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segunda-feira, 22 de março de 2021

NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".

 


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 

Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Francisco Pereira Lima ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br - fplima1956@gmail.com


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SÃO JOSÉ

 Clerisvaldo B. Chagas, 22 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.494

Já iniciamos o período de outono no último dia 20 e não esquecemos São José em 19 de março. O dia de São José é a última esperança em sinal de chuva para um bom inverno nordestino. A tradição profética chegou a ser imortalizada pelo intérprete Luiz Gonzaga na sua música “A triste Partida”. Não é à toa a coincidência entre ambas as datas.  Nos Sertões de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, o período chuvoso é de outono/ inverno, vindo as chuvas mais cedo ou mais tarde, mas sempre dentro de ambas as faixas de estações do ano. O nome José toma conta de todo o País e muitos abreviam esse dissílabo de registro simplesmente para o apelido “Zé”. É espantoso São José em nome de estabelecimentos comerciais, paróquias, ruas, bairros e logradouros públicos.

José faleceu no início da vida pública de Jesus. Foi avisado que estava na hora da partida e, ainda pediu para visitar o templo de Jerusálém. Sentiu-se mal e faleceu nos braços de Jesus e Maria. Pessoas viram no espaço, anjos conduzindo sua alma aos céus. A tradição é quem explica essas particularidades que não se encontram na Bíblia Sagrada. Apesar de não ser um ferrenho devoto do Santo em questão, perdura o respeito e as considerações pelo carpinteiro pela sua paciência, humildade, honestidade trabalho, que podemos resumir como se diz atualmente: “Um homem de bem”. Vários papas afirmaram que depois de Maria, São José é o santo de maior prestígio no céu. Um inimigo terrível de satanás.

Moramos no Bairro São José, desmembrado do grande Bairro Camoxinga, tão humilde quanto o pai de Jesus. Tendo a chamada COHAB velha como centro, foi construído o Conjunto São João com 18 casas, apelidado Baixada Fluminense, depois o surgimento de ruas e mais ruas, escolas diversas e repartições públicas, a localidade virou bairro também. Há bastante tempo sua igreja foi construída no acesso à COHAB Velha o que assegurou os festejos do padroeiro anualmente. O Bairro São José é contramão para comércio, mas tem muita receptividade e calor humano para os que procuram sossego como opção de vida.

Ontem, dia 21 deu um esperançoso sereninho de São José, em Santana do Ipanema.

Viva o pai de Jesus!

IGREJA DE SÃO JOSÉ NO SEU BAIRRRO, EM SANTANA DO IPANEMA. (Foto: Livro 230/B. CHAGAS). IMAGEM DE SÃO JOSÉ/DVIULGAÇÃO.

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JOÃO FERREIRA E O PRIMO SEBASTO – LAMPIÃO RECEBE ULTIMATO

Por João Costa

A capacidade de Virgulino Ferreira, Lampião, em aglutinar sob seu comando era notável e foi o que aconteceu para o ataque a Mossoró, em junho de 1927; nada menos de cinco subgrupos independentes de cangaceiros estavam sob suas ordens: Jararaca se associou com seus cabras, os chefes de bandos Sabino Gomes e Massilon Leite também se apresentaram porque a promessa de butim era tentadora.

A começar pelo ultimato que Lampião deu a cidade exigindo 400 contos de réis, um valor pelo menos dez vezes superior ao que costumava exigir em situações semelhantes de extorsão.

À frente de uma tropa estimada em 53 cangaceiros, Lampião não contava que à sua espera estavam 150 homens em armas, e inocentes fogos de artifícios em homenagem a Santo Antônio se confundiram com o pipocar intermitente de tiros de fuzis e rifles que partiam de todos os lados.

As baixas logo ocorreram e Lampião não teve outra alternativa ao não ser ordenar a retirada, e esse fracassado ataque seguido de uma debandada atabalhoada se refletiu imediatamente na psicologia do bando por conta do esfacelamento, das deserções e desentendimentos entre Virgulino e seus lugares-tenentes.

Na rota de fuga de volta ao Ceará, Lampião enfrentou o declínio de sua liderança devido ao salve-se quem puder.

Casca Grossa, Cansanção , Bronzeado e Balão; Gengibre, Coqueiro, José Coco, José Roque, Lua Branca e Luiz Santino; Massilon Leite ( um dos articuladores do ataque), Mormaço, Pinga Fogo e Pontaria; Rouxinol, Tenente, Relâmpago e Vinte-Dois não escondem insatisfação com o fracasso.

Haviam sido deixados para trás Colchete, morto com um tiro no olho e Jararaca, varado com um balaço de fuzil no pulmão, cavou a própria cova antes de ser executado pela Polícia. Na conta das baixas, Virgulino incluiu Azulão, morto em uma refrega, antes do ataque.

Lampião e seus lugares-tenentes não se entendem. Massilon já havia tomado outro rumo, e Sabino da Abóboras encara duramente o chefe e comunica sua decisão de não mais acompanha-lo e que quer permanecer independente.

- Sem queixas e sem arrependimento, estou tomando outro rumo e vamos ver Deus por quem é, no futuro e em outra oportunidade, estarei aqui, pronto para ajudar o chefe, comunicou Sabino Gomes.

Após o debacle do ataque a Mossoró, Virgulino reagrupa seu bando, deixa o Rio Grande do Norte e mergulha, de novo, no Cariri Cearense rumo ao Pajeú pernambucano.

Longe desses acontecimentos, no Recife, a cúpula da segurança pública, chega ao consenso de que é hora de enfrentamento real a Lampião e desbaratamento de sua rede de sustentabilidade formada por coronéis e roceiros coiteiros que são presos, outros intimados e o acocho da polícia é grande.

O governo bota pressão, delegados e juízes são afastados de suas comarcas, coronéis e chefes políticos, conselheiros (hoje vereadores) de Vila Bela, Custódia e arredores enfrentam dissabores. Até o famoso coronel Anjo da Gia é preso e recambiado para Recife.

Sem mais nem menos, do nada, a polícia prende nos domínios do padre Cícero, o tropeiro João Ferreira dos Santos, irmão de Lampião, e imediatamente o transfere para a Casa de Detenção, no Recife.

Nada de interrogatório, nem muito menos espancamento. O irmão pacífico de Lampião enfrenta uma maratona de reuniões secretas com a chefia militar do governo de Pernambuco. Na pauta o ultimato:

Lampião se renderia e, em troca, receberia garantia de vida. Sem alarido; nada de documento assinado e João Ferreira, o irmão pacífico que recebera a missão de cuidar das irmãs e demais parentes; todos da família Ferreira, seriam deixados em Paz.

Com esse ultimato dado pelo governo de Pernambuco, João Ferreira deixa a prisão e, discretamente como sempre se comportara, desaparece no oco do mundo, para em algum momento em lugar incerto e não sabido, encontrar-se e informar ao irmão Virgulino a “oferta irrecusável” feita pelas autoridades em Recife.

Por seu lado, Lampião enfrenta seus piores revezes. Na fazenda da Piçarra, seu velho aliado, o cangaceiro de muitas jornadas e lugar-tenente Sabino Gomes é morto pela voante do tenente Arlindo Rocha. O “Rei do Cangaço” também não conta mais com o assessoramento de Antônio e Livino Ferreira, tombados em combates.

Não se tem conhecimento se João transmitiu esse ultimato a Virgulino. Mas se sabe que um primo de Lampião por parte de mãe, de nome Sebastião Paulo Lopes, Sebasto, o encontrou para tratar do assunto.

É nesse contexto e por esse tempo que o tenente Arlindo Rocha, à frente de uma tropa de 60 homens, já falando e comendo com dificuldade por conta de um balaço sofrido em combate com Lampião, por volta de 1928, chega ao município de Águas Belas com a “missão secreta do chefe de polícia” e ao lado dele sob custódia, estava Sebastião Lopes.

E caberia a Sebasto ser o portador, mas uma vez, do ultimato. Após dias de viagens secretas por fazendas e vilas, Sebasto chega à fazenda União, em Meirús, distrito de Pão de Açúcar, onde encontra o primo Lampião.

Depois do boas-vindas, goles de cachaça e troca de amabilidades, Lampião vai direto ao ponto.

- Já estava informado de que você estava vindo em meu socorro, o que sucede?” Perguntou Lampião ao primo.

- A oferta é irrecusável, Virgulino. Você tem a opção de baixar as armas e se render ou terá que deixar Pernambuco, disse Sebasto.

- Você não está vendo que ainda não nasceu macaco para me levar preso para Cadeia Nova, em Recife! Pra não piorar a situação, primo Sebasto, volte e diga que não me encontrou”, respondeu Lampião.

Mas Sebasto não se dá por satisfeito ou vencido.

- Você é besta, Virgulino? Pondere bem sua resposta, reflita bem.

Na manhã seguinte, Sebasto levanta acampamento e ouve de Lampião uma resposta enigmática.

- Vou pensar na segunda proposta, mas não prometo nada”.

Sem dizer “sim” nem muito menos “não” ao ultimato e à “oferta” feita pelo governo de Pernambuco, o fato é que Lampião deixou para trás o Cariri Cearense, o Sertão do Pajeú e sua retaguarda de sossego nos coitos do Sertão paraibano, atravessou o rio São Francisco e para começar nova cavalgada de razias e violência na Bahia.

Acesse: blogdojoaocosta.com.br

Fonte: Apagando o Lampião – Vida e Morte do reio de Cangaço, de Frederico Pernambucano de Mello.

Lampião – A Raposa das Caatingas, de José Bezerra Lima Irmão.

Foto. Lampião e pequeno bando chega a Bahia.

 https://www.facebook.com/photo?fbid=1939126262893484&set=gm.805948640009094

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CANGAÇO A CABEÇA ERA DE LAMPIÃO?

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=WQglK8a_v6I&t=20s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Cangaço - A cabeça era de Lampião? O pesquisador Frederico Pernambucano de Mello e o ex cangaceiro Candeeiro atestam que a cabeça era sim de Lampião. Link desse vídeo: https://youtu.be/WQglK8a_v6I

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A ESPETACULAR FUGA DE VOLTA SECA DO CANGAÇO

 Nas Pegadas da História
https://www.youtube.com/watch?v=loqs23jDbM8&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

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VÍDEO... OS RESTOS MORTAIS DE LAMPIÃO...

 Por Volta Seca

Os restos mortais de Lampião e Maria, QUE FIM LEVARAM ? Tirem suas conclusões....

OBS-01: As "cabeças" de Lampião, Maria Bonita e mais 09 cangaceiros, mortos em ANGICO, em 28/07/1938, foram levadas para Maceió. Depois, a de Lampião e Maria, ficaram expostos no Museu Nina Rodrigues/Salvador, até fev/1969, quando, então, foram enterradas.

https://www.youtube.com/watch?v=MM4zWUnYl3Q&ab_channel=AdautoSilva

OBS-02 - Um vídeo editado por

Adauto Silva

, com recortes de vídeos de Aderbal Nogueiria , Alcino Alves Costa. e Pedro Popov..

OBS-3. Para ASSISTIR, CLIC NO LINK ABAIXO DO YOUTUBE.

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NAMORADA DE CANGACEIRO E PARENTE DE ZÉ RUFINO | O CANGAÇO NA LITERATURA #174

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=J9QhSl01pc4&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

O Cangaço na Literatura

Dona Cícera é um amor, nos recebeu em casa para falar sobre sua relação com um dos cabras de Lampião, seu parentesco com Zé Rufino e ela que foi testemunha ocular das cabeças cortadas do bando.

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