Por José Mendes Pereira
Seu Leodoro
Assim que seu Leodoro Gusmão terminou as suas obrigações do
iniciar do dia, foi até à casa do seu Galdino, ver se ele tinha um pouco de
creolina para curar uma bicheira em uma das suas vacas. Bem perto da casa do
compadre, viu que ele fazia algo, e aproximando-se, percebeu que estava
consertando os loros da sela do seu cavalo.
Seu Galdino
Como seu Galdino estava de costas e entretido no ofício de
reparar os loros, mesmo não brincando com ele, seu Leodoro Gusmão resolveu
fazer-lhe um pequeno medo. E ao chegar mais próximo dele, disse com voz firme e com espécie de autoridade:
- Cuidado a onça, compadre Galdino!
Seu Galdino deu um enorme pulo para frente. E ao ver o seu
Leodoro, reclamou da desastrosa atitude contra à sua pessoa, dizendo-lhe:
- Mas por que me fez isto, compadre?
- Fiz apenas uma brincadeirinha com o senhor, compadre
Galdino. Não a fiz por maldade...
- É, mas se eu caio desaprumado? Poderia ter quebrado uma
perna, um braço...
Mas sem muita demora esqueceram-se do ocorrido e seu Galdino
puxou um assunto que ainda não tinha conversado com o seu Leodoro Gusmão. E
iniciou explicando-lhe de forma clara:
- Às vezes, a gente perde as oportunidades
porque quer. Ontem à noite eu fiquei imaginando, que na minha juventude eu
sempre gostei de açoitar “pandeiro” eu possuía um. E se eu tivesse
aceitado uma proposta que me fizeram, eu hoje seria famoso no Brasil, e quem
sabe, no mundo inteiro.
- Eu não sabia que o senhor tinha sido músico, compadre! -
Atalhou seu Leodoro.
- Não fui músico, mas eu divertia as pessoas com
o meu “pandeiro”..., pois sim, aos domingos, juntamente com os meus amigos, nós
fazíamos festas no meio de pingas, paneladas, churrascos..., e certo dia, ouvi
dizer que o rei do baião, seu Luiz Gonzaga, iria fazer um show na Praça Vigário
Antônio Joaquim - em Mossoró, quase em frente à
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Catedral_de_Santa_Luzia.JPG
Catedral de Santa Luzia, festa preparada pela Rádio Rural de Mossoró, antigo Programa "A MAIS BELA VOZ". Ao anoitecer, eu me arrumei e partir pra lá. Fiquei lá aguardando o início do show.
- O show foi pago, compadre Galdino?
- Compadre Leodoro, se o show era na praça como poderia ser
pago?
- Verdade compadre, eu me enganei, talvez não prestei bem a
atenção no que o senhor disse...
- Deixa pra lá..., vamos continuar a minha história..., e no local em que eu
permanecia aguardando o show, os instrumentos musicais do rei estavam bem
coladinhos a mim. E eu observava o “pandeiro”. Foi aí que vi o seu Luiz Gonzaga
chegando, ele já tinha observado os meus olhos em direção ao
instrumento. E logo ele me fez uma pergunta:
- Oxente! por que tanto namoro com este “pandeiro”? Pois
desde lá de dentro que vejo você de olho nele? Mas por obséquio, não faz besteira
não...
- Eu gosto muito de açoitar “pandeiro”, seu Luiz Gonzaga!
- E tu sabes tocar “pandeiro” mesmo, "minino"!?
- Eu não sou dos melhores, seu Luiz Gonzaga, mas também não
sou dos piores.
Seu Leodoro Gusmão chega dormia com a conversa do seu
Galdino. Mas permanecia caladão. Nada a contrariar o compadre.
- Seu Luiz Gonzaga querendo ver se eu sabia mesmo bater
“pandeiro”, pegou-o e me entregou, dizendo:
- Provas que tu sabes mesmo tocar "pandeiro...!"
https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2019/08/30/pandeiristas-relembram-jackson-do-pandeiro-e-exaltam-legado-do-artista-na-pb.ghtml
- Primeiro toquei. Depois eu iniciei fazendo o
"pandeiro" rodopiar sobre o meu dedo indicador. Passava-o entre as
minhas pernas. Eu o jogava para cima e o aparava na ponta do dedo. Colocava-o sobre o meu queixo, isto com ele em pé. O rei do
baião, Luiz Gonzaga ali, só olhando o meu malabarismo com o “pandeiro”. Vendo o
que eu fazia com o instrumento, me disse:
- Oxente! Tu és bom mesmo no “pandeiro”, menino! O meu
pandeireiro chegou aqui em Mossoró meio adoentado, com uma disenteria horrível,
e tenho certeza que ele não irá aguentar tocar. Tu quer tocar no lugar dele
hoje a noite, no momento do show, "minino"?
- E o senhor acha que um convite deste eu vou rejeitar, seu
Luiz Gonzaga?
- O senhor ficou morto de feliz, em compadre Galdino? -
Enfatizou-o seu Leodoro.
- E com uma proposta desta compadre, quem não fica? Fiquei mais do que feliz! Um convite deste, não é
qualquer um que é merecedor, e nem todo dia há esta oportunidade para artista.
Festa da Rádio Rural de Mossoró, que contou com show do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, ao lado de Nilton Santana, das Lojas Olindas e uma vencedora de uma bicicleta. https://www.facebook.com/photo/?fbid=324689799632069&set=gm.4736550479761678
- Passei quase a noite toda tocando pandeiro no show de
seu Luiz Gonzaga, na Praça Vigário Antônio Joaquim em Mossoró. Mas não ficou por aí. Quando terminou o show ele me fez a
proposta de acompanhá-lo por este Brasil afora.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Est%C3%A1tua_de_Dix-Sept_Rosado_na_Pra%C3%A7a_Vig%C3%A1rio_Ant%C3%B4nio_Joaquim,_Mossor%C3%B3_%28RN%29.jpg
Mas eu o disse que não podia (continuava se Galdino),
porque os meus pais já eram velhos, e eu precisava estar sempre presente. Seu
Luiz Gonzaga até elogiou por eu não abandonar os velhos meus pais, com as
seguintes palavras: -"Filho que sabe bem o que significam pais, jamais
os abandonará".
- Sabe o que é que quer dizer isto, compadre Galdino? Não responda. Eu
mesmo respondo. É talento e mais nada. - Dizia seu Leodoro Gusmão dando-lhe um
pouco de corda.
- Para mim foi uma honra tocar "Pandeiro"
para o rei do baião. E eu brinco?!
- Que compadre mentiroso! fez seu Leodoro consigo mesmo...
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
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