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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

FATOS...

 Por Juazeiro do Norte de antigamente


Fatos que ocorreram no dia 12 de FEVEREIRO, que fizeram a história do Juazeiro do Norte de antigamente.

12 de Fevereiro de 1946 – Morre na cidade de Exu – PE, o Beato José Lourenço Gomes da Silva, mais conhecido como beato José Lourenço.
80 Anos Depois
Em Juazeiro, José Lourenço conquista a confiança do vigário local e é encarregado de liderar uma missão, para onde o Padre Cícero enviaria os flagelados da região. José Lourenço então arrendou terras no sítio Baixa Dantas, no município do Crato, para exploração agrícola comunitária. Lá permaneceria de 1894 até 1926, ano em que o sítio é vendido pelo proprietário, coronel João de Brito, sem qualquer indenização ao beato e seus seguidores.

A comunidade do sítio desenvolveu-se rapidamente, o que despertou a fúria dos fazendeiros. Possivelmente com o intuito de colocar o beato em descrédito, espalhou-se a notícia de que os membros da comunidade veneravam o boi Mansinho, um mestiço de zebu que pertencera ao Padre Cícero. Em 1921, a Igreja Católica, que já estava irritada com os supostos fenômenos sobrenaturais ocorridos em Juazeiro do Norte, pressionou o Padre Cícero para que tomasse uma decisão. Para evitar maiores transtornos, Floro Bartolomeu, um político local, amigo do Padre Cícero, ordenou que sacrificassem o boi e prendessem José Lourenço. O beato foi solto semanas depois, a pedido do padre Cícero.

Depois da confusão, José Lourenço Gomes da Silva decidiu transferir a comunidade para o Caldeirão, um local mais afastado. Entretanto as perseguições continuaram e, em 11 de maio de 1937, com a conivência do clero e de latifundiários locais, a comunidade foi invadida e arrasada por forças policiais, apoiadas por aviões da FAB. Cerca de 700 (a controvérsia: dizem que mais de 1.000), camponeses foram mortos.

Caldeirão era uma comunidade autossustentável que dava abrigo a famílias camponesas que fugiam da exploração imposta pelos latifundiários. O caso do massacre do Caldeirão costuma ser comparado à guerra de Canudos (1896-1897), na Bahia, e à guerra do Contestado (1912-1916), na fronteira e

José Lourenço fugiu para Exu, onde morreu em 1946 de peste bubônica, tendo sido sepultado em Juazeiro do Norte.

Em 2008, a ONG cearense SOS Direitos Humanos ajuizou uma Ação Civil Pública na Justiça Federal do Ceará requerendo que a União Federal e o Estado do Ceará informem a localização da cova comum onde o Exército e a Polícia Militar do Ceará enterraram as vítimas do Sítio Caldeirão, massacradas em 1937.

A ação foi extinta, sem julgamento de mérito, pelo juiz da 16.ª Vara Federal de Juazeiro do Norte, a pedido do Ministério Público Federal que em seu parecer declarou:

a) o massacre ocorreu há mais de 70 anos e estava prescrito

A SOS Direitos Humanos, inconformada com a decisão do juiz, apelou ao TRF da 5.ª região, em Recife, aduzindo que:

a) o crime de desaparecimento de pessoas é imprescritível,

b) os restos mortais estão em local árido, a Chapada do Araripe, e portanto podem ser encontrados, a exemplo da família do Czar Romanov, que foi morta em 1918 e encontrada nos anos de 1991 e 2007.

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LIVRO...

 Por Robério Santos

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MIGUEL INÁCIO DOS SANTOS

Por Histórias do Brasil

Miguel Inácio dos Santos, mais conhecido como Casca Grossa, nasceu em Tacaratu, Pernambuco, e integrou o bando de Lampião ainda no primeiro período da chamada era lampiônica. Antes de ingressar no cangaço, trabalhou na fazenda Poço do Ferro, propriedade do coronel Ângelo da Gia, figura apontada como coiteiro do famoso chefe cangaceiro. Seu apelido não veio por acaso: apesar da aparência juvenil, Miguel ganhou fama pela resistência física e pela postura considerada “braba” nos combates, demonstrando coragem acima do que sua pouca idade aparentava.

Casca Grossa participou de ações importantes do bando, incluindo a célebre tentativa de invasão a Mossoró, em 1927 — episódio que entrou para a história como um dos maiores reveses sofridos pelo grupo de Lampião, mas também como um dos acontecimentos mais marcantes do cangaço. Dois meses após o fracasso em Mossoró, ele foi preso em sua cidade natal, Tacaratu. A partir daí, começou uma peregrinação judicial: foi recambiado por cidades onde respondia acusações, como Sousa e Martins. Nesta última, prestou longo depoimento às autoridades locais, detalhando sua participação no bando.
O processo seguiu na cidade de Salgueiro, em Pernambuco, onde foi julgado ao lado de outros cangaceiros e condenado. Em 1928, já cumpria pena na Casa de Detenção do Recife, onde acabou se tornando figura de curiosidade pública. Sua imagem foi registrada ao lado de outros bandoleiros e publicada na revista O Malho, revelando um rapaz de traços jovens, quase adolescentes.
Um dos pontos mais curiosos de sua prisão foi a questão da idade. Ao ser capturado, Casca Grossa afirmou acreditar ter apenas 16 anos. As autoridades duvidaram da declaração, argumentando que ele já possuía experiência de combate incompatível com alguém tão novo. Para resolver a controvérsia, foi submetido a exame físico, com análise de dentes e ossos, a fim de estimar sua idade biológica. O laudo concluiu que ele teria entre 19 e 21 anos — resultado visto por muitos como conveniente, pois permitia que fosse julgado como adulto.
Diferentemente do que sustenta uma lenda popular na região de Martins, no Rio Grande do Norte — segundo a qual ele teria sido executado ali mesmo e teria seus restos mortais encontrados na localidade —, os registros indicam que Casca Grossa permaneceu preso no Recife. Na detenção, conviveu com outros cangaceiros capturados vivos, como Baraúna e Beija-Flor, tornando-se parte de um grupo que despertava grande interesse da imprensa e da população.
A trajetória de Casca Grossa mostra como o cangaço também foi composto por figuras muito jovens, muitas vezes envolvidas em um contexto maior do que podiam compreender. Entre mito e documentação, sua história permanece como mais um capítulo complexo desse período turbulento do Nordeste brasileiro.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

DUAS FIGURAS IMPORTANTES NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA.

 Por Luiz Gonzaga-Rei do Baião.

Luiz Gonzaga ao lado de Norival Guimarães, ainda vestido com terno e sapato de verniz. 1946
Norival fez parte de importantes conjuntos regionais da época. Ele integrou o Regional de Dante Santoro, um grupo de renome que contava com outros músicos como Carlos Lentini, Valdemar e Rubens Bergman.
Através desse grupo, ele foi contratado pela Rádio Nacional em 1940, onde trabalhou por muitos anos. A Rádio Nacional era, na época, a principal vitrine para músicos e cantores no Brasil.

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LUIZ GONZAGA NA ESCOLA DE SAMBA '"O GALO DE OURO".

Por Luiz Gonzaga Rei...

 Em 1982, o "Rei do Baião" foi a grande estrela da Unidos de Lucas, escola de samba da Zona Norte do Rio de Janeiro conhecida como "O Galo de Ouro".

A escola levou para a Marquês de Sapucaí o enredo "Lua Viajante", uma homenagem direta à vida e obra de Luiz Gonzaga. O título fazia referência a uma de suas canções e celebrava sua trajetória desde Exu (PE) até o estrelato nacional.
Diferente do que costumamos ver hoje — onde as comissões de frente realizam coreografias complexas e teatrais — na época, era comum que a comissão fosse composta por figuras de respeito ou baluartes da escola.
• A Quebra de Protocolo: Luiz Gonzaga não veio escondido em um carro alegórico; ele veio no chão, abrindo o desfile.
• O Visual: Ele estava vestido com sua icônica indumentária de couro (gibão e chapéu de cangaceiro), mas estilizada para o Carnaval, simbolizando a dignidade do povo nordestino em pleno asfalto carioca.
Gonzaga faleceu em 1989, então essa homenagem de 1982 foi um dos grandes tributos que ele pôde desfrutar ainda em plena atividade.
Foto restaurada pela página Luiz Gonzaga Rei
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CANGACEIRO ALECRIM.

 Por Tesouros Reais.

José Rosa, mais conhecido pela alcunha de Alecrim, foi um dos cangaceiros que integraram o bando de Lampião, figura central do cangaço e apelidado de “Rei do Cangaço”. Embora não tenha ocupado posição de comando como outros chefes de subgrupo, Alecrim fazia parte do núcleo de confiança do líder nos anos 1930, atuando como um soldado leal em meio à intensa rotina de deslocamentos, confrontos e perseguições que marcavam a vida no sertão nordestino.

As informações sobre sua vida antes do ingresso no cangaço são escassas, algo comum entre muitos integrantes do bando. Sabe-se que era natural da região da Serra da Guia, no município de Poço Redondo, em Sergipe. O apelido “Alecrim” seguia a tradição do cangaço de adotar nomes inspirados em plantas, animais ou características marcantes. De acordo com o livro Cangaceiros de Lampião de A a Z, de Bismarck Martins, os cangaceiros conhecidos como “Alecrim 2” e “Moeda” eram os irmãos José Rosa e João Rosa, ambos naturais da mesma região.

Durante sua permanência no grupo, Alecrim participou das incursões típicas do bando de Lampião, enfrentando as chamadas volantes, forças policiais móveis organizadas para combater o cangaço. A vida era marcada por constantes fugas, emboscadas, negociações com coiteiros e pela sobrevivência na caatinga, ambiente que moldou tanto a estratégia quanto a resistência física dos cangaceiros.

O episódio mais documentado de sua trajetória ocorreu em 28 de julho de 1938, quando o bando estava acampado na Grota do Angico, também em Poço Redondo. Naquela madrugada, o grupo foi surpreendido por uma volante comandada pelo tenente João Bezerra. O ataque foi rápido e decisivo. Alecrim foi um dos 11 cangaceiros mortos no confronto inicial, antes que houvesse possibilidade de reação organizada. Assim como Maria Bonita e o próprio Lampião, teve a cabeça decepada após a morte.

As cabeças dos cangaceiros foram expostas publicamente em cidades como Piranhas e Santana do Ipanema, como forma de demonstrar o fim do grupo, e posteriormente encaminhadas ao Museu Nina Rodrigues, em Salvador, onde permaneceram por décadas antes de receberem sepultamento definitivo. A morte de Alecrim está diretamente associada ao episódio que simboliza o declínio definitivo do cangaço no Brasil. Seu nome permanece ligado à queda do bando de Lampião e ao encerramento de um dos períodos mais emblemáticos da história do sertão nordestino.

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CHEGOU O EX-REI DO SERTÃO.

 Por Robério Santos


Foto inédita de Antônio Silvino.

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VIRGÍNIO FORTUNATO, O MODERNO: A MORTE DO GIGANTE DO CANGAÇO.

Por Tesouros Reais.

Virgínio Fortunato da Silva, conhecido no cangaço pelo apelido de “Moderno” ou “Gigante Branco”, foi um dos integrantes do bando de Lampião e cunhado do líder cangaceiro. Casado com Angélica Ferreira, irmã de Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, Virgínio ingressou no cangaço em 1927, após abandonar a vida de viajante em razão das constantes perseguições policiais.

Homem de estatura impressionante — beirando os dois metros de altura — Virgínio destacou-se rapidamente no bando, tanto pela força física quanto pela lealdade ao cunhado. Em 1936, entrou no estado de Pernambuco com a missão de dar cobertura aos deslocamentos de Lampião. Atuava de forma estratégica, seguindo algumas léguas atrás do grupo principal e margeando a região em coordenação com outro importante chefe cangaceiro: Corisco.

Durante essa movimentação, Virgínio passou a ser seguido à distância por uma volante comandada pelo cabo Pedro Alves, composta por cinco soldados. No início da noite, por volta das 19 horas, o grupo de cangaceiros fez uma parada a cerca de 300 metros da Fazenda Rejeitado. Ao subir em uma ruma de pedras com aproximadamente um metro e meio de altura para observar a área, Virgínio acabou se expondo.

Os adornos metálicos de seu chapéu de couro refletiram a pouca luz do ambiente, tornando-o um alvo fácil. A volante abriu fogo, atingindo Virgínio no peito e na região das virilhas. Com o impacto dos disparos, o cangaceiro caiu sobre as pedras. O tiroteio provocou pânico no grupo, que reagiu atirando de forma desordenada antes de se dispersar em debandada.

No dia seguinte, o tenente Manoel Neto e seus homens localizaram o corpo de Virgínio. Segundo relatos, o cadáver foi brutalmente mutilado com coronhadas de fuzil, e o maxilar quase foi arrancado para a retirada dos dentes de ouro que o cangaceiro usava.

Ao tomar conhecimento da morte, Corisco encontrou Lampião e comunicou o ocorrido dizendo:

— Compadre, mataram Moderno!

Abalado, Lampião perguntou onde e por quem o cunhado havia sido morto, recebendo como resposta que não se sabia ao certo. Determinado a dar um sepultamento digno ao familiar, Lampião ordenou que Corisco distraísse a polícia. Enquanto isso, ele e outros cangaceiros seguiram até o local onde estava o corpo.

Apesar do avançado estado de decomposição, conseguiram identificar os restos mortais de Virgínio. Uma cova foi aberta ali mesmo, e o que restava do corpo do “Gigante Branco” foi enterrado. Após o sepultamento, Lampião pediu que todos se afastassem, retirou o chapéu de couro e rezou em silêncio ao lado da sepultura do cunhado e companheiro de luta.

Antes de partir, Lampião ainda fez um último gesto simbólico: com uma faca, entalhou uma cruz no tronco de uma craibeira, marcando o local onde repousava Virgínio Fortunato, o “Moderno”, uma das figuras mais emblemáticas do cangaço nordestino.

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FOTO RARÍSSIMA.

Por Helton Araújo

Nela, podemos ver João Ferreira, deitado à esquerda em um barco, navegando pelo rio São Francisco em direção à Grota do Angico, local onde seu irmão foi morto anos antes.
À extrema direita, também deitado, está seu primo Manuel, acompanhando-o nessa viagem marcada por memória e simbolismo.
🗞️ Fonte: Revista O Cruzeiro
📅 Data: 26/09/1953
Você já tinha visto essa foto?
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