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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

ASCRIM/PRESIDENCIA – PROPOSTA DA ASCRIM DE ESTUDO DE SANEAMENTO DA PROBLEMÁTICA DO MUSEU MUNICIPAL DE MOSSORÓ E DA FVR/COLEÇÃO MOSSOROENSE- OFÍCIO Nº 259/2016 –


MOSSORÓ(RN), 07.09.2016

PREZADO PRESIDENTE DA FVR/COLEÇÃO MOSSOROENSE,

DR. DIX-SEPT ROSADO SOBRINHO

PREZADOS PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS DE MOSSORÓ,
PREZADOS HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ,

“ESTATUTO DA ASCRIM - OBJETIVOS SOCIAIS DA ASCRIM...ART. 2.§ 4º - Promover e defender Políticas e Projetos voltados para o desenvolvimento educacional, técnico, cultural, em especial no tocante aos acervos literários, artísticos, estéticos, teatrais, científicos, históricos, turísticos, musicais, ambientais e paisagísticos, estimulando essas atividades, da iniciativa privada e as promovidas pela ASCRIM, na União, Estados e Municípios, sobretudo de escritores mossoroenses.”

ACUSAMOS E REGISTRAMOS SUA IMENSA PREOCUPAÇÃO COM OS RUMOS DA FVR/COLEÇÃO MOSSOROENSE, NAS PRECÁRIAS CONDIÇÕES EM QUE SE ENCONTRA, ABRIGADA NO MUSEU MUNICIPAL DE MOSSORÓ(“UM TETO AO RELENTO”) QUE, DIGA-SE, ESTÁ EM TOTAL ABANDONO PELAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS, DERROCADA INSTALADA FAZ ANOS.
   
LAMENTANDO PROFUNDAMENTE ESSA SITUAÇÃO, A ASCRIM TENDO POR OBJETIVO GERAL, CONSENTÂNEO DE NORMA ESTATUTÁRIA, PROMOVER, INCENTIVAR, DIVULGAR E ESTIMULAR A CULTURA, A LITERATURA, SOBRETUDO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES. COMO ENTIDADE CULTURAL, PRINCIPALMENTE PELO IMENSURÁVEL VALOR CULTURAL DE QUE SE REVESTE A COLEÇÃO MOSSOROENSE DA FVR, UMA DAS MELHORES HOMENAGENS PÓSTUMAS QUE A ASCRIM PODE OFERECER AO CRIADOR DA COLEÇÃO MOSSOROENSE DR. VINGT-UM ROSADO, VIMOS OFERTAR O NOSSO APOIO LOGÍSTICO, A TÍTULO DE SUGESTÃO, PROPONDO IMEDIATAMENTE A SEGUINTE:

PROPOSTA DA ASCRIM DE ESTUDO DE SANEAMENTO DA PROBLEMÁTICA DO MUSEU MUNICIPAL DE MOSSORÓ E DA FVR/COLEÇÃO MOSSOROENSE

1. UMA REUNIÃO COM OS PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS,HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ, PRÓXIMO DIA 09.09.2016(SEXTA-FEIRA), PARA TRAÇARMOS URGENTES PLANOS DE SOERGUIMENTO E PRESERVAÇÃO DESSE ACERVO INESTIMÁVEL DE VALOR LITERÁRIO, SUGERINDO URGENTEMENTE:

1.1. CELEBRAÇÃO DE “ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA CELEBRADO ENTRE A FVR/COLEÇÃO MOSSOROENSE E AS ENTIDADES CULTURAIS DE MOSSORÓ, HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ;

1.2 ELABORAÇÃO DE REQUERIMENTO, DIRIGIDO A AUTORIDADE GOVERNAMENTAL COMPETENTE, PARA SANAR A SITUAÇÃO EM QUE SE ECONTRA O MUSEU, COM GARANTIBILIDADE DE RECUPERAÇÃO UGENTÍSSIMA DOS CÔMODOS EM QUE SE VERIFICAM RISCOS IMINENTES DE DESABAMENTOS NOS PISOS E COBERTURA DO PRÉDIO DO MUSEU MUNICIPAL, (DOCUMENTO ASSINADO POR TODOS OS PRESIDENTES, HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ.

1.3. ELABORAÇÃO DE “REQUERIMENTO C/C MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE PARA PROVIMENTO DE VERBA DE SUSTENTABILIDADE, DESTINADA A FVR, PARA MANUTENÇÃO DA COLEÇÃO MOSSOROENSE”, DIRIGIDO CONCOMITANTEMENTE A CÂMARA ESTADUAL DE DEPUTADOS DO RN E CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MOSSORÓ(DOCUMENTO ASSINADO POR TODOS OS PRESIDENTES, HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ).

1.4. ELABORAÇÃO DE “REQUERIMENTO COM PEDIDO P/ DISPONIBILIZAR ALUNOS DA ÁREA AFIM, VISANDO RESTAURAÇÃO E CATALOGAÇÃO INFORMÁTICA DA COLEÇÃO MOSSORONSE”, DIRIGIDO AS UNIVERSIDADES EXISTENTES EM MOSSORÓ.(DOCUMENTO ASSINADO POR TODOS OS PRESIDENTES, HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ).  

1.5. ELABORAÇÃO DE “REQUERIMENTO DE PEDIDO DE REPASSE FINANCEIRO CONTRIBUTIVO PARA O RECONHECIMENTO, O FORTALECIMENTO, A DIFUSÃO, O FOMENTO E O INCENTIVO DO SETOR MUSEAL”, DIRIGIDO COM BASE NO acordo de Cooperação Técnica CELEBRADO ENTRE O IBRAM(INST.BRAS.DE MUSEUS) E O GOV. DO ESTADO DO RN, assinado EM 18.12.2012, (CLÁUSULA QUARTA) POR MEIO DE INSTRUMENTO ESPECÍFICO COM BASE NO DECRETO 6.170/2007, PORTARIA INTERMINISTERIAL MP/MF/CCGU Nº 507/201(DOCUMENTO ASSINADO POR TODOS OS PRESIDENTES, HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ).

1.6. ELABORAÇÃO DE “REQUERIMENTO ESTUDO E PROJETO DE REATIVAÇÃO DA GRÁFICA E EDITORA DA FVR/COLEÇÃO MOSSOROENSE, PARA VIABILIZAÇÃO DE PROJETO COM TÉCNICOS DE ÁREA AFIM DAS UNIVERSIDADES QUE SE DISPUSEREM DISPONIBILIZAR ALUNOS ESPECIALISTAS NESSA AREA. (DOCUMENTO ASSINADO POR TODOS OS PRESIDENTES, HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ).

1.7., APÓS SANEAMENTO DE TODA PROBLEMÁTICA QUE ATINGE A INSTITUIÇÃO FVR/COLEÇÃO MOSSOROENSE, VIABILIZAÇÃO DE PUBLICAÇÃO DE ANTOLOGIAS LITERÁRIAS PROMOVIDAS PELAS ENTIDADES CULTURAIS QUE INTEGRAM O “ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA CELEBRADO ENTRE A FVR/COLEÇÃO MOSSOROENSE E AS ENTIDADES CULTURAIS DE MOSSORÓ, NO QUE TOCANTE AO FAVORECIMENTO DE PARCERIAS QUE DISPUSEREM. (DOCUMENTO ASSINADO POR TODOS OS PRESIDENTES, HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ)
      
NA OPORTUNIDADE, CONSCIENTES DE QUE É DEVER MORAL PRIORIZARMOS PELA DEFESA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DA COLEÇÃO MOSSOROENSE, SOLICITAMOS A TODOS OS PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS, HISTORIADORES E PESQUISADORES DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ, QUE, AO TOMAREM CONHECIMENTO DO PRESENTE OFÍCIO, DADA A ALTA RELEVÂNCIA CULTURAL DE QUE SE REVESTE ESTA PROPOSTA, MANISFESTAREM-SE A RESPEITO, REPASSANDO AOS INTERESSADOS SUPRAMENCIONADOS E CONFIRMANDO PRESENÇA PARA REUNIÃO SUGERIDA PARA O DIA 09.09.2016(SEXTA-FEIRA) AS 10HS.
     
SENDO O QUE DE MELHOR E OPORTUNO PODEMOS CONTRIBUIR PARA AJUDAR A FVR/COLEÇÃO MOSSOROENSE, COMO JÁ HAVÍAMOS ANUNCIADO, DIVERSAS VEZES, PESSOALMENTE AO DIGNÍSSIMO PRESIDENTE DR. DIX-SEPT ROSADO SOBRINHO, COLOCAMO-NOS A DISPOSIÇÃO PARA QUAISQUER OUTROS PERTINENTES OU SUPERVENIENTES, AGRADECENDO ANTECIPADAMENTE AO ACOLHIMENTO DESTA.

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO – PRESIDENTE DA ASCRIM

C/CÓPIA PARA TODOS OS PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS DE MOSSORÓ.

P.S.: SOLICITAMOS, GENTILEZA REPASSAR O PRESENTE OFÍCIO AOS PRESIDENTES DE OUTRAS ENTIDADES CULTURAIS DE MOSSORÓ QUE NÃO FORAM CITADAS AQUI, ACIMA.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzeguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CHEIRO DE PASSADO

*Rangel Alves da Costa

Naquele Poço Redondo do passado, dois cheiros eram inconfundíveis: o do café de Dona Lídia e o fígado acebolado de Dona Jarde. O café torrado, peneirado e feito em fogão de lenha de Dona Lídia, era realmente coisa de encantar. Quem estivesse na Rua de Baixo ou na Rua de Cima, ou mesmo noutras lonjuras da cidade, não havia como deixar de sentir, sempre ao entardecer, um pouco antes da boca da noite, aquele aroma perfumado subindo pelo ar, inebriando o olfato, atiçando os gostos e as vontades.

Com o fígado acebolado de Dona Jarde não era diferente. A esposa de João Lameu possuía venda de comida de feira numa das laterais do mercado (onde hoje funciona a venda de Luiz Carlos). Funcionava todos os dias, mas as caldeiradas de carne nova, os guisados e os cozidos, além de assados e muito mais, eram encontrados em abundância nos dias de feira, quando visitantes e feirantes podiam se fartar daquele tempero famoso. Mas o seu fígado acebolado possuía especial distinção, pelo sabor e o aroma que exalava pelos ares sertanejos. Muita gente da cidade ia ali somente para pedir uma porção e depois tascar farinha por cima. E a conta um quase nada.

Por relembrar o esposo de Dona Jarde, o igualmente inesquecível João Lameu, também rememoro uma história dando conta de como ele enriqueceu na estrada entre a cidade e a fazenda Santa Rita, onde era vaqueiro. Tudo aconteceu assim. Depois de tomar umas cangibrinas a mais no dia da feira, aguardente da boa com casca de pau, João Lameu já tomou o caminho de casa mais pra lá do que pra cá. Com o tempo já escurecendo, eis que o vaqueiro encontra uns restos de carcaça de vaca e não tem dúvida: é ouro! Não se sabe se jogou fora a feira que levava, mas a verdade é que encheu o saco de osso de vaca. Ao chegar à porteira, num pé aqui outro acolá, foi logo gritando: “Jarde, minha fia, tamo rico. Oi aqui quanto ouro eu achei!”. Não se sabe se Dona Jarde tacou-lhe o tesouro nas fuças, mas a verdade é que essa estripulia acabou se espalhando.


O tempo passa e a gente vai vivendo novas situações que nem parecem com aquelas dos tempos idos. As festas de agosto são exemplos disso. Quem teve o prazer e a felicidade de vivenciar uma festa dançante nos tempos idos, certamente nem vai considerar como festa o que hoje se tem. Já escrevi sobre isso num texto que denominei “Baile Antigo”, onde, dentre outras coisas, citei:

“Naqueles tempos, as bandas eram concorridíssimas em toda a região nordestina. Indubitavelmente, a melhor de todas era a sergipana Los Guaranis, ainda ativa em Lagarto. Mas também outras como Lordão, Tuaregs, R Som 7, Embalo D e Dissonantes, dentre outras. E quanto mais aparelhagem e jogos de luzes mais eram apreciadas.

E quando se falava em baile com nome de banda boa, então a festa passava a ser o comentário principal da cidade e redondezas, com a moçada ansiando pelo grande dia. Momento único para conhecer novas pessoas, para começar namoros ou simplesmente curtir, como diziam por lá. Na festa de agosto, na comemoração da padroeira da cidade, era certeza de baile. Roupa nova, sapato engraxado, expectativa, era só esperar o momento chegar.

Naqueles bailes antigos do mercado, era uma música internacional cantada por um grupo brasileiro aquela que mais cativava. Quando a banda começava “My mistake”, do Pholhas, todos pareciam tomados de emoção, com sentimentos aflorados, instigados ao romantismo. E seguiam para dançar de rostinhos colados, deliciosamente apaixonados.
E a inesquecível e inebriante canção: There was a place that I lived/ And a girl, so young and fair/ I have seen many things in my life/ Some of them I'll never forget/ Everywhere.../ I was sent to prison/ For having murdered my wife/ Because she was living with him/ I lost my head and shot her…

Tempos bons. Romantismo nostálgico. Mas eis que os anos... Ah! O tempo, o tempo...”.

Como pelos arredores do mercado era quase tudo de ruas e becos escuros, já se aproximando dos quintais, então os namoros se perdiam na escuridão. E por isso mesmo muita mocinha e rapazinho sem saber o caminho de volta. Mas aí é outra história.

Escritor
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COMÍCIOS NAS RUAS DE POMBAL (DÉCADA DE 1960) ALA DAS GARÇAS E A ALA DAS FRAQUEIRAS

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Na década de 1960 a política em Pombal era polarizada, em apoio, entre as famílias “Carneiro” e “Queiroga”, digo em apoio por que os Carneiros disputavam as eleições de forma indireta, apresentando ou apoiando candidatos da suas confianças, e muito pouco indicando pessoas da própria família.

As preferências políticas eram bem divididas, e vez por outro aconteciam dentro do próprio grupo familiar os famosos “rompimentos”, a exemplo do que aconteceu com Dr. Avelino Queiroga que perdeu o apoio de parte da família Queiroga e também de parte da família “Carneiro”, restando a ele, por ser um médico muito querido por sua atuação social junto aos mais necessitados, sempre o apoio do povão das periferias.

A política naquela época já era um tabuleiro complexo, onde de repente Dr. Avelino, que tinha o apoio das pessoas mais humildes –As Fraqueiras estavam recebendo o apoio público da família mais poderosa financeiramente- “As Garças”



O enredo político era complexo, e o que, mesmo tratando-se de bipartidarismo, quando tínhamos apenas “Arena” e “MDB”, até mesmo esses os dois partidos se dividiam entre si, e concorriam como se fosse quatro partidos: ARENA 1 e ARENA 2; MDB 1 e MDB 2. 

Foi o que aconteceu em 1968, quando o MDB-1 concorreu à prefeitura com Dr. Atêncio Wanderley e o vice Cristóvão Amaro. Já o MDB-2 concorreu com Epitácio Queiroga e Antônio Olímpio de Queiroga, como prefeito e vice respectivamente. A Arena se dividiu em ARENA -, e concorreu com Francisco Juvenil de Assis (Jovem Assis que era meu padrinho) e o vice Paulo Pereira. A ARENA -2 concorreu com Jurandy Urtiga e o vice era seu Inácio da Brasil Oiticica.

Mas, como surgiram os termos e o que significava “Fraqueiras” e “Garças”?

Eram termos ou apelidos que tinham a finalidade de ofender ou desvalorizar uma das partes. 

““ As GARÇAS” foi apelido dado por Valderir, que era eletricista e uma espécie de animador de comícios, aos eleitores da família Carneiro, fazendo uma analogia a famosa ave que, dizia: "é branca como as pernas do povo da família Carneiro”. Os Carneiros e seus seguidores a principio detestaram a analogia e resistiram em assumir o “apelido”. 



“As FRAQUEIRAS” era uma referência maldosa a algo descartável e sem nenhum valor, isso do ponto de vista de quem criou o apelido, informação que me falta no momento.

Porém, o povo mais humilde tem o costume de se moldar as dificuldades. De repente passaram a não só aceitar o apelido “Fraqueiras”, como fazer deste a sua bandeira. Intitularam-se de “ALA DAS FRASQUEIRAS”, acompanhando os comícios de Dr. Avelino, conduzindo galhos com vários frascos amarrados em suas extremidades, que levantavam euforicamente em passeatas pelas ruas da cidade.

O sucesso das Frasqueiras foi tamanho que nos comício seguintes as “Graças” criaram a “ALA DAS GARÇAS” e também passaram a conduzir, mesmo que timidamente, lenços brancos para acenar após as falas dos seus candidatos.

E seus pais ou avós: Eles s eram Frasqueiras ou Garças?

Apenas mais um pouco de história da nossa cidade enquanto seu Alzheimer não chega para fazer companhia.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzeguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NETAS DO CANGACEIRO ASA BRANCA RESIDEM NO RIO DE JANEIRO

Por José Mendes Pereira

Esta é Maria do Socorro Oliveira Tavares filha de José Luis Tavares que era filho de Antonio Luiz Tavares o ex-cangaceiro Asa Branca. Ela nasceu na capital de Fortaleza no Estado do Ceará.  Segundo ela, foi morar no Rio de Janeiro em companhia dos pais quando tinha 2  anos de idade. 


Andreia Cristina Oliveira Tavares também é filha de José Luiz Tavares, neta do ex-cangaceiro Asa Branca, e sua avô se chamava Sebastiana Venâncio, que foi a primeira esposa do cangaceiro Asa Branca. 

Dona Francisca da Silva Tavares

Segundo me informou dona Francisca da Silva Tavares que  quando o Asa Branca se casou com dona Sebastiana Venâncio, ele ainda estava na cadeia, pagando pelos crimes do tempo em que fazia parte da Empresa de Cangaceiros Lampiômico & Cia, de Virgolino Ferreira da Silva, o afamado rei do cangaço Lampião.


Antonio Luiz Tavares o "Asa Branca" nasceu no dia 10 de janeiro de 1902, e faleceu de problemas cardíacos em Mossoró, no dia 02 de novembro de 1981, sendo que os seus restos mortais repousam no Cemitério São Sebastião em Mossoró, aos fundos do túmulo de José Leite de Santana, o ex-cangaceiro Jararaca.

O professor e pesquisador do cangaço Francisco Borges ao lado do túmulo de Antonio Luiz Tavares - o cangaceiro Asa Branca. Foto feita no dia 24 de Dezembro de 2012 -  no Cemitério São Sebastião, em Mossoró-Rn por Anthony D' Karllos Mendes meu neto.

O que está centralizado na foto é Francisco da Silva Tavares, filho do cangaceiro, e foi assassinado aos 24 anos, morte feita por seu primo. Mas o assassino  posteriormente foi assassinado. O motivo, coisas banais. Segundo dona Francisca da Silva Tavares, a senhora que aparece ao lado direito é uma parenta do cangaceiro. 

O professor e pesquisador do cangaço Francisco Borges ao lado do túmulo de José Leite de Santana, o cangaceiro Jararaca. - Foto feita no dia 24 de Dezembro de 2012 - no Cemitério São Sebastião - em Mossoró-Rn por Anthony D' Karllos Mendes meu neto.

Este trabalho eu dedico às netas do cangaceiro Asa Branca, pois elas residem na cidade maravilhosa Rio de Janeiro, Maria do Socorro Oliveira Tavares e Andreia Cristina Oliveira Tavares.

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CANGAÇO NO PIAUÍ


Mais um livro do escritor e fundador da SBEC -  (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço) Paulo Gastão.


Entre em contato com o autor através deste e-mail:

paulomgastao@hotmail.com


Peça logo o seu para não ficar sem ele: Livros sobre cangaço se demorar adquiri-los ficará sem eles, porque são arrebatados pelos colecionadores.

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VIAGENS AO NORDESTE DO BRASIL - HENRY KOSTER - LIXO QUE VIROU ARTE

https://www.youtube.com/watch?v=0kHXJTSIgT4

Publicado em 23 de março de 2014

henry Koster - Um Viajante Inglês , - LIXO QUE VIROU ARTE
Autor: Alancacio Carneiro, 
Titulo: Viagens ao Nordeste do Brasil
Técnica: reciclagem, 
Dimensão: 15 x 20cm
Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzeguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CANGACEIROS INVADEM SERTÃO DE PERNAMBUCO DURANTE FESTAS JUNINAS


Clique no link para ver ao vídeo

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2015/06/cangaceiros-invadem-sertao-de-pernambuco-durante-festas-juninas.html

Competição de xaxado, dança típica criada por Lampião, reúne dançarinos caracterizados de todo o Brasil em Serra Talhada.

Se fosse no século passado, uma invasão de cangaceiros botaria todo mundo pra correr. Mas nesta época do ano, Serra Talhada, no sertão de Pernambuco, se transforma na capital do xaxado. São Lampiões e Marias bonitas de todas as idades, e as batalhas prometem esquentar.

Todos entram em cena para vencer. O colorido das roupas e as coreografias podem variar, mas ninguém perde o ritmo, marcado pelo barulho das sandálias batendo no asfalto. E pensar que os moradores mais antigos não gostavam nem de ouvir falar que eram da mesma terra de Lampião. O rei do cangaço, que metia medo, hoje é famoso por atrair muita gente que vem festejar os santos juninos como os cangaceiros mais gostavam: dançando xaxado.

Nos desfiles nas principais ruas da cidade, nos palcos e nas escolas, um encontro com todos os sotaques.

Globo Repórter: De onde é que você veio?

Denise Azeredo, coreógrafa: Rio Grande do Sul.

Globo Repórter: De tão longe pra dançar xaxado?

Denise Azeredo: Sim. A ideia é mostrar que nós todos somos brasileiros.
E todos os brasileiros entram na mesma cadência: orgulho do passado. E vontade de aprender. Kennedy, de 12 anos, segue os passos dos mais velhos. Ele se apaixonou pela dança. “A pessoa só tem prazer de dançar o xaxado, que é uma cultura muito nobre, aqui em Serra Talhada, muito boa. Quem provar, vai gostar”, garante Kennedy.

Lá, todos garantem: o xaxado rejuvenesce. Dona Elza, 84 anos, taí pra ninguém duvidar: “Eu fico jovem. Mais do que minha filha e minhas netas. Se eu ficar em casa eu fico doente”, diz a aposentada.

O xaxado espanta as doenças e faz bem para a alma desde o tempo do cangaço. A coreografia que se vê no asfalto começou na terra seca, com o som das sandálias arrastando no chão. Um sapateado onde os pés parecem deslizar.

Foi num cenário como este, em plena caatinga, que os cangaceiros criaram o xaxado. O ritmo acelerado era acompanhado por uma dança nova, vibrante, uma combinação perfeita para enfrentar a monotonia das longas jornadas pelo sertão e festejar os resultados das batalhas. E um detalhe: os cangaceiros estavam sempre de prontidão: eles dançavam armados

“Os cangaceiros faziam da arma, a dama. Até porque na época em que surgiu o xaxado, ainda não havia mulheres no cangaço. Daí, pra não serem pegos desprevenidos caso a volante aparecesse, caso chegasse algum inimigo, eles dançavam fazendo da arma a dama, ela era a companheira inseparável dos cangaceiros” conta Karl Marx, ator e dançarino.

Além das armas, os cangaceiros vestiam roupas muito enfeitadas e cheias de utensílios. O figurino podia pesar mais de vinte quilos e tanto peso assim não era só vaidade não.

“Como eles eram sobretudo nômades, tudo o que eles precisavam, eles carregavam no corpo: as cabaças que eles usavam pra armazenar farinha, água e também cachaça, nos bornais onde eles guardavam queijo, rapadura e também carne seca", explica Karl Marx.

Até os anéis, quem diria, tinham mais de uma utilidade.

“Os anéis que eles usavam pra ostentar o poder, a demonstração de riqueza, também serviam na hora de dançar o xaxado, pra marcar o ritmo da dança”, conta Karl Marx.

Trajetória de Lampião e seu bando virou acervo de museu

O xaxado levanta a poeira e ajuda a manter viva parte da história do cangaço. A trajetória de Lampião e seu bando virou acervo de museu - são fotos, documentos e armas. Mas o pesquisador Anildomá de Souza não tem dúvidas: “O xaxado é a herança mais bonita que os cangaceiros nos deixaram”, diz Anildomá de Souza.

Anildomá de Souza

A única filha de Lampião e Maria Bonita, Dona Expedita, de 82 anos, foi criada por pais adotivos. Ela guarda na memória os poucos encontros que teve com o pai famoso.

“Eu tinha medo até de olhar pra ele, com aquelas armas e com aquele negócio todo”, conta a aposentada Expedita Ferreira Nunes.

O escritor Sérgio Dantas e dona Expedita Ferreira filha de Lampião e Maria Bonita

Hoje, Dona Expedita não esconde o orgulho de ser filha do criador do xaxado.

“Tanta coisa que ele tinha pra pensar e ainda inventou uma dança, e essa dança ficou na cabeça de todo mundo...é, pena que eu não sei”, lamenta Dona Expedita.

O cangaceiro ZABELÊ I (Izaias Vieira da Silva)

O bisneto de Zabelê, um dos cangaceiros de Lampião, Luis Carlos, trabalha como metalúrgico, mas é na arte dos antepassados que ele encontra alegria de viver.

Dona JOVINA VITORINO DE LIMA conhecida como “Dona Nega” filha do antigo cangaceiro ZABELÊ I (Izaias Vieira da Silva). Serra Talhada/PE

Globo Repórter: Que sensação que dá estar todo vestido de cangaceiro?
Luiz Carlos de Araújo Alves, metalúrgico: Chega a dar arrepios. Tá no sangue, tá na raça.

O xaxado, herança do cangaço caiu no gosto do povo e virou um patrimônio de todos que amam a festa de São João. Um encontro como esse só poderia acontecer na capital do xaxado. E a dança, que era de guerra, hoje serve para reverenciar os santos juninos.

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2015/06/cangaceiros-invadem-sertao-de-pernambuco-durante-festas-juninas.html

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QUANTOS ENGENHOS DE RAPADURAS POMBAL AINDA TÊM?

Por Verneck Abrantes

Em 1916 o município de Pombal possuía 18 engenhos de fabricar rapaduras, 9 fábricas a vapor e 3 a tração animal para descaroçar algodão. 


O número de bovinos era de aproximadamente 1000 cabeças e a população de 18 mil habitantes, incluindo as regiões de Malta, Condado, Paulista, Lagoa, São Domingos, São Bentinho, Cajazeirinhas e Desterro de Malta, todas pertencentes a Pombal.

Verneck Abrantes


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzeguiano José Romero de Araújo Cardoso

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AGRADECIMENTO!

Por José Mendes Pereira

Agradeço ao professor Pereira lá da cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba, pelo presente que me fez do livro "O Patriarca" do escritor  e pesquisador do cangaço Venício Feitora Neves. A cada dia, vou aumentando na minha estante os livros sobre cangaço e outros temas. 

Se você deseja possuir esta obra em sua estante entre em contato com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br 

A obra a genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns. E ainda informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 

Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

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ESCRITOR, JORNALISTA E ENGENHEIRO AGRÔNOMO BAIANO LOURENÇO PAZ DE SENA, COMENTA SOBRE O PRIMEIRO LIVRO QUE O PROFESSOR BENEDITO VANSCONCELOS MENDES ESCREVEU

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Amigos, vejam um comentário feito pelo escritor, jornalista e Engenheiro Agrônomo baiano Lourenço Paz de Sena, sobre o primeiro livro que escrevi, " Alternativas Tecnológicas para a Agropecuária do Semiárido ".

É um prazer que me motiva a sair da inércia de ler e escrever, lendo o livro "História da Minha Vida Profissional". Antonio Gilberto Jales cumpriu muito bem sua missão com o 
Prefácio. 


Sendo oportuno, colocar um macaco hidráulico, e impulsionar para os dias atuais , Benedito, "Um Sábio do Semiárido ", para elevar de 1986 para anos posteriores a 2016, o pensamento do mais sábio dos seus trabalhos, ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS PARA A AGROPECUÁRIA DO SEMIÁRIDO, uma motivação sua, que contaminou muita gente, que pode ter dado uma boa contribuição no manejo e na convivência com o Semi-árido. Que Deus fertilize suas idéias, enquanto vida o senhor tiver.

Enviado pelo professor Benedito Vasconcelos Mendes

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OTOS - I FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ - FOPHPM. REALIZADO NO DIA 01-09-2016. PELA ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES (ASCRIM).


1. Prof. Wilson Bezerra de Moura - Coordenador do I FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ - FOPHPM. REALIZADO NO DIA 01-09-2016. PELA ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES (ASCRIM).


2. Historiador Geraldo Maia do Nascimento. Expositor do I FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ - FOPHPM. REALIZADO NO DIA 01-09-2016. PELA ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES (ASCRIM).


3. Apresentação da Banda Arthur Paraguay antes do início do  I FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ - FOPHPM. REALIZADO NO DIA 01-09-2016. PELA ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES (ASCRIM).


4. Membros da ASCRIM concentrados na Praça Dorian Jorge Freire antes do início do  I FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ - FOPHPM. REALIZADO NO DIA 01-09-2016. PELA ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES (ASCRIM).


5. Banca formada pelos professores José Romero Araújo Cardoso (Expositor), Wilson Bezerra de Moura, Benedito Vasconcelos Mendes (Debatedor) e Ludimillla Sefarim de Oliveira (Debatedora), cuja ênfase concentrou-se na visão geográfica de Henry Koster sobre Mossoró em 1810.


6. Profa. Dra. Taniamá Barreto. Mestre de Cerimonial do   I FORUM PERMANENTE DA HISTORIOGRAFIA DA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ - FOPHPM. REALIZADO NO DIA 01-09-2016. PELA ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES (ASCRIM).

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzeguiano José Romero de Araújo Cardoso

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REEDIÇÃO NA PRAÇA CICINATO RELANÇOU "A MISTERIOSA VIDA DE LAMPIÃO"


Já está disponível a nova edição revista e ampliada do livro "A Misteriosa Vida de Lampião" de Cicinato Ferreira Neto. Agora em capa dura e papel pólen.

Virgulino Ferreira, o Lampião, teve uma vida – e uma morte – cheias de mistérios.
 Por que entrou no cangaço? Como conseguiu resistir a mais de vinte anos de perseguições policiais? Como estabelecia a sua rede de colaboradores? Como a polícia conseguiu chegar ao seu esconderijo? 

São indagações que tornam cada vez mais apaixonante tudo o que se refere à Lampião e ao mundo dos cangaceiros. No livro “A Misteriosa Vida de Lampião”, a trajetória do rei dos cangaceiros é acompanhada com detalhes, ano a ano, desde a sua entrada no cangaço até o massacre de Angico.

Episódios são apresentados em versões diferentes, informando e estimulando o leitor à análise do que realmente pode ter ocorrido.

352 páginas. Valor R$ 40 (Quarenta reais) com frete incluso. Para adquirir, basta entrar em contato com o autor através do e-mail cicinatoneto@zipmail.com.br ou através do Perfil do autor no Facebook

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TIBAU DE TODOS OS TEMPOS

Autora Lúcia Rocha

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NOTAS E COMENTÁRIO DE LUÍS DA CÂMARA CASCUDO


Henry Koster - Travles in Brazil - Viagens ao Nordeste do Brasil - Tradução, notas e comentário de Luís da Câmara Cascudo (Henry Koster - Travles in Brazil - Viagens ao Nordeste do Brasil - Tradução, notas e comentário de Luís da Câmara Cascudo)



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Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzeguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MORENO (CANGACEIRO)

Antonio Ignácio da Silva (100 anos) Cangaceiro  Tacaratu, PE (01/11/1909)  Belo Horizonte, MG (06/09/2010)

Mais conhecido pela alcunha de Moreno, foi um cangaceiro pertencente ao bando de Lampião e Maria Bonita, considerado o "Último Cangaceiro de Lampião". Após a morte deste, fugiu de Pernambuco e adotou o pseudônimo de José Antônio Souto, fixando-se em Minas Gerais. Foi um dos integrantes do bando com maior longevidade, e um dos últimos a morrer.

Filho de Manuel Ignácio da Silva (o Jacaré) e Maria Joaquina de Jesus, Morenoperdeu o pai na adolescência, quando este foi morto pela polícia nas proximidades de São José do Belmonte, em uma suposta queima de arquivo. Exerceu a profissão de barbeiro, mas seu desejo era ser soldado da polícia. O sonho terminou quando foi preso e espancando por policiais de Brejo Santo, após ser acusado injustamente de roubar um carneiro. Libertado, matou o homem que o denunciou, que seria o verdadeiro ladrão.

Foi contratado por um proprietário rural para defender sua fazenda do ataque de cangaceiros, mas terminou integrando-se ao grupo de Virgínio Fortunato da Silva, cunhado de Lampião, de quem tornou-se amigo. Na década de 1930 casou-se com Durvalina Gomes de Sá, a Durvinha. O casal teve um filho, que não pôde permanecer com o bando, pois seu choro poderia denunciá-los. A criança foi deixada então com um padre, que a criou.


Moreno era conhecido por não gostar dos rifles de repetição americanos, muito usado na época e ter, a sua disposição, um mosquetão.

Dois anos após a morte de Lampião, o casal fugiu para Minas Gerais. Por precaução, Moreno passou a chamar-se José Antônio Souto, e Durvalina tornou-se Jovina Maria. Estabeleceram-se na cidade de Augusto de Lima, e prosperaram vendendo farinha. Tiveram mais cinco filhos, e mudaram-se para Belo Horizonte no final da década de 1960.

Ainda com medo de serem descobertos e mortos, mantiveram o passado em segredo até para os filhos. A situação manteve-se até meados da década de 2000, quando a existência do primogênito foi revelada. Encontrado em 2005, Inácio Carvalho Oliveira pôde finalmente reencontrar seus pais biológicos.  Ele é policial e mora no Rio de Janeiro. O casal de cangaceiros resolveu contar para os filhos, que nasceram em Minas Gerais, a verdadeira história de suas vidas. Só então é que a família conheceu a história do passado no cangaço. Durvinha morreu pouco tempo depois.

Moreno e Durvina foram localizados pelo cineasta cearense Wolney Oliveira, que estava produzindo o documentário "Lampião, O Governador Do Sertão". Uma das filhas do casal,  Nely Maria da Conceição, ajudou o cineasta - a chave foi um filho que Durvina e Moreno deixaram com um padre, em Tacaratu, no sertão pernambucano, enquanto fugiam. A primeira providência de Wolney foi trazer o casal de volta às suas origens: Paulo Afonso, na Bahia, onde nasceu Durvina, e Brejo Santo, no Ceará, onde estão os parentes de Moreno.

Moreno e Durvalina
Moreno foi recebido como herói, em Brejo Santo, de onde saiu em 1930, com vários crimes nas costas. Ele foi recepcionado com festa, concedeu entrevistas às emissoras de rádio e abraçou sobrinhos e amigos de infância. A mesma recepção festiva aconteceu com Durvina, em Paulo Afonso.

Segundo Nely, filha do casal, o pai já pedia para morrer há mais de dois anos, sempre chamando pela mãe. "Depois da morte de Durvina, em 2008, ele entrou em depressão e sempre falava assim ´Mãezinha vem me buscar. Já vi tudo que tinha pra ver. Quero encontrar Durvina´. Ele estava sofrendo muito", disse.

Em Brejo Santo, na conversa com os parentes, entre risos, lágrimas e versos improvisados, reviveu a sua adolescência sofrida marcada por um ardente desejo de ser soldado de Polícia. O destino, entretanto, lhe foi cruel. Terminou levando uma surra da polícia de Brejo Santo, sob a acusação injusta de ter roubado um carneiro. Quando saiu da cadeia, matou o homem que o denunciou e que era o verdadeiro ladrão do carneiro.


A partir daí virou uma fera. Matou e castrou alguns dos seus perseguidores. Ele nega estes crimes, dizendo que não assassinou ninguém em Brejo Santo. Mas, a própria família confirma as atrocidades praticadas por Moreno que, com 19 anos, fugiu para a Paraíba. Em Cajazeiras, matou mais um. Fugiu para Alagoas, onde já chegou com a fama de valente.

Nas suas contas, matou cerca de 21 homens. Os historiadores dizem que este número é muito maior.

"Ele dirigiu o seu próprio grupo e foi um dos cangaceiros mais cruéis", garante o escritor Magérbio Lucena. Moreno justificava:"Estava ali para matar e morrer, não tinha alternativa". E complementava: "Só atirava, quando o inimigo estava na mira do meu mosquetão".


Deprimido com a morte da esposa, a saúde de Moreno passou a ficar cada vez mais debilitada. Ele morreu no dia 06/09/2010 em Belo Horizonte, aos 100 anos de idade. Durante o sepultamento foi realizada queima de fogos de artifício, a pedido do próprio Moreno, que pensou que nunca teria uma cova. O temor de morrer como um cangaceiro, decapitado e com o corpo deixado no mato, não o abandonou nos 70 anos que manteve seu disfarce.


http://www.famososquepartiram.com/2012/11/moreno.html

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