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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   
franpeliama@bol.com.br

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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MENSAGENS

Clerisvaldo B. Chagas, 7 de fevereiro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.056

PARCIAL DE SANTANA DO IPANEMA. (FOTO: B. CHAGAS/ARQUIVO).
     Antônio Machado - Sem contato com o brilhante escritor Antônio Machado, somente agora estou agradecendo publicamente pelas palavras na sua coluna em site santanense, sobre a 2edição do livro “Floro Novais, Herói ou Bandido?”. Foi o seguro escritor olhodaguense o autor do prefácio de ambas as edições do citado livro.  O pronunciamento em sua coluna faz rasgados elogios ao escritor B. Chagas e ao livro em questão. Fiquei lisonjeado com o que li e mais uma vez fico agradecido pela força da sua verve. Quando for à cidade de Olho d’Água das Flores, irei visitá-lo como fez o parceiro França Filho.  O escritor Machado, assim como eu, também é membro fundador da Academia de Letras de Arapiraca.

     Pedro Pacífico – Devido a problema de saúde, na época, não pude comparecer ao convite de lançamento de livro do companheiro Pedro Pacífico. Padro estava lançando a sua primeira obra sem parceria, inclusive com prefácio apresentado por mim. Nem sei se Pacífico ficou aborrecido com a minha ausência, mas há de compreender: primeiro a saúde. Soube também que o autor enviou-me exemplar da sua obra pelos Correios, mas ainda não tive o prazer de degustá-la pós- lançamento; é que estou em Maceió, devendo retornar a Santana até o dia 15. Ao chegar à terrinha irei localizar o conterrâneo para as respectivas considerações.

     Silvano Gabriel – Pelo mesmo motivo deixei de comparecer também ao lançamento de uma obra do meu amigo Silvano Gabriel, homem dedicado à dramaturgia popular e morador rural entre os sítios Curral do Meio II e Sementeira. Almejo parabenizá-lo no retorno.
     
     TV Assembleia e Rádio Liderança – Esperamos em breve estarmos, eu e o parceiro Marcello Fausto, na TV Assembléia com Chico de Assis, convidados que fomos. Agradeço também o convite da Rádio Liderança na pessoa de Anderson Diego, quando logo, logo em Santana do Ipanema estarei a visitá-la, para sonharmos juntos com a poesia, em seu programa romântico e noturno.


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EM ORDEM DE POBRE

*Rangel Alves da Costa


De repente se ouve, principalmente no mundo interiorano: “A riqueza pode ter de tudo, pode dizer que esfarela e desalinha, mas em ordem de pobre num fico muito por debaixo não. Em ordem de pobre tenho casa arrumada, móvel pra sentar, mesa pra comer e fogão pra cozinhar. Fome também não passo não, pois em ordem de pobre minha feira é sortida e garantida”.
Já outra, mais estabanada, logo diz: “Em ordem de pobre sou a pessoa mais rica. Tenho tudo mais que o rico. Tenho mais filhos, tenho mais dívidas, tenho mais precisão, mas também tenho alegria pra dar e vender, tenho coragem e força pra correr atrás do que preciso e ainda sustento essa vagabundagem na política. O pobre pode ser pobre, mas tem o valor maior do mundo em época de eleição”.
E a tal ordem de pobre vai correndo de boca em boca, vai cortando estrada e caminho, passando a fazer do linguajar cotidiano da população. Por todo lugar vai surgindo alguém que diz não ser rico, porém, perante a sua situação, de nada pode reclamar. Quer dizer que não é o fato de ser pobre que impede de a pessoa buscar e adquirir aquilo que precisa.
Em ordem de pobre é termo é expressão das mais usadas, ainda que nem todos que pronunciam saibam o verdadeiro sentido na contextualização das palavras. Contudo, continua valendo mais a intencionalidade, pois mais acertada, que o seu aprofundamento no contexto dos regionalismos gramaticais.
Pois bem. Acaso já tenha ouvido a expressão “Sou pobre, mas sou limpinha”, ou ainda “A casa é pobre, mas no pouco ou no muito ninguém passa fome”, tenha-se uma aproximação imediata à famosa “Em ordem de pobre...”. E que vem sempre acompanhado de sentenças como “vive bem demais”, “não falta nada”, “tem de tudo”, “tem para dar e sobrar”, etc.
Na junção, assim se teria “Em ordem de pobre vive bem demais”. “Em ordem de pobre não falta nada”, “Em ordem de pobre tem de tudo”, “Em ordem de pobre tem para dar e sobrar”. Significa dizer que mesmo sendo pobre não lhe falta isso ou aquilo.
O termo “ordem” utilizado no dizer costumeiro, nada mais significa que a classe social distintiva daquela de maior poder aquisitivo. Não diz, contudo, que o pobre tem de ser miserável ou desvalido demais, bastando que esteja numa linha de deficiência econômica em relação às demais. Assim como tem a ordem dos ricos, dos bem de vida e dos remediados, também existe uma ordem dos pobres: aqueles que têm perante suas condições.
Com efeito, fato interessante é que pessoas de pouco poder aquisitivo mais parecem recebedoras de bons salários. As casas pode atém ser pequenas, mas dentro delas até o luxo nos móveis e nos demais utensílios. Ganha pouco, um salário mínimo ou pouco mais, mas nunca deixa de estar bem vestidas, com roupas bonitas e novas, sapatos e bijuterias. É um “luxo” como fruto de grande esforço.
Assim acontece porque o dito pobre não se entrega de vez à sua baixa condição econômica. Não se diminui nem se submete pela fragilidade financeira, não baixa a cabeça por nada. Como se discípulos fossem de Joãosinho Trinta e sua famosa frase dizendo que povo é quem gosta de luxo, assim essa ordem social vai vivendo para demonstrar que em nada está aquém daquela endinheirada.
E essa classe endinheirada certamente sequer se aproxima do muito que o pobre faz com tão pouco. Não falta o churrasco domingueiro, a cerveja gelada, o pagode, a festança. E nunca falta o sorriso, a alegria e o trejeito próprio na dança da vida.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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PEDRO BATATINHA, UMA VÍTIMA DO CANGAÇO.



Esse pobre rapaz, pagou sem dever. Mas era assim no sertão; pagava quem devia e também quem tivesse na cena, pagava como prova que Lampião, quando precisava ele também era injusto pra manter a rigidez.

Quando Zé Baiano ferrou uma certa moça Batatinha estava na cena e foi espancado e castrado pelos cangaceiros e teve a orelha decepada pelo próprio Lampião.

Desculpa-me quem escreveu. perdi a fonte devido problemas na internet, mas não coloquei o meu nome como autor.

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FOTO DO SUBDELEGADO NELSON LEITE


Foto do subdelegado Nelson Leite herói da resistência do ataque de Lampião a Uirauna na Paraíba. Conseguiu botar pra correr uns 35 bandoleiros mais lampião.


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=380096862805263&set=gm.1002570769951867&type=3&theater&ifg=1

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IRMÃ DO CANGACEIRO JARARACA VIVE EM SERTÂNIA, PE.


Irmã do célebre cangaceiro Jararaca , do bando de Lampião, Quitéria Sá, ou Quitéria Zuza como é mais conhecida no Povoado Moderna, município de Sertânia, Sertão do Moxotó completou cem anos de idade no dia 27 de Outubro. Na celebração do seu centenário de existência houve uma grande festa no Povoado, com música, poesia , entrevistas, conversas, além de muita comida e bebida, é claro.

Antônio Amaral, Cantor e compositor sertaniense, acompanhado da Banda Acordes fez um show de Música e poesia, com participação especial do Poeta Josessandro Andrade. Antônio trouxe músicas como “Cangaceiro”, vencedora do Festival de Música de Afogados da Ingazeira, No final dos anos 1980, na voz de Chico Arruda, acompanhado do Sexteto Tamba, cujo versos musicais certamente lembrarão à aniversariante o seu irmão famoso:

“ Não tenho a conta dos perigos que passei/Não faço média das vezes que já morri/ um cangaceiro mouro e bárbaro sem lei/ nos altiplanos condoreiros do Sertão/ A cor do sangue é a cor do guerrilheiro/ corpo ligeiro, olhar de corvo fatal/ Bandoleiro de batalhas nas volantes/ aço malhado ,estilhaços de um tiro/ se refez retiro no silêncio da prisão/ (...) Corisco doido, Jararaca Aluvião..”.

Dona Quitéria Santana é filha de Manuel Leite de Santana, (Mané Zuza) e Maria Luiza de Santana, pais adotivos de Jararaca, que o criaram , Já que o mesmo era filho de um irmão de Mané Zuza. Lúcida, forte, Dona Quite´ria é descrita pelos familares, amigos e conhecidos no povoado pertencente ao Município de Sertânia como uma pessoa espirituosa, bem-humorada.

“Ela Ainda dança e bebe. Aliás sempre bebeu, mas tem uma saúde de ferro”, atesta o Agrônomo Cicero Paulo Sampaio, sobrinho-neto de Quitéria Zuza. “As farras que participei nas festas com ela eram atrativas não pela bebida, mas pela inteligência e sabedoria de Tia Quitéria ”, garante Sampaio.

Há outra irmã do cangaceiro Jararaca, Germana Sá, com cerca de 80 anos. Ela e Quitéria Zuza são as que ainda restam vivas. Haviam ainda José de Sá , Tatái, falecido em 1997 e Félix Sá, que se foi há alguns anos, ambos na casa dos 90 anos, sendo que o último faleceu em um acidente de moto. Todos eles iam anualmente no dia de finados, 02 de novembro, em caravana com outros parentes visitar o túmulo do Irmão em Mosoró-RN. Os irmãos daquele que foi um dos cabras mais valentes do bando de Lampião mantém este costume até hoje.

Além da família, a localidade faz questão de manter o vínculo com o histórico filho do lugar. No Parque aquático Oásis Nordestino, entre suas piscinas há uma estátua do famoso cangaceiro, que jorra água, espécie de bica criativa e o lugar já é ponto turístico da região.

De acordo com O Professor João Lúcio, Secretário de Cultura e Juventude do Município de Sertânia, Jararaca é filho natural da Moderna, povoado pertencente ao município sertaniense, mas foi registrado em Buíque, pelo fato de ser mais próximo o cartório daquela localidade. Mas a vida de Jararaca foi em solo sertaniense, a sua casa ainda está lá, conservada. “Temos todo interesse que o Município de Sertânia estreite esta relação com a Memória de Moderna e a trajetória de Jararaca. Todo isto é História”, afirma João.

Segundo ele está sendo mantido entendimento com o agrônomo Cicero Paulo Sampaio, que é Secretário de Agricultura do município para estudar a possibilidade de instalação de um ponto de memória, na Casa de Jararaca, um espécie de Museu do cangaceiro e suas origens, que se confundem com as raízes de Moderna. Cícero Paulo é proprietário do espólio de Jararaca, casa e terra. Cicero Paulo, que é um entusiasta do turismo rural, acrescenta que já estiveram no local, pesquisadores do Rio Grande do Norte, que fotografaram a casa, filmaram o local e entrevistaram dona Quitéria Sá e outros parentes.

Créditos para Danilo David Carvalho

Pescado em Sertânia Vip

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Jararaca

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"O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. Você já pode adquiri este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso).

Contato: 

franpelima@bol.com.br / 
fplima1956@gmail.com

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