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sábado, 24 de março de 2012

A incrível história de Dona Bolinha, do Caldeirão do Deserto !

Por: Manoel Severo
Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Seu Raimundo, no primeiro documentário Cariri Cangaço.
Nestas nossas caminhadas e aventuras por meio deste sertão maravilhoso de nosso nordeste, colhendo aqui e ali, fragmentos da verdade que constroe nossa história, acabamos ouvindo, vendo e vivenciando de tudo. São tantas as histórias que povoam os bastidores dessas aventuras, que certamente seriam facilmente transformadas em livro. Ali, o drama e a comédia conviviam sem nenhum preconceito e ajudavam a criar a atmosfera perfeita e o combustível necessário para o próximo desafio.
Um desses momentos imperdíveis, aconteceu ainda em 2009, quando nos preparavamos para o primeiro Cariri Cangaço. Nossa equipe percorreu os possíveis cenários para acolher nossos convidados e em um deles, o famoso sítio do Caldeirão do Beato José Lourenço, estava eu conversando amenidades com o morador do lugar, "seu" Raimundo, e repentinamente lembrei de uma foto clássica, feita ali, pelo grande fotografo Pachelli Jamacaru, onde temos a Capela de Santo Inácio e um cachorro devidamente pousado para a fotografia.
 
Bolinha e a clássica fotografia de Pachelli
Perguntei ao "seu" Raimundo: "Meu amigo e aquele cachorro da foto do Pachelli, ainda tá vivo?" e o homem respondeu: "Tá vivo, mas é uma cadelinha, já mora qui conosco a muito tempo" e voltei a perguntar: "Qual o nome dela?" 
Raimundo prontamente falou: "É Bolinha !"
Aderbal Nogueira e Danielle Esmeraldo, que nos acompanhavam na oportunidade, estavam na porta da casa da esposa do Raimundo, já prontos para se despedir e ouvindo "de revestrés" a nossa conversa, foram logo chamando a esposa do Raimundo:
"Dona Bolinha, já estamos indo..." gritou Danielle, no que foi seguida por Aderbal "Bolinha ? que nome esquisito!"

Foi aí que sai de meu tamborete e tirei os dois da enrascada, "pessoal Bolinha é o nome da cadela do casal, não é da esposa do Raimundo, que chama dona Maria..."
Dona Maria, seu Raimundo e Danielle Esmeraldo
Até hoje não sabemos se a dona Bolinha, digo, a dona Maria ouviu ou não o espantoso chamado, mas, foi melhor assim, ao final, entre mortos e feridos todos salvaram. O Caldeirão do Deserto do Beato José Lourenço foi palco anfitrião das duas primeiras edições do Cariri Cangaço, 2009 e 2010, e ficou guardado na memória de todos os participantes, mas... isso é outra aventura, depois eu conto.
Manoel Severo
Extraído do blog: Cariri Cangaço

domingo, 2 de outubro de 2011

Antes do Cariri Cangaço, a Romaria do Caldeirão


Anualmente, no mês de setembro; em homenagem aos que tombaram no Caldeirão do Deserto; exatamente em um 11 de setembro da década de trinta, a diocese do Crato, juntamente com o apoio de várias comunidades eclesiais de base, Cáritas, MST e ainda o apoio das prefeituras municipais de Crato e Juazeiro do Norte, realiza a Celebração da Romaria do Sítio do Caldeirão do Deserto, em Crato.

Bispo de Crato, Dom Fernando Panico
Bispo de Crato, Dom Fernando Panico celebrante desta manhã de domingo no Caldeirão
 
Imagens da festa em homenagem ao Beato José Lourenço e o seu Caldeirão
Manoel Severo, Danielle e Micheline Andrade

Esse ano de 2011, a Celebração aconteceu no domingo, dia 18, poucos dias antes do Cariri Cangaço; naquele domingo, a partir das 7:30 da manhã, tivemos a grata satisfação de participar e testemunhar mais uma vez, as manifestações de fé, simples e sincera, do bom povo de nosso sertão, e que hoje; trazemos para vocês.

 
Manoel Severo,
Crato-Ceará, Cariri do Brasil