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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

CANGACEIRO LUIZ PEDRO, SEGUNDO REMANESCENTES DE LAMPIÃO.

Por José Mendes Pereira

Dizem alguns pesquisadores que o cangaceiro Luiz Pedro, que era o maior amigo de Lampião e Maria Bonita, fez uma jura ao seu comandante, que caso ele morresse, sua vida só duraria o tempo da vida do próprio Capitão Virgolino Ferreira,

E na hora do ataque aos cangaceiros na Grota do Angico, na madrugada do dia 28 de julho de 1938, Luiz Pedro teria voltado para morrer junto com Lampião,  somente para comprir a jura que havia feito a Lampião, quando Antônio Ferreira da Silva irmão do chefe, foi assassinado casualmente por ele. 

Já eu não acredito que ele voltou com este intuito de morrer junto com Lampião. Em um tiroteiro que seja ele, cada um cuida de se salvar, e não de tentar cumprir o que prometeu ao seu comandante ou amigo, no caso capitão Lampião.

Ninguém no mundo morre por outra pessoa.  Há loucuras por aí, que alguém suicidou-se por uma jovem ou por um jovem, mas isso é loucura de quem é jovem, e a paixão força este tipo de morte. 

Mas o cangaceiro Luiz Pedro não tinha nenhuma paixão por Maria Bonita e muito menos por Lampião. Ele foi assassinado mesmo, segundo disse o volante Mané Véio, e conta detalhadamente que saiu perseguindo o cangaceiro subindo pedras e descendo-as, e ele tentando salvar a sua vida. 

O volante disse que não desistiu nenhum minuto, e depois de muita luta, conseguiu acertar com um tiro o infeliz facínora.

O volante Mané Véio e sua última esposa.

Depois de morto, tentou tirar as suas riquezas que estavam nos seus dedos, Como não conseguiu, foi forçado a amputar-lhe as munhecas. Assim feito, jogou as mãos dentro do seu bornal e saiu de mansinho para onde estavam os outros policiais. 

Lá, ele recebeu a ordem de colocar as riquezas do cangaceiro morto por ele. Alguns cangaceiros já haviam cumprido e puseram objetos, como anéis, relógios...

Mas Mané Véio não aceitou a proposta e disse;

- Quem for homem que me enfrente! Tudo que peguei do cangaceiro Luiz Pedro, é meu e ninguém me toma. E ninguém mesmo teve coragem de o enfrentar. Nem o próprio João Bezerra da Silva foi capaz de contrariar o policial que estava cheio de razão. 

Se ele foi quem assassinou o facínora, os bens seriam dele e de mais ninguém.

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LERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! 

Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. 

Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

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PLANETAS DA NOSSA GALÁXIA.

 Crédito Texto:

O próximo alinhamento planetário ocorrerá por volta de 14 de novembro de 2026, quando Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter se reunirem no céu matutino. Todos os quatro planetas serão visíveis a olho nu, embora Mercúrio seja difícil de observar por permanecer baixo, perto do horizonte.

Este artigo explica o que realmente é um desfile planetário e apresenta as principais datas de alinhamentos planetários de 2026–2027. Para ver as datas de alinhamento mais precisas para a sua localização — e conferir antecipadamente como os planetas se alinharão no seu céu — use a função Planet Walk no app Star Walk 2.

Conteúdo

O que é um alinhamento planetário?

Em termos simples, um alinhamento planetário é um evento em que vários planetas se reúnem na mesma região do céu vistos da Terra. A expressão também pode descrever planetas reunidos no mesmo lado do Sol no espaço. É por isso que “alinhamento planetário” pode ter significados ligeiramente diferentes, dependendo do contexto.

Aqui estão duas definições comuns de alinhamento planetário:

  1. Um evento astronômico em que os planetas ficam agrupados em um mesmo lado do Sol ao mesmo tempo, vistos de cima do Sistema Solar.

Algumas pessoas pensam que os planetas do Sistema Solar podem formar uma linha reta quando vistos a partir do Sol. No entanto, os planetas não conseguem atingir um alinhamento completo em três dimensões. Mesmo um agrupamento mais solto em um quadrante (um setor de 90 graus) é extremamente raro: todos os planetas se reúnem em um quadrante apenas 7 vezes no milênio atual.

  1. Um fenômeno visual em que os planetas parecem próximos uns dos outros em um pequeno setor do céu, vistos da Terra.

Quando a Terra é um dos planetas agrupados em um lado do Sol, parece ao observador que vários planetas estão alinhados no céu. Quanto menor for o setor em que os planetas são vistos, mais espetacular será o alinhamento.


Não se esqueça de que os alinhamentos da primeira definição nem sempre parecem tão impressionantes quando vistos da Terra. Mesmo quando todos os planetas se reúnem em um quadrante no espaço, eles podem parecer espalhados pela abóbada celeste. Além disso, quando os planetas internos estão próximos da linha Terra-Sol, não conseguimos vê-los no céu noturno.

Quer uma explicação visual? Veja o nosso infográfico para entender como funcionam os alinhamentos planetários. Você vai aprender como identificá-los e o que esperar do próximo "desfile de planetas".

Planetary Alignment Infographic Preview
O próximo alinhamento planetário será em 14 de novembro de 2026. Veja Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter antes do nascer do Sol com o nosso mapa do desfile de planetas.
Veja Infográfico

Os planetas formam uma linha no céu durante o alinhamento planetário?

Os planetas realmente formam uma linha, mas ela não é perfeitamente reta. Todos os planetas orbitam o Sol quase no mesmo plano. Como resultado, vistos da Terra, os outros planetas parecem se mover ao longo da eclíptica, o caminho anual do Sol pelo céu.

Você pode ver isso por si mesmo com o app de observação do céu Star Walk 2:

  1. Abra o app e vá até a seção "Planetas" no Menu.

  2. Reproduza a animação na seção. Está vendo a linha amarela pontilhada formando um arco? Essa é a eclíptica. Os planetas ficam agrupados perto dessa linha.

  3. Toque no botão Planet Walk para ver os planetas no mapa do céu.

  • Na animação, a eclíptica aparece como um arco porque mostra uma visão ampla do céu, de leste a oeste.
  • No mapa do céu, onde apenas uma parte menor do céu é visível, a eclíptica aparece como uma linha reta.

É por isso que, durante um alinhamento planetário, os planetas parecem formar uma linha quase reta no céu.

Alinhamento planetário e desfile de planetas são a mesma coisa?

"Desfile de planetas" não é um termo astronômico oficial, por isso é usado de forma mais ampla do que o termo "alinhamento planetário". Os alinhamentos planetários são chamados coloquialmente de desfiles de planetas. Além disso, quando vários planetas ficam visíveis juntos em uma única noite, isso também pode ser chamado de desfile de planetas. Na astrologia, um desfile de planetas ocorre quando vários planetas estão na mesma constelação do zodíaco.

Tipos de alinhamentos planetários no Sistema Solar

Os seguintes tipos de alinhamentos planetários são classificados de acordo com o número de planetas participantes:

  • Mini alinhamento planetário – 3 planetas.
  • Pequeno alinhamento planetário – 4 planetas.
  • Grande alinhamento planetário – 5 ou 6 planetas.
  • Grande alinhamento planetário (completo) – todos os planetas do Sistema Solar (+ Plutão, às vezes).

Quando dois planetas estão próximos no céu, como isso se chama?

Quando dois planetas aparecem muito próximos um do outro, isso geralmente é chamado de conjunção (ou aproximação próxima). As conjunções costumam acontecer perto de alinhamentos planetários, então é normal ver um “desfile de planetas” e alguns pares próximos na mesma semana. Veja as próximas datas de conjunção no nosso calendário de conjunções planetárias.

Próximos alinhamentos planetários

Aqui está um calendário rápido dos próximos alinhamentos planetários. As datas abaixo são as melhores datas globais (a melhor data local pode ser alguns dias antes ou depois).

DataTipoPlanetasQuando observar
14 nov 2026Pequeno (4 planetas)Mercúrio, Vênus, Marte, JúpiterMatutino
18 abr 2027Pequeno (4 planetas)Mercúrio, Vênus, Saturno, NetunoMatutino
2 jul 2027Grande (5 planetas)Mercúrio, Vênus, Saturno, Urano, NetunoMatutino
18 set 2027Mini (3 planetas)Mercúrio, Vênus, MarteVespertino
25 dez 2027Grande (6 planetas)Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno, Urano, NetunoVespertino

Nem todas as partes do mundo têm a mesma visão dos alinhamentos planetários. Devido à posição da eclíptica na esfera celeste, certos planetas podem não ser visíveis de onde você mora. Portanto, tenha em mente que a lista de alinhamentos planetários a seguir é uma visão geral. As datas indicadas mostram quando os planetas podem ser vistos com clareza da maioria dos locais do mundo. Se você perder essa data exata, não se preocupe — o alinhamento geralmente fica visível por alguns dias antes e depois da data indicada.

Veja os próximos alinhamentos planetários que ocorrerão em 2026–2027:

  • 14 de novembro de 2026: um pequeno alinhamento matutino de Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter.
  • 18 de abril de 2027: um pequeno alinhamento matutino de Mercúrio, Vênus, Saturno e Netuno.
  • 2 de julho de 2027: um grande alinhamento matutino de Mercúrio, Vênus, Saturno, Urano e Netuno.
  • 18 de setembro de 2027: um mini alinhamento vespertino de Mercúrio, Vênus e Marte.
  • 25 de dezembro de 2027: um grande alinhamento vespertino de Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno, Urano e Netuno.

Para conferir se um alinhamento planetário específico será totalmente visível da sua localização, use o app Star Walk 2. Abra a seção "Planetas" no Menu e toque em "☆ Melhores noites para ver planetas". Você encontrará uma lista de intervalos de datas em que vários planetas se alinham no seu céu. A data central indica quando os planetas ocupam o menor setor do céu na sua localização. Toque em qualquer alinhamento para ir direto para essa data.

Você verá detalhes importantes, como os horários de nascer e se pôr dos planetas, o brilho e a duração da noite (quando o Sol está abaixo do horizonte).

Próximo desfile planetário: 14 de novembro de 2026 (céu matutino)

Alinhamento planetário em 14 de novembro de 2026
Quatro planetas em um alinhamento planetário em 14 de novembro de 2026, vistos do Hemisfério Norte.

O próximo alinhamento planetário acontecerá por volta de 14 de novembro de 2026. Antes do nascer do Sol, Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter se reunirão no céu. No Hemisfério Norte, olhe para o sudeste; no Hemisfério Sul, olhe para o nordeste.

Vênus e Mercúrio estarão baixos, perto do horizonte, enquanto Marte e Júpiter aparecerão mais altos no céu e relativamente próximos um do outro. No geral, as condições de observação serão mais favoráveis no Hemisfério Norte.

Se você quiser saber o melhor horário de observação para a sua localização exata, abra o Star Walk 2 e acesse “Planetas” para visualizar o alinhamento e planejar suas observações.

Quando 5, 6 ou 7 planetas vão se alinhar no céu?

Aqui está a lista dos próximos alinhamentos planetários com 5 a 7 planetas:

  • 2 de julho de 2027: um grande alinhamento matutino de Mercúrio, Vênus, Saturno, Urano e Netuno.
  • 25 de dezembro de 2027: um grande alinhamento vespertino de Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno, Urano e Netuno.
  • 8 de janeiro de 2028: um grande alinhamento vespertino de Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno e Netuno.

Os alinhamentos planetários mais aguardados

Aqui estão alguns alinhamentos planetários comentados na mídia. Eles chamam atenção porque reúnem muitos planetas bem próximos uns dos outros. No entanto, a maioria deles não vai acontecer tão cedo, então não vale a pena prender a respiração.

Em 8 de setembro de 2040, cinco planetas visíveis a olho nu (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) vão se alinhar no céu. A Lua crescente também será visível, posicionada entre Vênus e Saturno. O melhor horário para observação será por volta das 19h30, no horário local.

Em 15 de março de 2080, seis planetas — Vênus, Mercúrio, Júpiter, Saturno, Marte e Urano — serão visíveis no céu da manhã. Esse alinhamento é especialmente notável porque incluirá a "grande conjunção" de Saturno e Júpiter, que estarão separados por apenas seis minutos de arco.

Em 19 de maio de 2161, todos os planetas do Sistema Solar, incluindo a Terra, ficarão reunidos em um lado do Sol. O alinhamento planetário será visto pouco antes do amanhecer.

Em 7 de novembro de 2176, todos os planetas do Sistema Solar, incluindo a Terra, ficarão reunidos em um lado do Sol. O alinhamento planetário será visto no céu da Terra logo após o pôr do Sol.

Em 6 de maio de 2492, todos os planetas do Sistema Solar, incluindo a Terra, ficarão reunidos em um lado do Sol. No céu da Terra, o alinhamento planetário será visto logo após o pôr do Sol.

O que acontece quando os planetas se alinham?

Algumas pessoas, especialmente nas redes sociais, afirmam falsamente que alinhamentos podem causar tsunamis, terremotos e outros desastres globais devido às forças gravitacionais de outros planetas. Essa ideia sem fundamento já foi desmentida repetidas vezes. Na realidade, os alinhamentos não afetam a gravidade nem a vida humana, mas são eventos astronômicos fascinantes.

Essas especulações se baseiam no fato de que nem todos entendem como funcionam os alinhamentos planetários. Quando os planetas se alinham no céu do ponto de vista da Terra, isso não significa que formem uma linha reta no espaço. Na imagem abaixo, você pode ver como Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter estarão posicionados em suas órbitas durante o alinhamento de quatro planetas por volta de 14 de novembro de 2026.

Alinhamento planetário em 14 de novembro de 2026 (vista do espaço)
O alinhamento de quatro planetas em 14 de novembro de 2026, visto de cima do plano do Sistema Solar.

Mesmo quando vários planetas realmente se alinham aproximadamente em um lado do Sol (se olharmos de cima do plano do Sistema Solar), esse evento raro — chamado sizígia — é totalmente inofensivo. Isso já aconteceu muitas vezes ao longo da história sem causar problemas.

Apenas dois objetos do nosso Sistema Solar têm um efeito perceptível sobre a gravidade da Terra: a Lua e o Sol. Duas vezes por mês, quando a Terra, a Lua e o Sol se alinham durante as fases de Lua nova ou Lua cheia, sua gravidade combinada cria marés excepcionalmente altas.

Algumas pessoas pensam, por engano, que se um alinhamento de apenas três objetos causa marés mais altas, então o alinhamento de todos os planetas causaria um enorme impacto gravitacional na Terra. No entanto, o que importa não é o número de objetos, mas a proximidade e a massa deles. A gravidade da Lua afeta a Terra porque ela está muito perto, e o Sol nos afeta porque é extremamente massivo (cerca de 1.000 vezes mais massivo do que o maior planeta, Júpiter). Enquanto isso, os planetas do nosso sistema estão distantes demais uns dos outros para se afetarem fortemente por gravidade.

Significado espiritual dos alinhamentos planetários

Algumas pessoas acreditam que os planetas podem influenciar a vida delas. Por exemplo, Mercúrio afeta a comunicação e o pensamento, Vênus — os relacionamentos e o amor, e Urano representa mudança, inovação e rebeldia.

Os alinhamentos de vários planetas costumam ser descritos como eventos que "intensificam o fluxo de energia cósmica na Terra" e "oferecem uma oportunidade única de acessar a energia do cosmos, impulsionando o crescimento pessoal e as transformações".

No entanto, não há nenhuma prova científica de que os alinhamentos planetários influenciem o nosso corpo, comportamento ou destino. Se você se sente cheio de energia ou inspirado para começar um novo hobby, ótimo — só lembre que isso não é controlado pelos planetas.

Alinhamentos planetários: Perguntas frequentes

Quando será o próximo alinhamento planetário?

O próximo alinhamento planetário ocorrerá por volta de 14 de novembro de 2026, quando Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter se reunirem no céu matutino. Todos os quatro planetas serão visíveis a olho nu.

Com que frequência os planetas se alinham?

Pequenos alinhamentos (3–4 planetas visíveis na mesma região do céu) acontecem com bastante frequência. Grandes “desfiles de planetas” com 5–6 planetas são mais raros e normalmente ocorrem a cada poucos anos, e a visibilidade depende do local onde você está na Terra.

Como se chama quando todos os planetas se alinham?

Quando todos os planetas do Sistema Solar se alinham, isso é chamado de alinhamento planetário "grande" ou "completo". No entanto, os planetas não podem ficar em uma linha reta no espaço, então, durante o alinhamento, eles apenas ficam reunidos em um mesmo lado do Sol.

Como ver o próximo alinhamento de planetas?

Os alinhamentos planetários são bastante fáceis de observar, desde que você tenha em mente algumas dicas essenciais:

  • Os alinhamentos que incluem Mercúrio podem ser vistos logo após o pôr do Sol ou antes do amanhecer, dependendo da data.
  • Use um par de binóculos ao tentar observar Urano e Netuno.
  • Para os planetas internos, as melhores condições de observação ocorrem perto de suas maiores elongações, e para os planetas externos, perto de suas oposições.

Use o app Star Walk 2 para encontrar todos os planetas no céu acima de você e conhecer as condições de visibilidade deles.

Quando todos os planetas vão se alinhar?

Os planetas do nosso Sistema Solar nunca formam uma linha perfeitamente reta no espaço, porque suas órbitas não estão no mesmo plano. Mas, às vezes, os planetas ficam agrupados em um lado do Sol e aparecem juntos no céu. No próximo grande alinhamento planetário (completo), em 3 de fevereiro de 2034, os sete planetas — Vênus, Mercúrio, Júpiter, Marte, Netuno, Urano e Saturno — poderão ser observados simultaneamente no céu.

Alinhamentos planetários: conclusão

Um alinhamento planetário (também chamado de “desfile planetário”) é um termo usado na astronomia para descrever o evento em que vários planetas se reúnem em uma pequena área do céu. O próximo alinhamento planetário ocorrerá por volta de 14 de novembro de 2026, quando Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter aparecerão juntos no céu matutino. Mercúrio será o mais difícil de observar entre os quatro planetas. Baixe o app gratuito de observação do céu Star Walk 2 para encontrar todos os planetas no seu céu.

Ainda tem dúvidas? Confira nosso reel que explica como funcionam os alinhamentos planetários. Siga-nos nas redes sociais para ver mais vídeos incríveis!

Crédito Texto:

https://starwalk.space/pt/news/what-is-planet-parade

LERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! 

Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. 

Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

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LAMPIÃO - O GUERREIRO QUE CORRIA ATRÁS DO VENTO.

 Por Raul Meneleu

Alguns historiadores em suas dissertações a respeito de Virgulino Ferreira, O Lampião, procuram mostrar que ele não era um guerrilheiro enquanto pensamento político e têm razão, pois se tornou cangaceiro pelas circunstâncias de rixas familiares e não por política partidária e alguns chegam a afirmar a maldade dele já estava no sangue desde jovem.

O que quero demostrar aqui, é que ele poderia até não ser um militante político que partiu para a luta armada, mas que era um guerrilheiro estrategista de primeira, ninguém pode duvidar.

Chegou até mesmo a ser reconhecido por um oficial combatente seu, onde desde a primeira batalha entre os dois, narrada por Frederico Bezerra Maciel em sua sextologia ‘Lampião, Seu Tempo e Reinado’ no segundo livro ‘A Guerra de Guerrilhas’ onde o Tenente José Lucena e Lampião ficaram temendo-se mutuamente.

De sua parte José Lucena temendo e receando a sagacidade de Lampião e da parte do temível cangaceiro, respeitando a força do Tenente pelo poderio bélico e também sagacidade, pois nunca andava fora das estradas reais, usando dessa tática para não se aventurar ‘no mato’, território do cangaço.

O relato abaixo se encontra no referido livro e dará a você leitor, uma visão das estratégias do Rei do Cangaço em batalha real com seu grande inimigo, José Lucena. Vamos visitar a história, lendo o relato:

ISCAS DE FOGO PARA LUCENA

Acompanhado de seus irmãos Antônio e Livino, deixou Lampião, mais uma vez, a sepultura de sua estremecida mãe, no cemitério de Santa Cruz do Deserto. Com lágrimas nos olhos e ódio no coração. Uniu-se, com seus dois irmãos, aos Porcinos, aos Marcos, a Antônio Fragoso e a seu tio Antônio Matilde, formando, com mais outros dois cabras do coronel José Abílio, um grupo de treze homens. Subiu o vale do Moxotó, cortando seus areais frouxos e escaldantes de semideserto, e a 1de junho de 1921, atacou Santa Clara (Tupanatinga), no município de Buíque. Em seguida, desceu o mesmo vale, passando pelo povoado de Caboclo e pela vila de Pau Ferro (Itaíba), e atravessou a fronteira alagoana do município de Mata. Grande acrescentado de mais quatro homens, agora num total de dezessete, cada qual armado de rifle e punhal e municiado com 450 cartuchos nutrindo as cartucheiras e amojando os bornais. A 5 de junho deu combate aos tenentes Optato Gueiros e Eustaquio na fazenda Pilão do Gato, sem prejuízos de parte a parte, a não ser de objetos.

Depois atacou a residência de Firmino Brandão e levou o terror às populações sertanejas de Capiá, Maravilha e outras localidades e fazendas que, de sobrosso, corriam para Santana de Ipanema. Tudo isto Lampião fazia por estratagema, com o fito de atrair o tenente José Lucena para um ajuste de contas: — "Quero quebrar e sujicar o sedém deste peste de Zé Lucena".

Entrementes, em Jatobá de Tacaratu (Petrolândia), reunidos quatro oficiais de Pernambuco, capitães Teófanes Torres e José Caetano e tenentes Carneiro e Campos, e um oficial alagoano, tenente José Lucena, para consertarem, em ação combinada, combate eficaz a Lampião, com o acordo simultâneo das fronteiras interestaduais. De volta a Santana de Ipanema, saiu Lucena com uma volante de sessenta praças para olho D’água do Chicão (Ouro Branco), ausente dez léguas a noroeste. Tendo disto notícia, frechou Lampião, com mais de vinte homens, numa disparada para ali. E a 9 de junho o atacou furiosamente que nem onça faminta. Foi apenas um golpe de mão.

O todo-poderoso Lucena, acostumado a correr atrás de cangaceiros, que dele se sumiam apavorados, ficou estarrecido com o atrevimento do ataque e a afoiteza da ofensiva inusitada. Por desforra, matou, em caminho, o pacato José Porcino, que não havia participado da luta. E, temeroso face às perspectivas de rumos desconhecidos e novos, que parecia a luta contra o banditismo tomar, requisitou destacamentos e volantes por perto, perfazendo sua força um total de cento e vinte praças bem equipadas. Por seu turno, Lampião arrebanhou mais gente, perfazendo um grupo de mais de quarenta cabras e com muita prevenção de armas e munições.

A PRIMEIRA GRANDE BATALHA

a) no rumo de Poço Branco

Passou Lampião pelo Espírito Santo (Inajá), deixando para Lucena pista visível e fácil. Vadeou o leito seco do rio Moxotó a uma légua de distância, e fez arranchação de pernoite na casa de seu amigo José Mandu, no Poço Branco, posição estratégica que escolheu para dar combate. Casa grande essa do Mandu, de varanda na frente, olhando para o sul. Na frente, o terreiro ligando-se com o caminho largo, variante da estrada real, que passa à nascente, unindo Espírito Santo à Mata Grande, localidades separadas entre si por cinco léguas. Atrás, o rio Moxotó, largo, margeado de frondosas caraibeiras e graciosas palmeiras catolé, com suas flabelas farfalhantes encobrindo pejados cachos de pequeninos cocos amarelos. Um dos belos espetáculos daquela ribeira.

b) base da emboscada

O despertar cedo, naquela madrugada fusca e fria de 20 de junho. Depois do café gordo, reforçado com muita carne-seca para dar sustança, distribuiu Lampião o seu pessoal por trás de pés de-pau, de pedras, de barrocas e cercas, as emboscadas para os combates.

A casa com o curral, ponto mais difícil, porque perigoso, decerto seria o primeiro alvo visado pelo inimigo. Essa posição o reservou para si. A direita da casa, oculto pela serroteira, seu irmão Antônio, com o bote pronto para dar retaguarda, operação esta de que me tornaria, depois, exímio mestre. A esquerda da casa, por trás das cercas de pedra, seu irmão Livino, vanguardeiro, peitudo, indômito. E, mais adiante deste, também camuflado no mato e atrás de pedras, Antônio Matilde.

A cada um coube dez a doze homens.

Lampião fez prevenção que nem experimentado cabo de guerra: - "Os macacos não veem todos juntos, não. Antônio Matilde, sustente no fogo os que chegarem no coice. A gente só faz fogo quando os primeiros chegarem na frente da casa. Espero o sinal meu. Não gastar munição à toa. Se a gente tem de fugir é por detrás, pelo rio. Mas esperem eu dar o sinal".

c) cabreirices de Lucena

Em desde o Espírito Santo, vinha Lucena no rasto claro, certo e seguro, deixado por Lampião, na estrada de Tacaratu, paralela à margem direita do rio Moxotó. Mas, quando os rastos entraram no mato, em direção do rio, desconfiou de cilada ao mesmo tempo, assuntou que Lampião, tudo indicava, havia tomado o rumo da fazenda Poço Branco. Apiançando dar um golpe de surpresa pela retaguarda — a hora do dia cedo era favorável para pegar na desprivinição os cangaceiros —, mais que depressa voltou, vadeou o rio, tomando a estrada real que vai para Mata Grande e penetrando na boca do desvio que chega a Poço Branco. Mais uma vez desconfiando, fez alto. Por segurança, saiu caminhando por dentro do mato, beiradeiando a variante.

 d) a batalha

Todos os cálculos de Lampião deram certo. Lucena não o atacaria pelo outro lado, a retaguarda. Teria sua tropa dizimada no atravessar do leito seco e arenoso do rio. Acertou também: a tropa veio dividida. Na frente, Lucena com bem oitenta homens. Atrás, pouco distante, o tenente Enéias Barros com uns quarenta. Logo que a cabeça do pelotão de Lucena chegou defronte da casa, fez alto, a modo de observar, através do mato, aquele misterioso silêncio e de ganhar posição. Antes que isto acontecesse, Lampião deu o sinal convencionado com um tiro de pistola, rompendo o tiroteio da casa e do curral contra a tropa. Esta, num sufragante, deitou corpo e tratou, arrastando-se, de logo se mofumbar e entrincheirar para responder ao fogo. O pelotão de Enéias acelerou o avanço, mas foi detido pelo fogo de Antônio Matilde. A peitada não foi de graça, não. Parecia um ridimunho dos infernos! Na tiroteiação, balaços açoitavam as pedras num baticum enervante, ou assobiavam doidamente no meio do panavueiro chamando a morte, ou barbavam o mato, torando as folhas, estalando os galhos... Os cangaceiros, animosos, lançavam, no parraxaxá, desafios, insultos e xingos... gargalhavam sarcasticamente de mangação... rinchavam e zurravam feito animais...

Infuleimado o sangue com a quentura das armas cuspindo fogo e escoceiando nas detonações, as gargantas torturadas de sede com a abafação da atmosfera produzida pela pólvora queimada, os olhos zaros e ardendo e a vista alazã, sem trégua para tomar alento, depressa ficaram os combatentes bebos de raiva virando feras. Lampião levava vantagem dentro de melhores emboscadas, cuidadosamente escolhidas.

Sob as ordens de Lampião, rápido deslocou-se seu irmão Antônio, com seus homens, bem agachados, para atacar, de retaguarda, o flanco esquerdo da tropa de Lucena. Ao impacto inesperado e violento, a parte atacada se desatou do grosso da tropa e recuou com cerca de trinta soldados.

Para salvaguardar a perigosa situação, destacou Lucena imediatamente uns quarenta soldados em contraofensiva. Nesse quando, chamando seu irmão Livino, tentou Lampião o envolvimento do flanco direito da parte da tropa de Lucena que ficara na linha de fogo. Oficial instruído em curso de caserna,  compreendeu Lucena o jogo tático de seu adversário: aniquilar ou afugentar sua tropa para, ao depois, cair sobre a do tenente Enéias. Realmente, muito tempo adiante, narrando a amigos aquela batalha, confirmou Lampião a sua intenção no momento. Isso, porém, não teria passado de mera tentativa se na ocasião tivesse ele, pelo menos, outro tanto do efetivo de Lucena e um poder bélico muito superior. Mesmo assim, saliente-se, nesse movimento de cerco dentro da batalha, talvez tivesse de sacrificar muita gente. Ademais, enquanto a polícia usava carabina-fuzil de longo alcance, semiautomático, e bala de aço de grande poder perfurante; Lampião utilizava rifle papo-amarelo* ou cruzeta, arma de repetição, que esquenta muito após quarenta tiros, de muito menor alcance, e bala calibre 44, de chumbo, chata, de poder antes rompedor que penetrante. Refez e uniu Lucena sua tropa fragmentada e, num trancão impetuoso de fogo cerrado, empurrou Lampião e seus irmãos para as linhas primitivas. Durante a contra ofensiva, houve um corpo-a-corpo, desesperado e sangrento: engalinharam-se o valente cangaceiro Cavanhaque e um "macaco", rapidamente passando os dois apronto.

* O rifle Winchester, desde 1866, ano de sua invenção 'por Oliver Ficher Winchester, que fundou no Connecticut a "Winchester Repeatring Arms Company", fez parte da história de todos os povos: Estados Unidos, México, Peru, Brasil, Chile, Argentina, Espanha, França, Rússia, Turquia, China... tanto na guerra, como na paz. Recorde-se sua adotação pela Polícia Montada do Noroeste dos Estados Unidos e pelo presidente Roosevelt nos safáris das selvas africanas... Mesmo depois de ter adotado o mosquetão ern 1926, • jamais deixou Lampião de utilizar. o "papo-amarelo", talvez porque arma mais fácil de conseguir. Tem o rifle esse nome por causa da pequena placa de metal amarelo — o papo — na parte inferior, a cujo impulso a cápsula salta para cima. Diga-se de passagem, que se tornou muito conhecida, naquele tempo, a casa comercial "A Sertaneja", de Pesqueira, pertencente a Orestes de Almeida Maciel, a qual possuía permanente estoque de rifles e munição apropriada. Consultando-se o velho Arquivo Comercial da "A Sertaneja", chega-se a saber, através de faturas emitidas por Herm Stoltz e pelo Armazém do Caboclo. quais as armas então vendidas na referida firma: revólveres "Colt" (preto) e "Smith and Wess" (niquelado), americanos, calibre 32; revólver "Azul", espanhol, calibres 32 e 38; pistola "Comblain" (Fogopagô), belga 320 e 380; pistolas de pente:, "Mauser" (')Vf..ausa") 6,35 e 7,35, "Remington" 380, e "FN", belga, 6,37 e 7,35; rifle "Winchester"-7,44-..,(PaPo-amarelo); espingardas de caça ou de passarinhar (de 'cartucho), e (“de Lazarino Cominazzo”. , famoso milanês fabricante de espingardas no século XVI), de cano fino e comprido, de encher pela boca, em três cores, verde, amarelo e encarnado. Para espingardas desse último tipo, vendiam-se também. acessórios: canos, fechos, varetas, ouvidos... além de espoletas BB. Note-se que a primeira pistola que apareceu no sertão foi levada por um Carvalho (cf. cap. 4, nota 7). Antes existiam apenas o bacamarte e pistola de encher boca.

O sol se incrinava.

Lampião verificando a munição ficando escassa, deu sinal de retirada — cinco tiros secos de pistola para o ar. Correndo agachados e atirando, os cangaceiros cruzaram o lençol de areia enxuta do rio e fizeram pousada num arredado perto, embiocados.

Lucena não saiu na inculca deles. Voltou, com a 'tropa em muxibas, trambecando, para Santana de Ipanema. Além dos dois mortos na luta corpo-a-corpo, não foi possível obter-se informação exata do resultado da batalha. A tarde se arriara, por coincidência, sombria e triste, envolta em tons arroxeados. E com ela, a catinga começava a adormecer, toda desarranjada e destroçada pelo espasmo da luta, parecente, de mesmo, um espojeiro de monstros anti-diluvianos...

e) oficial do Exército?

A seu amigo, Padre José Bulhões, vigário de Santana de Ipanema, comentou Lucena a batalha do Poço Branco: — "Figurei, em dado momento da luta, que Lampião queria mesmo acabar comigo, depois, diante de seus estratagemas, me veio uma dúvida: Não é possível! Seria mesmo Lampião o comandante? Ou esses cabras estão sendo comandados por algum oficial estrategista de alta patente, egresso do exército?!...”

Classificou também ele, a retaguarda de Antônio Ferreira de “manobra magistral”.

Nova Ordem do Cangaço

Vemos nessa bela demonstração do grande estrategista que foi Lampião: A partir do ano de 1929, passou a acontecer uma das mudanças mais radicais no modo do famoso cangaceiro portar-se perante seus inimigos, vindo a tornar-se muito mais perigoso ainda. Mulheres passaram a integrar seu bando e ele passou a dividi-lo em grupos e subgrupos.

Que estratégia incrível para os padrões ‘cangaceirísticos’ daquela sua época. Ninguém ainda tinha feito isso. Eram uma espécie de clãs familiares e autônomos sob a direção de homens de sua inteira confiança. Era a Nova Ordem do Cangaço que se apresentava. Chamava menos atenção e seus inimigos não tinham a menor ideia onde ele se encontrava, pois o bando dividido, a população os via em muitos lugares e as autoridades ficavam sem saber onde centrar fogo, com números maiores de contingente.

Essa estratégia, ou por querer ou por necessidade e imposição do destino, fez que Lampião, perseguido sem descanso pelas Forças Volantes de Pernambuco, teve de fugir e refugiar-se na Bahia com cinco companheiros que lhe restavam e maltrapilhos e famintos ali chegaram para a recomposição mais espetacular de sua vida. Era o ‘Fênix’ que retornava mais forte e das cinzas ressurgia sua têmpera de ‘cabra macho’ que não temia ninguém.

Lampião veio a entender por conta da situação em que seus inimigos contavam com armas melhores e poderosas, que deveria mudar de estratégia. Em sua mente de guerreiro privilegiado e líder, compreendeu que já não tinha condições de dirigir um número considerável de cangaceiros. Além disso o sertão ficava aos poucos modernizado, com estradas, vias férreas e pipocava o progresso. Sua vida e de seus cabras agora dependiam mais da ‘inteligence’ que de seus músculos, coragem e pontaria pois deixava aos poucos de ser um território virgem e impenetrável. O Governo estava agora em toda a parte com suas construções de progresso e sua ‘gana’ de exterminar o banditismo naquela região.

Élise Grunspan Jasmin em seu livro ‘Lampião, Senhor do Sertão’, veio a tecer um comentário de pé de página onde o chama de ‘O Guerreiro Sedentário’ justamente por substituir seus ataques violentos, embora vez em quando o fizesse, por essa nova ordem familiar tornando-se menos nômades.

Em suas notas, Élise Grunspan Jasmin aponta para Antônio Silvino que tentara “resistir a construção da estrada de ferro pela companhia Great Western no sertão da Paraíba. Em 1906, ele perseguia os engenheiros ingleses encarregados de executar os trabalhos, ameaçava os operários, cortava os fios telegráficos, deteriorava as vias já instaladas e extorquia os passageiros do trem. Constatando a ineficácia de sua empresa, enviou uma carta aos diretores da Great Western por meio de Francisco de Sá, um de seus empregados, dizendo que permitiria a construção da estrada de ferro mediante uma indenização de 30 contos de réis. Ver, a esse respeito.

Sempre que tinha oportunidade.

 

Lampião ameaçava ou assassinava os operários que trabalhavam nos canteiros. Em 1929. fez interromper a construção de uma estrada que devia ir de Juazeiro a Santana da Glória, CE, e que devia passar por seu refúgio predileto, o Raso da Catarina. Em outubro desse mesmo ano, constatando que sua ameaça não tinha sido levada em consideração, matou um dos operários. Em 1930, perto de Patamuté. BA. atacou um grupo de operários e matou um deles. Em 1932. no sitio Carro Quebrado, entre Chorrochó e Barro Vermelho, na Bahia. Lampião executou nove operários.

No Estado de Sergipe. em fevereiro de 1934, atacou operários e paralisou a construção da estrada. As autoridades governamentais nunca levaram em conta as ameaças de Lampião, e a partir de 1930 intensificaram os projetos de abertura do sertão ao "progresso". No dia 9 de junho de 1935, por ocasião de uma reunião organizada em Águas Vermelhas, na fronteira de Pernambuco. Carlos de Lima Cavalcanti, governador desse Estado, e Osman Loureiro, governador de Alagoas propuseram um plano de construção de estradas e vias férreas nas zonas do sertão afetadas pelo cangaço.

Elas deviam cortar sistematicamente em diversos eixos as regiões mais frequentadas por Lampião e facilitar o transporte das Forças Volantes por caminhão, enquanto os cangaceiros se deslocavam quase sempre a pé. Os canais e as vias fluviais também deveriam ser controlados, pois permitiam o envio de armas aos cangaceiros. Lampião sabia que as conquistas tecnológicas com as quais as Forças Volantes tinham sido municiadas e a penetração das vias de comunicação através do sertão poderiam anunciar seu fim próximo e pôr em perigo sua autoridade na região (Informações extraídas das obras de Frederico Pernambucano de Mello, op. rir., 1985, e Quengo: Amplio?, 1993).

Cristino Gomes da Silva Cleto, conhecido como Corisco nasceu em 1907 em Marinha de Água Branca, no Estado de Alagoas. e foi morto no dia 25 de maio de 1940, no Estado da Bahia, pelo tenente José Rufino. Da mesma forma que Jararaca. ele também chefe de subgrupo, Corisco tinha-se alistado no Exército em 1924, em Aracaju (até hoje não existe comprovação). Desertou, foi perseguido e encontrou refúgio no cangaço. Seu conhecimento das técnicas de guerra lhe valeram o interesse de Lampião, bem como sua confiança. Depois de inúmeras tergiversações.

Corisco alia-se a Lampião em 1926. em Vila Bela (Pernambuco), e lhe permanecerá fiel para sempre. Em 1927. começou a dirigir um grupo de cangaceiros e sempre reivindicou certa autonomia com relação a Lampião, embora sempre o considerasse seu superior hierárquico. Segundo Frederico Pernambucano de Mello, como Lampião, Corisco se fazia chamar de "Capitão" e assinava assim os pedidos de resgate que dirigia a suas vítimas: "capitão Corisco, chefe de grupo dos Grandes Cangaceiros" (Frederico Pernambucano de Mello, op. rir., 1985, pp. 88-89). Corisco, o "diabo louro", distinguia-se por sua brutalidade e crueldade.

Depois do anúncio da morte de Lampião, que ele vingará mediante um ato punitivo de rara violência. Corisco tentou retomar o lugar deixado vago pela morte de seu chefe e procurou reestruturar os grupos restantes de cangaceiros. Essa tentativa redundou em fracasso, devido, principalmente à sua falta de diplomacia para com os coronéis e coiteiros.

Sua morte anuncia a extinção definitiva do cangaço.

Em um artigo do Diário de Pernambuco de 11/6/1935 intitulado "Assentado Medidas para a Extinção do Banditismo", dedicado aos acordos firmados entre as forças policiais de Pernambuco e Alagoas, o major Lucena diz ao jornalista que Lampião dirigindo apenas um grupo de 30 a 35 cangaceiros, dividiu-o em pequenas unidades de 5 ou 6 homens.

Outro artigo do Mujo de Pernambuco, datado de 24/11/1937, intitulado "O Problema do Banditismo na Zona Sertaneja" e ilustrado com uma fotografia do tenente Luís Mariano, feita possivelmente no sertão, também evoca a divisão do grupo de Lampião, divisão a que ele parece acomodar-se para levar uma vida tranquila, dando-se o luxo de se esconder ou de se exibir em público como e quando lhe bem aprouvesse: "Lampião nestes últimos tempos tem-se embrenhado nas caatingas do Estado de Sergipe e se demora principalmente nos municípios de Porto da Folha. [...] e São Paulo, sendo neste que o bandido chefe, faz com uma certa segurança o seu quartel general.

De vez em quando Lampião, á frente de uma parte do seu grupo invade a Bahia, entrando ali pelos municípios de Jeremoabo. [...] Nessas excursões pratica grandes roubos e depreciações e, retorna aos logares que lhe servem de coito, onde descansa meus óculos e guardado por coiteiros de sua absoluta confiança. [...] Depois de descansar a vontade em Alagoas. o bandido com seu grupo, procura ser visto nas caatingas de Águas Bellas, esconde depois os rastros para promover a confusão, e desorientar os pequenos troços de volantes desorganizados. que o perseguem. Violentamente regressa às caatingas de Alagoas. ocultando-se de preferência na zona do Serrote do Carié, Riacho do Canapy. Poeira [...] dos Municípios de Marta Grande e Pão de Açucar.[...] Enquanto Lampião e sua Maria De Déa de José Felippe e meia dúzia de bandidos descansam, os bandidos de nomes Corisco. Luís Pedro. Português. Angel Roque. Moreno. Moita Brava, Chumbinho, Pedro Rocha e outros chefes de grupos matam, roubam, promovem incêndios. praticando, enfim, toda sorte de miséria".

Em artigo do Diário de Pernambuco. 11/5/1935. intitulado "Luís Pedro. do bando de Lampião. visitou Pernambuco. O prefeito de Mata Grande esteve sequestrado 15 dias — Virgulino está em Sant'Anna do Ipanema", faz-se referência ao rapto do prefeito de Mata Grande por Luís Pedro. o homem de confiança de Lampião, em troca de uma importância elevada.” 

 

Benjamin Abrahão

Um dos historiadores mais ousados de Lampião e seus cangaceiros foi Benjamin Abrahão Botto, que após a morte de Padre Cícero, solicitou e obteve do "Rei do Cangaço" a permissão para acompanhar o bando na caatinga e realizar as imagens que o imortalizaram. O próprio Lampião assegurou o testemunho, em um bilhete, de que todas as suas imagens eram produto do trabalho de Abrahão. Abaixo as palavras do cangaceiro escritas em um de seus famosos bilhetes:

Illmo Sr. Bejamim Abrahão Saudações Venho lhi afirmar que foi a primeira pessoa que conseguiu filmar eu com todos os meus peçoal cangaceiros, filmando assim todos us muvimento da noça vida nas catingas dus sertões nordestinos. Outra peçoa não conciguiu nem conciguirá nem mesmo eu consintirei mais.Sem mais do amigoCapm Virgulino Ferreira da Silva Vulgo Capm Lampião

Benjamin em seus trabalhos, diz ter encontrado vários grupos de cangaceiros, dentre eles o de Corisco, Zé Sereno e Gato, o que confirma a estruturação do grupo de Lampião em pequenas unidades relativamente autônomas. Ele fotografou os chefes dos grupos e os grupos separadamente. Apesar de esses diferentes "subgrupos" estarem com toda a evidência sob a autoridade de Lampião, não se conhecem fotografias apresentando o conjunto dos cangaceiros.

Devido então a esses testemunhos, vemos em Lampião um grande estrategista, que aprendeu na lida todos esses ‘truques’ que o tornaram um inimigo a ser respeitado pelos volantes e seus comandantes.

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! 

Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. 

Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

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