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terça-feira, 22 de novembro de 2016

ACHADO EM ARQUIVO, PROCESSO CONTRA LAMPIÃO PODE VIRAR PEÇA DE MUSEU

Por Andrea Tavares Do G1 RN
Prontuário lista nomes dos 55 cangaceiros do bando (Foto: Andrea Tavares/G1)

Datado de 1940, prontuário lista nomes de 55 integrantes do bando. Peça inspirou à polícia técnica do RN a idealizar museu sobre o órgão.

Em meio a arquivos centenários do que hoje é o Instituto Técnico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP), se esconde a história da polícia técnica do Estado. Em uma sala prestes a ser desativada, foi encontrado um prontuário datado de 29 de abril de 1940, cujo primeiro nome chama atenção: Virgolino Ferreira, vulgo ‘Lampião’. Agora, o chefe de gabinete do ITEP, Tiago Tadeu, quer que o documento se transforme em peça de museu. “Vai ajudar a contar não apenas a história forense em nosso Estado, mas do próprio instituto”, ressaltou.

Saiba mais

"Foram fotos antigas que começaram a despertar curiosidade aqui", conta Tadeu. Antigas fotos do prédio, câmeras que registraram locais de crimes, fichas de identificação, máquinas de datilografia também farão parte do acervo do museu, que ainda não tem data de inauguração nem local definido. O objetivo, no entanto, é claro: "preservar a história da instituição e possibilitar a divulgação do importante acervo documental que foi produzido ao longo deste período, como o documento que cita o mais famoso cangaceiro da história", explica o diretor geral do órgão, o perito Marcos Guimarães Brandão.

Foto antiga revela momento de Lampião e seu bando (Foto: Reprodução/TV Sergipe)

Lampião no RN

A passagem do 'rei do cangaço' pelo Rio Grande do Norte foi meteórica, tanto na rapidez quanto na devastação. "Ele passou 96 horas no estado, e por onde passou só deixou desgraça", conta o coronel da PM aposentado Ângelo Dantas, que também é pesquisador. A história já é conhecida: em 1927, Lampião e seu bando foram rechaçados pelos habitantes de Mossoró, cidade da região Oeste potiguar, que, liderados pelo então prefeito Rodolfo Fernandes, defenderam a cidade. Após a passagem dos cangaceiros, segundo o pesquisador Rostand Medeiros, foram abertos três processos contra Lampião e seu bando. "São de onde o bando deixou rastros. Em Martins, Pau dos Ferros e Mossoró", destaca.

Documento achado no arquivo do Itep, em Natal, é uma lauda escrita à fina caligrafia onde constam os nomes dos 55 criminosos mais temidos do sertão nordestino. Ao final, a informação de que os homens citados são enquadrados nos artigos 294 (Matar alguém) (Foto: Andrea Tavares/G1)

O documento achado no arquivo do ITEP, em Natal, é uma lauda escrita à fina caligrafia onde constam os nomes dos 55 criminosos mais temidos do sertão nordestino. Ao final, a informação de que os homens citados são enquadrados nos artigos 294 (Matar alguém) e 356 (Subtrahir, para si ou para outrem, cousa alheia móvel, fazendo violência á pessoa ou empregando força contra a cousa", como consta no Código Penal dos Estados Unidos do Brasil de 1890).

“Pouco se sabe sobre esse documento, mas tem ligação com o processo da comarca de Pau dos Ferros. O fato de estar em Natal pode ser apenas para deixar registrados os nomes e deixar alguma informação sobre o bando", explica o coronel Ângelo. Lampião foi morto em 1938, e o documento exibe a data de feitio em 1940, reforçando a ideia de que é uma ata dos processos contra o bando.

No Itep, o trabalho de apuração e restauração do material começou com o resgate de peças que estão em salas que serão desativadas em breve. Feito isso, seguem as etapas de higienização, reparo de documentos e classificação. Tiago Tadeu explica que as atividades também irão contemplar a digitalização de todo o acervo do instituto.

Tiago Tadeu, chefe de gabinete do Itep (Foto: Andrea Tavares/G1)

"Aqui se faz ciência. Aqui se faz história", ressalta Tadeu sobre o instituto. Em 2016, o Itep comemorou 41 anos, mas sua história é mais antiga. Aqui no Rio Grande do Norte existem registros de laudos confeccionados já nos séculos XVIII e XIX. Mas esses exames eram sempre realizados por peritos e não existia órgão específico para tal. Somente em agosto de 1909, através de Decreto, foi que o governador, à época, criou dois cargos de médico, sendo: um de médico do Batalhão de Segurança (denominação da Polícia Militar) e o outro de médico da polícia. Este último recebeu as atribuições de médico legista. Mas como a carência desse tipo de profissional era muito grande, o mesmo médico foi nomeado para os dois cargos. Trata-se do Dr. Antônio Emereciano China, verdadeiramente, o primeiro médico legista, devidamente nomeado e empossado no cargo, de que se tem notícia aqui no RN. Em 1910, foi criado um órgão denominado Enfermaria de Urgência, cuja finalidade era funcionar em caráter ininterrupto para atender às requisições das autoridades policiais como exames de corpo de delito e perícias. E em 30 de abril de 1975 o órgão passou a ser o Instituto de Medicina Legal e Criminalística.

Coronel Ângelo Dantas - (Foto: Fernanda Zauli/G1)

Segundo o chefe de gabinete do ITEP, o trabalho de se criar um museu está sendo idealizado para contribuir com o fortalecimento de uma responsabilidade social. “Nesse projeto de resgate da memória técnica do instituto, pretendemos apresentar um acervo que contemple a devida importância do órgão no estado", explica. Já para o coronel Ângelo Dantas, a ideia do museu é promessa de sucesso. "Eu só tenho a aplaudir. Ele está no caminho certo, cultura é produtiva", comemora.

Morte de Lampião

Faz 78 anos que Lampião e seu bando foram mortos. Eles acamparam na fazenda Angicos, no Sertão de Sergipe, no dia 27 de julho de 1938. A área era considerada por Virgulino como de extrema segurança, longe das vistas das forças policiais. Mas, na manhã do dia seguinte, os cangaceiros foram vítimas de uma emboscada, organizada por soldados do estado vizinho, Alagoas, sob a batuta do tenente João Bezerra. De acordo com pesquisadores, o combate durou somente 10 minutos.

Prontuário lista nomes dos 55 cangaceiros do bando (Foto: Andrea Tavares/G1)

http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2016/11/itep-do-rn-acha-processo-contra-lampiao-peca-de-museu-diz-diretor.html

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

NA ROTA DO CANGAÇO, TURISTAS FAZEM O TRAJETO DA VOLANTE QUE MATOU LAMPIÃO

Por Waldson Costa Do G1 AL

O jornalista viajou a convite da Secretaria de Estado do Turismo
Passeio tem navegação de catamarã pelo rio e trilha pela caatinga.
Roteiro expõe aos visitantes belezas naturais e históricas do Nordeste.

Waldson Costa Do G1 AL - O jornalista viajou a convite da Secretaria de Estado do Turismo
Guia conduz grupo de turistas por trilha na caatinga até a Grota de Angico, local onde o bando de Lampião foi emboscado (Foto: Waldson Costa/G1)

Na Rota do Cangaço, em Alagoas, a história do bando de Lampião e Maria Bonita é contado por guias vestidos de cangaceiros, que conduzem os visitantes até a Grota de Angico, local que foi ponto do massacre que deu fim ao mais famoso clã de cangaceiros do país.
saiba mais


A reportagem do G1 apresenta um roteiro turístico que começa em Piranhas, cidade histórica de Alagoas tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Segue pela Rota do Cangaço, percorrendo a trilha que a volante militar fez em busca do bando de Lampião e Maria Bonita, até a Grota do Angico, onde parte do grupo foi morto, para depois desvendar parte das belezas dos Cânions do São Francisco e um pouco da arte e dos sabores do Sertão.

O ponto de partida para esta aventura é o cais de Piranhas. Lá, o visitante embarca em um dos catamarãs que seguem em navegação pelas águas do Rio São Francisco até o município de Poço Redondo, em Sergipe. O percurso é feito ao som do típico forró nordestino e das histórias e 'causos' do cangaço relatados pelos guias.

A navegação pelo rio dura em média 30 minutos, tempo suficiente para o visitante contemplar a exuberância do ‘Velho Chico’ e todo o cenário proporcionado pelos morros de paredões rochosos cobertos pela vegetação da caatinga. Entre um trecho e outro, o cotidiano dos ribeirinhos é revelado entre o vai e vem das pequenas embarcações que circulam com famílias ou pescadores que tiram o sustento do rio.

Vestido com roupas do cangaço, Francisco Rodrigues, recebe grupo em receptivo localizado na praia da Forquilha (Foto: Waldson Costa/G1).

Duas empresas de turismo receptivo oferecem o passeio em Piranhas. Uma delas é operada pelos familiares de Pedro Durval de Cândido, homem que dava suporte a Lampião na época do cangaço, mas que entregou o clã para a volante alagoana após ser torturado. Historiadores contam que os policiais desconfiaram da grande quantidade de mantimentos comprados em uma mercearia daquele município por Pedro Cândido. Ele foi capturado e forçado a dizer o local onde o bando se escondia.

O percurso até a trilha de Angico é feito ao som do típico forró nordestino e com relatos das histórias e 'causos' do cangaço contados pelos guias.

Após atracar o catamarã na praia da Forquilha, o visitante chega a um local com estrutura rústica, porém agradável, com restaurante e lojinha, que contextualiza o cenário da caatinga. Deste ponto até a Grota de Angico são aproximadamente 700 metros por uma trilha estreita com vegetação bem preservada.

No trajeto, há pontos para descanso e muitos relatos sobre o que ocorreu no dia 27 de julho de 1938, data em que 13 cangaceiros do bando foram emboscados, mortos e decapitados. “Esta trilha que é feita hoje pelos turistas é exatamente a mesma que a volante fez na época para chegar até o bando de Lampião. Mantivemos a originalidade em cada passo do percurso para recontar a história”, diz Francisco Rodrigues, que é sobrinho-neto de Pedro Cândido.

Após a trilha, o visitante permanece no restaurante Angicos onde pode desfrutar do banho no Rio São Francisco e das iguarias bem peculiares do Sertão, como a farofa cangaceira, geleia de xique-xique (cactos), doce de coroa do frade e da bala de doce de leite, conhecida como a ‘bala que matou Lampião’.

Com proposta similar, o Cangaço Eco Parque, que também possui estrutura às margens do São Francisco, tem restaurante, tendas para relaxamento, ampla área livre para apresentações culturais e banho de rio, além do passeio de catamarã e da trilha até a Grota do Angico, em um trajeto mais longo, de aproximadamente 1,5 km, expande o roteiro com uma parada no povoado de Entremontes, distrito de Piranhas.

O sucesso de Entremontes, além do charme dos casarios históricos, se dá por conta da habilidade das mulheres que transformam linhas em bordados de redendê e ponto-cruz. Arte e tradição que chamaram a atenção de estilistas nacionais e internacionais, e que compôs até mesmo o enxoval do Papa Francisco, quando ele esteve no Brasil.
Custos.

As duas empresas que operam o passeio, que oferece acessibilidade para crianças, jovens, adultos e até idosos, cobram valor tabelado de R$ 50 por pessoa. No restaurante Angico, o valor inclui a navegação pelo rio, ficando como opcional a trilha, onde é cobrada uma taxa de R$ 5 que é destinada ao guia. No local, que oferece almoço, também opcional, o tempo de permanência é de aproximadamente 3 horas.

Já no restaurante Eco Park, o passeio de barco é estendido até o povoado de Entremontes, com parada de 20 minutos para visitação e compra de artesanato. No receptivo, o almoço também é opcional. Já a trilha até a Grota do Angico, com percurso maior e que não é considerado o trajeto oficial dos livros de história, é gratuita. O tempo de permanência também é de aproximadamente 3 horas.

Grupo segue por trilha na vegetação de caatinga até a Grota do Angico (Foto: Waldson Costa/G1)
Na Grota de Angico, grupo ouve explicação de guia sobre as emboscadas feitas contra o bando de Lampião (Foto: Waldson Costa/G1)
Grota de Angico, local onde o grupo de Lampião foi emboscado, é marcado por uma cruz e placa com o nome dos cangaceiros mortos (Foto: Waldson Costa/G1)
Prainha no São Francisco é um dos atrativos do Cangaço Eco Park para quem deseja relaxar após a trilha (Foto: Waldson Costa/G1)
Cais do povoado de Entremontes possui uma bela vista para o rio São Francisco (Foto: Waldson Costa/G1)
Capela é um dos atrativos no trajeto pelo rio até o povoado de Entremontes (Foto: Waldson Costa/G1)

http://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2013/09/na-rota-do-cangaco-turistas-fazem-o-trajeto-da-volante-que-matou-lampiao.html

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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Domingo é 28 de Julho - 75 anos do massacre de Angico


Sete décadas e meia após seu desaparecimento Virgolino Ferreira da Silva segue sendo o bandoleiro mais amado e odiado da nossa história. Apesar da fama que atravessou o continente, a sua saga ainda é ignorada por muitos, inclusive por acadêmicos de história. Talvez nem façam ideia de que esse pernambucano permanece como o Brasileiro mais biografado de todos os tempos na literatura nacional e o segundo na américa latina (ficando atrás somente do argentino Guevara).

Um museu dedicado exclusivamente ao Cangaço está prestes a se tornar uma realidade. Vera Ferreira, neta de Virgolino e Maria, nos informou no ultimo final de semana que já estão agendadas as reuniões na Universidade Estadual da Bahia (UNEB) que vão definir os últimos detalhes para edificação do memorial que vai abrigar em Salvador o acervo mantido pela família Ferreira.

Em Setembro próximo o Cariri cearense recebe centenas de pesquisadores, dentre estes alguns dos maiores especialistas, para o maior evento do gênero. É o Seminário Cariri Cangaço que apresenta sua quarta edição de 17 a 21/09. Fique atento as atualizações.

No local da tragédia, na cidade natal de Virgolino e naquela que deu inicio ao fim de sua saga estão acontecendo diversos eventos para marcar o aniversário de sua morte, de sua amada Maria, além de nove companheiros e o único soldado morto na chacina, Adrião Pedro de Souza.
 
 
Madrugada em Angico... Foto: Márcio Vasconcelos

PROGRAMAÇÕES

A Sociedade do Cangaço entidade capitaneada por Vera Ferreira, realiza a 16ª Missa do Cangaço. A caravana parte no domingo bem cedinho de Aracaju e este ano contará com mais de duzentos participantes.


A Fundação Cultural Cabras de Lampião está promovendo em Serra Talhada, PE desde quarta-feira, 24, palestras, Shows, apresentações de grupos de Xaxado. Além do espetáculo teatral ao ar livre "O massacre de Angico" que tem atraído milhares de espectadores todas as noites. Confira no site Farol de Noticias


De hoje até domingo o governo Municipal de Piranhas, AL e o Cariri Cangaço promovem naquela bela e histórica cidade a ultima Avant Premier do grande evento com várias palestras, exibições de documentários... etc.


Você viu a programação? Clique Aqui

À propósito:
São também 75 anos de trilhas. E quanto à preservação?

Em uma de nossas visitas, em janeiro de 2010 naquela ocasião acompanhado pelo confrade Narciso Dias notamos e lamentamos a quantidade de lixo deixada por turistas que faziam a trilha dos cangaceiros (aquela que é feita a partir de Poço Redondo). A Unidade de Conservação Monumento Natural Grota do Angico ainda estava em fase de conclusão. O que viria a ser a solução para que cenas como estas não se repetissem, pois bem.

O Monumento Natural Grota do Angico é uma unidade de conservação da natureza sancionada pelo governador Marcelo Déda, em 21 de dezembro 2007, para proteção de 2.138,00 hectares de Caatinga. Com um investimento de R$ 563.405,12, a infra-estrutura do Monumento Natural Grota do Angico contempla um conjunto de edificações com Pórtico, sede administrativa, escritório, mirante, laboratório e alojamento para técnicos e pesquisadores. As obras foram realizadas em parceria com a Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop).

 
 Fonte: Scielo.br

A unidade de conservação tem como objetivo preservar o sítio natural existente na Grota do Angico e seus valores culturais associados, mantendo a integridade dos ecossistemas naturais da Caatinga para o desenvolvimento de pesquisa científica, educação ambiental, ecoturismo e visitação pública. Além da riqueza biológica, a área protegida do Angico é reconhecida pelo seu valor cultural e histórico, pois abriga a Grota do Angico, local onde ocorreu a morte de Lampião, de Maria Bonita e de parte do bando.

De acordo com o site da SEMARH Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, a Unidade de Conservação Monumento Natural Grota do Angico, foi mais um vez espaço de desenvolvimento de pesquisas. Em fevereiro deste ano, a UC, gerida pela (Semarh), abriu espaço para os alunos da disciplina Gestão em Unidades de Conservação do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Sergipe (UFS).


Segundo a professora Dra. Laura Jane Gomes, do Departamento de Ciências Florestais (DCF) da UFS e ministradora das aulas, o objetivo do curso foi mapeamento e impacto das trilhas da unidade, elaboração de um projeto de interpretação da natureza, além de analisar os conflitos existentes.


O trecho analisado em pesquisa foi o da trilha do Cangaço-local. A fim de analisar o grau de visitação (passagem) humana, foi analisada a medição da largura da trilha.  Na oportunidade, o coordenador técnico do Monumento Natural Grota do Angico, Thiago Vieira,  fez explanação sobre a atuação da Semarh  destacando as ações relacionadas à gestão e manejo na área protegida.

Com informações do site Sergipe Tec

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domingo, 9 de dezembro de 2012

Revendo - 28 de julho, 2012 - Laser Vídeo

Por: Aderbal Nogueira
Paulo Gastão e Aderbal Nogueira

Amigos.

Ao longo do tempo conheci várias pessoas nessa andança em busca das histórias do cangaço.  Através de Paulo Gastão cheguei à figura de Alcino Alves, em 1997.

Alcino Alves Costa

Unanimidade não existe, mas Alcino se aproxima dela. Pessoa que cativa a todos que tiveram e tem o prazer de conhecê-lo.

Nesse último 28 de julho de 2012 estivemos mais uma vez na grota de Angico para prestar homenagem às 12 pessoas que lá tombaram em combate. Nessa mesma ocasião fizemos uma visita a Alcino, que encontra-se adoentado, para prestar-lhe uma justa homenagem a tão brilhante serviço em prol da historiografia do seu sertão natal e, em especial, à história do cangaço.

Esse modesto clip é o reconhecimento a essa pessoa que muito me orgulho de chamar de AMIGO.


Trechos da 15ª Missa do Cangaço e lançamento de "Maria do Sertão" um romance do decano de Poço Redondo. 

Alem de Familiares, amigos e parentes o evento contou com as ilustres presença dos pesquisadores: Juliana Schiara e Tomaz Cysne (representando o GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará que juntamente com Aderbal Nogueira conferiram a Alcino um título de sócio honorário da entidade); Do pesquisador e editor professor Pereira e esposa; Pesquisadora Dra Francisquinha (neta do cangaceiro Sabino Gore); Neli (filha do casal de cangaceiros Moreno e Durvinha); Secretário de Turismo da cidade de Piranhas, AL e pesquisador Jairo Luiz; Professor e pesquisador Wilson Seraine; pesquisador e e escritor Antonio Vilela; Jornalista e pesquisador Felipe Caixeta; Professora e pesquisadora Ana Lúcia "Aninha "do Ò" entre outros.

Att Aderbal Nogueira
Documentarista
Fortaleza, Ceará


Uma produção da Laser Vídeo, do cineasta e pesquisador do cangaço:
Aderbal Nogueira

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domingo, 25 de novembro de 2012

Eita cabra de sorte! - NOVO TEMPO, FERIDO

Novo Tempo é o nº 4

Vasculhando nosso HD na sessão de velhos textos encontramos este episódio envolvendo o cabra Novo Tempo do sub grupo de Zé Sereno. Foi transcrita pelo coronel Geziel Moura de Belém do Pará.

No município de Porto da Folha (SE) existia a fazenda Lagoa de Crauá de João Domingos que também era coiteiro de Lampião e Zé Sereno. Numa certa feita os cabras tiveram um tiroteio com as volantes de Zé Rufino e Cabo Besouro. Dentre mortos e feridos Novo Tempo foi alvejado no braço e logo retirado do campo de batalha e colocado no mato pelos seus amigos. Após o combate os cangaceiros fogem sendo avisado por Zé Sereno que tal cabra não se encontrava entre eles. Novo Tempo andou vagando uns dois dias pelas caatingas sergipanas procurando auxilio, já tendo seu ferimento do braço em lastimável estado inclusive com larvas e inchaço causando fortes dores.

Leônidas, o filho da dona da fazenda Pedra D’água foi quem avistou Novo Tempo se aproximando de tal fazenda, gravemente ferido e começou a cuidar do cabra a base de creolina pois as larvas (varejeiras) já se espalhavam pelo corpo todo e logicamente se concentrando no braço lesado que inclusive já cheirava mal. Após este tratamento inicial Novo Tempo pede um cavalo e mesmo ferido parte com destino a fazenda Cuiabá com grande dificuldade durante dois dias no mato.

As moscas varejeiras retornam ao ferimento do cabra e mais larvas surgem em tal lesão, já no sexto dia resolve procurar socorro na fazenda Pau Preto de Antônio Carvalho grande coiteiro sergipano. Novo Tempo encontra um vaqueiro da fazenda chamado Antônio José quase sem força e o mesmo se prontifica para ajudá-lo levando-o até um lugar no mato bem fechado e tirando o revólver 32 do próprio Novo Tempo encosta o cano da arma no ouvido do pobre cangaceiro e dispara. Quando o falso coiteiro ia começar a rapinagem dos bens de Novo Tempo chega Juriti e Balão.

Esses dois cangaceiros vieram devido aos tiros que ouviram e perguntaram para Antônio o porquê do tiro e também por Novo Tempo. O coiteiro mentiroso falou aos cangaceiros que foi uma cobra que acabara de matar e que Novo Tempo estava ali próximo, vale lembrar que esses dois cabras vaziam parte do sub grupo de Zé Sereno, que como já se sabe era cunhado de Novo Tempo, e que este chefe de cangaceiro tinha mandado várias patrulhas para tentar encontrar seu cunhado.

Os dois cabras foram em busca de Novo Tempo e o coiteiro aproveitou e montou seu cavalo e fugiu para a fazenda Santa Filomena também de Antônio Carvalho pois sabia que ali se encontrava seu patrão. Juriti e Balão ao chegar no lugar indicado pelo coiteiro já pensava em levar o cadáver do amigo mas quando Alçi chegou não encontrou o corpo do cangaceiro só sangue fresco no local e marcas de alguém que se arrastara pelo mato feito cobra. Mais adiante os cabras encontraram Novo Tempo saciando sua sede.

Os cabras pegaram o amigo e foram pegar seus cavalos e perceberam que o coiteiro não mais estavam ali. Novo Tempo mais morto que vivo foi levado para a fazenda Mandassaia onde era o coito de Zé Sereno sendo tratado pelo próprio cunhado se alimentando apenas de alimento liquido. Dias depois Zé Sereno pergunta para Novo Tempo: 

- O ferimento do braço foi na fazenda de João Domingos e esse buraco na cabeça?

Novo tempo não conseguia se expressar direito devido a lesão na cabeça mas conta ao cunhado tudo o que aconteceu com Antônio José, o coiteiro traidor. Quando Antônio José chega na presença de Antônio Carvalho e conta todo o ocorrido, o coiteiro-mor diz: 

- Você se meteu em desgraça pois saia dela, de sua família eu cuido, mas para vc não dou um tostão furado.

Este coiteiro ainda ficou escondido pelo mato algum tempo, mas não aguentando volta para sua casa na Fazenda Pau Preto. Zé Sereno chega em tal fazenda pega o Judas e o leva para o mesmo lugar onde tentou matar Novo Tempo, penduram Antônio de cabeça para baixo e começa a balançar o corpo do coiteiro e no vai e vem os punhais são usados pelos cangaceiros de Zé Sereno que matam Antônio José desta forma. Muito tempo depois logo após as entregas Sereno disse ao cunhado: 

- Cunhado, você não está estranhando este caroço no pescoço,

Novo Tempo responde: 

- Estou sim...

Zé Sereno então diz que é a bala de Antônio dos Pau Preto e pergunta se Novo Tempo quer que ele extraia a bala com o consentimento do cunhado Zé Sereno pega uma faca de lâmina bem afiada derrama cachaça e extrai a bala que entrou pelo ouvido e que cujo projétil o corpo estava rejeitando.

Vale ressaltar que Novo Tempo morreu de velho em algum lugar de Minas Gerais.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

28 de julho, 2012 - Laser Vídeo

Por: Aderbal Nogueira
Paulo Gastão e Aderbal Nogueira

Amigos.

Ao longo do tempo conheci várias pessoas nessa andança em busca das histórias do cangaço.  Através de Paulo Gastão cheguei à figura de Alcino Alves, em 1997.

Alcino Alves Costa

Unanimidade não existe, mas Alcino se aproxima dela. Pessoa que cativa a todos que tiveram e tem o prazer de conhecê-lo.

Nesse último 28 de julho de 2012 estivemos mais uma vez na grota de Angico para prestar homenagem às 12 pessoas que lá tombaram em combate. Nessa mesma ocasião fizemos uma visita a Alcino, que encontra-se adoentado, para prestar-lhe uma justa homenagem a tão brilhante serviço em prol da historiografia do seu sertão natal e, em especial, à história do cangaço.

Esse modesto clip é o reconhecimento a essa pessoa que muito me orgulho de chamar de AMIGO.


Trechos da 15ª Missa do Cangaço e lançamento de "Maria do Sertão" um romance do decano de Poço Redondo. 

Alem de Familiares, amigos e parentes o evento contou com as ilustres presença dos pesquisadores: Juliana Schiara e Tomaz Cysne (representando o GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará que juntamente com Aderbal Nogueira conferiram a Alcino um título de sócio honorário da entidade); Do pesquisador e editor professor Pereira e esposa; Pesquisadora Dra Francisquinha (neta do cangaceiro Sabino Gore); Neli (filha do casal de cangaceiros Moreno e Durvinha); Secretário de Turismo da cidade de Piranhas, AL e pesquisador Jairo Luiz; Professor e pesquisador Wilson Seraine; pesquisador e e escritor Antonio Vilela; Jornalista e pesquisador Felipe Caixeta; Professora e pesquisadora Ana Lúcia "Aninha "do Ò" entre outros.

Att Aderbal Nogueira
Documentarista
Fortaleza, Ceará

Uma produção da Laser Vídeo, do cineasta e pesquisador do cangaço:
Aderbal Nogueira

domingo, 29 de julho de 2012

A Sociedade do Cangaço anuncia...

Fazenda Angico - Poço Redondo - SE - Brasil


Maiores informações: 
lampiao.maria@gmail.com

quinta-feira, 15 de março de 2012

Falando nisso...

Alagadiço - Frei Paulo é Rota do Cangaço em Sergipe
O messianismo que surgiu no Nordeste, e principalmente o banditismo que se tornaram comuns, especialmente durante a República Velha esboça o abandono pelas autoridades entremeado de período de desmedida repressão contra os mais humildes dos sertões.
Eis porque Lampião ainda é visto como um mal menor por muita gente, diante da selvageria dos senhores fazendeiros. Todavia, os horrores que os cangaceiros praticavam, muitas vezes levavam a reações como a que houve no Alagadiço contra
Zé Baiano que acabou morto, dando início ao declínio do banditismo nos sertões. Alagadiço, pois, marca o primeiro grande revés no cangaço já que não se tratou apenas de expulsar os cangaceiros: eles foram desmoralizados com a morte de um dos mais temidos.

Atualmente, fruto do trabalho incansável do exército de um homem só, de Antônio Porfírio de Matos Neto, foi montado e é mantido por este um museu com várias e valiosas peças no mesmo povoado, daquele período negro da história nordestina, próximo do local do assassinato do terrível Zé Baiano, em 07 de junho de 1936 que, entre outras manias, tinha a de ferrar suas vítimas mulheres depois de as estuprar.

Curiosamente, a instalação do dito museu está às margens daquela que foi canal para o primeiro grande choque entre o branco dominador e o índio e o negro: a gênese do povão brasileiro.

Chega-se ao povoado tomando-se a BR-235 até Frei Paulo, e daí até o trevo para o mesmo povoado por mais três quilômetros; e do trevo até lá por estrada asfaltada, mais sete quilômetros. O museu está localizado numa casa modesta, às margens da estrada real dos quilombos, na saída no sentido da cidade de Carira. Está sempre aberto à visitação nos horários convencionais.

Créditos: Andarilho 59, YouTube
Extraído do blog: "Lampião Aceso"

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cangaço entalhado - Gravura de Inverno na Rota do Cangaço


Com mais um projeto contemplado, desta vez pelo Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel - Edição Patativa do Assaré foi dado início no último dia 25 de novembro a ação "GRAVURA DE INVERNO NA ROTA DO CANGAÇO". Que percorrerá as cidades de Dores, Aquidabã e Poço Redondo, alguns dos locais por onde o bando de Lampião passou em Sergipe.
A iniciativa se configura como uma homenagem ao centenário de nascimento de Maria Bonita, a companheira do Rei do Cangaço.
Os jovens dessas comunidades participarão de oficinas de xilogravura ministrada por Elias Santos e farão sua própria imagem, uma interpretação da história do Cangaço que serão reveladas nas matrizes.
Todo o projeto será ofertado gratuitamente e se estenderá até Março de 2012 onde culminará com uma grande exposição e lançamento do catálogo como resultado das oficinas e de todo o projeto.
É Sergipe na memória do cangaço!
Sebrae/SE patrocina catalogo de xilogravura de Elias Santos 
O Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa - SEBRAE- patrocinou o catálogo "Ensaio sobre o cangaço: xilogravuras Elias Santos" com um tiragem de 800 exemplares. Elias é o idealizador e coordenador do projeto Gravura de Inverno com o qual promove a difusão da arte da xilogravura pelo Estado de Sergipe.
A proposta deste trabalho foi homenagear o centenário de Maria Bonita, a cangaceira e companheira de Virgulino Ferreira, o Lampião. São 34 xilogravuras que abordam o cangaço relevando a presença de Maria.

O artista recebeu o convite para expor no XXXVII Encontro Cultural de Laranjeiras, em janeiro de 2012, onde acontecerá o lançamento oficial do referido catálogo com distribuição gratuita.

As duas imagens que ilustram este post são da coleção "Ensaio sobre o Cangaço: de Elias Santos.
Contatos
Elias Santos
(79) 9941-5194
eliascontemporaneo@yahoo.com.br

Silvane Azevedo
Visite o Blog do projeto

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Falando nisso...

Alagadiço - Frei Paulo é Rota do Cangaço em Sergipe


O messianismo que surgiu no Nordeste, e principalmente o banditismo que se tornaram comuns, especialmente durante a República Velha esboça o abandono pelas autoridades entremeado de período de desmedida repressão contra os mais humildes dos sertões. Eis porque Lampião ainda é visto como um mal menor por muita gente, diante da selvageria dos senhores fazendeiros.


Todavia, os horrores que os cangaceiros praticavam, muitas vezes levavam a reações como a que houve no Alagadiço contra Zé Baiano que acabou morto, dando início ao declínio do banditismo nos sertões. Alagadiço, pois, marca o primeiro grande revés no cangaço já que não se tratou apenas de expulsar os cangaceiros: eles foram desmoralizados com a morte de um dos mais temidos.


Atualmente, fruto do trabalho incansável do exército de um homem só, de Antônio Porfírio de Matos Neto, foi montado e é mantido por este um museu com várias e valiosas peças no mesmo povoado, daquele período negro da história nordestina, próximo do local do assassinato do terrível Zé Baiano, em 07 de junho de 1936 que, entre outras manias, tinha a de ferrar suas vítimas mulheres depois de as estuprar.

Curiosamente, a instalação do dito museu está às margens daquela que foi canal para o primeiro grande choque entre o branco dominador e o índio e o negro: a gênese do povão brasileiro.

Chega-se ao povoado tomando-se a BR-235 até Frei Paulo, e daí até o trevo para o mesmo povoado por mais três quilômetros; e do trevo até lá por estrada asfaltada, mais sete quilômetros. O museu está localizado numa casa modesta, às margens da estrada real dos quilombos, na saída no sentido da cidade de Carira. Está sempre aberto à visitação nos ho
rários convencionais.
 

Créditos: Andarilho 59, YouTube

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Alcino em noite de autógrafos


Lampião em Sergipe' será lançado
próximo dia 19!

O livro ‘Lampião em Sergipe’, do historiador Alcino Alves da Costa, será lançado nesta Quarta-feira dia 19, às 18h, pela Editora Diário Oficial, da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe – Segras.


É a oitava obra a receber o selo da entidade. A solenidade ocorre na Sociedade Semear, bairro São José na capital sergipana.

O lançamento promete reunir intelectuais, imprensa, autoridades e convidados que terão a oportunidade de prestigiar a obra.

O livro que ficou um primor tanto em conteúdo quanto esteticamente. A capa foi impressa em cartão supremo de 300g com aplicação de textura localizada em verniz, e o miolo em papel pólen soft de 80g..
‘Lampião em Sergipe’ proporciona ao leitor em suas 292 páginas uma imersão nos fatos ocorridos na época do Cangaço, além da forte influência do Coronelismo e o Misticismo no sertão nordestino.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vem aí o "Fogo do Cajueiro"

Ponto de Cultura produz filme inspirado na história do cangaço em Dores, SE.



A ideia do filme surgiu através da determinação dos jovens Edson e Igor Santana que realizavam trabalhos amadores de vídeo.O Ponto de Cultura

‘Memória, Cultura &; Cidadania’, da Associação de Incentivo à Pesquisa e à Cultura ‘Nossa Senhora das Dores dos Enforcados’, do município de Nossa Senhora das Dores, está promovendo uma ação para a comunidade local. Trata-se da produção de um filme, denominado ‘O fogo do cajueiro’, que conta a história do cangaço na região. O longa-metragem retrata a entrada dos bandos de Lampião e Zé Sereno na cidade de Dores e fatos marcantes deste período.


Segundo o coordenador do Ponto de Cultura, Manoel Messias Moura, (Foto à cima) a atividade é bastante significativa, pois reúne um trabalho já consolidado à vertente do audiovisual, que é nova no Ponto. “Foram mais de seis meses de pesquisa até começarmos a escolher as locações, produzir o figurino e preparar os atores. Agora, já estamos começando a gravar algumas cenas que ainda não precisam das vestimentas, e temos gostado muito do início do trabalho”, afirma.

Messias informa que a idéia do filme surgiu através da determinação dos jovens Edson e Igor Santana, que moravam no Povoado Sucupira e realizavam trabalhos amadores de vídeo. “Identificando neles grande talento para o audiovisual e através do Projeto Memórias, buscamos fazer algo que incentivasse ainda mais o talento daqueles rapazes. Com a conquista do Ponto de Cultura, adquirimos recursos que tornaram o filme ainda mais viável”, observa.

Desvendando a história


Manoel Messias é ator e coordena o Ponto de Cultura em Dores (Foto: Asscom/Secult)
Por retratar fatos históricos, o filme está sendo muito aguardado pela população dorense, que se empenha e auxilia os produtores nas gravações. “O filme propõe trazer à tona fatos de relevância histórica até então desconhecidos pela maioria das pessoas, atuando assim na valorização do patrimônio histórico local e na construção dos laços de identidade para o povo de Dores”, acentua o coordenador no Ponto, Manoel Messias.

Depois de pronto, o filme será exibido em praça pública e nas escolas, sem qualquer ônus financeiro para o público. De acordo com os organizadores, a iniciativa tende a melhorar o turismo na cidade e a renda da população. “Este é um trabalho diferenciado e inédito no município, já que o cinema é algo novo em Nossa Senhora das Dores. Contar a história da cidade com seus moradores como interpretes e seus encantos como cenário, está sendo sem dúvida, muito prazeroso”, assegura Messias.

Quem também está bastante entusiasmado com a concretização e o bom encaminhamento do filme é Edson Santana, um dos idealizadores da produção. Ele que começou seus trabalhos de audiovisual amadoramente e com uma câmera fotográfica, hoje se aperfeiçoa e se dedica a este projeto que será de grande relevância para a cultura local. “Buscamos através do ‘Fogo do Cajueiro’, resgatar a história do nosso município e incentivar as pessoas na arte. Sinto-me realizado, pois descobri o audiovisual por acaso e fico muito feliz que uma simples brincadeira tenha virado algo tão sério e relevante para Sergipe”, lembra.

Poster
Por se tratar de uma produção independente, ‘O fogo do cajueiro’ deverá estar pronto até o final de 2012. Segundo Manoel Messias a ideia é que o filme seja lançado em praça pública. “Esperamos que tudo ocorra como fora planejado para que cumpramos o prazo. A ideia é fazer o lançamento da produção com a presença de pesquisadores do tema em Sergipe e de outros estados. Queremos também a presença de todas as instituições e pessoas envolvidas no projeto”, finaliza Messias.

Fonte: Asscom/Secult

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