Está claro feito água de que o famoso ataque à Mossoró em 13 de junho de 1927 foi idéia do aventureiro bandido Massilon Benevides Leite. Destarte que Décio Holanda do Pereiro apenas criou as condições objetivas para o evento a partir do momento em que arquitetou o plano da pilhagem de Apody que, como já se sabe, seria somente um álibi para o assassinato do prefeito cel. Chico Pinto, seu inimigo político naquela região. Fazendo ele assim, via Massilon a ponte entre o coronel Isaías Arruda e o seu primo e sócio nas empreitadas criminosas José Cardoso da fazenda Ipueiras de Aurora no Cariri cearense. Tal conversação se dera ainda no inicio do mês de abril de 1927. Décio, inclusive, estava decidido a seguir com o grupo de celerados para o Apody quando na última hora fora convecido por Massilon a ficar. Segundo ele, para não levantar suspeitas e não ser reconhecido entre os criminosos. Portanto, o mesmo não tinha nenhum interesse no produto do assalto, mas apenas em dar cabo de Francisco Pinto. De modo que fizera esta recomendação explícita à Massilon que comandaria o referido grupo de jaguncos.
De Pereiro Massilon seguiu para Aurora onde negociaria com Ze Cardoso e Isaías as condições para à empreitada. Onde aliás receberia, além de armas e munições, outros cabras que reforçariam o bando de ladrões. Dentre eles, Rouxinol e Asa Branca que eram empregados de Cardoso. Muitos outros bandidos do bando particular do coronel Arruda que era comandad José Gonçalves homem de confiança do poderoso coronel tb se juntaram ao grupo.
E como ainda não era dado ao mundo do crime o lavrense Rouxinol quis recusar o convite feito por seu patrão da Ipueiras. Ao que foi aconselhado por Cardoso a escolher. Ou seja: participar ou morrer. Optara então, obviamente pela primeira alternativa. Seguiu com o grupo. Novamente Massilon Leite foi se ter com Holanda onde permaneceram na fazenda Bálsamo de propriedade daquele, um dia e uma noite no municipio de Pereiro. Tramaram ali os últimos detalhes sobre o plano de ataque. Recebeu mais dinheiro e alguns gêneros alimentícios: Cereais, queijo, sal, farinha, café, beiju, carne seca e rapadura. Ali se juntara também ao bando o jagunço particular de Décio, um tal de Lúcio Brilhante que, mesmo diante dos protestos chorosos da esposa decidiu partir junto com o bando. Embora confiável e trabalhador era maldoso e bebarão.
Adentraram a cidadela potiguar atirando às 4h da manhã. A população ficou em pânico. Prenderam o prefeito o cel. Chico Pinto em sua própria residência. Curiosamente Massilon em alto e bom som deu ordens expressas para que ninguém agredisse o coronel, nem mesmo com palavras. Apenas se dirigiu de chofre para o prédio do maior comércio da cidade e pediu para à cambada pegar o que pudesse e desejasse carregar. O saque foi total. Em seguida puseram fogo no que sobrou da pilhagem. A vila ficou em polvorosa. A cabroeira festejava com comida e álcool. Imagina-se que o proprietário da loja devia ser um dos seus antigos desafetos já que com estes, Massilon se mostrou impiedoso em todos os lugares que passava, desde a PB ao rio grande. E assim, logo após liberar o prefeito solicitou-lhe apenas, de forma pública, animais de montaria para que o grupo pudesse retornar ao Ceará. O que de pronto foi atendido. Mas de 16 cavalos arriados e burros de cargas. Embriagado o bandoleiro Lúcio Brilhante do Pereiro, matou covardemente a tiros sem nenhum motivo um inocente no meio da rua.
A grande pergunta que não quer calar: Por que Massilon resolveu poupar a vida do prefeito já que o objetivo central do ataque organizado por Décio Holanda seria o assassinato de Chico Brito? Será que o coronel pagara a Massilon para que não desse cabo da sua vida? Numa quantia tão vantajosa ao ponto bandido decidir se indispor com seu protetor não cumprindo com o combinado? Talvez por isso tenha decidido seguir direto para à Ipueiras. Massilon junto com seu bando havia invadido e saquesdo ainda durante o percurso os povoados de Itaú e Gavião. Suas ambições eram sem limites. Ainda que meio falastrão, era também esperto, louco por dinheiro.
Conforme depoimentos do próprio Rouxinol ao chegar em Aurora, todo o produto do roubo de Apody foi entregue à Zé Cardoso. Disse ainda, que dias depois todos os animais vindo de Apody foram repassados ali mesmo ao major Moisés Leite de Figueiredo, cunhado de Isaías e ex-delegado de policia de Jaguaruana. Eis ai mais um fato curioso. Afirmou ainda Rouxinol ter presenciado um dia na casa de Cardoso seu patrão, a chegada de José Gonçalves com dois grandes sacos de balas. Não soubera dizer se Gonçalves viera à cavalo ou de trem de Missão Velha onde morava.
Cumpre dizer ainda, que o assalto à Apody e o assassinato do popular; como igualmente, as mortes dos dois militares um ano antes na cidade de Arruda foram alguns dos motivos para às prisões de Manoel Salgueiro e Pedro de Rita em Juazeiro. Além de outros capangas que atuaram como jaguncos do coronel Isaías, então prefeito de Missão Velha.
Nomes de alguns dos jagunços e cangaceiros que integraram o grupo de Massilon no ataque a Apody no RN.: Rouxinol, João Joaquim, Matias, Asa Branca, Antonio Santino, Vicente Belizario, Júlio Porto*, Gregorio José, Pedro de Rita João Deodato, Manoel Ferrugem, Bronzeado, José Formigão, Manoel Salgueiro*, Agripino, Baliza, José Pedro, Lúcio Brilhante, entre outros.
■ prof. Jose Cícero.,
fotos: net
1- Massilon e o cel. Isaias Arruda.
2- Cel. Chico Pinto de Apody.
3- Bando de jagunços do cel.Isaías.
4- Cangaceiro Massilon Leite.
Informes: antigo jornal O Ceará.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta!
Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo.
Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video "O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
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