qualidade, pois o restante é tão descartável que nem ela nem o seu cantor dura mais que uma estação. Uma musicalidade tão ruim que nem um verso da letra é guardado para depois.

Seja qualquer denominação que se queira dar - algo assim do tipo sertanejo universitário, axé, sofrência, paredão, forró elétrico, etc. -, a verdade é que a musicalidade surgida é tão comercial que não há nenhum intuito de passar pelo crivo da crítica. Talvez reconheçam que sua valia se basta no cair do gosto da juventude festeira e na sua exploração em shows interioranos.

Nessa onda de busca de reconhecimento e exploração financeira, o que se observa, contudo, é o modismo musical passageiro. Algumas bandas baianas, como Olodum, Chiclete com Banana e Banda Reflexus, conseguiram se firmar durante anos, igualmente a cantores como Luiz Caldas. Foram desaparecendo da mídia e também da boca e do rebolado do povo, o que tenderá a acontecer com a safra do axé posteriormente surgida. 

Cantoras como Cláudia Leite e Ivete Sangalo, logo terão o mesmo esquecimento experimentado por Margaret Menezes e Sarajane (a da rodinha). Até Gerônimo, um artista de superior qualidade, agora só é ouvido no exterior. Significa dizer que a música baiana perdeu seu espaço no cenário musical. Assim acontece porque o apelo comercial sempre se esvai quando o público reconhece, por exemplo, que não é mais essa música que deseja ouvir. Então recorda de um Ederaldo Gentil e a sua genial “O ouro e a madeira”.

Não é diferente o que acontece com o dito sertanejo universitário e o forró eletrizado, onde nem a sanfona é respeitada. De Chitãozinho e Chororó, Leonardo, Zezé de Camargo e Luciano, dentre tantos outros que fizeram sucesso, hoje somente a fama e a recordação de alguns rompantes que caíram no gosto popular. As bandas de forró - quase todas pertencentes a empresários - por algum tempo sobreviveram por uma estratégia peculiar: no ano seguinte os mesmos integrantes já faziam parte de uma banda com nome diferente. Até mesmo Brasas do Forró e Mastruz com Leite, que se sobressaíam sobre as demais em qualidade, perderam o fôlego de palco e de mídia.


Então, intencionalmente trabalhados para sucessos de temporadas, surgiram cantores e bandas cujos estilos se voltam para o popularesco dançante ou com sofrência de traição amorosa. Cantores como Pablo e Tayrone cantaram essas dores corneadas para depois sumirem. E dificilmente retornam. E assim também acontecerá com aqueles ainda de sucesso atual, como Wesley Safadão, Luan Santana e tantos outros. Certamente não farão falta quando houver o esgotamento geral de suas idiotices musicais.

Por outro, um alento, um tipo de boa recordação, já que nem tudo está perdido. E não está perdido pela qualidade musical de um passado que de vez em quando retoma seu lugar. Não diz respeito aos grandes nomes do cancioneiro popular nem dos grandes mestres da MPB, mas tão somente de artistas e músicas que pontuaram e ainda são ouvidos com gosto e saudosismo, principalmente por haverem marcado intensos e amorosos momentos em muitas vidas.

A verdade é que a canção faz bem quando a alma também canta, nem que seja empurrada pela cachaça. E todo apaixonado que toma umas e outras bem sabe o tipo de música que melhor lhe convém. Quem no passado não já ouviu “No toca-fita do meu carro, uma canção me faz lembrar você, acendo mais um cigarro e procuro lhe esquecer”? Ora, Bartô Galeno dá de dez a zero no Safadão, no Esticado, no Mano Walter, em todas as Samira, Márcia Felipe e Marília Mendonça. Todos estes não seriam capaz de fazer corações ainda mais apaixonados com canções assim: “... Ainda ontem chorei de saudade, relendo a carta, sentindo o perfume, mas que fazer com essa dor que me invade, mato esse amor ou me mata o ciúme...”, “Oh meu amado! Por que brigamos? Não posso mais viver assim sempre chorando. A minha paz estou perdendo, a nossa vida deve ser só de alegria, pois eu te amo tanto...”. 

Ou ainda o velho e bom Fernando Mendes: “Agora, que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer, você só me ensinou a te querer, e te querendo eu vou tentando me encontrar...”. Também um hino antigo de amor cantado por José Ribeiro: “Tens a beleza da rosa, uma das flores mais formosas... Tenho medo que tua beleza de rosa se transforme num espinho, quase morro só em pensar em perder teu carinho. Tenho medo que esta paixão seja uma ilusão sem fim, tenho medo que não sejas a flor do meu triste jardim...”. 

Brega para uns, para outros apenas saudade, mas uma musicalidade ainda viva nos corações, e tanto de balcão como de janela, tanto de lua grande como de insônia, pois amor. Amor rasgado, porém verdadeiro.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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MOBILIZAÇÃO UNIFICADA NA SEXTA-FEIRA (25 DE NOVEMBRO)


Informamos que, conforme decisão de assembleia da categoria e em unidade com os demais trabalhadores e trabalhadoras de todo país, os/as docentes da UERN irão paralisar suas atividades durante o dia 25/11/2016. Na data serão realizadas atividades de mobilização e formação política.

 Em Mossoró, a programação já se inicia amanhã (24) com a palestra  “10 anos da Lei Maria da Penha: Denunciei e agora ?”, promovida pelo Núcleo de Estudos da Mulher Simone de Beauvoir   (NEM), no Auditório da FASSO às 8h. A palestra faz alusão ao Dia Mundial de combate à violência contra a mulher. 

Na sexta (25) às 9h, os/as docentes visitam a Ocupação dos /as estudantes no Campus Avançado Walter de Sá Leitão, em Assú.  Pedimos que os/as interessados/as em ir à ocupação enviem um email com nome para aduern@gmail.com ou liguem para o telefone 33122324 até o dia 24/11 às 12h. Disponibilizaremos transporte e a saída será na sede do sindicato às 8h. 

Nos campi, as atividades serão conduzidas pela representação local da ADUERN. Convidamos todos os professores e professoras a se integrar às manifestações. 

As demais atividades podem ser conferidas no cartaz abaixo:

Jornalista
Cláudio Palheta Jr.


Telefones Pessoais :

(84) 88703982 (preferencial) 

Telefones da ADUERN: 

ADUERN
Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidente da ADUERN
Lemuel Rodrigues


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso;

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ASSASSINATO DE WASHINGTON GOMES


Nota de José Tavares de Araújo Neto sobre o assassinato de Washington Gomes, hoje, dia 23 de novembro de 2016, em Ibimirim (PE).

Recebi agora a triste notícia do assassinato de Washington Gomes, ocorrido hoje (23 de novembro), na cidade de Ibimirim/PE.


Washington era bisneto do cel. Anjo da Jia, histórico coiteiro de Lampião, proprietário da Fazenda Poço do Ferro, onde em 1926 morreu e se encontra sepultado Antonio Ferreira, vítima de um tiro acidental de Luiz Pedro.


Em maio último, nós, pesquisadores do Cariri Cangaço, estivemos na Fazenda que foi do seu bisavô e Washington foi o anfitrião de nossa visita, inclusive contou detalhes da ligação entre Anjo da Jia e Lampião, bem como do acidente que vitimou Antonio Ferreira, irmão mais velho de Lampião.


À família enlutada, nossos sentimentos!
José Tavares de Araújo Neto

FONTE: Face de José Tavares de Araújo Neto

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso;

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II SEMINÁRIO DE CULTURA DA UERN


Prezados, a Diretoria de Educação, Cultura e Artes (DECA) convida a todos e todas a participarem do II Seminário de Cultura da UERN: Construção do Plano Institucional de Cultura da UERN-PIC. Aguardamos a participação de todos. Segue anexo o convite.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso;

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PARABÉNS, ELON BARBOSA!

 Por. Zé Ronaldo

Ontem a noite eu vi na Itararé
Um pombalense cantar e encantar
Acredite meu amigo se quiser
Foi o primeiro pelo juri popular
Vi o público lhe aplaudir com fé
E no terceiro seu espaço conquistar.

Vi o menino de Luizinho Barbosa
Colocar sua potência no vocal
A TV confesso ficou formosa
Tendo o nosso garoto de Pombal
Com os versos de Chico ele fez prosa
Elon Barbosa tu és fenomenal.

O teatro da Facisa delirou
Com vontade o público aplaudiu 
Sua família na plateia apoiou
E em Pombal votamos a mais de mil
Junior Telmo pela net motivou
Pondo um link que o povo assistiu.

Luizinho Ficou ao pé do palco
Fazendo ali suas fotografias 
Lá no meio seus primos e suas tias 
Tietavam choravam e sorriam 
E Laice sua irmã logo torcia 
Dos Barbosa a preciosa cria.

Grande Elon que eu peguei nos braços
Pequenino no folclore do seu pai
Acompanho a cada dia os seus passos
Seu sucesso desta vez agora vai
No The Voice um pedido eu lhe faço
Se inscreva se prepare e mostre o gás.

Para nós você é um vencedor
Representou muito bem o nosso sertão
Muita gente o seu canto cativou
Despertando fez viver a emoção
E Pombal com orgulho lhe apoiou
Siga firme não desista meu irmão.


Zé Ronaldo é poeta popular. Animador cultural. Potiguar radicado em Pombal/PB.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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FOI ASSASSINADO O NOSSO AMIGO WASHINGTON GOMES UM DOS ESTUDIOSOS DO CANGAÇO

Por Manoel Sesafim

http://blogdoelvis.ne10.uol.com.br/index.php/agricultor-e-assassinado-com-tiros-na-cabeca-em-ibimirim-pe/

Estou chocado com a notícia do assassinato do amigo Washington Gomes, que tão bem nos recebeu durante o Cariri Cangaço quando visitamos a Fazenda Poço do Ferro do Coronel Angelo da Jia. 


Em nome da Família Cariri Cangaço, apresento nossas condolências aos familiares de Washington, especialmente a sua esposa Michele, a sua mãe dona Nicinha e a sua irmã Rute do Educandário Angelo Gomes





Marcarei os amigos para que tomem conhecimento dessa tragédia que abala a todos nós. 


http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2016/11/foi-assassinado-o-nosso-amigo.html

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MANÉ NETO NO RASTRO DE MARIA BONITA


Maria Gomes de Oliveira, a Maria de Déa, a filha do Sr. José Gomes de Oliveira e de dona Maria Joaquina Conceição de Oliveira, conhecidos como Zé Felipe e dona Déa, como muitas sertanejas da época, tinha lá suas poucas e simples fantasias. E uma delas, era, sem dúvida, sair das ‘amarras’ paternas.

José Gomes de Oliveira pai de aria Bonita

A mulher sertaneja, naquele tempo, era ‘programada’ pelos pais para ser só, e somente só, dona de casa. Sempre servir, seja como for, o seu companheiro, seu amado, seu esposo. A vida dessas mulheres não era fácil desde o momento em que eram paridas, quando o sexo, do feto vivo, era conhecido. Para o sertanejo, a sua cria, sendo do sexo masculino, eram mais dois braços para ajudar na lida pesada, sofrida e bruta da roça. Já a mulher não. Recebia de imediato a tutela quase que exclusiva materna.

Maria Joaquina Conceição Oliveira mãe de Maria Bonita

Maria casa-se muito jovem, relatam alguns pesquisadores que ela beirava uns quinze anos de idade, mais ou menos, com um de seus primos, o Sr. José Miguel da Silva, conhecido na região por Zé de Neném. Zé de Neném era natural, e morava na Malhada da Caiçara, tendo seu ponto de trabalho, trabalhava com couro, na fazenda Boa Fé, município de santa Brígida onde exercia sua função de sapateiro. Era filho do casal Pedro Miguel da Silva, que tinha a alcunha de “Pedro Brabo”, e dona Maria Conceição Oliveira, chamada de “Neném”.

 Zé de Neném primeiro esposo de Maria Bonita e irmão do esposo de Amália Gomes de Oliveira que era irmã de Maria Bonita 

Maria de Déa bastante jovem e Zé de Neném já de meia idade. Zé muito boêmio gostava de estar sempre nos sambas e forrós que aconteciam, além da bebedeira em demasia. Maria não engravidava. O ciúme atingiu os dois e o casamento começa a desmoronar. Maria, certa feita encontra um objeto em um dos bolsos de Zé, com um nome de uma mocinha da região, conhecida inclusive por Maria, que tinha apenas quinze anos de idade. Esse ‘achado’ deu o maior ‘arranca rabo’ e, mais uma vez, deu-se uma separação. Assim, aquela convivência, como era de se esperar, acaba-se.

Foto colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Após a separação, Maria, segundos alguns escritores, volta a dar umas namoradas findando conhecendo, namorando e indo morar com Virgolino Ferreira da Silva, o já famoso “Capitão Lampião”, “Rei do Cangaço”, que nos serões baianos era conhecido por todos como “O Homem”. Esse namoro, fuga e união em busca de uma ‘liberdade’ imaginária, contaremos em outra oportunidade.

Foto colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Lampião faz do Raso da Catarina, e a região em sua volta, seu maior e mais seguro refúgio. Tendo que ir conversar com o coiteiro Pedro Gomes de Sá, Pedro Gomes que era pai da cangaceira Durvalina, na fazenda Arrastapé, Lampião segue para fazenda Canoas, onde o administrador era o Sr. Odilon Café, e deixa sua amada, Maria de Déa, aos cuidados de um dos filhos do mesmo conhecido como ‘Mané de Chiquinho, Manuel Martins de Sá. Deixando sua companheira, coloca o pé na estrada e segue viagem. 

Ruínas da casa de dona Generosa coiteira de Lampião - http://www.bahiatursa.ba.gov.br/noticias/paulo-afonso-revela-joia-da-arquitetura-popular-encravada-nos-caminhos-de-lampiao/

Atravessando o Povoado Riacho, o “Rei dos Cangaceiros” resolve fazer uma parada na casa de dona Generosa, Generosa Gomes de Sá, grande coiteira do bando, para retirarem a poeira da goela e se divertirem um pouco na casa da hospedeira.


Estando de prosa, secreta, com Pedro Gomes, Lampião ver se aproximar um cavaleiro em grande disparada. O galope arrochado da montaria desperta a sensibilidade defensiva do “Rei Vesgo”, principalmente por reconhecer que o cavaleiro era mais um de seus ‘colaboradores’.

Chegando pra perto da montaria, Lampião pergunta o que se passa:

*“- Quais são as nutiça?” – (pergunta)

*“- Capitão, uma volante comandada pelo tenente Mané Neto, passo no Tigre ( fazenda Tigre), espanco algumas pessoa e se dirigiu na direção do Xingozinho!”. (respondeu o coiteiro)

No trajeto da fazenda Tigre para o Xigozinho, ficava no meio a fazenda Canoas, onde Lampião tinha deixado Maria, sua amada. Ligeiramente ordena que a ‘cabroeira’ se apronte, e que se prepararem para um combate:

*“- Se aquipa rapaziada, vamo botar uma emboscada nesses macacos!” (grita para o bando).

Conhecendo de muito antes o comandante Manoel Neto, Lampião sabia do perigo que sua companheira estava correndo. Segue o mais rápido que pode na tentativa de ‘atalhar’ o avanço da tropa naquela direção. Sua mente, mais ligeira que suas pernas, já lhe mostra qual o local de armar uma emboscada para a volante. No trajeto para a fazenda Canoas, tinha outra chamada Baixa Fria, que também lhe servia de coito, a qual ele conhecia muito bem. E seria naquelas terras que ele tentaria barrar o avanço da volante.

A volante, depois que saiu do Tigre, segue seu caminho, rumo ao Xigozinho, e o sertanejo que encontra pelos caminhos os submetem há um ‘interrogatório’ a base de porradas, espancamentos e humilhações, fossem coiteiros ou inocentes, dava no mesmo, o pau comia. No povoação Rio do Sal, a volante chega ávida por notícias já que, apesar dos ‘interrogatórios’, nenhum roseiro nada disse. 

A meta naquela ribeira era o Sr. Divino Gomes, que era primo da “Rainha dos Cangaceiros”, Maria de Déa. Fuçando casebre por casebre, terminam por encontrarem o que servia de moradia para Divino. De imediato é preso e levado diante do comandante da volante, que começa a perguntar-lhe:

*“ – Onde é que anda os cangaceiros seu caba ruim?” (pergunta o tenente).

*“ - Eu num sei!” (responde o homem).

*“ – Num adiante negá, eu sei que você é família da mulé do Cego!” (retruca o comandante).

*“ – Nóis somo primo, mais eu num sei onde eles anda!” (diz Divino).

*“ – sabe sim e vai ter que me contar!” (insiste Mané Neto).

*“ – Pelo amor de Deus, eu num sei!” (choraminga o interrogado).

*“ – Sabe!” (enfatiza o oficial).

A partir desse momento as palavras interrogatórias calam e inicia-se a seção de espancamentos, perfurações com pontas de armas brancas, chutes, socos e cipoadas no lombo. Mas, torturar quem sabe de alguma coisa, é ter a esperança que, em algum momento, a mesma surta efeito, e o torturado abra a boca, porém, divino nada sabia, então não poderia responder o que lhe era perguntado.

“(...) Depois de bastante espancado, Divino Gomes, caiu desacordado. O Tenente seguiu a estrada que o levaria até a Baixa Fria, deixando pra trás o corpo ensanguentado e imóvel de um homem indefeso e inocente que pagou com a vida, apenas por carregar nas veias, o sangue e o parentesco com a Rainha do Cangaço (...).” (*A Trajetória Guerreira de Maria Bonita – A Rainha do Cangaço” – LIMA, João De Sousa. 2ª edição. Editora Fonte Viva. Paulo Afonso, BA. 2011).


Lampião e o bando chegam à fazenda Baixa Fria. Escolhe um local para que parte de seus homens ficassem de tocaia, seguindo com o restante para a fazenda Canoas. Já próximo à sede da fazenda escutam o som dos disparos da luta travada entre seus cangaceiros e a volante de Mané Neto. O fogo e cerrado, aguerrido, mas, dessa vez não ocorrem baixas de ambos os lados.

Lampião, já com Maria do lado, ver chagar os homens que combatiam a volante, de imediato segue por uma trilha e prepara outra emboscada para os inimigos.

Manoel Neto, vendo que estavam prestes a caírem em novas emboscadas, seus homens estavam cansados e com pouca munição, além dos víveres já estarem findando, resolve voltar para Barra, para reabastecer a tropa, fazer relatórios e receber novas ordens... Nas quebradas do Sertão baiano.

Fonte *A Trajetória Guerreira de Maria Bonita – A Rainha do Cangaço” – LIMA, João De Sousa. 2ª edição. Editora Fonte Viva. Paulo Afonso, BA. 2011

Foto Ob. Ct.
Benjamin Abrahão

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ANTONIO TOMAZ – NOSSO ETERNO E INESQUECÍVEL AVIADOR

Por José Antônio Albuquerque
Professor José Antônio Albuquerque

Antonio Tomaz sonhava em ser aviador, vendeu seu caminhão, que utilizava para transportar passageiros e cargas para Campina Grande e João Pessoa, tirou o brevê em Recife e comprou um avião TECO-TECO, com o qual passou a conduzir passageiros apressados para várias cidades sertanejas, incluído na sua rota Campina Grande, João Pessoa e Recife. 
Professor José Antônio Albuquerque

Foi o primeiro a pousar no Campo de Aviação de Cajazeiras que, embora desativado, ainda hoje é lembrado com o seu nome (Campo de Aviação Antonio Tomaz). Uma justa homenagem ao seu pioneirismo. 

Professor José Antônio Albuquerque e Dona Antonieta Albuquerque. Visita ao Museu do Louvre (Paris - França), setor de antiguidades egípcias.

Nasceu no dia 1º de novembro de 1900 e faleceu em um acidente aéreo, na cidade de Catolé do Rocha, com seu Teco-Teco, em maio de 1967 (?). Foi sepultado na cidade de Cajazeiras, no Cemitério Nossa Senhora Aparecida. 

Professor José Antônio Albuquerque e a visita ilustre do amigo Clemildo Brunet de Sá, que presenteou-lhe com seu livro: "Historias do Rádio em Pombal".

Depois de toda esta luta de Cajazeiras para ter seu aeroporto de volta, dedico este registro a figura imortal de Antonio “Pão Doce”. Esta fotografia, dele sentado numa das rodas de seu Teco-Teco, que era "guardado" debaixo de uma oiticica, é histórica, que um dia deverá fazer parte do Museu de Cajazeiras.


José Antônio Albuquerque. Historiador. Professor aposentado do Departamento de História do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal de Campina Grande - Campus Cajazeiras/PB. Diretor-Presidente do Sistema Alto-Piranhas de Comunicação.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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EU AMO O NORDESTE TRECHO PALESTRA PEDRO MOTTA POPOFF

https://www.youtube.com/watch?v=tyUvTDhhTV8&feature=youtu.be

EU AMO O NORDESTE TRECHO PALESTRA PEDRO MOTTA POPOFF

Pedro Do Cordel e do baião Pedro Motta popoff
Publicado em 21 de maio de 2016

Na palestra na Delegacia Regional de Ensino o palestrante mirim Pedro Motta , o menino do cordel emociona os gestores da educação ...

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Para adquirir seu exemplar pode ser diretamente com:
 João de Sousa Lima 
Pelos telefones:
75-8807-4138 ou 9101-2501 
E pelos emails: 
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E com o porfessor Pereira 
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UMA "SARAIVADA" DE BONS LIVROS!

Obras que não podem faltar no "landuá" dos estudiosos, pesquisadores e estudiosos sobre o tema cangaço.
Consultem o Professor Francisco Pereira Lima (Cajazeiras/PB), através do e-mail: franpelima@bol.com.br e confira os valores dessas e de outras obras sobre os temas cangaço e Nordeste.

FICA A DICA.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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IDENTIFICANDO O CÃO GUARANI E O LIGEIRO


Olá, amigos do grupo! Vamos tentar esclarecer mais uma dúvida. 

Os cães eram de extrema importância no cangaço, pois além de exímios caçadores eram leais e ferozes defensores do bando, e também ótimos guardiões. 

Os cães farejavam e caçavam tatus, cotias, pacas, teiús, mocós, quatis, veados catingueiros e outros animais que serviam para sua própria alimentação e saciando também a fome dos cangaceiros em meio às inóspitas caatingas. 

Eles acuavam até onças pintadas e suçuaranas. Durante a noite quando todos repousavam os cães junto aos cangaceiros de sentinelas, se tornavam pervígeis cães de guarda, atentos a qualquer bulha ou movimento. 

Cabeças dos cangaceiros Mané Moreno, Áurea e Cravo Roxo

Na postagem onde mostram as cabeças dos cangaceiros Mané Moreno, Áurea e Cravo Roxo dá pra se ver um cão, pois este pertencia a Mané Moreno o chefe do sub grupo de Lampião, 

O cangaceiro Corisco

Corisco o “Diabo Loiro” tinha uma cadela malhada da raça perdigueiro chamada Jardineira e o Rei do Cangaço o célebre Lampião tinha dois cães machos, um preto e o outro baio que atendiam pelos nomes guarani e ligeiro. 

Maria Bonita, Lampião e seus cães Guarani e Ligeiro

A dúvida é: qual dos dois eram o guarani, o baio ou o preto? 

Abraços a todos!

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