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domingo, 26 de novembro de 2017

CORDEL: EM DEFESA DA UERN

Autor Robson Renato
Cordel: EM DEFESA DA UERN
Autor: Robson Renato
Caro Robinson Faria
Preste muita atenção,
Largue um pouco a apatia
E abra o seu coração.
Convide Pedro Fernandes 
Já que vocês são tão grandes
Preparem-se, pra escutar,
Pois abrirei o meu cerne
E dos problemas da UERN
Nos meus versos irei falar.

Pau dos Ferros, Caicó
Na UERN de Assú,
Em Natal e Mossoró
Ou no Campus de Patú.
Todos sofrem o desprezo
E ninguém está ileso
Nessa falta de atitude.
Buscando uma solução
Abri o meu coração
E em cordel, fiz o que pude.

No campus de Pau dos Ferros
Sofremos tão oprimidos,
Gritamos e damos berros
E eles, não dão ouvidos.
Sem quadra, sem ar, nem água
Acumulamos a mágoa
Sofrendo nesse devir,
Mas esse grito entalado
Agora será versado
E eles, terão que ouvir.

Na nossa instituição 
O quadro de servidores
Alunos da graduação
Mestrandos, mestres, doutores.
Todos sofrem no descaso
Pois entregues ao acaso
Com a corda no pescoço,
Todo dia, sem perdão
Enfrentamos um leão
Pra no fim, roer o osso.

Professores trabalhando
Com salário atrasado,
Todo mês estão penando
Recebendo fatiado.
É coisa que não encaixa
Chegar na boca do caixa,
Não achar nenhum cruzeiro,
E Robinson, o “Bill Gates"
Tirou férias nos States
Pra gastar nosso dinheiro.

No sertão setentrional 
Do Nordeste brasileiro,
Nesse clima infernal
Suando o tempo inteiro,
Todo aluno graduando 
Passa a aula se abanando 
Derretendo no calor,
Num espaço abafado 
Sem um ar condicionado
E nem um ventilador.

Os que têm estão quebrados
Pois falta manutenção,
Funcionários manobrados 
Nessa terceirização,
Não podem nos ajudar,
Intervir e concertar 
Desfazendo esse nó,
Por menor que seja o enguiço
Pra fazer qualquer serviço
Vem alguém de Mossoró.

Compramos centrais de ar
Pra fugir dessa agonia, 
E a missão de instalar
Ficou com a reitoria.
Que mais uma vez, omissa
Que nem errante na missa
Com esse gestor tão lento,
Não entregou instalado,
Nosso ar condicionado
Apesar do tombamento.

Quando o pedido esbarra
Já na solicitação,
A burocracia barra
Pra fazer licitação.
Enquanto o pedido anda
Nessa crescente demanda,
Cinco campus e o central,
Ficamos abandonados
Sofrendo os desagrados 
Dessa gestão imoral.

Cada Campus tem problemas
E dilemas incomum,
Renegando nossos lemas
Atingindo a cada um.
A falta de estrutura
É reflexo da postura
Desse governo golpista,
Que esquece o seu povo
E da mídia tem o aprovo,
Quando posa de artista.

Na sala comprometida
Em ponto de desabar,
Nossa classe abatida
Vendo a hora se acabar.
Esquecida por gestores
Cruéis e esmagadores
Que não nos dão condições,
De termos dignidade
De estudar numa faculdade,
Aos pés das suas mansões

A seca não é surpresa,
Faz parte do nosso clima.
Secou a nossa represa
E isso, ninguém estima.
Porém nessa faculdade
Sofrendo a calamidade
Nesse momento insano,
Não recebeu um recurso
Pra furar, nesse percurso
Um poço artesiano.

Sem água nos bebedouros,
Nos banheiros, no jardim
Espichamos nossos couros
Gastando nosso din din.
Mas unidos pelas dores
Um grupo de professores
Aqui cavaram um poço,
Sem um real do estado
O buraco foi furado
Sem ajuda, desse grosso.

Recebemos o recurso
Para um sonho realizar,
Que todo e qualquer curso
Sempre iria utilizar.
A grande biblioteca
Mais moderna e completa
Do nosso interior,
E o governo, sem censura
Mostrou que não tem postura
Nem um pingo de pudor.

Noventa e nove por cento
De recursos da FINEP,
Para dar um incremento
De um prédio em novo CEP.
Um por cento ficaria
Para Robinson Faria
Por sua contrapartida,
Pois o cabra não pagou,
Nossa construção parou
E a grana está retida

Quero sentir o respeito
De ser universitário,
Ter direito ao meu direito
Pois não sou nenhum otário.
Quero ter a estrutura
Numa UERN segura
Que me dê a condição,
De um dia ser feliz
E mudar nosso país
Na força da educação.

Robson Renato 
22/09/2016

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

GREVE UNIFICADA MOBILIZOU SOCIEDADE POTIGUAR EM DEFESA DA UERN


A greve unificada dos docentes da UERN e servidores da saúde ganhou o apoio de dezenas de entidades e personalidades políticas de todo o Rio Grande do Norte e também de outros estados.

As manifestações vêm mostrando a importância da luta dos trabalhadores e trabalhadoras e o reconhecimento dado pela sociedade ao trabalho prestado destes servidores e servidoras para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

Em Mossoró, inúmeras entidades culturais e políticas manifestaram seu apoio à greve dos docentes da UERN. Organizações como a Academia Mossoroense de Letras (AMOL) e o Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP) vem realizando reuniões com a administração da universidade na tentativa de encontrar soluções para o impasse e garantir os pagamentos dos salários atrasados. 

No âmbito interno da UERN, diversas entidades também se manifestaram fortalecendo a greve unificada de docentes e servidores da saúde. Estudantes de diversos programas de pós-graduação escreveram notas em apoio ao movimento. Embora a categoria de Técnicos Administrativos da UERN não tenham deliberado pela greve, um grupo de 65 técnicos-administrativos divulgou uma moção de apoio à greve dos docentes.

Os sindicatos e entidades de classe também têm participado ativamente da ocupação Governadoria, seja com apoio político seja com apoio financeiro e material ao acampamento. Dentre as manifestações, destaca-se o apoio do SINDBANCÁRIOS que garantiu os materiais para a Feijoada da Resistência, realizada na última quinta-feira (16).

O ANDES – Sindicato Nacional, também tem ajudado na manutenção do acampamento dos servidores. A entidade vem apoiando financeira e politicamente à ocupação além de realizar ampla divulgação das atividades através de sua página oficial.


Vários Políticos também visitaram o acampamento e abriram diálogo em favor dos servidores. A deputada Larissa Rosado (PSB) e o Deputado Fernando Mineiro (PT) participaram de uma das assembleias unificadas do acampamento e defenderam a importância dos pagamentos dos trabalhadores e trabalhadoras em dia. A Senadora Fátima Bezerra gravou um vídeo em defesa da legitimidade da greve e da pauta dos servidores e servidoras.


A diocese de Mossoró, através das redes sociais, declarou que a luta em defesa da universidade é fundamental para toda a sociedade potiguar e o Padre Flávio Augusto fez um apelo para que os governantes garantam o caráter público, gratuito e de qualidade da UERN.

Os ex-Reitores da Universidade, também não se omitiram diante da situação crítica vivida pela instituição. Padre Sátiro Dantas, Helder Heronildes, Antônio Capistrano, Maria das Neves e Walter Fonseca se uniram à greve através de notas, declarações e visitas ao acampamento, mostrando que defender a universidade é um compromisso de todos que fazem parte dela.

Confira todas as entidades, organizações e personalidades que manifestaram apoio à greve unificada:

Entidades Internas da UERN
Alunos do Mestrado Programa de Pós-Graduação em Ensino
Alunos do PLANDITES
Alunos do Mestrado em Serviço Social e Direitos Sociais
Centro Acadêmico de Serviço Social
Centro Acadêmico de Medicina
DCE
Mandatos Políticos
Mandato da Senadora Fátima Bezerra
Mandato da Deputada Larissa Rosado
Mandato do Deputado Fernando Mineiro
Mandato do Deputado George Soares
Mandato da Vereadora Isolda Dantas
Mandato da Vereadora Sandra Rosado
Mandato do Vereador Francisco Carlos
Mandato da Vereadora Natália Bonavides
Mandato do Vereador Sandro Pimentel
Partidos Políticos
PSTU
Entidades Nacionais
CEFESS
ANDES/SN
Entidades locais/estaduais
Câmara Municipal de Mossoró
Academia Feminina de Letras e Artes (AFLAM) 
Centro Potiguar de Cultura
Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Norte (AMLERN)
Academia Patuense de Letras e Artes (APLA)
 Frente Integrada das Associações Comunitárias do Município de Mossoró (FIACMN),
 Federação dos Conselhos Comunitários e Entidades Beneficentes do Rio Grande do Norte (FECEB),
Federação das Academias de Letras Jurídicas do Brasil (FALE JUB)
 Subseccional de Mossoró da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
 Associação dos Escritores de Mossoró (ASCRIM),
Academia Mossoroense de Literatura de Cordel (ACMLC),
Comissão Municipal de Folclore (CONFOC)
 Academia Mossoroense de Artistas Plásticos (AMARP).
Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC)
Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP) 
Academia de Letras e Artes de Martins (ALAM)
Academia Mossoroense de Letras (AMOL)
Academia de Ciências Jurídicas e Sociais (ACJUS)
Diocese de Mossoró
Companhia Escarcéu de Teatro
Ex-reitores
Walter Fonseca
Helder Heronildes
Antonio Capistrano
Padre Sátiro
Sindicatos
ADUFERSA
ADURN
ADUEPB
SINDPREVS-RN
SINDBANCÁRIOS
SINAI
SINASEFE
SINTE – RN



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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FÓRUM DE CHEFES DE DEPARTAMENTO E COORDENADORES DE CURSOS DA UERN - NOTA DE REPÚDIO


O Fórum de Chefes de Departamento e Coordenadores de Cursos da UERN vem a público REPUDIAR, veementemente, a forma como professores e professoras da UERN, servidoras e servidores da Saúde, bem como estudantes, foram agredida/os com bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte, no episódio da desocupação da SEPLAN, no início da noite de 24 de novembro.

As servidoras e os servidores e estudantes em questão não são bandida/o/s raivosa/o/s, mas cidadãs e cidadãos no exercício de seu direito de manifestação, que ocuparam a Secretaria de Planejamento depois de 10 dias de acampamento ao lado da Governadoria, sob condições precárias, sem autorização do uso dos banheiros dos prédios (precisaram usar banheiros químicos) e com forte sofrimento psicológico. Após esse tempo, nem o governador tampouco seus representantes apresentaram qualquer proposta de pagamento dos salários atrasados, bem como não disponibilizaram um calendário para os meses subsequentes. Portanto, é o governo estadual que está em débito com a sociedade e com a legalidade, não servidora/e/s e estudantes que ocuparam pacificamente a SEPLAN.

Em uma outra vertente, mostra-se REPUGNANTE o comportamento do juiz Bruno Lacerda Bezerra Fernandes, que de forma indiferente à situação de penúria financeira das servidoras e dos servidores estaduais determinou a imediata desocupação, com imposição de pesadas multas aos sindicatos, em caso de resistência, “sem prejuízo de uso da força policial”. O comportamento do magistrado mostra-se repugnante pelo fato de poucos dias antes ele ter recebido um IMORAL auxílio-moradia retroativo, no montante total de R$ 194.137,91 (ver links abaixo), auxílio que seria aceitável se pago a servidoras e servidores de baixa renda, jamais a uma das castas mais bem remuneradas do Serviço Público brasileiro.

Em outras palavras, o juiz agiu acomodado na seguinte situação: o salário dele está em dia mensalmente, por causa dos duodécimos constitucionais obrigatórios transferidos ao Poder Judiciário; acabou de receber mais de 200 salários-mínimos em auxílio-moradia retroativo, mas não levou em consideração que servidoras e servidores do Poder Executivo estejam com quase dois meses de salários atrasados, sem poder custear sua subsistência. Isso é que há de mais escandaloso.

Este Fórum conclama a sociedade potiguar a refletir e construir juízos de valor e manifestações acerca desse lamentável episódio.

Mossoró, 26 de novembro de 2017.

Link da Folha Suplementar 1: https://goo.gl/95sTc7
Link da Folha Suplementar 2: https://goo.gl/UcJWt9

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.
franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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TANTO E TODO SEXO

*Rangel Alves da Costa

Nos templos sagrados, pelas sacristias, nos monumentos antigos, nas entranhas, paredes e portais de colossais construções, até mesmo em sarcófagos, em tudo uma desmedida arte sexual.
Todas as posições sexuais, das mais singelas às mais bizarras, das mais rotineiras às mais esdrúxulas, talhadas, pintadas ou desenhadas em cavernas, em grandiosidades arquitetônicas da antiguidade, em mosteiros, em palácios e santuários.
Livros, revistas, manuscritos, códigos, manuais, guias, páginas e mais páginas não só contendo o sexo em todas as formas como descrevendo as conveniências e os entraves de cada posição do ato amoroso, ou do verdadeiro embate entre corpos sedentos ou forçados aos prazeres.
Prostitutas, moças, rainhas, princesas, mulheres casadas, amantes, meretrizes de luxo, tudo numa imensa listagem daquelas que fama fizeram pelos seus dotes sexuais, modos de agir profissionalmente ou seus casos amorosos de alcovas e escondidos.
Bacanais da nobreza, festins da carne pelos imensos salões, surubas descomunais, orgias estarrecedoras, perversões de toda ordem, um mundo de reis, rainhas e burgueses, e até religiosos, numa só depravação. O sexo pelo sexo, apenas. O prazer pelo prazer, apenas.
O Kama Sutra ilustra bem essa aptidão desenfreada ao sexo. Este famoso livro sobre o desejo e a propensão humana ao sexo, tornou-se manual de libertinagem pela detalhada ilustração contendo múltiplas posições sexuais. Mas o que horroriza a muitos, apenas uma normalidade rotineira muito além dos bordéis.
Os bordéis, aliás, sequer se comparam aos demais quartos e locais de prazer. As aptidões e as ofertas das prostitutas, por serem quase como ritualísticas de posição a posição, são até inocentes demais perante o que celibatários e conservadores costumavam fazer nos seus escondidos. Se assim com os ditos castos, impossível de se imaginar entre os verdadeiros depravados.


A história testemunha a depravação absoluta de classes tão poderosas como famintas por sexo. Messalina não escondeu de ninguém sua devassidão. Rainhas poderosas somente eram felizes por causa de seus inúmeros amantes, e muitas vezes se entregando sem constrangimento algum perante a realeza. Ora, nos festins reais, tanto se comia da mesa como de debaixo das roupas.
A verdade é que o sexo causou guerras, derrubou impérios, enlouqueceu reis e rainhas, burgueses e nobres, sacerdotes e serviçais. Os haréns comprovam o tamanho da sede e da fome perante as carnes novas e escolhidas entre as que desejassem. As escadarias dos templos sagrados serviam como pontos para o comércio do sexo, e aquelas mulheres vistas até como prometidas dos deuses.
Está, pois, no percurso da história do sexo, a demonstração maior de que, ao menos com relação ao prazer da carne, nunca houve um período característico ou diferenciado do outro, apenas numa sequência de aprimoramento daquilo que é desejado desde os primórdios. Quer dizer, o sexo sempre esteve em máxima evidência em todo tempo e era.
Portanto, termos como prostituição, erotismo, pornografia, libertinagem, devassidão, meretrício, bacanal, orgia, depravação, vagabundagem, corrupção da carne, fornicação, luxúria, pecado, adultério, lascívia, sempre estiveram em alta na história. E quanto mais o sentido apelativo do sexo mais a afluência das pessoas.
Significa dizer, por fim, que o que se tem hoje como explosão sexual ou quase uma geral liberalização do prazer carnal, nada mais é que um percurso que se prolonga desde os tempos mais antigos. Ora, o sentido do sexo é o mesmo. Ainda que se fale em libertinagem, nada comparável ao que já estava talhado nos templos e desenhado naquele famoso livro de posições sexuais, o Kama Sutra.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

TEXTO DA PROFª LUANA PAULA, DO COMANDO DE GREVE.


Os sentimentos são confusos, aquele gosto amargo de gás ainda turva meu paladar. Sinto um ardor nos olhos e na pele, a pimenta do spray ainda arde na pele.

Não, não é físico!

Os efeitos da truculência do Governador Robinson Faria não estão mais no meu corpo, ocupam a minha mente, os estrondos das bombas ainda me despertam durante o sono inquieto.

É por salário, mas nunca foi só isso.

É por dignidade! É por defender a educação, a saúde que estamos persistindo na luta. Resistimos pacificamente, pois, ingenuamente, acreditávamos que havia pelo menos uma gota de humanidade nesse governo.


Passamos 12 dias dormindo em condições precárias, a sol e chuva, lutando, com todas as nossas forças para conseguirmos o que já era nosso: Nosso salário!

A resposta do governo foi:

1. Spray de pimenta, ameaças com uma Taser, ameaças de sermos seguidos/as, presos/as, fora dali, ainda no início da ocupação.

2. A violência psicológica, a tentativa constante de nos minar emocionalmente. Audiências que não se concretizavam, a ronda constante da polícia durante a noite, sirenes ligadas iluminando as barracas e nos trazendo o terror de uma desocupação na calada da noite.

3. Carro da polícia particular do governador (Amarok preta, com quatro policiais no seu interior, sem fardas e sem identificação) nos rondando e nos fotografando.

4. Moral, nos tirando energia elétrica, sem acesso a banheiros, suspensão da coleta regular de lixo, nos deixando a mercê de um espaço insalubre por puro descaso, já que o caminhão da coleta passava, observava o lixo devidamente ensacado e não recolhia. Em suas ações o governo expressava o descaso e o desrespeito ao nosso movimento, à saúde e à educação e ao funcionalismo público.

5. A responsabilização do servidor público pela crise - o governo em momento algum fez qualquer menção de apontar uma proposta que buscasse atender as reivindicações - pagamento dos salários em dia e calendário de pagamento. A inversão de prioridades, principal marca do (des) governo Robinson Faria - ao capital tudo, à classe trabalhadora nada.

6. A tentativa suja de dividir nossas categorias, sim, nossas, nesta greve somos um só corpo diverso, unido na luta que governo nenhum pode separar.

7. A reintegração de posse e desocupação sem negociação de forma repressora, violenta, truculenta. Autorizada por um judiciário privilegiado, que suga recursos do Estado sem nenhum compromisso com o que é prioridade.


Querem manipular nossas razões, querem deslegitimar o legítimo. Porém, jamais poderão tirar da conta do governo Robinson Faria o que aconteceu. Diante da nossa resistência legítima o governo tinha opção, a opção de sentar para negociar. Apresentar uma proposta.

Colocar a repressão contra trabalhadoras/es que não podem comprar o pão e em desespero, resistem, lutam, nunca vai ser uma medida condizente com a democracia e a justiça social.


A culpa da violência não foi e nunca será do oprimido! Resistir é o que de mais digno nos resta. Denunciar a truculência desse governo manifesta desde o primeiro dia de acampamento/ocupação é nosso papel!

Lutar! Ocupar e resistir!

Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça. Violento é o Estado!

Profa. Ms. Luana Paula Moreira
Comando de Greve.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/1358077557636758?comment_id=1358239444287236

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TRINCHEIRAS "AÉREAS" EM MOSSORÓ

Por Geziel Moura

Comentava com o Chagas Nascimento cidadão mossoroense e grande conhecedor, da história da cidade, em particular, a invasão mal sucedida de Lampião em 13 de julho de 1927, que as defesas de Rodolfo Fernandes, o prefeito na época, foi tipicamente pelos altos.



Chagas explicou que Mossoró se constituiu, numa cidade edificada numa região plana, e que pelos altos era possível visualizar os movimentos dos cabras de Lampião.



Nesse sentido, diversas "trincheiras aéreas" foram construídas para incorporar as defesas, digamos assim, terrestres, contra o ataque dos cangaceiros, podemos citar, por exemplo, as igrejas, que tiveram funções importantíssimas neste planejamento defensivo dos mossoroenses, tais como: Campanário da Igreja de Santa Luzia, com a presença de Antônio Brasil, a vigiar os movimentos dos cabras a partir do bairro Alto da Conceição; torre da igreja São Vicente de Paulo, que até hoje se mantém as marcas de balas daquele dia.



Provavelmente, a "trincheira aérea" mais significativa em Mossoró, foi a localizada no Telhado do palacete do intendente, local em que foram disparados tiros contra o cangaceiro Sabino Gomes, atingido o quepe militar que ele usava, mesma posição que tirou de combate o cangaceiro Colchete, morto, e Jararaca ferido gravemente, cujas autoria dos disparos, foram, supostamente, dada Manoel Duarte



É razoável pensar, que a ideia de plantar defensores nos altos, foi o grande diferencial no combate em Mossoró, embora tenha tido, trocas de tiros no solo, mas em termos de produtividade, os que vieram por cima foram mais eficazes.


https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/?multi_permalinks=1857992021179967&notif_id=1511704941422298&notif_t=like

Fontes: Raul Fernandes e Sérgio Dantas
Imagens: Raul Fernandes, Sérgio Dantas, Assis Nascimento e Geziel Moura.

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“NOTA DE ESCLARECIMENTO?” POR PATRÍCIA BARRA – DOCENTE UERN.

Por Patrícia Barra – Docente UERN.

Ele segue afirmando que órgão que dispõem de recursos próprios como DETRAN, CAERN, Potigais estão em dia. Mas esses órgãos arrecadam somente para si ou para o Estado?

Cheguei a ficar esperançosa quando soube que o governador Robson Faria divulgou uma nota de esclarecimento, afinal tudo que desejamos é ver a luz vencendo as trevas. Mas a nebulosidade ainda perdura.

Na nota o governador diz que os salários estão atrasados 25 dias e não dois meses. Ora, se o governador sabe os dias de atrasos, imagina nós que estamos pagando nossas contas com multa e juros diários!! Mas o governador não divulgou na nota quando será efetuado o pagamento. Então o que hoje é 25, amanhã será 26, e assim sucessivamente. Será que vamos repetir o ocorrido com o salário de setembro que só foi pago em novembro, pagando outubro em dezembro? Assim não seriam dois meses? Tomara que não!

O governador afirma ainda que várias categorias estão com salários em dia. E outras não. Mas não esclarece porque criou essa distinção entre as categorias? Seria uma forma de dizer que existem categorias mais essenciais? Mas todas não são importantes para o funcionamento da máquina administrativa?

Ele segue afirmando que órgão que dispõem de recursos próprios como DETRAN, CAERN, Potigais estão em dia. Mas esses órgãos arrecadam somente para si ou para o Estado? Nesse raciocínio não haveriam recursos assegurados para os servidores da saúde, segurança e educação, pois uma vez que esses órgãos não arrecadam não seriam economicamente importantes ao Estado. Correto? Mas não são esses que garantem direitos básicos assegurados constitucionalmente? Melhor não seria garantir a isonomia e os direitos fundamentais a todos os servidores, respeitando os princípios da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho.

O governador diz ainda que a segurança está em dia e parte dos servidores da saúde também. Mas esqueceu de dizer que estão em dia com os salários de outubro, sendo essa uma conquista decorrente de greve (saúde) ou da ameaça de greve (segurança) ocorridos no mês de novembro. Mas certamente esses servidores não esqueceram o que sofreram com os 21 meses consecutivos de atrasos. E pior. A nota não esclarece como será o futuro. O mês de novembro e os seguintes serão pagos em dia ou serão necessárias outras paralisações? Também omite que os servidores da educação básica estão em dia porque recebem recursos do FUNDEB. Em caso de atraso esses recursos são suspensos. Se assim não fosse estariam em dia?

Por fim o ponto mais obscuro. O governo afirma que está obrigado judicialmente a priorizar os repasses financeiros ao TCE e MPE. Ele não cita mais também está nessa lista o TJRN. Admirável o empenho dos órgãos fiscalizadores e executores da lei em garantir seus recursos. Mas o pagamento em atrasos dos demais servidores do Estado também não feri princípio constitucional, configurando uma vexatória desigualdade e injustiça?

Infelizmente o governador esqueceu também de esclarecer por que pediu a violenta expulsão dos servidores que reivindicavam o pagamento dos salários em dia no prédio do SEPLAN. A utilização da força policial com bombas e spray de pimenta não foi uma medida desproporcional para o embate com os trabalhadores, uma vez que não haviam bandidos, mas somente educadores, pais e mães de familia? Não seria mais produtivo e honrado o diálogo?

Não esclareceu também porque gradeou o pátio da governadoria impedindo aglomerações nesse local e em quaisquer outros prédios do centro administrativo. Acredita o governador que o servidor com salários atrasados não tem direito a expor sua indignação ou apenas não interessa ao governador ouvi-la? E quanto a atendê-las?
Ao que parece as dúvidas e inseguranças continuam a pairar.

Só nos resta saber até quando.
Que Deus nos proteja.
Patrícia Barra- Docente UERN;
#GreveporDignidade;
#EmdefesadaUERN;
#NegoricaRoginson.


FONTE: Facebook, em 25/11/2017, texto sugerido por Ivanaldo Xavier – Técnico Administrativo – Aposentado pela UERN.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MISSA DO BEATO JOSÉ LOURENÇO


José Lourenço Gomes da Silva mais conhecido como beato José Lourenço, (Pilões de Dentro, 22/01/1872 — Exu12 de fevereiro de 1946) foi o líder da comunidade Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, localizada na zona rural do Crato (Ceará).

Biografia[editar | editar código-fonte]

José Lourenço Gomes da Silva era paraibano da cidade de Pilões de Dentro, nascido em 1872, filhos de escravos alforriados – Lourenço Gomes da Silva e Teresa Maria da Conceição. Muito jovem foi trabalhar na agricultura, afastado da família que migraria para Juazeiro. Aos vinte anos de idade, José Lourenço vem para Juazeiro do Norte, onde reencontra sua família e ser torna beato.

Baixa Dantas[editar | editar código-fonte]

Em Juazeiro, conquistou a confiança do sacerdote e foi encarregado de liderar uma missão, para onde Padre Cícero enviaria os flagelados da região. José Lourenço então arrendouterras no sítio Baixa Dantas para iniciar a produção.
A comunidade se desenvolveu rapidamente, o que despertou a fúria dos fazendeiros da região. Com o intuito de pôr a comunidade em descrédito, espalhou-se um boato de que os membros idolatravam o boi Mansinho como a um deus. A Igreja Católica, que já estava irritada com os supostos fenômenos sobrenaturais ocorridos em Juazeiro do Norte, pressionou Padre Cícero para que tomasse uma decisão. Para evitar maiores transtornos, Floro Bartolomeu ordenou que sacrificassem o boi e prendessem José Lourenço. O beato foi solto algumas semanas depois.

Caldeirão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Caldeirão de Santa Cruz do Deserto
Depois da confusão, José Lourenço Gomes da Silva decidiu transferir a comunidade para o Caldeirão, um local mais afastado. Entretanto as perseguições continuaram e em 1936, a comunidade foi invadida e arrasada por forças estaduais e federais, com apoio do setor religioso e latifundiários locais. Caldeirão era uma comunidade autossustentável que dava abrigo às famílias camponesas que fugiam da exploração imposta pelos latifundiários, podendo ser comparada com Canudos.
José Lourenço fugiu para Exu onde morreu em 1946 de peste bubônica, tendo sido sepultado em Juazeiro do Norte.

Ações Jurídicas[editar | editar código-fonte]

Em 2008, a ONG cearense SOS Direitos Humanos ajuizou uma Ação Civil Pública na Justiça Federal do Ceará requerendo que a União Federal e o Estado do Ceará informem a localização da cova comum onde o Exército e a Polícia Militar do Ceará enterraram as vítimas do Sítio Caldeirão que massacraram em 1937.
A ação foi extinta sem julgamento de mérito pelo juiz da 16ª Vara Federal de Juazeiro do Norte/CE, a pedido do MPF que em seu parecer disse que:
  • a) o massacre ocorreu há mais de 70 anos e estava prescrito,
  • b) nao há como encontrar os restos mortais pelo tempo que o crime ocorreu.
A SOS DIREITOS HUMANOS inconformada com a decisão do juiz apelou ao TRF da 5ª região em Recife/PE aduzindo que:
  • a) o crime de desaparecimento de pessoas é imprescritível,
  • b) os restos mortais estão em local árido, a Chapada do Araripe, e portanto podem ser encontrada, a exemplo da família do CzarRomanov que foi morta em 1918 e encontrada nos anos de 1991 e 2007.

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