Por Edna Araújo
Nas caatingas dos tempos idos, não era só animais rasteiros que eram bichos. Homens e mulheres se rasestejavam pelo chão... uns para matar, outros sua vida salvar.
Mulheres mutiladas não só no corpo...
Mas na alma.
Vamos falar de Otília Texeira Lima....
Ex-cangaceira, e acima de tudo mulher.
Fora raptada, com os cangaceiros teve que pelas caatingas embrenhar.
Enfrentado aquela guerra que não era sua, vivendo com lobos se defendendo das aves de rapina.
Qual seria sua sina?
Certa vez, fugindo de mais uma persiga.
Fora encurralada pela volante de Zé Rufino.
O ano era 1935.
Junto ao pequeno grupo: ela, Mariano, Criança, Pau Ferro, Pai Velho.
Tudo fez para escapar, Mariano lutou, tentou abrir fogo para ela resgatar, mas para sua triste sina não teve saida, foi se entregar.
Presa pela volante de Rufina.
Otília sofreria muito nas mãos dos atrozes soldados.
Atitudes selvagens, sentença que a quase todas as cangaceiras fora decretada ao serem capturadas,
Marcaria sua vida, prendendo-a , não só naquela sela fria e suja, mas a manteria cativa do seu sofrido passado.
Otília era abusada sexualmente todas as noites pelos comandados de Zé Rufino, sofria maus tratos, era covardemente esbofeteada .
Essa foi mais uma chaga aberta no coração dessa sofrida mulher.
Quantas dores Otília não carregou por anos nas profundezas do seu coração?
Ficou registrada não só na linha do tempo, nem dos livros, mas nas linhas profundas que marcaram a expressão do seu rosto sofrido.
Edna Araújo
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