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terça-feira, 6 de setembro de 2016

CANÇÃO À MINHA TERRA

*Rangel Alves da Costa

Já não sou poeta, não ouso cantar, as linhas da escrita estremecem ante uma tristeza grande. Momentos há que não somos mais nada senão o peso da saudade e da recordação. E leio na mente a antiga poesia: “Oh! que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos trazem mais!...”.

O que dizer, o que cantar, o que escrever em teu nome, oh terra minha? O que é ser e viver longe de ti? E ainda na memória, leio Florbela Espanca falando a mim como se eu falasse a ti: “Longe de ti são ermos os caminhos, longe de ti não há luar nem rosas, longe de ti há noites silenciosas, há dias sem calor beirais, sem ninho!...”.

Sei que é impossível, pois tudo muda, e o sertão está transformado demais, mas tão bom seria se ainda tivesse validade a velha canção: “Se algum dia à minha terra eu voltar quero encontrar as mesmas coisas que deixei. Quando o trem parar na estação eu sentirei no coração a alegria de chegar, de rever a terra em que nasci, e correr como em criança nos verdes campos do lugar...”.

Ou talvez, quem dera meu Deus, quem dera, no entardecer sertanejo ainda poder ligar o radinho de pilha para ouvir: “No Nordeste brasileiro uma onda se espalhou/ Na voz da Rádio Xingó, com seu apresentador/ Foi uma benção divina a um povo sofredor/ O violeiro cantando sertão, viola e amor/ O cavaquinho do samba num canto se encostou/ O tamborim fez silêncio, pra longe se retirou/ A natureza sorriu ouvindo seu trovador/ No rádio leu-se a mensagem: sertão, viola e amor/ Cantigas e mais cantigas de um tempo que já passou/ As trovas apaixonadas do poeta cantador/ Histórias de vaquejadas, maravilhas, sim senhor/ Me alegra quando ouço sertão, viola e amor/ No Nordeste, leste, oeste, o povo se admirou ouvindo a Rádio Xingó e seus poemas de amor/ Canta, canta minha gente, pois violeiro também sou/ O Brasil todo conhece: sertão, viola e amor”.


Meu pai tinha razão, agora tanto sei como Seu Alcino tinha razão. Seu amor ao sertão estava enraizado no coração. E qual raiz eu carrego em mim senão a do mandacaru, do xiquexique, da catingueira, da aroeira, da craibeira em flor? E qual retrato eu tenho na parede do meu coração senão o do velho amigo sertanejo, o do caboclo de beira de estrada, o daquele cujo suor cheira à própria terra?

Meu pai Alcino tinha razão, pois: “De que me adianta viver na cidade/ Se a felicidade não me acompanhar/ Adeus paulistinha do meu coração/ Lá pro meu sertão eu quero voltar/ Ver a madrugada quando a passarada/ Fazendo alvorada começa a cantar/ Com satisfação arreio o burrão/ Cortando o estradão saio a galopar/ E vou escutando o gado berrando/ O sabiá cantando o jequitibá/ Por nossa senhora, meu sertão querido/ Vivo arrependido por ter deixado/ Esta nova vida aqui na cidade/ De tanta saudade eu tenho chorado/ Aqui tem alguém, diz que me quer bem/ Mas não me convém, eu tenho pensado/ Eu digo com pena, mas esta morena/ Não sabe o sistema que eu fui criado/ Tô aqui cantando, de longe escutando/ Alguém está chorando com o rádio ligado...”.

De vez em quando, quando a saudade aperta mais e é como se eu sentisse necessidade de estar caminhando pelos seus caminhos, então sozinho eu falo e sozinho pergunto em silenciosa canção: “Como vai você? Eu preciso saber de sua vida...”. E lá fincando moradia para não mais partir, talvez alguém que gostasse de mim de fazer cafuné, cantarolasse: “Se eu soubesse que chorando empato a sua viagem meus olhos eram dois rios que não lhe davam passagem...”.

Poço Redondo, Poço Redondo, o que mais dizer? Deixo que Roberto Carlos diga por mim: “Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer, como é grande o meu amor por você. E não ha nada pra comparar, para poder lhe explicar, como é grande o meu amor por você...”.

Como é imenso o meu amor por você!

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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LIVRO: O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO.


De: Luiz Serra

"O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO"

do escritor e pesquisador do cangaço Luiz Serra
e quem desejar adquiri-lo, basta entrar em contato diretamente com o autor através do e-mail: 

anarquicolampiao@gmail.com 

pelo valor promocional de lançamento de R$ 55,00 (Cinquenta e cinco Reais) com frete incluso para qualquer localidade do país.

Mas também está à disposição dos leitores, pesquisadores, escritores e amantes do tema na livraria  do professor Francisco Pereira Lima na cidade de Cajazeiras, no estado da Paraíba. Entre em contato com o professor através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

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ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA C O N V O C A Ç Ã O


C O N V O C A Ç Ã O

A Diretoria da Associação dos Docentes da UERN – ADUERN/Seção Sindical do ANDES/SN, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONVOCA todos os professores da UERN para participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará na Área de Lazer Prof. FRANCISCO MORAIS FILHO, no dia 12 de setembro de 2016, segunda-feira, em primeira convocação, com 20% do número de sindicalizados, às 14:30 horas, em segunda convocação com 10% do número de sindicalizados, às 14:45 horas, ou, em terceira e última convocação, com qualquer quorum, às 15:00 horas, oportunidade em que será apreciado o seguinte ponto de pauta:

1.     INFORMES;
2.     ATRASO SALARIAL.
Mossoró (RN), 06 de setembro de 2016
Profª. Francisca Otilia Neta
Diretora do Setor de Aposentados
Jornalista
Cláudio Palheta Jr.
Telefones Pessoais :
(84) 96147935
(84) 88703982 (preferencial)
Telefones da ADUERN:
(84) 33122324
(84) 988703983
ADUERN
Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
Fone: (84) 3312 2324 / Fax: (84) 3312 2324
E-mail: aduern@uol.com.br / aduern@gmail.com
Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidente da ADUERN
Lemuel Rodrigues

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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ENCONTRO DA FAMÍLIA PEREIRA

Por Jorge Remígio

O Encontro da família Pereira foi fenomenal. Sucesso e parabéns especial a todos que se empenharam para que tudo saísse como o planejado. Foi de suma importância agregar tantos parentes em um só local, e especialmente porque muitos não se conheciam pessoalmente. Um elogio especial para Comissão Organizadora nas pessoas ilustres de Fábio Tenório Cavalcante,Aparecida Pereira, Graça Pereira, Joaquim Pereira, Kleriston Pereira, Rosinha PereiraSérgio Elias Wanderley e Verônica Pereira. Satisfação imensa de ter conhecido pessoalmente tantos parentes, muitos amigos nas redes sociais. Valeu! Primos: Cicero Aguiar FerreiraAntonio AguiarSueli Pereira de AguiarRichard Torres Pereira Torres, Cida Nunes, Josenon Pereira De Sa ZenonJozyêda Pereira de SouzaClayton ValõesGurgel Feitosa, Mônica Oliveira, Venicio Feitosa NevesHelvécio Neves Feitosa, foi demais rever os amigos e Conselheiros do Cariri Cangaço, Sousa Neto e Professor Francisco Pereira Lima. Todos parentes que vieram de Dianópolis-TO, abraço no querido amigo de longas datas Ferdinando Feitosa e peço desculpas por não citar o nome de dezenas de pessoas que fui apresentado, mas impossível gravar o nome de todos os primos e primas. Até o próximo encontro Pereirada.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1198904620166024&set=a.403796876343473.93818.100001394919228&type=3&theater

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NÃO SE SUSTENTA A TESE DE SE COLOCAR LAMPIÃO ENTRE HERÓIS PELA PRÓPRIA DEFINIÇÃO.

Por Verluce Ferraz

Não se sustenta a tese de se colocar Lampião entre heróis pela própria definição. Herói: “ - ser humano que executa ações excepcionais com o intuito de solucionar algum problema para trazer bem-estar ou segurança para terceiros”. Não se vislumbra tais ações e qualidades que se possam ser atribuídas a Virgulino, o Lampião, e, ainda acrescento: - logo que Lampião foi morto, nenhum de seus companheiros cangaceiros, seguiu seu modelo, pelo contrário, se debandaram todos. 

Foragidos, esconderam-se em outras cidades e/ou Estados do Brasil, sequer mencionarem o nome de Lampião; todos, indiscriminadamente, ocultaram-se por anos seguidos, adotando outros nomes (nem usavam os nomes de batismo dados pelos pais, tampouco as alcunhas recebidas no bando); outros entregaram-se às polícias, ou morreram nem se sabe de que,.. Nenhum, nenhum mesmo, tinha coragem de falar para os próprios filhos, familiares ou amigos (se é que os tinham), que fizeram parte do grupo de cangaceiros. Muitos morreram na clandestinidade; alguns conseguiram trabalhar até, mas sem identificarem-se com o cangaço. 

Expedita Ferreira Nunes filha de Lampião e Maria Bonita

A própria filha de Lampião, a Expedita, em entrevista concedida a uma rede de TV (e eu assisti), afirmou que tinha medo e vergonha de ser filha de cangaceiros. Disse que não só tinha medo dos pais, como também vergonha deles – que só os viu por umas três vezes, no máximo -, e que só aceitou falar sobre cangaço muito tempo depois – e depois de ter sabido de uma pesquisadora que seria proveitoso para ela, explorar o nome dos pais ... 


Quanto aos homens que andavam no bando - naturalmente é sabido de todos que, Lampião já contava com seus 34 anos de idade quando permitiu a uma mulher entrar para o seu bando - pelo que se sabe a única mulher chamava-se Maria de Déia, - fala-se que ele, Lampião, teria sido apaixonado pela prima (amor platônico) e que tal prima quando estava para contrair matrimônio , o cangaceiro quis impedir o casamento “sem sucesso” – esse é um dos insucesso de Lampião na vida amorosa... 

Foto colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Houve outros insucessos na vida de Lampião, por exemplo, não conseguiu enfrentar Manoel Neto e nem aproximar-se da cidade de Nazaré do Pico – portanto, Lampião nem sempre foi vencedor, foi vencido também. Quanto aos homens no seu grupo, no meu entendimento, eram verdadeiros “escudos lampiônicos” – serviam vigiar, abrir caminhos (fala-se em rastejador, coisa que foge muito ao raciocínio mais apurado – explico: naqueles terrenos rachados pela estiagem, onde pedras e terra se misturam com as ações dos ventos, fica difícil a compreensão de se fixarem marcas de pés nos terrenos e pedras; entretanto, o que se pode presumir é que os bandos ao passarem, deixavam pistas outras, tais como, galhos de matos quebrados “e queimados”, restos de comidas, sandálias, animais e pessoas mortas... nisso eu acredito... Homens vigilantes que serviam para manusear armas, levar recados, ajudar nos assaltos, cuidar de tarefas, tais como, cozinhar, lavar, pegar água, carregar algumas bagagens (e nem eram tantas, pois mais das vezes, tinham que abandonar tudo, ou quase tudo, em lutas e correrias... As mulheres que entraram para o cangaço, eram quase todas de irmãs, primas, umas das outras. E sequer tinham idade, e nem tiveram tempo de se profissionalizar em quaisquer profissões. Ademais o período foi curtíssimo entre os cangaceiros – não passou de 6 (seis anos) – só durou o tempo mesmo em que Lampião estava vivo, depois acabou cangaço... Nem os próprios filhos essas mulheres criaram. 

Quanto ao meu conceito de herói - já mencionei acima (esse conceito é geral) – Portanto, na minha relação de heróis entram: Malala, Chico Mendes, Zumbi dos Palmares, Duque de Caxias, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Nelson Mandela, Ana Neri, e outras, que somos capazes de seguir seus feitos, sem medo e constrangimentos. Assim, Lampião, com toda sua periculosidade, não é um herói, mas um “cangaceiro”...

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/523930071149275/?notif_t=group_activity&notif_id=1473026103537064

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PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA

Por Analucia Gomes

Fora o cangaço, dois outros elementos que surgiram nos sertões nordestinos constituíram o fanatismo religioso e o messianismo, a exemplo de Canudos (na Bahia) com Antonio Conselheiro; de Caldeirão (na chapada do Araripe, município do Crato, no Ceará) com o Beato Lourenço; e dos seus remanescentes em Pau de Colher, na Bahia. 

O cangaço, o fanatismo religioso e o messianismo são episódios marcantes da guerra civil nordestina: representaram alternativas através das quais a população regional pode retaliar os danos sofridos, garantir um lugar no céu, alimentar o seu espírito de aventura e/ou conseguir um dinheiro fácil. Nesse contexto, surge a figura do Padre Cícero Romão Batista, apelidado pelos fanáticos de Santo de Juazeiro, que nele viam o poder de realizar milagres e, sobretudo, uma figura divina. 

Endeusado nas zonas rurais nordestinas, o Padre Cícero conciliava interesses antagônicos e abrandava os conflitos entre as classes sociais. Em meio a crendices e superstições, os milagres muitas vezes, resumidos a simples conselhos de higiene ou procedimentos diante da subnutrição, atraiam grandes romarias para Juazeiro, ainda mais porque os seus conselhos eram gratuitos. 

O Santo de Juazeiro, contudo, a despeito de ser um bom conciliador e uma figura querida entre os cangaceiros, utilizava a sua influência religiosa para agir em favor dos "coronéis", desculpando-os pelas violências e injustiças cometidas (João Cândido da Silva Neto).

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MOSQUETÕES DE CANGACEIROS

Por Geraldo Júnior

Mosquetões que pertenceram aos cangaceiros Salamanta (acima), Elétrico (centro) e o fuzil do cangaceiro Quinta-Feira (abaixo).

Peças de colecionadores particulares.

Foto: Livro “ESTRELAS DE COURO – A ESTÉTICA DO CANGAÇO” de Frederico Pernambucano de Melo.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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O PADRE CANGACEIRO


Quando Lampião entrou em Limoeiro do Norte, no Ceará, gerou, inevitavelmente, curiosidade por parte do povo. Sabendo da notícia, o padre Acelino Viana Arraes deixou a sua propriedade. Foi ter com o chefe dos cangaceiros. Desejou conhecer de perto a figura ilustre. Ao chegar, quis ser simpático. Sapecou tirada:

- Lampião, eu tenho coragem de acompanhar-lhe na vida do cangaço!

O cangaceiro, de soslaio, analisou o físico avantajado do padre. Mirou a redonda pança. Sem rodeios, disparou:

- Seu vigário, homem barrigudo não pode participar dessa vida, porque, além de dura, a gente se arrasta como cobra, de modo a atirar nos macacos! Homem de barriga grande não dá para isto.

Fonte: Livro LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE – A HISTÓRIA DA GRANDE JORNADA de Sérgio Augusto de Souza Dantas.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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UMA DAS ÚLTIMAS FOTOS DA CANGACEIRA DADÁ

Por Guilherme Machado

Uma das últimas fotos da Cangaceira Dadá. Em Riachão do Jacuípe, em 1990 com o Jornalista Evandro mota e o Cordelista, Luzense Nelci Lima da Cruz, a foto foi tirada no auditório do Colégio Municipal de Riachão...!!!

Sérgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dadá (Belém de São Francisco, 25 de abril de 1915 — Salvador, fevereiro de 1994), foi uma cangaceira - única mulher a pegar em armas no bando de Lampião.

Nasceu em Belém de São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida e teve algum contato com índios. A família muda-se para a Bahia onde, aos treze anos, é raptada por Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto) - o "Diabo Loiro", de quem seria prima.

Cabocla bonita, esbelta, conheceu o homem da sua vida de forma violenta, em meio a caatinga árida por onde vivia errante o bando de cangaceiros. Consta que seu defloramento lhe provocara tanta hemorragia que por pouco não faleceu.

A relação, que começara instintiva, transforma-se com o tempo. A vida nômade, seguindo o companheiro, que era o segundo homem, na hierarquia do bando, a chegada dos filhos, fez com que mais que uma amante Dadá se tornou a companheira de Corisco, com quem, ainda no meio das lutas veio a se casar.

Tiveram sete filhos, que eram ocultamente deixados em casas de parentes para serem criados. Destes, apenas três sobreviveram.

O bando de Lampião dividia-se, como forma de defesa, em partes menores, a mais importante delas era justamente a chefiada por Corisco. A esposa tinha uma pistola, que ele dera, para sua defesa pessoal, e também lhe ensinou a ler, escrever e contar.

Num dos ataques feitos pelas volantes (em outubro de 1939, na fazenda Lagoa da Serra em Sergipe), o Diabo Louro é ferido em ambas as mãos, perdendo a capacidade para atirar. Dadá, então, torna-se a primeira e única mulher a tomar parte ativa - e não meramente defensiva - nas lutas do cangaço.

Se o marido era temido como um dos mais violentos bandoleiros, consta que muitas pessoas tiveram sua vida poupada graças à intervenção de sua companheira. Dada também era chamado "Suçuarana do Cangaço"

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LAMPEÃO ANTES DE SER CAPITÃO


Serviço

Livro “Lampeão Antes de ser Capitão” edição do autor 371 páginas. Valor: R$ 60,00 (sessenta reais) com frete incluso. Para adquirir esta obra entre em contato com o autor pelo e-mail: luiz.ruben54@gmail.com

Peça logo o seu para não ficar sem ele: Livros sobre cangaço, se demorar adquiri-los, ficará sem eles, porque são arrebatados pelos colecionadores.

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REVÓLVERES QUE PERTENCERAM A MARIA BONITA


O primeiro revólver (Esquerda) Maria Bonita aparece empunhando em foto de Benjamin Abrahão (1936). O segundo revólver foi encontrado entre os objetos pessoais de Maria Bonita logo após o ataque da Força Policial Volante ao coito de Angico em 28 de julho de 1938.

Colorida pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Foto: Livro “ESTRELAS DE COURO – A ESTÉTICA DO CANGAÇO” de Frederico Pernambucano de Melo.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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CIRCUITO SERGIPE DE CURADORIA

Por Raul Meneleu Mascarenhas

É com grande satisfação que informo aos amigos da imensa Família Cariri Cangaço de todo o Brasil, que neste sábado, 3 de setembro iniciei a capacitação para a função de Curador, programa ofertado pela Rede Nacional Funarte Artes Visuais e Instituto Banese/Museu da Gente Sergipana Governador Marcelo Déda, no seu Circuito Sergipe de Curadoria. As aulas e palestras, serão desenvolvidas em um evento de 40 horas, oito horas por sábados, e findará em 08 de outubro, com a entrega de Certificados, conferindo a participação do Capacitando em tal evento de especialização de tamanha magnitude no Estado, ofertado a Curadores de Museus, Bibliotecários, Professores, e amantes da arte que apresentassem curriculum (meu caso) que depois de avaliado pela Comissão do Evento, poderia participar do Circuito.

Conforme conversamos e aceito pelo nobre amigo Manoel Severo, usei o nome famoso do Instituto Cariri Cangaço e seu nome fantasia Cariri Cangaço, juntamente com indicativo de meus artigos em meu blog, de meus mais de 80 pequenos documentários em meu canal no Youtube, dois livros de minha autoria, um lançado em meio eletrônico e outro editado em coletânea com outros autores, e me foi exigido que apusesse trabalhos efetuados na vida profissional, onde indiquei o gerenciamento de diversos trabalhos meus efetuados na Petrobras, tais como a formação do Departamento de Planejamento e Manutenção do Polo Atalaia em Aracaju, com suas plataformas marítimas e unidade de gás; Paradas de Manutenção gerenciando entre 12 mil e 5 mil tarefas a serem executadas por profissionais técnicos tanto em áreas terrestres quanto marítimas.


Raul Meneleu, toma posse como Conselheiro do Cariri Cangaço

Mas acho que o maior peso, evidentemente, foi o de fazer uso desse nome de peso que é o nosso CARIRI CANGAÇO e ter sido indicado e escolhido pelos confrades, Conselheiro dessa nobre instituição.

Bastante concorrido o Circuito Sergipe de Curadoria, iniciou sua primeira aula, com a nobre Dra. Cristiana Tejo, curadora independente, doutoranda em Sociologia (UFPE) e co-fundadora do Espaço Fonte – Centro de Investigação em Arte. co-curadora do 32º Panorama da Arte Brasileira do MAM – SP (2011), Diretora do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (2007- 2008), curadora de Artes Plásticas da Fundação Joaquim Nabuco (2002-2006), curadora do Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2005-2006), curadora visitante da Torre Malakoff (2003 –2006) curadora da Sala Especial de Paulo Bruscky na X Bienal de Havana (Cuba, 2009). Participou de diversas comissões de seleção e de premiação, entre elas: Solo Projects – Focus Latin America (ARCO, Madri, 2013), Rumos Artes Visuais da Argentina (como júri internacional, em Buenos Aires, Argentina, 2011), Salão de Goiás, Salão Arte Pará e do Programa BNB Cultural, entre outras. Publicou Paulo Bruscky – Arte em todos os sentidos (2009) e Panorama do Pensamento Emergente (2011).

Na sequência teremos a nobre Dra. Ligia Nobre, arquiteta, pesquisadora, curadora e agenciadora de projetos e espaços culturais; Possui graduação em Artes Plásticas pela UFBA (2004), especialização em Metodologia e Didática do Ensino Superior pela Faculdade São Bento (2007), Mestrado em Artes Visuais (2009) do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais - UFBA, na linha História da Arte Brasileira e é Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo - UFBA, na linha de Conservação, Restauração e Gestão dos Bens Patrimoniais. Integrante do Grupo de Pesquisa "Matéria, conceito e memória em poéticas visuais contemporâneas."

Ivanildo Silveira, Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Raul Meneleu

E com curriculum tão majestosos e brilhantes quanto às duas nobres professoras, teremos na sequência do evento, Dra. Mônica Hoff, artista, educadora e pesquisadora, com grau duplo em Artes Visuais e Artes Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul -UFRGS, onde atualmente realiza um mestrado em História da Arte, Teoria e Crítica. E finalizando, teremos um dos pioneiros da arte multimídia no Brasil, o vídeo artista Eder Santos, que é reconhecido mundialmente por desenvolver projetos híbridos que mesclam artes visuais, cinema, teatro, vídeo e novas mídias. Mineiro, nascido em Belo Horizonte. Possui obras que integram os acervos permanentes do MoMA, em Nova York (EUA), e do Centre Georges Pompidou, em Paris (França), dois dos maiores museus de arte contemporânea no mundo.

O objetivo é aprimorar o conhecimento e a prática do trabalho em curadoria de exposições a partir do entendimento da produção e da visão crítica sobre a arte contemporânea, considerando seus aspectos conceituais, expográficos e educativos. Será a partir da troca de experiências com conceituados profissionais da área oriundos de diversos estados do Brasil que os participantes terão a oportunidade de conhecer e entender o amplo panorama da curadoria na atualidade, ampliando o universo de referências para a produção artística local, Mas como sabes a curadoria hoje envolve diversos campos. Será um aprendizado maravilhoso.

Quero então agradecer mais uma vez ao amigo Manoel Severo e a todos do Cariri Cangaço, e que por certo, essa confraria de renome contará assim como já conta, com meus parcos préstimos. Forte abraço e fiquem com Deus. 

Raul Meneleu Mascarenhas,
Pesquisador, escritor, Aracaju SE
Conselheiro Cariri Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2016/09/circuito-sergipe-de-curadoria-porraul.html

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CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSOR EFETIVO

Prezados, solicito divulgação de concurso. Geografia- dinâmicas sócio-espacias e políticas educacionais. Maiores informações do edital link do concurso.

Informamos que estão abertas, no período de 31/08 a 19/09/2016, as inscrições para o Concurso Público para Professor Efetivo para as áreas de:

- Arqueologia Pré-Histórica, Bioarqueologia e Topografia
- Atendimento ao Paciente Crítico e Saúde do Adulto e do Idoso
- Cirurgia Geral
- Didática da Educação Física, Educação Física Escolar, Estágio Curricular Obrigatório – Licenciatura
- Dinâmicas Sócio-Espaciais e Políticas Educacionais
- Engenharia Agrícola
- Engenharia Financeira
- Ensino de Artes Visuais
- Ensino de Química ou Ciências da Natureza
- Ginecologia e Ob stetrícia
- Matemática
- Medicina de Família e Comunidade
- Nanobiotecnologia e Química de Biomoléculas
- Pediatria
- Pneumologia
- Semiologia
- Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem
- Sistemas de Energia

Maiores informações estão disponíveis no Edital nº 21/2016:http://www.concurso.univasf.edu.br. 

Atenciosamente,

Thiago Aurélio Teodoro de Macedo
Coordenação de Carreira/DNSP/SGP
SIAPE - 1648596
(87) 2101-6742

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CERTIDÃO DE ÓBITO DO CANGACEIRO CORISCO


Certidão de Óbito do Cangaceiro Cristino Gomes da Silva Cleto” Vulgo Corisco. A Certidão foi lavrada na Cidade de Djalma Dutra, hoje Miguel Calmon, na época, Comarca de Jacobina Bahia. 

Documento lavrado em 25 de março de 1940. Esta cópia foi uma doação do amigo Professor Djalma Valois Rios, da cidade de Miguel Calmon Bahia, para o Portal do Cangaço de Serrinha Bahia. — em  Serrinha, Bahia, Brazil

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OS " SUPOSTOS " MATADORES DO CORONEL DELMIRO GOUVEIA

Foto: Jornal alagoano

OS " SUPOSTOS " MATADORES DO CORONEL DELMIRO GOUVEIA.: Róseo Morais e José Francisco (Jacaré). Esses homens foram torturados pela polícia alagoana, (leia-se, Ten, José Lucena de Albuquerque Maranhão), até confessarem a morte do famoso coronel ocorrida em 10-10-1917...

O cangaceiro Moreno e sua filha Lili Neli

O Jacaré, irmão do cangaceiro Moreno, pai da querida Lili Neli, não resistiu à tortura e, faleceu, logo em seguida... Alguns anos depois, ficou provado que os mesmos eram inocentes, inclusive, o Sr. Róseo apresentou em processo judicial, um documento, provando que no dia do assassinato ele estava em uma fazenda de um importante figurão alagoano.

Até a presente data, não se sabe quem foi o mandante e, os executores do hediondo crime.

Adendo - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Você quer saber bem a história da morte do empresário coronel Delmiro Gouveia adquira o livro do escritor Gilmar Teixeira com o título: "Quem matou Delmiro Gouveia?". 


Você encontrará este livro através do autor e do professor Francisco Pereira Lima, lá de Cajazeiras através destes e-mails: 

gilmar.ts@hotmail.com e franpelima@bol.com.br

Cuida logo de adquirir o seu enquanto é cedo, porque livros com  informações sobre a vida e a morte do coronel Delmiro Gouveia são arrebatados pelos colecionadores. 

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PEGUEM CANETA/LÁPIS E PAPEL PARA FAZER A ANOTAÇÃO.


Amigos (as), membros do grupo “o cangaço” tendo em vista as informações distorcidas sobre o exato local da morte de Benjamin Abrahão Botto, antigo secretário do padre Cicero e autor das fotos e filmagens de Lampião e sua gente, quero aqui deixar claro que Benjamin Abrahão foi morto em uma localidade chamada Pau Ferro que atualmente é a cidade pernambucana de Itaíba.

Benjamin Abrahão foi morto no dia 07 de maio de 1938 quando saia de um bar em direção a pensão onde estava hospedado, nesse intervalo o gerador que fornece energia para a localidade deixou de funcionar e nesse momento Benjamin Abrahão foi atacado e esfaqueado com 42 facadas, seus gritos ecoaram pelo lugarejo. Ao amanhecer do dia o corpo do aventureiro é encontrado dentro da casa de um deficiente físico conhecido como Zé de Rita que, segundo consta, a sua esposa estaria sendo assediada por ele. Um crime cheio de mistérios que até hoje meche com a curiosidade e a imaginação de todos (as).

Obs: Uma das fontes sérias sobre essa informação é o livro “ENTRE ANJOS E CANGACEIROS” de Frederico Pernambucano de Melo. 

Informação constante nas páginas 271 e 272 do referido livro.


No mapa do Estado de Pernambuco abaixo vemos destacada em vermelho a exata localização da cidade de Itaíba (Antiga Pau Ferro).
Imagem: Wikipédia.

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Biografia de Benjamin Abraão

Benjamin Abrahão Botto (ZahléLíbano, c. 1890 — Serra Talhada10 de maio de 1938) foi um fotógrafo sírio-libanês-brasileiro, responsável pelo registro iconográfico do cangaço e de seu líder, Virgulino Ferreira da Silva – o Lampião. Abrahão morreu assassinado durante o Estado Novo.

Embora publicado em jornais, o pouco que se sabe da vida de Benjamim Abraão vem de fontes mescladas entre a mídia historiográfica e os meios de subsistência do ambiente nordestino, fatos que não se encaixam com a realidade profissional de um secretário, bem como de expert operador de equipamentos de filmagem, muito avançados para a época.

A fim de fugir à convocação obrigatória pelo Império Otomano de lutar durante a Primeira Guerra Mundial, migrou para o Brasil em 1915.[1]

Foi comerciante (mascate) de tecidos e miudezas, além de produtos típicos nordestinos, primeiro em Recife, depois para Juazeiro do Norte, com dois burros (Assanhado e Buril) e um cavalo (de nome Sultão), atraído pela grande frequência de romeiros[2]

Abrahão foi secretário do Padre Cícero, e conheceu o cangaceiro Lampião em 1926, quando este foi até Juazeiro do Norte a fim de receber a bênção do célebre vigário e a patente de capitão, para auxiliar na perseguição da Coluna Prestes,[3] uma vez que não se encontrou com Lampião em 1924, quando de outra de sua visita à cidade, apesar de lá se encontrar.[4] A nomeação fora feita, a mando do padre, pelo funcionário federal Pedro de Albuquerque Uchoa, segundo uma autorização dada ao deputado Floro Bartolomeu pelo próprio presidente Artur Bernardes - ordem que em nada adiantou, pois não foi respeitada nos demais estados, resultando que Lampião e seu bando jamais efetuaram perseguição a Prestes.[5] Em 1929 Abrahão fotografou o líder cangaceiro ao lado do padre[6]

Após a morte de Padre Cícero, Abrahão solicitou e obteve do "Rei do Cangaço" a permissão para acompanhar o bando na caatinga e realizar as imagens que o imortalizaram. Para tanto teve a parceria do cearense Ademar Bezerra de Albuquerque, dono da ABAFILM que, além de emprestar os equipamentos, ensinou o fotógrafo seu uso. Por ao menos duas ocasiões esteve junto ao bando de Lampião, realizando seu mister.[3]

Abrahão teve seus trabalhos apreendidos pela ditadura de Getúlio Vargas, que nele viu um antagonista do regime. Guardada pela família de libaneses Elihimas, em Pernambuco, a película foi analisada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda(DIP), um órgão de censura.

Morreu esfaqueado (quarenta e duas facadas[4]), sem que o crime jamais viesse a ser esclarecido, tanto na autoria como na motivação, donde se especula ter sido mais uma das mortes arquitetadas pelo sistema,[3] como outras ocorridas em situação análoga, a exemplo de Horácio de Matos (embora exista a versão de que o fotógrafo sírio-libanês teria sido alvo de roubo, por algum ladrão, apesar de com este nada de valor haver[2]).

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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A BODEGA DE TOINHO DE ALICE

Por: Verneck Abrantes
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A Bodega de Toinho de Alice, ressaltando que o antigo comerciante da Terra de Maringá era casado com Dulce de Luiz Barbosa, ficava na antiga Rua do Comércio, localizada no Centro Histórico de Pombal/PB. 

Em meio a diversidade de produtos de primeira necessidade, se destacava o Pão com Creme que Toinho vendia a dinheiro, fiado ou na caderneta. Toinho, uma pessoa boníssima, marcou gerações pela lembrança dos que saborearam o seu Pão com Creme. 

Verneck Abrantes 

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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