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sábado, 11 de março de 2017

AS ZANGAÇÕES DE NANÔ

*Rangel Alves da Costa

Segundo as lendas, causos e estórias que correm de boca em boca, principalmente naqueles acostumados a tomar casca de pau em pé de balcão, não há - até mesmo no restante do mundo - vendedor mais difícil de lidar do que Nanô. Aquele mesmo vendeirim de botequim desde muito instalado na Avenida Alcino Alves Costa, no centro do sertão esturricado de Poço Redondo.

Sobre o homem, sertanejo de raiz e tronco, sobram causos e mais causos acerca do seu jeito peculiar em lidar com clientes. Os acostumados, numa clientela tão antiga como o próprio botequim, nem se avexam mais com o seu típico jeito de servir. Mas outros preferem distância de seu humor da hora, ainda que a vontade maior seja mesmo de experimentar o seu preparo com pinga legítima e raiz de pau de primeira qualidade.

Não que Nanô não se esmere no atendimento a clientes que buscam ali uma cerveja, uma dose ou uma relepada de casca de pau. Contudo, segundo propagam desmedidamente, o vendeirim possui temperamento difícil perante alguns e algumas situações. Dizem até que as zangações do homem são tão grandes de vez em quando que até assustam quem estiver com sede de uma boa talagada de pinga.

Mas tudo lenda, tudo conversa espalhada até por brincadeira, eis que Nanô apenas uma pessoa simples e que sempre preservou o seu jeito próprio de ser e de atender aos muitos clientes que ali chegam desde os primeiros clarões do dia. Espaço pequeno, com apenas duas ou três mesas, ao entrar a pessoa já estará praticamente ao pé do balcão. E é ao pé de balcão que o homem se fez lendário.

Dizem que não vende fiado nem a ele mesmo. Também não vende se a pessoa disser que só tem nota graúda. Não vende de jeito nenhum se a pessoa já chegar tungada e conversando besteira. Igualmente não vende se o bebedor ficar com muita lorota na escolha da bebida. Também não aceita reclamações nem exigências. Deus salve aquele que reclamar da mistura da casca de pau.


Afirmam também que a coisa mais difícil do mundo é o bebedor encontrar qualquer sorriso em Nanô. Também de poucas palavras, seu negócio é vender, receber o dinheiro e pronto. Homem já passado em muito dos oitenta, carregando em si um aió de histórias sertanejas, conhecedor de chão e estrada de todo o sertão, ainda assim é tarefa das mais difíceis extrair um causo do seu embornal.

De vez em quando eu vou lá encher uns litros de casca de pau. Sempre fui bem atendido, mas se desejo trazer mais um litro, será aquele litro mesmo que depois terei de devolver. Não aceita outro de jeito nenhum. E reconhece pela tampa. Aí não tem jeito, ou a devolução é igual ou a vaca não dá leite. Também tenho muito cuidado de levar dinheiro trocado, pois se ele não tiver troco há sério risco de ficar sem a bebida.

Dizem que um cabra chegou ao pé do balcão e pediu uma dose de angico. Prontamente foi atendido. Contudo, ao cheirar a bebida disse que tinha cheira de umburana. Pra que foi dizer isso? No mesmo instante teve o copo recolhido e ficou sem a dose. Já outro pediu uma talagada, esperou chegar na medida e depois disse que pagaria depois. No mesmo instante Nanô pegou o copo e virou a dose goela abaixo, e em seguida disse: “A vender fiado, bebo eu mesmo, que ao menos não perco minha cachaça”.

Afirmam que um cliente de todo dia, já conhecedor por demais de todo tipo de pinga, certa feita chegou ao pé do balcão e perguntou, apontando à prateleira: “É quixabeira aí nessa garrafa?”. Ao que Nanô respondeu: “Não. É água mineral, não tá vendo a cor não?”. E novamente perguntou se voltando a outro litro: “Mas ali é cravinho, não é?”. E Nanô: “Num tá vendo que é Coca Cola?”. E depois arremeteu: “Pode ir embora. Aqui não tem bebida não. Tudo o que tem ali você não bebe, pode ir”. E o cabra botou o rabinho entre as pernas e saiu mais sem jeito que rapariga quando avista a esposa do macho.

Doutra feita, dizem que um cliente chegou ao bar e pediu uma cerveja. Foi prontamente servido e passou mais de uma hora sem que findasse a bebida. Já perto de almoçar, então Nanô assuntou: “Se quiser outra posso esperar até amanhã, mas ou você bebe logo essa ou nunca mais bebe aqui nem uma casca de pau”. E o cabra que bateu à porta da vendinha ainda quase de madrugada? Nanô apareceu na porta ao lado e foi logo dizendo: “Trouxe também o travesseiro pra beber?”.

Mas tudo causo, tudo lenda, tudo invencionice dos apreciadores de casca de pau. Ou terá alguma verdade nas histórias do velho sertanejo Nanô? Passe lá e peça uma. E tire suas próprias conclusões.

Escritor
Membro da Academia de Letras de Aracaju
blograngel-sertao.blogspot.com

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ASCRIM/PRESIDÊNCIA– ASCRIM AGE 07/2017 - GRADE DE CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA I- OF. Nº 024/2017


ASCRIM AGE 07/2017 - GRADE DE CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA I É ATUALIZADA HOJE (09.03.2017) AS 17:30HS.

CONFORME ANUNCIADO, SEGUE A RELAÇÃO DOS CONVOCADOS E CONVIDADOS QUE CONFIRMARAM PRESENÇA A ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA 07/2017(ATOS SOLENES: POSSE DA NOVA DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM E DO CONSELHO FISCAL.ENTRONIZAÇÃO E DIPLOMAÇÃO DE NOVOS ASSOCIADOS. OUTORGA DE TÍTULOS HONORÍFICOS. FESTIVAL ALTERNATIVO DE CULTURA DA ASCRIM).

-FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO – PRESIDENTE DA ASCRIM-GESTÃO 2017/2018.
-MILTON MARQUES DE MEDEIROS – VICE-PRESIDENTE DA ASCRIM-GESTÃO 2017/2018.
-WILSON BEZERRA DE MOURA – PRESIDENTE CONS. FISCAL ASCRIM- GESTÃO 2017/2018.
-MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO - DIRETORA DE ASSUNTOS ARTÍSTICOS DA ASCRIM- GESTÃO 2017/2018
-MARIA DO SOCORRO ALBUQUERQUE GURGEL –SECRETARIA DO CONSELHO FISCAL - GESTÃO 2017/2018.
-ANTONIO CLAUDER ALVES ARCANJO – 1º SECRETÁRIO – GESTÃO 2014/2016.
-FRANCISCA DAS CHAGAS DANTAS (FRANCI DANTAS) – ASSOCIADA ATIVA.
-LUCIO NEY DE SOUZA – ASSESSOR JURÍDICO DA ASCRIM-GESTÃO 2017/2018
-MARCOS A. FILGUEIRA – NEÓFITO
-ANTONIO MARCOS DE OLIVEIRA – NEÓFITO.
-FRANCISCO OBERY RODRIGUES –  (HOMENAGEADO)ASSOCIADO CORRESPONDENTE.
-VANDA MARIA JACINTO – 2ª SECRETÁRIA GESTÃO 2017/2018
-JOSÉ ROMERO ARAUJO CARDOSO – DIRETOR DE ACERVOS-GESTÃO 2017/2018.
-ELDER HERONILDES DA SILVA – DIRETOR DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS – GESTÃO 2017/2018
-SUSANA GORETTI LIMA LEITES – DIRETORA DE CERIMONIAL E EVENTOS - GESTÃO 2017/2018.
- EXPEDITO DE ASSIS SILVA – SUPLENTE DO CONSELHO FISCAL - GESTÃO 2017/2018.

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO

-PRESIDENTE DA ASCRIM-

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LAMPIÃO EM BUSCA DA MARIA BONITA

Por Guilherme Machado historiador/pesquisador

Mapa do Trajeto Feito Por Lampião, Para ir ao Encontro de Maria Bonita de Paulo Afonso Bahia Até a Malhada da Caiçara Município Vizinho a Santa Brígida Bahia, no Ano de 1930. Este Encontro Durou 8 Anos, de Guerra e Amor no Cangaço...!!!


A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 8 de março de 1911 (não por acaso o Dia Internacional da Mulher!!) numa pequena fazenda em Santa Brígida, Bahia e filha de pais humildes Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se muito jovem, aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril.

A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E foi, justamente, numa dessas “fugas domésticas” que ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele. Era uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro.

Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cangaço”. Ele era visto com respeito e admiração pelos fazendeiros, incluindo Maria. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião chamou a “mulher” para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.

Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva.

Postado por Portal Do Cangaço da Bahia.

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/1494542370558876/?notif_t=like&notif_id=1489240383320396

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A ARTE DE ALDEMIR MARTINS


Um dos principais artistas da arte moderna brasileira, Aldemir Martins sempre fez questão de expressar a influência do seu estado, o Ceará, por meio das suas pinturas e desenhos, além de criar um grupo para fomento de artistas plásticos locais.



A obra do pintor cearense Aldemir Martins está recheada de retratos de cangaceiros, bandos de homens armados, comuns ao interior nordestino na segunda metade do século XIX e início do XX. 




Eram famosos pela coragem e também vistos como símbolo da vida miserável no sertão. Dentre os vários grupos estava o comandado por Lampião, cantado em verso e prosa na literatura brasileira.



No início dos anos 1940, Aldemir Martins criou, juntamente com Mário Barata e Antônio Bandeira e outros, o Grupo Artys e a SCAP - Sociedade Cearense de Artistas Plásticos, grupo de fomento à arte cearense, influenciados pela arte moderna. Ainda nesta época, o artista fez a sua primeira exposição no o II Salão de Pintura do Ceará, permaneceu também trabalhando como ilustrador em jornais locais.

Fonte: facebook
Página: Renilson Soares
Link: https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/?fref=ts

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C O N V O C A Ç Ã O ASSEMBLEIA - 14/03/2017


ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO
 RIO GRANDE DO NORTE - ADUERN - SEÇÃO SINDICAL DO ANDES-SN
 Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
 Mossoró - RN CEP: 59.625.620
 Fone / Fax: (84) 3312.2324
 Home Page: www.aduern.org.br E-mail: aduern@uol.com.br

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
C O N V O C A Ç Ã O

A Diretoria da Associação dos Docentes da UERN – ADUERN/Seção Sindical do ANDES/SN, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONVOCA todos os professores da UERN para participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará na Área de Lazer Prof. FRANCISCO MORAIS FILHO, no dia 14 de março de 2017, terça-feira, em primeira convocação, com 20% do número de sindicalizados, às 08:30 horas, em segunda convocação com 10% do número de sindicalizados, às 08:45 horas, ou, em terceira e última convocação, com qualquer quorum, às 09:00 horas, oportunidade em que serão apreciados os seguintes pontos de pauta:

1.     GREVE GERAL 15 DE MARÇO DE 2017
2.     CAMPANHA SALARIAL

   Mossoró (RN), 10 de março de 2017

                     Prof. Antonio Gautier Farias Falconieri
                                          Vice-Presidente

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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FAZENDO PARTE DA EMPRESA DE CANGACEIROS DO REI LAMPIÃO, MAS SÓ NA IMAGINAÇÃO

Maria Bonita e Lampião foto colorida por Rubens Antonio

Tudo sobre história é além de fantástico, e principalmente estudar “cangaço”, e quando com tempo suficiente para acompanhar esses cangaceiros pelas caatingas do Nordeste do Brasil, observando os seus coitos, as suas invasões, os constantes tiroteios; ver na imaginação, ao longe, o jogo de cartas ao anoitecer nas bancadas improvisadas pelos cangaceiros; lá do alto de uma árvore espiar toda cabroeira rezando o ofício de Nossa Senhora; as covardias de alguns cangaceiros e cangaceiras; as traições das mulheres. Fugir do acampamento quando Zé Baiano se preparou para assassinar a sua linda Lídia. Uma cena que ninguém gostaria de ver. Eu não vi, mesmo na minha imaginação, virei o rosto para um lado, só para não ver aquele sofrimento da Lídia quando estava morrendo.

- Para Zé! Você já satisfez a tua vontade! Eu já paguei o que contigo fiz. 

- Dizia a Lídia ainda com vida e o corpo todo quebrado pela maldade do Zé Baiano.

E o Zé Baiano quis parar, mas continuou batendo na cabocla que um dia foi dele.

- O que me fizeste, o meu ódio me faz terminar tua vida, Lídia!

Presenciar uma bronca de Lampião com um dos seus comandados. Assim como um cão, acompanhar o mensageiro até à fazenda de um latifundiário com um bilhete solicitando valores. Ocultando-se para ver os bailes perfumados que os cangaceiros e cangaceiras faziam nas caatingas. Fugir paralelo quando a polícia não dava trégua.

Testemunhar a grande discussão de Lampião que aconteceu nas caatingas com o seu comandado Volta Seca, causada pela sua desobediência.

Ficar ouvindo os conselhos de Virgínio Fortunado da Silva ex-cunhado de Lampião, dirigido ao cangaceiro Volta Seca, que bem melhor seria ficar calado e obedecer ao seu grande chefe.

Fechar os olhos para não ver Lampião decepando cabeças de policiais pegos pelos cangaceiros. Participar de acampamentos lá no Raso da Catarina. De metido, ao longe fingir que participa dos treinos de guerra do bando.

Conhecer de perto a Central Administrativa da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia" do rei Lampião. Será que é organizada?

Ver de perto e escondido entre as pedras que repousam lá pelo Raso da Catarina, a linda Maria Bonita se banhando, mas com um olho para frente e o outro em direção ao coito, temendo a suçuarana humana perceber. Mas tudo isso na imaginação.

O tema cangaço continua vivo, e como dizia o Alcino Alves, cada um de nós que estuda cangaço é um louco.

Observação: Senhor leitor, não confundir estudar cangaço com maldades. Nós que gostamos do tema cangaço jamais queremos que isso volte a acontecer. Não tem valor para a literatura lampiônica, é apenas no meu pensamento.

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MÁRIO SÉRGIO ROSADO VENTURA 5 DE JULHO DE 1959 – 8 DE MARÇO DE 2017.

Por Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura

Escolhi esta foto, devido ao grande teor de sentimento que ela traz consigo. Representa o momento em que, muitos anos depois de lá ter estado pela última vez, meu irmão entrava na casa da Fazenda Bamburral, de propriedade do meu avô, localizada em Governador Dix-Sept Rosado, Rio Grande do Norte.

Ele era assim: puro sentimento. Era diferente. Diferente de tudo e de todos. Trilhou o seu próprio caminho, não dando ouvidos aos paradigmas sociais vigentes. Contentava-se com muito pouco. Um jardim (sua paixão), animais por perto e uma companheira para amar e partilhar do seu mundo único.

Desde pequeno, aprendi a amar e respeitar o meu irmão mais velho. De inteligência muito acima da média, fugia aos padrões habituais, para o que quer que fosse. Tinha vontade própria.

A despeito de sempre ter sido muito afável, no colégio, não deixava que nenhum encrenqueiro mexesse com nossa mãe, comigo ou com nossas irmãs. Era e sempre foi um xerife. Acostumei-me a viver sob sua proteção, achando-me o cara mais descolado do colégio. Quem ousaria me atacar, sabendo que eu era o irmão do Mário?

Mário Sérgio Rosado Ventura

Tinha uma maneira de ser muito peculiar. Era o preferido da minha mãe, do meu avô, da minha avó, das minhas tias. Como conseguia? Não sei. Confesso que nunca tive inveja, apenas constatava o fato, já que minha admiração por ele superava qualquer sentimento vil.

Há cerca de dez anos, estive em sua casa em Friburgo. Era uma noite de inverno, ele me levou a um cômodo da casa, abriu um armário e começou a me mostrar várias fotos da nossa infância. Uma das caixas continha os pertences do nosso avô Dix-Huit, falecido há alguns anos. Abriu-a e retirou a carteira de senador dele. Olhamos um para o outro e choramos abraçados, visualizando de imediato todo um passado que tivemos juntos, meu avô, ele e eu.


A vida nos afastou. Ele foi para Friburgo e eu para o Rio Grande do Norte.
 
Fumava, era tatuado, gostava da noite, surfava e andava de skate. Mesmo sendo o oposto do que sou, construímos desde a infância, um liame, que nunca mais se desfaria.

Jerônimo Dix-huit Rosado, dona Naide e Liana Maria a primeira filha - Jornal de Fato

Há dois dias, fui surpreendido com a notícia de sua morte. Eram quatro horas da manhã, quando minha irmã Liana me enviou uma mensagem dizendo que o estado físico dele havia se deteriorado. Estava internado desde a noite anterior, com hemorragia digestiva. Levantei-me e me dirigi ao computador para comprar a passagem para ir a Friburgo. Poucos minutos depois, nova mensagem de voz, dizendo que ele tinha falecido. Veio uma sensação de desconforto, um mal-estar, aquela dúvida, quando nos perguntamos se estamos mesmo acordados.

Ele se foi.

Agora restava-me somente ir ao Rio para estar com minha mãe e irmãs. Morando distante, não haveria tempo de chegar ao enterro.

Aquela sensação de opressão foi aumentando, à medida que falava com familiares e amigos. E se manteve até o dia seguinte, quando fui ao cemitério visitar o seu túmulo. Nosso tio Carlos, nossa tia Gracinha e eu colocamos flores e choramos a sua passagem para outra esfera.

Ele se foi, deixando minha mãe desolada e todos nós com muita saudade.

A morte é inexorável para todos nós. Mas a sensação de perda, especialmente quando vem de forma abrupta, o seu peso, veio a desmoronar o raciocínio teórico que eu havia edificado. Foi muito maior do que imaginava. Acredito que aquela imagem de nós quatro, irmãos criados para ultrapassar os dédalos da vida, ruiu, deixando a parte lúdica que trazíamos conosco desde a tenra infância de lado e impondo-nos a falibilidade e efemeridade de nossa passagem terrestre.

Meu mano partiu e deixará saudades para sempre. Irmãos são pessoas que se somam, formando uma unidade. Nós quatro não formamos mais uma unidade, pelo menos nesta nossa passagem telúrica, mas permanecerá a unidade anímica, de espíritos que traçaram os seus destinos para conviver, aprender e se amar mutuamente.

Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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UM EXCELENTE DOCUMENTÁRIO DA TV BRASIL

https://www.youtube.com/watch?v=topF9Jn0Vus

Publicado em 22 de out de 2013
O historiador da USP Luiz Bernardo Pericás foi um dos convidados do especial do programa "caminhos da reportagem" da TV Brasil, para tratar do tema do cangaço. Autor do premiado "Cangaceiros: ensaio de interpretação histórica", Pericás é também colunista mensal do Blog da Boitempo.

Com o título "A rota do cangaço", a matéria foi ao ar no dia 5 de setembro. A reportagem é de Carina Dourado, com imagens de Osvaldo Alves e Davi Nascimento, finalização de Márcio Stuckert e Hugo Carmelo, edição de Roberto Piza.

Saiba mais sobre "Cangaçeiros: ensaio de interpretação histórica", de Luiz Bernardo Pericás: http://bit.ly/1aEy5aU
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ASCRIM/PRESIDÊNCIA – ACJUS CONVITE ESPECIAL - OFÍCIO Nº 026/2017.


MOSSORÓ(RN), 09.03.2017,

PREZADOS ASSOCIADOS DA ASCRIM
PREZADOS POTENCIAIS CANDIDATOS A ASSOCIADOS DA ASCRIM

REITERANDO A TODO CORPO SOCIAL E POTENCIAIS CANDIDATOS A ASSOCIADOS DA ASCRIM, CONCITO DIGNEM-SE COMPARECEREM E A SUAS DIGNÍSSIMAS FAMÍLIAS, AO MAGNO EVENTO de POSSE DA DIRETORIA EXECUTIVA E DEPARTAMENTOS DA ACJUS, NO ESPAÇO MAJESTOSO DO TEATRO MUNICIPAL DIX-HUIT ROSADO(AV. RIO BRANCO, CENTRO MOSSORÓ-RN, NO DIA 11.03.2017, AS 19HS.

NA MESMA SESSÃO SOLENE A ACJUS PRESTARÁ HISTÓRICA HOMENAGEM A AlGUMAS PERSONALIDADES FEMININAS DE MOSSORÓ(RN), SEM ESQUECER QUE É UMA HONROSA OPORTUNIDADE, IMPAR, DE CONHECER DE PERTO O EXCELENTÍSSIMO MINISTRO DA CULTURA, ROBERTO FREIRE.

RESSALTE-SE QUE A ACJUS RESERVARÁ, ESPECIALMENTE,  POLTRONAS PARA TODOS OS CONFREIRES E CONFREIRAS DE TODAS ACADEMIAS E ENTIDADES CONGÊNERES CULTURAIS, BEM ASSIM AOS CONVIDADOS, INCLUSIVE A ASCRIM TERÁ ASSENTO NESSA ALA DE DESTAQUE. EIS QUE SE TORNA INDISPENSÁVEL A CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA E OBRIGATORIEDADE DA VESTE TALAR(TRAJE ESPORTE FINO,PELERINE, COLAR E MEDALHÃO), DE CADA INTELECTUAL, MISTER QUE IDENTIFICA E ESTABELECE O NÍVEL DE ALTO GABARITO DOS LITERATAS.

PARABENIZAMOS A AUTÊNTICA INICIATIVA DESSA ACJUS, EVIDENCIANDO A IMPORTÂNCIA DE RECONHECER PERSONAGENS HISTÓRICAS QUE FAZEM CULTURA EM MOSSSORÓ.

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO – PRESIDENTE DA ASCRIM

C/CÓPIA PARA TODOS ASSOCIADOS DA ASCRIM
C/CÓPIA PARA TODOS POTENCIAIS CANDIDATOS A ASSOCIADOS DA ASCRIM

CONTATOS PRA CONFIRMAR PRESENÇA: acjus@bol.com.br 
84-98806-0073,  84-99917.
5970

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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APRESENTAÇÃO DO XXIII EGEORN


APRESENTAÇÃO

O Encontro Estadual de Geografia do RN (EGEORN), se constitui num evento acadêmico-científico já consolidado, que está em sua XXIII edição, sendo realizado anualmente pelas diferentes Instituições de Ensino Superior Públicas (IESP) do estado do Rio Grande do Norte, que ofertam Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Geografia, ministrados pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).

Em 2017, o EGEORN será realizado pelo Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais FAFIC/UERN, Campus Central, no período de 07 a 09 de junho de 2017 na cidade de Mossoró/RN. Além de docentes e discentes do Ensino Superior, o EGEORN tem como público-alvo professores do Ensino Básico e profissionais já graduados em Geografia e áreas afins, do RN e também de outros estados, possibilitando a socialização de experiências de estudantes e profissionais em diferentes níveis de formação, permitindo uma aproximação necessária entre o saber acadêmico e escolar.

O tema geral do evento intitula-se CENÁRIOS GEOGRÁFICOS DE UM MUNDO EM CRISE, abordado por palestrantes de diferentes Instituições
de Ensino Superior (IES), articulando diferentes escalas de análise. Serão desenvolvidas atividades acadêmicas diversas como Conferências, Palestras, Mini-Cursos, Oficinas e Grupos de Trabalhos.

Anualmente o evento conta com a participação de significativa parcela da comunidade acadêmica da geografia potiguar, pertencente aos 06 (seis) Departamentos de Geografia do estado, que ofertam Cursos de Licenciatura e/ou Bacharelado, de forma presencial e à distância, localizados nos municípios de Natal (UFRN e IFRN), Caicó (UFRN), Mossoró, Pau dos Ferros e Assu (UERN). O evento homenageia um importante geógrafo potiguar, com a 6ª edição do Prêmio Professor José Lacerda Alves Felipe, destinado a premiação dos melhores trabalhos científicos, apresentados nos Grupos de Trabalho, escolhidos pela Comissão Científica do evento.

A cada nova edição, o EGEORN possibilita a integração de alunos e professores dos diferentes Cursos de Geografia existentes no RN, refletindo teoricamente sobre temáticas importantes da ciência geográfica, e discutindo as consequências dessas mudanças para as principais áreas da Geografia.

Sejam todos (as) bem-vindos (as) ao XXIII EGEORN

Atenciosamente


Comissão Organizadora do XXIII EGEORN

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LIVROS À VENDA


A LIVRARIA SARAIVA MANTÉM OS FUNDAMENTOS DE BEM ATENDER O LEITOR E OFERECE OBRAS QUE AFETAM A CULTURA NORDESTINA E BRASILEIRA. 


Sensibilizado com a anuência expositiva do Sertão Anárquico de Lampião, que vem tendo vendas expressivas desde o mês de fevereiro.

Adquira o livro "Sertão Anárquico de Lampião" através deste e-mail: 
franpelima@bol.com.br

Fonte: https://www.facebook.com/
Página: Luiz Serra

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