Por Helton Araújo
Em 1929, a trupe cangaceira, tendo entre seus nomes Lampião e Corisco, seguia com suas ações criminosas. Entre os acontecimentos de maior repercussão estavam o incêndio da estação de Itumirim e a execução de cinco militares em Brejão da Caatinga, entre eles o bravo cabo Antônio Militão da Silva.
Pois bem, nesse contexto e sob grande pressão pública, a polícia precisava dar uma resposta. E o destino lhes deu os “cordeiros” que precisavam para o sacrifício.
Em 10 de julho de 1929, chegaram à região dois parentes do cangaceiro Arvoredo. Um, tido como irmão, era José Gomes de Lima (ou da Costa); o outro, que se dizia primo, era Raphael Gomes Lima. Eles haviam vindo a Jaguarari-BA para cobrar uma dívida de mais de 400 mil-réis que lhes era devida por pessoas da localidade.
Acabaram detidos sob o pretexto de serem parentes e possíveis integrantes do bando de cangaceiros. Isso apesar de as autoridades saberem que possuíam família e negócios dignos em Santo Antônio da Glória e que não tinham qualquer pendência legal.
Permaneceram detidos por vários dias, sendo interrogados por alguns oficiais, até caírem nas mãos do capitão José Galdino de Souza. Esse seria o grande azar deles.
Os dois foram conduzidos para Bonfim, atual Senhor do Bonfim, onde ficaram presos juntamente com outros dois detentos: Alyrio Francisco dos Santos, conhecido como Pará, e João Alves de Lima, ex-soldado da polícia mineira.
A notícia da chacina dos soldados de Brejão da Caatinga se espalhava cada vez mais, e a pressão aumentava à medida que novos detalhes do ocorrido vinham à tona.
Então, eis chegado o dia da vingança.
Usando um pretexto aparentemente absurdo, o capitão Galdino, acompanhado de um grupo de aproximadamente 20 militares, colocou os prisioneiros em um trem e seguiu viagem. Durante a noite, a locomotiva foi parada na altura do km 374, a cerca de 16 quilômetros do arraial de Itumirim.
Alguns soldados receberam a ordem de descer. Segundo o pretexto apresentado, eles deveriam abrir trincheiras para combater Lampião, caso o bando retornasse pelo local que havia atacado pouco antes.
O que os homens não sabiam é que estavam, na verdade, cavando suas próprias covas.
João Alves, por possuir experiência militar, percebeu o que estava acontecendo. Em um momento de descuido, abandonou tudo e saiu em disparada. Alyrio, o Pará, também compreendeu a situação e conseguiu fugir.
Os primos — ou irmãos, conforme as diferentes versões — não tiveram a mesma sorte. Foram alvejados. Ali teria acontecido todo tipo de atrocidade e, por fim, o chamado “sangramento”.
Os militares ainda tentaram capturar os fugitivos, mas sem sucesso. E essa fuga acabaria trazendo grandes problemas para a polícia no futuro.
Quanto aos corpos, um deles foi colocado dentro de uma das covas e coberto. O outro ficou mais exposto, recebendo apenas uma cobertura superficial de vegetação. Os urubus fizeram o restante do trabalho.
O problema para a polícia é que João Alves passou a ser perseguido e, entre tantas situações que não caberiam neste pequeno post, a verdade sobre o ocorrido acabou chegando ao conhecimento do coronel Alfredo Barbosa, que, segundo os relatos, era simpatizante de alguns cangaceiros e possuía inimigos políticos que poderiam ser prejudicados com a revelação do caso.
Como o Brasil é Brasil desde sempre, o episódio teve suas voltas e reviravoltas. O caso chegou aos tribunais, mas terminou com os oficiais de patente mais elevada sendo absolvidos. A responsabilidade pelas mortes e ocultação dos cadáveres acabou recaindo sobre simples soldados contratados.
O caso do km 374 foi uma execução bárbara cometida pela polícia contra homens que, segundo os relatos e as fontes sobre o episódio, eram inocentes. E, por meio de um verdadeiro “jeitinho político”, aqueles que ocupavam as posições mais altas acabaram escapando da responsabilização pela morte dos prisioneiros.
Na imagem, vemos o delegado Chagas Filho, à esquerda; o médico Egas Moniz Júnior, ao centro; e auxiliares junto a uma das covas, no km 374. A distância em relação à linha férrea pode ser percebida pela composição que aparece ao fundo.
Foto: Jornal A Tarde, de 01/08/1929
Créditos para pesquisa: livro Cangaço na Bahia, de Rubens Antônio (in memoriam); Canção Agalopada.
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta!
Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo.
Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video "O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
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