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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ANTÔNIO FERREIRA MORTO POR LUIZ PEDRO.

Por Abdias Filho

Antônio Ferreira da Silva, vulgo Esperança, era o irmão mais velho de Virgulino Ferreira, o chefão do cangaço. Por vários anos, tanto antes quanto depois de Lampião assumir a posição mais alta do cangaço, ele ocupou a posição de braço direito e homem de confiança do irmão. Essa relação de alta credibilidade teve início ainda quando faziam parte do bando de Sinhô Pereira, que foi o grande precursor de Lampião. Depois que Pereira abandonou a vida de bandoleiro, passou o comando do bando para Virgulino e Antônio continuou como lugar-tenente, comandando um pequeno grupo em missões especiais designadas pelo irmão.

Além de corajoso, Esperança ficou conhecido como uma das mais apuradas pontarias do cangaço, a ponto de muitos historiadores o considerarem um verdadeiro atirador de elite do cangaço. Embora a designação escape do significado da palavra, no linguajar nordestino, cai como uma luva para o caso de Esperança. Bom de tiro, homem de poucas palavras, decidido e corajoso, marcou sua época e deixou sua marca na era lampiônica do cangaço. Se Lampião tivesse sido morto durante esse período, não restaria dúvida que o sucessor natural seria Antônio Ferreira, com possibilidades de fazer bagaço ainda maior que Lampião no sentido crueldade e sanguinolência.
Antônio era o responsável pela temida “retaguarda de combate”, uma estratégia de retirada que deixava para trás uma cortina de fogo cerrado que garantia a segurança do bando em momentos de recuo, além de acrescentar baixas no front inimigo. Dos quatro irmãos Ferreira que existiram no cangaço, Antônio foi, de longe, o mais cruel.
A morte vem como um sopro

Na primeira quinzena de janeiro de 1927, Antônio Ferreira estava no coito da Fazenda Poço do Ferro, juntamente com Jurema, Juriti Gato Bravo e Luiz Pedro. Ainda se recuperava de um ferimento não provocado por bala. Era um esconderijo garantido pelo coronel Ângelo Gomes de Lima, ou simplesmente Ângelo da Gia, um velho coiteiro de Lampião. Antônio estava jogando baralho com os rapazes do bando, enquanto Luiz Pedro descansava, balançando numa rede. Como havia perdido a partida, Antônio levantou-se impaciente e pediu que Luiz Pedro lhe desse a rede para um cochilo. Pedro intentou levantar-se e ao bater a coronha do fuzil no chão, o dedo escorregou para o gatilho e a arma disparou, atingindo o colega em cheio. A bala penetrou no peito esquerdo causando um grande estrago.

— Matou-me, Luiz – foram as últimas palavras do irmão mais velho de Lampião.

Antônio Ferreira tombou ali mesmo, para desespero de Luiz Pedro. Mesmo sabendo da gravidade do fato, Luiz Pedro enviou um mensageiro que avisasse a Lampião, que se encontrava adiante com mais de setenta cangaceiros, que vinham da grande batalha da Serra Grande, onde o bando havia enfrentado por dias trezentos militares. Foi quase um dia inteiro de espera, mas enfim, o Capitão chegou, acompanhado do temido Sabino Gomes. Já sabia das circunstâncias do ocorrido, mas queria “sentir” o coração de Luiz Pedro.

— O que foi que houve por aqui Luiz? – perguntou Lampião sem demonstrar nenhum sentimento.

— Capitão, matei Antônio sem querer, foi isso.

Sabino sugeriu matar, não somente Luiz Pedro, mas os outros três cangaceiros que estavam presentes. Percebendo a tristeza na voz do comandado, Lampião afastou-se, indo sentar-se debaixo de um pé de umbu do terreiro da casa. Ficou ali por alguns minutos pensando que já tinha perdido outro irmão nesta luta em 1925. O líder então se levantou e deu o veredito; inocente.

— Solte os homens, Sabino! Não vai ter vingança, a partir de hoje, Luiz Pedro assume o lugar de meu irmão.

Depois ordenou que preparassem o corpo para o enterro. Longe dali Lampião sepultou seu irmão, em lugar desconhecido até hoje.

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Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer. Não tenho certeza, mas é possível que este senhor foi morto por este imbecil.

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CANGACEIRO MOITA BRAVA

por : Marcos Borges

Este Moita Brava veio a ser o terceiro cabra a adotar o vulgo. O primeiro pertenceu ao grupo de Antonio Silvino e o segundo, Deolindo da Silva, compunha as hostes de Lampião nos anos 20.
Antonio da Silva ou se preferir Antonio Alves dos Santos, era baiano da Várzea da Ema (conterrâneo do Azulão II). Entrou para o cangaço sob as ordens de Corisco que o batizou com esse apelido. Destacou-se entre seus pares como um cabra de coragem e frieza. Além do subgrupo do "diabo Loiro" transitou entre os bandos de Ângelo Roque e o do próprio Lampião. Era irmão do também cangaceiro José Alves dos Santos, vulgo “Carrasco”.
Moita Brava participou do combate na Serra do Catimbau atual Paranatama, PE em 20 de Julho de 1935. (Não 1932 nem 1935 como mencionado em alguns livros). A Batalha da Serra do Catimbau foi em que Maria Bonita saiu baleada nas nádegas.
Teve como primeira companheira a Cangaceira Lili (Maria Xavier) cabocla do Juá, Raso da Catarina. Lili que já havia sido companheira do cabra Lavandeira, após a morte deste, na Serra da Canabrava, passou a andar com Manoel Moreno (o baiano e não o paraibano). Tempos depois ela conheceu Moita Brava e o acompanhou.
Foram para o grupo de Ângelo Roque, com quem ficaram quase dois anos. Moita Brava foi protagonista de um crime semelhante ao cometido por Zé Baiano. Certo dia encontrou Lili nos braços do cabra "Pó Corante", resultado, matou-a com seis tiros. Pó corante, mesmo debaixo de bala conseguiu fugir e foi aceito no grupo de Corisco.
Como não foi identificado outro cangaceiro como este mesmo vulgo, acreditamos que este "Pó Corante" foi um dos cabras que emboscou o volante Neco de Pautilia, mas levou a pior, sendo abatido por este bravo Nazareno, que ainda está vivo aos cem anos de idade. Leia a matéria
Algum tempo depois juntou-se com a Cangaceira Sebastiana Rodrigues Lima ou simplesmente Sebastiana que era prima de outras duas cangaceiras: Aristéia e Quitéria.
Menos de um ano antes da tragédia em Angico, precisamente em 10 de Outubro de 1937 Sebastiana deu a luz a um filho de Moita Brava. A criança fora entregue ao promotor Manoel Cândido de Água Branca, AL, junto com um carta de recomendação. O menino que nasceu em Águas Belas, Pernambuco foi batizado na matriz de Mata Grande, AL com o nome de Joaquim Manoel Calumbi.
Quando das entregas, que decorreram da anistia prometida aos cangaceiros, recusou-se a acompanhar as volantes que saíram à caça de cangaceiros resistentes.
Manoel Franco da Rocha, esta veio a ser sua ultima identidade, contava com 110 aninhos na fotografia 3 em ocasião do casamento de uma das netas. Moita Brava faleceu com "114" anos, no ano de 1983 na capital Paulista.
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Foto - Moita Brava Publicada no Jornal O Estado de São Paulo em 22 de abril de 1997.
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SOBRINHO DE MARIA BONITA.

 Imagem do pesquisador do cangaço Robério Santos


Meu amigo Robério Santos, faltou apenas dizer de qual irmã ou irmão de Maria Bonita ele é filho. Mas um grande registro você fez.

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