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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

POÇO REDONDO E MAIS 14 MUNICÍPIOS SERGIPANOS ESTÃO EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA



A Operação Pipa está sendo realizada em Canindé do São Francisco, Poço Redondo e Gararu.

O inverno ainda não terminou, mas já deixa um rastro de sofrimento e dificuldades para o homem do campo. Sem chuva, boa parte da produção não vingou e muitos animais já não têm o que comer. A Defesa Civil Estadual confirmou ao F5 News nesta segunda-feira (17) que 15 municípios estão em situação de emergência, por conta dos efeitos da seca no Estado.

Segundo o diretor da Defesa Civil, tenente coronel Alexandre Alves, essa é uma média que vem sido mantida nos últimos meses, em função da vigência dos decretos. https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/f63/1.5/16/26a0.pngOs municípios com decretos vigentes são: Nossa Senhora da Glória, Pinhão, Nossa Senhora Aparecida, São Miguel do Aleixo, Carira, Tobias Barreto, Poço Redondo, Gararu, Monte Alegre de Sergipe, Canindé do São Francisco, Frei Paulo, Ribeirópolis, Nossa Senhora de Lourdes, Itabi e Simão Dias.

Alves diz ainda que o Estado está realizando a Operação Pipa em três municípios: Canindé do São Francisco, Poço Redondo e Gararu.

Em 2017, 29 municípios decretaram situação de emergência.
FONTE: F5 News

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UMA OBRA RARA!



Assim defino o livro-depoimento escrito pelo padre Pereira Nóbrega, filho do cangaceiro Francisco Pereira Dantas, o Chico Pereira.

Publicado pela editora Freitas Bastos, recebeu o interessante título Vingança Não! Cangaceiros do Nordeste, que aqui aparece em sua 2.edição publicada em 1961.

Um livro que além de muito raro, faz parte da bibliografia especializada sobre o Cangaço. 

São 331 páginas de história, depoimento e emoção. 

Obra doada hoje à minha biblioteca pelo meu amigo e Mestre, professor Jorge Cândido de Lima.

Obrigado, Mestre!

Página do pesquisador Wasterland Ferreira

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

ANTÔNIO LINARD E O TORNO DE LAMPIÃO.

Das duas ou três vezes que Lampião e seu bando vinham ao Cariri cearense anualmente, subiam a chapada do Araripe pela ladeira do Salvaterra, na divisa de Porteiras e Brejo Santo, para atingir o sítio Serra do Mato, nas suas escarpas, encravado entre Missão Velha e Barbalha. Ali eles encontravam o refrigério de que necessitavam.

Propaganda da Fundição Linard, década de 1940. 

Lampião e seu bando ficavam hospedados na residência senhorial do celebérrimo coronel Antônio Joaquim de Santana, genitor do todo poderoso Dr. Juvêncio Joaquim de Santana, circunspecto magistrado que fora desde deputado estadual, como candidato do padre Cícero Romão Batista, a Secretário do Interior e Justiça do Governo Moreira da Rocha ("Moreirinha"), instalado no Ceará a partir de 1924, cuja seriedade estava acima de qualquer suspeita. Diante dele, todas as dúvidas se dirimiam, tal era a sua autoridade moral e jurídica. Começara a carreira de magistrado como promotor público de Jardim, logo que saíra da Faculdade de Direito. Ali foi também professor de História e Geografia, no famoso "Colégio 24 de Abril", do educador Francisco de Lima Botelho. Também, ficou tomado pelos encantos femininos da senhorita Beatriz Gondim, filha do coronel José Caminha de Anchieta Gondim, conhecido como coronel Dudé ou Daudet, boticário e matemático, chefe político local, com a qual, efetivamente, veio a se casar.

 
Antônio Linard 

O coronel José Caminha de Anchieta Gondim é pai do monsenhor Dermival de Anchieta Gondim, pároco da cidade de Brejo Santo desde a década de 1950.

O sitio Serra do Mato, em Missão Velha, ainda hoje é de difícil acesso, imagina nos tempos de Lampião! Só vai lá quem tem negócio. O coronel Antônio Joaquim de Santana era dono de todas as vidas, mandando com mão de ferro nas pessoas e na natureza, verdadeiro paraíso ecológico com muito verde, um engenho de rapadura, frutas e sombras que faziam daquela região um oásis. 

Lampião ficava hospedado na própria residência do seu proprietário, enquanto os cangaceiros ocupavam um grande galpão, "batendo pernas" pelas cercanias, absolutamente tranquilos, inclusive bebendo pinga na vilazinha de Gameleira do Pau ou Gameleira de São Sebastião. Ali estavam com a vida que pediram a Deus, com paz, segurança e fartura, recuperando os quilos perdidos e dormindo sem sobressaltos! 
Usina Linard em Missão Velha/CE.
A 200 metros da casa grande do sitio ficava a caudalosa Fonte da Pendência, uma das maiores dentre as 310 que a chapada do Araripe doa ao Cariri, cerca de 20 milhões de metros cúbicos de águas límpidas e puras por ano, sem precisar de energia elétrica, brotadas do bucho dadivoso da chapada, que tem 748 mil hectares de matas, separando ou unindo três Estados: Ceará, Pernambuco e Piauí, com 30 léguas de comprimento e 1O de largura, em média. 
Pois bem, os cangaceiros ficavam na fonte, banhando-se, fazendo a barba, lavando os seus animais, banqueteando-se com saborosos churrascos dos gordos bois que desciam da chapada para se dessedentarem nas fartas águas da fonte. No recanto bonançoso da Fonte da Pendência, os cangaceiros tinham o seu efêmero lazer.

Em uma das estadas de quase vilegiatura de Lampião e seu bando no sitio Serra do Mato, enquanto os cangaceiros se refrescavam na caudalosa Fonte da Pendência, absolutamente certos de que ninguém, nem mesmo o tenente Arlindo Rocha os molestaria, Lampião recebia e conversava na casa grande com o coronel Antônio Joaquim de Santana e seus numerosos amigos ''cangaceirófilos''.

Lá para as tantas, Lampião mostrou um régio presente que havia recebido: um estojo de madeira trabalhada, dentro do qual havia uma linda pistola de fabricação alemã, até então sem utilidade, porque ninguém sabia montá-la! Foi aí que o matreiro coronel Santana disse:

''- Lampião, eu tenho um amigo mecânico que sabe até fabricar, e muito mais montar a sua pistola: é o mecânico Antônio Linard, maquinista de Dãozinho Gonçalves, de Missão Nova. Vou mandar chamá-lo.”

Efetivamente, Antônio Linard chegou a cavalo e, em duas horas, já Lampião atirava com sua pistola! Foi aquele espanto!

Então, Antônio Linard observou que as armas dos cangaceiros estavam sujas, cheias de poeira e sem lubrificação. Durante todo dia, limpou e lubrificou o armamento do grupo. A seguir, Lampião pediu a conta e Antônio Linard respondeu que não era nada, uma simples cortesia.

Lampião, então, perguntou a Antônio Linard o que ele precisava para mudar de vida para melhor. Antônio Linard respondeu:

"- Um torno mecânico, porque todos os engenhos de rapadura do Cariri mandam suas moendas de ferro para serem torneadas em Fortaleza, apenas por falta de um torno mecânico, porque eu sei tornear."

O famoso "Torno de Lampião", ainda hoje em perfeito funcionamento. 

Nisto, em um gesto inopinado, Lampião tirou o seu chapelão e "correu a roda", como se diz vulgarmente, diante dos presentes, inclusive dos cangaceiros, angariando dinheiro para Antônio Linard que, com isto, pode comprar o primeiro torno da Fundição Linard, de Missão Velha, o que hoje inicia a fila de 1O ou 15 tornos daquela modelar siderurgia.

Antônio Linard era filho do francês Serafim Estevão Linard, que junto com operários de mais 50 nacionalidades, finalizaram em 1912 a estrada de ferro que percorria as margens dos rios Mamoré, na Bolívia e Madeira, em Rondônia. Construída para importar borracha dos nossos vizinhos, a estrada Madeira-Mamoré ficaria conhecida como a Ferrovia da Morte, pois nela pereceram quase 06 mil homens, vítimas de doenças tropicais e de condições inadequadas de trabalho. 

Em alusão ao centenário do nascimento de Antônio Linard. 

Finalizada a construção da Madeira-Mamoré, Serafim procurou por uma região em que fervessem os caldeirões dos engenhos de rapadura, clientes certeiros de quem lida com ferro. Assim, ele chegou ao Ceará, indo instalar-se com a família em Santana do Cariri. Antônio Linard, filho do segundo casamento do francês, se sentiu na responsabilidade de sustentar a família quando o pai veio a falecer. No começo do século XX, quando Antônio era um jovem em busca de pôr em prática os ensinamentos do pai sobre a arte do ferro, Missão Velha era a cidade onde mais se plantava cana-de-açúcar – cerca de 300 engenhos produziam sem parar e, claro, não faltavam máquinas precisando de reparo.

A população de Missão Velha, hoje, é de pouco mais de 35 mil habitantes. Em 1933, quando Antônio abriu a primeira oficina mecânica para manutenção das máquinas dos quase mil engenhos do Cariri, a cidade era ainda menor e ele, então com 29 anos, pôde praticar tudo o que sabia sobre o funcionamento das moendas ¬– habilidade que desenvolveu apenas vendo-as girar, além de ter observado o pai em ação e de ter lido os livros de mecânica em francês e inglês que herdou dele.

Agora, a Fundição Linard é um orgulho para o Cariri, exportando máquinas agrícolas para a Índia e Canadá. 

Interior da Usina Antônio Linard - Máquinas e Construções Técnicas S/A. 

Deste episódio fica uma grande lição para a vida: ninguém é totalmente mau ou totalmente bom, dependendo das circunstâncias. Apesar de bandido feroz, lá no intimo de Lampião havia qualquer laivo de bondade, que podia aflorar facilmente, dependendo do momento e da sutileza da provocação.

Foi assim, quase acidentalmente, que surgiu a fecunda Fundição Linard de Missão Velha, uma benemérita do Cariri, hoje sob a direção de Maragton Linard (filho de Antônio Linard) e seus três filhos – Alônion, Amélia e Mona Alice.

Fontes bibliográficas:

- Cariri Cangaço, Coiteiros e Adjacências, Napoleão Tavares Neves, 2009;

- Cariri Revista, Histórias marcadas no ferro, por Pedro Philippe, em 19 de junho de 2015 - http://caririrevista.com.br/historias-marcadas-no-ferro/.

Fontes iconográficas:

- Site Cariri Cangaço: http://cariricangaco.blogspot.com.br/2010/09/familia-linard-e-o-torno-de-lampiao.html;

- Cariri Revista, Histórias marcadas no ferro, por Pedro Philippe, em 19 de junho de 2015 - http://caririrevista.com.br/historias-marcadas-no-ferro/;

- Heitor F. Macêdo.

A Munganga Promoção Cultural. 

https://cangacologia.blogspot.com/2018/09/antonio-linard-e-o-torno-de-lampiao_57.html

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FILHOS QUE AMAM SEUS PAIS

*Rangel Alves da Costa

Nem toda procriação significa a devida correspondência da prole. Filhos nascem e continuam filhos pela vida inteira. Mas filhos nascem e assim que podem passam a negar seus berços de nascimento. Amor, respeito, afeição pelos pais, apenas em alguns.
Alguns até podem viver repetindo o refrão da música de Erasmo Carlos: “Ei mãe, não sou mais menino, não é justo que também queira parir meu destino. Você já fez a sua parte me pondo no mundo, que agora é meu dono mãe, e nos meus planos não estão você...”. Existem muitos filhos assim.
Filhos gestados no amor, na luta pela sobrevivência, na dureza da criação, mas que depois passam a desconhecer totalmente aqueles que lhes garantiram um lugar na vida. Mas nem todos assim, logicamente. Ainda bem que a maioria nunca desaparta dos laços familiares, nem no amor nem no reconhecimento.
Filhos que amam seus pais e filhos que jamais sentiram qualquer sentimento amoroso por aqueles que lhe deram vida. Filhos que cultivam suas raízes e filhos que sequer querem saber de onde vieram.
Filhos que a todo instante agem como filhos, e por agirem assim sempre respeitam, veneram e procuram preservar pai e mãe, e filhos que a todo instante renegam seu berço familiar, a casa onde mora, o sobrenome que carrega e, principalmente, sua herança de sangue.
Filhos que sofrem o mesmo sofrimento de seus pais, que sentem a mesma dor dos seus, que se desesperam em momentos dos desesperos que afetam os seus. E filhos que têm suas raízes como estorvo, como pedras em meio ao caminho, como pessoas que desnecessariamente se preocupam com suas vidas.
Filhos que dão a benção aos pais e filhos que sequer dão bom dia ou boa tarde. Filhos que tudo fazem para não ficar distante dos seus e filhos que quanto mais longe eles estiverem mais se sentem confortados. Filhos que abrem a porta de seus lares com amor e filhos que amam sair sem hora para retornar.


Filhos que perdem uma parte de si quando um pai ou uma mãe se despede da vida terrena. Filhos que nunca se acostumam com as perdas e continuam amando os seus como se ao lado estivessem. E filhos que só lamentam quando seus pais não deixaram nenhuma herança.
Filhos que bebem da saudade dia após dia, que choram de saudade, que sequer conseguem confrontar os velhos retratos. Filhos que oram pelos seus ausentes, que fazem da memória e da recordação um vínculo inseparável. E filhos que fazem do esquecimento uma forma de traduzir sua negação familiar.
Como visto, existem filhos e filhos. Os pais sempre são os mesmos, sempre serão pais, mas os filhos não. Filhos existem que dizem amar depois da impossibilidade do amor real, vivenciado na existência. Tiveram todo o tempo da vida para demonstrar tal amor, mas somente depois da perda alardeiam os sentimentos.
Existem filhos e filhos. Incompreensível é que um filho deixe de fruir, e com a máxima intensidade, a presença de seus pais. Ora, os seus pais estão ali, e por que não uma demonstração de reconhecimento, de amor, de filiação. Por que não estar pertinho deles, por que não procurar saber como andam suas vidas, se estão precisando de alguma coisa?
Será que somente quando os pais se vão é que os amores tardios devem ser revelados? Será que somente com a perda é que surge o reconhecimento de quanta falta fazem, de quanto deixou de aproveitar a vida ao lado deles, de quanto deixou de mostrar todo o amor sentido? Será que o amor dos filhos pelos pais deve nascer do luto?
Não. A vida é frágil, é pouca, é um quase nada. O que somos agora, amanhã já não seremos mais. Um dia nós iremos como nossos pais se vão. Quem tem seus pais também poderá ter seus filhos. E um filho que é pai gosta de ser renegado ou abandonado pelo que trouxe ao mundo? Então por que fazer de conta que seus pais nem existem?
Filhos que amam seus pais nunca os abandonam, nunca dizem não aos seus conselhos, nunca agem como se já fossem adultos e os pais apenas uns velhos. Na verdade, aos olhos e sentimentos dos pais, nenhum filho jamais fica adulto, pois sempre sua criança, sua cria, como se de eterno berço. Não é mimo não. É amor, é cuidado, é medo da voracidade do mundo.
Filhos que amam os seus pais não esperam suas partidas para sentir saudades. As saudades batem sempre, querem sempre reencontrá-los, sempre sentem a necessidade de bater àquela porta ou de dizer “bença pai, bença mãe!”. Que coisa mais linda do mundo! Filhos que amam, pais que se orgulham de suas crias.
E fazer diferente da letra da canção caipira Couro de Boi: um filho expulsa o pai de casa e a este dá somente um velho couro de boi. Já na estrada, o netinho correu e foi pedir ao avô um pedaço daquele couro. Ao retornar, o pai perguntou o porquê daquele pedaço de couro. Então ele respondeu que o pai também ia ficar velho e aquele pedaço poderia ser também colocado em suas mãos.

Escritor
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COITEIRO ANTÔNIO DA PIÇARRA .., O BANCO DE VISITA.....e...LAMPIÃO



Considerado um dos maiores coiteiros de Lampião no Cariri cearense, recebeu muitas vezes em sua fazenda LAMPIÃO e seu grupo, fornecendo-lhe, armas, víveres etc...

O BANCO feito de madeira de Lei, ainda, hoje, permanece guardado na aludida fazenda, zombando do tempo..Foi, ainda, nessa fazenda, que morreu em um tiroteio, o cangaceiro SABINO DAS ABÓBORAS, braço direito do rei do cangaço, cujo restos mortais /ossos, nunca foram descobertos....Ainda, se vê, na foto de baixo UMA FACA JARDINEIRA, feita por Paulo Pereira, o ferreiro predileto de Lampião, na cidade de Jardim-CE ( Foto, Jose Irari /Pereira)...

OBS: A primeira foto foi cortesia de Dr. Antônio Amaury/SP

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=939788052889836&set=gm.919719761570302&type=3&theater&ifg=1

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VÍDEO IMPORTANTE!


https://www.youtube.com/watch?v=0ZBxlTfv4uE

VÍDEO IMPORTANTE.!.Confecção de FACAS / PUNHAIS cangaceiros...!

Paulo Pereira.....Ferreiro..!..O Pai dele fez muitas FACAS e PUNHAIS para o bando de Lampião na cidade de Jardim-CE.

Confira, como são feitos, artesanalmente, esses instrumentos.

Cortesia / Indicação do vídeo: Dênis Carvalho

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=919719761570302%2C919714894904122&notif_id=1537386108037071&notif_t=group_activity

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MORRE O SANFONEIRO CEDRENSE CÉSAR DO ACORDEON (ABIANTO)


Grande cedrense, músico, um dos maiores sanfoneiros do país, César do Acordeon (Abianto) Comunicamos a todos os cedrenses o seu falecimento ocorrido agora pouco, César, vinha enfrentando complicações decorrentes de uma cirurgia cardíaca. 

A família agradece as orações.

https://blogdoinhare.blogspot.com/2018/09/morre-o-sanfoneiro-cedrense-cesar-do.html

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CARIRI CANGAÇO...DE 11 A 14 DE OUTUBRO/2018 LOCAL: SÃO JOSE DE BELMONTE - PE



 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2106187286067739&set=a.476409229045561&type=3&theater&ifg=1

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VÍDEO. PASSAGEM DE LAMPIÃO EM JARDIM - CEARÁ ANO 1926.



Nessa oportunidade, ele mandou serrar os canos dos fuzis recebidos para combater a COLUNA PRESTES, para facilitar o manuseio dentro da caatinga.

Na narrativa são mencionados outros fatos interessantes, como o FOGO DA FAZENDA IPUEIRA DOS XAVIER; sequestros e a morte do cangaceiro TEMPERO, além de outros fatos.

Publicado em 25 de ago de 2017

Cortesia dos 100 anos Ourivesaria Ferreira Narração de Luiz Ferreira Gorgônio
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DEPOIMENTO


Por Valdir José Nogueira

Depoimento do Tenente JOSÉ ALENCAR DE CARVALHO PIRES no Inquérito aberto em Belmonte, em decorrência do ataque aquela cidade em 20 de outubro de 1922 e que vitimou o coronel Luiz Gonzaga Gomes Ferraz.










https://www.facebook.com/search/top/?q=of%C3%ADcio%20das%20espingardas

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DEBATE: COMBATE EM ANGICO

Por Aderbal Nogueira

Publicado em 18 de set de 2018

Debate sobre o cerco a Angico e o combate onde tombou Lampião e parte de seu bando.

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terça-feira, 18 de setembro de 2018

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   

franpelima@bol.com.br

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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PELA 1ª VEZ DESDE 1989, LÍDER NA PESQUISA DATA FOLHA TEM MENOS DE 30%...


https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/09/18/pela-1-vez-desde-1989-lider-nas-pesquisas-tem-menos-de-30.htm

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FOTO DE 1903 COLORIZADA POR MIM.



"O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora...
Aqui onde indefinido
Agora que é quase quando
Quando ser leve ou pesado
Deixa de fazer sentido
Aqui de onde o olho mira
Agora que ouvido escuta
O tempo que a voz não fala
Mas que o coração tributa
O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora...
.
Aqui onde a cor é clara
Agora que é tudo escuro
Viver em Guadalajara
Dentro de um figo maduro
Aqui longe em nova deli
Agora sete, oito ou nove
Sentir é questão de pele
Amor é tudo que move
O melhor lugar do mundo é aqui,
E agora...
.
Aqui perto passa um rio
Agora eu vi um lagarto
Morrer deve ser tão frio
Quanto na hora do parto
Aqui fora de perigo
Agora dentro de instantes
Depois de tudo que eu digo
Muito embora muito antes
O melhor lugar do mundo é aqui
E agora"
Gilberto Gil

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CARIRI CANGAÇO APRESENTA:ANGICO EM DEBATE NO CAFÉ PATRIOTA



A apresentação acima nos traz os principais momentos do debate acontecido no último dia 15 de setembro de 2018, dentro da programação da parceria entre o Cariri Cangaço e o Café Patriota em Fortaleza, que teve como tema o Vídeo Documentário "Angico 80 Anos" do documentarista e Conselheiro do Cariri Cangaço, Aderbal Nogueira.
o
 Por longas e intrigantes 3 horas os convidados do Cariri Cangaço puderam conhecer mais de perto tudo o que cercou o ultimo dia de vida do Rei dos Cangaceiros numa manhã dedicada à memória do Mestre Jonas Luis da Silva, de Icapuí. Estiveram à frente do debate os pesquisadores Ângelo Osmiro, Aderbal Nogueira e Manoel Severo.
o
A presente apresentação não contempla o Vídeo Documentário em si; que será brevemente divulgado pelo pesquisador Aderbal Nogueira; mas os momentos iniciais do encontro e o debate posterior à sua apresentação nos salões do Café Patriota.
o
Fonte: Youtube - Canal Aderbal Nogueira
Cariri Cangaço e Café Patriota apresentam:
Angico, 80 Anos - Um vídeo de Aderbal Nogueira
15 de Setembro de 2018
Café Patriota, Fortaleza, CE

https://cariricangaco.blogspot.com/2018/09/cariri-cangaco-apresentaangico-em.html

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NÃO SOU PSIQUIATRA, SUA LOUCA!

*Rangel Alves da Costa

Às vezes eu chego a pensar que para a devida correção de muitas de suas atitudes insanas e destrambelhadas, bastaria uma boas palmadas, palavras duras e sem fugir de nada, ou mesmo o distanciamento imediato. Mas sei que não adiantaria.
E não adiantaria por que seu caso parece clínico mesmo. É coisa de internamento em hospício, com camisa de força, ante o grande perigo que representa. Ora, só pode ter alcançado o mais alto grau de loucura.
Mesmo que não queira demonstrar a todos - pois somente a mim seus rompantes são acionados -, a verdade é que os seus problemas mentais são mais que evidentes. Distúrbios, insanidades, doidices, loucuras, desajuizamentos, seja lá o que for, mas alguma coisa de errado há com você.
E de muito errado. Se no passado já era evidente e comprovada sua instabilidade, com instantânea modificação na personalidade, com repentinas mudanças no humor e desajustes comportamentais deploráveis, o que se tem agora vai muito além do mau-humor, da duplicidade de caráter e da incógnita em que sempre se oculta.
Eu até acostumei com seus disparates e inconsequências. Eu até relevei seus achaques, suas frescuras, suas ranzinzas. Eu até pouca importância dei à sua língua ferina, aos seus ódios imotivados, aos seus desejos mais bizarros e às suas atitudes inexplicáveis. Assim fiz na esperança de algum dia você reencontrar o equilíbrio.
Mas não houve jeito. Se já não havia equilíbrio, o desequilíbrio se fez tamanho que até se tornou difícil demais o convívio. Eu, mesmo estando sempre ao lado, passei a ser visto como inimigo, como algo odioso, como um estorvo. E tome pancada.


Erros? Ora, os erros eram repassados inteiramente para mim. Por mais que ela errasse, que fizesse o impensável a uma mulher que se dizia com dignidade, ao invés de reconhecer-se no erro, logo cuidou de lançar os lamaçais sobre quem não tinha nada a ver com suas indignidades.
Eu dizia que não ficava bem a uma mulher agir assim. Eu dizia que pessoas comentavam sobre suas atitudes e que tais comentários eram os mais deploráveis possíveis. Eu dizia que não fizesse assim, eu dizia que precisava ouvir de sua boca alguma resposta sobre aquelas insinuações desonrosas. Mas ela sempre calou. E o pior, aumentava o seu ódio.
Nada do que eu dissesse ela parecia ouvir. Nada do que eu pedia para não fazer ela respeitava. Quanto mais eu insistisse em querer o seu bem, mais ela fazia de conta que eu nem existia e continuava fazendo tudo errado.
Passou a gritar comigo e exigir que eu ficasse calado. Tudo o que eu dissesse ela gritava mais e dizia que não falasse alto com ela. Quer dizer, somente ela podia gritar, somente ela podia esculhambar, somente ela podia fazer o que bem entendesse. Um tipo de pessoa que se vale do silêncio do outro para justificar os seus erros.
Outra prática constante é o da vitimização. Como dito, jamais reconheceu um só erro, jamais respondeu uma pergunta feita, jamais teve coragem de enfrentar a verdade. Sonsa feito cobra, ardilosa feito cascavel, sempre buscava uma saída para se vitimizar. Para o mundo uma perdida, mas para ela a mais inocente do mundo, mesmo sabendo que estava errada.
Uma pessoa assim não pode ser normal de jeito nenhum. Louca, demente, insana, maluca, merecedora de camisa de força e de hospício. Dona de mil impurezas, com moral na lama, ainda assim se passando por santa. E ainda se achando a linda, a gostosa, a poderosa. E errando, errando e errando mais.
Ainda bem que nada disso aconteceu comigo. Tais relatos foram encontrados na lata de lixo na porta de uma clínica de psicólogo. Alguém certamente procurou o profissional em busca de ajuda. E antes que ficasse mais louco que aquela descrita na sua consulta.

Escritor
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“A RUA DOS COITEIROS”


Por Sálvio Siqueira

Naquele tempo, para sobreviver às inúmeras perseguições das volantes, Lampião arquitetou uma enorme e eficiente ‘malha’, rede, de colaboradores. Essa rede se fazia necessário para aquisição de material bélico, alimentação, vestimentas e, o mais importante, informações. Que, vira e mexe, O “Rei dos Cangaceiros” usava os ‘informantes’ para passarem a ‘desinformação’. Uma espécie de espionagem e contra espionagem na caatinga sertaneja.

O roceiro tinha que ser coiteiro, não simplesmente por ser. Havia o medo do que poderia lhe ocorrer, assim como a sua família, se se recusa-se a ser colaborador. Tinha lá suas vantagens em ser colaborador do ‘capitão’. A vida não era, e não é, fácil para quem vive exclusivamente dos produtos retirados das pequenas propriedades. Pior ainda, quando o mesmo com sua família era morador de uma fazenda e/ou sítio. Às vezes o dono sabia, consentia e mandava seu ‘morador’ acolher e alimentar os grupos quando por suas terras passavam. Outras vezes, era só o colaborador quem sabia da passagem e estada deles naquelas brenhas. A partir do momento em que ele matava a sede e a fome de algum cangaceiro, levava ou trazia algum recado, passava a ser colaborador, mesmo que nunca mais se repetisse esses atos. Aí vinha a dureza imposta por aqueles que os perseguiam os bandoleiros. Por ele ter dado água aos cangaceiros, eram, quando descobertos, presos, maltratados e até assassinados. No entanto, haviam aqueles que colaboravam por recompensas em dinheiro, favores e proteção, dependendo da sua colocação na pirâmide de colaboradores, se estavam na base, no meio ou no topo da mesma.


Certa feita, uma volante comandada pelo Aspençada Sinhozinho, Manoel Gomes de Sá, rastreava os sinais deixados por dois cangaceiros, que tinham estuprado uma mulher em uma fazenda da região, no leito e margens de um riacho temporário no sertão do Pajeú. Próximo às margens dos riachos e rios, era o local preferido onde os sertanejos procuravam levantarem suas taperas para morarem, devido ser mais fácil buscar o líquido 'precioso', cavando uma cacimba. Entretidos em decifrar e seguir o que os sinais ‘diziam’, os homens da volante nem percebem que estavam bem perto de uma casa.


Na casa, os dois foragidos, cangaceiros Zé Marinheiro e Sabiá, tinham matado sua sede e estavam a prosear embaixo de uma latada, quando, de repente, o dono da casa e sua esposa avisam aos dois da aproximação de soldados. Acredito que os cangaceiros que ali estavam, pensaram serem poucos os homens em seus rastros, pois um deles, Zé Marinho, faz pontaria e abre fogo contra aquele que estava na linha de tiro.

O som do disparo, repentino àquelas horas e no silêncio da mata, não deixa os soldados atinarem o ponto correto de onde tinha partido o mesmo. O tiro teve endereço certo. Acertou o ouvido do militar e esse morre mesmo antes de chocar-se contra o solo seco do sertão. Demorados alguns instantes, a volante, já consciente do que ocorrera, manda bala em direção oposta de onde viera o disparo.


Embaixo da latada onde estavam os cangaceiros, havia um pilão de madeira, e após matar o soldado, é exatamente onde o cangaceiro Zé Marinheiro se protege dos disparos dos soldados, os quais retiram lascas da madeira e fazem o cabra escutar o zunido do projétil tomando outra direção, ou mesmo aquelas que penetram e se alojam no velho objeto de pilar milho e outras culturas.

Vendo o companheiro tombado, seus companheiros procuram cercar o local o mais fechado e rápido que poderiam. Aquele que matara seu companheiro não podia escapar da sua sentença. E acocham cada vez mais o círculo da morte.

Vendo que estavam cercados, os dois cabras pulam para dentro da casa do roceiro, e, de lá, dão combate a volante.

Essa casa era d’um caboclo trabalhador, conhecido como Garapu. Casado com dona Carmina, geraram oito herdeiros. Quando os cangaceiros adentram na casa, sua companheira procura proteger sete, de seus filhos, colocando-os em lugar seguro. O caboclo tinha algum dinheiro, provavelmente ganho dos cangaceiros, pega seu ‘tesouro’ e o coloca entre uma telha e outra. Essa ação não passa despercebida por sua esposa, que naquela hora, lembra-se de seu primogênito que tinha ido fazer compras na vizinhança. O filho mais velho daquele casal estava mais perto do que ela, sua mãe, imaginava. Viajando montado em uma burra, já na volta de sua viagem, escuta o tiroteio vindo das bandas de sua casa. Salta do animal e procura uma moita como esconderijo, vendo o que se passava com sua família.

Soldados atacam, cangaceiros se defendem. Num momento infeliz, o comandante da volante passa diante de uma das janelas da casa, e, nessa estava o cangaceiro Sabiá, que sem demora, faz mira e abre fogo contra ele. O tiro e certeiro, levando a mais uma baixa na volante. Após a morte do comandante, vários de seus comandados não conseguem segurar o fogo. Dentre eles, estava o soldado Zé Tinteiro, valente e destemido, segura seu fuzil e combate os inimigos com maior afinco.


Outro volante, Zé Freire, homem de um Santo Protetor fora do comum, estava tiroteando contra Zé Marinheiro. Esse, salta por sobre a porta de baixo, as portas da maioria das casas do sertão rural e mesmo nas cidades, naquela época, eram em duas partes e de madeira, e avança, ficando a centímetros de Zé Freire. Aponta a arma e aperta o gatilho. À bala impina, a espoleta não ‘quebra’, a arma não dispara. Zé Freire, quase que encosta a boca do fuzil na cabeça do cabra e faz fogo, estourando o crânio de Zé Marinheiro.

Seu companheiro, o cangaceiro Sabiá, continua a combater os soldados, virado numa fera ferida. Numa tentativa de louco, salta para fora da casa e nesse momento e atingido na barriga e em uma das pernas. Continuando a combater os soldados bolando pelo terreiro da casa. Até que os dois valentes volantes se aproximam e matam o terrível cangaceiro.

VELÓRIO DO ASPENÇADA MANOEL GOMES DE SÁ - "SINHOZINHO"
OBS.: Esse policial da volante que se encontra ao lado do caixão de Sinhozinho (de quepe) foi degolado por Lampião, alguns anos depois deste episódio. O nome do soldado era Aureliano Sabino e o acontecido foi na fazenda Ambrosio.

Após abater os cangaceiros, a tropa aproxima-se da casa e o soldado Zé Freire grita para que o dono saia para o terreiro... para morrer.

“(...) o soldado Zé Freire, revoltado com a morte do Aspençada Sinhozinho Gomes e dos outros dois companheiros, gritou para Garapu, dizendo:

– Saia pra fora, Garapu. Você tá sabendo que vai morrer (...).” (MC E CF, 2016)

O coiteiro sabia sim sua sentença. Sabia que por ajudar bandidos seria condenado a morte certa. Estando dentro de um quarto, com sua esposa e os sete filhos, Garapu despede-se deles, saca de uma faca peixeira e parte de encontro a morte. Desfere um golpe em direção ao soldado que havia lhe inquirido, errando o alvo. O soldado Zé Feire, afasta-se para um lado e mata a tiros de revólver o coiteiro.

“(...) Com a morte de Garapu, Carmina teve que lutar sozinha para criar os filhos, lavando roupas de vizinhos, costurando e cuidando da lavoura(...).” (MC E CF, 2016)

Dona Carmina, na época do tiroteio em sua casa, estava grávida. Alguns meses depois, pariu uma menina a qual deu o nome de Nair Carmina da Silva. Logicamente, essa, nunca soube o que é ter um pai, seus afagos e conselhos.

Os corpos dos militares mortos são levados pelo restante da tropa para seu QG. O corpo do caboclo Garapu e dos dois cangaceiros, Zé Marinheiro e Sabiá, são enterrados em uma vala comum bem próximo a casa.

As notícias voam com o vento. E aquela história da morte do caboclo Garapu se espalhou por toda a região do vale do Pajeú. Outros coiteiros, temendo a mesma sina, arrumam suas tralhas em cima de carro de bois, no lombo de animais e dão no pé. 

Na cidade de Floresta, PE, na rua Theófhanes Ferraz Torres, os fazendeiros “Manoel Januário, Rosendo Januário e Elói Januário", colaboradores de Lampião, estabelecem residência. A partir daí, essa rua passa a ser conhecida como “A Rua dos Coiteiros”... até os dias de hoje.

Fonte (“AS CRUZES DO CANGAÇO – Os fatos e personagens de Floresta-PE” – SÁ, Marcos Antônio de. (Marcos De Carmelita Carmelita)e FERRAZ, Cristiano Luiz Feitosa(Cristiano Ferraz). Floresta, PE. 2016)
Foto Ob. Ct.

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