Por O que ninguém conta.
"Durante 22 anos, Francisca Benguila viveu presa em um quarto sem janelas, nos fundos da imponente Fazenda Boa Esperança. Ali, longe dos olhos da sociedade, ela sofreu uma violência que atravessaria sua juventude, sua saúde e sua própria esperança. O homem responsável por seu sofrimento era Manuel Francisco Ribeiro de Castro, o Barão de Guaribu, seu tio paterno.
Em janeiro de 1829, a Fazenda Boa Esperança era símbolo da riqueza produzida pelo trabalho escravizado. Possuía extensas plantações e centenas de pessoas submetidas ao domínio do proprietário. Manuel Francisco era um homem influente, respeitado pelas autoridades e cercado por comerciantes.
Francisca havia chegado à fazenda ainda criança, acompanhada da mãe, Rosa Benguila. Sua aparência chamava atenção: tinha pele clara, traços delicados e olhos verdes. Os mais velhos da senzala conheciam o segredo por trás daquela aparência. Seu pai era Joaquim Ribeiro de Castro, irmão do Barão. Antes de morrer, Joaquim havia reconhecido a paternidade em um documento particular. Como filha de uma mulher escravizada, porém, Francisca continuava submetida ao cativeiro. Quando o pai morreu, ela passou ao domínio do próprio tio.
Aos catorze anos, Francisca foi retirada do trabalho pesado e levada para a casa-grande, oficialmente para servir dona Mariana, filha mais velha do Barão. Na realidade, Manuel Francisco a isolou em um pequeno cômodo próximo aos seus aposentos.
Pouco depois de completar quinze anos, Francisca sofreu a primeira violência sexual cometida pelo tio. A partir daquele momento, sua vida passou a ser marcada por abusos e gestações forçadas. A primeira gravidez terminou em 1834. Josefa, uma parteira escravizada, foi chamada para realizar o parto. Nasceu um menino de olhos verdes, mas a criança foi imediatamente retirada da mãe e levada para longe. Francisca nunca descobriu o que aconteceu com ele.
A segunda gravidez veio poucos meses depois. Desta vez, o Barão reforçou o isolamento. Grades foram colocadas na pequena janela do quarto, transformando-o em uma cela. Em 1835, nasceu uma menina. Durante três dias, Francisca pôde segurá-la, amamentá-la e cantar baixinho as cantigas que aprendera com sua mãe. Então, uma mulher desconhecida apareceu. Diante dos olhos desesperados de Francisca, a criança foi levada embora.
Os anos seguintes se repetiram como um pesadelo. Francisca engravidou sucessivamente. Algumas crianças foram entregues a outras famílias; outras desapareceram sem deixar registro. Uma foi abandonada numa roda de expostos em Campos dos Goitacazes. O Barão usava sua influência para impedir perguntas e apagar rastros. Enquanto isso, Francisca permanecia escondida, sofrendo em silêncio.
Em 1840, seu corpo chegou ao limite. Ela sangrava, sofria dores intensas e mal conseguia se alimentar. O parto durou dias e terminou com a morte da criança. Francisca quase morreu também. Josefa permaneceu ao seu lado, cuidando dela com compressas e remédios preparados com ervas. Quando a jovem finalmente se recuperou, estava extremamente debilitada. Ainda assim, Manuel Francisco voltou a procurá-la.
Em 1841, durante a sétima gravidez, Francisca chegou a pensar em tirar a própria vida. Josefa encontrou pedaços de vidro escondidos e tentou convencê-la a continuar vivendo. Na véspera de Natal, Francisca deu à luz gêmeos. O menino sobreviveu, mas a menina morreu poucas horas depois. Três dias mais tarde, o menino foi levado por um padre chamado pelo Barão. Francisca jamais soube seu destino.
A oitava gravidez, em 1843, quase lhe custou a vida. O parto foi prematuro e extremamente difícil. A criança nasceu morta depois de horas de sofrimento. Francisca permaneceu inconsciente durante dias. Quando despertou, não falava mais. Parecia ter perdido qualquer expectativa de que alguém pudesse salvá-la.
Foi então que um acontecimento inesperado mudou, ainda que por pouco tempo, o rumo de sua história. O capitão Eduardo Mendes da Silva, oficial do Exército Imperial conhecido por sua integridade, passou uma noite na Fazenda Boa Esperança. Durante a madrugada, ouviu gemidos vindos de um corredor trancado. Desconfiado, investigou.
Ao abrir a porta, encontrou Francisca em condições desumanas. Havia correntes na parede, restos de comida, sujeira e sinais evidentes de violência. O Barão apareceu imediatamente, acompanhado por homens armados, tentando explicar que a mulher havia enlouquecido e precisava ser mantida isolada...".
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta!
Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo.
Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video "O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
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