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domingo, 28 de agosto de 2016

REGISTRO DE OBRAS ARTÍSTICAS PELA INTERNET - EMPRESA CONFIÁVEL E SEGURA

Por Adriano Marcena

Prezados (as), boa-noite!

Passei para socializar uma informação muito importante para todos nós, criadores de conteúdo dos mais diversos gêneros possíveis. 

Trata-se de um sistema de Registro pela Internet de obras artísticas ou de qualquer tipo de projeto. Acredito que muita gente já sabe, mas pode ter ficado inseguro, mas já testei o serviço e é muito confiável, seguro e com aparo legal.

A empresa é HoodID, com sede no Porto Digital, no Recife, que vem prestando o mesmo serviço que a Biblioteca Nacional faz. Registra para mais de 160 países com o referendo da Convenção de Berna.

Minhas últimas criações estão registradas no sistema da HoodID.

Só lembrando que a Biblioteca Nacional não faz registro de ‘projeto’ e a HoodID faz. Pense numa coisa arretada! Aqueles projetos que vamos pensando e temos receio que as pessoas se apropriem de forma ilegal.

Os preços são muito justos para o serviço que é prestado.Por exemplo: 
Poesia (R$ 13,08); Música (R$ 13,08); Fotografia (R$ 9,48); Escultura (R$ 35,88); Peça Teatral (R$ 35,88); Desenhos e gravuras (R$ 13,08); Roteiro/argumento (R$ 29,88); Criação publicitária (R$ 47,88); Metodologia de ensino (R$ 35,88); Texto ficção (R$ 29,88), Texto acadêmico ou científico (R$ 39,89) etc.

Basta clicar no link abaixo, fazer o cadastro e clicar em Registrar/Declaração de autoria e seguir os passos. Todo processo é online, inclusive o envio do texto (PDF), o pagamento e a certificação.

Observação importante: Se sua criação não se encaixar nas opções oferecidas, registre na opção Outros projetos.


Garantias jurídicas do registro.

O sistema de registros dela é associado a uma chave digital fornecida pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), através de uma ACT (Autoridade de Carimbo de Tempo) utilizada para garantir data e hora da assinatura digital com base nos dados fornecidos pelo Observatório Nacional, cuja autoridade foi conferida pela Administração Pública. A chave digital foi gerada através do sistema online da HoodID Registros Online Ltda., empresa membro da cadeia da infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil), tendo esta declaração de autoria de obra intelectual garantia de autenticidade, integridade e validade jurídica, nos termos do artigo 1º da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001.


Fraterno abraço a todos,
Adriano Marcena

Print da minha página de registros na HoodID 

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“QUEM DÁ MAIS, QUEM DÁ MAIS?” – A TRADIÇÃO DO LEILÃO SERTANEJO

*Rangel Alves da Costa

Os leilões de agora são muito diferentes daqueles de antigamente. Ainda num tempo de candeeiros, de lamparinas e luz da lua sobre os arredores da cidade, ainda assim não havia festa mais iluminada e bonita.

Como para um evento junino, as malhadas das fazendas – geralmente pequenas propriedades – ganhavam bandeirolas, fogueiras e enfeites e comodidades apropriadas à ocasião. E após o anoitecer a chegada dos sertanejos das vizinhanças e mais distante, a pé ou montados em cavalos ou jumentos.

O leilão era o evento anunciado, mas evento matuto inseparável do forró pé-de-serra, do pífano, da dança em sala de reboco, do chinelado fazendo a poeira levantar, da bebida e da casca de pau, do flerte e do namoro. E também da confusão, de vez em quando. Negar uma voltinha de dança era tido como desfeita de briga.

Quando o dono da casa mandava parar o fole para anunciar os inícios, então não demorava muito e o leiloeiro recebia a prenda a ser leiloada e começava a percorrer o salão e a malhada cantando a qualidade e o preço inicial da arrematação. “Um bolo de macaxeira que é uma maravilha. Feito hoje, com coco de mais de um coqueiro, no forno a lenha, vale mais que esse preço. Quem dá mais, quem dá mais?”.

Antigos leilões sortidos de tudo aquilo tão próprio do sertão: galinha de capoeira, capão, cabrito, bolos, doces, garrafas de cachaça, bebidas destiladas, caldeirões de mungunzá e arroz doce, cocada da marrom e da branca, sela, chocalho, sapato de couro cru, queijo, manteiga em garrafa, e muito mais. Mas também sabonetes, perfumes baratos, goiabada, prato e copo.

O leiloeiro, mais conhecido como corredor (aquele que faz o leilão correr), deve ter um dom especial para anunciar e vender os produtos. Não é qualquer um que sabe correr leilão. Precisa ser alegre, de boa voz, piadista, poeta e conhecido na região. E com uma técnica tão especial que permite dobrar o preço com poucas palavras. Instiga o desafio entre compradores e a cada lance dado chama o outro a colocar mais dinheiro por cima.


“Vixe Maria que a coisa tá ficando boa. Rosendinho ofereceu dez conto nesse Cinzano. Mas é pouco, é muito pouco. Olhe ali, Jeremias aumentando pra doze. Rosendinho já diz que dá quinze. E aí Jeremias, vai aceitar a desfeita? Vinte, vinte conto, Bastião levantou a mão ali. Tá em vinte, quem dá mais, quem dá mais? Bastião parece que vai passar a perna nos cabras. Rosendinho se enraiveceu e já ofereceu trinta no Cinzano. E agora, e agora, vou mandar bater o martelo? Bastião virou num bicho, danou-se, já tá apontando trinta e dois. E Bastião vai levar. E dou-lhe uma, e dou-lhe duas, e dou-lhe... Vendido!”.

Os tempos são outros, mas os leilões permanecem vivos na região sertaneja. Não mais com aquela feição matuta de antigamente nem ao som da sanfona (ainda que se encontre leilão acompanhado pela sanfona, zabumba, triângulo e cantador), mas com o mesmo entusiasmo dos participantes. As prendas também se modernizaram, não sendo raros objetos até de informática.

Além disso, o que se observa é que em muitas situações o leilão se transformou num negócio rentável, sempre de bom retorno para o organizador. Se antigamente havia muito mais prazer do que intuito lucrativo na festança, agora não passa de um meio de lucratividade. Ora, as prendas, brindes ou presentes, são doados em grande quantidade. Como no leilão cada produto ou objeto geralmente duplica ou triplica o seu real valor, então se torna num negócio mais que rentável. Além do fato de que quem faz o leilão é também quem comercializa as bebidas e os tira-gostos.

Contudo, não deixa de ser uma tradição que permanece viva e com grande número de participantes. Após a música eletrônica parar e o leiloeiro começar a correr o primeiro produto, então as pessoas se empolgam e querem mostrar que têm dinheiro. E assim, no quem dá mais, quem dá mais, aquilo que na cidade não vale mais que dez reais ali é arrematado por trinta ou quarenta. Tudo em nome da tradição.

Ontem mesmo, aqui no sertão onde nasci e sou visitante habitual, presenciei a realização de leilão. Nada arrematei. Apenas observei para escrever estas linhas.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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UMA VEZ CANGACEIRO SEMPRE CANGACEIRO


Se não fosse por Lampião, provavelmente não estaríamos falando, hoje em dia, do cangaço da mesma forma. Ele foi o mais importante de todos os bandoleiros, sem dúvida nenhuma. É só recordarmos dos outros líderes do cangaço. 

Representação artística

Quem se lembra, na atualidade, de Jesuíno Brilhante? Ou de Sinhô Pereira, o primeiro chefe de Lampião? Em geral, apenas os estudiosos do tema. Sinhô Pereira, por exemplo, teve uma atuação mais limitada, uma carreira episódica de crimes. 


Abandonou definitivamente o cangaço em 1922, foi para Goiás e depois, para Minas Gerais, onde mudou de vida. 

Antonio Silvino é o que está com roupa preta

Antônio Silvino, o primeiro “rei dos cangaceiros” foi ferido no tórax em 1914, se entregou à polícia e foi preso. Já Lampião nunca abandonou o cangaço, nem se rendeu. Nunca foi preso. Acabou a vida como líder cangaceiro. Seu bando, no auge, em meados da década de 1920, chegou a contar com 120 homens. 

Lampião à esquerda e Juriti à direita

Chegou a ter vários subgrupos, que se uniam ao bando principal quando requisitados, uma espécie de “confederação” de cangaceiros, da qual ele era o chefe inconteste. Lampião atuou por mais de duas décadas, num território enorme, em sete estados nordestinos. 


Em seu bando, a partir da década de 1930, também havia mulheres, crianças e animais de estimação, o que deu outra aura para o cangaço. (Luiz Bernardo Pericás, autor de Os Cangaceiros).

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?fref=ts

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APAIXONADOS POR NATUREZA DESVENDAM A SERRA NO PICO NO SERTÃO DE PERNAMBUCO

Por Elvis de Lima

Mais de 100 pessoas escalaram a Serra do Pico neste sábado (23), no município de Floresta, Sertão de Pernambuco. Esta é a segunda edição do evento gratuito e leva conhecimento e aventura para amantes da natureza.

https://www.youtube.com/watch?v=ulyr_ne29Iw

O percurso de aproximadamente 800 metros até o topo da serra foi um desafio para a maioria do grupo que é amadora no esporte. Pessoas de Floresta, Serra Talhada, além de Recife e São Paulo participaram do encontro.


Uma equipe do corpo de bombeiros deu todo o suporte necessário para garantir a segurança. Além de ecológico, o passeio também serviu para demonstrar um gesto de amor à natureza. Mudas de árvores características da caatinga foram plantadas no topo da Serra do Pico.


O jovem Léo Lira fez uma cirurgia bariátrica há cerca de um ano. Ele chegou a pesar mais de 145 quilos e subiu a Serra do Pico pela primeira vez. Há anos ele queria realizar esse sonho, mas o excesso de peso impossibilitava. Agora magrinho ele conseguiu superar suas limitações físicas.


Audomark Ferraz faz parte da equipe de organização e ajudou a plantar mudas de árvores. “Estamos incentivando as pessoas a ter consciência ambiental. Vamos plantar mudas de umbuzeiro e de carabeira num local vítima de incêndio. Esperamos que essa atitude  sirva de exemplo”, disse Audomark ao Blog do Elvis.

Voluntários ajudaram no plantio de árvores no topo da Serra do Pico. Foto: Blog do Elvis/NE10


Mano Maranhão também ajudou o projeto se tornar realidade em Nazaré do Pico e comemorou o sucesso do evento. “Desde já eu agradeço a todos que colaboraram para que esse encontro se tornasse realidade. Não é fácil promover essa subida, mas esse ano contamos com a colaboração especial do corpo de bombeiros, fato este que colaborou bastante”, comentou.

Clique no link abaixo para ver todas as fotos - https://www.facebook.com/blogdoelvis/photos/?tab=album&album_id=1277321922279299

http://blogdoelvis.ne10.uol.com.br/index.php/apaixonados-por-natureza-desvendam-a-serra-no-pico-no-sertao-de-pernambuco/

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LIVROS DISPONIBILIZADOS

Por Geraldo Júnior

O "doutor" em cangaço e "mestre" em cangaçologia José Sabino Bassetti disponibilizou para os membros e simpatizantes do grupo "O Cangaço" o total de 20 livros "Lampião - O Cangaço e Seus Segredos" de sua autoria, para as vinte primeiras pessoas que entrarem em contato através do e-mail sabinobassetti@hotmail.com pelo valor insignificante de apenas R$ 40,00 (quarenta reais) e como se não bastasse o frete é totalmente grátis.

Atualizem-se no assunto. Não percam essa oportunidade de conhecer o tema cangaço através de quem entende do emaranhado.

Adquiram.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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LAMPIÃO O CAVALEIRO DO CANGAÇO FILME: DE CICERO ALVES DA SILVA

https://www.youtube.com/watch?v=AuRPTuGonpk

Publicado em 29 de jul de 2015
Lampião
O Cavaleiro do Cangaço
Filme: de Cicero Alves da Silva
Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube
Música
"Maria Cangaceira (Maria Bonita)" por Luiz Gonzaga ( • )

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A SITUAÇÃO DO RIO PIANCÓ/PIRANHAS EM SEU CURSO NO MUNICÍPIO PARAIBANO DE POMBAL

Por Verneck Abrantes

Rio Piancó/Piranhas de multi utilidades, perenizados no ano de 1956 pelo complexo Açude Estevão Marinho/Mãe D’água de Coremas, com vazão média de 6 mil litros por segundo. Aos poucos, agoniza com seu leito cada dia mais seco.


Verneck Abrantes

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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A FAZENDA COLÔNIA – UM INTERESSANTE LOCAL DA HISTÓRIA DO CANGAÇO

Por Rostand Medeiros
Trago aos amigos que visitam a página do blog TOK DE HISTÓRIA, o texto do amigo Sálvio Siqueira que conta a história da mítica Fazenda Colônia, em Pernambuco. Este foi o local de nascimento do cangaceiro Antônio Silvino e do tenente João Bezerra, o homem que comandou a volante que matou Lampião. 
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Conheço este local desde 2006 e lá retornei algumas vezes. Em 2008 ali estive visitando com amigos algumas grutas que serviram de esconderijo para Antônio Silvino e seus cangaceiros. Esta foi uma das primeiras postagens do TOK DE HISTÓRIA. (https://tokdehistoria.com.br/2010/12/29/as-grutas-da-fazenda-colonia-2/ )
Já em 2013 lá estive com a equipe da TV Brasil, de Brasília, realizando o episódio do programa “Caminhos da Reportagem” sobre Cangaço (https://tokdehistoria.com.br/2013/08/29/junto-com-a-tv-brasil-nas-trilhas-de-lampiao-em-pernambuco-ii/)
A Fazenda Colônia é um lugar que merece ser visitado, que nosso amigo Sálvio apresenta neste texto.
Boa leitura!
Texto – Sálvio Siqueira
A FOTO DA COLONIA 18
A história nos relata que por volta do século XVIII, colonos já habitavam a citada Serra. Uma fazenda, autossustentável, como tinha que serem na época, adota o nome da serra, Colônia. Na localidade, primeiro, “instalaram um engenho de cana-de-açúcar que funcionava com mão de obra escrava; – segundo dizem os antigos da região – também existia um cemitério na dependência de tal Fazenda, já em 1801”, onde, segundo relatos, está sepultado o corpo de “Batistão”, Francisco Batista de Morais , pai de Batistinha ou Nezinho, Manoel Batista de Morais, futuro “Antônio Silvino”.
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Nas terras dessa fazenda nasceram duas personagens que ficaram encravadas nas pilastras da História do Cangaço, Manoel Batista de Morais e João Bezerra da Silva. Um, seguiu as veredas dos cangaceiros, chegando a ser chefe de bando tendo, ficando na história conhecido como o cangaceiro Antônio Silvino, “O Rifle de Ouro”, que em 1914, depois de ter sido baleado, entrega-se ao aspirante Theófanes Ferraz Torres, que o remove para Casa de Detenção na cidade do Recife, capital de Pernambuco.
A FOTO DA COLONIA 19
.Já o outro, João Bezerra da Silva, foi para o lado oposto, no Estado vizinho das Alagoas, fazer parte da Força Pública daquele Estado, aonde viria comandar, em 1938, já como tenente da Força Pública alagoana, o ataque que colocou fim a vida de Lampião, mais dez cangaceiros e um Praça da Força Pública do Estado de Alagoas, da volante do, então,Aspirante Francisco Ferreira de Melo, Adrião Pedro de Souza, no coito de um riacho da fazenda Forquilha, local que ficou conhecido como “Grota do Angico”, no município, hoje, de Poço Redondo no Estado de Sergipe.
A FOTO DA COLONIA 6
João Bezerra era primo de Manoel Morais, o “Rifle de Ouro”. Os dois eram esquerdos e Nezinho, Silvino, ensina o primo João como lidar com as armas.
A dita fazenda fica, hoje, fincada próximo ao Distrito de Ibitiranga, no município da cidade de Carnaíba – PE.
No último dia 09 de março de 2016, nós, Edinaldo Leite, Jorge Veras e eu, fomos fazer uma visita pesquisa à sede da dita fazenda. 
A FOTO DA COLONIA 3
Trouxemos para os amigos vários registros fotográficos, das casas, do antigo engenho e da Capela, que, acho, tem todas as características de ser uma Igreja, e não uma Capela.
Normalmente os estudos mostram imagens externas da Capela. Nós, capturamos imagens internas inéditas para nossos amigos. Mostramos a madeira de lei, cedro, como marco secular, sustentando e protegendo a história que por suas portas adentraram.
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O nome dessa Capela é Capela de Santo Antônio. Daí, do nome do santo, é que Manoel Batista de Morais, retira o “Antônio”, já que o “Silvino” foi, como sabemos, em homenagem a um familiar, que já era cangaceiro antes dele.
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Para vocês, meus amigos, também trazemos, por enquanto de longe, a imagem de uma caverna de pedra, a “Gruta do Cangaceiro”, uma gruta numa serra próximo a sede da fazenda, onde Antônio Silvino, ou outro procurado pela Força Pública qualquer, como por exemplo, na época dele, Batistão, ficavam escondidos quando a ‘coisa’ apertava.
A FOTO DA COLONIA 14
Mas, as imagens internas da “Gruta” serão mostradas em uma futura data, em outra matéria.

Quero chamar atenção dos pesquisadores, historiadores, estudantes, curiosos e população em geral, para a localização da dita fazenda “Colônia”, que, na realidade, não está no município de Afogados da Ingazeira, PE, e sim, no Distrito de Ipitiranga, no município da cidade de Carnaíba – PE.

A FOTO DA COLONIA 16
Lei Provincial nº 1403 de 12 de maio de 1879, a “Passagem de Afogados” foi denominada simplesmente de “Vila de Afogados”, a qual posteriormente foi designada popularmente com “Afogados da Ingazeira” por motivo de pertencer administrativamente ao município de Ingazeira, como era costume na época, acrescer o nome nas localidades do município a que pertenciam.
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O distrito foi criado por força da Lei Provincial nº 1403, de 12 de maio de 1879 e o município em 1º de julho de 1909, pela Lei estadual nº 991.
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“Na ocasião o município era composto dos distritos de: Afogados da Ingazeira (sede), Espírito Santo (atual Tabira), Ingazeira e Varas (atual Jabitacá). A partir de 1933, ficou assim formado: Afogados da Ingazeira, Macacos (atual Iguaraci), Varas (atual Jabitacá), Bom Jesus (atual Taparetama), Jangada (atual Solidão) e Tabira. Atualmente o município é distrito único”.(Gentílico: afogadense)( cidades.ibge.gov.br)
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“A palavra Carnaíba,é uma corruptela de Carnaúba, árvore existente em abundancia no local, pois nos festejos Antoninos, as barracas eram cobertas com folhas dessas árvores.
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Segundo inscrições e desenhos ainda existentes em pedras e furnas localizados no município, esses indícios nos levam a crer que nessas localidades poderiam ter servido de habitação para aborígenes, primeiramente os índios Carirís, que foram abandonando as terras pouco a pouco, até a chegada dos povos civilizados, pela metade do século XVIII. Seu território pertencia à Casa da Torre de Garcia D’avila, conforme o livro de tombo da referida Casa, que faz referencias as fazendas Carnaíba Velha e Oitizeiro, que foram arrendadas ao Capitão Manoel de Souza Diniz, pela quantia de 14$000 por ano.
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No meado do século XIX chegaram ao local os portugueses João Gomes dos Reis e o tenente coronel Saturnino Bezerra, que fixaram residência no local. No ano de 1870, João Gomes dos Reis construiu uma capela sob a invocação de Santo Antônio, santo de sua devoção e um cemitério de varas (pau a pique), devido a uma grande lagoa que alí existia a fazenda recebeu o nome de lagoa da barroca, como na época o local era parte integrante do município de Flores, o Sr. João Gomes dos Reis, solicitou um fiscal da sede municipal para efetuar o alinhamento das ruas.
A FOTO DA COLONIA 12
Gentílico: Carnaibano ou Carnaibense (cidades.ibge.gov.br)
O nascimento de Manoel Batista de Morais, data de 2 de novembro de 1875 e o de João Bezerra da Silva em 24 de junho de 1898 os dois na fazenda Colônia, no mínimo, são cidadãos florestenses. Jamais afogadenses.
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O acesso à estrada que leva ao Distrito de Ibitiranga e de lá a fazenda Colônia, tem seu acesso na PE 320. Quem vai de São José do Egito, PE, sentido Serra Talhada, PE. Fica logo após o primeiro acesso a cidade de Afogados da Ingazeira, PE, distando uns 600 metros à direita. Já quem vem no sentido de Serra Talhada, PE a São José do Egito, PE, na mês PE 320, também deve acessar depois da primeira entrada nesse sentido, para cidade de Afogados da Ingazeira, PE, sendo que a esquerda. Tem uma placa informando que o distrito está há 10 km. Chegando ao Distrito pega-se uma estrada que leva direto a sede da fazenda.
Com exceção da primeira foto desta postagem, todas as outras fotos são de autoria de Edinaldo Leite, Sálvio Siqueira e Jorge Veras.
Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros 
https://tokdehistoria.com.br/2016/08/27/a-fazenda-colonia-um-interessante-local-da-historia-do-cangaco/
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QUATRO LIVROS DO ESCRITOR SÉRGIO AUGUSTO DE SOUZA DANTAS


SILVINO, VIRGULINO E CRISTINO.
EM COMUM, DENTRE MAIS COISAS,
OS NOMES TERMINADOS EM ‘INO’,
DE TINO, DESATINO E DESTINO.
O PRIMEIRO, MEU XARÁ;
O SEGUNDO, LAMPIÃO,
O TERCEIRO, CORISCO.
COM SANGUE, FERRO E FOGO ESTES TRÊS MARCARAM O SERTÃO.
POIS BEM, QUEM QUISER VÊ-LOS SOB UMA SÓ VISÃO,
É SÓ MERGULHAR NESTA RICA E ILUSTRADA TRILOGIA,
CUJO AUTOR É UM CERTO MAGISTRADO POTIGUAR
CHAMADO SERGIO AUGUSTO DE SOUZA DANTAS,
A QUEM, AQUI, EU CONGRATULO PELA ENRIQUECEDORA OBRA.




Adquira estes livros através do professor Pereira, lá da cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba.

E-mail: franpelima@bol.com.br


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RASO DA CATARINA

Por Geraldo Júnior

A fotografia abaixo é de um trecho localizado no interior do Raso da Catarina (Bahia), na imagem podemos observar a hostilidade e aridez do local que em nada fica atrás de grandes desertos localizados em outras partes do planeta.


Foi nesse ambiente em que até mesmo animais adaptados às dificuldades costumam não resistir, que homens e mulheres (Cangaceiros) penetraram em busca da sobrevivência. Lampião preocupado com a intensa perseguição por parte das policias, tomou uma atitude ousada que poderia ter custado a sua vida e a de seus companheiros.

O resultado dessa empreitada foi que Lampião e seus companheiros de cangaço conseguiram sobreviver e deram continuidade na vida de outrora. Levando em seus currículos a triste lembrança dessa passagem por uma das regiões mais inóspitas e desérticas do nosso país.

NAS QUEBRADAS DO SERTÃO.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo O Cangaço)

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FINALMENTE UMA EXCELENTE NOTÍCIA AO QUE DIZ RESPEITO À PRESERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO RELACIONADO AO CANGAÇO.

Por Geraldo Júnior

A “Casa de Chico Pereira” como é atualmente conhecida o antigo casarão da Fazenda Jacu que fica localizada no município de Nazarezinho no estado da Paraíba, devido à luta e os esforços de pessoas locais interessadas em preservar o patrimônio histórico, finalmente será tombada pelo IPHESP (Instituto de Preservação Histórica) e passará em breve por reformas.

Pais do cangaceiro Chico Pereira

O casarão que no passado abrigou a família do Coronel João Pereira, pai do célebre cangaceiro Chico Pereira, será preservado e permanecerá com suas antigas características para que essa e as gerações vindouras possam ter acesso e visualizar o local que no passado foi palco de importantes acontecimentos ligados à história do cangaço no estado da Paraíba.


Eu quero parabenizar todos (as) que contribuíram para que esse projeto de restauração saísse finalmente do papel e fosse colocado em prática.

Vamos acompanhar e cobrar.

Fotos: Iris Mendes Medeiros
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo O Cangaço)

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A IMPORTÂNCIA DO CORDEL NA SALA DE AULA

(*) Por José Romero Araújo Cardoso

Veículo de fabuloso fomento à identidade regional, o cordel tem nas camadas populares seus mais constantes e fiéis consumidores, sendo através dos tempos valorizado e cultuado como a verdadeira e autêntica literatura nordestina, o livro de bolso do povo da região. 


Há ênfase a diversos clássicos da Literatura de Cordel, os quais são estudados com seriedade em importantes academias espalhadas mundo a fora, não obstante ser recente o estudo desse gênero em Universidade Brasileiras. 

Entre esses, destacam-se as produções de Leandro Gomes de Barros, João Martins de Athayde, José Camelo de Melo, José Pacheco, João Ferreira de Lima, entre outros, inspiradores do Movimento Armorial, criado pela genialidade ímpar de Ariano Suassuna. 

A importância de estudar o cordel em sala de aula está sendo enfatizado em projeto ousado e inovador, por título Acorda Cordel, coordenado pelo poeta popular, radialista, ilustrador e publicitário cearense Arievaldo Viana, nascido aos 18 de setembro de 1967, nos sertões adustos de Quixeramobim, terra que também viu nascer o beato Antônio Conselheiro. 

Intitulado Acorda Cordel na Sala de Aula, folheto de número 70 da Coleção Queima-Bucha, publicado em Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, em janeiro de 2006, esse cordel traz ilustração de capa do próprio autor. 

Vale ressaltar que Arievaldo Viana foi eleito no ano de 2000, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ocupando a cadeira de número 40, cujo patrono é o poeta popular João Melchíades Ferreira. 

Arievaldo Viana desenvolve sua verve extraordinária alertando sobre a necessidade de primar por normas ortográficas e gramaticais corretas, tendo em vista que o cordel, quando usado para a alfabetização, principalmente de jovens e adultos, deve respeitar a linguagem corrente, sem erros grosseiros que atrapalhem os objetivos propostos em seu projeto de fomento ao processo ensino-aprendizagem.

O autor sintetiza a influência do cordel em sua vida, desde a infância, quando se verificou o contato do mesmo com grandes nomes da literatura regional, cujas histórias eram lidos pela avó com o frenético entusiasmo de quem se rende aos encantos das bravuras e feitos épicos narrados primorosamente em folhetos de diversos mestres do passado. 

Arievaldo Viana confessa, sem titubear, que os versos geniais decorados de diversos cordéis, tiveram influência mais incisiva que os livros nos quais estudou. O cordel tinha decisiva importância na formação do povo nordestino em razão que o advento do rádio e da televisão era pouco enfático. A mídia ainda não havia contaminado efetivamente o imaginário do povo nordestino. 

A fim de que recuperemos nossa identidade vilipendiada pelos rumos da globalização, o autor frisa a importância de que cada biblioteca estruture sua cordelteca como fonte de saber. 

Aviso singular quanto à utilidade do cordel, está contido na necessidade da observância da métrica, rima e oração que cada folheto deve conter, visto que, na brilhante advertência do autor, deve existir seqüência lógica para que o estudo seja contemplado de êxitos. 

A influência da avó é destacada intensamente no folheto, como forma de exaltar a importância do cordel na sala de aula, pois conforme o autor, esta teria sido sua mais completa fonte de inspiração para que se desabrochasse o amor pelo gênero mais identificador da verdadeira cultura nordestina.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor Adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografia e Gestão territorial e em Organização de Arquivos. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.


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