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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Doutor Amaury, pesquisador, escritor e gentleman

Antônio Amaury e Sousa Neto

Desde muito tempo recebi do amigo Leandro Cardoso um convite a ir a São Paulo visitar o mestre Antonio Amaury, em minha opinião, o maior expoente nacional no estudo da temática cangaço. A receptividade do ilustre casal Amaury e Renê já era propalada por todos como irreparável e sem igual.Procurei nessa ultima edição do Cariri Cangaço me aproximar mais dessa figura tão inspiradora e gentil e beber um pouco dessa fonte sublime. Foi ai que recebi do próprio o convite para fazer uma visita a sua casa e conhecer o seu vasto acervo.
Aproveitando-me de uma viagem do amigo Leandro e família a São Paulo fiz as malas e parti. Não pude suportar a ansiedade e antes mesmo da chegada do amigo Leandro lá estava eu a bater a porta daquele homem manso e Cortez.  Foi para mim um privilegio indescritível ouvir daquele que tanto me inspirou dizer: “Sousa Neto quanta honra recebê-lo em minha casa”. Parecia não está acreditando.Durante alguns dias em São Paulo a tarde era sagrada, lá estava-mos na casa do Dr. Amaury que abriu além do seu coração, a sua série de mais de sete mil entrevistas feitas durante cinco décadas. Entre tantas, Leandro e eu pedimos para ouvir Sinhô Pereira e Cajueiro (Seu Francisco e Quinzão) foi arrebatador! Jamais pensei ouvir a voz desses dois personagens tão estudados por mim.

Sousa Neto, Antônio Amaury e Sousa Neto

Buscamos ver ainda algumas obras raras, objetos da coleção do grande pesquisador. Tudo estava a nossa disposição como afirmava esse gentleman, esse paulista mais nordestino que conheci. Foi realmente inesquecível! Agradáveis tardes em São Paulo ao lado de dois formidáveis escritores.Quero aproveitar e fazer aqui um agradecimento ao Dr. Leandro Cardoso, pessoa extremamente carismática e em especial ao nosso anfitrião Dr. Antonio Amaury por nos dar esse prazer inolvidável.  

Caro Severo e amigos do Cariri Cangaço; desse encontro algo vai nascer. Preparem-se para conhecer ainda mais a Saga de Sinhô Pereira por Dr. Antonio Amaury, Dr. Leandro Cardoso, Dr. Napoleão Tavares e Sousa Neto.


Um abraço a todos!
Sousa Neto

http://cariricangaco.blogspot.com/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Major Zé Inácio presente ao Cariri Cangaço 2011


Fazenda do Major Zé Inácio do Barro

O Cariri cearense, macro-região formada por 45 municípios, no sul do estado do Ceará e que se encontra estrategicamente na divisa dos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Piauí; é uma terra mágica e cheia de memória e história . Quem estuda a temática do cangaço se surpreende com a riqueza de toda história do município de Barro. Localizada a cerca de 520 km da capital do Ceará, Fortaleza; Barro é praticamente o portal de entrada desse cariri maravilhoso, ali, nas terras do vasto vale entre os rios Cuncas e o riacho Cumbe descobrimos um manancial inesgotável de história, cultura e memória.

Hoje trazemos a personalidade de Severino Neto de Sousa (SOUSA NETO), natural de Barro , Técnico em Contabilidade, Funcionário Público, Radialista, Músico e Compositor; de fala macia e serena, esconde a determinação dos abnegados pela busca das verdades históricas. A partir de Barro, a entrada de nosso Cariri, Sousa Neto nos traz uma das maiores sagas da região e nos possibilita a partir de seu novo livro; lançamento previsto para o Cariri Cangaço 2011. A obra nos permite entrar em contato com este universo inesgotável de história.

Manoel Severo ao lado do Prefeito Marquinélio e Sousa Neto

Sousa Neto nos traz a Barro e nos dá a oportunidade de transportar  à lendária Fazenda Baixa Grande, do não menos lendário e emblemático "Major Zé Inácio do Barro"; para nós que estudamos a temática cangaço, é no mínimo emocionante. Foi aqui que tudo começou, foi dessas terras que ainda em 1918 saíram os primeiros homens de Sebastião Pereira ; o primeiro e único chefe de Lampião;  foi nessas terras que tres dos filhos do almocreve do Pajeú, Zé Ferreira, vieram morar, ali formariam ao lado de muitos outros, os cabras de Sinhô Pereira; foi dessas terras e dessa casa que partiram os celerados, e daí, o Mito.
 
Ainda pelos idos do final da primeira década do século passado, a família Pereira, em franco confronto com a família Carvalho, no vale do Pajeú, acabou vindo fixar residência na cidade de Barro. Foram adquiridas as fazendas Timbaúba e Carnauba, bem próximas a outra fazenda famosa de um contra-parente: A Baixa Grande do Major Zé Inácio. Logo após a morte de Né Dadu, Sebastião Pereira assume o comando do braço armado da família Pereira e desse tripé: Timbauba, Carnauba e Baixa Grande, sob os auspícios do Major Zé Inácio, se forma o primeiro grupo de cangaceiros sob o comando de Sinhô Pereira, era o ano de 1918.

Major Zé Inácio era verdadeiramente um dos maiores potentados de toda essa região desse lado do cariri, com influência forte em municípios como Milagres, Mauriti, Aurora, Missão Velha; tinha fortes e importantes aliados, conseguindo formar e fomentar um verdadeiro exercito de cabras e cangaceiros sempre a seu comando. Foi sempre um dos principais personagens em todos os episódios envolvendo conflitos armados na região e passou a ser o mais importante aliado de Sinhô Pereira e Luiz Padre.

A obra de Sousa Neto; escrita de maneira simples e precisa é um grande marco na historiografia do cangaço e do nordeste; nos brindando com um livro único e especial. O lançamento se dará na tarde do dia 21 de setembro, quando o município de Barro recebe o Cariri Cangaço 2011.


Manoel Severo


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Legendas vivas da memória do Cariri

Por: Manoel Severo


             Sempre afirmei que o Cariri Cangaço é o resultado de uma grande construção coletiva. Sem dúvidas, é necessário a figura de um timoneiro, um animador, um articulador para ordenar as idéias e as ações; entretanto o conteúdo principal, que são o conjunto de abordagens, as possibilidades de aprofundamento, a adesão e a qualidade dos colaboradores, dentre tantos outros aspectos, são resultado do esforço de muitos.

Bosco André ao lado de Napoleão Tavares Neves

            Hoje presto uma homenagem a quatro destes grandes homens que ao nosso lado estão reescrevendo a história de nosso Cariri. Homens determinados, zelosos e acima de tudo apaixonados por essa terra maravilhosa, tão cheia de tradição, cultura e história.

Bosco André ao lado de Sousa Neto

            Napoleão Tavares Neves, uma verdadeira legenda, o mais festejado memorialista de nosso Cariri. Homem simples, humilde e de uma bondade sem igual. Médico humanitário e um pai de família exemplar. Napoleão Tavares Neves é uma das mais privilegiadas inteligencias de nossa região, escritor talentoso e um espetacular contador de histórias, com H maiúsculo, ao amigo Napoleão a nossa gratidão.
             João Bosco André é uma dessas personalidades que nos encanta "logo de saída"; de jeitão manso e matreiro, vai falando, falando e contando tudo sobre tudo de nosso Cariri, nada lhe foge a memória, um memorialista ímpar, conhecedor profundo da história de nossa região, principalmente de suas origens e toda a capilaridade que lhe é peculiar. Ao padre Bosco, a nossa homenagem.

Bosco André ao lado de José  Cícero

             O grande secretário José Cícero é daqueles que não mede esforços para chegar a seus objetivos; sua dedicação às pesquisas de nosso chão quente do sertão, chegam a espantar, diante da qualidade e da minúcia; a história de nosso Cariri passa também pelas linhas de José Cícero, a você amigo, o nosso abraço.
              Sousa Neto, de fala macia e serena, escondem a determinação dos abnegados pela busca das verdades históricas. A partir de Barro, a entrada de nosso Cariri, Sousa Neto nos traz uma das maiores sagas da região, é esperar para conferir.
              Aos amigos Napoleão, Bosco André, Zé Cícero e Sousa Neto; o nosso abraço fraterno e de gratidão. E que venha o Cariri Cangaço 2011, quando setembro chegar.
 

Manoel Severo
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