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quinta-feira, 8 de março de 2012

Padre Cícero

Por: Alcino Alves Costa
Alcino Alves Costa em dia de Cariri Cangaço em Juazeiro do Padre Cícero
No meu entender, um vaqueiro da história, um daqueles rastejadores das coisas de nossos sertões e de seu povo, tem que envidar todos os meios possíveis e imagináveis para não ser tendencioso em seus trabalhos literários, já que a história não é, nunca foi e não será teoria e sim, fatos acontecidos e registrados nas mais diversas versões, mas, infelizmente, tenho que reconhecer uma verdade absoluta. Em relação à vida e o viver do padre Cícero eu sou tendencioso. A realidade é que não tenho nenhuma condição de discorrer sobre esse tão apaixonante assunto. Por quê? Além da escassez de conhecimento sobre a história do notável criador do Juazeiro, o meu sentimento e o meu espírito não encontra nenhuma deficiência que possa desqualificar a quase que divina grandeza desse verdadeiro santo sertanejo. Portanto sou suspeito.
Tenho orgulho e prazer em idolatrar os padres Ibiapina, Damião, Donizete, Frei Galvão e o próprio padre Cícero. Mas, vejam a ironia do destino. Desde os tempos fulgurantes da Teologia da Libertação, quando alguns teólogos em seus brados inflamados e cheios de ódio para com aqueles que possuíam terra e gado, procuravam jogar família contra família, sociedade contra sociedade, povo contra povo, eu me afastei por completo da igreja. Deixando a igreja de lado, por não aceitar e nem acreditar naquele novo proceder dos representantes do catolicismo. E assim, não aceitando aquela nova posição da igreja, procurei refúgio e consolo espiritual nas palavras de Alan Kardec e Bezerra de Menezes, porém sem deixar em nenhum instante de minha vida de me valer de Nossa Amada Mãe Santíssima e de nosso Amado Mestre e Senhor Jesus Cristo.
Voltando ao Padre Cícero o assunto em pauta é: ele protegia cangaceiro? Ele protegia Lampião? Claro! O Padre Cícero protegia cangaceiros. Protegia Lampião. Sob qual fundamento e baseado em que eu faço essa afirmação? Ora, meus amigos, o padre Cícero nasceu e carregou por toda encosta de sua vida a sublimação do amor em toda a sua abrangência. Ele amava todos. O rico, o pobre, o preto o branco, o letrado o analfabeto, o caboclo o praciante, também o ladrão e o criminoso, o bandido e o malfeitor. Esses eram a sua grande preocupação. Aqueles que ele orava todos os dias para tirá-los do abismo do crime. Enfim, a todo ser humano, a todos os filhos de Deus, fosse cangaceiro ou qualquer desvalido da sorte; também os grandes e famosos cangaceiros foram por ele amados, dentre eles Sinhô Pereira, Luís Padre e o próprio Lampião.
Alcino Costa, João de Sousa, Ângelo Osmiro e Ivanildo Silveira, no Museu vivo de Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, no Cariri Cangaço
Se em março de 1926, o padre Cícero recebeu ou não Lampião em sua residência ou em qualquer outra localidade, não deslustra a sua excelsa vida. Mesmo porque, o padre Cícero jamais iria se recusar em receber quem lhe procurasse.Aliás, nos registros históricos do célebre escritor Nertan Macedo, o filho do Crato diz nas páginas 136 e 137 de seu livro “Lampião”:“(...) Já muito alquebrado e, como de hábito, sentado a segurar velho e nodoso cajado, estava o Padre, em casa, quando a beata Mocinha irrompeu quarto adentro, comunicando”:
- Meu padrinho, aconteceu uma desgraça!
- Que desgraça, criatura? - perguntou o Padre.
- Lampião está aqui!
- Mas quem mandou esse homem entrar no Juazeiro? - insistiu o ancião.
E, chamando um dos seus caseiros, ordenou:
- Diga a Lampião que venha cá! Quero saber com ordem de quem ele veio ao Juazeiro!
Ai Lampião, na companhia de alguns cabras, compareceu à presença do Padre Cícero.
Este o recebeu em casa, cajado na mão, sentado na cama.
- Meu padrinho... - foi balbuciando, cheio de humildade, o Capitão, ajoelhando-se com os cabras.
Mas a palavra do patriarca saiu cortante:
- Cale a boca, Lampião! Você é um condenado! Você vai pro inferno pelos seus crimes praticados! Faça como Sinhô Pereira e Luís Padre: vá pra Goiás...
- Mas, meu padrinho, eu não posso atravessar tanto sertão a pé, numa viagem desta...
- Cale a boca, Lampião! - repetiu duramente o Padre, reiterando-lhe a exortação de que o Capitão abandonasse o cangaço e fosse embora para Goiás, como já havia feito os outros chefes de bando, Sinhô Pereira
e Luís Padre...
Esse registro da história atesta muito bem o tamanho descomunal da injustiça que se faz com o santo dos romeiros. Aqueles que não têm compromisso com as possíveis verdades da história não se cansam de registrar apenas aquilo que seja do seu agrado e que seja de sua vontade.
Queiram ou não, o padre Cícero foi um homem que tinha o seu espírito e o seu sentimento muito além das coisas terrenas. Porém, não poderia ser diferente, ele era um ser humano, alguém que também pecava e viveu suas provações. Todavia, nenhuma dessas provações, nenhum de seus pecados, nenhuma posição política alcançada, nem o seu desmedido amor pelo seu Juazeiro, que é sem dúvida alguma o seu maior milagre, nem sua luta em favor de seus amados romeiros desvirtuaram o seu sublime amor pelos preceitos divinos. Numa prova que o seu espírito estava além, muito além, do viver terreno e das vicissitudes da terra.
Beata Mocinha e Padre Cícero: Museu vivo no Horto, Juazeiro do Norte
Portanto, minha querida família sertaneja, desde aquele venturoso dia 24 de março de 1844, quando na então Vila Real do Crato, uma criancinha nasceu de Joaquim Romão Batista e dona Joaquina Vicência Romana, alcunhada carinhosamente de dona Quinô, era também o nascimento de uma nova era, a era comandada por um homem que só queria para a sua gente, para seu povo, para o seu amado cariri e seu amado sertão, PAZ E AMOR.
Saudações cangaceiras
Alcino Alves Costa
O Caipira de Poço Redondo
Conselheiro Cariri Cangaço, Sócio da SBEC
Extraído do Cariri Cangaço
http://cariricangaco.blogspot.com

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Vem aí mais um documentáro sobre Maria Bonita

Por: João de Sousa Lima
Gilmar Teixeira, Fiego Antunes, João de Sousa Lima e Edson  Barreto
Maria Bonita é tema de um documentário que está sendo realizado pelos formandos em jornalismo  Louise Farias e Diego Antunes, com assessoria histórica de João de Sousa Lima e Gilmar Teixeira. O vídeo intitulado "Nas terras de Maria" narra a passagem do cangaço na cidade de Paulo Afonso, dando um enfoque principal nas mulheres cangaceiras. O professor Edson Barreto e outras personalidades que estudam  a temática estão entre os entrevistados no vídeo e já estamos aguardando o lançamento para os próximos meses. 
João de Sousa Lima
Sócio da SBEC, Conselheiro Cariri Cangaço

Extraído do blog: Cariri Cangaço

"Só de mim" ou será "Sem ti?"


A Literatura é feliz na Madeira e sabe disso - Festival Literário da Madeira troika as voltas à crise


A 2.ª edição do Festival Literário da Madeira (FLM) decorre entre os dias 15 e 18 de março e reúne escritores oriundos de Espanha, dos EUA, da China, de Itália e de Portugal. Esta é uma iniciativa conjunta da Booktailors – Consultores Editoriais e da editora Nova Delphi.

Afonso Cruz, Joel Neto, Eduardo Pitta, Pedro Vieira e Fernando Pinto do Amaral são alguns dos autores portugueses presentes no Festival, a que se juntarão o norte-americano Barry Wallenstein, o chinês Yang Lian, o italiano Francesco Benozzo e o espanhol José Manuel Fajardo.

Pôr os madeirenses em contacto directo com alguns dos principais escritores nacionais e estrangeiros é apenas um dos motivos que animam a organização. «Dinamizar a economia local e evidenciar o arquipélago da Madeira como destino cultural são objetivos que perseguimos com a realização deste evento. Acreditamos que é possível consolidar o Festival Literário da Madeira como uma das referências do calendário editorial português», sustenta o responsável pela Booktailors, Paulo Ferreira, coorganizadora do FLM.

Este ano, o Festival terá como mote o verso de Fernando Pessoa «Éramos felizes e não sabíamos», o qual se desdobrará em cinco temas para debate: a importância da conjuntura atual no meio editorial; a presença da pieguice na literatura portuguesa; a importância da poesia no quotidiano; a capacidade, ou a falta dela, que a crítica tem de influenciar os leitores; e o eterno retorno aos temas e histórias dos clássicos.

A edição deste ano do FLM, que decorre no Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, abre com uma conferência inaugural sobre Agustina Bessa-Luís, proferida por Inês Pedrosa, e não deixa de garantir sessões com autores em várias escolas da Madeira. Em paralelo e ao longo de todo o Festival, realizar-se-á uma feira do livro.

Para mais informações consulte:
http://festivalliterariodamadeira.com/
http://madeiraminhavida.blogspot.com/


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Canudos

Antonio Conselheiro
image hosted on flickr
Canudos é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 09º53'48" sul e a uma longitude 39º01'35" oeste, estando a uma altitude de 402 metros. Sua população estimada em 2008 era de 15 229 habitantes, dos quais a metade vivia na sede. O município possui uma área de 2 984 km². Encontra-se inserido no Polígono das Secas e no Vale do rio Vaza-Barris.

As três Canudos
É a terceira Canudos da região. A primeira surgiu como uma pequena aldeia nos arredores da Fazenda Canudos, no século XVIII. Com a chegada de Antônio Conselheiro e seus seguidores, em 1893, o lugar foi rebatizada para Belo Monte, e passou a crescer vertiginosamente. Calcula-se que no seu auge em 1897 contasse com 25.000 habitantes, sendo destruída pelo Exército durante a Guerra de Canudos (1896-1897). A segunda Canudos surgiu por volta de 1910, sobre as ruínas de Belo Monte. Seus primeiros habitantes eram sobreviventes da guerra. Depois de uma visita do presidente Getúlio Vargas, em 1940, decidiu-se construir um açude no local. Em 1950, com o princípio das obras de construção da barragem que inundaria o vilarejo, os habitantes começaram a sair. Muitos se mudaram para o Cocorobó, uma antiga fazenda que ficava aos pés da barragem em construção. Com o término das obras, a segunda Canudos desapareceu por sob as águas do açude de Cocorobó em 1969. O vilarejo de Cocorobó tornou-se município em 1985 e, apesar de ficar a 20 km do local original, foi rebatizada de Canudos, tornando-se assim a terceira cidade com este nome.

Entre 1994 e 2000, as ruínas da segunda Canudos puderam ser vistas no interior do açude, nas épocas de seca.
Fonte:Pagina do Municipio de Canudos na Wikipedia
PMC-Istituto Popular Memorial de Canudos
Fonte:Canudosnet.com
Por do sol em Canudos - Romulo Sa Rebelo(Panoramio)
Serra do Conselheiro - Fonte: Canudosvip.com
Memorial Antonio Conselheiro - Fonte:Canudosvip.com
Açude de Canudos - Romulo Sa Rebelo(Panoramio)

Extraído deste site:

Maria Bonita ganha papel principal

 
Ela percorreu, por oito anos, os mais inóspitos cenários e lugares do Nordeste do Brasil, em meio aos cangaceiros do grupo de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, seu marido. Aventura e ousadia que lhe renderam o posto de “primeira-dama” do cangaço nacional, e, exatos 101 anos depois de nascida, ela se tornou referência e inspiração para a cultura e comportamento de muitas mulheres nordestinas e brasileiras. Nesta quinta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a vida de Maria Bonita ganha as páginas do livro-reportagem A dona de Lampião, da jornalista e coordenadora de pesquisa do Jornal do Commercio, Wanessa Campos, que será lançado, às 19h, no Centro Cultural Correios, no Bairro do Recife.

Formada há 30 anos, Wanessa passou boa parte da carreira no jornalismo em editorias dedicadas ao interior do Estado. Foi aí que surgiu o primeiro contato com as informações sobre o cangaço, que lhe chamaram atenção e se transformaram em foco de pesquisa à qual ela se dedica até hoje. “Adoro interior, e acho que as grandes notícias vêm de lá. E o cangaço é um tema em que, quando você mergulha, não quer mais sair”, comenta.

A partir das pesquisas, Wanessa criou vínculos com amigos e familiares de Lampião e Maria Bonita. E foi a neta do casal, Vera Lúcia Nunes Ferreira, uma das incentivadoras da criação do livro. “Vera me falou das comemorações do centenário de Maria Bonita, no ano passado. Eu disse a ela que faria um livro, então, Vera me incentivou.” Em pouco mais de 100 páginas, a autora remonta a história de uma mulher que por muito tempo ocupou o posto de coadjuvante nos relatos históricos, contextualizando cada fase de sua vida dentro das épocas brasileira e mundial. Era 1930, quando Maria Gomes de Oliveira deixou de ser a Maria Déa – como era conhecida na vizinhança, em Glória, Sertão baiano – para mudar a sua história, largando a vida que tinha, em nome de uma paixão. “Maria Bonita foi uma mulher que rompeu com paradigmas da sociedade para seguir um homem e enfrentar o incerto”.

Embasado nos estudos e pesquisas de fragmentos de informações em jornais, revistas, fotografias, documentos da época e entrevistas com familiares, cangaceiros e ex-volantes, o livro mostra como Maria Bonita levou toques femininos e delicados à rigidez e frieza do cangaço. “Ela incentivou a higiene no bando. Quando ela entrou para grupo, eles passaram a acampar próximo aos rios, para facilitar os banhos. O bando também começou a respeitar as famílias. E os cangaceiros trouxeram sua mulheres para o grupo”, conta Wanessa”. “Mas é bom lembrar que nenhuma delas ia à luta. Elas portavam armas para avisar, com um tiro para cima, a aproximação do inimigo.”

Dona de uma beleza e vaidade sempre comentadas e lembradas nos relatos de quem a conheceu, e claramente visíveis nas fotografias, na contemporaneidade, as marcas e influências da mulher de Lampião chegam à moda, cultura regional e até à música. “Quando pequena, ela passava horas à frente do espelho. E até adulta, como a gente vê nas fotos, ela era vaidosa, fazia poses. As sandálias que ela usava, os anéis, tudo virou inspiração. Há até uma grife com o nome dela.”

O livro A mulher de Lampião conta ainda com depoimentos dos jornalistas Mário Hélio e Cícero Belmar, do diplomata Daniel Bazon e do cantor Alceu Valença, e apresentação de Marcus Accioly. A obra, publicada com apoio da Prefeitura do Recife, tem design gráfico de Andréa Aguiar, fotos de Hélia Scheppa, tratamento de Cláudio Coutinho e revisão de Laércio Lutibergue. (Do 
Jornal do Commercio).

Postado por Aurton Fernandes
Extraído do blog: "Luz de Fifó"

Elas ousaram: Maria Bonita


Maria Bonita nasceu no Dia Internacional da Mulher. Hoje, ela faria 101 anos.

A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 8 de março de 1911 numa pequena fazenda em Santa Brígida, Bahia e filha de pais humildes Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se muito jovem, aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril.

A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E foi, justamente, numa dessas “fugas domésticas” que ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele. Era uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro.

Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cangaço”. Ele era visto com respeito e admiração pelos fazendeiros, incluindo Maria. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião chamou a “mulher” para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.

Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva. (do site
Experta).


Lampião: as mulheres e o cangaço. De Antônio Amaury (1984).
Extraído do blog: !Luz de Fifó"

História do 8 de março

09 - Orquídeas Lélias
http://www.pousadajardimdoeden.com.br/fotos_jardim_do_eden/fotos_jardim_do_eden.php
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data 
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Conquistas das Mulheres Brasileiras 
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Marcos das Conquistas das Mulheres na História 
- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres
Fonte:

...Imaginemos

Por: Dulce Cavalcante
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Andorinhas em bando, distraídas,
A fazerem ninhos em nossos olhos.
O canto do bem- me- vê  do bem-te-vi,
http://1.bp.blogspot.com/-hAIGenD48Ps/T1if3SvGcTI/AAAAAAAAAJk/HooDlp16wbc/s320/terra+renascida.gif
beija-flores, beijando flores,
Bebendo o néctar, triplicando o pólen,
Fecundando a vida!            
          
Imaginemos
Tudo em seu lugar, embevecidos   
Borboletas, pirilampos,
E,  joaninha, louva-deus e esperança,
voltando cada vez mais, aos campos,
Salvos da fuligem e livres do lixo urbano,
Exaltando a terra,
Ensaiando a vida!
             
Imaginemos
A imensidão de águas límpidas
Dos rios, das  fontes, dos lagos
De repente despoluídas.
O húmus fertilizante
invadindo as margens,.
Peixes em eterna piracema
E os frutos  mais  doce em cada estação
Saboreados com sofreguidão e sem culpa
Recriando a  vida!

Extraído do blog: Linhas Tortas, da poetisa Dulce Cavalcante

Essa coisa mulher

Por: Dulce Cavalcante
[PB260100.JPG]

Tem  muita coisa
de divina, de diabólica ,de angelical,de ninfa .
Mulher qualquer coisa, sem asas, sem véus, 
sem bandeiras .
Mulher  tem uma coisa bendita ; pela própria natureza
nela se eternizam, os povos,
Equilibra   mundos,
o universo inteiro.
Harmoniza-se. enfrenta, confronta.
Se preciso
recolhe ou usa armas buriladas em suas mãos.
Tem muita coisa de diva, de deusa ,de bruxa
e muito de fada.
Usa uma varinha de condão não importa se
de ouro ou de cobre, 
ou que seja  uma haste e presa  a uma flor.
Mulher traz no porte uma coisa
de rainha.
Traz  a tenacidade da abelha operária,
tem muito de rica,  muito  de plebe.
Sendo rude, sendo politizada: sabe ser tudo.Simples, soberba e sublime.
Mulher não é coisa abstrata como os anjos
e não é coisa concreta como as pedras
nem é etérea;
como nuvens cor-de-rosa
só quando sonha, se desvirtua ou se  entrega.
Não é coisa estática como a montanha
Tem a mobilidade das chuvas, o assanhamento das tempestades.
e a  calmaria da brisa, nas mangãs de domingo.
Há muito, tem essa coisa emaranhada de raiz,
 de ramo: dá folhas,  dá flores, dá frutos e
dará sombra ,enquanto o mundo for mundo.
Às vezes tem coisa de fera, aí, tenha medo,
se encurralada mostra coisa de dente,
http://1.bp.blogspot.com/-ezFMxtfFxtM/T1jFU4wnBpI/AAAAAAAAAJs/jxbpSpu7pHk/s320/dicas-de-como-pode-ser-facil-ser-mulher-e-nao-dicas-de-como-pode-ser-mulher-facil-145436-1.jpg
de garra, de astúcia, de malícia, de megera.
mulher
precisa de batom,
precisa  de brilho, de néon,
E muito mais de uma coisa chamada RESPEITO

Enviado pela poetisa Dulce Cavalcante, do blog: Linhas Tortas

Um grande dia consagrado à mulher...

Por: José Cícero
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As grandes transformações vivenciadas pelo mundo contemporâneo há muito constituem um imenso legado de luta; parte dele edificado a ‘sangue e fogo’ pelo gênero feminino nos mais diversos rincões do planeta.

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Todavia, a quebra dos velhos paradigmas com que antes a sociedade historicamente tem procurado justificar a posição supostamente subalterna da mulher, como um ente de segundo plano, coloca hoje em xeque uma outra visão de caráter puramente discriminatório, quer seja o ‘reconhecimento’ como que tardio, por parte dos formadores de opinião de tendência machista, quer seja de que é preciso promover novas aberturas para a atuação das mulheres no contexto social e político nas diversas correlações de forças da sociedade atual.
Ora, as mulheres já têm demonstrado serem por si só, capazes o suficiente de dar prosseguimento a sua ascendência histórica de conquistas, através dos seus próprios méritos. Basta apenas agora que a sociedade machista e ainda discriminatória compreenda de uma vez por todas, que a questão de gênero neste país precisa sim, ser tratada num outro patamar de equilíbrio; ou seja, o da igualdade de condições e de direitos como versa a lei.
Por ser tudo isso um dos esteios fundamentais para a verdadeira democracia cidadã a que todos almejamos edificar coletivamente. Assim como, um firme cumprimento daquilo a que se comvencionou chamar de estado de direito.
Portanto, sem os antigos ranços de preconceitos e outras pieguices discriminatórias pra lá de mastodônicas que infelizmente, ainda ‘infestam’ o cotidiano interminável de lutas e conquistas das bravas mulheres em todos os recantos do planeta e, especialmente as brasileiras.
São deveras inegáveis as conquistas já empreendidas pelas mulheres que num esforço hercúleo têm trilhado uma trajetória de luta na busca incessante dos seus direitos à liberdade e a uma convivência cada vez mais harmoniosa de paz e justiça social entre os homens. A presença feminina é por tudo isso, hoje, uma constante em todos os estratos do nosso dia-a-dia sumamente de emancipacionista, com expressivo respaldo nos mais diferentes ramos das nossas atividades, tanto profissionais, quanto sócio-políticas e culturais.
Para usarmos um dos elementares conceitos Nietzschiano, a mulher não precisa de “nenhum tipo de piedade”, mas sim do reconhecimento verdadeiro, sobretudo pela sua coragem e disposição para lutar contra as mais variadas formas de opressão; construindo assim junto com os homens um caminho de efetivas conquistas na construção da sua própria história. A piedade pura e simples, além de contraproducente é mais uma modalidade de preconceito implícito e que por isso mesmo precisa ser abolida do nosso meio. Muito mais que isso, a mulher só precisa de um pouco mais de respeito e compreensão numa perspectiva de valorização do importante papel que ao longo do tempo tem desempenhado no processo histórico e construtivo da nossa sociedade.
A mulher – a célula máter do mundo e da própria vida – há muito é sinônimo de poesia, sendo por isso mesmo decantada por quase todos os grandes vates da literatura universal. Não obstante tudo isso, é nossa partícipe essencial na árdua e cansativa batalha com que cada dia nos doamos à transformação de um mundo mais humano, fraterno, digno e socialmente justo para todos. O mundo ulterior que haveremos todos de deixar como um legado aos nossos filhos e a posteridade de uma forma geral.
Parabéns a todas às mulheres do Brasil, do Cariri e do mundo pela passagem deste dia tão singular que, na proporção das suas lutas, haverá certamente de assumir o exato valor e a dimensão não apenas de uma vida, mas de uma história muito mais longa, assim como de uma existência inteira.
José Cícero - Professor, Escritor e poeta
Secretário de cultura
Aurora - CE.
Imagem ilustrativa da Internet

LEIA MAIS EM:
www.eitaaurora.blogspot.com

Enviado por José Cícero, Secretário de Cultura de Aurora, no Estado do Ceará, e pesquisador do cangaço.

Homenagem às mulheres


Homenagem às Mulheres

NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, HOMENAGEM DESTE BLOG ÀS MULHERES EM FORMA DE POESIA

Mulher

Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...

Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...

Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...

O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...

Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...

Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...

(Repetir a letra)

"Blogdomendesemendes"

O VELHO SÁBIO FILOSOFANDO (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

O VELHO SÁBIO FILOSOFANDO

Como numa pintura de Rembrandt, o velho sábio está sentado perto de uma mesa com muitos livros grossos e antigos por cima, cujas páginas entreabertas demonstram que o mesmo andou pesquisando alguma coisa. Alfarrábios, brochuras, manuscritos, verdadeiro trabalho de copistas nos mosteiros medievais.
Ainda como numa pintura de Rembrandt, a sala onde está o velho sábio, de barbas longas e esbranquiçadas, rosto já desgastado pelo tempo, mas de olhos profundamente iluminados, é sombria e misteriosa. Não há nitidez naquele semblante antigo, apenas aparências, pois iluminado por uma luz amarela que entra pela janela entreaberta e vai avançando timidamente pelo ambiente.
A luz não vai muito adiante, porém observa-se uma escadaria curva, uma lareira de chamas chegando ao fim, uma janela fechada do outro lado e na parede uma equação indescritível, mas ao lado uma inscrição dizendo que o tempo é a soma dos anos, menos a vida, vezes a dor, acrescida de nada ao final. O vento que entra pela janela move as páginas, talvez fazendo a leitura que não será mais necessária ao velho sábio.
Certamente ele já leu alguma coisa, já pesquisou, pois os livros naquela posição deixam induvidosa tal assertiva. Contudo, não se sabe quando, não se sabe se aqueles livros estão abertos assim desde muito tempo, talvez anos. Ora, ficaram ali esquecidos porque o homem agora lê a vida com sua mente, seu olhar e suas indagações.
Chega um tempo que a sabedoria de um homem não é mais buscada nos livros, nas situações da vida, nas experiências, nem nos experimentos e constatações, pois tudo já formulado no próprio pensamento. O problema é que nesse estágio é que os verdadeiros problemas da humanidade surgem à mente para serem decifrados. E agora é a vez do pensamento encontrar as soluções, se encantar com o encontrado e entristecidamente se angustiar com as dores que afloram.
Talvez Nietzsche e Schopenhauer tivessem chegado a esse estágio de caminhar em busca de explicações mentais e terem encontrado somente a dor, a angústia, o pessimismo. Mas o velho não via o mundo, a vida e a realidade existente pelo seu aspecto mais negativo. Confiava no ser humano e na sua capacidade. Contudo, já há muito tempo que tentava fortalecer, através de exemplos dignos, tal confiança, mas sem conseguir. Como resultado uma frágil esperança.
Ah, como gostaria de continuar confiando no homem! Se o mundo evolui, o progresso vem chegando a passos largos, os benefícios que chegam são infinitos, ainda assim o homem não acompanha o seu tempo. Ao que tudo parece ficou estacionado à sombra de determinados períodos históricos onde imperavam a decadência moral, a brutalidade, a violência pela violência.
Nesse recostado sombrio, cujo muro jamais se abriu para tempos novos, apenas um vestígio do homem ultrapassou seus limites, porém para caminhar avante com o estigma da ignorância pelas suas próprias potencialidades. E ruim saiu das sombras e assim continuou.
Na verdade, a evolução da humanidade de nada parece ter servido para o homem viver e compreender o seu tempo. E eis um problema sério e grave a ser resolvido. Num tempo muito distante, quando a caverna era lar e o descampado a escola, o ser primitivo vivia sua ignorância sem culpa. E aí é que reside a grande diferença do homem primitivo para o que se diz evoluído. Aquele, se errou, o fez pelo desconhecimento e dentro do que a sua realidade permitia. E o que diria o homem moderno?
O homem moderno simplesmente regrediu para o estágio anterior ao primitivo do ser humano. Estágio este marcado pelo caos, pelo vazio, pelo nada, quando muito as sombras e seus arremedos. E isto porque não se pode admitir que o ser da caverna tenha vivido o seu inóspito e rudimentar mundo de forma consciente, e o indivíduo que se diz moderno não saiba viver potencialmente num mundo de incontáveis possibilidades. E o pior é que tal incapacidade de construir, cada vez mais se transforma numa capacidade descomunal de destruir.
Envolto em tais pensamentos, certamente que o velho sábio não precisaria mais daqueles livros sobre a mesa para pensar em respostas. Realmente não precisava, pois a cada nova indagação um espanto, uma tristeza, uma angústia.

Rangel Alves da Costa* 
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

A Dona de Lampião

Por: Wanessa Campos
 
 
Hoje, Dia Internacional dedicado a Mulher, nosso encontro marcado é com "A Dona de Lampião" da escritora e jornalista,
Wanessa Campos.

Cariri Cangaço

Noites assim (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Noites assim

Na noite
nua
saio para
a rua
que ainda
é sua
debaixo
da lua
e que a dor
diminua
e a solidão
que pontua
e ao lado
flutua
assim não
me possua
pois vou
cantar o amor
o de melhor
que se cultua
embaixo
da sua janela
da saudade tua
numa paixão
sem fim
e tanto acentua
minha voz
para dizer
que tenho a vida
mas ela é tua
um resto
um sopro
sombra da lua
e sem você
é dor que insinua.


Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com