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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

OS TABUS LAMPIÔNICOS

  Por Verluce Ferraz

O espaço me permite tratar dos tabus que permeavam a vida dos cangaceiros, em especial de Lampião e da Maria Bonita. Relatos existem em livros que, os mesmos se abstinham de fazer sexo nos dias de sextas-feiras, e quando partiam para uma relação sexual, retiravam as orações e patuás de cima do corpo; deixando-os a certa distância. Que depois de praticarem sexo, se limpavam para afastar desgraça de cima de suas vidas. Pelas descrições de manias não pode-se esses associar esses rituais à religiosidade, tampouco a dignidade, visto que cangaceiro não observava tais preceitos, além de matarem pessoas para apropriarem-se de bens materiais. Não havia remorso pelas vidas cerceadas, pelas famílias viúvas e órfãos. Todos os cangaceiros viviam infringindo às leis Naturais e leis Estatais. Matar gente ou animais era tão mais comum que se possam avaliar. Era costume a prática de saques, assaltos, e estupros, entre outros crimes. Vamos então aqui registrar o papel desempenhado pelos tabus e seus efeitos conservadores de velhos usos no trato que tais pessoas supersticiosas, desde a antiguidade, acreditavam em um grande número de tabus:

- O flamen dialis, o sumo sacerdote de Júpiter tinha que observar um número enorme de tabus. Ele “não podia montar ou mesmo tocar um cavalo, nem ver um exército em armas, nem usar um anel que não fosse partido, nem vestir uma roupa que tivesse algum nó; [...] não podia tocar farinha de trigo nem pão fermentado; não podia tocar ou mencionar um cão, uma cabra, carne crua,, feijão e hera [...] seu cabelo podia ser cortado apenas por um homem livre, com uma faca de bronze, e, quando cortados, o cabelo e as unhas tinham de ser enterrados sob uma árvore auspiciosa; [...]; ele não podia tocar num cadáver [...];não podia ficar descoberto ao ar livre”.

E tudo tinha significado de consequências que conduziam aos perigos. Lampião, nas suas superstições escolhia o dia da sexta-feira para não ter conjunção carnal. Aconselhava também os seus bandos a seguir seus pensamentos, usando orações e símbolos que, exerciam poderes mais para fetiches; isso é confundido por alguns, como obediência espiritual, para livramento do mal. Pelos modos vividos, as contradições serão expressas porque o homem após ser civilizado e religioso, jamais praticaria atos de crueldade quanto praticaram os grupos cangaceiros.

Perdi a fonte, mas foi escrito pela pesquisadora Verluce Ferraz.

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O AVIÃO DE LAMPIÃO.

Por João Filho de Paula Pessoa

A Fama de Lampião e de seus assombros nos sertões nordestinos era notícia em todo o Brasil. Em 1931 surgiu no Estado do Rio de Janeiro um oficial do exercito, o Cap. Aviador Carlos Chevalier, que anunciou um plano mirabolante para liquidar Lampião, seu plano consistia em invadir o Nordeste brasileiro com equipamentos sofisticados, canhões, metralhadoras, um grande contingente de homens por terra e ele pelo céu, num avião. Com isto, ganhou os holofotes da imprensa, passou a dar uma série de entrevistas e divulgar seu plano de invadir o Nordeste e capturar Lampião, apresentava seu plano como infalível e já contando vitória. Afirmava que lideraria a missão pelo céu, num avião do exército, modelo 1930, e que desta forma, não havia como Lampião escapar. No entanto, foram passando os dias, as semanas e os meses, e o capitão aviador ainda continuava no Rio de Janeiro dando entrevistas, até que este silenciosamente desapareceu da vista de todos, circulou informações na imprensa que o Governo Federal não apoiou seu plano e não disporia recursos financeiros para aquela espetaculosa empreitada, pois além de ser de um custo elevadíssimo, não havia nenhuma garantia de êxito e ainda o Capitão Aviador e pretenso herói, era acusado de falcatruas em sua carreira. Assim, a pretensão de combater Lampião e vence-lo com um avião não passou de um devaneio extravagante, de um plano imaginário e lunático por parte de alguém que sequer conhecia o Sertão Nordestino, muito menos o Cangaço e sua capacidade. 

João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce., 14/10/2020.

Obs: Nossos Contos também são contados em vídeos no YouTube - Canal Contos do Cangaço. https://www.youtube.com/channel/UCAAecwG7geznsIWODlDJBrA

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO !

 Por Manoel Severo Barbosa

Recebe os pesquisadores e escritores; Archimedes Marques e João Paulo Carvalho; para contar essa verdadeira Saga ... É nesta Sexta, dia 16, ás 20 horas no Canal do Cariri Cangaço no YouTube. Vem com a gente ! Sergipe viria a se consolidar como um verdadeiro "feudo" do rei do cangaço por todo o período em que durou seu segundo reinado; entre 1929 e 1938. Foi a partir dali que Lampião estabeleceu um novo "estilo" de atuação dos bandos cangaceiros; consolidando a divisão de seu numeroso bando em pequenos grupos comandados por sub chefes, atuando em vários lugares ao mesmo tempo, confundindo e desmobilizando os esforços das forças policiais perseguidoras, como o Mestre Alcino Alves Costa, patrono do Conselho do Cariri Cangaço indica: "O poder de Lampião era tão grande que ele teve a ousadia de dividir partes do Estado de Sergipe nos moldes das antigas sesmarias, colocando seus principais homens, como se fossem sesmeiros, à frente de vastas glebas de terras".Manoel Severo

https://www.youtube.com/channel/UCWSetStng7pRUXOahy2Lzi

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SÃO CRISTÓVÃO

 Clerisvaldo B. Chagas, 15 de outubro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2400


Primavera continua, ora pegando fogo, ora mais branda. Com essas mudanças climáticas no Planeta, tudo se embaralha ou se transforma. E nesse tempo seco em nosso sertão alagoano, acontece mais uma vez a Festa de São Cristóvão, em Santana do Ipanema que continua em andamento. A procissão de Senhora Santana incorporou os carros de bois no cortejo de abertura. Já a Festa de São Cristóvão, trouxe os vaqueiros e outros personagens a cavalo, abrilhantando, dando maior vigor na abertura dos festejos. Mas esse ano tudo foi modificado em vista da pandemia. Mesmo assim, tem os arrogantes que não usam máscaras e conduzem seus procedimentos como um desafio à sociedade.

(FOTO: DIVULGAÇÃO)

A programação da festa teve início na sexta-feira (9) com a novena a São Cristóvão, Eucaristia, presença dos noiteiros e o responsável do dia. O novenário prossegue até o próximo sábado (17) com a Eucaristia presidida pelo padre Thiago Henrique Soares Pinto Tavares. Após a Santa Missa haverá tradicional leilão de animais, o que leva ao leilão muita gente ligada a agropecuária. A programação particular da Festa propriamente dita, será no próximo domingo com muitas atrações religiosas: Eucaristia, salva de fogos, solene Eucaristia, solene procissão, bênção do Santíssimo Sacramento, aspersão dos veículos e motoristas, descerramento do estandarte de São Cristóvão com salva de fogos.

 As procissões carreatas acontecem sempre com o encerramento, saindo o padroeiro de uma cidade circunvizinha em direção à sua Matriz. No próximo domingo à tarde, essa procissão de automóveis, motos, caminhões... Estará saindo da cidade de Dois Riachos, rumo a Santana do Ipanema. Percorrerá as ruas do Bairro Camoxinga onde está localizada a sua Paróquia. Mesmo com a pandemia solta, o entusiasmo é o mesmo entre todos os motoristas em louvação ao gigante padroeiro. Nessa ocasião inúmeras promessas são pagas, incluindo a de acompanhar o santo protetor na sua procissão. Almejamos tremendo sucesso para mais essa edição sagrada do Catolicismo.



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OU A LEI É A LEI OU FAÇAM FOGUEIRA COM OS CÓDIGOS

 *Rangel Alves da Costa

Parece-nos verdadeiro absurdo pretender transformar as leis, os códigos e a própria justiça, em jeitinho brasileiro.

Ora, se a letra da lei é induvidosa, não há como querer inventar interpretação diferente. No Brasil, contudo, é o próprio aplicador do direito que faz tudo revirado pelo avesso.

Ora, dar interpretação diferente a uma lei ou mesmo restringir seu âmbito de aplicabilidade, é o mesmo que dizer que a lei pode ser moldada segundo a conveniência do julgador.

Então não se precisaria sequer de lei. Pra que uma lei se o juiz, desembargador ou ministro julga como quer?

Vamos ao exemplo. O excesso de processo nos procedimentos judiciais é motivo suficiente para a concessão de Habeas Corpus ao preso, pois assim diz a lei, considerando que no processo criminal há prazos que devem ser necessariamente observados.

Mas vai um cidadão preso, esquecido pela justiça, jogado às baratas da injustiça, e pede a liberdade exatamente por excesso de prazo.

Então vai o julgador e nega, sempre afirmando que o prazo na condução do prazo está razoável. Então, por que a lei existe? Existe para não ser cumprida?

Por - e por exceção - ter cumprido a lei é que o ministro Marco Aurélio vem sendo tão duramente criticado, e por aqueles que fazem da lei barganha política, ativismo judicial ou julgam por mera conveniência ou interesse.

Corretíssima a atitude de Marco Aurélio ao julgar segundo o comando da lei, na sua literal interpretação, como sempre deve ser.

Se a legislação penal diz que a cada noventa dias a prisão preventiva deve ser revisada pela instância condenatória, e assim não foi feito, logicamente que houve transgressão ao preceito legal.

E o remédio para sanar tal erro do próprio judiciário é a concessão de Habeas Corpus ao réu preso. Se houve erro, este foi do judiciário e não do julgador que concedeu o remédio libertatis.

Neste ponto, também não vale dizer que o réu não poderia ser solto pela sua periculosidade ou pelo clamor social, por se tratar de um poderoso traficante.

O próprio judiciário deveria estar atento ao preso, à sua periculosidade, ao seu interim criminoso, e assim tomar todas as medidas legais previstas em lei para mantê-lo encarcerado.

Mas assim não fez, cochilou, dormiu, passou do ponto. Como consequência, a sua liberdade. Mesmo que a muitos fosse um ato absurdo, mas apenas um ato legal.

Legalista como é, sempre julgando segundo a letra da lei, o ministro parece não ter tempo de divagar por possibilidades outras senão a ser fiel intérprete das leis e dos códigos.

Uma atitude correta do ministro. Se todos os julgadores fossem mais fiéis aos ditames da lei, certamente não haveria tantas liminares, tantos julgamentos divergentes, tantos recursos e tantas justiças praticadas pela justiça.

Um perigoso traficante, mas que saiu da prisão de mãos dadas com a lei, pois esta previu que assim poderia acontecer. E aconteceu.


Escritor
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A FASCINANTE VIDA SEXUAL DE DOM PEDRO II

 Por Paulo Rezzutti

Dom Pedro II - Getty Images

Dom Pedro II tinha fama de sábio. Conhecia aramaico, além de diversas línguas vivas. Correspondia-se com a maior parte dos cientistas de seu tempo, bem como com compositores, cantores e atores. Mas sua famosa biblioteca no Rio de Janeiro também tinha outra finalidade. Servia de ninho para seus amores clandestinos.

Quando jovem, o imperador foi criado em uma monarquia sem qualquer brilho após a abdicação de seu pai, dom Pedro I, em 7 de abril de 1831. Ele e suas irmãs herdaram uma corte que, segundo testemunho de um de seus primos europeus que o visitaram, era “a mais miserável do universo”. Essa austeridade também foi a grande marca da criação do futuro imperador, que, além da pobreza da corte, herdou o pesado fardo da lembrança dos escandalosos relacionamentos extraconjugais de seu pai.

Noites atenienses

Dom Pedro II / Crédito: Getty Images

Para que o Império e o futuro imperador dom Pedro II passassem uma imagem mais séria, a educação moral do jovem príncipe foi rígida. Desde o princípio, ele sabia o quanto o romance escancarado de seu pai com a fogosa paulista jogara lenha na fogueira moral ateada pelos inimigos da monarquia, e assim a discrição amorosa do imperador virou lei.

Como afirma o historiador Renato Drummond Tapioca Neto, “o sexo para as mulheres das classes mais abastadas tinha apenas uma função: produzir filhos, a maior alegria para o casal. O prazer não entrava nesse jogo. Dessa forma, no leito conjugal, a lei que ditava o desempenho dos homens era a perpetuação da linhagem, enquanto a paixão e o desejo carnal eles reservavam a outras mulheres, as amantes. Mas tudo por baixo dos panos. Afinal, qualquer escândalo poderia vir a prejudicar a imagem da família perante a sociedade”.

Quem olha para as pinturas e fotos daquele senhor sisudo, bochechudo e com longas barbas brancas não imagina que ele abalou tantos corações, de maneira muito mais discreta que seu pai. O mais famoso relacionamento extraconjugal de dom Pedro II foi com Luísa Margarida de Barros Portugal, a condessa de Barral, exposto por Mary Del Priore em Condessa de Barral, a Paixão do Imperador.

Ela era uma rica dona de engenho casada com um nobre francês e foi preceptora das princesas imperiais, Leopoldina e Isabel. O relacionamento durou 34 anos de ânsias e suspiros apaixonados em cartas interatlânticas, nas quais dom Pedro II relembrava com carinho das “noites atenienses” ou de quartinhos de hotéis em Petrópolis. Porém havia também nesse relacionamento uma certa paixão intelectual.

Nada, ao menos da correspondência amorosa que sobreviveu entre ele e a condessa, lembra o fulgor do pai, que tratava com paixão a Marquesa de Santos, ora com versinhos malconstruídos, ora com palavras das mais vulgares, chegando a enviar pelos pubianos à amante e sentir saudades de “ir aos cofres” dela.

Existe na historiografia brasileira a lenda de que o historiador Tobias Monteiro teria encontrado cartas picantes envolvendo dom Pedro II, e as depositou na Biblioteca Nacional, porém um arranjo na numeração as teria feito ficar desaparecidas por muito tempo no arquivo. Afinal, não pegava bem para a imagem do ex-imperador ter sua vida amorosa exposta de maneira indecorosa, como aconteceu com seu pai.

Dom Pedro II e Teresa Cristina / Crédito: Wikimedia Commons

Finalmente, o historiador José Murilo de Carvalho conseguiu catalogá-lo, o que acabou por revelar um dom Pedro II menos morno que sua figura bonachona. Como diz um ditado holandês: a fruta não cai longe do pé. O velho imperador também teve seu lado Demonão.

“Te amo e sou tua”

Se as cartas da condessa de Barral para dom Pedro II são mornas, o mesmo não acontece com a sua correspondência com a condessa de Villeneuve. Casada com Júlio Constâncio de Villeneuve, conde de mesmo nome, Ana era nove anos mais nova que dom Pedro II.

Em suas cartas para o imperador, ela lembra que “cada uma de tuas expressões tão apaixonadas me fazem estremecer de amor” e declara: “Eu te amo e sou tua de toda a minha alma. Eu te abraço tão ardentemente como tu desejas”. A pedido do imperador, enviou-lhe uma foto com vestido decotado, diante da qual dom Pedro II delira, em carta de 13 de maio de 1884: fantasia uma tórrida cena de amor no sofá da casa da condessa, com corpos entrelaçados, desfalecendo de prazer.

Em carta de 7 de maio, afirma: “Que loucuras cometemos na cama de dois travesseiros!”, e, adiante, como se estivesse para atingir o clímax, declara que não consegue mais segurar a pena: “Ardo de desejo de te cobrir de carícias”.

Uma testemunha da época do Segundo Reinado, o diplomata espanhol Juan Valera, confidenciou a um amigo que “a imperatriz do Brasil (dona Teresa Cristina) é tão virtuosa quanto feia, e dom Pedro II lhe é infiel de vez em quando. O teatro de suas infidelidades é a biblioteca do palácio; o que acontece é que as damas se instruem...”.

Outra característica que dom Pedro II herdou do pai era a sovinice: esbanjava com esmolas e bolsas de estudo, mas era miserável com as amantes. Valera chega a comentar que não foram poucos os homens que acabaram falindo para manter as esposas frequentadoras assíduas da corte e da biblioteca do imperador.


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UMA FARSA BEM MENTIROSA...

 Por José Mendes Pereira

Quem conhece um pouco do estudo cangaceiro e principalmente aquele que estuda a vida criminosa do capitão Lampião é muito difícil acreditar que este que aparece ao lado direito da foto, e fazendo companhia a Lampião verdadeiro, seria ele na sua velhice. Incrível! 

Vejam várias diferenças que existem entre Lampião verdadeiro e Lampião de Buritis. Lógico que nós não devemos esconder que na foto Lampião verdadeiro era ainda novo, e o suposto Lampião já estava velho e acabado. Mas mesmo assim, fica muito fácil de fazer uma comparação entre os dois.

O Lampião verdadeiro aparece visivelmente o leucoma no seu olho direito, e o Lampião de Buritis nem aparenta ter defeito qualquer no olho direito, e nem tão pouco no esquerdo. Sei que na época já existia a prótese para aqueles que haviam perdidos um dos seus olhos, mas me parece que o valor era altíssimo e nem todos tinham condições, principalmente Lampião.

A gente sabe que a boca, nariz, orelhas... com o passar dos anos gradativamente eles vão se desenvolvendo, isto é elastecendo-se, mas assustadoramente, não. É muito difícil que isso aconteça. Mesmo se tivesse vivido uns 100 anos, as orelhas do capitão Lampião verdadeiro não teriam ficado deste tamanho, porque em outras fotos a gente percebe que ele tinha as orelhas médias. 

Percebam o exagero na boca do Lampião de Buritis e façam uma comparação com  a  boca do Lampião do Nordeste. As orelhas do suposto bandido cresceram sem limites. O nariz de Lampião verdadeiro é um pouco afilado. Já o do suposto Lampião é uma verdadeira chaminé. A boca cresceu tanto causando um formato arredondado. Eu não entendo porque o saudoso escritor, pesquisador do cangaço, jornalista e cineasta José Geraldo Aguiar, não percebeu que as informações do Lampião de Buritis não tinham credibilidades, e findou registrando estas farsas do Lampião de Buritis. 

Mas o suposto Lampião de Buritis tinha tudo para se gloriar de peito cheio que era o verdadeiro capitão Lampião do Nordeste  do Brasil. Ora, ele vivia em Minas Gerais, região Sudeste que não teve cangaço, e lá foi muito fácil ele ludibriar os seus vizinhos, como sendo o verdadeiro Virgolino Ferreria da Silva o capitão Lampião, de Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. Os estudos sobre cangaço e principalmente sobre a vida criminosa de Lampião, com certeza são mais restritos lá por Minas Gerais, ou ninguém tem interesse pelo o assunto, e assim, ficou fácil convencer os mineiros que ele era realmente o Lampião filho de José Ferreira da Silva e de dona Maria Sulena da Purificação. Mentiroso Lampião de Buritis!

Leia o que eu escrevi sobre este assunto e outros clicando no link abaixo, mas lembrando que não tem nenhum valor para a literatura lampiônica, são apenas as minhas inquietações.

https://blogdomendesemendes.blogspot.com/2020/10/5-ossadas-de-cangaceiros-para-serem.html

Atenção! -  Não me refiro ao escritor José Geraldo Aguiar que apenas ele colheu as informações do seu depoente, e sim, sobre o Lampião de Buritis.  

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5 OSSADAS DE CANGACEIROS PARA SEREM FEITAS "DNAs" E O PODER PÚBLICO NÃO TEM INTERESSE.

 Por José Mendes Pereira


Para os homens que dirigem os Estados e municípios brasileiros a cultura não é considerada de grande importância. Ou eles se enganam ou não têm nenhum interesse para cuidar dela. Mas eles precisam saber que a cultura é o conjunto de conhecimentos, tradições, ideias, símbolos, valores, costumes e práticas de um Estado, município ou país que se tornam características de um grupo, seja social, familiar, étnico, religioso e assim por diante. A cultura não pode faltar em uma nação. A cultura faz bem a uma nação que não pode viver sem ela.

A cultura brasileira ainda permanece no meio de nós porque existe uma porção de estudiosos que a sustenta viva com todo esforço, correndo atrás e registrando em livros, jornais e revistas os acontecimentos que se tornam históricos, e que muitas vezes, abandona o lar por alguns dias e vai pesquisar e entrevistar pessoas que têm um pouco de conhecimento sobre o assunto escolhido. 

https://www.blogcariri.com.br/2015/09/crato-ce-cariri-cangaco-contara-com.html

Muitos escritores e pesquisadores fazem estes trabalhos simplesmente pelo o prazer de pesquisar, registrar os fatos que serão históricos para as gerações de hoje e para as futuras, sem imaginarem o que irão ganhar, porque a publicação de livros é caríssima no Brasil, devido os custos tipograficamente. Eu fui tipógrafo e não estou mais atualizado sobre gráfica, mas eu via o quanto era altíssima a publicação de um livro na Editora que eu trabalhava. 

Mas se dependesse dos governantes a cultura não existiria. Eles alegam a falta de dinheiro para mantê-la viva, mas recursos existem e existem muitos, o que não existe é vergonha na cara desses malandros, porque misturam os recursos públicos com os seus e depois não sabem separar o que é público do seu, aliás, saber, sabem, é porque são raposas velhas mesmas. Roubam e quando são comprovadas as suas desonestidades, ninguém devolve nada.

5 ossadas que devem ser feitas os (DNAs) para estudos, e saber se realmente têm procedências o que afirmam alguns estudiosos do cangaço. 

Cabeça de Lampião

E qual seria a finalidade dos "DNAs"? 

Uma das razões é ter a certeza a quem pertence aquela cabeça que está guardada no Cemitério Quinta dos Lázaros em Salvador. Sabemos que os escritores e pesquisadores não têm dúvidas que Lampião morreu na Grota do Angico, mas como eles são responsáveís por este trabalho de juntar todas as peças do dominó da literatura lampiônica, é muito importante o esclarecimento para desmascarar quem anda mentindo, dizendo que não é a cabeça do capitão Lampião. 

A cabeça de Lampião que antes permanecia no Instituto Nina Rodrigues e ficou 30 anos, seis meses e nove dias insepulta, aguardando pronunciamento da Justiça, e só foi enterrada em fevereiro de 1969, no cemitério Quinta dos Lázaros, em Salvador no Estado da Bahia, depois que a Presidência da República (governo Costa e Silva) o indultou. 

Colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio - BA.

E também, para tirar dúvidas que permanecem no meio de muitos brasileiros, os quais não acreditam que o capitão Lampião e Maria Bonita tenham sido assassinados na madrugada de 28 de julho de 1938, na "Grota do Angico", em Porto da Folha, atualmente pertencente à cidade de Poço Redondo, no Estado de Sergipe. Lógico que a sua morte aconteceu lá mesmo em Sergipe, no Nordeste do Brasil, e não em Minas Gerais, mas esta dúvida permanece diante de muitos, e faz uma porção de anos que já deveria ter sido esclarecida ao povo brasileiro através do "DNA".

Lampião de Buritis

A outra dúvida que continua viva no seio dos estudiosos do cangaço é sobre a ossada de um fazendeiro que viveu em Buritis, no Estado de Minas Gerais, e esse senhor, segundo o escritor José Geraldo Aguiar já falecidose dizia ser o próprio Lampião do nordeste brasileiro. O Aguiar detalhou tudo em seu livro "Lampião, o Invencível. Duas Vidas, Duas Mortes. O Outro Lado da Moeda" sobre o mesmo, a cidade onde faleceu,  o cemitério que foi enterrado, o local do seu túmulo, o nome da esposa etc, e principalmente nomes de alguns filhos do suposto Lampião que residem por lá. Para isso, não será difícil encontrar os seus restos mortais. E  o "DNA" tem que ser feito com urgência, para que o tempo não dê fim ao seu túmulo.

Lamentável! José Geraldo Aguiar faleceu ainda moço. 

Mas vejam leitores, a mentira do depoente (vale lembrar que eu não me refiro ao pesquisador José Geraldo Aguiar, porque ele fez baseado nas informações do Lampião de Buritis), que se ver logo na sua fotografia; o olho direito de Lampião do nordeste é branco, isto é com glaucoma, e o olho direito do suposto Lampião de Buritis nem aparenta cegueira. Sem sombras de dúvidas, o homem mentiu mais do que devia ao pesquisador José Geraldo Aguiar.

Blog Negro Nicolau | Cidadania, Empoderamento e Diversidade: Lampião não  morreu em Angico?

Dúvidas não só minhas, mas tenho certeza que muitos que estudam o cangaço têm.

1 - Para que Lampião tivesse renunciado o cangaço como disseram alguns que não têm compromisso com a verdade sobre os estudos cangaceiros, que ele teria feito acordo com o tenente João Bezerra da Silva, chefe alagoano das volantes policiais que atacou a "Grota do Angico", para fugir do coito, teria sido um dia antes da véspera da chacina, isto é, no dia 26, e na madrugada de 28 de julho de 1938 seria a vez do ataque com segurança aos cangaceiros, porque os reis do cangaço capitão Lampião e Maria Bonita já não mais estavam lá. 

Tenente João Bezerra está sentado à esquerda

A suposta e mentirosa fugida da "Grota do Angico" seria fácil Lampião enganar aos seus cangaceiros, coisa que  ele jamais faria covardia com o(s) (as) seu(s) sua(as) amado(a)(as) amigo(a)(as). Se Lampião tivesse essa ridícula intenção de colocar os seus comandados na mira de uma metralhadora, bastaria ele ter comunicado ao seu bando que iria fazer visita a um amigo juntamente com Maria Bonita, e desapareceriam de uma vez por toda. Mas jamais isso aconteceu. Lampião estava no coito na madrugada do ataque aos facínoras, e ele era bandido mesmo e perigoso, assumido, mas jamais faria tamanha covardia com os seus companheiros de crime. O cangaço era uam família e construído de amigos de verdade.

Ao centro Sila e à direita Zé Sereno

A noite que se passara lá na "Grota do Angico" a "Sila" que era companheira do ex-cangaceiro Zé Sereno, esteve sentada em uma pedra fumando com Maria Bonita. E enquanto isso, ela percebeu luzes um pouco distantes em sua frente, como se fossem lanternas. Mas a Maria disse a ela que não se preocupasse, aquilo que ela estava vendo não assustava, era vagalume.

Grota do Angico onde foram assassinados Lampião, Maria Bonita e mais 9 cangaceiros.

Uns falam que tudo foi combinado entre o tenente João Bezerra da Silva e o capitão Lampião, para que ele e sua Maria Bonita fossem embora, e depois que partissem as volantes fariam a chacina aos cangaceiros que haviam ficado. Mas isso não tem procedência e muito menos credibilidade, porque o desejo de todos policiais que procuravam os cangaceiros nas caatingas, principalmente os reis do cangaço Lampião e Maria Bonita, era  eliminá-los do sertão sertanejo, e que com certeza, receberiam troféus, e que na história cangaceira, ficasse registrado eternamente quem teria sido o homem responsável pelas mortes dos reis do cangaço.

2 - Nada existe para dizer que  Lampião não morreu na "Grota do Angico", Isto é indiscutível e fantasia de quem escreveu e saiu espalhando. Ele morreu naquela madrugada de 28 de julho de 1938. Mas é preciso ser realizado com urgência o teste do "DNA" com os restos mortais do fazendeiro Lampião de Buritis, para colocar um ponto final nesta história tão sem graça e sem fundamento, que é do fazendeiro que se fazia ser o próprio Lampião do nordeste brasileiro.

Cabeça de Lampião

3 - Por que o suposto Lampião de Buritis afirmou ao escritor José Geraldo Aguiar que não poderia aparecerer, e só permitia a publicação da sua entrevista quando ele morresse, aí sim, o pesquisador podia publicar o seu trabalho sobre ele?

Ora! Após cinquenta anos que havia sido feita a chacina aos cangaceiros de Lampião, inclusive ele e a Maria Bonita foram assassinados, todos os marginais que escaparam do atague estavam libertos pelo indulto do então Presidente da República Getúlio Vargas, e ainda temia algo? O certo é que ele não era o Lampião do Nordeste do Brasil, e sabia demais que, se fizesse exposições das suas invencionices os escritores e pesquisadores do nordeste os pegariam de imediado na mentira. Então, o melhor mesmo era ser rei do cangaço ocultamente na região Sudeste do Brasil.

4 - "Vou morrer no ano que vem!"

O que eu sei e aprendi bem direitinho a lição, através dos escritores e pesquisadores que o capitão Lampião era um grande estrategista, mas evidente, aquele que adivinha o que irá acontecer com ele,  e anunciar até o ano da sua morte, nunca ouvi falar isso dele em lugar nenhum. 

5 - "O óbito foi registrado em nome de Antônio Maria da Conceição". Por que o suposto Lampião de Buritis tinha tanto medo de ser lembrado no meio do povo brasileiro? A verdade era porque ele soltava uma mentira atrás da outra. Ou então estava se escondendo de outros problemas dele até mesmo contra a justiça de um Estado qualquer do Brasil. Lampião de verdade não temia autoridade nenhuma quando estava no cangaço, e muito menos depois que foram indultados todos os cangaceiros

https://www.youtube.com/watch?v=S4twtECfeHA&ab_channel=KinkoPelegrine

6 - O suposto Lampião de Buritis disse ao escritor José Geraldo Aguiar que fugiu da chacina, porque recebeu ajuda de algumas pessoas amigas, inclusive o seu padim pade Cíço Romão Batista de Juazeiro do Norte, que teria o ajudado também para se ocultar do nordeste. 

Incrível! Quando aconteceu a chacina da "Grota do Angico" aos cangaceiros, o padre Cícero Romão Batista da cidade de Crato e radicado em Juazeiro do Norte, já fazia 4 anos e 8 dias que  estava tranquilamente repousando em seu belo túmulo. O religioso morreu no dia 20 de julho de 1934, e ajudado ao "Lampião de Buritis" na madrugada de 28 de julho de 1938, para desaparecer do nordeste através de milagres, e principalmente depois de morto, com certeza, o padre não lhe fizera de forma alguma. O Buritis criava coisa com coisa e o amigo Aguiar acreditava.

Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores
Túmulo do padre Cícero Romão Batista

Observe amigo leitor, de Virgulino Ferreira da Silva o suposto Lampião de Buritis passou a ser chamado João Teixeira Lima, e foi sepultado com o nome Antonio Maria da Conceição. Que medo ele tinha ainda da polícia, hein! Mentiroso o depoente! O José Geraldo Aguiar não criou. Escreveu o que depoente informou. 

Mas esta de padre Cícero Romão Batista ter ajudado o suposto cangaceiro  para fugir da "Grota do Angico", irá ficar na história como uma grande falha por parte do escritor, por não ter percebido que o religioso morreu no ano de 1934, e o que aconteceu com o fujão suposto "Lampião de Buritis" foi em julho de 1938. Que falha do escritor e jamais será consertada! Mas o erro pertence a nós mesmos racionais. Os animais irracionais jamais erraram e nem errarão algum dia desse.

Meu grande amigo escritor José Geraldo Aguiar, por onde estiver, nada tenho contra o que você escreveu, apenas um erro grande sobre o padre Cícero, o resto você repassou o que lhe informaram, mas tudo fantasiado pelos seus depoentes. 

Ezequiel Ferreira

Também existem as dúvidas até hoje sobre o ex-cangaceiro Ezequiel Ferreira da Silva, o irmão mais novo do capitão Lampião, que a sua morte indiscutível, aconteceu no dia 24 de abril de 1931, em Paulo Afonso, Bahia, no povoado chamado Baixa do Boi, terras pertencentes na época a Santo Antonio da Glória do Curral dos Bois. O tenente Arsênio que conseguiu efetuar uma rajada de metralhadora e acabou acertando a barriga de Ezequiel Ferreira. 

Cruz fixada nas proximidades da Lagoa do Mel (Povoado Baixa do Boi - Paulo Afonso/BA). Local onde ocorreu o combate entre o bando de Lampião e a Volante baiana comandada pelo Tenente Arsênio Alves de Souza. Pesquisadores Sandro Lee e João de Sousa Lima ladeando a cruz do Ezequiel Ferreira da Silva fixada nas mediações onde aconteceu o confronto entre o bando cangaceiro e a Volante baiana. - http://cangacologia.blogspot.com/2018/07/cruzes-do-cangaco.html

"A arma depois emperrou e o tenente conseguiu retirar o percussor (ferrolho) e fugiu levando a peça que deixaria a matadora inutilizável. Nesse dia Lampião chorou amargamente a morte do irmão caçula e teve que enterrá-lo, com a ajuda de Antonio Chiquinho, próximo a Lagoa do Mel. Era a vida dos que viviam pelo poder das armas, que tombavam no dia a dia, pelo aço lacerante do pipocar das artilharias dos diversos grupos que traçaram as páginas do cangaço no nordeste brasileiro". (J. de Sousa Lima).

Ângelo Osmiro e João de Sousa Lima - http://joaodesousalima.blogspot.com/2014/08/cariri-cangaco-em-sousa-paraiba-os.html

Muitos estudiosos do cangaço já escreveram sobre a morte do Ezequiel Ferreira da Silva, inclusive os escritores e pesquisadores João de Sousa Lima e Ângelo Osmiro Barreto. O João fez trabalho  sobre o fim do ex-cangaceiro Ponto Fino juntamente com o pesquisador e cineasta de Fortaleza Aderbal Nogueira.

https://www.youtube.com/watch?v=U2W9z7ZLDfE&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0PBtbrJxqDA8CmX_-Upifj6WLrtmO-1254pT0efcGezf8SHCbGMLfEm1g&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Mas aí não termina a história. No ano de 1984, apareceu em Serra Talhada um homem de idade avançada, e foi hospedado na casa do Sr. Genésio Ferreira, primo de Lampião verdadeiro, e segundo ele, dizendo ser Ezequiel Ferreira da Silva irmão mais novo dos Ferreiras, que  precisava tirar documentos e cuidar de uma possível aposentadoria. Ele disse que ficou no grupo do irmão até julho de 1938, quando Lampião fez uma reunião para comunicar aos companheiros que abandonaria o cangaço, e com ele, fugiram disfarçados: Lampião, Luiz Pedro Cordeiro ou do Retiro, Félix da Mata Redonda e ele, tendo ficado no Estado do Piauí, mas Luiz Pedro e Lampião tomaram o destino de Goiás, onde o rei do cangaço teria morrido no ano de 1981.

Cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira
 
O mais interessante é que na lista dos que estavam no coito lá na Grota do Angico, organizada por pesquisadores o Ezequiel Ferreira não aparece, e nenhum que sobrou da saga do capitão Lampião, nunca relatou que ele estava lá. Para alguns que acreditam nesta hipótese é porque ainda não viu a lista e nem tem interesse de vê-la. O mais correto para eles é acreditar no que foi dito por pessoas que nem pesquisaram, apenas acompanharam o disse me disse de rodas de amigos.

O cangaceiro Luiz Pedro

O suposto Ezequiel Ferreira da Silva falou ao Genésio Ferreira que o ex-cangaceiro Félix da Mata Redonda também teria fugido com eles, antes dos policiais iniciarem a chacina aos cangaceiros. Mas em nenhum momento ele fez referência sobre o cangaceiro Félix da Mata, isto é, onde teria ficado depois que se separaram. 


Sobre os documentos que ele não tinha ainda não dá para a gente acreditar, porque o senhor José Ferreira dos Santos não deixou nenhum dos seus filhos sem serem registrados, e por que somente ele não fora escrito em cartório nenhum em Vila Bela ou em outra cidade de Pernambuco, atualmente Serra Talhada?

O cangaceiro Félix da Mata Redonda

A história da morte do Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião - o suposto Ezequiel disse que ele morreu em 1981. Já o José Geraldo Aguiar diz em seu livro "Lampião, o Invencível. Duas Vidas, Duas Mortes. O Outro Lado da Moeda" que o perverso e sanguinário Lampião morreu com o nome de Antônio Maria da Conceição, em 3 de agosto de 1993, em Buritis, no Estado de Minas Gerais. De ambas as partes são histórias que a gente não tem como acreditar. Ezequiel informa uma data, já o José Geraldo Aguiar esclarece outra. 

Suposta Maria - https://manoelhiginoconsultor.wordpress.com/tag/o-livro-de-jose-geraldo-aguiar/

O fotógrafo José Geraldo Aguiar diz em seu livro que a Maria Bonita (oficialmente Maria Gomes de Oliveira) viveu por lá com o nome de Maria Teixeira Lima, e teria morrido aos 67 anos em 3 de agosto de 1978, na cidade de Montes Claros, no Estado de Minas Gerais. 

Mas o suposto Ezequiel Ferreira não falou que Maria Bonita os acompanhou quando fugiram da "Grota do Angico" em julho de 1938. Tanto o suposto Lampião de Buritis como o que se dizia ser o próprio Ezequiel Ferreira criaram datas sem fundamentos para os falecimentos da Maria Bonita e do capitão Lampião. Sendo assim, nós que estudamos o cangaço de modo geral, notamos que as histórias dos dois depoentes, tanto o Lampião de Buritis como o do Genésio Ferreira não têm fundamentos de forma alguma. 


Agora aparecem as sepulturas das cangaceiras Rosinha Soares filha do vaqueiro Lê Soares, e também da ex-cangaceira Lídia Pereira, companheira do ex-cangaceiro Zé Baiano, que foi morta a pauladas por ele mesmo. 

Pesquisador Robério Santos

Estas novidades são importantes para os que estudam o cangaço de modo geral. Elas foram descobertas pelo jornalista, escritor e pesquisador do cangaço Robério Santos, que desde alguns anos vem fazendo um excelente trabalho sobre a literatura lampiônica. E  além do que ele escreveu para o nosso aprendizado, fez belas gravações das covas das duas ex-cangaceiras. Parabéns para o escritor!

https://www.youtube.com/watch?v=d6nPz8Jjbms

E agora, será que isso irá ficar como as outras ossadas que estão até hoje sem uma comprovação, que são ou não dos verdadeiros Ferreiras? O Brasil quer saber, principalmente o nordeste brasileiro. 

Quem tomaria de conta disto? As cidades que pariram estes cangaceiros e cangaceirasDizem que para ser feito um "DNA" de cadáver histórico, é uma burocracia assutadora. Mas se todos governantes quiserem, nada será difícil. 

OS "DNAs" do suposto Lampião de Buritis e do Ezequiel Ferreira da Silva ficariam por conta da cidade de  Serra Talhada, no Estado de Pernambuco, já que foi ela quem os pariu. 

A ossada da ex-cangaceira Rosinha do facínora Mariano Laurindo Granja quem pagaria  as despesas do "DNA" seria a cidade de Poço Redondo, porque o seu bercário de nascimento foi em terras poçoredondense. Tenho certeza que se isso for pedido por alguém ao prefeito em exercício ele mandará realizar o "DNA" da sua famosa cangaceira.

Acho que se o escritor Alcino Alves Costa estivesse vivo batalharia com a prefeitura de Poço Redondo para que o "DNA" da suposta Rosinha Soares acontecesse.

Adeus a Alcino Alves Costa 17/06/1940 à 01/11/2012 - Substantivo Plural
Escritor e ex-prefeito de Poço Redondo Alcino Alves Costa autor do livro Lampião Além da versão Mentiras e Mistérios de Angico.

Já a ossada da ex-cangaceira Lídia Pereira de Souza que era lá de Salgadinho, em Paulo Afonso, no Estado da Bahia, ficaria aos cuidados desta cidade para realizar o "DNA" da sua filha, e mostrar a toda população que na verdade, que aqueles restos mortais  são (não) da ex-cangaceira Lídia, considerada a mulher mais bonita de todo o bando do afamado e sanguinário capitão Lampião. 

Adquira-o através deste e-mail: franpelima@blo.com.br

Tenho plena certeza que todos os escritores e pesquisadores do cangaço brasileiro que organizam a literatura lampiônica merecem ser reconhecidos pelos seus trabalhos. E tenho certeza, quantos deles estão esperando que seja feito pelo menos o "DNA" do Lampião de Buritis, lá do Estado de Minas Gerais?  

Mas parece que as cidades que são as verdadeiras mães destes e destas facínoras temem a verdade, e se isolam por total dos que tentam com responsabilidades completarem o dominó do cangaço, principalmente da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia".

JOSÉ MENDES PEREIRA POTIGUAR: O RAPOSA DAS CAATINGAS E O PESQUISADOR MIRIM  PEDRO POPOFF CONTINUAM FAZENDO SUCESSO
O cordelista e cantor Pedro Motta Popoff

Se você quiser saber mais sobre Rosinha de Lé Soares que era companheira do cangaceiro Mariano laurindo Granja, e de Lídia Pereira de Sousa do ex-cangaceiro Zé Baiano, adquira com urgência este livro. O autor passou 11 anos pesquisando para nos entregar uma grande obra sobre o cangaço. O livro tem 740 páginas, 4 centímetros de altura e é do tamanho de folha ofício.

Informação ao leitor: 

O que eu escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. E nada irá prejudicar o que os cineastas do cangaço gravaram e nem o que os escritores e pesquisadores já escreveram. São apenas as minhas inquietações sobre o que informaram os depoentes.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com