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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

JURITI SANGRA ZÉ JOAQUIM


Naquele tempo, Poço Redondo – SE, torna-se um ‘poço’ abastecedor das fileiras do cangaço.

Roceiros, vaqueiros, limpadores de mato... enfim, todo jovem que tinha uma profissão ou aprendia uma, debandeia-se para o lado negro e tenebroso do cangaço.

Estar ao lado de Lampião, naquela época, era ter dinheiro, respeito e status para o jovem sertanejo. Não prestava serviço algum a nenhum dos latifundiários, donos de roças de variadas espécies... eram os donos de ‘tudo’, faziam suas leis e estavam com o mito maior das quebradas do sertão. A coisa ficou de uma maneira que vemos em literaturas, que se faziam ‘festa’, forró, em comemoração daqueles jovens que estavam para ingressarem no Cangaço. Triste e inocente ilusão, que levaram a perda de inúmeras vidas naquele, e em outros, rincões.

Uma das coisas que sempre seguiu as trilhas da história do Fenômeno foram à traição, a invenção, a inveja e a mentira. Todas as citadas, infelizmente, levaram a perdas de vidas.

Certa feita, estando alguns rapazes, filhos dos rincões de Poço Redondo, João Preto, Tonho Paulo, João Mulatinho, Augusto, Gumercindo e Du, as vésperas de suas adesões, festeja-se a noite inteira... no outro dia, todos ressacados, três deles são chamados por Zé Sereno e Juriti.

O cangaceiro Zé Sereno

Os três, João Preto, Tonho Paulo e Augusto são incumbidos de realizarem sua primeira missão.Teriam que procurarem um cidadão chamado Zé Joaquim, dizer ao mesmo que fosse na casa do coiteiro chamado Gracinha, que lá estavam esperando por ele para festejarem sua volta. Já que há muito estivera ausente daquele pedaço de chão.


Assim fizeram.

Apesar de o corpo reclamar por descanso, Zé Joaquim se dispõe, no mesmo instante, de acompanhar aqueles rapazes. Todos eram seus conhecidos. Desde sua infância que se conheciam, e achando ser uma afronta não aceitar, partiu com seus ‘amigos’.


Lá chegando, notou logo que de festa nada por se parecia...

Adília encontrava-se presente e ele dirige-se ao seu encontro e vai cumprimentá-la, abraçá-la e, sentando-se ao seu lado, começam a prosear. 

O cangaceiro Juriti

Naquele momento se aproxima Juriti e diz que Zé Sereno e Balão estão na cozinha querendo falar com ele. Levanta-se e vai ao encontro dos dois, seguido de perto por Juriti. Sem nem ao menos dar-lhe as boas vindas, Zé Sereno lhe diz diretamente:

“- Cabra, você sabi o qui a gente faz quando argúem anda dizeno aos macacos adonde a gente ta?”(LAMPIÃO ALÉM DA VESÃO – Mentiras e Mistérios de Angico”- COSTA, Alcino Alves. 3ª edição. Pgs 311 a 321. Gráfica e Editora REAL. Cajazeiras – PB,2011).


Naquele instante, Zé Joaquim nota aonde foi se meter. Sabia do que acontecia com aqueles que traiam o cangaço... sabendo não ter muita chance, tenta argumentar na tentativa de defender sua vida, pois, nunca tinha traído ninguém.

“- Num mi façam mal. Eu nunca dissi nada a ninguém. Eu nunca falei nada de vocês.”(Ob. Ct.)

“- Você tem uma língua muito grande – diz Juriti – e nóis vamu cortá-la. Só assim essa genti si imenda. Teje preso cabra. Se aprepare pra morrer.”(Ob. Ct.)

“- Pulo amor de Deus num mi mati. Eu sou inocente. Eu num fiz nada. Gracinha, peça a elis pra deixari eu viver, eu perciso criá meus irmãos. Gracinha, diga a elis qui eu sou inocente.”(Ob. Ct.)

O coiteiro, junto com os outros que tanto o conheciam, se acovardam e lhe dão as costas...

“- Num queremo saber de nada – responde Juriti – Num queremo cunversa. Você tá preso e vai morrer.”(Ob. Ct.)

“(...) O prisioneiro é carregado. Levam-no para os ermos da caatinga. Chega à beira do riacho do Braz. O bando está embriagado. Tem início uma brutal tortura. Aos gritos e deboches os facínoras montam no rapaz e o cortam de esporas como se o mesmo fosse um animal. O sangue do supliciado empapa a ribanceira do riacho. Era pouco. Desejavam mais. Rasgam e furam o seu corpo com as pontas agudas de seus punhais (...)”.

Após se divertirem bastante, sem darem ouvidos para os gritos do jovem, que implorava e dizia pra eles que era inocente, Juriti, saca de seu enorme punhal e o sangra sem piedade. A lâmina dura, fria, dilacera sua carne como se fosse um ferro em brasa. Alguns instantes depois, mais um filho daquela ribeira tinha sua vida ceifada pela brutal guerra cangaceira.

“(...) Os que transportavam numa rede os restos mortais daquele que foi em vida um exemplo de homem, não suportaram a dor de ver aquele corpo, agora frio e rígido, dilacerado pelas marcas da esporas e dos punhais dos brutais inimigos do sertão e do povo(...) Aquela gente sertaneja, caída e sem forças para suportar tanto sofrimeto, olhava vencida e desesperada, a marca roxa do punhal homicida de Juriti, que havia sangrado o pescoço de Zé Joaquim(...)Na tarde daquele mesmo dia, acompanhado pelos parentes e inúmeros amigos, o pobre rapaz foi levado até o pequenino cemitério, onde uma cova rasa o esperava(...)A brutal e injusta morte do filho de Dona Antônia é um marco triste e doloroso na história sofrida de Poço Redondo(...)Era Zé Joaquim um exemplo de homem, de amigo e de filho. A sua medonha morte foi uma das maiores injustiças praticadas durante toda a guerra e campanha cangaceira(...)”. (Ob, Ct.)

Zé Joaquim foi vítima duas vezes. Uma por ter sido envolvido em uma tremenda mentira, surgida por inveja e, a outra, sua triste morte pelo punhal do cangaceiro Juriti.

Fonte/foto Ob. Ct.
Benjamin Abrahão

2ª Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira

OS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

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LUTO.

Por Portal Rio Parnaíba - Eduardo Garcess/blog

Faleceu na manhã desta terça-feira, dia 1° de setembro, em Teresina (PI), a Professora e Historiadora Flávia de Souza Lima. A notícia de seu falecimento causa comoção entre familiares, amigos, colegas de profissão e integrantes da comunidade acadêmica.

Flávia possuía um vasto currículo na área da História, com destacada trajetória acadêmica e profissional. Era doutoranda e mestra em História Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de possuir graduação em História pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e formação técnica em Artes Plásticas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI).

Em sua trajetória profissional, atuava como professora substituta do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) desde 2023. Também ministrou aulas no curso de Direito da Faculdade do Vale do Itapecuru (FAI), em Caxias (MA), entre os anos de 2012 e 2022.

Flávia também lecionou Metodologia da Pesquisa

Jurídica para alunos do curso de Especialização em Direito Processual da FAl, contribuindo para a formação acadêmica de estudantes de diferentes áreas.
No campo da pesquisa, dedicava-se principalmente aos estudos relacionados à História Social, História e Gênero, Imprensa, Imagens Cômicas e Discurso Político, deixando uma importante contribuição para a produção e o ensino acadêmico.

Sua trajetória foi marcada pela dedicação à educação, à pesquisa e à formação de novos profissionais, especialmente nas áreas de História e Ciências Humanas.

Neste momento de dor e despedida, o Blog Sobral 24;

Horas manifesta suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos, colegas de profissão e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Flávia de Souza Lima.

https://www.facebook.com/photo?fbid=1918830532769045&set=a.600860857899359

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 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

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Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

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A PEDRA DE DÉ ARAÚJO: HISTÓRIA E MISTÉRIO NA SERRA DO CATOLÉ.

Por Valdir José Nogueira de Moura


Foto: Panorama a partir da PEDRA DE DÉ ARAÚJO - Serra do Catolé - São José do Belmonte PE.

​Em meio às paisagens do nosso município, existem lugares que guardam segredos fascinantes. Muitos belmontenses passam a vida sem saber que, bem ali na Serra do Catolé, a mais de mil metros de altitude, a história do cangaço deixou marcas eternas nas rochas.

​É na tríplice fronteira de Pernambuco com a Paraíba e o Ceará que se esconde a famosa Pedra de Dé Araújo.

​O local, cercado por grutas de difícil acesso, servia de refúgio e descanso para o bando de Sinhô Pereira e seu primo Luiz Padre no início dos anos 1920. Ali era o chamado “Coito dos Pereiras”, uma fortaleza natural estratégica a poucos quilômetros das divisas estaduais, ideal para despistar a polícia.

​Mas por que o nome “Pedra de Dé Araújo”?

​Manoel Cavalcanti de Araújo, o Dé Araújo, era natural de Floresta e virou cangaceiro ao lado de Sinhô Pereira. Após ser emboscado por uma força policial na Paraíba e sair levemente ferido, conseguiu furar o cerco e se esconder em uma das grutas da serra. A partir daquele dia, o abrigo ganhou seu nome.

​Dé Araújo viveu uma trajetória cinematográfica: foi cangaceiro, desertor da Força Pública de Pernambuco, participou do famoso ataque a São José do Belmonte em 1922 e, anos mais tarde, abandonou o cangaço. Com uma nova identidade, virou soldado na Força Pública de São Paulo, onde viveu até os 77 anos.

​Sua memória, no entanto, continua viva nos sertões. A Pedra de Dé Araújo é um patrimônio histórico e ecoturístico de São José do Belmonte que merece ser redescoberto, preservado e valorizado por todos nós.

​Texto com informações do historiador Rostand Medeiros (Blog Tok de História) e do livro de Geraldo Ferraz.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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LAMPIÃO, ANTÔNIO E lIVINO - Os Primeiros Confrontos com os Nazarenos.

 Por Nas Pegadas da História

https://www.youtube.com/watch?v=ghrMjXBpZl0

Como começou a famosa rivalidade entre Lampião e os Nazarenos? Antes de se tornar conhecido como o Rei do Cangaço, Virgulino Ferreira da Silva já estava envolvido, juntamente com seus irmãos Antônio Ferreira e Livino Ferreira, em uma série de conflitos que marcariam profundamente a história do sertão pernambucano. Neste vídeo, vamos conhecer os episódios no livro O Canto do Acauã, edição revista e ampliada, de Marilourdes Ferraz, acompanhando os primeiros embates envolvendo os irmãos Ferreira e os homens de Nazaré. A história ajuda a compreender como uma sequência de desavenças, perseguições, confrontos e vinganças contribuiu para transformar uma rivalidade local em uma das mais conhecidas guerras do cangaço: a luta entre Lampião e os Nazarenos. Marilourdes Ferraz construiu sua narrativa a partir de memórias e registros ligados à experiência de seu pai, Manoel Flor, integrante de uma das famílias de Nazaré que se tornariam conhecidas pela perseguição aos cangaceiros. As fontes históricas apontam que os conflitos envolvendo os Ferreira e José Saturnino antecederam a consolidação de Lampião como grande chefe do cangaço. Os irmãos Ferreira já estavam envolvidos em disputas na região antes mesmo da entrada definitiva de Virgulino no bando de Sinhô Pereira. E foi nesse ambiente de hostilidade que começaram a surgir os primeiros confrontos com os homens de Nazaré. ⚔️ Quem começou a rivalidade? ⚔️ Por que os irmãos Ferreira entraram em conflito com os homens de Nazaré? ⚔️ Como Antônio, Livino e Virgulino Ferreira participaram desses primeiros acontecimentos? ⚔️ Como essa antiga disputa ajudou a formar a história de Lampião? Este episódio é importante porque mostra que a história de Lampião não começou apenas quando ele se tornou o famoso chefe de cangaceiros. Antes do chapéu estrelado, das grandes volantes e das famosas batalhas, existiam conflitos locais que ajudaram a transformar Virgulino Ferreira em um dos personagens mais conhecidos do Nordeste brasileiro. 📚 Fonte principal: O Canto do Acauã — Marilourdes Ferraz, edição revista e ampliada. O livro é uma obra importante dentro da memória dos Nazarenos e das forças volantes, apresentando uma perspectiva diretamente relacionada aos combatentes que perseguiram Lampião. Se você gosta de Lampião, Maria Bonita, cangaço, Nazarenos, história do Nordeste, volantes policiais e documentos históricos, acompanhe o canal. 👍 Deixe o seu like 💬 Comente sua opinião: quem você acredita que teve maior responsabilidade pelo início dessa guerra? 📲 Compartilhe com outros apaixonados pela história do cangaço. Inscreva-se no canal e acompanhe novas histórias do sertão, sempre buscando livros, jornais, documentos e relatos históricos para reconstruir as histórias do cangaço. Lampião, Antônio e Livino - Os Primeiros Confrontos com os Nazarenos Se INSCREVA e Acione o SINO para receber a notificação de novos vídeos. #Lampião #Cangaço #Nazarenos #HistóriaDoNordeste #OCantoDoAcauã

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