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sábado, 17 de julho de 2021

O DESTINO, OS CORPOS DOS ROMANOV

Do acervo do Beto Rueda

Após o assassinato da última família imperial, na madrugada de 17 de julho de 1918, as portas do porão da casa Ipatiev foram abertas para que o ar da noite diminuísse o odor nauseabundo do lugar. Sangue corria por todas as partes, formando grandes poças no chão. Yurovsk, que fora médico, sentiu os pulsos de cada uma das vítimas, contemplando-as com o horror. Mesmo para ele, que vira muitas mortes na sua profissão, a coisa fora mais horrível do que imaginara. Em seguida, ele ordenou que todos os pertences de valor dos mortos fossem recolhidos de seus corpos retorcidos e inertes. Os braceletes de ouro da czarina foram brutalmente removidos, bem como o de suas filhas. O pior veio quando os cadáveres foram arrastados pelo assoalho de madeira e jogados na carroceria do caminhão Fiat, estacionado do lado de fora. Ao colocar o corpo de uma das garotas, possivelmente Anastásia, perceberam que ainda existia vida nela. “Quando deitaram uma das filhas na maca, ela gritou e cobriu o rosto com os braços”, disse um dos executores, Strekolin. Seu colega Ermakov, vendo que era impossível perfurar o tórax da jovem com a baioneta, sacou uma pistola de sua cintura e atirou na cabeça da princesa. O destino escolhido para os corpos era uma mina abandonada a vinte quilômetros de Ecaterimburgo, conhecida como Poço de Ganin, de três metros de profundidade, numa área pantanosa conhecida como Quatro Irmãos.

Avançando no escuro da noite por uma estrada lamacenta e cheia de buracos, o caminhão não conseguiu completar o trajeto. Foi preciso retirar a carga e transporta-la para cinco carroças que estavam ali perto. Terminada a troca, o cortejo macabro seguiu em direção ao seu destino. Porém, naquela escuridão, ficava muito difícil encontrar o local combinado. Só com a aurora foi que conseguiram se localizar melhor. Ao chegar ao Poço de Ganin, Yurovsky ordenou que todos os corpos fossem despidos. Nesse momento, encontraram as joias que estavam costuradas nas vestes das filhas do czar. Ao todo, foram coletados cerca de oito quilos em diamantes, cintos de pérolas e vários colares. As joias foram então colocadas em sacos e os restante, incluindo roupas e acessórios, foi queimado em duas fogueiras. Os corpos jaziam nus no chão, com os rostos terrivelmente desfigurados pelas coronhadas dos rifles. Mesmo assim, isso não impediu que os cadáveres das quatro grã-duquesas e de sua mãe fossem violados. Um dos homens falou: “Senti a imperatriz, ela estava quente”, enquanto o colega completava seu pensamento: “agora posso morrer em paz, porque agarrei a … da imperatriz” (a palavra no meio da frase, recolhida de um depoimento, estava riscada). Uma vez despidos, os corpos foram jogados no interior da mina, cuja entrada fora detonada por várias granadas. Eram 10 da manhã quando o trabalho estava concluído.

Infelizmente, os despojos das vítimas estavam longe de encontrar repouso naquela tumba parcialmente submersa. Como não confiava em Ermakov e em outros membros que participaram do massacre, Yakov Yurovsky decidiu transportar os cadáveres da família imperial secretamente para outro lugar. À meia-noite e meia do dia 18 de julho, um pequeno grupo, composto por homens da Cheka, supervisionou a remoção das vítimas até a superfície. No dia seguinte, foram levados para uma nova cova, num lugar chamado de Prado dos Porcos. Dois dos menores (Alexei e Maria, possivelmente) foram separados dos demais e queimados a 60 metros de distância, onde foram depois enterrados, numa débil tentativa para despistar os investigadores. Os outros nove corpos foram sepultados numa cova de 1,80m por 2,50m, com pouco mais de meio metro de profundidade. Era 19h quando foram jogados de qualquer jeito na cavidade e mergulhados em ácido sulfúrico para que não fossem reconhecidos. Uma camada de cal virgem foi jogada por cima e depois uma cobertura de lama e galhos, para disfarçar o local do sepultamento. Esse seria o seu lugar de descanso por quase 8 décadas, até que, no ano de 1991, com a queda do comunismo na Rússia, foram novamente desenterrados.

Via: Rainhas Trágicas - Mulheres, Guerreiras, Soberanas

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LAMPIÃO EM JUAZEIRO DO NORTE

 Por Erick Bap



Numa entrevista com Lampião em Juazeiro para o jornal O Ceará..

Uma romeira velha empurrando a multidão que ali estavam, para ver

o Capitão Virgulino...

Interrompendo a entrevista!

Ofereceu para ele um santo

feito de latão

Lampião riu e perguntou

se o santo livrava de balas!?

A mulher respondeu

Sim Sr Lampião!

Ele beijou o presente

guardou no bolso e gorjeou

a romeira com uma nota

que hoje seriam 100 reais

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CANGAÇO - LAMPIÃO, O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=PQ8kcc-JqLY&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Mais uma fita VHS resgatada de meus arquivos. Entrevista com o sociólogo e pesquisador Prof. Daniel Lins, durante o lançamento de seu livro no Brasil, "Lampião, o homem que amava as mulheres", em 1998. Daniel Lins faz uma análise sobre o imaginário, abordagem essa que eu acho bastante interessante. E como ele mesmo diz: "cada um tem seu Lampião". 

Link desse vídeo: https://youtu.be/PQ8kcc-JqLY

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LANÇAMENTO

Por Francisco Pereira Lima


360 páginas. Reserva Professor Pereira

Whatsapp 83 9 9911 8286

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DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS ENTRE LAMPIÃO E CHICO PEREIRA

 Por Guerhansberg Tayllow

Chico Pereira

Em semanas atras (precisamente no dia 26 de maio), tive a oportunidade de participar de um “bate bola” sobre o cangaço juntamente com Manoel Severo e Raul Meneleu, na plataforma Youtube, no canal do Cariri Cangaço. Gostaria de expressar minha felicidade em compartilhar aquele momento junto com Manoel Severo, Raul Meneleu e os ouvintes. Mas, a escritura deste breve texto tem como objetivo tentar responder uma pergunta que ficou incompleta (diante do compromisso com o tempo estipulado): quais as principais diferenças e semelhanças entre Lampião e Chico Pereira no universo do cangaço?

Manoel Severo me fez essa pergunta fazendo menção aos dois trabalhos produzidos por mim. Trata-se dos livros: Nas redes das memórias: as múltiplas faces do cangaceiro Chico Pereira, publicado em 2017; Virgulino cartografado: relações de poder e territorializações do cangaceiro Lampião (1920-1928), lançado em 2020.

Vamos direto aos pontos!

A principal semelhança entre os dois cangaceiros reside na entrada ao cangaço. Ambos ingressaram nessa forma de banditismo a partir de conflitos familiares, cujos interesses estavam no caso de Chico Pereira, na disputa direta pelo poder político local do município de Sousa no sertão paraibano. Já no caso de Lampião estavam na disputa territorial da Ribeira do São Domingos. Os desafetos dos familiares de Chico Pereira e de Lampião estavam (no momento do conflito) por cima na política estadual e, portanto, detinham maior controle sobre o aparelho de poder do Estado (como a polícia e os juízes). A família de Chico Pereira estava ligada a outro grupo familiar de maior poder: os Gomes de Sá, que estavam em decadência política no município de Sousa. Já a família de Lampião foi descrita pela historiografia do tema como uma família satélite dos Pereiras do Pajeú Pernambucano. Tanto os Gomes de Sá como os Pereiras (Pereiras do Pajeú Pernambucano) estavam ligados historicamente ao Estado Português, cuja tradição adivinha do processo de povoamento e do poder agrário. Contudo, com o nascimento da República, ambas famílias (Gomes de Sá em Sousa e os Pereiras no Pajeú Pernambucano) viram seus poderes políticos entrarem em decadência com a ascensão de outros grupos familiares. Foi nesse contexto complexo permeado pelas disputas em torno do poder político, econômico e territorial, que emergiram os cangaceiros Chico Pereira e Lampião.

Virgulino Ferreira, Lampião

Outra semelhança está no fato de Chico Pereira e Lampião terem entrado no Cangaço com a mesma idade: 22 anos.

Partindo da ideia que Chico Pereira teria nascido em 1900 e entrado no cangaço em 1922, posso afirmar que esse personagem se tornou cangaceiro com apenas 22 anos de idade. Já no caso de Lampião, tomando 1898 como data de nascimento e 1920 como a sua entrada no cangaço, também se pode afirmar que Lampião tinha 22 anos quando ingressou nessa forma de banditismo. É verdade que muitos autores de renome afirmam que Lampião já era cangaceiro antes de 1920, porém, consultando a documentação escrita de época não se encontra base para tal afirmação. O primeiro grupo de cangaceiros que Lampião fez parte foi chefiado pelo seu tio Antônio de Matilde, cujas ações estão documentadas somente a partir da segunda metade de 1920.

Sobre as diferenças...

Chico Pereira entrou no cangaço após vingar a morte do pai. Lampião entrou no cangaço movido pelo ódio contra os seus adversários que haviam provocado o desmantelamento territorial e familiar dos Ferreiras. Esse sentimento de ódio levou Lampião ao cangaço, fator que contribuiu diretamente para a morte da sua mãe e do seu pai. Mesmo com a morte dos pais, Lampião nunca matou os seus desafetos da ribeira do São Domingos, embora tenha tentado em inúmeras oportunidades. O projeto de vingança de Lampião aos poucos foi sendo marginalizado e a partir de 1924 é possível dizer que Lampião esteve mais preocupado em alimentar o compromisso com sua rede de protetores do que com a vingança contra os Nogueiras Alves de Barros. Além disso, no decorrer dos anos outros inimigos foram aparecendo na ordem do dia. É que o Lampião foi se refazendo enquanto cangaceiro, tornando o cangaço a “família”, o seu meio de vida, a sua profissão.

 Afirmei no “bate bola” com Severo e Raul, que Lampião se tornou um bandido político, um cangaceiro profissional.

Diferentemente de Lampião, Chico Pereira não fez do cangaço seu meio de vida, caso tenha feito, foi por um curto espaço de tempo, ali pelos idos de 1924-1925. Estou mais propenso a acreditar que Chico Pereira não tomou o cangaço como um meio de vida, dado que não teve uma vida nômade pela qual é fundamental para um cangaceiro profissional. Pelo contrário, Chico Pereira manteve hábitos do mundo sedentário, como casar e construir uma família fora do banditismo, foi assim que teve 3 filhos com sua esposa Jardelina. Já Lampião manteve o nomadismo como perspectiva de vida, o exemplo maior foi viver e reproduzir juntamente com sua companheira Maria Bonita dentro do cangaceirismo. Chico Pereira, inclusive, tentou abandonar de vez o cangaço o que ocasionou a sua prisão e posteriormente sua morte. Já Lampião, nunca se deixou capturar pela polícia e sua morte ocorreu quando estava em atividade no cangaço. 

Clássica foto de Lampião e familia, em Juazeiro do Norte - 1926

Outra diferença marcante foi o tempo e os espaços de atuação. Chico Pereira atuou entre os anos de 1922-1928, percorrendo pontos dos territórios de Pernambuco, Paraíba e do Rio Grande do Norte. Neste último estado, Chico Pereira concentrou sua atuação na região do Seridó. Como sabemos, o Rio Grande do Norte, não foi objeto de criação de redes de protetores por parte de Lampião. A atuação de Lampião foi muito maior e mais complexa do que a de Chico Pereira. Tendo atuado entre os anos de 1920-1938, percorrendo pontos dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe. Além de Lampião ter percorrido mais espaços durante mais tempo, também o fez com mais intensidade nas atividades cangaceiras do que Chico Pereira. Logo, Lampião foi muito mais registrado pelos meios de imprensa e pelos processos criminais.

Lampião e Chico Pereira estiveram juntos entre os anos de 1924-1925, o que rendeu maior conhecimento da opinião pública sobre Chico Pereira, dada a fama que Lampião já detinha e, que foi paulatinamente crescente, sobretudo a partir de 1925. Por que sobretudo 1925? Porque foi nesse ano que Lampião começou a ser objeto político da imprensa recifense que fazia oposição ao governo Sérgio Loreto. Em outras palavras, a imprensa oposicionista de Recife usou e abusou das ações de Lampião para atacar o governador Sérgio Loreto.  

Com relação as formas de combate dos dois cangaceiros, não é possível fazer uma devida comparação, pois temos pouco registro sobre as ações de Chico Pereira em combate. As narrativas disponíveis apontam na direção que Chico Pereira também foi um bom estrategista assim como Lampião. O fato foi que os dois usaram o dueto emboscada/retirada como forma de guerra nômade. Diante de uma vida mais movimentada, Lampião teve que utilizar a guerra nômade do cangaço muito mais do que Chico Pereira. Não significa dizer que um era melhor em combate do que o outro.

Uma grande diferença entre os dois está nas redes de proteção. Enquanto Chico Pereira esteve agarrado as relações com os correligionários do pai e, ao seu grande protetor, Antônio Suassuna (irmão do governador João Suassuna), Lampião produziu uma vasta rede de protetores em vários estados e alguns de forma simultânea. Nenhum cangaceiro se relacionou com protetores como Lampião. Nenhum cangaceiro soube ser tão político como Lampião, dada a sua capacidade de traçar alianças, de fazê-las, desfazê-las e refazê-las em outras bases. Ser político é a capacidade de superar o fim de uma aliança com a reconstrução de outras. Isso Lampião fez muito bem e de forma singular. Chico Pereira se agarrou demais ao seu protetor Antônio Suassuna, não foi capaz de perceber que no universo do cangaço, cangaceiro não pode se movimentar ou recorrer aos mesmos lugares o tempo todo. No quesito costurar redes de proteção Lampião não pode se comparar a nenhum outro cangaceiro. O único ponto em comum estava na importância de se relacionar com os protetores para sobreviver naquela vida. Mas o como se relacionar foi muito próprio de cada cangaceiro e, sem dúvidas, Lampião foi o rei, o capitão e o comandante nesse quesito. Por gentileza, não entender essa afirmação como uma apologia ao bandoleiro, mas como um reconhecimento histórico da sua capacidade relacional, que sem dúvidas alguma, esteve a serviço da vida e da morte.

Por fim, voltando para as semelhanças que não escondem suas diferenças...

Gostaria de finalizar o texto falando sobre o guardião da memória. Isso porque Chico Pereira e Lampião foram objeto de escritos no âmbito familiar que desejaram construir e proteger uma memória. No caso de Chico Pereira, o Guardião foi o próprio filho, o Padre Pereira, que escreveu o importante livro Vingança, não, publicado em 1960. Trata-se de um texto de grande erudição, cujo escritor partiu do seu lugar social de padre e filho para reescrever o passado trágico do pai por meio de outros significados. Quem estiver lendo essas letras e ainda não leu ou desconhece o livro Vingança, não, por favor, faça esse investimento para si mesmo: leia esse livro. Além da riqueza poética, literária, cristã e memorialista, vale destacar que o livro do Padre Pereira foi um dos primeiros textos escritos por familiares de ex-cangaceiros, ou seja, foi um dos primeiros a narrar a história pela ótica do cangaceiro (até então era muito comum as narrativas partirem de ex-volantes ou de intelectuais do folclore e da literatura). 

Manoel Severo, Raul Meneleu e Guerhansberg Tayllow nos Grandes Encontros Cariri Cangaço, no YouTube

Do lado de Lampião, tivemos os trabalhos memorialísticos da sua neta, Vera Ferreira, que iniciou seu trabalho de escrita com o clássico livro De Virgolino a Lampião, em parceria com o importante memorialista Antônio Amaury. Vera Ferreira e o padre Pereira, apesar de falarem de distintos lugares de formação, compartilharam um objetivo em comum: reconstruir e guardar a memória dos seus respectivos familiares. Tarefa difícil, pois no território da memória a cristalização de uma narrativa dita verdadeira será questionada, reelaborada e reescrita através de outros interesses, mesmo que esses outros apresentem semelhanças e diferenças...

Guerhansberg Tayllow , pesquisador e escritor 
Lastro, Paraíba

[1] Para acessar o “bate bola” ver: https://www.youtube.com/watch?v=jHP4qLDtS-U&t=7442s

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/07/diferencas-e-semelhancas-entre-lampiao.html

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SERRINHA A HISTÓRIA DA LENDÁRIA VILA SÃO FRANCISCO. ANTIGO REDUTO DA FAMÍLIA PEREIRA DO PAJEÚ.

 

https://www.youtube.com/watch?v=6o6we7y7HE0&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

A história da lendária Vila São Francisco incansavelmente citada nos livros referentes a historiografia cangaceira e que no passado foi um dos redutos da família Pereira durante sua luta contra os Carvalhos, onde se refugiavam cangaceiros famosos como Sinhô Pereira, Luiz Padre, Lampião e seus irmãos, entre tantos outros bandoleiros famosos da época. 

Vila que presenciou inúmeros fatos envolvendo as famílias Pereira e Carvalho, que foi incendiada e reconstruída, e que hoje repousa submersa pelas águas da barragem de Serrinha (Serra Talhada/PE) como uma testemunha inanimada de um tempo forjado a sangue, suar e sofrimento. 

Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. 

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Forte abraço... Cabroeira! 

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CONSIDERAÇÕES JULGAMENTO DE LAMPIÃO SERRA TALHADA

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=n4cMW2PxoqU&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o 

Alguns depoimentos registrados durante o julgamento simulado de Lampião, na fazenda Pedreira - Serra Talhada, abril de 2002. Link desse vídeo: 

https://youtu.be/n4cMW2PxoqU

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O VAQUEIRO DO NORTE DE MINAS

 

Os apetrechos que compunham a vestimenta de um vaqueiro do Norte de Minas são os mesmos utilizados pelos vaqueiros nordestinos e que foram descritos por Luis da Câmara Cascudo (1976) no estudo das vaquejadas nordestinas. José Alípio Goulart (1966) também descreve magistralmente as indumentárias e vestimentas dos vaqueiros nordestinos que enfrentavam as caatingas para “pegar bois”. As semelhanças nas vestimentas entre vaqueiros dessas duas regiões, a norte mineira e a nordestina têm como origem comum no Brasil o trabalho com o gado nas fazendas durante o período colonial brasileiro, mas essas vestes têm suas origens iniciais nas lides pastoris de Portugal, como afirma Goulart (1966). Com uma vegetação hostil à sua frente, o vaqueiro nordestino desenvolveu uma vestimenta diferenciada com a finalidade de protegê-lo dos espinhos da caatinga arbustiva nordestina formada por árvores baixas e espinhentas, traiçoeiras e fatais a um despercebido ou iniciante no ofício.

A partir das descrições das indumentárias dos vaqueiros nordestinos de séculos atrás é possível, assim como afirma Goulart (1966) em meados do século XX, que as vestimentas dos vaqueiros norte mineiros praticamente se mantiveram como as de antigamente. Esse conjunto de acessórios que compõem a “armadura” do vaqueiro ainda pode ser facilmente encontrado nos locais onde os vaqueiros ainda podem desenvolver seu trabalho sem a interferência das “coisas modernas” como o caminhão boiadeiro.

Essas indumentárias para o trabalho diário com o gado eram e ainda são compostas por acessórios diversos como o chapéu, o peitoral, o gibão, asperneiras, as alpercatas, luvas, chicotes, bainhas e esporas. O chapéu é preferencialmente construído de couro macio, sendo possível “quebrar sua aba”.

A quebra ou não da aba do chapéu varia de região para região. Diferente do chapéu do vaqueiro nordestino cuja aba é quebrada para cima, os chapéus dos vaqueiros do Norte de Minas raramente tem suas abas quebradas e possui uma alça de couro que permite prendê-lo junto ao queixo para que não caia durante uma perseguição a alguma rês. No Nordeste brasileiro essas alças são conhecidas como barbicacho conforme mostra Goulart (1966), mas no Norte de Minas são conhecidas regionalmente como barbelas.

Fonte: Vaqueiros, seleiros, carreiros e trançadores:

uma etnografia com coisas, pessoas e signos.

 https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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O DESTINO - DOS - FERREIRAS ".

Por Luís Bento

Os três Ferreiras: Antônio, Livino e Virgulino. Em maio de 1920, abraçados aos 6 irmãos traçam o novo rumo da família. A essa altura Virgulino tinha ascendência sobre os irmãos mais velhos. Assim, foi quem tomou a palavra na hora precisa. Virando-se para João, que estava com 18 anos incompleto: 

- João, você vai cuidar de nossas quatro irmãs e de Ezequiel. Vai embora daqui, vá viver em paz. Voltando-se para Livino, recordou que os Ferreiras eram gente do bem. Os Ferreira ganhavam o seu sustento e não fazia mal a ninguém. Mas o destino se voltará contra eles. Tinham perdido propriedades e criações, com as mudanças forçadas. A velha mãe, Maria Sulene, morre de tanto sofrer. O pai José Ferreira, forá assassinado pelos próprios homens que tinham por obrigação garantir-lhe a vida. E o futuro Capitão Virgulino Ferreira conclamou com um olhar firme e decidiu, com voz grave: 

- Perdemos tudo, não perdemos? Agora é Matá inté morê. 

E assim naquele dia, nascia o famoso " Lampião ".

Fonte - Mozart de Castro e Silva - Revista

Região pág 06 - ano 1988.

JATI 17/07/21/.

Luís Bento

 https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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ESTÁVAMOS COM PROBLEMAS...Internet.

 Por José Mendes Pereira


Estamos voltando. Desde de ontem que estávamos presos. Não podíamos postar, porque a internet não colaborava.

Desculpem a nossa ausência.

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