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segunda-feira, 24 de julho de 2017

OS EUA JAMAIS DUVIDARAM DA GENIALIDADE DE SANTOS DUMONT

Por Luiz Serra (prof. de Literatura brasileira)

HÁ 80 ANOS (23/07), FALECIA O INVENTOR DO AVIÃO: ALBERTO SANTOS DUMONT.

Perseguiu documentalmente “o sonho de fazer o ser humano voar”.

Antes houve experiências de asas que tragicamente saltavam ou subiam e caíam no estilingue, com Lillenthal, Adler e Wright.

Em 1910, os Wright finalmente voaram, isto é, alçaram voo controlado e pousaram, à semelhança dos voos de Dumont, de quatro anos antes…Mas os EUA não gostaram de Santos no episódio de St. Louis, veja abaixo.

Multidão a comprovar o original feito (comandos de dirigibilidade em voo) para a humanidade em Paris, evento que se repetiria no Campo de Bagatelle.

Santos Dumont criou o formato aerodinâmico como subsiste a aviação que conhecemos…. O mais … é o costume nosso do “complexo de vira-latas, como dizia Nelson Rodrigues, no achar que tudo de fora (do estrangeiro) é melhor!.. Vejamos…
Rememorando eventos antecedentes à comoção nacional após o 23 de julho de 1906.

Companhia constante de Santos Dumont com Yolanda Penteado, socialité paulista.

Depois do histórico voo com o 14 Bis, em 1906, Santos Dumont entrou num período de depressão. O sucesso com os aeroplanos parecia não mais animá-lo. Ele acusava os amigos de o terem abandonado, e dizia a todos que estava sem dinheiro. Aconselhavam-no a patentear seus inventos. Proposta imediatamente recusada. Eram seus presentes para a humanidade, dizia. “Prefiro terminar num asilo de pobres a cobrar o privilégio de copiar meus experimentos aéreos.”

Santos Dumont jamais voou com seus dirigíveis em suas inúmeras visitas aos Estados Unidos.

Decolagem ousada, as primeiras que se tinham conhecimento, impressionaram público e julgadores aos olhos do mundo!

Em 1904, estava tudo certo para ele voar na Feira Mundial de St. Louis mas, poucas semanas antes do evento, o balão de seu dirigível No 7 apareceu misteriosamente rasgado.

Havia tempo para o conserto e os organizadores se propuseram a cobrir os custos. Mas Santos Dumont afirmou não confiar na mão de obra da América e preferiu voltar à França. Indignados, os americanos publicaram uma versão de que o próprio brasileiro maquinara a destruição de seu balão.

Santos tinha em mente sua ideia futurista, a começar com o simulador do avião como tal a humanidade se desfrutou.

A argumentação dos americanos baseava-se numa controvertida teoria: o governo japonês teria prometido dar um milhão de dólares a Santos Dumont caso ele, após demonstrar a eficiência do No 7, vencendo o prêmio em St. Louis, concedesse essa aeronave e mais outras duas para que o exército do Japão atacasse os russos. Só que um agente de Moscou também teria oferecido 200 mil dólares para o aviador romper o contrato com os japoneses. Inseguro se conseguiria vencer em St. Louis, Santos Dumont teria aceitado a proposta russa e cortado seu balão em pedaços. O brasileiro declarou que sua dignidade não lhe permitia comentar suspeita tão ignóbil.

Em 4 de janeiro de 1910, sofreu um acidente sério com o Demoiselle, seu avião de uso pessoal. Foi a última vez que pilotou uma aeronave.

Sua saúde piorou. Passou a ter visão dupla e fortes crises de vertigem. Alguns médicos diagnosticaram que Santos Dumont, aos 36 anos, sofria de esclerose múltipla. Outros atribuíram os sintomas a problemas psíquicos.

Fermin e Voisin, amigos e admiradores de Santos Dumont, fabricantes de aeronaves, pioneiros, seguindo o modelo do mestre genial.

O aviador passou a maior parte dos anos da guerra no Brasil. Projetou em Petrópolis (RJ) uma casa de arquitetura bastante avançada para a época, chamada de “Encantada”. Mas Santos Dumont nunca parou por muito tempo num só lugar. Revezava-se entre Petrópolis e clínicas de repouso na França e na Suíça.

Num de seus retornos ao Brasil, em 1928, um hidroavião batizado com seu nome explodiu enquanto voava para saudar a sua chegada na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. As 12 pessoas a bordo morreram no acidente, visto de perto por Santos Dumont, que observava tudo de pé no convés.

Era costume dos parisienses verem o Demoiselle a voar por lagas extensões de Paris.

O episódio só agravou a saúde mental do aviador. Viveu em uma casa de repouso na Suíça.

Em 1931, um sobrinho chamado Jorge retirou-o da casa de repouso na Europa e trouxe-o de volta ao Brasil.

No ano seguinte, irrompeu a guerra em São Paulo com emprego de aeronaves. A Revolução Constitucionalista, que colocou paulistas e as tropas federais em campos opostos. Os médicos sugeriram que Santos Dumont deixasse a cidade de São Paulo e fosse morar num lugar mais tranquilo. O sobrinho zeloso o levou para um hotel no Guarujá. Todas as manhãs, o sobrinho acordava mais cedo e escondia os jornais na tentativa de ocultar do tio doente as notícias do conflito.

No dia 23 de julho de 1932, os dois estavam no saguão quando irrompeu uma explosão, um avião bombardeara um alvo próximo. O aviador mandou o sobrinho levar um recado ao maître d'hôtel e tomou o elevador de volta ao quarto. Hóspedes que estavam próximos revelaram que ainda o ouviram falar: “Nunca pensei que minha invenção fosse causar derramamento de sangue entre irmãos”.

Simples, a máquina de voar, Demoiselle, com o pioneirismo dos comandos, à semelhança dos mecanismos que se fixaram na aviação mundial.

O sobrinho Jorge, que sempre temia deixar o tio sozinho, voltou para o quarto e o encontrou pendurado com o pescoço amarrado a duas gravatas presas ao gancho da porta do banheiro. O mais genial dos brasileiros, Santos Dumont, aos 59 anos de idade, estava morto.

Processo de embalsamento, para a transferência do corpo à então capital, o Rio de Janeiro. Aguardaram a guerra findar, após seis meses de conflito intenso. E a presença da multidão que foi se despedir do brasileiro ilustre para a humanidade.

Dentre as tantas curiosidades do inventor do avião, uma delas não se sabia amiúde: a mãe de Santos Dumont, Francisca Dumont, também cometera suicídio em Portugal, onde morava junto das filhas. As circunstâncias são desconhecidas, já que a família fez parecer que ela morrera de causas naturais.

Consultas: Scientific American, Aeroclube de France.

https://www.facebook.com/luiz.serra.14/posts/10209492286446473

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NO ANIVERSARIO DE POMBAL UMA HOMENAGEM A POMBAL DOS NOSSOS AVÓS. PAISAGEM DE POMBAL

PAISAGEM DE POMBAL
Por Anísio Medeiros

Por que você meu Pombal
Se veste toda de seda
Deixando, pois, sem vereda
Seu filho assim com saudade?

Prá que imitar as cidades
Com essa Tal de evolução
Se eu trago Pombal antigo
Dentro do meu coração.

O Pombal da velha guarda
do bar Junqueira, pois não
De Pedro Estevão, tio Nane
João Espalha, Zé Romão.

Pombal, Severino Moça
Pombal, José Carisé
Maria Buxim e Raqué
João Terto e Serapião.

Pombal feira que ronca
Com a poeira do feijão
Da chegada de Bertoldo
Com seu comboio de carvão.

Pombal, Luiz Capuchu
com seu cabaré sombrio
Os matutos do navio
querendo agasaiá.

Pombal, Chica do Padre
Pombal, Jogo do bicho
Com Doutor do mestre Chico
buscado sem ter alarde.

Pombal, cachaça gostosa
Pombal, Severino rosa
Zezinho Santana na prosa
E Zé de Júlia imitar

Pombal, música e poesia
Pombal, Cromaço e Torquato.
Pombal, Morena do Mato
Acompanhando Rosário.

Pombal, velho vigário
O Padre Valeriano
Pombal, Antônio Toscano
Do mais antigo Cenário.

Pombal do Riacho do Bode
Do alto de Dona Neca
De Antônio de Benta , Bideca
E Bocage com seu bigode.

Pombal Zé Rufina
Com sua banca de brôa
Negociando à tôa
Ao lado de Josefina.

Pombal da catirinas
De Santa de Marculina
Zefa Piranha e Bilino
E Zé de Véi na canoa

Pombal Dozin na cabaça
Fugindo da arruaça
No rio cheio ele passa
Pro lado do Araçá.

Pombal de Cristiano
Que da feira leva a chave
Poeta curtidor de couro
Poeta que tem sua nave.

Só ele por mim poderia
Falar de perto à Pombal
Prá ninguém levar a mal
Esta minha opinião.

Essa tal de evolução
Acaba com o belo na vida
Pois a vida bem vivida
Foi em Pombal meu sertão.



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso


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JOÃO CACHEADO ATIRA E FERE GRAVEMENTE MARIA BONITA A SANTINHA DE LAMPIÃO...!!!

Por Guilherme Machado

O audacioso João Cacheado com mais quatro ferem Maria Bonita e bota Lampião para correr de Serrinha do Catimbau... 

Serrinha do Catimbau um povoado entre Águas Belas e Garanhuns. Hoje atual Paranatama que faz parte do município de Garanhuns Pernambuco. 


Foi no dia 20 de julho de 1935, Lampião com Maria Bonita e uma outra cangaceira por nome de Maria Ema, e mais 5 cangaceiros, Zé Fortaleza, Medalha, Juriti, Gato e Moita Brava, Lampião vai até a casa de um comerciante por nome Chiquito, atrás de receber algum dinheiro. O povoado encontrava-se quase que vazio, só se ouvia os berros do cangaceiros atrás de vantagens.

Foi quando gritou Lampião:

- Chiquito, abra esta merda desta porta antes que eu arrombo e aí você vai ver com quantos paus se faz uma cangalha...!

De repente, de dentro de uma casa só se viu o papoco dos tiros onde se ouviu os gritos de Maria Bonita chamando por ajuda:

- Socorram-me meu velho, me mataram!

Lampião avançou como um gato em cima de Maria Bonita, e ela sangrava muito pelas costas. A bala fez um grande estrago. 

João Cacheado

O autor foi o covarde João Cacheado que se encontrava escondido, e atirou pela greta de um buraco de porta.

Lampião não sabia quantos tinham, e de onde veio os tiros; tratou de sair imediatamente do local com Maria Bonita carregada por dois cangaceiros em uma rede.

https://www.facebook.com/guilherme.machado.96558061?hc_ref=ARQMRfhF0Z1H20nJBRXqS-UIy5MgqcyGL07AWMwRskbJbyXLZzU4fn39a41JPrVRZUM&pnref=story

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PARABÉNS, POMBAL

Por Zé Ronaldo

Deus abriu a minha mente
Nesta data especial
Para exaltar esta terra
De belezas sem igual
De rios matas e serras
Parabéns nossa Pombal.

Por ser um dia festivo
Na terra de Maringá
Terra de Celso Furtado
E de cultura Popular
De Leandro aclamado
Pombal é o nosso lugar.

Foste o velho Arraial
Que Wilson batizou
Soa o sino matinal
Que um novo tempo chegou
Teu reinado é magistral 
De glórias paz e amor.

Viva as nossas tradições
Da cultura popular
Congos Reisados e Pontões
Para a festa enfeitar
Quilombolas artesões
É só você procurar.

Pintores e capoeiristas
Cantores e compositores
Pombal celeiro de artistas
Exportadora de valores
São tantos na minha lista
De poetas e escritores.

Lenda da cabocla Maringá
A pedra do sino também
A famosa cruz da menina
E a estação do trem
Tem bares e oficinas
Lanchonetes mais de cem.

Em pleno sertão do estado
Estás bela e majestosa
Um povo lindo e amável
De noites bem prazerosas
Um ar puro e saudável 
Senhores contando prosa.

Uma Cidade acolhedora
De nomes internacionais
De filhos tão ilustres
Que militam em jornais
Outros brilham na cultura
Nos ares estaduais.

Vou terminando estes versos
Falando a voz da razão
Quero sempre o teu progresso
Para o pobre o simples pão
Parabéns minha Pombal 
Corda do meu coração.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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OTÍLIA ESTUPRADA PELA VOLANTE DO TENENTE ZÉ RUFINO...!!!

Material do acervo do pesquisador do cangaço Guilherme Machado 

A Cangaceira Otília companheira do Cangaceiro Mariano passou semanas de terror humano quado teve presa em Jeremoabo, segundo a Cangaceira Dadá no livro Gente de Lampião do autor Amaury Correia... Os soldados a tirava da sela todas as noites durante semanas, a estuprava, molestava espancava faziam o diabo com Otília, depois a colocavam de volta na sela quando ela desacordava de tanta maldade das piores possíveis e o mais agravante que não era um só as vezes cinco ou seis. Isto por semanas e semanas.

Mulher “macha” era ela. Presa durante um tiroteio entre a volante e o bando de Corisco nas proximidades de Jeremoabo (Bahia), numa manhã de maio de 1935, Otília foi levada para a cadeia. Apanhou muito e foi torturada durante dias pelos homens do tenente Zé Rufino, para que revelasse os segredos do Cangaço. Não contou nada. Rufino acabou desistindo e mandou soltá-la. Não foi processada.

Otília Maria de Jesus era a companheira do cangaceiro Mariano. Entrou no Cangaço aos 21 anos e permaneceu quatro. Baiana, morena clara, estatura média, entrou no Cangaço aos 21 anos e permaneceu por quatro. Contam que casou novamente e estava viva até 1965.

foto fonte: Livro o incrível mundo dos Cangaceiros autor Antonio Vilela de Souza... Texto. transcrito de Lampião o homem que amava as mulheres.

https://www.facebook.com/guilherme.machado.96558061?hc_ref=ARRDLrZIDVKSgxXx7CfWEQC__LXJiLzvISRLR09xks85zdslWgETlixIZ6FxEXCER88&fref=nf&pnref=story

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TURISMO RELIGIOSO

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Primeira etapa Turismo religioso: 

Nossa primeira parada foi na cidade de Santa Cruz-RN, para visitar a maior imagem religiosa do mundo, Santa Rita de Cássia, com 56 metros de altura, projetada pelo famoso escultor Alexandre Azedo  de Lacerda (arquiteto e professor da Universidade Federal da Paraíba). 

A segunda parada foi em Juazeiro do Norte-CE, para visitar a estátua do Padre Cícero, com 25 metros de altura, feita pelo escultor pernambucano Armando Lacerda (pai do famoso escultor e arquiteto, Alexandre Azedo de Lacerda). 

Em Juazeiro visitamos também, o Museu do Horto (Casarão do Padre Cícero). Nossa terceira visita foi ao Crato-CE, onde conhecemos as novas edificações do Monumento de Nossa Senhora de Fátima, com 52 metros. Nossa comitiva de viagem está composta por minha pessoa (Benedito Vasconcelos Mendes), Susana Goretti Lima Leite, Elisângela Leite Duarte e José Altevir Duarte.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano Benedito Vasconcelos Mendes

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DISCURSOS SOBRE A CANGACEIRA MARIA BONITA


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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VIAGEM CULTURAL

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Terceira Etapa. Visita ao Parque Asa Branca na cidade de Exu-PE, que é formado por espaço cultural (com boa infraestrutura  para apresentações artísticas), Mausoléu da família  (Túmulos de Luis Gonzaga, de sua esposa Helena, de seu pai Januário e de sua mãe Santana), sua residência em Exu, onde morou os últimos anos de sua vida, a casa de Januário (seu pai) e o Museu do Gonzagão, organizado por ele. Luis Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião, nasceu em Exu em 1912 e morreu em 1989.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano Benedito Vasconcelos Mendes

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domingo, 23 de julho de 2017

O CANGACEIRO CIRILO DE ENGRÁCIAS ASSALTA O SEU PRÓPRIO POVO!!!

Material do acervo do pesquisador do cangaço Guilherme Machado escrito por João de Sousa Lima
Foto de Dona Lina

Foi em Macururé Bahia na Fazenda Bem Viver, de propriedade do Senhor José Barbosa da Silva e de Dona Lina de Carvalho Barbosa, que conhecia Cirilo desde menino e chegava a ser parente do meliante. 

O cangaceiro dos Engrácias sabia que o casal tinha muito dinheiro em casa, e sequestrando o genro do casal e o obrigou levá-lo até a casa do sogro.

Cirilo ao chegar à sede da fazenda anunciou o assalto e dona Lina não gostou do que viu e lhes falou alguma coisa, e foi agredida com socos e empurrões por Cirilo. 

O Conhecido agora cangaceiro, exigiu uma quantia alta em dinheiro, que o casal não tinha na fazenda. Foi uma irmã de dona Lina por nome Maria Rosa Barbosa do Nascimento que arrumou uma parte da quantia do dinheiro. 

Depois de limpar a casa Cirilo saiu esbravejando, e se não arranjassem a outra parte do dinheiro, ele votaria e tocava fogo na casa com todo mundo dentro.

(Foto acima de Dona Lina proprietária da Fazenda Bem Viver)
Fonte Foto: Livro Lampião o Cangaceiro! de João de Souza Lima: Texto transcrito do mesmo livro por: Guilherme Machado.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1246867558750500&set=gm.1644981492181629&type=3&theater

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VAMOS COMEMORAR O ANIVERSÁRIO DE POMBAL PEDINDO AO PODER PÚBLICO MAIS RESPEITO POR SEU PATRIMÔNIO HISTÓRICO?

 Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Vamos comemorar o aniversário de Pombal pedindo ao poder público mais respeito por seu patrimônio histórico?

O Bairro Alto do Cruzeiro recebeu esse nome pelo Cruzeiro Centenário que ali fora fincado.

Depredado por força do tempo, aquele símbolo da fé dos nossos antepassados pede socorro em silêncio.
  






Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso


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BENJAMIN ABRAHÃO BOTTO


O secretário Sírio Libanês do Padre Cicero embarcando em um Misto, uma mistura de Caminhão e ônibus para Fortaleza...!!! Modernidade no Comércio do Cariri Cearense...!!! Repare na Mochila da Alba Filmes...!!!

Benjamin Abrahão Botto (Zahlé, Líbano, nasceu em 1890. Morreu em Serra Talhada, 10 de maio de 1938: Foi um fotógrafo sírio-libanês-brasileiro, responsável pelo registro iconográfico do cangaço e de seu líder, Virgulino Ferreira da Silva: O Lampião...!!! Abrahão morreu assassinado durante o Estado Novo...!!!

Embora publicado em jornais, o pouco que se sabe da vida de Benjamim Abraão vem de fontes mescladas entre a mídia historiográfica e os meios de subsistência do ambiente nordestino, fatos que não se encaixam com a realidade profissional de um secretário, bem como de expert operador de equipamentos de filmagem, muito avançados para a época.

A fim de fugir à convocação obrigatória pelo Império Otomano de lutar durante a Primeira Guerra Mundial, migrou para o Brasil em 1915.

Foi comerciante (mascate) de tecidos e miudezas, além de produtos típicos nordestinos, primeiro em Recife, depois para Juazeiro do Norte, com dois burros (Assanhado e Buril) e um cavalo (de nome Sultão), atraído pela grande frequência de romeiros, Que seguia o Padre Cicero.
Fonte foto: Luz de Fifó... Fonte texto Enciclopédia livre de Abrahão Botto.

Fonte foto: Luz de Fifó... Fonte texto Enciclopédia livre de Abrahão Botto.
Na página facebook do pesquisador do cangaço Guilherme Machado

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O TERRÍVEL CANGACEIRO LABAREDA VIRA CRIANÇA OUTA VEZ!!!


Cristina Mata Machado escreveu um livro a respeito do cangaço e, para provar que não mentia, trouxe do Nordeste cangaceiros, seus filhos e netos.

Aos 27 anos, Cristina Mata Machado não pode ver sangue. Em criança, morria de medo quando lhe contavam histórias de cangaço. No entanto, ela acaba de escrever um livro chamado As Táticas de Guerra dos Cangaceiros e, para lançá-lo, reuniu nove remanescentes do bando de Lampião e descendentes de seu chefe. Labareda, o velhinho sorridente de 71 anos, é um desses homens que vivia pela caatinga, lutando, fugindo ou perseguindo inimigos. Entre seus pertences, há o antigo bacamarte que data do tempo de Lampião. Hoje, ele é vigia e porteiro em Salvador. Sua aparência serena e seus hábitos tranquilos vêm em apoio à tese de Cristina: "O cangaceiro não é bom nem mau. Ele era apenas um sertanejo injustiçado, que entrava na ilegalidade por falta de qualquer outro caminho."

Foto fonte revista manchete São Paulo 1973

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1231882873582302&set=a.420488464721751.1073741899.100002818033461&type=3&theater

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QUEM É DEUS?

Por Francisco de Paula Melo Aguiar

           A pergunta: quem é “Deus”? tem como resposta o fato de ser uma palavra que tem origem no latim com o mesmo significado e/ou sentido. Portanto, palavra derivada de um radical sânscrito com a conotação da ideia e/ou significando luminosidade, que também aparece em outro vocábulo e/ou  palavra derivada do mesmo radical: o dia como vocábulo oposto a noite.
            
Em Salmo 14:1, o homem ateu é chamado de “tolo”, diante da confusão que faz da existência de Deus, tudo porque a Bíblia Sagrada não tem como missão provar e/ou deixar de provar a existência real de Deus, haja vista a real existência desde o principio e o inicio de tudo (GÊNESIS 1:1). É por isso que as Escrituras Sagradas revelam a natureza, o caráter e a própria obre da criação de Deus.
            
A história nos revela que na Antiguidade pré-cristã a inteligência grega atingiu a maior concepção e/ou conhecimento sobre o “Ser” e/ou “Deus”, segundo a reflexão do filósofo grego Aristóteles, nascido em Estagira em 384 a.C e falecido em Atenas em 322 a.C, com 62 anos de idade. Foi aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande (RUSSEL; ALVES, 2004, p. 122).
           
Deus é na concepção de Aristóteles, o puro ato de existir por si só. Tudo porque cada coisa em si tem uma essência única, própria e limitada, de modo que a qual acontece existir num tempo e espaço determinado, como por exemplo: aquilo é uma árvore e/ou seja um vegetal com diversas características naturais e/ou essenciais e que está viva e plantada em algum lugar, portanto, presente aos olhos humanos, o que significa algo que realmente existe e/ou tem existência.
            
É de suma importância pensar sobre Deus corretamente, haja vista que ter uma falsa ideia sobre Ele representa isso um ato de idolatria. O homem ímpio é reprovado por Deus quando diz: “Você pensa que eu sou como você?” (SALMO 52:21). Assim é bom que se saiba que Deus é o único Ser Supremo, Criador, Dono e Regente de tudo que existe sobre o mundo envolvendo, céu, terra e mar. É o púnico Ser auto-existente, justo e perfeito em poder, glória e bondade.
             
Deus é a cima de tudo e todos, um “Ser”, onde cuja essência não é isto e/ou aquilo, levando-se em consideração de que Ele é um “Ser” puro e perfeito ato de existir por si só, portanto, um “Ser” ilimitado e que se encontra acima do tempo e do espaço. É assim um “Ser” transcendente e que está presente em todo tempo e lugar, sem depender da vontade humana para existir em todos os sentidos da palavra na concepção helênica.
              
A historicidade nos revela que o Cristianismo incorporou tal concepção helênica a tradição cristã filosófica com facilidade a partir do momento em que descobriu que tal ideia não era algo estranho as origens contidas na Bíblia Sagrada, cujo texto já era conhecido pelo povo de Israel. E isso é compreensível quando Moisés indagou a Jeová para saber em nome de quem ele deveria apresentar-se ao povo, tendo como resposta: “Aquele que é, me manda a vós” (ÊXODO 3:14).
               
Por outro lado, vamos encontrar na tradição religiosa do Cristianismo, o próprio Deus, Jeová e/ou Javé (tudo vai depender da tradução bíblica para atender as diversas religiosidades envolvidas) se revelando na pessoa de seu único filho Jesus Cristo, como sendo amor, diante da afirmação: “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1º JOÃO, 4:8).  Portanto, o amor diante de tal afirmação revelada por Jeová e/ou Deus e/ou o Grande Arquiteto do Universo, é a linha e/ou base fundamental do modelo e/ou caminho e/ou paradigma e/ou matriz e/ou maneira segundo a qual é desenvolvida e/ou desenrolada a grande aventura cósmica da humanidade.
               
A natureza de Deus é verdadeira e inatingível diante de sua misericórdia. Ele é espírito intangível  (JOÃO, 4:24). E até porque Deus é único, em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (MATEUS, 3:16-17). É também um Ser infinito (1 TIMÓTEO, 1:17). É o Ser incomparável (2 SAMUEL 7:22), também imutável (MALAQUIAS 3:6), está presente em todos os lugares (SALMO, 139:7-12), tem conhecimento de tudo (MATEUS, 11:21) e é o único que tem todo poder e autoridade (EFÉSIOS, 1:21; APOCALIPSE 19:6).
               
Não temos menor dúvida que inicialmente Deus, Jeová, Javé, Gadu, dentre outros nomes dados, Ele é a plenitude do “Ser”, infinitamente bom, que comunica a glória de sua existência aos demais seres racionais e/ou homens livres, de bons e/ou maus costumes, perfeitos e/ou imperfeitos, religiosos e/ou profanos, que livremente fecham o circuito universal, convergindo assim para Deus, princípio e fim último, grande e supremo. Ressaltamos de que tudo é uma questão meramente humana a faculdade de escolher o caminho que leva ao dia e/ou à noite, diante de sua grandeza e luminosidade do Oriente que resplandece no Ocidente, envolvendo princípios de valores materiais e espirituais.
            
Vejam o caráter de Deus conforme a revelação bíblica, como por exemplo: Ele é justo (ATOS 17:31), é amoroso (EFÉSIOS, 2:4-5), dono da verdade (JOÃO 14:6), além de Santo (1 JOÃO 1:5). Por outro lado, Ele mostra compaixão (2 CORINTIOS 1:3), tem misericórdia (ROMANOS 9:15) e também tem graça (ROMANO 5:17). É o único juiz dos juízes que julga o pecado (SALMO 5:5), porém oferece in loco o perdão (SALMO 130:4).
               
A humanidade sempre teve e terá grandes gênios em termos científicos que mesmo nunca tendo trilhado e/ou se convertido a qualquer tipo de religiosidade, de maneira direta e ou indiretamente atingiram o “Ser Supremo”, embora por concepções e/ou contextualizações diferentes de movimentos e/ou religiosidades, porém nunca irredutíveis, dentre os quais, Einstein (1879-1955), diante do fato dele acreditar na existência da inteligência natural de Deus, através da manifestação da natureza por meio de qualquer homem dotado de razão. Já na revelação histórica, Deus é revelado e/ou manifestado através de um enviado Dele, cuja mensagem só pode ser aceita tendo como fundamentos básicos os argumentos insofismáveis históricos que comprovam diretamente sua credibilidade e autenticidade da missão profética divina, é por exemplo, o caso da vinda de Jesus Cristo, o enviado de Deus, segundo os ensinamentos da Bíblia Sagrada para os seguidores do Cristianismo.
             
E a obra de Deus é incalculável, tamanha é sua visão e concepção cósmica porque é Dele que tudo flui e flui com abundancia. Dentre suas obras passadas, presentes e futuras podemos destacar resumidamente: é o autor da criação do mundo (GÊNESIS, 1:1), também é o Grande Arquiteto do Universo e/ou do Mundo, pois, o sustenta ativamente (COLOSSENSES 1:17), também vive executando seu plano eterno (EFÉSIOS 1:11), haja vista que tem como meta a redenção do homem da maldição do pecado e bem assim da morte (GÁLATAS 3:13-14), tudo isso porque Ele é o garoto propaganda que faz atrair pessoas de todas as partes do mundo para Jesus Cristo (JOÃO 6:44), inclusive disciplina seus filhos (HEBREUS 12:6) e tem como missão final julgar o mundo (APOCALIPSE 20:11-15).
              
Não podemos compreender Deus longe de suas obras porque o que Deus faz flui de quem Ele é. Aqui está uma lista resumida das obras de Deus, passadas, presentes e futuras: Deus criou o mundo (Gênesis 1:1, Isaías 42:5); Ele ativamente sustenta o mundo (Colossenses 1:17); Ele está executando o Seu plano eterno (Efésios 1:11) que envolve a redenção do homem da maldição do pecado e da morte (Gálatas 3:13-14); Ele atrai as pessoas para Cristo (João 6:44); Ele disciplina os Seus filhos (Hebreus 12:6) e Ele julgará o mundo (Apocalipse 20:11-15).

Referencias
Almeida, João Ferreira. BÍBLIA SAGRADA. Brasília/DF: Sociedade Bíblica do Brasil, 1969.
ÁVILA, Fernando Bastos de. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. 2 ed.,Rio de Janeiro: MEC/FENAME, 1976.
RUSSEL, Bertrand; ALVES, Laura. História do Pensamento Ocidental. São Paulo: Ediouro Publicações, 2004, 510p.


Enviado pelo poeta e escritor Francisco de Paula Melo Aguiar

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A POMBAL QUE A GENTE VIU. Por: Jerdivan Nóbrega de Araújo

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

A Pombal que a gente viu
Corre, ruas quentes pés descalços,
Dentro de nós moleques, Quebra Queixo e Pirulito.

A Pombal que a gente viu desce rio abaixo
Rua de Baixo, ingazeiras debruçadas, beira do rio.

A Pombal que a gente viu são praças longas
Bar Centenário, sorveteria de Bernardo.
Eram pessoas, estória e histórias contadas,
Nas sombras das algarobas.
Eram loucos acordados cedo da noite
Correndo pela Rua Padre Amâncio Leite.

Chico Leonídes e João Lindolfo vendendo leite.
Eram os foguetões de seu Inácio
Clareando a noite e as ironias de Pedro Corisco
Provocando risos.
- Peripécia de Cícero de Bembém, também...

A Pombal que a gente viu eram jerimuns
Maxixes e Quiabos
Nascidos monturo aberto, animal solto
Nas praças feito gente.

Era Melão-de-São-Caetano, buchas e cabacinhas
As margens da cerca do capinzal de Delmiro Inácio.

Casa de seu Joaquim, casa de dona Nóca,
De dona Porcina, Zé Martins, Natércio,
Dona Raimunda na renda,
Oiticica de Mila e o corredor estreito do rio.

“Négo” Cândido mascando fumo, Pão com creme na
bodega de Toinho.
Maria e Severino Pedro, mãe Lourdes, estudantes
Da Escola Normal, Ana no cavalinho de goma,
Rua do comércio.

Eram negros malungos nos Pontões, Reisados e Congos.
Cordão Encarnado, Cordão Azul e os filhos de Zé de Bú...

A Pombal que a gente viu são lembranças levadas
pela estrada de ferro à Rua do Guindaste,
Pereiro, Cruz da Menina e o Rói Couro.

A Pombal que a gente viu era casamento fugido
Namoro proibido, Jeep chegando,
Noivo dizendo sim,
Padre Gualberto casando.

Bar de Maria de Biró, Zuca fabricando móveis
Zuza realizando bingos, seu Lau fabricando lamparinas,
Bicho no cambista, crediário nas Lojas Paulistas.
Zé do Bigodão a Rua Estreita de saudades ilumina.

Corredor do rio, Xiquexique, Araçá, Areal.
A Pombal que a gente viu era lanterna ofuscante de Galdino,
Música boa, Lord Amplicador, Cine Lux,
Clemildo, recado, convite enterro.

Ribinha na bicicleta por entre as panelas de Jubinha
malabarismos, bola de meia sirene anunciando onze e meia.
Bronze da Matriz, Riacho do Bode, Pedra do Sino.

Era Leó na objetiva, Sôlha sempre com
Um objetivo, lendo de tudo.

Era fogo, é salário pago com vida.
É discurso longo de professor Arlindo na procissão,
Eram promessas pagas, Rosário na mão.
Cachimbo Eterno, Cacete Armado, Nova Vida, Os Daniel
No Alto do Cruzeiro
Rua do comercio e as mulheres fuxicando nos terreiros.

Era Ticho partindo pra São Paulo,
Era Maloura no parto, Zé Cabeção e Bico Doce
Esperando que eu parta.

Agnelo era zagueiro, “Négo” Adelson Goleiro.
Noé e Zezinho eram sapateiros e Bihino cachaceiro.

A Pombal que a gente viu são lembranças
Gostosas presentes nas sombras das oiticicas,
Arrubacão e cachaça na beira do rio, tapioca de Xica Pavi.
Cadeia antiga: prisão de sonhos e velhas lembranças.

Coluna da Hora não deixa o tempo ir.
Banca de Revista do ‘Escurinho”, álbum bom de colecionar.
Igreja do Rosário, jogo de bola de meia ou cabeça de calunga.

Era o Avelozsão, era o São Cristóvão entrando em campo,
São os que já saíram de campo...

Era a usina beneficiando algodão
Era a Oiticica beneficiando a cidade.

O apito da fábrica e a fumaça escura da chaminé
Irritando nossa inocência.

Era a SEDE e o Pombal Ideal Clube.
A Pombal que a gente viu era filme reprisado.
Era recado enviado à namorada
Pelas difusoras do Parque Maia.
Era camisa boluon e voltomundo, Lojas Paulistas.

Anita nas orelhas, Professor Guimarães na palmatória.
Eram todos, a sua maneira, fazendo história.

Era Godôr , Pedro Jáques e Zé Capitula.
Dobrados rompendo as madrugadas,
Zé Vicente na Tuba, Eliseu, maestria de mestre, batuta sem igual.

Reizinho vendendo cal, barraca de Zé de Lau.
Barbearia de Nouvino, João Terto e Antônio
Guerra e todos que contemplaram a cidade que
Nasce por entre as serras.

Esse tal de lembrança que vem, teclas abertas que sangram
Imagens vividas, que machucam na volta, que ferem feito espinho pontiagudo no peito,
e reprisa em nossas mentes os acontecimentos.
Trazendo de volta às ruas de Pombal o nosso irmão que partiu.

É coisa de mais valor que se tem!
É maior das invenções, luz que brilha de mais.
E ao mesmo tempo é sol a se apagar na eternidade
Escondendo de nós a velha cidade.
















Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso


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