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domingo, 4 de janeiro de 2026

FRANCISCO AGENOR FERREIRA.

 Por José Mendes Pereira


Francisco Agenor Ferreira é uma grande figura de Mossoró, que só merece a nossa admiração. Ele e eu, fomos internos  durante 6 anos nos anos 60, na Casa de Menores Mário Negócio, que posteriormente passou a ser Instituto Mário Negócio. Aquela  casa dava apoio a quem não morava na cidade, ou que era órfão de pai e mãe, garantindo-lhe, os estudos para todos gratuitamente, cujo criador, ex-governador do rio Grande do Norte Aluízio Alves, quando era Deputado Federal. 

Propaganda eleitoral de Aluízio Alves – Fonte – https://juscelinofranca.blogspot.com.br/2013/05/7-anos-sem-aluizio-alves-o-homem-da.html - https://tokdehistoria.com.br/tag/trem-da-esperanca/

Alguns amigos consideram o Agenor como sendo pessoa tipo popular, mas acho que não, ele é mais um andarilho que vive andando pela cidade sem incomodar ninguém, razão esta que ele é funcionário público estadual, não necessitando nada de ninguém, e muito menos ajuda financeira. 

Durante estes anos que vivemos lá, no internato, nos alagadiços do bairro Pereiros, entre a Paraíba e o grande Alto da Conceição, Agenor nunca mudou o seu comportamento. Sempre prestativo e educado com as pessoas que lhe rodeiam. Nunca o vimos com desprezo aos amigos, que com ele convivíamos.


Em anos remotos (não me lembro bem o ano e quanto tempo faz, sei que foi na década de 90), nós nos encontramos novamente, mas desta vez, trabalhamos juntos na mesma repartição pública, Escola Estadual Professor José Martins de Vasconcelos. Ele era vigilante de lá, e eu trabalhava em sala de aula.

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LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE.

  Por Kydelmir Dantas

Uma ideia surgida há 15 anos acaba de se tornar realidade. O professor e historiador Kydelmir Dantas lançou no final do ano passado, na capital potiguar, durante a II edição da Feira de Livros e Quadrinhos, o título "Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte", no ano do centenário de nascimento do "Rei do Baião", data celebrada em todo o país com uma série de atividades.


"Esse é o resultado de uma pesquisa de pelo menos 10 anos, que a realidade surgiu a partir de uma palestra na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), semente plantada em 1997 e que foi se desenvolvendo até transformar-se neste livro", conta Kydelmir Dantas.
Para concretizar o desejo de eternizar em uma obra a relação do compositor pernambucano com o Rio Grande do Norte, o historiador recorreu desde acervos pessoais a arquivos do Museu Fonográfico Luiz Gonzaga, em Campina Grande, Paraíba. "As pesquisas foram realizadas na bibliografia Gonzaguiana, com mais de 30 livros no meu acervo, e nos acervos de Raibrito, Lei de Câmara em Natal, e em viagens pelo interior do Nordeste", complementa.

No livro, Kydelmir Dantas aborda a afinidade das músicas do "Rei do Baião" com o RN, encontrada em canções como Asa Branca, 13 de dezembro, A volta da Asa Branca e ABC do Sertão. "Essa relação com o nosso Estado também é mostrada através das canções de compositores potiguares: Celso da Silveira (Renascença), Chico Elion (Ranchinho de Paia), Frei Marcelino (Meu Padim), Henrique Brito (Queixumes), Jandhuy Finizola (Jesus Sertanejo) e Severino Ramos (Ovo de Codorna). Sem deixar de citar os intérpretes do RN", destaca.

Para o escritor, o livro não representa apenas uma homenagem a Luiz Gonzaga, mas sim um documento que revela um capítulo da história do compositor popular. "Está além dessa homenagem. É um capítulo da história dele, sua ligação com nosso Estado potiguar", enfatiza. Apesar de não considerar seu livro apenas uma homenagem ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, Kydelmir Dantas avalia como muito positivas as atividades que estão sendo promovidas em alusão à data. 

"A meu ver, nenhum artista brasileiro foi tão homenageado no seu centenário quanto o 'Gênio da Música Popular Nordestina' e um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, Luiz Gonzaga, que levou o Nordeste pro mundo, através do 'Baião' bem que merece todas as homenagens. Um bom exemplo deste reconhecimento é o filme 'Gonzaga: de pai pra filho'. Mais do que um filme é uma história de vidas paralelas e unidas pelos laços de sangue e da música. E, após a gravação da 'Marcha da Petrobras', em 1959, talvez seja esta a primeira vez que a empresa apoia algo tão consistente em torno do "Rei do Baião". De parabéns estamos todo(a)s os seguidores e os fãs de Gonzaguinha e Gonzagão, por tão bela homenagem", conclui. 

Fonte: Jornal O Mossoroense - Redação
O Título Já está à venda na LIVRARIA NOBEL
Avenida Senador Salgado Filho, 1782 - Lagoa Nova  - Natal - RN
CEP - 59022-000
fone: (0xx) - 84 - 3613-2007
Parceiros potiguares

com verbetes:
Celso da Silveira, Chico Elion, Henrique Brito, Elino Julão, Frei Marcelino, Jandhuy Finizola e Severino Ramos.
Parceiros e intérpretes potiguares

com verbetes:
Ademilde Fonseca, As Potiguaras, Carlos Zens, Coral da Petrobras Mossoró, Khrystal, Marina Elali, Meirinhos, Mirabô Dantas, Nenem do Baião, Orquestra Sinfônica da UFRN, Orquestra Sanfônica de Mossoró, Paulo Tito, Roberto do Acordeon, Terezinha de Jesus, Trio Irakitan, Trio Mossoró, VINA e Zé Lima.

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FAMÍLIA FERREIRA NASCEU PARA LUTAR CONTRA AS SUAS VÍTIMAS.

 Por José Mendes Pereira


Sem citar nomes de famílias valentes e nem das cidades que passaram por isso, aqui bem perto de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, duas famílias se desentenderam e a intranquilidade reinou por muitos anos, quando uma matava membros da outra família e assim vice-versa. E o mais interessante, de geração a geração, vingando a morte de pessoas do seu rebanho que outra tinha matado. Mas elas não chegaram nem um tiquinho do que fizeram os Ferreiras.

Um dia no sertão do velho e sofrido nordeste brasileiro, lá em Vila Bella (nos dias de hoje, Serra Talhada) no Estado de Pernambuco, duas famílias vizinhas, e que antes eram amigas, se tornaram inimigas.

De um lado, o proprietário da Fazenda Pedreira, José Alves de Barros, o famoso 'José Saturnino', homem que não gostava de baixar a cabeça para ninguém, e no seu entender, não tinha motivos para isso, porque alegava a desavença criada pela outra família.

Do outro lado, os vingativos irmãos Ferreiras: Antonio, Livino, mais outros como um senhor chamado Antonio Matilde (que me parece ser sobrinho do José Ferreira pai de Lampião), e Luiz da Gameleira (não tenho informação quem seria sua família), com o passar dos tempos, com a briga dos Ferreiras, ambos entraram na confusão, no intuito de proteger os irmãos. Mas o mais famoso e briguento era o Virgolino Ferreira da Silva, um homem ainda jovem e dono de uma timidez, de comportamento excepcional, e de repente, mudou o pensamento adverso, contrariando os camponeses da época, que jamais acreditavam que o Virgolino Ferreira da Silva tinha tanta coragem para enfrentar o Zé Saturnino e seus filiados.

Virgolino ainda não era alcunhado de Lampião, porque isso começou no ano de 1916, e só passou a ser Lampião, a partir do ano de 1922. 4 anos depois, (1926), tornou-se capitão Lampião, patente recebida no Juazeiro do Norte, no Estado do Ceará, entregue pelo padre Cícero Romão Batista, a mando do deputado federal Floro Bartolomeu. Muito embora sem nenhum valor a sua patente de capitão, mas mesmo assim, Lampião reinou por muito anos no nordeste brasileiro como capitão, e era com esta patente que os seus comandados o respeitavam. 

Os Ferreiras eram filhos de um homem de boa conduta. Amável à tranquilidade, principalmente a liberdade, isso sim, era o seu desejo, viver harmoniosamente com a sua esposa, sua prole, vizinhos de propriedades, onde ali, alguns deles eram seus compadres. Andar despreocupado de dia e de noite sem ser perseguido, nem incomodado, respeitado por todos que ali viviam. 

Existe um comentário na literatura lampiônica que o ódio e a valentia dos Ferreiras herdaram da mãe dona Maria Sulena da Purificação, porque, enquanto o José Ferreira dos Santos  desarmava os seus filhos na porta da frente, ela os armava na porta de traz, e ainda dizia publicamente que: “não tinha tido filho para ser desmoralizado e nem para ficar no caritó”.

Lógico que os seus filhos não desejavam uma vida intranquila para os seus pais e irmãos que não tinham nada a ver com as suas brigas, mas sem ter outro jeito, devido as suas rixas e ódios, infelizmente criaram um mundo infernal e difícil para eles e para toda família. Marcharam em busca do desassossego, do corre corre, tanto para eles como para os pais e irmãos.

Os irmãos Ferreiras se tornaram feras a partir do ano de 1916, quando o sumiço de bodes do seu rebanho começou, e passaram a ser espiões para descobrirem quem estava subtraindo os seus animais.

Como chegaram ao responsável pelo sumiço das suas criações.

Certo dia, Virgolino e o Livino entraram na casa de um morador do Zé Saturnino, na Fazenda Pedreira, e vendo peles de bodes por lar, e ao conferirem as marcas nas orelhas, perceberam que se tratava dos animais que vinham desaparecendo da fazenda do pai, Sentindo-se prejudicados, e na certeza que o Zé Saturnino tomaria a devida providência, resolveram participar ao fazendeiro.

Zé Saturnino não aceitou as acusações contra o morador, e como não obtiveram apoio, os manos se transformaram em feras humanas, e difíceis de serem domados. A partir daí, as portas do inferno foram abertas para as duas famílias. O furto de bodes deixou duas famílias de salto alto, cada uma se sentindo como a verdadeira vítima, quando as duas eram cúmplices uma da outra.

Não tenho autoridade para com o cangaço e muito menos sobre o José Saturnino, mas se através dos Ferreiras ele tomou conhecimento que o seu morador vinha praticando roubos de criações do seu vizinho, o certo teria sido mandado embora, vez que aceitando, não só o empregado, como também ele, seria desonesto com os animais do outro fazendeiro.

Segundo o que tenho lido, o roubo de bodes feito pelo morador do Zé Saturnino, foi comprovado por um inspetor de quarteirão, bastante violento e resolvia as coisas com autorismo, e que era compadre e amigo do paciente José Ferreira. Mas o inspetor não se sentiu seguro em prender o ladrão, apenas delegou impiedosos castigos. E a partir daí, só fez piorar a briga, tudo se transformou em conflitos nas duas famílias.

O Zé Saturnino e o José Ferreira eram amigos e se davam muito bem, respeitavam-se entre si, bons e pacíficos vizinhos. Mas os filhos não obedeceram o que ensinara o pai, e como não suportaram os roubos dos seus animais, e nem Zé Saturnino aceitou a acusação apontada por eles, de repente, as duas famílias criaram uma intriga.  Agora seria muito difícil de ser resolvida, porque nenhuma estava apta a baixar a cabeça para a outra e pedir desculpa. Cada família tinha no peito o ódio e vontade de vingança, e não demorou muito para ser iniciado tiroteios e emboscadas, manchando de sangue escarlate a pequena região que os viu nascerem naquele sertão desprotegido de autoridade governamental.

Sentindo-se desmoralizado e decepcionado com os Ferreiras, pela  acusação que lhe era apontada, e como vingança, Zé Saturnino passou a mutilar os seus animais que na sua propriedade entravam para ruminarem, cortando os tendões das suas patas, e assim, os viventes não tinham mais condições de se deslocarem para se alimentarem e muito menos, retornarem aos seus chiqueiros de origem, e o resultado era a morte. E vendo as suas criações mutiladas, os Ferreiras não tiveram outra solução, e passaram a agredir o velho fazendeiro em sua própria residência, na Fazenda Pedreira, com ataques violentos, usando o poder das armas.

Os Ferreiras achavam que se de lá pra cá vinham 4 pedras jogadas pelo fazendeiro Zé Saturnino, daqui pra lá não poderia ir menos do que oito, isto é, respondiam ao velho ao dobro, e achavam eles que era isso o que o fazendeiro merecia.

Lampião não era qualquer um, era um homem de gênio forte, não só forte como fortíssimo, e aquele que tentasse vencê-lo, seria impossível sair vitorioso, porque no seu “eu” reinava a maldade, a vontade de matar, de vencer os seus desafetos, de estrangular, de derramar sangue, só assim, serviria de exemplos para outros que poderiam se juntar ao grupo do Zé Saturnino, e tentar vencer os Ferreiras, e não temiam de forma alguma, o que os seus inimigos preparavam para eles.

Lampião era um homem destemido. Quando não gostava de alguém era fácil transformar o seu ódio em forte desavença, e não era preciso que o sujeito fosse o principal causador da desavença, porque ele mesmo, passava a cutucá-lo até que a ira do outro nascesse. Uma intriga de alguém, só o fazia ficar mais famoso, assim achava ele, e isso era o que mais queria. A fama para Virgolino era como se estivesse recebendo um valioso e cobiçado troféu, queria ser o rei, ou sendo uma autoridade qualquer, vista pelos sertanejos de sua jurisdição e reconhecido como um homem valente. Era o seu orgulho, e que todos aqueles que o viam, acanhadamente, apertavam-lhe a sua mão, mas com cuidado, para não machucar alguns calos do futuro rei e capitão do cangaço, porque, poderia surgir um ódio, e desse ódio, uma morte sem demora e sem motivo, uma surra de chicote com três pernas, ou ainda uma punhalada enfiada na clavícula, rasgando coração e fígado do indivíduo, até o local que o punhal alcançasse.

Lampião era o Lampião de Vila Bella, o perverso das queimadas em currais, o sanguinário das mortes de gado e criações miúdas, o vingativo das destruições de casas e roçados, o facínora das capações, das mutilações em orelhas de homens, o celerado dos ferros quentes em rostos de mulheres feitos por outros cangaceiros, mas a mando dele. 

Lampião era um homem que o sujeito não pudia confiar. Sorrir alto diante dele, poderia interpretar aquele gargalhar como uma maneira de criticá-lo. Que todos tivessem cuidado com o Lampião. Quem gosta de cheirar todo tipo de flor, geralmente se atrapalha, recebe o que não espera. Em vez de ramalhete, cheira espinho e finda se furando.

Lampião era como uma capivara que por sorte, mergulha no meio de uma porção de jacarés faminta, e em nenhum momento, teme. Passeia para lá e para cá, e se considera intocável. Assim era o facínora, perverso e sanguinário capitão Lampião. O ódio fazia com que ele praticasse as mais tristes perversidades. Ver sangue derramado no chão de um seu desafeto, era como se fosse simplesmente refresco de morango. 

Feliz daquele que ele o odiava e não chegou a passar pelas suas mãos vingativas. A morte para os seus inimigos não tinha semelhança. Morreria de qualquer jeito.

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KÁTIA CANTORA

 Por Wikipédia

https://www.youtube.com/watch?v=aPVrcTCqIu8

Kátia Garcia Oliveira (Rio de Janeiro26 de março de 1962) é uma cantora e compositora brasileira. A cantora fez sucesso e ganhou diversos prêmios nos anos 80. É afilhada artística de Roberto Carlos.

Biografia e carreira

Nascida em parto prematuro, que como sequela gerou uma deficiência visual, durante sua infância já demostrava interesse pela música, tanto que aos quatro anos ganhou de presente de seu pai um piano. Seu avô paterno, pianista, lhe iniciou as primeiras notas musicais e os primeiros acordes. Aos 12 anos, iniciou suas composições musicais e pouco tempo depois mostrou suas músicas para o cantor Roberto Carlos, amigo de seu pai. Ele, então, a indicou a fazer um teste na gravadora CBS (atual Sony Music).[1]

Kátia foi aprovada em seu teste e no ano de 1978 iniciou sua carreira artística, lançando sua própria composição: Um compacto simples com a música Tão Só.[1]

Em 1979, ganhou de presente de Roberto Carlos a música Lembranças, gravada por ela em seu álbum de estreia, cuja canção-título é a mais conhecida de sua carreira até hoje. A canção que puxava o álbum de estreia da cantora, ultrapassou a impressionante marca de mais de 1 milhão de cópias vendidas, além de permanecer seis meses em primeiro lugar em todas as rádios do Brasil.[1]

Contudo, foi nos anos 80 que atingiu o auge da fama, quando, em 1980, outro presente de Roberto Carlos poria Kátia novamente nas paradas de sucesso: Cedo Pra Mim. Mais uma novela é brindada com mais uma gravação de Kátia: Bons Amigos, desta vez na trilha da novela O Amor é Nosso, da Rede Globo, canção do mesmo álbum de Cedo Pra mim.[1][2]

Em 1981 outro compacto simples destaca Kátia mais uma vez. A música Ah, Esse Amor conquistou mais uma vez o público. Em 1982 lança o álbum Sabor, que trazia também mais uma canção de sucesso: Até Quando.[1]

Em 1984 Kátia aparece cantando as músicas Sempre Me Faz Bem e Todo o Prazer. Já noutra companhia de discos, Kátia tem novamente outro estrondoso sucesso: Qualquer Jeito, mais uma composição do padrinho Roberto Carlos. O mesmo disco destacou outras canções, como Desejos, com participação de José Augusto, e Jogo Marcado.[1]

Em abril em 1987 estourava nas rádios seu maior sucesso, Qualquer Jeito, uma versão de It Should Have Been Easy, composição de Bob McDill, gravada por Anne Murray em 1982, e assinada por Roberto Carlos, padrinho artístico da cantora, e Erasmo Carlos.[1]

Em 1988 Kátia foi convidada a gravar com o cantor e compositor Leonardo Sullivan a música Uma Voz no Coração, que teve bastante execução.[1]

Com o fechamento da 3M, Kátia faz, em 1989, sua estreia na PolyGram (atual Universal Music), onde também fez interpretações e composições, incluindo as músicas Me Ensina o Que Fazer e Coração Ferido.[1][2]

Em 1990, lançou Conversa Comigo, com destaque também para a música Idas e Voltas. Em 1992, interpreta Quando o Amor Acaba e De Carona na Felicidade, com participação especial da dupla Tiãozinho & Alessandro, irmãos dos cantores Chitãozinho e Leonardo. Ao gravar Outra Vez, no mesmo álbum, Kátia foi uma das primeiras artistas a gravar uma canção de Zezé Di Camargo, que estava então em seu segundo CD.[1]

Em 1993 lançou seu primeiro trabalho internacional: um álbum em castelhano ganhou as paradas de sucesso na América Latina, colocando a música Tan Sola como uma das campeãs de execução, além de outra faixa do CD, Micaela, ter sido tema de abertura de novela do mesmo nome, apresentada em horário nobre na TV espanhola. O mesmo CD foi lançado no Brasil em português, com destaque para a versão de Tan Sola, que por aqui ficou conhecida como Sozinha. A música de Kátia ficou nas paradas de sucesso durante 17 semanas na Bilboard Latina.[1]

Conquistou discos de ouro, platina e diamante, além de troféus importantes como Globo de Ouro, Sharp, Disco Mais Vendido, Cantora Revelação, música do ano, cantora revelação, a voz romântica do Brasil e muitos outros.[1][2]

Depois de 1994, Kátia decidiu dedicar-se à causa dos deficientes visuais, através da distribuição do software Dosvox, tendo trabalhado também junto ao projeto Virtual Vision da empresa Micropower. Em 2002 foi premiada pela Fundação Bradesco pelos relevantes serviços prestados aos deficientes visuais no Brasil.[1]

Vida pessoal

Optou por não casar e não ter filhos para dedicar-se integralmente a sua carreira artística. Vive sozinha em seu apartamento na zona sul carioca.

 https://pt.wikipedia.org/wiki/K%C3%A1tia

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VÍDEO ENTREVISTA (REAL) COM VOLTA SECA | O CANGAÇO NA LITERATURA #103.

 Por Volta Seca

https://www.youtube.com/watch?v=iim2BBXYoQg

VÍDEO...Atendendo à solicitação do escritor Robério Santos, publicamos , abaixo, o vídeo completo com o polêmico cangaceiro " VOLTA SECA "....Assista-o e, tire suas conclusões, pois algumas de suas informações prestada, não batem com a verdadeira história do cangaço....No mais, se trata de um excelente depoimento.

Publicado em 30 de nov de 2017

Um raro arquivo nosso canal compartilha com seus membros, um bate papo de 50 minutos com o cangaceiro mais falastrão da história: Volta Seca. Entrevista realizada pelo empresário José Ribeiro Farage "Zé Turquinho" e pelo professor e artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa e levada ao ar pela extinta TV Cidade de Leopoldina-MG.
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https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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RÁDIO DIFUSORA DE MOSSORÓ (AM 1170) – 72 ANOS DE HISTÓRIA NO RADIOJORNALISMO MOSSOROENSE

Por O Jornal O Mossoroense.

A Rádio Difusora de Mossoró completa 72 anos nesta quarta-feira (07). É a primeira rádio oficial da cidade, a primeira do interior e a terceira emissora implantada no Rio Grande do Norte. Em 20 de outubro de 1946, o jornal O Mossoroense, já noticiava as primeiras movimentações para a instalação da rádio, que só viria a se concretizar, quatro anos depois:

Entrou em franca atividade o movimento para aquisição de uma difusora local. A firma Pinto & Sales, cujos atuais conponentes, Srs. Jorge Pinto e Francisco Sales Santos Bezerra, não teem poupado esforços no sentido de dotar Mossoró das maiores e mais justa realizações, está á frente do louvável empreendimento, já tendo enfrentado em negociações com a RCA Victor para comprar de uma aparelagem de 500 wst que capacitará a nossa futura estação de rádio. Podemos assegurar que em dias da proxima semana será fundada a Rádio Difusora de Mossoró S/A, cujo movimento de ações foi iniciado com os melhores auspicios, sendo das cogitações de seus empreendedores a aquisição do predio em que funcionou o Cine-teatro Déa, à rua 6 de Janeiro, de onde partirá até julho do ano vindouro a voz de Mossoró, atravez de suas ondas artezianas.”

No dia 02 de março de 1947 foi fundada a “Sociedade Difusora de Mossoró”, mais uma vez O Mossoroense publicava:

A Difusora Mossoroense será fundada hoje, no Pax.” Eis na íntegra a seguinte notícia: “Realizar-se-á às 9 horas da manhã de hoje, no Cine-PAX, a sessão preparatoria para a fundação da Difusora Mossoroense S/A, entidade constituida por pessoas de evidencia nos circulos comerciais, com a louvavel finalidade de dotar o nosso meio com uma estação de rádio. Na mesma reunião será proclamada uma diretoria provisoria, sendo acertadas as bases para a constituição do capital que integrará a Difusora Mossoroense. Ao que estamos informados, está em via de aquisição por parte dos idealizadores da nossa estação de rádio, um transmissor RCA – BTA-IL para 1.000 watts, constituindo este, tambem, um dos grandes assuntos a serem tratados na reunião da manhã de hoje”.

Eram os primeiros passos para a criação da Rádio Difusora, vinda a cabo pelas mãos dos organizadores Luiz Gonzaga Santos, Francisco Nunes, José Monte, José Genildo de Miranda, Jorge Pinto, Bruno Nogueira Freire, Orlando Cosme, Tiburtino de Queiroz e Garibaldi Noronha.

Em fevereiro de 1950 já se encontrava em Mossoró a aparelhagem da futura emissora que viria a funcionar na frequência de 1370 quilos ciclos, sendo sintonizada através de Amplitude Modulada (AM). O equipamento foi adquirido da Rádio Philips do Brasil e mais uma vez a notícia foi publicada no jornal centenário na edição de 12 de fevereiro de 1950, chamando a atenção do leitor para uma possibilidade da emissora entrar no ar nos primeiros dias de março, mas numa fase experimental, na antiga Rua 6 de Janeiro, no centro de Mossoró.

Cast da Rádio Difusora de Mossoró, década de 50.

O acontecimento marcante, no entanto, só veio a acontecer no dia 07 de setembro, com grande festa e evento solene às 8h, na Avenida Cunha da Mota, no bairro Pereiros. As instalações receberam as bênçãos e prelação de Dom João Batista Portocarrero Costa, segundo Bispo da Diocese de Mossoró. Assim antes adaptados a ouvir a programação de emissoras de Fortaleza, Recife e Natal, os mossoroenses passaram a ter uma emissora própria local.

A solenidade inaugural contou ainda com visitação aos estúdios e dependências de administrações da Rádio Difusora, fazendo o uso da palavra Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa, superintendente da emissora; o professor Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, representando o prefeito da época, Jorge de Albuquerque Pinto e o bispo da Diocese de Mossoró, Dom João Portocarrero Costa, declarando inaugurada a rádio.

Às 20h ocorreu um grande show musical, com o cast artístico da Difusora, dentre os quais: Manoel de Souza Queiroz, Dalva Estela Freire, Josué de Oliveira, Dayse de Melo Pinheiro, Maria Neusa Freire, Maria Aparecida, Maria Stella Nogueira Freire, Maria Laura da Silva, apresentação da Orquestra Jazz Tangará, pertencente à própria rádio e que teve duração até 1952 e Conjunto Regional, organizado por Paulo Gutemberg,  e que teve duração até 1959. Durante todo o dia, a Rádio esteve no ar, com programa de estúdio patrocinado por várias firmas locais.

Momento do discurso do professor Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, no dia da inauguração da Rádio Difusora de Mossoró. Vemos na foto ainda as seguintes autoridades: Titico Brasil, Dr. Vingt Rosado, Renato Costa, Lauro da Escóssia, Sebastião Gurgel, Gutemberg Costa, Pedro Fernandes, Raimundo Juvino, Dr. João Costa, Mota Neto, Padre Luiz Soares de Lima, seu Paiva do cartório, Dr. João Marcelino e Dr. Mário Negócio.

“…z y20, rádio Difusora de Mossoró, que opera na frequência de 1.270 kilociípitos, onda média de 256 metros, ponto quarenta…” (Vinheta de divulgação da Rádio Difusora de Mossoró, em 1950).

Compunha o primeiro quadro de locutores: Francisco Paula Brasil, José Genildo, Genaro Fonseca e Cleide Siqueira (a primeira mulher radialista do rádio mossoroense). Todos os eventos eram realizados no Cine Caiçara e retransmitidos para a Rádio, podendo ser escutados em todos os cantos da cidade, inclusive para quem não tinha como assistir ao vivo as apresentações, pois era necessário comprar ingresso.

A Rádio também realizava grandes promoções e shows com artistas de renome nacional, como: Alcides Gerardi, Elza Laranjeira, Nora Ney, Jorge Goulart, Luiz Gonzaga, Trio Irakitan, Bob Nelson, Renato e seus Blues Caps, Carlos Gonzaga, Ângela Maria, Emilinha Borba, Cauby Peixoto, Conjunto Farroupilhas, Nelson Gonçalves, Coronel Ludugero, Izaurinha Garcia, Núbia Lafayete, entre outros.

Visita da cantora Emilinha Borba trazida pela Rádio Difusora.

Inicialmente, a Difusora funcionava no 1° andar do antigo Cine Caiçara, na rua Alfredo Fernandes e depois foi transferida para a rua Dionísio Filgueira, no centro da cidade, e, posteriormente, passou definitivamente veio a ser instalada na avenida Cunha da Mota, no bairro Pereiros.

De caráter informativo e educativo, o programa “Vesperal das Moças”, apresentado pelo radialista Genildo Miranda, no auditório do Cine Caiçara, tinha sempre casa cheia e foi responsável por revelar um grupo de comunicadores formado por Ivonete de Paula, José Maria Madrid, Ely Mendes, Rita Mangabeira, além de outros,  que após teste, passaram a compor o elenco da radionovela transmitida pela emissora e onde permaneceram por muito tempo. O programa também teve apresentação do locutor Aldir Frazão.

De 1961 a 1964, o programa dominical “Divertimentos I-20”, apresentado por José Maria Madrid no auditório do Cine Caiçara, revelou grandes nomes da música local, como: Aldenora Santiago, Laíre Campiele, José Alves e Totoenzinho e seu Conjunto.

A Difusora também mantinha um quadro de noticiário, sendo o ponto de informação e de entretenimento dos mossoroenses, sendo que muitos, por não ter poder aquisitivo para comprar um aparelho receptor do sinal da rádio, dividiam a audição nas calçadas com os vizinhos mais abastados para “ver e ouvir” a programação.

Plateia concorridíssima do “Vesperal das Moças”, que tinha o comando de Genildo Miranda.

Segundo Ismael Fernandes Siqueira, as notícias eram repassadas ao rádio da seguinte maneira:

A gente comprava o jornal lá em Natal ou em Fortaleza, doutor Paulo Gutemberg trazia, a gente recortava, colava num pedaço de papel e ali desenvolvia na máquina de datilografia. Era o noticiário noturno, porque o jornal saía de manhã, chegava a tarde e Doutor Paulo desenvolvia no ar.”

No dia 02 de outubro de 1972 a Rádio Difusora de Mossoró passou a pertencer ao grupo Alves, integrando ao Sistema Cabugi de Comunicação. A mudança oficial de proprietários, no entanto, ocorreu em 30 de maio de 1986, quando 80% das ações foram vendidas ao saudoso Aluízio Alves, Henrique Eduardo de Lyra Alves, Paulo de Tarso Pereira Fernandes e Ismael Wanderley Gomes Filho em Assembleia Geral presidida por Paulo Gutemberg de Noronha Costa. Os demais acionistas eram: Maria Aurineide de Oliveira Costa, esposa de Renato de Araújo Costa, Milton Nogueira do Monte e Enéas da Silva Negreiro. Nesta época o Conselho Fiscal era integrado por: Francisco de Queiroz Porto, Garibaldi de Noronha Costa e Maria Nelly de Noronha Costa.

Entre os anos de 1985 e 1986 a emissora sofreu, como grande parte da cidade, os efeitos de uma catástrofe natural, com uma grande enchente, tirando-a do ar por 45 dias. Por sorte as águas do rio Mossoró não atingiram seus transmissores.

Cinquentenário

Em 10 de agosto de 2000, O Mossoroense publicava matéria especial noticiando a mudança na grade de programação da Rádio Difusora de Mossoró nos seus 50 anos de atividade:

O ano do cinqüentenário da Difusora foi marcado pela ousadia. A emissora entrou 2000 com uma nova programação. Os noticiários tradicionais foram retirados do ar. O novo modelo de jornalismo tem como prioridade o cidadão. Da programação jornalística de antes, permaneceu apenas o programa “Cidade Aflita”. Até “Notícias da Cidade”, o mais antigo e criterioso informativo do rádio local, foi substituído por flashes dos repórteres.

O ouvinte não perdeu. Pelo contrário, ganhou e muito. Ficaram só dois noticiários. Com mais tempo e qualidade. O “Primeira Hora” foi ampliado para uma hora e o “Última Hora”, também ganhou o mesmo tempo. Os dois noticiários deixaram de ser apenas informativos. Quase todas as notícias são comentadas pelo jornalista Givanildo Silva que idealizou e comanda o jornal Última Hora.”[1]

A programação do cinquentenário foi aberta com uma missa em ação de graça, celebrada pelo Padre Flávio Jerônimo, em frente a emissora, a partir das 20h, além de um passeio ciclístico, com distribuição de prêmios.

Sob nova direção

Em agosto de 2003, a Rádio passou a ter um novo controlador, assumindo a condição de diretor-presidente da emissora o advogado Paulo Linhares, em um período em que a empresa vivia com maior dificuldade financeira.

Ainda assim, em sua gestão, a rádio passou por algumas mudanças, como a melhoria dos estúdios, aquisição de link para trabalhos externos. Em tempos mais recentes o incremento das suas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e Youtube) e do seu portal de notícias (site) tem sido destaque na nova composição da emissora.

Esporte

A imprensa esportiva mossoroense surgiu através da Rádio Difusora, pelos idos de 1953. Neste ano o cronista João Batista Cascudo Rodrigues instituiu a Associação dos Cronistas Esportivos de Mossoró – ACEM, onde foi seu primeiro presidente.

Em 27 de maio de 1957, esta entidade passou por reformas, modificou a sua denominação para Sociedade dos Cronistas Esportivos de Mossoró – SOCEM. Nesta época estava à frente o professor Manoel Leonardo Nogueira, juntamente com José Antônio da Costa, Francisco de Paula Brasil, José Genildo de Miranda, José Maria Martins de Almeida, Antônio Martins Sobrinho e Francisco Jerônimo Lobato, formando assim sua primeira diretoria.

A primeira narração esportiva registrada na história de Mossoró ocorreu em 30 de setembro de 1947, pela Amplificadora do Município, três anos antes da Rádio Difusora ser oficializada.

O jogo era de um time mossoroense contra um time da cidade de Aracati-CE. A partida ocorreu no Estádio da Rua Benjamim Constant, no bairro Doze Anos, onde atualmente foi construído o SESI. O locutor oficial foi o saudoso Genildo Miranda, que mais tarde veio a integrar o quadro de locutores da Rádio Difusora de Mossoró.

Na década de 70, o rádio mossoroense funcionava em torno do futebol. A cidade contava com Potiguar e Baraúnas em grandes momentos e as emissoras eram obrigadas a acompanhar o ritmo dos times, fazendo grandes contratações.

Naqueles tempos áureos, o futebol era uma grande influência do rádio, onde existia uma grande rivalidade entre as emissoras Difusora X Tapuyo. A Rádio Difusora formou uma equipe comandada por Paulo José, já a Rádio Tapuyo tinha Evaristo Nogueira, considerado um dos melhores narradores do nordeste. Dessa forma, o rádio mossoroense tinha um alto nível.

Cidade Aflita

O programa mais antigo da Rádio Difusora de Mossoró e também do rádio potiguar é o “Cidade Aflita”, criado em 1978 até os dias atuais continua levando informação aos ouvintes. Ao longo do tempo teve como apresentadores: Paulo Vagner, Jota Belmont, Edmilson Lucena e José Antônio. 

A Rádio Difusora de Mossoró foi homenageada com a medalha “Mérito Jornalismo”, pela Câmara Municipal de Mossoró, em 25 de setembro de 1998, uma proposta do então vereador Júnior Escóssia.

“… E o rádio começou a mexer com a vida da cidade oferecendo entretenimento e música. A Rádio Difusora teve o noticiário local mais famoso e tinha uma característica das mais bonitas, era: Notícias da Cidade… E quando a Difusora anunciava as notícias da cidade, principalmente em edição extraordinária, podia-se ouvir o eco dos aparelhos ligados, tão grande era a audiência” (Nilo Santos).

[1] Jornal O Mossoroense – 10 de agosto de 2000.

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Com a colaboração de Lindomarcos Faustino.
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SOU CRIANÇA - TEXTO DE IVONE BOECHAT.

 Interpretado por Pedro Tirolli

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Interpretando esse belo texto!

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