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terça-feira, 7 de julho de 2026

LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO.

 Por Luiz Gonzaga é do Povo

Quem reconheceu em Luiz Gonzaga um nome fundamental para a cultura brasileira foi Caetano Veloso. Sua gravação de Asa Branca mereceu um trecho especial do livro A Vida do Viajante, escrito pela francesa Dominique Dreyfus, sobre a vida do Rei do Baião. Segue abaixo uma declaração do próprio Gonzagão à autora:

Eu ouvi falar que Caetano Veloso estava na Inglaterra e tinha gravado “Asa branca”. [...] Um dia, em Fortaleza, estou passando em frente a uma loja de discos e o vendedor me chamou:

— Oh! Seu Luiz, o senhor já ouviu a “Asa branca” cantada por Caetano Veloso?

— Não ouvi ainda não.

— Quer ouvir?

— Agorinha! — e entrei na loja. Ele me deu a capa enquanto colocava o disco na vitrola. Essa capa com uma fotografia dele com aquele casaco de inverno, expressava tanta tristeza, mas tanta tristeza, que meus olhos se encheram de lágrimas. Quando tocou o disco, aí eu chorei por dentro de mim. Mas quando ele fez aquela gemedeira de cantador sertanejo, aí eu não aguentei, chorei feio! Foi uma das maiores emoções que eu tive na vida. Muita gente achou aquilo de mau gosto. Mas eu que sou autêntico, eu senti que ele teve uma força muito grande em fazer aquela gemedeira em “Asa branca”. Aí subiu muito o conceito que eu já tinha dele. Esses dois baianos [Caetano e Gil] moram no meu coração. Porque foi justamente através dos baianos, que quando foram para o RJ participar dos grandes festivais fabulosos, com novas toadas, tiveram a dignidade de dizer nas entrevistas deles que tudo aquilo era Luiz Gonzaga. E isso bateu!

Luiz gonzaga com Tito Madi e caetano*
* Fernando Damasceno é jornalista e historiador

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SEM CHANCES

Por Abdias Filho

Mesmo resgatado pelos colegas e arrastado para dentro da caatinga, Santillio Barros, o Gato, não conseguiu sobreviver ao tiro certeiro de Chiquinho Rodrigues.
Todos os cangaceiros souberam disso assim que sentiram catinga de f3&3s no 54n6u3.
A operação Piranhas foi uma das mais desastrosas ações do cangaço.
E Inacinha? O que aconteceu com ela? Isso saberemos amanhã!

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Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

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Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

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UM CLIC!

Por Abdias Filho

Na imagem gerada por IA, temos o encontro memorável de Nelson Xavier e Tânia Alves, com Maria de Déia e Virgulino Ferreira.

Encontro capitaneado pelo fotógrafo Sírio-Libanês Benjamin Abraão.

https://www.facebook.com/abdias.castro.1

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VEM AÍ... ATAQUE DOS PÁSSAROS

Por Abdias Filho

Nova série de postagens do perfil Abdias Filho e do nosso grupo ESTUDOS DO CANGAÇO.
Falaremos dos diversos cangaceiros que receberam apelido de pássaros da fauna nordestina. Começando pelo membro do Estado Maior do movimento, o sanguinário Juriti.
Manoel Pereira de Azevedo, o cangaceiro Juriti foi um dos homens de confiança e guarda-costas de Lampião. Virgulino sugeriu primeiro o apelido de Maçarico, mas o rapaz recusou por ter potencial cunho pejorativo relacionado a feminidade. Não era seu caso: era bonito de pele assentada, mas era macho.
Ingresso: Entrou no cangaço por volta de 1935 e logo tornou-se um dos homens de maior confiança do líder máximo. Era conhecido por sua "boniteza" e por auxiliar nas gravações e registros feitos por Benjamim Abraão.

Fama: Entrou para a história como um dos mais cruéis do bando, especialista no uso do punhal longo, enfiado transversalmente na "saboneteira" da vítima. Saboneteira é o apelido da cavidade clavicular, próximo à garganta.

Grota do Angico: Ele estava presente no acampamento da Grota do Angico no dia 28 de julho de 1938, quando as forças volantes, comandadas pelo tenente João Bezerra atacaram. Juriti conseguiu escapar com vida do cerco, juntamente com sua companheira, Maria de Juriti.

Trágico Fim: Após o fim do cangaço, ele se entregou às autoridades e chegou a obter anistia. No entanto, em 1941, ao retornar a Canindé de São Francisco para reaver pertences, foi traído por um antigo coiteiro que avisou seus inimigos. Ele foi capturado, amarrado e morto de forma cruel, sendo queimado numa fogueira.
Vamos combinar: você curte, comenta, compartilha e SEGUE O PERFIL e eu continuo trabalhando por aqui.

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Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

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O CANGACEIRO VULCÃO

   Por José Mendes Pereira


Vulcão era um cangaceiro diferente dos outros. Estava sempre sozinho, vivendo o seu “eu” da maneira que ele bem pensava. Não gostava de conversa e sempre procurava não se entrosar com ninguém. Levava a sua vida isolada e pensativa, e até mesmo, a sua aparência física não se assemelhava com ninguém. Diz Alcino Alves em seu “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico” que Vulcão tinha uma cor morena, de corpo meio atlético, alto, corpulento e não era obeso, de cabelos lisos...

Como bom estrategista e observador o rei Lampião estava de olho nele, e fazia tudo para o Vulcão não perceber que ele estava prestando a atenção no seu comportamento. O rei precisava conversar com alguém sobre o comportamento daquele seu novo comandado. 

E chamando o compadre Luiz Pedro, participou sobre o que vinha tentando descobrir com urgência, o porquê do cangaceiro Vulcão estava tão quieto, num lugar sem querer conversar com ninguém: E olhando para o Luiz Pedro diz:

- Compadre Luiz Pedro, eu não sei o que Vulcão está imaginando. Ele não fala com ninguém, não se entrosa com os outros, está sempre sozinho e pensativo...

- Eu vou ficar sempre de olho nele, compadre Lampião. E logo direi o porquê do Vulcão não querer se relacionar com os outros.

- Certo! Não desgruda o olho. Quero uma confirmação sem muita demora! – disse o compadre Lampião ao Luiz Pedro.

Neném do Ouro e Luiz Pedro

Assim que saiu da Central Administrativa (barraca) do capitão, Luiz Pedro foi tentar vê-lo, mas foi inútil. O cangaceiro não estava ali por perto. Saiu procurando-o por todos os aglomerados de cangaceiros que se divertiam jogando cartas, palestrando, brincando, mas infelizmente, o cangaceiro Vulcão não se encontra no meio de ninguém. Depois de percorrer todos os grupos, Luiz Pedro foi até a barraca do cangaceiro Pancada, e perguntou se por acaso, tinha visto o Vulcão. A resposta foi negativa. Luiz Pedro  voltou à barraca do rei e diz que o cangaceiro Vulcão havia desaparecido do coito. Por último, o que o rei deveria fazer, era ordenar que alguns cangaceiros fossem à procura do fugitivo. Rapidamente,  Lampião ordenou que Luiz Pedro e outros fossem atrás do Vulcão humano.

O motivo do desaparecimento do cangaceiro Vulcão foi porque ele imaginava outra maneira de viver no cangaço, e de repente viu que não tão bom quanto ele imaginava. Estava enganado. Uma situação terrível de viver, sempre fugindo da polícia, matando, roubando, e isto não era para ele. Ia deixar aquela vida e voltar para a companhia dos seus pais, irmãos, parentes e amigos. Só tinha que enfrentar a suçuarana humana, quando ele dissesse que não mais iria participar do cangaço.

E vendo que o Vulcão não estava mais ali, o certo seria o capitão mandar cangaceiros à sua procura. De repente, Luiz Pedro, Zé Sereno e outros facínoras partiram em busca do desconfiado com ordem do capitão. Luiz Pedro tinha plena certeza para onde ele fora, e depois de andarem bastante, chegaram à casa de um conhecido, e lá, perguntam se ele viu o cangaceiro Vulcão. Mas a resposta foi negativa, que ninguém passou por ali antes deles. E logo adiante, ao encontrarem um viajante, esse afirmou ter passado por um indivíduo assim, assim, assado, muito diferente, e que ia entrando em Canindé Velho de Cima. Sem se demorarem, os cangaceiros partiram rumo ao local indicado pelo homem desconhecido. A viagem tinha que ser rápida, porque caso eles se demorassem o Vulcão iria pegar transporte (balsa ou canoa), e não mais eles o alcançaria.

Vulcão continuava fugindo ao destino que ele havia escolhido, e depois de muito andar, finalmente chegou a Canindé Velho de China, e foi para o porto. Lá, aguardava uma embarcação. Mas por sua infelicidade, o barco não apareceu, e ele passou a sentir medo, coisa que fazia tempo que não tinha medo de nada. O Vulcão sabia muito bem, do seu destino, e se por acaso ele caísse nas mãos dos perversos de Lampião, que não são mais seus amigos, e sim inimigos, estava lascado.

A noite chegou e o Vulcão não estava bem. Sentiu medo  e põe-se a pensar o que seria dele se os seus ex-comparsas o encontrassem por ali. Sabia muito bem que o seu final seria devastador. Estava impaciente, com receio  de um possível encontro com os facínoras. Nenhum barco aparece para fugir o mais rápido possível dali. O seu destino negou-lhe a presença da sorte ali por perto.

Uma voz conhecida disse com autoridade que ele estava preso. O Vulcão tentou reagir de todas as maneiras, mas não conseguiu, porque eram cangaceiros de sobra que o seguravam. Em seguida, o Vulcão humano foi amarrado. A ponta de uma corda os cangaceiros amarraram o fugitivo, e a outra ponta foi amarrada em um dos seus cavalos. Vulcão não tinha mais chance de se livrar daquela desgraça. A viagem até a presença do capitão Lampião foi sofredora, porque os cangaceiros não tiveram um tico de dó do ex-companheiro.

Como o Vulcão já estava cansado, caiu. Mesmo assim, o cavalo foi ordenado que seguisse. É a partir dalí que o sofrimento do Vulcão começou. O corpo do miserável já estava todo rasgado, sangue vivo saía pelas aberturas do corpo. Na caminhada foi ficando pedaços de pele do infeliz nos bicos das pedras, paus...

Lá mais adiante, os malfeitores chegaram a uma casa, a mesma que tinha passado antes e receberam respostas negativas. Lá estava havendo um forró, e os facínoras beberam e dançaram. O infeliz Vulcão já quase morto foi amarrado pelos cangaceiros com os braços para cima, porque eles temiam uma possível fugida, e em seguida, voltaram ao forró. Vez por outra, alguns saíam do forró e com a ponta do punhal furavam o quase falecido. Vulcão não tem mais resistência nem para pedir que não o maltratassem mais. Estava com cheiro de velório. 

A noite para o Vulcão foi terrível. Mas ele não iria ser morto ali. O capitão Lampião precisava do cabra em sua frente. Pela manhã, já todos cheios de pingas, chegaram ao coito com o miserável ainda vivo. Lampião estava ali, aguardando a sua chegada. Mas ele ordenou que o matassem sem nem fazer uma revista no miserável. 

Vulcão amarrado a uma corda ao cavalo, os facínoras chicotearam o animal que saiu sem rumo, arrastando aquele infeliz pelas terras do sertão sofrido. O estado que o Vulcão ficou, era triste se ver, porque o sangue saía por todas as partes do corpo. O cangaceiro Luiz Pedro observava, e quando percebeu que o animal havia parado, mandou uma criança, "Hercílio Feitosa", que estava com eles, ir buscar o animal.

Mesmo Vulcão tendo resistido todo este sofrimento, só morreu, porque o Luiz Pedro o matou com um tiro de pistola. 

Hercílio Feitosa a criança que foi buscar o cavalo que arrastava "Vulcão", por ordem de Luiz Pedro, muitos anos depois, é quem narra esse triste e cruel fato ao pesquisador Alcino Alves Costa.

Fontes de pesquisa:

 “LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO – Mentiras e Mistérios de Angico” – COSTA, Alcino Alves. 3ª Edição. 2011

Sálvio Siqueira - http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2017/01/a-morte-de-um-desertor.html

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