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domingo, 20 de novembro de 2011

O MONGE E O ESCORPIÃO


Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro. 
Leia com atenção esta parábola e reflita consigo mesmo

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma  ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido A dor, o monge deixou-o cair novamente no rio.
Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se ao discípulo na estrada. Ele havia assistido a cena e o recebeu perplexo e penalizado.
- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente o comentário do seu discípulo e em seguida respondeu-lhe: 
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.

Compadre, me diga aí.....

Baú da Memória!


Onde estamos?
Que dia é esse e o que estamos fazendo?
Com a palavra:
 
Danielle Esmeraldo,
Rodrigo Sampaio,
 Dra. Francisquinha,
João de Sousa Lima,
Rubinho,
Eloisa Farias,
 Dra. Maria Amélia,
 Antônio Galdino,
 Gonzaga de Garanhuns,
 Aninha,
Lily e
Alberto Lima...
 
Se tem mais alguém que quer arriscar... basta dizer. Comenta aí!!
 

O cangaceiro Corisco em estudo

Por: Guilherme Machado
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CIDADE SERRINHA SITUADA AO NORTE DO SERTÃO BAIANO

O Portal do Cangaço, orgulhosamente faz uma grande exposição na cidade de Miguel Calmon, Bahia, na Escola Polivalente, onde foi retratado o óbito do cangaceiro Corisco, no último dia 18-11-2011

Marcante debate com o professor e pesquisador Djalma Rios e o pesquisador Guilherme Machado, sobre o lavramento fúnebre de Cristino Gomes da Silva Cleto,
o  cangaceiro "Corisco" que foi  lavrado no dia 25 de Maio de 1940, no pequeno distrito de Djalma Dutra, no município de Jacobina, hoje a bela cidade de Miguel Calmon, encravada no Piemonte da chapada diamantina.

Onde o bate-papo sobre o cangaceiro Corisco "Diabo Loiro" teve a honrosa participação da escritora e professora aposentada Dona Dalva Vilaronga Almeida Silva, 80 anos de muito carinho e dedicação ao município de Miguel Calmon... Também teve a valorosa participação do escritor e professor Gerfeson Carvalho dos Santos, 31 anos de muita experiência e dedicação ao próximo.
Esta dupla de escritores me presenteou com um exemplar do livro de autoria do Duo: Retrato de Miguel Calmon "Análise Geral do Município”... O Livro Relata a Finita Trajetória do cangaçeiro Corisco, que foi covardemente assásinado por uma volante organizada pelo tenente
José Osório de Farias " Zé Rufino",   onde o Tenente organizou a força policial com a participação de vários calmonenses, em desteque do pelotão de caçadores,   os Sargentos: José Otávio de Sena e José Fernandes. Toda esta trajetória de palestras e  conhecimentos,  não teria acontecido sem a valiosa intervenção do pesquisador e amigo Djalma Rios. O professor Djalma é um eterno apaixonado pela saga do cangaço, e pela  boa música do rei do baião, Luiz Gonzaga.  
ADENDO
José Mendes Pereira

Do acervo do Dr. Ivanildo Alves da Silveira



ALGUMAS CONSIDERAÇÕES: 

Certidão de óbito de Cristino Gomes da Silva Cleto, o cangaceiro "Corisco" 

1º. - Certidão de óbito lavrado em: 27 de maio de 1940;      
2º. - Data e hora da morte: 25 de maio de 1940, às 17:00 hr;
3º. - Local: Outrora, Cidade de Djalma Dutra. Hoje Miguel Calmon-BA;
4º. - Profissão:  Bandido (Ora, não existe essa profissão no Ministério do Trabalho...);               
5º. - Estado Civil: Solteiro - Errado - Corisco era casado no religioso com Dadá; 
6º. - Que deu como causa da morte: Tiros de metralhadora no abdomem (errado - esse foi o meio - A morte se deu devido a anemia aguda, choque hipovolêmico; lesões de grandes vísceras...etc...            
7º. - Não teve assistência médica...
8º. - Enterrado no Cemitério da Consolação da cidade de Miguel Calmon-BA. 

Aristeia Soares: Uma Cangaceira Incansável.

Por: João de Sousa Lima


Aristeia Soares representa a longevidade da mulher sertaneja e hoje, diante dos quase 99 anos de idade é um capitulo vivo da história do nordeste. Essa incansável mulher que não para um dia da vida para descansar e rejuvenesce quando fala em retornar para visitar sua casinha, no Capiá da Igrejinha, em Canapí, Alagoas e se prontifica de imediato.

Diante de sua antiga moradia ela se emociona, relembra fatos, sente saudades de tempos idos.
Aristeia nasceu no dia 23 de junho (dia de São João) de 1916. Por perseguições e espancamentos da polícia foi obrigada seguir para o cangaço, mundo onde já se encontrava sua irmã Eleonora.
A Família sempre reunida em torno da Matriarca quase centenária.
Sempre solícita para entrevistas e filmagens.
 Sorridente sempre exprime sua alegria contagiando a todos.
Às vezes o pensamento se perde no silêncio buscando as lembranças que ficaram no passado.
O Capiá da Igrejinha é para Aristeia um pedacinho do céu, e lá ela pretende um dia descansar no eterno sono divino, talvez embaixo de alguma frondosa caraibeira, com seu amarelado tapete de flores douradas.
Agradeço a oportunidade de ser seu amigo e poder conhecer segredos e confidenciar fatos de minha vida. Ter Aristeia como amiga e confidente é prazeroso.
Aristeia Soares é sinônimo de sabedoria, fidelidade, amor, conhecimento, amizade. Aristeia é a síntese da dignidade. Abençoada seja Aristeia Soares

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço,
 João de Sousa Lima.

Especialistas em arrombamentos de caixas eletrônicos são importados do Sudeste

Por: Antonio Ferreira da Silva Neto 

Investigações realizadas pela Divisão de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) apontam que os especialistas em arrombamentos de caixas eletrônicos, com o uso de maçaricos, que estão atuando com muita frequência no Rio Grande do Norte, estão sendo importados da região Sudeste, a maioria de Santa Catarina. A conclusão foi tirada depois que três homens conhecidos como "Caixeiros", procedentes da cidade de Joinville (SC), vinham constantemente a Natal para coordenarem grandes roubos a bancos e treinar outros criminosos.

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A delegada Sheila Freitas, titular da Deicor, conseguiu identificar um dos especialistas como sendo Antonio Carlos Marcelino, que domina a técnica de usar o maçarico para abrir as máquinas sem que as notas sejam extraviadas. "Não é tarefa fácil, que qualquer um pode fazer. É preciso conhecimento técnico para evitar que o caixa pegue fogo ou as notas sejam queimadas. Por isso, esses criminosos acabam se tornando os líderes das quadrilhas", disse a delegada.
Para a Deicor, os assaltantes de Joinvile pelo menos duas vezes por mês vinham ao RN para orquestrar as ações criminosas, tanto na capital como no interior. "Eles se articulam com os criminosos daqui e estavam vindo só para fazer o assalto e voltar. Muitas vezes eles nem usam avião para não deixar rastos", explicou a delegada.
Os assaltos aos terminais eletrônicos eclodiram no Estado depois que os bandidos em uma ação ousada explodiram duas agências do Banco do Brasil nas cidades de Umarizal e Martins, em 19 de julho de 2010. Daí para cá as ocorrências se propagaram por diversas cidades do Estado.
A preferência por terminais eletrônicos, ao invés de assalto "no peito e na raça", famosos nos anos 80 e 90, ganhou espaço entre as quadrilhas, devido ser mais prático e eficaz. "O risco de chegar a uma agência, invadir, fazer reféns, esperar que o cofre abra na hora programada é bem maior do que na calada da madruga, render um ou dois vigilantes e queimar com maçarico ou mesmo explodir com dinamites. O número de baixa é quase zero", destacou.
Para o delegado, a técnica de usar o maçarico se popularizou devido chamar menos a atenção do que acordar uma cidade com as explosões, como aconteceu em Umarizal e Martins no ano passado. "Os casos de Umarizal e Martins foram bem orquestrados e a explosão do primeiro, no caso em Umarizal, foi para chamar a atenção da polícia e deixar o caminho livre para a ação de Martins, de onde foi levado uma soma de dinheiro bem maior", disse.
Outro assalto a terminal eletrônico que ficou bastante famoso pela ousadia dos criminosos aconteceu em Natal, quando uma quadrilha armada invadiu a sede do Tribunal de Justiça do RN, no dia 30 de outubro, e levou todo o dinheiro de um dos caixas que ficam localizados no prédio.
Depois de vários dias de investigação, a Deicor preendeu 11 pessoas acusadas de participação no roubo, dentre elas dois policiais militares e um funcionário terceirizado que trabalhava no local. As prisões ocorreram nos bairros de Petrópolis e na Praia dos Artistas, em Natal. 
Uma luz no fim do túnel para transportar dinheiro com segurança
Durante um evento internacional de equipamentos sofisticados de alta tecnologia, uma empresa americana apresentou um sistema de transportes de valores que deverá ser a solução para combater os roubos a carros fortes, no entanto requer um investimento muito alto para os bancos e empresas especializadas.
A nova tecnologia está chegando ao Brasil e que, segundo a empresa idealizadora, tornará os carros-fortes obsoletos e diminuirá drasticamente o assalto a transportes de valores.
Segundo os americanos, a tecnologia, chamada "Cash Protection Solution", é composta por uma maleta para o acondicionamento de dinheiro e gavetas nas quais as maletas são encaixadas. Munida de vários sensores a maleta detecta se for transportada fora do horário marcado e também só pode ser carregada por uma pessoa registrada, que ela reconhece através de leitura de impressões digitais.
A maleta com o dinheiro deve ser transportada no horário certo para uma van que contém as gavetas, que servem como uma espécie de check-point. Após chegar ao local de destino a maleta deve ser retirada dessa gaveta pela pessoa autorizada e ser inserida no caixa eletrônico, num tempo determinado. O sistema todo já é compatível com os caixa existentes no Brasil, facilitando a adoção.
Caso alguma coisa saia do esperado um alarme dispara e a maleta libera um cartucho de tinta que inutiliza todas as notas dentro dela. A ideia da Sintel é que, como essa tecnologia torna impossível o roubo de dinheiro sem destruí-lo, não existe mais motivo para carregá-lo em carro-forte ou por pessoas armadas.
Poder de fogo das quadrilhas mostra lado vulnerável das forças policiais do Estado
Os constantes arrombamentos aos terminais eletrônicos das agências bancárias em cidades do RN tem ocorrido cada vez mais com frequência e vem desafiando a polícia no combate aos criminosos, que a cada dia mais inovam na ousadia.
Cidades localizadas nas mais diferentes regiões do Estado já foram alvos das quadrilhas especializadas, mostrando a vulnerabilidade do sistema de segurança, refletindo no poder de fogo de alta tecnologia, com armamentos potentes que sobrepujam o poder bélico dos policiais.
Foi o que aconteceu no dia 13 de setembro deste ano, quando uma quadrilha fortemente armada invadiu a cidade de Coronel Ezequiel, rendeu os funcionários de um posto de combustíveis, prendeu a polícia e levou todo o armamento. De quebra, os bandidos fizeram dois policiais de reféns e os abandonaram completamente nus em uma estrada carroçável, já no Estado da Paraíba.
A delegada da Deicor, Sheila Freitas, responsável por investigar a maioria dos assaltos ocorridos no interior do Estado, tem encontrado muita dificuldade para prender os assaltantes. A principal delas é a falta de estrutura das delegacias e o pouco policiamento civil nas cidades. Mesmo assim, somente nos últimos três meses mais de 10 quadrilhas foram desarticuladas.
Fonte: diário online de Natal.
Atenciosamente,
 Neto

Um bravo combatente

THEOPHANES FERRAZ TORRES

Genealogia de Theophanes Ferraz


Theofhanes Ferraz Torres nasceu na cidade de Floresta - PE, aos 27 de dezembro de 1894. Era  filho, primogênito, de Fernandina Ferraz e Antônio Miguel Torres. Nesse período  o Brasil atravessava e adaptava-se a uma grande mudança política ocorrida aos 15 de novembro de 1889 - a Proclamação da República.

Em agosto de 1914, Theophanes e seus companheiros foram informados que havia estourado, no Velho Continente, uma grande guerra, a primeira entre várias nações, que muito transformaria o panorama mundial.
No segundo trimestre daquele mesmo ano, com 19 anos, foi nomeado, novamente, delegado de polícia de Vila Bela, onde teve a oportunidade de impor a lei e promoveu a prisão de alguns bandoleiros que já possuíam uma certa fama.

Em setembro daquele mesmo ano, quando da sua nomeação como delegado de Taquaritinga, estava para acontecer a realização de um dos seus sonhos - a captura do mais famoso cangaceiro daquela época, o temível Antônio Silvino, também conhecido como "Rifle de Ouro" ou "Governador do Sertão".

Com aquela formidável prisão, conseguiu por fim a uma carreira de mais de 15 anos de terror no Sertão. Por conta daquele ato de bravura foi promovido ao posto de tenente e nomeado delegado de Limoeiro.
Theofhanes Ferraz Torres faleceu no dia 11 de Setembro de 1933, na cidade de Vila Bela, carregado de tristeza.

Fontes:

Quem matou Delmiro Gouveia?

Por: Gilmar Teixeira


Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
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Eu já o li, e é um excelente trabalho 


Edição do autor: 152 págs.

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Não demore! A edição poderá se acabar e você se arrependerá de não ter feito o pedido.

NA RELVA... (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

NA RELVA - Poesia)


E olhando adiante
um jardim e o horizonte
uma flor e uma revoada
só me cansa o olhar
cansado de tanto esperar
sem um aviso no vento
sem um aviso na brisa
sem o grito da ventania
por isso me deito na relva
ao lado de um girassol
e na sombra da paz
no silêncio do sono
no murmúrio do sonho
sonho que você virá
qualquer dia de outono
num dia tão triste
e de folhas caindo
que o poeta acordará
para escrever que a dor
entristece e morre
assim que seu nome surge
para um poema de amor.

 
Rangel Alves da Costa

QUEM SOU EU?

O cangaceiro Bananeira
Sugestão inicial do confrade Fábio, os participantes das comunidades gostaram da nova modalidade e estamos aprendendo muito com a identificação de fotos de muitos personagens.

Este era o cabra "PASSARINHO" cujo nome correto João José Ribeiro, sua companheira chamava-se SABINA.

Esta foto já foi adotada erroneamente por diversos autores como sendo de Volta Seca.


Créditos: Ivanildo Silveira

Neco de Pautilia


Visitando Floresta - PE em Julho de 2008 na companhia dos confrades Netinho Nogueira e Marcelo Rocha tivemos a grata oportunidade de conhecer e conversar com um dos últimos Nazarenos vivos, o ex comandante de Polícia Manoel Cavalcanti de Souza, Neco de Pautilia. A satisfação era notadamente mútua, o velho guerreiro se realiza com cada visita que recebe.
O tempo lhe cobra tributos, perdeu parte da visão de um dos olhos, apesar da bengala ainda caminha sem muito esforço, A memória então... é a mesma de grande parte das testemunhas desta história, até parece que foi ontem, rica em detalhes. No final do encontro ele lamentou a nossa pressa e nos entregou um texto contendo o resumo de sua vida e uma homenagem a sua saudosa e inesquecível Nazaré do Pico.
SERRA DO PICO “BALIZA DA NOSSA TERRA”
Muitos jovens de Nazaré foram para a Bahia perseguir Lampião e só voltaram depois de dois ou três anos para visitar as famílias, eu estava entre estes.
Chegando em cima do velho Alto grande do Jatobá, avistamos a Serra do Pico. Apesar de estarmos voltando desinteirados foi festa com direito a fogos, ou melhor, com os estampidos dos tiros de fuzil. A Serra do Pico pode ser vista de muito longe, não sei calcular sua altitude, mas sei que quanto mais longe, mais bonita e naquele momento quando a avistamos parecia já estarmos em casa, pois ali é o marco de nossa terra. A alegria foi passageira lembramos que chegaríamos à Nazaré sem os sete companheiros que ficaram enterrados nas terras frias do Estado de Sergipe, vítimas do tiroteio de Maranduba, em 09 de Janeiro de 1932. Foram estes: Sargento João Cavalcanti, Sargento Hercílio Nogueira, Adelgício Nogueira, Antonio Benedito, Elias Barbosa, Pedrinho de Paripiranga e Manoel Boaventura que não resistiu aos ferimentos e veio a falecer no hospital de Penedo – AL.
Naquela fatídica batalha nos posicionamos em cima de um banco de macambira e os cangaceiros em campo aberto, as baixas do grupo de Lampião foram: Sabonete (secretário de Maria Bonita), Catingueira e Quina-Quina e ainda foram presos Bananeira e Volta Seca. Para sepultar os nossos seis companheiros abrimos covas com ponta de facão, cavador de madeira e um machado velho, e a terra era retirada com as mãos. Eu, Manoel Cavalcanti de Souza participei de seis tiroteios com Lampião os principais foram: no Raso da Catarina com o Tenente Ozório Cordeiro, O fogo da Maranduba- mais notável – e o do Riacho da Guia com o Coronel Liberato e o Sargento Odilon Flor, e mais dois em plena caatinga após os quais pedi baixa já como comandante de um pelotão e voltei a minha terra. Casei-me com uma Alagoana de Pão de açúcar e fixei residência no mesmo estado, foi na cidade de Caboclo que travei meu sexto e último combate com Lampião.

Era costume de ele vingar-se de policiais que antes o haviam perseguido e foi o que aconteceu comigo, através de coiteiros ele tomou conhecimento de nosso paradeiro; cercou nossa barbearia em pleno meio dia de um domingo, houve tiroteio, mas sozinho consegui escapar deixando morto o cangaceiro Pó Corante. Como policial dei minha contribuição com muita dignidade aos meus conterrâneos e nunca deixei de cumprir uma ordem dos meus superiores.

Fui agricultor e pecuarista, almocreve, sapateiro, barbeiro, alfaiate e finalmente funcionário público da comissão do Vale do São Francisco de onde só saí aposentado. Nesta companhia uma das atividades que desempenhava era de fazer cobranças e voltando de uma delas na Bahia novamente avistei ao longe Serra do Pico, demorei muito contemplando aquela bonita visão recebendo os raios do sol, tal demora-me fez perder a lotação que ia para Floresta, mas essa hora perdida me salvou de uma emboscada fatal. Os tiros que eram pra mim findaram tirando a vida de um outro conterrâneo de Nazaré, O Sr. Tiodomiro Gomes de Sá, no dia 12 de Dezembro de 1970. Sou filho do agricultor e pecuarista Pedro Gregório Ferraz Nogueira e de Pautilia Cavalcanti de Souza, nasci no dia 21 de dezembro de 1912 na Fazenda Ipueira (4° distrito de Floresta) resido atualmente à Rua Manoel Novaes, 42 e me responsabilizo por todas as informações aqui descritas.
Floresta – PE, 20 de Maio de 2002.

Jesuíno Alves de Melo Calado - O cangaceiro Jesuíno Brilhante


Representação artística

Jesuíno Alves de Melo Calado, era o verdadeiro nome do cangaceiro Jesuíno Brilhante.  Nasceu no sítio Tuiuiú, na cidade de Patu, no Estado do Rio Grande do Norte.  Para uns, ele nasceu em 02 de janeiro de 1844, já outros afirmam  que seu nascimento foi em março de 1844. Era filho da aristocracia rural sertaneja.  Entrou no cangaço em 1871 por vingança, após uma rixa de sua família com a família dos Limões, em Patu. A família dos Limões. valentes e protegidas pelos políticos, resultando uma surra dada no seu irmão, fazendo com que o futuro cangaceiro organizasse um bando de homens cruéis para vingar a surra aplicada ao seu irmão.


Câmara Cascudo

Para Câmara Cascudo, "Jesuíno Brilhante foi um cangaceiro gentil-homem, bandoleiro romântico, espécie matuta de Robin Hood, adorado pela população pobre, defensor dos fracos, dos anciãos oprimidos, das moças ultrajadas, das crianças agredidas".
Segundo pesquisadores, afirmam que Jesuíno Brilhante se diferencia dos demais cangaceiros, por ter procurado resolver problemas  sociais como: a distribuição de alimentos destinados as secas, que não chegavam as mãos dos necessitados. Revoltado com o que acontecia, Jesuíno Brilhante tomava dos coronéis saqueando os comboios. Jesuíno também se destacou por justiçar aqueles que praticavam  violência sexual contra as mulheres uma década antes do reconhecimento legal do crime de estupro. Famílias inteiras chegaram a fazer parte do seu bando como estratégia de sobrevivência.

Casa de Pedra - Fortaleza de Jesuíno Brilhante
De 1871 a 1879, Jesuíno Brilhante  implantou um “Estado paralelo” nos sertões nordestinos, cujo eixo central era a região do Patu (“terra alta”, em tupi) e cuja principal fortaleza a chamada Casa de Pedra (caverna encravada na Serra do Lima),
Serra do Lima - Patu-RN

 de onde Jesuíno tinha uma visão privilegiada da região e total controle de quem estava a caminho da casa. A "casa de pedra" ficava localizada bem no alto da serra e no seu interior tinha umas divisões que serviram de quartos  para acomodar o cangaceiro Jesuíno Brilhante e seu bando.

Monumento histórico
Entre as mais fantásticas de suas ações encontram-se o ataque à cadeia de pombal na Paraíba, em 1874 para libertar seu irmão  lucas, que ali se encontrava preso, e a resistência à prisão em Martins, no Rio Grande do Norte, em 1876, quando "cercados pela polícia, Jesuíno e seus 10 companheiros abriram passagem por dentro das casas, rompendo paredes, cantando a cantiga Corujinha e desapareceram. (Câmara Cascudo-dicionário do folclore brasileiro)

Jesuíno morreu de emboscada no "riacho dos porcos" em Belém do Brejo da Cruz, na Paraíba, em1879, atingido por carga de bacamarte, disparada por seu inimigo Preto Limão. Sua popularidade e prestígio perdura até hoje na memória do povo sertanejo do oeste do Rio Grande do Norte.


Fontes:

A Polícia é sempre de tudo culpada.

Por: Archimedes Marques
Estamos a viver em uma sociedade cada vez mais exigente quanto aos seus direitos e cada vez mais intransigente quanto aos direitos e deveres dos policiais.
A frase popular de autor desconhecido sempre é vivenciada tristemente por todas as Policias do Brasil: “Quando alguém está em perigo, pensa em Deus e clama pela polícia. Passado o perigo, se esquece de Deus e execra a polícia”.
É dentro deste contexto que a Policia termina levando desvantagem em tudo, sendo considerada culpada por aquilo que fez, pelo que não fez, pelo que poderia fazer ou pelo que não pode fazer.
O povo ainda não entendeu que a Polícia só pode prender em flagrante delito ou por ordem judicial. Se a Polícia não consegue prender um marginal qualquer numa dessas duas condições é incompetente. Se fora do flagrante e sem mandado judicial não prende o criminoso, então compactua com o crime ou protege o marginal.
Se uma representação feita pela Polícia Judiciária, solicitando a prisão preventiva para determinado criminoso demora a sair ou é indeferida pela Justiça, a culpada é a Polícia que não soube arrecadar provas suficientes para sustentar o pedido.
Se um delinquente é contumaz em crimes de ação privada e nunca fora denunciado pelas suas vítimas para o devido processo criminal, por medo ou por outro motivo qualquer, a culpada é a Polícia que não o prende e põe fim às suas atividades criminosas.
Se a Polícia hoje prende e a Justiça amanhã solta, a culpada é a Polícia que não soube fazer o Inquérito ou deixou falhas para a defesa do marginal.
Se um bandido é morto durante um confronto com a Polícia, os culpados sempre são os policiais que não tiveram competência para prendê-lo. Se nessa mesma ação a Polícia consegue prender o criminoso, é taxada de fraca, medrosa, covarde, pois o certo era matar o delinquente.
Se a Polícia diz que houve troca de tiros em uma ação, logo é taxada de mentirosa e assassina, pois o marginal sequer estava armado, plantaram uma arma em sua mão, ou se estava, o perseguido era apenas um delinqüente eventual não perigoso, fruto da injustiça social e não teria coragem para reagir a uma ordem de prisão.
Se o policial morre em combate com o marginal não teve o cuidado que deveria ter, foi inconseqüente ou queria aparecer, ser herói. Se o policial passa a se proteger ou tem cuidado necessário para não ser ferido é um covarde que treme de medo ao confronto com os bandidos.
Se em tumulto a Polícia age com rigor para manter a ordem pública, é truculenta, arbitrária e violenta. Se não age com rigor é fraca e sonolenta, ao passo que, estando presente na hora do fato é cúmplice e, se ausente é omissa.
Se a Polícia revista um suspeito, desrespeita o direito constitucional de liberdade do cidadão e, se não revista é conivente com o crime ou compactua com a marginalidade.
Quando a Polícia pratica excelentes ações preventivas em prol da sociedade ou investigações perfeitas, apenas está cumprindo a sua obrigação e, quando tais ações não surtem os efeitos desejados, não passa de um Polícia incompetente e ineficiente.
Dos atos criminosos que geram as ações da Polícia sempre restam os Direitos Humanos para os marginais, de quando em vez para as suas vítimas e nunca para os policiais.
Ser policial no Brasil com péssimos salários, mais que sobreviver a miséria, é um exercício de bravura, risco permanente sem o apoio moral e institucional, sem reconhecimento estatal ou da sociedade, padecendo do abandono, da discriminação, da injustiça, da indignidade...
A trajetória do policial é realmente diferente de todas, pois além de tudo, quando ele acerta com os seus atos de bravura logo ninguém se lembra, mas, quando erra ninguém se esquece.

Autor: Archimedes Marques (delegado de Polícia Civil no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) - archimedes-marques@bol.com.br

Enviado pelo autor:
 Dr. Archimedes Marques 
Se você quiser ler mais artigos do autor, acesse:

O JOIO E O TRIGO: ANTES QUE DESTRUAM - (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa
O JOIO E O TRIGO: ANTES QUE DESTRUAM
 AS TRADIÇÕES DE UM POVO
 
Verdade é que não há como impedir que os tempos mudem, que o progresso chegue, que o novo venha apressadamente querendo descaracterizar o já existente para tomar seu espaço. E isso é um problema sério a se resolver, principalmente quando o já existente, perpetuado na raiz de um povo, se chama cultura popular, legado cultural, memória, tradições.
Por todos os lugares há os defensores dos modismos, os adeptos das novas ondas e os que abraçam todas porcarias que surjam mesmo sem saber o que sejam. Nas cidades interioranas, principalmente no sertão, essa cegueira pelo desconhecido é tão grande que chega a causar asco e preocupação. E isto porque a juventude está abraçando o imprestavelmente novo em detrimento daquilo que caracteriza a história do seu povo.
Bati demais na porta e não disse o porquê da visita. Vou chegar lá. É até aceitável que a moçada sertaneja não goste nem valorize o forró, não saiba o que é um aboio, um samba de coco, um reisado, o azul e o encarnado das pastorinhas, um repente ou um toque dolente de pífano. Até aí tudo bem, pois ninguém pode forçar que conheçam ou sintam prazer por aquilo que quem deveria preservar nem se importa que tais manifestações possam acabar ou não.
Contudo, o erro da moçada não é fruto de qualquer culpa que possa recair no próprio povo, mas tão-somente porque as administrações municipais simplesmente não possuem nenhum interesse na valorização e preservação das manifestações culturais próprias das comunidades. E como se diz no meu lugar, se não quero passarinho cantando no meu ombro então vem alguém e liga a vitrola. Tenho que ouvir o que não gosto.
Fato é que os gostos, as opções, os desejos e anseios devem ser respeitados. Se o jovem gosta de balada, da música de duplo ou nenhum sentido, das baianadas e baianices, das porralouquices que só fazem barulho e afrontam a dignidade corporal e sexual daqueles que se alimentam dos seus requebros, não há que simplesmente impedi-los de se esbaldar com o que não presta.
Isso é um problema deles e dos seus pais. Estes são também responsáveis por estes absurdos. Contudo, a culpa maior, diga-se mais uma vez, é daquele que não oferece boas e dignas opções a essa gente e não procura incutir nas suas mentes e corações que ali, ao seu redor, vindo do pé da serra ou da beira do rio, há um legado musical que precisa ao menos conhecer. E como fazer isso sem ter que proibir a festança jovial e sua música maluca? É mais fácil do que se imagina. E digo por quê.
Ora, se o jovem não sabe o que é um autêntico pé de serra jamais vai gostar de forró; se não conhece a autenticidade melodiosa da legítima música nordestina nunca vai saber distinguir o autêntico forrozeiro daquele músico de sanfona que acompanha um grupo musical; se não conhece uma banda de pífano nunca vai se interessar por seus sonidos, trinados acompanhados pelo toque cadente da caixa e da zabumba; se não conhece a música do sertão logicamente que vai aceitar e gostar de qualquer música, principalmente daquela imposta pela mídia, ainda que passageira.
Mas um passageiro que não dá mais espaço ao que é verdadeiramente do povo, pois, a um só tempo, tomando as praças, os bailes e avenidas e deitando ao relento do esquecimento aquilo que tem a feição nordestina, tem o gosto do sertão, traduz o romanceiro apaixonado do seu povo. Daí ser uma afronta que o interiorano tenha que engolir de goela adentro tantos absurdos audíveis.
Bastaria - e agora digo por que – que deixasse a moçada com sua festa, mas também fizesse a festa do povo. O que não pode é que essa nojeira musical cante glória em cima da convalescente sanfona. Bastaria que ao invés de pagar milhões a essas bandas duvidosas, deixassem um conto de réis para chamar o sanfoneiro, convidar a banda de pífano, organizar a cavalhada, dizer que vai ter reisado, pastoril, samba de coco. Bastaria que lembrasse que o povo, sendo a própria terra onde vive, merece ter suas raízes preservadas.
Agora o ponto nevrálgico: Por que todo município sertanejo possui Secretaria de Cultura, com prédio próprio, secretário e verba? Para organizar baianadas, bandalhadas que se diz de forró ou preservar a memória cultural? Que os administradores e os secretários entendam que com menos da metade do que se gasta com uma banda se contrata um forrozeiro bom e mais uns cinco sanfoneiro pé de serra. Ou forró, o autêntico forró, não é cultura nordestina?

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com