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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

GENTE DAS RUAS DE POMBAL MARGARIDA - MARGARIDA PEREIRA DA SILVA.

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Margarida nasceu no sitio Olho D´Água no dia 18 de julho de 1950. Era filha do casal de agricultores Francisco Pereira e Antônia Pereira da Silva. Margarida trabalhou no Colégio Josué Bezerra ou “Colégio das Freiras” como era mais conhecido. O trabalho em um colégio foi a forma que Margarida encontrou para custear os seus estudos, tornando-se professora de Inglês no Colégio Estadual Manuel de Arruda Câmara, em Pombal. (Inclusive foi minha professora por três anos seguidos, a quem eu chamava de dona Margarida).

Era uma pessoa muito alegre: as suas aulas eram uma festa. Gostava de chamar alguns os alunos pelo nome de personagens dos livros de inglês nos quais ela dava as aulas.

A vocação de Margarida era de servir, buscando abrir portas e dar a oportunidade que ela teve para os outros, como se quisesse dizer: “se eu consegui você também vai”. Isso a levou as suas atividades sociais, quando ainda com 17 anos de idade organizou um grupo de crianças carentes para lhes proporcionar recreação e lazer aos domingos. Também, na mesma época, montou uma turma de estudo da língua inglesa para as crianças da periferia de Pombal.



Em 1977, com um grupo de brasileiros e alemães, que veio passar um período de dois anos em Pombal, fundou a Creche “Pequeno Príncipe” inicialmente com 35 crianças, passando a atender posteriormente, 144 na faixa etária de 0 a 07 anos de idade. Depois buscou uma forma continuar atendendo as crianças que deixavam a creche por atingir a idade máxima de permanência na instituição (07 anos) e, para que elas não passassem a perambular pelas ruas da cidade, catando lixo e restos de alimentos, sem escola, ou sem famílias e ainda por cima, sem lazer, o que era o destino reservados para elas.


Foi para atender a essa demanda de crianças desassistidas que ela fundou, em 1986, Clube do Menor Trabalhador-CTB (hoje Centro de Educação Integral “Margarida Pereira da Silva” - CEMAR), como forma de ampliar em decorrência da ampliação das ações de desenvolvimento na Creche Pequeno Príncipe.


O trabalho e a determinação e Margarida, com o apoio de outras pessoas da cidade envolvidas com as questões relacionadas a crianças e adolescentes em situações de risco social, e desprovidas de assistência política e social básicas, extrapolou as fronteiras da cidade o que lhes rendeu reconhecimentos e prêmios no Brasil e no exterior, a exemplo da homenagem feita pelo Banco Bamerindus, na série “Gente que Faz”, exibida em horário nobre pela Rede Globo Televisão, que veio a Pombal e fez uma bela homenagem no quadro revelando Margarida para o mundo quando o seu reconhecimento em Pombal ainda era menor do que ela.



Margarida ou Negra Margaria teve uma vida curta para um trabalho gigantesco que pretendia fazer em nossa cidade em favor, principalmente das crianças carentes.


Negra Margaria foi a guerreira da terra do sol que lutou por vidas. Uma “Margarida” soltaria nascida em terras áridas, que estava destinada a não ser nada na vida, mas, não apenas construiu o seu próprio destino como pegou em seus braços as crianças que como ela precisava de uma sombra, uma mão que as guiasse em caminhos e destinos incertos.

Margarida não teve em Pombal o reconhecimento à altura da sua importância para cidade. Digo isso por que ouvi dela as dificuldades que encontrava para “tocar seus projetos e sonhos”.

Certa vez, acho que em 1983, eu caminhava pela a Lagoa do Parque Solom de Lucena, em João Pessoa, quando ouvi alguém gritar pelo meu nome. Voltei e vi que era Margarida e Francisquinha, as duas foram minhas professoras do Colégio Estadual de Pombal. Margarida fez uma festa: havia três anos não nos víamos. Ela perguntou como chegar à Rodoviária. Eu as coloquei dentro do carro e as conduzi até o local desejado. No curto percurso ela falou dos seus projetos e pediu que quando eu fosse a Pombal a visitasse na "Creche Pequeno Príncipe”.

Recebi com pesar a notícia da sua morte, o que ocorreu tragicamente no dia 05 de outubro de 2000, em acidente automobilístico, deixando por construir, por nossas crianças, um universo de sonhos.

Margarida não viveu um único minuto por ela: tudo que fez, cada minuto que viveu foi pelos menos favorecidos das ruas de Pombal. Deixou para os que a admirava uma semente a ser regada na terra fértil que foi a sua vida.

Os seus sonhos continuam sendo sonhados por outros que tocam para frente o Cemar -Centro de Educação Integral Margarida Pereira Da Silva.( fonte: texto de Paulo Sergio)

Jerdivan Nóbrega de Araújo. Advogado. Escritor. Poeta. Membro do Grupo Benigno Ignácio Cardoso D' Arão. Funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Paraibano de Pombal.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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I FESTIVAL DE CINEMA SOCIAL DE SÃO BENTINHO PB ULTRAPASSA AS EXPECTATIVAS

Por. Zé Ronaldo

Dizem que uma andorinha só não faz verão! não foi isto que vimos na noite de 13 de agosto de 2016 na cidade de São Bentinho PB. Marcos Costa, ou melhor "O Ator Marcos Costa" conseguiu um feito extraordinário quando da realização do I FESTIVAL DE CINEMA SOCIAL DE SÃO BENTINHO PB, este rapaz de origem humilde sempre foi um sonhador, acreditado por poucos e duvidado por muitos, sempre fez caras e bocas, atuava nas gincanas escolares, em eventos no qual era convidado a contribuir com o seu humor, até que um dia segue para o ramo da sétima arte, a arte de produzir sonhos através do cinema. Marcos Costa ou simplesmente (VÉI) para os mais chegados, faz uma oficina no qual atua como ator protagonizando a figura central do filme "O RETRATO", e o destino o leva ao reconhecimento tendo o curta em que atuou sido premiado em uma mostra de cinema, pronto, era a porta de entrada para o seu talento, de lá para cá o nosso guerreiro resolve produzir seus próprios trabalhos mesmo que amadoramente.


No baú de sonhos de Marcos, podemos encontrar "O retrato, zumbi, o lobo do asfalto, entre outros..." Convido vocês a verem o youtube e constatarem o que cito. Tudo isto era muito pouco para o nosso fabricante de sonhos, ele queria voar mais alto, pensou, trabalhou e fez um feito jamais visto na cidade de São Bentinho o " I FESTIVAL DE CINEMA SOCIAL DE SÃO BENTINHO PB. Marcos colocou o seu sonho no papel, batalhou, correu, cansou, suando na longa e penosa caminhada de se fazer cultura no sertão da Paraíba, e consegue se articular com artistas, comerciantes, radialistas, o poder público local, escolas, exército brasileiro, trazendo para o seu evento nomes conhecidíssimo do humor cinematográfico a exemplo de "Inácio Garapa", mais era pouco para ele, então convida o ator " Felipe que está na novela velho Chico ", Coloca belas garotos para desfilar em seu evento social, ainda convida o " Grupo De Teatro Renascer de Paulista PB ", o " Grupo Evolução da cidade de Piancó PB ", o "Corpo de Balet Studio Jeogina Costa" da cidade de Coremas Pb, o brilhante amigo Fernando que interpretou o monólogo " O Menestrel de William Shakespeare ", entre outras apresentações ainda deu espaço para as adolescentes destaques na música e prata da casa , também um standap da cidade de Coremas.

Marcos Costa, fez gerar renda a sua cidade, quando bares venderam, posto de gasolina abasteceram a quem visitava o seu evento, ao restaurante quando da preparação da alimentação de toda equipe e convidados, enfim ele Marcos Costa junto a sua cidade não abriu só a sua casa para nós artistas, ele nos fez viver momentos de glórias no grandioso espaço do seu coração... Marcos Costa, não poderá ser mais visto com a visão de antes por alguns, ele é um ser iluminado que leva e transmite a alegria , o respeito, a atenção a todos aqueles que estão ao seu redor.

Da cidade de Pombal também tivemos nomes bem como: O cantor, professor e compositor Luizinho Barbosa, o cantor Elon Barbosa, O subtenente Ricardo do TG 07/021 , a banda de música da E.E.E.F.M " Arruda Câmara ", o ilustre amigo Chiquinho Formiga , Rivailton e Marinho que cederam seus carros para a condução automobilística do desfile. Então, que dizer deste feito ? Simples, só nos resta dizer: Obrigado " MARCOS COSTA " você foi a andorinha que não só fez verão, como também realizou as quatro estações numa noite de gala que com certeza ficou gravada na memória dos habitantes desta acolhedora cidade de São Bentinho.

Um forte e caloroso abraço do seu amigo:

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CARA DE GRINGO

Por Clerisvaldo B. Chagas, 15 de agosto de 2016 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.560

A capital de Alagoas, não é só beleza e trabalho. Nos costumes gastronômicos do interior, o amigo vai pegando o roteiro das coisas em Maceió. Tudo tem, basta descobrir onde porque os alimentos desejados, os mais populares, não se concentram. Quer aquela famosa farinha de Sergipe? Vai encontrá-la somente na feirinha do Tabuleiro. A macaxeira estar preenchendo vários lugares, mas antes era encontrada na pracinha que passou a ser chamada de Praça da Macaxeira, no Barro Duro. Frutas à vontade, inclusive as tradicionais do interior, procure na Rua das Árvores (Rua Augusta). 

PRAÇA DEODORO. Foto: (Clerisvaldo B, Chagas).

Muitas são as bancas que vendem coco verde, acerola, mamão, abacaxi, laranja e muito mais. Caso esteja querendo jenipapo, procurar o mercado público e se informar, pois somente uma senhora vende o jenipapo vindo da região de Atalaia. Frutas também são encontradas na calçada do Edifício Breda, no Centro, chegadas de Petrolina, área de irrigação. É lugar aonde chegam os primeiros cajus.

Tapiocas e outros produtos à base da mandioca ou macaxeira podem ser encontrados no início do chamado Litoral Norte. Broa, suspiro, cocadas e várias guloseimas, são vendidas em barracas, na Massagueira, já no município de Marechal Deodoro, logo após a ponte Divaldo Suruagy. São feitas pelos próprios moradores que as expõem em barracas de pano, ao longo da rodovia, mas em lugar concentrado.

O caso de um limão que preste, é difícil encontrar o próprio fruto quanto mais à qualidade: só mesmo no interior ou talvez o limão chamado taiti, em supermercados. O caldo de cana está em algumas esquinas nas imediações da Rua Augusta e, caso o amigo não valorize demais a higiene.

É possível vestir um bermudão à americana e sair por aí provando o sabor das coisas, como um sujeito endinheirado.

E se você é bom motorista, ponha freio no bolso porque a exploração é de lascar, principalmente se o vendedor cismar com sua cara de gringo.


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NA TRILHA PARA A CELEBRAÇÃO EM ANGICO


Se não é fácil chegar ao local no momento atual, onde o bando estava alojado, pode-se imaginar o quanto era árduo no tempo do cangaço. Porém valeu à pena subir mais de 1000m e participar da celebração. 


Comoção e emoção tomaram conta de todos os presentes. O momento da homilia foi marcante. Fez-nos entender e internalizar o cangaço nas diversas situações de sua existência. 


Não encontraremos verdades absolutas ou evidencias, contudo não podemos negar a importância do cangaço nos quesitos música, cinema, moda, artesanato, fotografia, televisão e literatura, ou seja, na cultura. 

Com Lampião, morreu também o personagem histórico mais famoso da cultura popular brasileira. Lampião “Fez da Caatinga o seu mundo e do seu mundo essa caatinga” /Grota do Angico. 28/07/2016

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?fref=ts

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TARDE DE ESCLARECIMENTOS: MARIA BONITA E ANGICO, EM PIRANHAS 2016


O Instituto Federal de Alagoas, sede Piranhas, recebeu a tarde do terceiro dia de Cariri Cangaço Piranhas 2016, na pauta do encontro, Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo Alcino Alves Costa e as conferências dos pesquisadores, Luz Ruben sobre a Origem do Nome Maria Bonita e Leandro Cardoso Fernandes, sobre o Desfecho de Angico.

O auditório tomado por pesquisadores de todo o Brasil viveu momentos marcantes e elucidativos diante da qualidade dos conferencistas e a riqueza das temáticas. O pesquisador e escritor Luiz Ruben, Conselheiro Cariri Cangaço, apresentou um minucioso trabalho de pesquisa em jornais da época, para suscitar o debate sobre a verdadeira origem do nome de Maria Bonita. "As primeira notícias de jornal onde podemos verificar alguma citação sobre o pseudônimo Maria Bonita é de 1934, quando o jornal de forma jocosa registra: Maria Bonitinha!" provoca Luiz Ruben. 


 Luiz Ruben e "O Nome de Maria Bonita pelos Jornais"
 João de Sousa Lima, Neli Conceição e Célia Maria
Neli Conceição, Luiz Ruben e Célia Maria
João de Sousa Lima e Manoel Severo
 Algumas das muitas imagens trazidas por Luiz Ruben, de jornais notadamente da década de 30 sobre o nome de Maria Bonita
Pesquisadores de todo o Brasil participaram das apresentações de Luiz Ruben 
e Leandro Cardoso.
Francisco de Assis

Luiz Ruben comenta: "Hoje estamos tendo a oportunidade de trazer e apresentar para pesquisadores de todo o Brasil; presentes ao Cariri Cangaço; esse manancial de citações de jornais de época, notadamente da década de 30, onde vamos encontrar referências ao cognome de Maria Bonita, companheira de Lampião, fato que nos permite aprofundar a pesquisa sobre a origem desse nome."

 Médico, pesquisador e escritor Leandro Cardoso e as principais polêmicas de Angico
Manoel Severo e Leandro Cardoso
 Mesa de Debates com Leandro Cardoso, Raul Meneleu, Cristiano Ferraz 
e João Tavares Calixto Junior

O médico e pesquisador Leandro Cardoso Fernandes, Conselheiro Cariri Cangaço, de forma magistral abordou o tema "O Desfecho de Angico" quando passo a passo elencou e discorreu sobre os principais pontos de polêmica em relação ao episódio mais controverso da história do cangaço.
Conselheiro Cariri Cangaço Raul Meneleu
 Cristiano Ferraz e João Tavares Calixto Junior
Leandro Cardoso Fernandes e Paulo Britto
 Narciso e Catarina, Emmanuel Arruda e Getúlio Bezerra; Raíssa Fernandes
 e Daniel Walker, Carlos Alberto 
Aglézio de Britto e Oleone Fontes

"Massacre ou combate?" "Quem traiu Lampião?" "Houve ou não houve Veneno?" e o "Lampião de Buritis?" "Porque não foi feito o cerco completo?" Passo a passo o pesquisador Leandro Cardoso foi apresentando suas conclusões diante dos pontos mais polêmicos que envolvem Angico. Para Leandro Cardoso "não resta a menor dúvida que Lampião morreu em Angico, também não resta a menor dúvida, que não houve envenenamento naquele 28 de julho e sobre o Lampião de Buritis, quero crer que o autor Geraldo Aguiar foi levado de boa intensão a acreditar na fantasia do suposto personagem em Minas Gerais".

A tarde do último dia do Cariri Cangaço Piranhas 2016 no IFAL ficou marcada pela grande participação dos pesquisadores presentes, "os debates e as intervenções dos companheiros que pesquisam cangaço, especialmente na tarde hoje, permitiram aos conferencistas esclarecerem ainda mais suas convicções sobre esses temas tão palpitantes que são o nome de Maria Bonita e o sempre polêmico Angico, realmente um dos pontos altos de nosso Cariri Cangaço em Piranhas", reforçou o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa.

Cariri Cangaço Piranhas 
IFAL , Piranhas AL
30 de Julho de 2016

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2016/08/tarde-de-esclarecimentosmaria-bonita-e.html

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A LOCALIZAÇÃO E A EXPANSÃO URBANA DE POÇO REDONDO

*Rangel Alves da Costa

Não por mero acaso que a atual sede municipal de Poço Redondo primeiro foi chamada de Poço de Baixo. Localizado um pouco mais abaixo do seu nascedouro, na povoação do Poço de Cima, o núcleo habitacional foi gestando num descampado, entre currais e fazendas, ladeado por elevações por quase todas as vizinhanças.

As elevações ladeando a cidade são marcos geográficos perceptíveis e que ainda continuam influenciando no crescimento e na urbanização. Para se ter ideia, há a elevação do Poço de Cima e os altos de João Paulo e Tindinha. Somente na direção da beira do rio, nas estradas de acesso a Curralinho e Bonsucesso, é que são poucos os declives. Estes se acentuam apenas nas proximidades das povoações ribeirinhas.

Encrustado entre elevações, além de estar ladeada pelo Riacho Jacaré, a sede municipal logo ressentiria dificuldades de crescimento em diversas direções. O riacho acabou como verdadeiro limite entre o centro e a área rural, ainda que de distância mínima. Tanto no Alto de João Paulo como no Alto de Tindinha, as construções surgidas estavam além dos limites da área urbana. No último caso, onde apenas uma ponte separa uma sequência de moradias, ainda assim se tem a localidade como fora do centro urbano.

Dizer que mora na cidade, mas no outro lado da ponte, significa dizer que reside nas proximidades de algum cume naquelas referidas localidades. Tanto assim que tanto num como no outro Alto é possível avistar a cidade um pouco mais abaixo. Assim também ocorre com a região do Poço de Cima. Quem segue nestas direções nem sempre percebe que vai subindo, somente quando chega ao destino e começa a mirar em direção à sede municipal.

Tais considerações parecem irrelevantes, mas não são. Todo o crescimento da cidade, o surgimento de conjuntos e outras expansões habitacionais, são influenciados pela localização e a disposição geográfica da cidade. É de fácil percepção que Poço Redondo vai crescendo em terrenos mais planos, sem acentuadas elevações. Assim ocorreu com o Conjunto Lídia e o Bairro São José. Já o Conjunto Augusto Franco confrontou exatamente com o leito do Jacaré. Em posição mais elevada está a região da Praça Frei Damião, mas mesmo assim sem grande contraste com o centro da cidade.


Dado às limitações impostas pela vizinhança do Riacho Jacaré, bem como a presença de terrenos sem grandes declives, o crescimento urbanístico da cidade tende a se acentuar em quatro regiões distintas: Conjunto Lídia, região da estrada do Curralinho, Bairro São José e após o conjunto habitacional ainda em construção à entrada da cidade, mas muito mais nas três últimas localidades, pois o Lídia já ressente o contato direto com as pequenas propriedades.

E assim porque a região do Bairro São José conta com grandes áreas para futuras construções em direção à estrada de Bonsucesso, em terrenos que são loteados. O mesmo ocorre nos arredores da Praça Frei Damião, seguindo pelas vizinhanças da estrada de Curralinho. Já o conjunto em construção certamente será a porta de entrada para que novas moradias vão surgindo nos terrenos ao lado da rodovia estadual e adentrem as terras ainda de pastagens e pedregulhos.

Atualmente é possível perceber que, de um lado, a cidade termina aonde começa o riacho e, de outro, que a cidade avança aonde há terreno propício às novas construções. Ainda assim, mesmo com as novas construções observadas na parte inicial da Avenida Alcino Alves Costa, esta não permitirá crescimento senão em direção à região do Bairro São José. Há pouco espaço até a pista da rodovia, no outro lado, bem como termina na primeira via de acesso à cidade.

Contudo, uma cidade não cresce a contento sem um planejamento urbanístico inteligente e responsável. Não adianta um crescimento sem infraestrutura, sem saneamento, sem pavimentação, dentre outras necessidades essenciais. Ademais, Poço Redondo precisa mostrar que cresce urbanisticamente, de forma organizada, e não que apenas vai se alargando de qualquer jeito e modo. Até porque os favelamentos nascem assim.
                                                                                                                       
Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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CANGAÇO NO PIAUÍ


 Mais um livro do escritor e fundador da SBEC -  (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço) Paulo Gastão.


Entre em contato com o autor através deste e-mail: paulomgastao@hotmail.com

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FACÃO ORNAMENTADO COM CABO EM FORMATO DE CABEÇA DE ÁGUIA QUE PERTENCEU AO REI DO CANGAÇO.


FACÃO ORNAMENTADO COM CABO EM FORMATO DE CABEÇA DE ÁGUIA QUE PERTENCEU AO REI DO CANGAÇO.

Foto: Livro Estrelas de Couro – A estética do cangaço de Frederico P. de Melo

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo O Cangaço)

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GENTE DAS RUAS DE POMBAL JOÃO COREMAS - JOÃO RAIMUNDO DOS SANTOS

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

João Raimundo dos Santos nasceu no dia 23 de junho de 1927, e entrou para a Irmandade dos Negros do Rosário em agosto de 1954(62 anos). Foi eleito “Rei do Rosário” no dia 26 de agosto de 1991, continuando até os dias hoje: já são 25 anos consecutivos de reinado: o mais logo que se tem notícias depois de Manuel Cachoeira, que deve ter reinado por mais de 60 anos.


O seu governo a frente da Confraria foi marcado por muitas dificuldades, sejam elas financeiras ou administrativas. 

Quando assumia, substituindo seu Antonio Felismin, as reuniões do grupo já não aconteciam por falta de membros à mesa. Quando havia, eram muitos os desentendimentos entre os irmãos. Era necessário um homem forte que trouxesse com ele a liderança necessária para manter o grupo unido, qualidade de liderança vista por seus pares em seu João (Coremas) Raimundo dos Santos.

Seu João Coremas chamou para si essa liderança para que o grupo não se desfizesse. A cada reunião o Juiz João Coremas apelava aos seus “irmãos de opa” pela continuidade da Irmandade, evidenciando a sua importância para a cidade de Pombal.


Com as arrecadações insuficientes para quitar as despesas da festa do Rosário, ele passou a exigir dos seus liderados mais empenho em esmolar nos sítios e nas feiras dos sábados, para capitalizar a entidade.


Convidou a participar das reuniões pessoas da cidade, que tinham interesse na Irmandade, como Luiz Barbosa Neto e a professora Dra. Alba Wandeley, para que estes falassem aos demais membros do grupo da sua importância histórica para cidade de Pombal. Foi essa uma maneira que ele encontrou de motivar os irmãos que já não compareciam ativamente as reuniões e sessões deliberativas da Confraria dos Negros do Rosário de Pombal



Seu João Coremas chegou a realizar reuniões, que sempre são realizadas dentro da Igreja do Rosário, em sua própria residência, como aconteceu no dia 2 de abril de 2012. De outra feita tirou dinheiro da sua minguada aposentadora para ajudar na compra das vestimentas, e até para pagamento dos fogos na procissão do Rosário uma vez que o padre da cidade, de forma impensada e egoísta tentou descapitalizar a Confraria.


Um homem humilde, de ações fortes e decisivas, que há 25 anos luta com determinação pela manutenção da Irmandade dos Negros do Rosário de Pombal merece todo nosso respeito.


Joao Coremas; um nome que já está escrito nos livros da história da nossa cidade, assim como o de outros que vieram antes dele, e governaram a Irmandade dos negros do Rosário de Pombal.

Jerdivan Nóbrega de Araújo. Advogado. Escritor. Poeta. Funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Membro do Grupo Benigno Ignácio Cardoso D' Arão. Paraibano de Pombal.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LIVRO: O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO.


De: Luiz Serra

Já está à venda o recém-lançado livro O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO do escritor/pesquisador Luiz Serra e quem desejar adquirir o trabalho basta entrar em contato diretamente com o autor através do e-mail anarquicolampiao@gmail.com pelo valor promocional de lançamento de R$ 55,00 (Cinquenta e cinco Reais) com frete incluso para qualquer localidade do país.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo O Cangaço)

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GENTE DAS RUAS DE POMBAL MANOEL ANTÔNIO DE MARIA CACHOEIRA E JOAQUINA DAS VASSOURAS (REI E RAINHA DO ROSÁRIO NO FINAL DO SEC XIX

Jerdivan Nóbrega de Araújo

Figura central e motivadora do reconhecimento oficial da Irmandade dos Negros do Rosário de Pombal, Manoel Antônio de Maria Cachoeira, de quem pouco se sabe, mas, com certeza, não foi ele o criador da Irmandade ou da adoração do Rosário, como se atribui. O seu mérito é ter lutado incansavelmente pelo reconhecimento, por parte da Igreja, de um evento que veio bem antes dele.


Especula-se que Manoel Antônio de Maria Cachoeira tenha sido um negro liberto, com certo poder aquisitivo, talvez um dos chamados brancos do algodão, assim denominados os negros livres, que obtiveram uma ascensão social através do enriquecimento proveniente do plantio e beneficiamento do algodão.

Pesquisadores chegaram a afirmar que o patrono da Irmandade de Pombal residisse na própria Igreja do Rosário, da qual era o zelador, e com seu trabalho teria criado o patrimônio da Irmandade. Contudo, é pouco provável que Manuel Antônio de Maria Cachoeira morasse na Igreja, que à época não era da devoção do Rosário e sim de Nossa Senhora do Bonsucesso.

Há mais: não existe qualquer local ou evidências naquela construção bicentenária que venha sugerir que, em algum momento, tenha acomodado uma pessoa, mesmo sendo ela solteira.

Até o mês de abril de 1839, o pároco da freguesia de Pombal residia em um sítio distante três léguas da Matriz. Naquele ano, o Bispo de Olinda, D. João da Purificação Marques Perdigão, que saíra do Palácio da Soledade a 1º de maio de 1839, retornando à sede episcopal a 8 de janeiro de 1840, após percorrer o interior das Províncias da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, em passagem pela cidade de Pombal determinou, através de portaria, que o pároco passasse a residir junto à Matriz.

A casa onde passou a residir o Pároco da Igreja do Bonsucesso era um sobrado localizado atrás da Igreja, e que foi demolido em meados da década de 1970. No lugar foi construída a residência do comerciante Dantinhas.

Até o final do século XIX, a cidade de Pombal concentrava seu centro urbano, com casas bem construídas, em umas poucas ruas centrais, como Rua dos Prazeres (atual Rua do Comércio), Rua do Rio, o centro formado pelas duas igrejas, e mais ao sul a Rua da Aurora, hoje denominada Rua João Pessoa e a Rua do Giro (hoje João Capuxu).

A Rua João Capuxu terminava em um riacho que desaguava no leito do rio Piancó, que à época era temporário. Depois desse riacho, as casas eram construções simples, em taipas e espaçadas entre elas. É o que se deduz das descrições do processo do crime de Donária dos anjos, fato ocorrido em 1877, quando se descreve o local do sinistro evento.

Foi ali que se instalou e funciona até os dias atuais a casa de adoração ao Rosário e, por consequente, a casa do juiz da Irmandade dos Negros do Rosário de Pombal. Isso nos levar a acreditar que ele sabia que ali sempre morou o juiz da Irmandade.


Portanto, o mais provável é que Manuel Maria Cachoeira residisse na casa do Rosário, situada na hoje denominada Rua do Rosário, confluência com a Rua Manuel Maria Cachoeira.

Naquela localidade morava não apenas Manoel Antônio de Maria Cachoeira, o primeiro juiz da Irmandade depois do reconhecimento oficial por Lei Provincial e, em seguida, pela cúria em Olinda, como também residiam nas imediações outros membros da Irmandade, formando, assim, uma comunidade de casas simples onde viviam uns poucos negros libertos da cidade.

Maria Joaquina da Vassoura, a primeira rainha do Rosário que se têm notícias, era moradora do sitio Vassouras, localizado na região norte da cidade, e pertencia ao Major Salgado. Era costume à época, agregar ao nome próprio a denominação da localidade de origem dos seus moradores.

Maria Joaquina não só era proveniente do sítio Vassouras, como era uma Rufino, já que foram os Rufinos da Vassoura quem criaram o grupo Negros do Pontões. Foi também um Rufino quem sucedeu Manoel Maria Cachoeira no cargo de Juiz da Irmandade, após a sua morte.

Em entrevista com a rainha perpétua Roselina da Silva, perguntei como ela sucedeu a Maria Joaquina da Vassoura, e se também era moradora do sítio Vassouras. Roselina contou-me que morava na cidade e não na zona rural de Pombal. Porém, o seu pai era morador do pai de dona Oda Rodrigues, filha do Major Saturnino Rodrigues, proprietário do Sítio Areal, que era vizinho do sítio Vassouras. Por esse caminho, ela foi convidada a assumir o cargo de Rainha.

Quanto a Manoel Antônio Maria Cachoeira ser um branco do algodão, pelos mesmos argumentos acima citados, não vejo muita sustentação nessa afirmação. Não seria naquela localidade que moraria um branco do algodão, que costumava morar na zona rural, com residência na cidade, mas que a ocupava apenas nos dias de feira, como apoio para negociar seus produtos agrícolas.

Histórias orais passadas ao longo do tempo, já que não há registros documentais narrando o fato, dão conta que Manoel Cachoeira viajou a pé, de Pombal a Olinda, para solicitar tal autorização, por três vezes, só conseguindo o pleito na terceira tentativa.

A dificuldade enfrentada por Manoel Antônio Maria Cachoeira para a criação da Irmandade estaria nos vigários de Pombal, entre esses o padre Álvaro Ferreira de Souza, que discordava da criação da confraria. O preconceito do vigário contra os negros fez com que ele se opusesse também à religião dos negros – a devoção ao Rosário, e a organização da festa.

Alguns autores chegaram a duvidar das três viagens a Olinda, realizadas por Manoel Maria Cachoeira, narradas pela tradição oral. Eles dizem tratar-se de mais uma alegoria para reafirmar o seu heroísmo, transformando-o em mais um conto folclórico, ao narrar que ele realizou “três tarefas impossíveis” para pessoas comuns, antes de conseguir o seu intento.

Não faz sentido duvidar dessa façanha de Manoel Maria Cachoeira, salvo se você, de forma equivocada, comparar a cobertura dessa distância com os meios disponíveis nos dias atuais, quando é possível fazê-la em apenas seis ou sete horas de viagem, a distância entre Pombal e Olinda. Até as primeiras décadas do século XX, antes da chegada do trem, esse percurso era feito a pé e durava entre 30 e 40 dias, ida e volta.

A dúvida seria se o Manoel Maria Cachoeira fez sua viagem de forma solitária ou se na trilha dos inúmeros tropeiros que cruzavam os sertões do Rio Grande do Norte e Paraíba, saindo de Caicó com suas mulas carregadas com fardos de peles e de algodão, com destino a Recife, e com paradas obrigatórias em Pombal, Soledade, Campina Grande, Goiana, até chegar a Olinda.

Folcloristas e historiadores da região concluíram que o fato do primeiro rei da Irmandade ter viajado a Olinda, a fim de pedir autorização ao Bispo para criar a confraria, aponta-nos, mais uma vez, a falta de apoio do pároco local. Esses documentos deveriam ser enviados oficialmente pela Igreja e não serem conduzidos por um negro, cuja chance de ser recebido por um bispo era remota. Mas não podemos ignorar o fato de que, se o Manoel Antônio Maria Cachoeira foi recebido pelo bispo, e isso aconteceu, podemos deduzir que ele levou alguma carta de recomendação, de anuência ou concordância pela legalização da Irmandade. Ao contrário, sequer seria recebido na Cúria. E essa carta de recomendação só uma autoridade de Pombal poderia assiná-la: o vigário.

Se for verdade, e acreditamos que sim, a informação de que Manoel Maria Cachoeira viajou por três vezes e só foi atendido na terceira tentativa pode ter ocorrida porque, das vezes anteriores, ele não tenha conseguido a simpatia dos vigários contemporâneos.

Jerdivan Nóbrega de Araújo. Advogado. Escritor. Poeta. Funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Membro do Grupo Benigno Ignácio Cardoso D' Arão. Paraibano de Pombal.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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FOTO DO HOMEM QUE MATOU LAMPIÃO


Na fotografia (abaixo) o soldado Honorato “honoratinho” (esquerda) autor do disparo que atingiu mortalmente Lampião em Angico e o jornalista/escritor Melchades da Rocha (direita) que examina o fuzil utilizado pelo soldado.

Existem dúvidas entre pesquisadores/estudiosos sobre a autoria do tiro que matou Lampião, porém como Honoratinho chamou para si o feito e ninguém nunca contestou ou reivindicou a autoria, continuo acreditando ter sido ele o verdadeiro autor da morte do Rei do Cangaço.

Melchiades da Rocha, jornalista do Jornal "A NOITE" (Rio de Janeiro/RJ), foi responsável por inúmeras matérias jornalísticas e fotografias relacionadas ao cangaço lampiônico. As imagens e informações obtidas por Melchiades da Rocha deram origem ao livro BANDOLEIROS DA CAATINGA de sua autoria.

Imagem: Livro BANDOLEIROS DA CAATINGA de Melchiades da Rocha.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo O Cangaço)

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