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sábado, 22 de junho de 2019

'NÃO CANTO MAIS NEM NO CHUVEIRO', AFIRMA LINDOMAR CASTILHO

Cantor diz que perdeu o prazer pela música e hoje prefere o silêncio. Aos 72 anos, ele gosta de ler a Bíblia e cultiva uma vida pacata em Goiás.
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Por Lívia Machado Do G1, em São Paulo Publicado em 03 de 07 de 2012

Com a voz falha e imbuída de receios, Lindomar Castilho reluta em conceder uma entrevista por telefone. “Eu não sou mais nada, cansei de ser cantor. Para que falar sobre minha vida agora?” Aos poucos, porém, ele concorda em contar um pouco sobre a sua influência na música popular brasileira. Após inúmeros problemas de saúde - um deles responsável por comprometer parte de suas cordas vocais - ele afirma levar uma vida pacata, "quietinha", no interior de Goiás.

(Ao longo desta semana, o G1 publica uma série de entrevistas com sete ícones da música brega. Famosos há cinco décadas, eles permanecem lançando CDs e hoje são reverenciados pela nova geração de cantoras da MPB)

Hoje, o comportamento de Lindomar pouco se assemelha ao artista sedutor e mulherengo que proferia os lamentos em "Vou rifar meu coração" e cantava músicas divertidas como em "Doida demais", hit reciclado na abertura do programa semanal "Os normais", exibido pela Globo de 2001 a 2003.

Diferente de seus companheiros de vertente, aposentou o microfone, perdeu o prazer de cantar e agora tem a Bíblia como companhia. Afirma que ganha "algum dinheiro" com direitos autorais e venda de discos, mas perdeu o interesse e o espaço no meio musical.

“Tenho aqui em casa muitos DVDs, CDs, mas escuto pouco. Perdi o tesão, não canto mais nem no chuveiro.” Lindomar mora sozinho, mas se diz acompanhado por dois porta-retratos de suas filhas, que vivem em São Paulo.

Aos 72 anos, o cantor fez do anonimato uma espécie de escudo. Embora avesso às entrevistas, ele gosta de comentar sobre seus feitos na musica popular. Teme, entretanto, que o assunto inevitavelmente esbarre no crime que cometeu em 1981, quando assassinou sua ex-mulher, a também cantora Eliane de Grammont, em um bar na zona sul de São Paulo. “É um massacre isso. É lógico que eu me arrependo todos os dias. A gente comete coisas em momentos que está fora de si.”

Na época, cumpriu dois anos de pena na capital paulista e depois foi transferido para um presídio em Goiás. Além de compor um CD de inéditas atrás das grades – "Muralhas da solidão", lançado em 1985 e um dos poucos em que assina a maioria das canções –, ele passou os sete anos preso dando aulas de música e violão aos detentos.

“Eu ainda fazia muito sucesso naquela época, e o interesse nas aulas era grande. Comecei com a escolinha em São Paulo, mas o diretor do presídio de Goiânia gostou da ideia. Tinha três turmas e dava aulas de segunda à sexta-feira. Era um alívio, foi muito positivo.”

Nascidos em bordéis

Um dos precursores da música brega, Lindomar credita o adjetivo pejorativo ao nome de uma rua na cidade de Salvador, famosa por abrigar casas de prostituição. “Esse nome começou comigo. Eu frequentava a Rua Nóbrega, que nem sei mais se existe, lá em Salvador. Eu e os demais cantores de músicas românticas tocamos em algumas dessas casas, mas gostávamos de ir lá para ver as garotas de programa. Ficamos conhecidos como os rapazes da Nóbrega, que viviam na Nóbrega, que foi abreviado para brega tempos depois.”

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O cantor parece pouco preocupado com o rebaixamento qualitativo que seu estilo musical sofreu ao longo dos anos. “Nada mais é do que música romântica, e não vejo problema em ter vivido disso.” Justifica suas escolhas profissionais com o nome de uma das canções que gravou nos anos 80. "Eu canto o que o povo quer ouvir."

Cheio de si, ele compara o alcance de suas músicas com a baixa penetração da bossa nova, vertente de “bacanas cariocas", como gosta de classificar. “Enquanto eu cantava para milhares de pessoas, eles faziam reuniões para 100. Fui um dos maiores vendedores de disco do Brasil, fui um homem bem sucedido.”

Além do potencial comercial, um ponto comum dos ícones da música brega - ou apenas romântica - como eles preferem ser classificados, foi o frisson que provocaram no público feminino. Ao narrar histórias sofridas de amor, eles arrebatavam corações e eram constantemente agarrados pelas fãs.

“A gente cantava pra uma multidão, era muita mulher, uma loucura. Tinha que chegar junto mesmo, elas queriam, se jogavam. A gente só retribuía.” Hoje, porém, escreve canções apenas para si e resguarda o direito do anonimato. Acredita que seu tempo como artista passou: "Eu já cansei, comecei em 1962. Já chega”.

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INACINHO FILHO DE MORENO E DURVALINA

Por Geraldo Junior


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FRUTAS, DELÍCIAS E GULODICES

*Rangel Alves da Costa

A jaca me fascina. O araçá muito mais. A jaca ainda encontro, mas o araçá só por milagre dos céus. Mas quando é época de jaca, então logo cedo saio à caçada na feira interiorana. Muitas vezes, deixo o almoço e a janta de lado para me fartar somente de jaca.
Mesmo com as mãos lambuzadas e cheias de visgo, ainda assim meto a mão com avidez e vontade de demais, como se fosse um faminto perante o melhor prato do mundo. Uma visão que encanta os olhos e enche a boca de prazer. É o amor pela fruta da terra.
Ainda com o sumo escorrendo pelos cantos da boca e descendo e sujando a camisa, mesmo assim mordo com mais avidez, chupo com mais voracidade, sugo como se não pudesse deixar nem caroço nem casca. É o amor pela fruta da terra.
Mesmo que os outros olhem com olhar assustado e digam de minha gulodice. Mesmo que os outros estranhem meu apetite voraz e minha sanha em querer mais. Pego mais, quero mais, mordo mais, nunca sinto que já me basta. É o amor pela fruta da terra.


Fruta grande ou pequena. Fruta graúda ou pequenininha. Fruta de casca lisa ou de casca mais grossa. Fruta de casca rugosa ou de seda. Fruta amarela ou avermelhada. Fruta esverdeada ou de qualquer cor. Mais doce ou de leve acidez, nada importa se é fruta da terra.
Encanto-me e desencanto-me em gulodice toda vez que acordo e logo sigo para a feira interiorana. E bem pertinho de casa quando estou aqui – como agora – no meu berço de nascimento. Enquanto eu caminho, meus olhos passeiam e minha boca logo se enche d’água perante as frutas da terra.
Bananas, laranjas, goiabas, melancias, pinhas, jacas, mangas, mamões, jabuticabas, melões de mato, graviolas e muito mais. Aquele perfume que vai subindo, aquele cheiro saboroso que vai se espalhando, aquela vontade louca de sair experimentando uma a uma.
Cestos, balaios, caixas, sacos, tudo cheio de frutas. As bancas tomadas de cores vivas e sabores apetitosos. Corredores inteiros com aquelas frutas arrumadinhas e talvez dizendo me pegue, me experimente, me leve, me chupe. E levo mesmo.
Em instantes assim, logo recordo o grande Jorge Amado e suas descrições das frutas chegando aos portos baianos. Como diz, frutas gordas, olorosas, todas chegadas em profusão dos litorais. É como se as embarcações de repente surgissem como pomares deliciosos sobre as águas.
Mas tenho um esclarecimento a fazer. A fruta de minha predileção quase não existe mais: o araçá. Lembro-me bem que noutros tempos, principalmente nos idos de minha infância, a vendedora de araçás despontava pela rua com a lata na cabeça e gritando seu nome: olhe o araçá, quem vai querer araçá!
Então eu pedia de cuia. Uma cuia, duas cuias. E depois despejava uma porção na mão aberta e começava a me fartar. Como o araçá é uma fruta miudinha, só mesmo muita para produzir satisfação. E quanto mais comia mais eu queria outra porção daquele verdadeiro favo de mel na minha boca.


Mas meu araçá, como dito, quase não existe mais. Tornou-se uma raridade pelos sertões. Outro dia, alguém me trouxe uma pequena porção. Saudoso, dei-me ao prazer apenas com um tiquinho. O restante eu deixei guardado na geladeira para não morrer de saudade.
Mas hoje me lambuzei na jaca. Tanto faz a jaca ser dura ou mole, eu gosto de todo jeito. Tanto faz que as mãos fiquem apenas sujas ou cheias de visgo, tanto faz. Quando a jaca é graúda e os bagos grandes, então até se esquece até da sujeira que faz. O que se quer é comer mais.
A jaca é fruta da estação. Some e depois aparece. E o gosto parece redobrado. Contudo, mesmo sendo também de estação, o araçá simplesmente sumiu das matas. E não há como esperar encontrar um araçaizeiro tomado de pequenos pingos de mel se já não há mais sequer a vegetação apropriada para brotar e florescer.

Escritor
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PARTE DO INTERROGATÓRIO DO CANGACEIRO ÂNGELO ROQUE "LABAREDA" NA OCASIÃO DE SUA ENTREGA.

Acervo: Rubens Antônio (Cangaço na Bahia).

COMUNICADO


Por Francisco de Paula Melo Aguiar

Senhores e Senhoras: Temos a satisfação de levarmos ao vosso conhecimento a classificação: nacional, estadual e municipal do COFRAG no ENEM/BRASIL - Acesse e confira in.: 


Grato pela atenção.
A Diretoria do COFRAG

Enviado pelo autor:

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RETIFICANDO...

Geraldo Antônio De Souza Júnior

A imagem estampada nessa matéria é realmente do cangaceiro Virginio Fortunato "Moderno" viúvo de Angélica Ferreira irmã de Lampião e o primeiro companheiro da cangaceira Durvalina Gomes de Sá "Durvinha", porém trata-se de um FOTOGRAMA que foi extraído das filmagens que foram realizadas por Benjamin Abrahão Calil Botto, entre os anos de 1936 e 1937, nos sertões de Alagoas e não uma fotografia, conforme afirmei anteriormente. Devido a imagem encontrar-se espelhada e baseado em informações, embora relutante, acreditei se tratar de uma fotografia. Mas como meu único compromisso é com a verdade histórica, faço essa retificação para que não haja mais enganos e para que não se propague uma falsa informação, sem esquecer de agradecer aos amigos que identificaram o equívoco e dizer que quantas vezes se fizer necessário farei as devidas correções em minhas matérias. Peço desculpas. 

Vamos em frente.

Recentemente um grupo de pesquisadores/estudiosos do cangaço, encabeçado pelo pesquisador Thiago de Góes, localizou um documento no cartório da cidade de Florânia no estado do Rio Grande do Norte, que coloca em dúvidas o verdadeiro nome do cangaceiro e sua naturalidade, que acreditava-se até então ser da cidade de Alexandria no citado estado.

No registro constante no documento consta o nome de um cidadão chamado VIRGÍNIO FORTUNATO DA SILVA NETO, nascido na antiga Vila de Flores, atual cidade de Florânia/RN, no dia 16 de janeiro de 1902 , filho de José Venâncio da Silva e Julia Amélia de Vasconcellos, neto de Virgínio Fortunato da Silva.

Embora necessite de maiores elementos comprobatórios o documento localizado levanta a hipótese de que VIRGÍNIO FORTUNATO DA SILVA NETO, seja o cunhado do temível rei do cangaço. Lampião.

Continuaremos em busca de maiores detalhes a respeito desse caso e por enquanto nos resta apenas apreciar a imagem apresentada.



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DESCENDÊNCIA CANGACEIRA.



Para mim é sempre um enorme prazer conhecer e fazer novas amizades e nesse caso essa satisfação é duplicada por se tratar de uma descendente de um personagem direto da história cangaceira, história que eu tanto venho perseguindo através dos anos.

Quero dar as boas vindas e ao mesmo tempo apresentar a todos vocês a amiga Martinha Maria da Costa, filha do ex-cangaceiro Ângelo Roque da Costa o "Labareda", que no passado chefiou um dos Subgrupos do bando de Lampião e foi um dos últimos cangaceiros a baixar as armas.

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Seu pai, Ângelo Roque "Labareda", foi um dos mais importantes personagens da história cangaceira na chamada segunda fase do cangaço lampiônico, ou seja, após a entrada de Lampião na Bahia no ano de 1928, mas esse é um assunto para uma futura matéria.

Finalizo agradecendo a amiga Martinha M. da Costa pela aceitação do meu convite de amizade e espero que de agora em diante, juntamente com demais familiares, venha fazer parte e participar ativamente de todos os eventos e de todas as manifestações que tem como pano de fundo o estudo do cangaceirismo.

Meu agradecimento.

Geraldo Antônio De Souza Júnior



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DANDARA E EU.

Por José Mendes Pereira

Vi Dandara (era assim que eu a chamava) pela primeira vez deitada sobre uma pedra de granito na área de sol do meu quarto. Pelo seu tamanho acho que Dandara ainda estava na sua plena infância, vivendo no meio de muitas que com ela viviam. Eu não conhecia ninguém da sua família, mas certo dia, vi a Dandara acompanhada da sua mãe que a protegia dos perigos do mundo. Ali, cada passo que Dandara dava a sua mãe também dava, como quem se estivesse ensinando por onde ela deveria seguir a sua trajetória da juventude, que logo, logo não demoraria chegar.
O dia todo Dandara ficava sobre a pedra de granito da área de sol do meu quarto, e cada vez que eu chegava no quarto eu notava que ela ficava me observando dos pés à cabeça, porque sabia que a qualquer momento eu iria tomar banho.
Eu nunca fiz nada para que Dandara fosse embora dali, e com a continuação do tempo eu me pus a conversar com ela. Mas a Dandara nunca abriu nem se quer a sua boca para me responder. Também pudera! Dandara não falava, não ria e nem sorria, apenas comia, bebia e se divertia como qualquer criança saudável a todo instante.
Quando eu pegava a toalha e sabonete para tomar banho Dandara às carreiras, saía de cima da pedra de granito, e era a primeira a entrar no banheiro, e ficava aguardando que eu ligasse o chuveiro. E assim que a água deslisava sobre o chão do banheiro Dandara caía no banho, correndo de um lado para o outro, feliz na vida, nadando naquela água que corria para o ralo do piso, e com isso, molhava todo o seu corpo.
A felicidade de quem está na infância tudo é igual. Ninguém tem comportamento diferente. Toda criança sente feliz quando brinca com qualquer coisa, até mesmo um banho de água fria faz rir e sorrir exageradamente. Dandara não ria e nem sorria, mas era igualzinha a todas as crianças do mundo, se sentia feliz no meio daquele banho de água fria.
Mas como nem tudo é mar de rosas certo dia ao entrar no quarto não encontrei Dandara. Pus-me a invocá-la, mas Dandara não deu nem sinal de vida. Procurei-a por todos os lugares do quarto, até mesmo por debaixo da cama, mas Dandara não estava lá. Parecia que ela tinha ido passear ou se divertir com as suas coleguinhas.
Fiquei ali interrogando a mim mesmo: Será que Dandara foi levada pela sua mãe, que a poucos dias eu a vi seguindo-a como se estivesse a protegendo? Mas não. A mãe de Dandara já tinha sido morta por um perverso assassino. Vi o seu corpo em plena rua, e não fiquei com dúvida nenhuma, aquele corpo era da mãe da Dandara. E continuei procurando por Dandara, e bem melhor que eu não tivesse a procurado, porque a dor foi grande quando a vi morta com as suas vísceras de fora e com os olhos fora da sua cabeça.
Para mim, foi uma dor que senti irreparável. Dandara era simplesmente uma lagartixinha ainda muito jovem, e um pé maldito pisou sobre ela, tirando-lhe a vida para sempre.
Oh, que saudade da minha amiguinha Dandara! Ela se foi para sempre. Adeus, Dandara!

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SCANS CANGAÇO PARA OS HÚNGAROS

Por: Ângelo Osmiro e Major István
Ângelo Osmiro em Foto de Manoel Severo

A revista Természet Világa é uma publicação mensal editada na Hungria há 145 anos (conforme capa). É uma revista científica de uma Universidade deste país, que durante esses 145 anos a revista não deixou de ser editada um só mês, nem mesmo durante as duas grandes guerras mundiais

O texto publicado em parceria com o confrade Major István é um resumo da trajetória de Lampião do nascimento até a morte, fazendo uma analogia (muito superficial) com a violência atual.
Major István arquivo pessoal

Major István é Hungaro, professor visitante da UECE (Universidade Estadual do Ceará). O conheci quando ele compareceu a uma das reuniões mensais do Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará - GECC. Depois tivemos um contato maior quando de uma viagem a Lavras da Mangabeira (Cariri Cangaço) aí surgiu o convite para escrevermos em parceria essa matéria. Estivemos reunidos no apartamento  dele e nas reuniões do GECC seguintes e elaboramos o texto em parceria. Eis ai o resultado. Por enquanto vou ficar devendo a tradução.
capa





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sexta-feira, 21 de junho de 2019

ILUSÃO

Francisco de Paula Melo Aguiar

É ilusão acreditar em feitiço.
Mandinga, cartomante ou simpatia.
Relação tóxica não traz beneficio.
Só produz discussão e agonia.

Ah! Não é sapiência, é prudência.
Que todo santo e/ou profano detém.
Não é questão de clarividência.
Se o amor próprio em si não tem.

O santo e/ou profano vive do que faz.
O certo e/ou errado é conseqüente.
É aí que à sorte e o destino se desfaz.
É a ilusão a aventura indolente.

Na vida tudo passa como o vento.
Não é sorte, nem destino é vocação.
O casar e/ou não casar, prevento.
É o sentimento indolor da missão.

A cada momento tudo se faz
E se desfaz sem aviso prévio
Do céu e do inferno, contumaz
Não é sorte, destino ou sortilégio.

O labirinto do mundo sem fim
Rua sem entrada e sem saída
Onde o sal e açúcar é trampolim
Mar de ilusão, cidade sem avenida.

A Ilusão é o parnaso loquaz
Que existe entre o dito e não dito
Confunde história com estória, jaz
Nunca acerta ou erra, haja predito.

https://www.recantodasletras.com.br/poesiassurrealist

as/6678140

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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ZÉ SATURNINO - PRIMEIRO INIMIGO DE LAMPIÃO


Publicado a 16/11/2017

ZÉ SATURNINO – PRIMEIRO INIMIGO DE LAMPIÃO. Trecho do documentário O PISTOLEIRO DE SERRA TALHADA exibido pela Rede Globo de Televisão no ano de 1977. O documentário mostra uma das poucas filmagens em que aparece o célebre Zé Saturnino que foi o primeiro inimigo de Lampião. No vídeo Zé Saturnino fala sobre a sua questão envolvendo Lampião e seus irmãos. Esse documentário foi publicado inicialmente e na íntegra por Matheus Santos.

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ARISTEIA E SUA ENTRADA NO CANGAÇO


Toda moeda tem 2 lados e toda história tem controvérsias; muita gente só enxerga o que quer enxergar e muitos generalizam tudo sem se quer se dar ao trabalho de pesquisar, estudar, tentar compreender etc etc.

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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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CORONEL DELMIRO GOUVEIA (GERALDO SARNO, 1979



Em fins do século passado, Delmiro Gouveia, rico comerciante e exportador do Recife, capital do Estado de Pernambuco, Brasil, sofre perseguições políticas. Seu estilo arrojado e aventureiro lança contra ele muitos inimigos, inclusive o Governador do Estado que manda incendiar o grande mercado Derby, recém - construído por Delmiro Gouveia. Falido e perseguido pela polícia do Governador, Delmiro refugia-se no sertão, sob a proteção do Coronel Ulisses, levando consigo uma enteada do Governador. No sertão, ele recomeça sua atividade de exportador de couros e monta uma fábrica de linhas de costura, aproveitando a energia elétrica de uma usina que constrói na cachoeira de Paulo Afonso e o algodão herbáceo nativo da região. A Grande Guerra de 1914, impedindo a chegada dos produtos ingleses à América do Sul, garante a Delmiro a conquista desse mercado, sobretudo brasileiro. Os ingleses da Machine Cottons, ex-senhores absolutos do mercado, enviam emissários para negociar a situação assim criada. Delmiro nega-se a vender ou associar-se. É assassinado em 10 de outubro de 1917. Alguns anos mais tarde, 1929, a fábrica é adquirida pelos ingleses, destruída e lançada nas águas da Cahoeira Paulo Afonso. (Press-release) Prêmios Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora no Festival de Brasília, 11, 1978, Brasília - DF.. Grande Prêmio Coral no Festival de Havana, 1979 - CU.. Prêmio São Saruê - Federação de Cineclubes do Estado do Rio de Janeiro, 1979. Melhor Diretor - Troféu Golfinho de Ouro, 1979 - Governo do Estado do Rio de Janeiro Elenco: Falco, Rubens de (Coronel Delmiro Gouveia) Parente, Nildo (Lionello Lona) Soares, Jofre (Coronel Ulisses Luna) Berdichevsky, Sura (Eulina) Dumont, José (Zé Pó) Graça, Magalhães (Gal. Dantas Barreto) Sena, Conceição (Mulher de Zé Pó) Freire, Álvaro (Tenente Isidoro) Déda, Harildo (Coronel Zé Rodrigues) Adélia, Maria (Dona Augusta) Bourke, Denis (Mister Hallam) Alves, Maria (Jove) Almeida, Henrique (Oswaldo) Gama, João (Chefe da estação) Wilson, Carlos Ribeiro, Sue Guerra, Hélio (Sertanejo) Ficha completa da Cinemateca Brasileira: http://cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis...

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PROTESTOS NA AL-101 SUL

Clerisvaldo B. Chagas, 21 de junho de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.130

(FOTO: RAQUELQUINTELA/REAL DEODORENS)
Larissa Bastos, da Gazetaweb, registrou o protesto dos pescadores e marisqueiras, na AL-101 Sul:
“Pescadores e marisqueiras bloquearam parcialmente a AL-101 Sul, na altura da Barra Nova, na manhã desta quinta-feira (20). Eles protestam contra a falta de transparência dos órgãos públicos na divulgação dos motivos da mortandade dos peixes na lagoa Manguaba”.
 “Os trabalhadores fazem parte da Colônia Z-06, de Marechal Deodoro. Segundo a 5ª Companhia Independente de Polícia Militar, a manifestação foi contida pouco depois do início e aconteceu de forma pacífica. O Centro de Gerenciamento de Crises da PM também foi chamado ao local”.
É lamentável que trabalhadores sejam ameaçados pela mortandade de peixes que se repete ano a ano. Uma forma triste de desperdiçar comida. Como veremos no texto abaixo, eles não acreditam mais nos técnicos que sugerem as causas. Mas o problema anual da mortandade, não parece ser fácil para os investigadores, mesmo sendo pessoas especializadas.
“Mais cedo, os pescadores e marisqueiras foram às marinas localizadas em Marechal Deodoro para tentar impedir que os barcos tivessem acesso à lagoa. Eles pedem uma reunião com o governador Renan Filho, o Ministério Público do Estado, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e a Câmara dos Deputados”.
“Com diversas faixas, eles também tentavam conscientizar a população que passava pelo local sobre o problema da mortandade dos peixes, registrada de forma mais agravada no último domingo (16). ‘Sedimentos, gás sulfídrico, chuvas fortes, esgoto, tudo enganação. Queremos soluções’, estampavam alguns dos cartazes”.
Milhares de pessoas vivem da pesca das lagunas principais do estado. Sempre ficam as dúvidas se o problema é causa natural ou lançamento de produtos químicos nas águas pelas indústrias e trazidos pelos rios.
É triste contemplar os peixes mortos.
A coisa é muita séria para a fonte de renda dos pescadores.
       (FOTO: Rachel Quintela/Real Deodorens).

PAIXÃO E GUERRA NO SERTÃO DE CANUDOS [DOCUMENTÁRIO /1993 - NARRAÇÃO: JOSÉ WILKER]


Publicado a 10/03/2013

Documentário produzido ao longo de 3 anos, "Paixão e Guerra no Sertão de Canudos" de Antônio Olavo conta a epopeia sertaneja de Canudos. No percurso de 180 cidades e povoados de Ceará, Pernambuco, Sergipe e Bahia, o vídeo reúne raros depoimentos de parentes de Antônio Conselheiro, contemporâneos da guerra, filhos de líderes guerrilheiros, historiadores, religiosos e militares. Narrado por "José Wilker"
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Música neste vídeo
Canção
Artista
Fábio Paes featuring Dercio Marque
Álbum
Canudos e Cantos do Sertão
Licenciado ao YouTube por
ONErpm (em nome de CMA Digital Music)
Canção
Artista
Fábio Paes
Álbum
Canudos e Cantos do Sertão
Licenciado ao YouTube por
ONErpm (em nome de CMA Digital Music)
Canção
Artista
Fábio Paes featuring Jurema Paes
Álbum
Canudos e Cantos do Sertão
Licenciado ao YouTube por
ONErpm (em nome de CMA Digital Music)

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