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terça-feira, 6 de janeiro de 2026
TRÊS PRIMOS ENTRE SI.
O LEITE DA JUMENTA
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de janeiro de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3343
Depois de servir o Brasil durante séculos, o jumento nordestino acha-se em fase de extinção. A substituição do animal por motores populares, fez decrescer o uso do carro de boi e jumento como meio de transportes cargueiros. Soltos pelas estradas nordestinas o jumento passou a ser motivo de transtorno. Foi aí que aproveitadores imaginaram capturá-los e transformá-los em carne de charque, tanto no Brasil quanto no exterior. E se existe, não conhecemos nenhum estudo técnico para salvaguardar a espécie brasileira. Quanto ao seu leite, sempre foi desvalorizado porque o leite da vaca – criada em todo território brasileiro sempre foi a prioridade. Quando muito se recomendava leite da cabra para os alérgicos ao leite bovino. Em Alagoas mesmo existe no Agreste, aprisco para fornecimento de leite a hospitais.
Mas se com esse despertar para o leite da jumenta com valor em que um litro pode chegar a 280,00 e o abastecimento para a saúde aos pacientes necessitados para esse tipo de leite, então, praticamente estaria solucionado o problema do jegue nordestino. Muitos criadores iriam formar rebanhos especiais de jumentas, inclusive selecionadas para aumentar a renda, salvando assim o bicho da extinção. Levando-se em conta que uma jumenta produz de 200 ml de leite/dia. Até 2.500 l. vê-se que o produto é raro e consequentemente caro. Inclusive, boa parte do leite produzido vai para o jumentinho. Ao comparar com o caprino, a cabra pode produzir 2 litros a 8 litros de leite/dia.
Como bom sertanejo nordestino, torcemos para que tudo de bom aconteça com jumentos, burros e éguas, animais cargueiros que juntos ao bois de carro carregaram por séculos esse Brasil nas costas. E prosseguem as curiosidades, principalmente pelas novas gerações que talvez não saiba da história do Brasil. Muita coisa do passado ressurgem com força para resolver alguns problemas do presente. O leite da jumenta, então seria um deles, mas quantas pessoas ainda procuram nas plantas medicinais, a cura para os seus males, exatamente com faziam bisavós, avós e pais do interior! E se é para ficar bom dos seus problemas que somente são curados com leite de jumenta, prepare o dinheiro e vamos a ele.
JUMENTA (DIVULGAÇÃO).
https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/01/o-leite-da-jumenta-clerisvaldo-b.html
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MANÉ VÉIO MATADOR DE LAMPIÃO AMEAÇA SU1C1DAR-SE!
Pesquisa: Guilherme Velame Wenzinger.
Transcrição do texto:
SÃO PAULO (CS) — O ex-caçador de cangaceiros, Euclides Marques da Silva, vulgo “Manoel Velho”, que integrava a volante que liquidou Lampião e seu bando, em carta enviada ao seu advogado, ameaça suicidar-se caso seja adiado, mais uma vez, seu julgamento, marcado para a próxima segunda-feira, perante o 1.º Tribunal do Júri. Na ocasião, será julgado também seu irmão, Josafá Marques da Silva. Ambos são acusados de coautoria de duplo homicídio qualificado, o que os sujeita à pena máxima de até 60 anos de reclusão cada um.
O CRIME
Por ordem de Euclides, que pagou 30 cruzeiros novos pela empreitada, Josafá, de encomenda, por volta das 13 horas do dia 13 de junho de 1966, na rua Piratiningui, assassinou a tiros de revólver a esposa e a filha do mandante, Maria Bosco da Silva e Jovina Marques da Silva. Euclides estava se separando da esposa e mandou matar as duas mulheres por entender que elas estavam onerando o seu orçamento. Há vinte e dois anos, em Jeremoá, na Bahia, eliminara a primeira esposa a tiro de fuzil por suspeitar de sua fidelidade. Permaneceu foragido até a prescrição do delito.
QUATRO ADIAMENTOS
O julgamento dos dois irmãos já foi adiado 4 vezes, principalmente por falta de número regulamentar de jurados. Tudo indica, porém, que tal fato não voltará a se repetir agora. Na carta que enviou ao advogado Flavio Markman (que deverá requerer cisão do julgamento, a fim de que seu constituinte seja julgado separadamente), Euclides, referindo-se aos sucessivos julgamentos diz que “aos poucos já me mataram quatro vezes”.
Afirmou que “isso não é modo de tratar um homem que ajudou o povo a se ver livre dos cangaceiros. Se não for julgado desta vez, eu dou cabo da vida. Eles vão ter que arrastar meu cadáver para o tribunal”.
Adendo Lampião Aceso
Aspecto da casa em que Mané Véio morou em Piranhas,AL (2023).
Foto: Kiko Monteiro
https://lampiaoaceso.blogspot.com/2025/07/mane-veio.html
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DOIS RANCOROSOS PATENTEADOS SE ENCONTRAM PARA AMENIZAREM RIXAS PASSADAS.
Por José Mendes Pereira
Como Lampião queria na força e na raça ser governador do sertão, e o coronel Joaquim Resende, achando que o rei não podia lhe dar ordem, e o assecla se sentindo desprestigiado, organizou uma maneira de atormentar a administração de Joaquim Resende. E sempre que colocava os pés naquela região sertaneja, fazia invasões com depredações, e ainda praticava mortes.
Como o rei ficou chateado com o que dissera o oficial contra a sua pessoa, o capitão Lampião resolveu fazer uma perseguição a alguns dos seus amigos. E assim que principiou o ataque aos amigos do coronel, este não querendo deixá-los sozinhos, isto é, entregue às vontades do perigoso Lampião, passou a apoiar as decisões que os seus aliados tomavam contra o assecla.
Mas como em todas as brigas tem sempre uma pessoa que faz o papel de sossega leão, um senhor chamado Zuza Tavares, foi um dos incumbidos pelos amigos para resolver a questão entre os dois indomáveis leões.
- Logo no início do ano de 1936.
- E o local do encontro?
- Seria na Fazenda Floresta, lá nas terras sergipanas, no Maitá, já que o rei e sua respeitada saga estavam de redes armadas e cachimbos acesos naquele lugar.
- E quem ficaria encarregado de providenciar o transporte até à fazenda?
- O grande honrado para adquirir o transporte foi um senhor chamado Messias de Caduda.
- E qual seria a locomoção que o famoso rei iria até a casa do coronel Joaquim Resende?
- Lógico que seria em uma bela e zelada canoa, já que no lugar não tinha iates, barcos ou outra coisa parecida.
- E de quem seria esta canoa?
- Seria a canoa de um senhor de nome João de Barros porque apesar de ser pescador, era um homem de grande confiança.
Este foi o confiado para levar o rei ao encontro do coronel. E sem muita demora, foi feito o contrato do aluguel da canoa para este fim.
João de Barros se sentindo importante, por ter sido escolhido para transportar a majestade, deu início a uma grande limpeza no honrado transporte, tirando o excesso de salmouras de peixes entre as tábuas. Afinal, nele iria entrar um dos homens mais importantes do nordeste. Depois o higienizou com um cheiroso detergente. E em seguida, partiu para o local combinado. Canoa pronta, sua majestade dentro dela. E sem mais tardar, João de Barros remou o belo transporte em direção a Pão de Açúcar, até a Fazenda Floresta.
Messias ao entrar na casa deu início à revista. E enquanto fazia a revista, olhou para um dos lados e viu um senhor que pelo seu jeito de se vestir, pareceu-lhe ser uma autoridade. E era mesmo. Sem dúvida, o coronel Joaquim Resende, o grande e respeitado oficial. O Messias que ainda não o conhecia, depois de algumas conversas, pediu que o perdoasse por ter entrado ali sem a sua generosa autorização, e alegou que era ordem do capitão Lampião para revistar o ambiente.
Quando terminou o encontro os amigos de ambas as partes se sentiram realizados, uma vez que as queixas de Lampião contra o pessoal do coronel Joaquim Resende, principalmente uma que ele tinha com um fazendeiro de nome Juca Feitosa, as rixas, e as amizades foram vistas com carinho, bons olhos e reconquistadas.
CANGACEIRO LUIZ PEDRO E MODERNO.
HERÓI DA TERRA.
Autor José Di Rosa Maria
LIVRO - LAMPIÃO, A RAPOSA DAS CAATINGAS.
Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.
Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.
Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.
Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:





















