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terça-feira, 9 de maio de 2023

NA QUIXABEIRA ONDE O CANGACEIRO JURITI FOI QUEIMADO VIVO.

Por Histórias do Cangaço

O ano era 1941. O cangaço já havia encontrado seu desfecho na Chacina de Angico de 38. Após as entregas do pós-cangaço, o afamado cangaceiro Juriti (o baiano Manoel Pereira de Azevedo), um dos mais perversos do bando de Lampião, acabou encontrando a morte pelas mãos do cruel e sanguinário Sargento Deluz (Amâncio Ferreira da Silva), terrível caçador de cangaceiros que se negava a dar trégua aos deserdados bandoleiros das caatingas, cuja base de atuação era nos sertões sergipanos de Canindé de São Francisco. Mas Juriti teve seu destino selado por uma saudade sentida de sua ex-companheira dos tempos cangaceiros: Maria de Juriti. 

Assim, como a ex-cangaceira havia retornado para o lar familiar na região da Fazenda Pedra D’água (nas proximidades da famosa Fazenda Cuiabá), e após vaguear pelo mundo como ser comum e trabalhando pela sobrevivência, em 1941 resolveu retornar ao sertão sergipano, e certamente com vontade de rever Maria e alguns conhecidos. Contudo, a notícia da chegada do cangaceiro logo chegou aos ouvidos do Sargento Deluz. 

Não demorou para que o feroz militar providenciasse o cerco da residência de Rosalvo Marinho, onde Juriti se arranchava. Preso, foi logo amarrado e conduzido em direção a Canindé. Mas na estrada, a solução encontrada foi outra. 

Deluz mandou que seus soldados preparassem uma fogueira grande, com toco de pau e mato seco, logo abaixo de uma quixabeira, e nas chamas lançou o indefeso cangaceiro. E pelos sertões, os versos ainda ecoam: “A fogueira de Deluz, deu luz de gemido e dor. Entre as chamas da fogueira, Juriti não mais voou. 

O cangaceiro perverso, pelas mãos da perversidade em cinzas se transformou.

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SEU PITÉU E O CAFÉ KIMIMO.

Por José Mendes Pereira

José Agripino, Graças Mota e João Batista da Mota (Pitéu) –  Em 1983http://www.azougue.org/conteudo/dobumba481.htm

José Batista da Mota ou simplesmente "seu Pitéu", como era alcunhado em Mossoró, morava no centro da cidade, à rua Cunha da Mota, em frente ao rio Mossoró. E era natural do Estado da Paraíba. No ramo de torrefação e moagem de café, seu Pitéu foi um dos maiores empresários de Mossoró, e com o seu reconhecido e afamado "Café Kimimo", dominou por mais de 30 anos as regiões adjacentes desta cidade, e  também uma boa parte do Rio Grande do Norte, A fábrica funcionava no centro de Mossoró, à Rua Dr Almeida Castro, s/n com a Rua Jerônimo Rosado.   

O Café Kimimo não foi uma criação de José Batista da Mota, e sim de uma tradicional família mossoroense, que fundou a torrefação em 12 de julho de 1960. Mas cinco anos depois de fundada a torrefação, o café Kimimo passou para as mãos deste empresário, que com raça e dedicação, fez com que a torrefação se consagrasse como a maior indústria de café do Rio Grande do Norte.

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No ano de 1996 a fábrica de café "Santa Clara", que antes era concorrente do café Kimimo no Rio Grande do Norte, reconhecendo a importância da marca para a comunidade, assumiu o controle da instituição, dando importante passo para alcançar a liderança neste setor do agronegócio. Desde sua fundação e hoje incorporado ao projeto Santa Clara, o café Kimimo continua conquistando cada vez mais o coração dos brasileiros.

Seu Pitéu era um senhor de estatura média, de cor morena, não tão gordo, e tinha um respeito pelas pessoas humildes. Independentemente da indústria, os seus empregados eram tratados como se fossem seus amigos, mantendo esta amizade em qualquer lugar, na fábrica e fora dela. 

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Conheci o seu Pitéu através da Lourdes Gadelha, uma jovem que prestava os seus serviços à empresa, e que neste período, nós estudávamos na mesma escola e na mesma classe, e através dela, aproximei-me do seu Pitéu, e até fui beneficiado por ele quando eu era funcionário da Editora Comercial S/A, dando-me serviços gráficos para que eu ganhasse a comissão de 10% que a empresa oferecia a qualquer um funcionário que arranjasse serviços para serem confeccionados na gráfica. 

José Batista da Mota ou seu Pitéu foi uma figura humana de muita importância no que diz respeito ao desenvolvimento de Mossoró, mantendo a sua torrefação e moagem de café, sempre gerando empregos para os mais humildes da nossa cidade.

Minhas simples histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro. 

Se você gosta de ler histórias sobre “Cangaço” clique no link abaixo: 

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NOTA DE PESAR!

Por Relembrando Mossoró

O Relembrando Mossoró vem com muita tristeza comunicar o falecimento da Professora Francisca Zenalice, professora de português e redação do Diocesano, Estadual, Convesti, Dom Bosco, entre outros. Nossos sentimentos aos familiares e amigos!

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NOS 78 ANOS DO FIM DA SEGUNDA GUERRA NOSSA HOMENAGEM AO SAUDOSO COMBATENTE ANTÔNIO GOMES.

 Por José Cícero

Foto: Net.R.Gomes/ G.Golbery: Imortais combatentes. = Saudoso Antônio Gomes Linard, um herói da pátria e do nosso Cariri cearense.

Neste dia 5 de maio comemora-se(ou pelo menos deveria se comemorar) a passagem do aniversário dos 78 anos do fim da Segunda Grande Guerra Mundial, o chamado "dia D da vitória" dos aliados que se deu com a rendição oficial do exército Alemão de Hitler em 1945. Deixando assim, um saldo de 426 mortos por parte do exército brasileiro em 239 dias de intensos e sucessivos combates nas terras italianas. Sendo que a vitória mais marcante foi a do Montese localizada no norte da Itália.

A tropa da FEB - força expedicionária brasileira era composta por cerca de 25.834 homens e mulheres (pracinhas), que tão bem representaram o Brasil ao lado das tropas Aliadas durante a campanha, em suas duas últimas fases militares no esforço de romper a grande linha gótica durante a ofensiva final, com vistas a derrubar as barreiras do eixo alemão situadas nas regiões nortistas de acesso ao sul da Alemanha. Partiram do Brasil em 02 de julho de 1944 retornando do porto de Napoleão no dia 18 de julho de 1945.

Portanto, neste histórico aniversário haveremos de em geral, homenagear todos os "pracinhas" brasileiros e, em particular, reverenciar um histórico representante do Cariri - o saudoso combatente ANTONIO GOMES LINARD(foto), filho natural da cidade de Santana do Cariri e adotivo de nossa Missão Velha, onde aqui residiu até o fim dos seus dias. Aliás, que eu tive a imensa honrar de ter conhecido nos meus idos anos de adolescente, inclusive, durante suas palestras estudantis no antigo ginásio paroquial.

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MORRE RITA LEE, A RAINHA DO ROCK NACIONAL, AOS 75 ANOS

 Por gshow — Rio de Janeiro

Rita Lee — Foto: Reprodução/Instagram

MOcorreu na noite de segunda-feira, 8/5, Rita Lee, uma das maiores cantoras do Brasil. A informação só foi divulgada na terça-feira, 9/5, no perfil oficial da cantora na rede social. A rainha do rock nacional lutou contra um câncer de pulmão, que enfrentava desde 2021. Ela faleceu em casa cercada pelo amor de sua família, em São Paulo. O velório será no dia 10, quarta-feria, no Planetário do Parque Ibirapuera, a partir das 10h.

Leia

https://gshow.globo.com/tudo-mais/tv-e-famosos/noticia/morre-rita-lee-a-rainha-do-rock-nacional-aos-75-anos.ghtml

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SE PERNAMBUCO TIVESSE PERDOADO OS ERROS DO AGORA CAPITÃO LAMPIÃO, QUEM SABE, QUANTAS VIDAS HUMANAS TERIAM SIDO SALVAS, HEIN?

  Por José Mendes Pereira


No início do ano de  1926, Virgolino Ferreira da Silva o já famoso cangaceiro Lampião (ainda não era capitão, mas foi logo patenteado nesta visita), esteve na presença do Padre Cícero Romão Batista, na cidade do Juazeiro do Norte, no Estado do Ceará, para honrar "convite" feito pelo soteropolitano deputado federal Floro Bartolomeu da Costa, quando este havia o convidado para combater a Coluna Prestes, e no momento da recepção, receberia armas, munições e fardamentos para ele e seu respeitado bando de cangaceiros, além do mais, Lampião receberia a patente de capitão do exército brasileiro.


De lá até  a sua morte, foram mais ou menos 12 anos passados, e depois de ter sido abatido, juntamente com a sua amada rainha Maria Bonita, posteriormente, todos os cangaceiros remanescentes da sua empresa, que a partir dali ficaria extinta, foram agraciados pelo presidente Getúlio Vargas, quando o ditador bateu o martelo, com a finalidade de acabar de uma vez por toda com o "Movimento Social de Cangaceiros", principalmente da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica  & Cia", que teimosamente, ainda restavam alguns grupos de delinquentes pelos cerrados da caatinga, que tentavam preservar o cangaço do velho e companheiro guerreiro assassinado. E assim fez o Getúlio Dornelles Vargas. Perdoou todos os erros praticados pelos facínoras no cangaço,  mas o perdão seria com uma condição: "Aquele que não se entregasse às autoridades, e caso fosse pego, com certeza, cruelmente receberia a sua punição, como também, depois de liberado para recomeçar uma nova vida, certamente estaria condenado a responder pelos seus atos"

Mas todos eles obedeceram o que propôs o presidente Getúlio Vargas, e não quiseram recomeçar tudo de novo. Somente o ex-cangaceiro Relâmpago foi que depois de velho, tentou assassinar um senhor no Rio de Janeiro. 

Segundo O Globo - "19 de Abril de 1991 - Apesar de sua idade, há um ano Relâmpago fora preso por esfaquear o agente de trânsito do Detran Jorge de Oliveira Ribas, de 66 anos, após uma discussão sobre o preço de uma cabeça de peixe num bar na Praça Tiradentes. Na época, o ex-cangaceiro se vangloriara dizendo que, quando vivia no sertão, tivera 12 mulheres e matara mais de 20 pessoas com Lampião". Fonte http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2013/11/o-globo-19-de-abril-de-1991-ex_2.html

Pernambuco

E se em 1926, já patenteado, após a sua saída do Juazeiro do Norte, em busca de sua terra natal que é Pernambuco, e este Estado tivesse recebido o seu filho Lampião do "Pajeú", como um capitão do exército, e quem sabe, ele teria se regenerado e organizado a sua vida como qualquer outro que erra e é perdoado, ou até mesmo, mudado a sua camisa, e em vez de ser perseguido, iria ser perseguidor de bandidos, juntamente com as autoridades militares. Mas é aquele velho ditado: "Santo de casa não obra milagre".

Mas o grande desejo de quem perseguia o afamado e sanguinário capitão Lampião na caatinga, na época, era poder colocar as mãos sobre as suas riquezas, mesmo sabendo que não tinham procedências legais. Também não queriam se humilhar a um simples delinguente que invadia os sítios, fazendas..., simplesmente para roubar, e acumular riquezas, como foi o caso de alguns facínoras (Zé Baiano...) que se tornara rico, segundo os estudos cangaceiros, e muitos deles, foram assassinados em perseguições policiais, ou covardemente por populares que às vezes os protegiam, servindo como coiteiros. Mas o que eles traziam em seus embornais falia muito mais do que protegê-los.

Lampião 

Mesmo que a sua patente não era legalizada e reconhecida pelo o exército brasileiro, porque ela foi feita para que Lampião protegesse o sertão contra a Coluna Prestes; e Pernambuco, tivesse o recebido com calor humano, com respeito, como se ele fosse uma autoridade de verdade, uma negociação entre governantes e Lampião, para que ele deixasse a vida que levava, teriam o conquistado, e um monte de vidas tinha se salvado das mãos do bandoleiro e dos seus algozes

Luiz Carlos Prestes

Mas o que o seu Estado o fez, foi, atacá-lo com constantes perseguições e tudo mais. Se tivesse negociado com ele para desfazer do seu grupo de cangaceiros, intercalando-o a uma corporação militar qualquer, Lampião tinha aceitado a proposta e entraria para a história como um militar de verdade. 

Mas sem Lampião fazendo as suas estripulias, no meio dos sertanejos, o nordeste não tinha alegria, pelo menos para aqueles que não tentaram negociar com ele a abandonar aquela vida selvagem. aquele mundo de desordem, onde deixava rios de sangue escarlate por onde passava.  

Mas parece que o que as autoridades militares e os governantes queriam mesmo era o bom engodo da procura ao velho guerreiro nos cerrados, que não se rendeu a nenhum, mortrando que era ele quem mandava na sua vida e na caatinga nordestina. 

Também pudera! Lampião se sentia como sendo o homem que divertia a caatinga. Tanto ele fazia chorar, como também fazia rir ao mesmo tempo, usando as suas astúcias, e que geralmente, era ele o vitorioso. Finalmente, Lampião era uma grande fonte de empregos, tanto para coiteiros como para militares, e também para voluntários que queriam participar dos quinhões dos governos. 

Naquela época, ainda não existiam drogas que, atualmente manobram muito bem um marginal. E sem elas, um bom papo de poderosos com Lampião teria sido fácil mudar o seu destino, o seu caminho  e o seu pensamento para o bem, e intercalavam-no novamente na sociedade dos homens que amam o bem. Ou será que os homens da lei tinham medo do capitão Lampião?

Ainda teria dado tempo. Nos anos 30 o capitão Lampião já estava cansado, e um convite para deixar a vida sofrida, seria um bom prato para ele. porque, conduzia  o seu bando com dificuldades, e as suas forças e atitudes, já não eram mais como as de antigamente. 


Quando ele foi entrevistado pelo então cratense médico e jornalista Dr. Otacílio Macêdo, ao fazer esta pergunta:

- O que imagina do futuro dentro do cangaço?

E ele respondeu:

– “Estou me dando bem no cangaço e não pretendo abandoná-lo. Não sei se vou passar a vida toda nele. Preciso trabalhar ainda uns três anos. Tenho que visitar alguns amigos, o que ainda não fiz por falta de oportunidade. Depois talvez me torne comerciante.”

Quer dizer, que ele já tinha planos para o futuro, e nota-se que não queria viver a vida toda no cangaço. Ele não afirma isso, mas viveu por falta de oportunidade, e ele sabia, que se fosse pego, a sua cabeça seria arrancada. Então não deixaria o cangaço sem um acordão de poderosos. Talvez, temeu se entregar. Mas veja leitor, que não existiam indícios de que Lampião queria se entregar às autoridades militares. Apenas imagino eu.

Mas se tivessem convidado ele para uma proposta, com certeza. tinha aceito, desde que fosse para perdoar os seus erros e beneficiá-lo. Mas o bom mesmo para a  polícia da época, era se divertir e ganhar o seu ordenado com as travessuras do capitão  Lampião.

Foi falha total de todos aqueles que nos governam. Foi falta de interess daqueles delinguentes. Quantas vítimas passaram pelas mãos vingativas do capitão Lampião, hein? E assim caminha a humanidade desprezada e rejeitada pelos governantes, que só se lembram deles e mais ninguém.

 
São apenas as minhas inquietações, como dizia o escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa".

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PARA NÃO DIZER MENTIRAS, CADA UM DEPOENTE, SEM COMPROMISSO COM A VERDADE, TRAZENDO UMA SACOLA DE CONTRARIEDADES.

  Por José Mendes Pereira

Aqui, não estamos desrespeitando quem escreveu este texto, e sim, o depoente que pôs as suas invencionices em evidências, na intenção de que todos que estudam cangaço, venham acreditar nas suas respostas não verdadeiras. Seguimos observando as grandes inverdades deste joven.

Há 41 anos Sanfoneiro "contou" que Lampião fez cidade dançar pelada


Lampião o rei do cangaço está vivo e cego de um olho. Tem 86 anos e mora escondido em uma fazenda no interior de Minas Gerais. Quem garante é "Zé Paraíba", famoso tocador de sanfona conhecido em todo o sertão paraibano e de Alagoas, e é amigo do cantor Waldick Soriano (1933-2008).

"Nunca na sua vida, este jovem conhecido como Zé Paraíba  conheceu Lampião, porque, quando o capitão morreu, ele ainda estava com  6 anos de idade".  
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Zé Paraíba, nome artístico de José Salete, diz que nasceu no dia 7 de agosto de 1932 e que foi sanfoneiro de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Foi o próprio sanfoneiro quem contou a sua história, publicada no jornal "Notícias Populares" em 17 de novembro de 1977.

Lampião e seu bando costumavam se hospedar em fazendas durante suas viagens pelo sertão. O pai de Zé Paraíba, José Leite, era proprietário da fazenda Lage Vermelha, no alto sertão da Paraíba.

Lá o grupo de Lampião se hospedava frequentemente. "Meu pai, José Leite, tocava oito baixos (sanfona) na fazenda Lage Vermelha, e eu segui o seu caminho. Foi nela que o velho conheceu Lampião. O Virgulino costumava passar na fazenda do meu pai, que era uma das mais conhecidas do sertão paraibano, e ali se 'arranchava', pedia pousada constantemente."

"Com o tempo foi nascendo uma amizade entre meu pai e o rei do cangaço." 

Zé Paraíba continua sua narrativa, contando a experiência de ter vivido com Lampião e seu lendário bando. Maria Bonita, Corisco, Dadá, Pilão, Gavião, Volta Seca. O bando todo se arranchava na fazenda.

INCRÍVEL!

"O depoente afirma que teve contato com Maria Bonita, Corisco, Dadá, Pilão, Gavião, Volta Seca, e o bando todo se arranchava na fazenda". 

Vejam bem leitor, o sanfoneiro nasceu no dia 7 de agosto de 1932 e o cangaceiro Volta Seca foi preso neste mesmo ano de 1932, porque se desentendeu com o capitão Lampião, deixando o bando. Em uma emboscada próxima à cidade de Glória-BA Volta Seca foi preso  e enviado a Salvador. Recebido por multidão, sua prisão foi noticiada por vários jornais e aí virou celebridade". - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Aos nove anos, o músico estava tocando uma pequena sanfona na fazenda Belo Jardim, vizinha da de seu pai. Foi quando ele viu a tropa de Lampião se aproximar.

"O Zé Paraíba nasceu em 1932 e Lampião foi morto na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe". Então, ele estava com 9 anos, o mundo já vivia o ano de 1941". - http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

"Os cabras gostaram das músicas de forró que eu tocava e me raptaram. No começo do rapto eles me maltrataram um pouco, porque não sabiam que eu era filho de José Leite. Depois que Lampião ficou sabendo quem eu era, ele recomendou aos cabras que não me maltratassem e mandou avisar o meu pai na fazenda", disse Zé Paraíba.

"Ele afirma que teve contato com estes cangaceiros, e por que foi maltratado, se o próprio Lampião o conhecia desde quando passava na Fazenda Laje do seu pai?".

Depois que Lampião soube quem era o menino as coisas começaram a melhorar. O sanfoneiro ficou mais tranquilo e passou a tocar músicas para Maria Bonita. Os homens do bando pediam a música da mulher de Lampião. Então ele tocava "Mulher Rendeira". Todos gostavam e dançavam.

Zé Paraíba revelou porque o rei do cangaço se tornara um bandido e um contraventor das leis e da justiça:

"O Lampião me falou que nunca teve ideia de sair por aí 'cangaceando' e fazendo mal para os outros, até que viu o pai dele morrendo com 37 facadas. Ele ficou louco durante três dias e depois partiu para a vida do cangaço. Mesmo assim, ele não atacava os coitados, ele só atacava quem não gostava dele".

"Que eu sei foi que o pai de Lampião José Ferreira da Silva não foi assassinado através de arma branca, e sim, por tiros de armas, possivelmente, mosquetão ou fuzil".

O músico se lembra de um episódio que aconteceu num povoado do sertão baiano chamado "Queimados".

O bando estava arranchado em uma fazenda próxima. Lampião mandou avisar que entraria na cidade às oito horas do dia seguinte e que era para os macacos (policiais) se prepararem.

Quando ele chegou à cidade só havia seis soldados. Então a tropa tomou conta do lugar e Lampião ordenou ao povo que dançasse nu na praça. Todo mundo tirou a roupa e dançou pelado na praça. O bando todo ficava olhando e com arma apontada. Quem desrespeitasse a moça que era seu par corria o risco de ser castrado. Zé Paraíba tocou forró para o povo dançar pelado durante três horas. Depois disso Lampião mandou todo mundo se vestir e ir para casa.

"Este fato, se foi verdade ou mentira, o jovem sanfoneiro nem devia ter tocado, porque, é assunto muito antes dele ter nascido". 
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Homens mais próximos de Lampião, José Leite e seu compadre, estiveram com o rei do cangaço no começo de 1977 e disseram que ele estava vivendo em uma fazenda no interior de Minas Gerais e com o nome trocado.

"Aquele negócio das cabeças que andaram mostrando por aí eu não acredito porque meu pai e seu compadre foram ver e disseram que não era a dele", disse Zé Paraíba.

O sanfoneiro não concorda com o que muitos dizem que Lampião fosse um homem mau.

"Eu discordo de muita coisa que se diz por aí. Ele não era um cabra sanguinário. Antes de atacar uma fazenda, ele mandava alguém para sondar se o fazendeiro gostava ou não dele. Se o fazendeiro falasse que não gostava, aí ele atacava. Senão ele ficava ali mesmo e não agredia ninguém."

"Ele tinha o coração bom e me salvou da morte. Logo que me raptaram, Volta Seca e mais alguns queriam me jogar pro alto e me aparar na ponta de um punhal, porque eu não sabia tocar uma música. Aí chegaram ele e Maria Bonita e não deixaram".

"Vejam bem: Mais uma vez o depoente envolve o cangaceiro Volta Seca, porque, quando ele nasceu, foi no mesmo ano que o Volta Seca foi preso. 

Mais uma: Esta história de dizer que os cangaceiros jogavam as crianças para cima e aparavam-nas no punhal, é mentira.

Escritor João de Sousa Lima

Segundo o escritor João de Sousa Lima, estas histórias eram criadas pelas volantes, para que a população sertaneja não desse apoio aos grupos de cangaceiros, e passasse a temê-los". - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Zé Paraíba ficou com o bando durante seis meses. Ele se lembra do que Lampião disse ao lhe devolver para seu pai:

"Zé Leite, vou lhe entregar seu filho, mas é com muita saudade que eu faço isso porque ele toca muito bem e faz tudo o que a gente pede."

O sanfoneiro afirma que este foi seu primeiro contato com a vida musical no cangaço, o que fez dele o famoso tocador de forró, com discos vendidos em todo o Nordeste.

Transcrito da Folha de São Paulo

 Adendo Lampião Aceso

Antes que algum leitor dê o indevido crédito a esta matéria, que tem o intuito apenas de divulgar o que era noticiado sobre o Rei do Cangaço, lembramos que o jornal Notícias Populares que era também conhecido simplesmente como NP, foi um jornal que circulou em São Paulo entre 15 de outubro de 1963 e 20 de janeiro de 2001, e era conhecido por suas manchetes violentas e sexuais. É considerado até hoje "sinônimo de crime, sexo e violência. Seu slogan era "Nada mais que a verdade".

O jornal era publicado pelo Grupo Folha, mesma empresa que publica os jornais Folha de S. Paulo e Agora São Paulo e publicava o jornal Folha da Tarde.

O que já denota as várias bizarrices contidas matéria acima é que, de acordo com o histórico deste impresso, o jornal Notícias Populares atraiu muitos desafetos dentro do meio jornalístico, que acusavam o veículo de exagerar nos noticiários e até inventar notícias. Para os leitores os fatos sugeridos pela redação do periódico eram apresentados como se fossem verídicos.

Nós poderíamos apontar as várias mentiras e erros na narrativa de Zé Paraíba, fazendo um simples confronto com a cronologia do cangaço. Mas vamos nos ater somente no segundo parágrafo, que é suficiente para dar-lhe o total descrédito. O sanfoneiro diz ter nascido em 1932, e que fora sequestrado pelo bando aos 9 anos, portanto em 1941, quando o cangaço lampiônico já havia sido extinto por completo. Sem mais, meritíssimo.

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2018/07/ha-41-anos.html

Adendo - blogdomendesemendes

"O pesquisador Kiko Monteiro está coberto de razão, vez que o cangaço foi extinto de uma vez no ano de 1940".

Kiko Monteiro

No dia 02 de fevereiro de 1940, os penúltimos cangaceiros Moreno e Durvalina abandonaram o cangaço em busca de uma vida tranquila. 

Moreno e Durvalina

E em 25 de maio de 1940, o último cangaceiro Corisco foi alvejado pela volante do tenente Zé Rufino baleou Dadá e Corisco, na fazenda Cavaco, em Brotas de Macaúbas, Bahia.

Corisco e Dadá

O cangaceiro Corisco, no momento do ataque pelas armas do tenente Zé Rufino, foi baleado e veio a óbito horas depois. 

A Dadá, sua companheira foi ferida na perna e presa. Marcando o fim do Cangaço". - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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“TENTATIVA DE PAZ"

Por Raul Meneleu

Quem não conhece a História, acha, com certeza, que naqueles idos tempos as crianças e adolescentes já nasciam e cresciam de arma em punho, sem seus pais nunca tomarem providências para que a violência não existisse. Puro engano, tanto de um lado como do outro, houve tentativas da ‘coisa’ não ir ao extremo que foi. Tanto o pai de Zé Saturnino como o de Virgolino, principalmente o último, fez várias e várias tentativas para que a paz reinasse naqueles rincões sertanejos.

 

Abaixo, veremos a primeira tentava de José Ferreira, pai de Virgolino, para ‘apaziguar os ânimos”... para fazer com que a violência parasse. Isso, lá pelos idos de 1917. 

José Ferreira e Maria Sulena pais de Lampião

Quem nos conta essa parte da História, é nada menos nada mais, que o valoroso em volante João Gomes de Lira, através das páginas do seu belíssimo livro.

“(...) Por não querer barulho, no ano de 1917, para não ver seus filhos em desmantelo, José Ferreira resolveu se retirar do seu lugar, sítio Passagem de Pedras. 

Escombros da casa dos pais de Zé Saturnino

Para isto, falou com o professor Domingos Soriano, para procurar um lugar no distrito de Nazaré para comprar(...) Tendo o Professor apalavrado no lugar Poço do Negro, (distando) três quilômetros para o povoado de Nazaré, um terreno pertencente ao Sr. Antônio Freire. Feito o negócio, José Ferreira vende a sua terra em Passagem de Pedras aos Senhores Venacinho Nogueira e Néo das Barrocas, ambos residiam na ribeira do Riacho de São Domingos. Concluído o negócio, foi feito um acordo: os Ferreira não deveriam ir ao Riacho São Domingos, como também José Saturnino com os Nogueira não deveriam ir a Nazaré. Desse modo, José Ferreira deixou a sua querida morada.

Os Ferreiras chegaram a Nazaré, com o seguinte aspecto: chapéu de couro quebrado na frente e atrás, barbicacho passado no queixo, roupas de mescla, blusa tipo as usadas pelos cangaceiros do Sertão, montados em possantes cavalos galopando com os rifles enganchados aos ombros. Viajavam demonstrando uma verdadeira posição de combate, distante um do outro, tática usada pelos veteranos cangaceiros do Sertão. Tudo isso foi observado pelos nazarenos, principalmente pelo jovem Aureliano Francisco de Souza (Lero Chico), que se encontrava no lugar José dias, próximo a Nazaré, onde presenciou tudo minuciosamente, inclusive viu que, quem viajava na frente, era o Inspetor Manoel Lopes.

Zé Saturnino primeiro inimigo dos Ferreira

Um dia, José Saturnino foi avisado que os Ferreira tinham ido visitar sua tia, Joaninha Ferreira, na Serra Vermelha. Não satisfeito com a desobediência dos inimigos, José Saturnino manda Tibúrcio dos Santos, ‘cabra’ de confiança dele, emboscá-los nas proximidades da casa da tia deles, Joaninha Ferreira. Porém, como os Ferreira não vieram, nada aconteceu naquele dia. José Saturnino, tinha vendido um animal ao Sr. Agripe de Manoela, que mora em Nazaré, e o mesmo achou por bem ir receber o pagamento do animal vendido, em Nazaré. Assim, entre os meses de fevereiro a março de 1918, José Saturnino com o companheiro José Cipriano foram para Nazaré, desobedecendo Saturnino, ao acordo que haviam firmado.

Escombros da casa dos pais de Lampião

Em Nazaré, o Major João Gregório Ferraz Nogueira, notando Virgolino Ferreira num movimento completamente estranho e desusado, pediu a José Saturnino que tivesse muito cuidado. Este agradeceu, porém dizendo que não os temia, que podiam vir da modo que entendessem, pois estava pronto para recebê-los do jeito que quisessem. Adiantou que não estava ali por afronta a ninguém, porque a finalidade de sua presença em Nazaré era a de receber o dinheiro de seu negócio. A tarde, ao regressarem, José Saturnino e seu companheiro José Cipriano foram emboscados por Virgolino e seu primo Domingos Paulo. No dia seguinte, a frente de dezesseis ‘cabras’, José Saturnino cerca e ataca os Ferreiras na casa onde estavam, que era de sua tia Chica Jacoza, em Poço do Negro. Naquele dia, Virgolino enfrentou José Saturnino, com o tio Manoel Lopes e os primos Sebastião, Francisco e Domingos Paulo e o ‘cabra’ Luiz Gameleira. Notava-se naquele dia a ausência dos irmãos de Virgolino, Antônio e Livino Ferreira, por se encontrarem em viagem para Triunfo - PE. Por aqui já se tinha uma noção de quem era Virgolino Ferreira nas armas. Ficou naquele dia, definida a questão entre os Ferreira, José Saturnino e os Nogueiras (...)”.(Transcrito).

Daí para frente, o Sr. José Ferreira, submete-se a outras tentavas... Vendendo seus bens, destruindo aquilo que passou a vida para ‘arrumar’... nas quebradas do Sertão.

Fonte livro "LAMPIÃO - Memórias de um Soldado de Volante", LIRA, João Gomes de. LIRA. FUNDARPE, Recife, Impresso Brasil 1990, pgs 33 à 35.


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O DIA QUE NAZARÉ COLOCOU LAMPIÃO PARA CORRER DE UM CASAMENTO

 

Nesta sexta-feira (1), há exatos 91 anos, em 01/08/1923, o cangaceiro Lampião travava o épico combate dentro da vila de Nazaré do Pico, em Floresta (PE) contra a força volante do sargento José Alencar de Carvalho Pires, o Sinhorzinho Alencar. 

O combate se deu após o casamento do comerciante Enoque Menezes com Maria Licor Ferreira, prima legitima e primeiro amor de Lampião, que entrou no povoado na noite anterior com o intuito de acabar com o casamento, sendo repelido pelo padre José Kehrle, vigário de Serra Talhada (PE). 

Ainda na noite anterior (31), Lampião entrou no povoado acompanhado de 15 cangaceiros, e apesar de muito pedidos dos fazendeiros locais o cangaceiro preferiu não dá ouvidos e permanecer para desgosto dos habitantes locais, sobre liderança de Antônio Gomes Jurubeba (Gomes Jurubeba) e de João de Souza Nogueira (João Flôr). 

Com a chegada de padre José Kehrle, ao qual Lampião ouvia e respeitava, o mesmo foi aconselhado a sair do povoado indo ele dormir na casa do parente Chico Euzébio, na Fazenda Poço do Negro. Na saída do povoado, segundo relato de alguns historiadores do cangaço, Lampião levou a harmônica (sanfona) declarando que “essa noite ele sairia, mas também ninguém dançava no povoado”.

Fotografia do padre José Kehrle, que nasceu na Alemanha e chegou com a família ao sertão pernambucano, onde foi vigário de Arcoverde, Floresta, Buíque e Serra Talhada. Mantinha um relacionamento de confiança com o cangaceiro Lampião, ao qual escutava e obedecia seus pedidos. Um dos seus famosos pedidos foi quando o mesmo pediu ao cangaceiro para ir embora após invadir o povoado de Nazaré do Pico para acabar com o casamento de Enoque Menezes e Licor Ferreira, prima e amor de infância de Lampião, que acatou o pedido, porém, na saída travou um épico combate com os nazarenos.

No início da manhã seguinte (1), o cangaceiro apareceu no povoado na hora da missa do casamento ao qual foi respeitada até o momento final. Sabendo que o cangaceiro estava no povoado para o casamento, o sargento Sinhorzinho Alencar, reuniu uma guarnição policial e foi ao encontro do bando. 

Mesmo vendo que a policia entrava pelo lado norte do povoado, Lampião, saiu calmamente de uma bodega com duas cervejas nas mãos sem destemor ao ataque da policia, que teve o reforço dos civis João Flor, Euclides Flor, Manoel Flor, Davi Gomes Jurubeba, Pedro Gomes de Lira e Zé Saturnino, seu maior inimigo. 

Depois de curto combate e vendo que não tinha como resistir aos nazarenos, os cangaceiros saíram em debandada, mais ficou na memória do povo o épico e habilidoso estilo do cangaceiro Lampião de atirar no meio da praça contra a força policial. 

Após o combate, o força volante do sargento Sinhorzinho Alencar, que já havia confrontado Lampião há cerca de 1 anos atrás na famosa morte de Luiz Gonzaga Lopes Ferraz, em São José do Belmonte (PE), o bando rumou para as zonas do município de Betânia (PE), onde a força volante perdeu o destino do bando.

Fotografia do sargento José Alencar de Carvalho Pires, o Sinhorzinho Alencar, que foi o comandante da força policial que entrou no povoado de Nazaré do Pico, recebendo o reforço dos civis nazarenos em defesa da invasão dos cangaceiros de Lampião ao povoado. Seria ele, Sinhorzinho, anos depois já como coronel reformado, nomeado prefeito de Serra Talhada (PE), em 1946.

O sargento Sinhorzinho Alencar, seria anos depois, em 1946, já reformado como coronel, nomeado prefeito de Serra Talhada (PE), cargo que também já havia assumido em São José do Belmonte (PE). 

Já o padre José Kehrle, seria um fiel conselheiro de Lampião, inclusive, certa vez quando o mesmo estava ferido declarou, apedido do padre, que se entregaria a polícia, porém, depois mudou de ideia. 

Depois desse ocorrido, João Flor e Gomes Jurubeba conseguiram alistar a suas famílias na Força Volante de Combate ao Banditismo de Pernambuco por influência aos irmãos Pessoa de Queiroz, deputados estaduais da época. Tinha início aí “Força de Nazaré”, a mais ferrenha perseguidora de Lampião.

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