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quarta-feira, 26 de julho de 2023

CANGACEIRO MERGULHÃO. Antônio Juvenal da Silva

Por Histórias do Cangaço


Entrou para o bando de Lampião no início do ano de 1926.

- Participou do fogo das Caraíbas entre as cidades de Betânia e Floresta(PE), fevereiro de 1926.

- Participou do ataque à vila de Nazaré, fevereiro de 1926.

- Esteve em Juazeiro do Norte, março de 1926.

- Participou do tiroteio na fazenda Abóboras, município de Vila Bela(PE), julho de 1926.

- Esteve no ataque à fazenda Serra Vermelha, município de Vila Bela(PE), agosto de 1926.

- Participou da chacina à famíla Gilo, na fazenda Tapera, município de Floresta(PE), agosto de 1926.

- Esteve do combate da Serra Grande, próximo à Vila Bela(PE), novembro de 1926.

- Foi ferido no combate com a volante do sargento Arlindo Rocha, no Ceará, abril de 1927.

- Participou da invasão ao Rio Grande do Norte e da cidade de Mossoró, junho de 1927.

- Esteve em Limoeiro do Norte(CE) depois do ataque frustado a Mossoró. Foi fotografado com o bando.

- No dia 27 de março de 1928, executou com um tiro de misericórdia o valente companheiro Sabino Gomes, mortalmente ferido em combate, no fogo da fazenda Piçarra.

- Foi um dos cinco cangaceiros que atravessaram o Rio São Francisco com Lampião em direção à Bahia, agosto de 1928.

- Participou do primeiro tiroteio em solo baiano, contra a volante comandada pelo tenente Manoel Neto, nas proximidades do município de Santo Antônio da Glória. Agosto de 1928.

- Juntamente com Lampião, Ezequiel, Moderno, Luiz Pedro, Mariano, Corisco e Arvoredo, "visitou" as vilas de Tucano e Ribeira do Pombal, dezembro de 1928.

- Fez parte do grupo no embate com a polícia baiana na fazenda Curralinho, entre as vilas de Massaracá e Buracos. Dezembro de 1928.

- Foi morto no dia 07 de janeiro de 1929 no fogo com a volante baiana comandada pelo tenente Odonel Francisco da Silva, no arraial de Abóbora, município de Jaguarari(BA).

FONTE:

DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. Lampião e o Rio Grande do Norte: a história da grande jornada. 2. ed. Cajazeiras: Real, 2014.

OLIVEIRA, Bismarck Martins de. cangaceiros de Lampião de A a Z. 2. ed. João Pessoa: Mídia Gráfica e Editora, 2020.

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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REMINISCÊNCIAS

 Por Assis Nascimento

Na primeira imagem a Mossoró dos anos setenta, no cruzamento da Santos Dumont com Coronel Vicente Sabóia; na calçada do Banco de Mossoró está o Seu José Luís de Andrade, com seu carrinho de confeiteiro onde fez ponto durante muitos anos ... ora na calçada do BRADESCO, ora na do BM.

Pois bem, hoje me encontro com sua filha Wandinha que herdou do pai, a mesma atividade comercial, aqui na esquina do BB...Já perdi as contas dos anos, que ela negocia debaixo dessa mangueira; que antes foi ponto comercial de Zé Pereira.

Deixo aqui o registro, de pessoas que compõem a geografia humana da Terra de Santa Luzia; de ontem e de hoje, e que contribuem com o seu singelo trabalho na construção da nossa história.

Assim penso, por isso digo e mostro!

https://www.facebook.com/assisnascimento.nascimento

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JOÃO MARQUES DA SILVA

 Por José Mendes Pereira

João Marques da Silva - filho de Abílio Marques da Silva, que este último era filho de Manoel Marques da Silva, o Mané Véio.

Através de João Marques da Silva, policial e neto de Manoel Marques da Silva - o então destemido e valente policial que não tinha medo de nada, Mané Véio, tenho adquirido algumas informações e fotos sobre os seus  familiares.


Nesta foto, aparecem João Marques da Silva, neto de Mané Véio, e seu saudos pai Abílio Marques da Silva, que infelizmente, faleceu ainda moço. 

Estas informações estão sendo colhidas através do policial João Marque da Silva, neto do Mané Véio..
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CIÚME DOENTIU, FAZ O VOLANTE MANÉ VEIO ASSASSINAR SUA PRIMEIRA ESPOSA CIDÁLIA.

 Por José Mendes Pereira

Volante Mané Véio

Diz o saudoso escritor Alcino Alves Costa em seu livro "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico"que, o volante Mané Veio foi um dos participantes do  combate da Maranduba, e que lá, atirou tanto que o seu perverso mosquetão aparentava brasa, estourando a sua culatra, e com isso, deixou-o surdo de um dos ouvidos pelo resto de seus dias. 

Infelizmente passou por dois terríveis acontecimentos na vida do corajoso de Santa Brígida. Essa provocação veio de seu casamento com uma mocinha dali mesmo. Uma bela menina chamada Cidália. Os primeiros anos foram de felicidade. Nasceu um filho. Foi batizado com o nome de Abílio. O casal vivia num mar de rosas. Os dois se amavam profundamente. Mas entre eles existia uma quase que intransponível barreira. O gênio fortíssimo de ambos.

Alcino Alves Costa na íntegra: 

"Apesar de se amarem, Mané Veio e Cidália possuíam uma incompatibilidade de gênio muito forte. Encruzilhada que fez com que aquele casamento se tornasse uma tragédia sem precedentes na história da povoação do sertão da Bahia. O principal motivo para os dissabores eram os pendores irreversíveis do filho de seu Jacó para as aventuras amorosas. Além de outros romances extraconjugais mantinha forte e ardoroso caso com uma mocinha do lugarejo Curituba, daquele mesmo estado. A cabocla se chama Pureza e é ela a causa maior dos desacertos do casal que se arrasta até chegar na separação definitiva.

Apesar de separado da esposa e do filho o militar não deixa de cumprir com suas ocupações de dono de casa, procurando assim manter as despesas da família. Recomenda ao parente João Silva que não deixe a sua mulher e seu filho passarem fome durante os dias em que estivesse viajando, durante a sua ausência o parente e amigo suprisse as necessidades da casa que quando ele retornasse das viagens quitaria as dividas. Em um desses retornos inicia-se a grande provocação e desventura do moço de Santa Brígida. Depois de mais uma caçada, perseguindo cangaceiro, retorna para o merecido descanso. Mais que depressa procura o parente. Precisa acertar contas. A conversa entre os dois foi a de sempre. Tudo acertado vão tomar banho na fonte das Caraíbas. O rapaz de Santa Brígida conta peripécias de sua viagem pelos cafundós dos sertões à caça de bandidos. O banho é demorado. Lá pelas tantas resolvem sair da fonte e vão vestir as suas roupas. É nesse instante que a desgraça se apresenta na vida do moço da volante. Do bolso da calça do João cai um papel.

Mané Veio vê, imagina que é um bilhete e de sua cabeça brota uma inconcebível injustiça, julga que a letra que está naqueles rabiscos é a de sua esposa. Apesar de violento o caçador de cangaceiro consegue dominar seu doentio ciúme. Nada diz ao amigo. Continua a conversa calmamente. Não demonstra que está enlouquecido pela suspeita de infidelidade de sua esposa. Ao se ver sozinho o militar quer saber onde Cidália está. É informado que ela se encontrava na Fazenda Cajueiro lavando roupas, acompanhadas de amigas e da irmã Zafira. Ensandecido pega o mosquetão e vai procurá-la. A mulher, inocentemente lava suas roupas e a de seu filhinho. Não imagina a tragédia que dela se avizinha. Conversa alegremente com as companheiras. De repente o marido desponta. Apesar de com ele não mais morar, ainda o ama e o respeita por demais, alegra-se com a presença do pai de seu filho. As lavadeiras olham, curiosas, o homem que vem chegando. Nada temem. Não esperam que ele seja capaz de cometer alguma ação criminosa contra a sua esposa. O soldado chega se aproxima de Cidália e manobra sua arma. A infeliz mulher percebe a desgraça que se abate sobre ela e corre, procurando amparo no corpo da irmã. O enlouquecido marido não lhe dá tempo e nem oportunidades de se livrar da morte.

Um certeiro balaço destroça o seu rosto, deixando-a estendida no chão morta. O verdugo ainda dá mais dois tiros na infeliz e deixa o local. Acabava de praticar um monstruoso e hediondo crime. O crime que abalou Santa Brígida e todo o sertão baiano. O povo se revolta. Tudo aquilo era uma descomunal injustiça. Ficou comprovado que Cidália era inocente. Jamais mantivera romance com quem quer que fosse. A atitude extremada do soldado foi abominável. Severas providências teriam que ser tomadas. O assassino não quer pagar pelo bárbaro crime que cometeu. Homizia-se. Embrenha-se na mataria e fica um ano escondido no Serrote do Galeão, enfurnado numa gruta que hoje é conhecida como A Toca de Mané Veio. Protegido pelos militares consegue se transferir para Alagoas, onde fica sob a proteção do Tenente Lucena e sob o comando de João Bezerra da Silva".

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2008/11/histria-dos-volantes-man-vio.html

(...)

Ainda Alcino Alves Costa:

Assassinato da sua segunda esposa.

"Vamos voltar a contar a incrível história de Mané Véio, o grande protagonista do cerco de Angico. Agora em Goiás deixa de ser Manoel para se tornar Euclides Marques da Silva, o nome de um irmão falecido na Bahia. Fixa residência na cidade de Goiania. Torna-se joalheiro. Casa-se com uma bela moça chamada Maria Bosco da Silva e com ela procura recomeçar a sua nova vida. Nascem dois filhos. Uma menina, chamada Jovina, e um garotinho batizado com o nome  de Jacob. Anos depois o casal muda-se para São Paulo. Vão morar no Bairro da Liberdade. O seu meio de vida, a sua subsistência, continua sendo o comércio de jóias e ouro. 

O ciúme era uma constante, uma chaga cruenta na vida deste ex-soldado de volante. Aliado a tão medonho, doloroso e maléfico sentimento, o gênio extremamente violento do antigo “contratado” jogou no abismo a convivência, o sossego e a paz existente entre o baiano do Raso da Catarina e sua nova e também desafortunada esposa. Aquela vida harmoniosa do princípio, quando os dois em parceria comerciavam jóias e ouro juntos, havia chegado ao fim. E Maria começou a ser espancada pelo perverso marido. 

Não suportando aquela triste e medonha situação, temerosa e apavorada com as torturas e brutalidades do companheiro, a goiana pediu o divórcio, não tinha como continuar vivendo debaixo de tanto sofrimento. O advogado contratado por Maria Bosco chamava-se Othoniel Brandão. Ele iria cuidar do desquite. Ao tomar conhecimento da decisão da esposa, o homem da Santa Brígida se revoltou, chegando a tentar enforcá-la, o que não aconteceu em virtude da intervenção imediata dos vizinhos. Após este grave incidente Maria prestou queixa na polícia. Mesmo assim, dias depois, o marido abandonado tentou a reconciliação, alegando que amava a sua companheira e mãe de seus filhos.

Irredutível, Maria Bosco não aceitou a pretensão do marido. O que queria, o que lhe interessava era ficar ao lado do filho e da filha, e longe, muito longe, do pai deles. Sem alternativas, Mané Véio, mesmo a contra gosto, terminou por concordar com a separação e a divisão amigável dos bens. Na 2ª Vara da Família e das Sucessões a vitória da vítima foi total. Além da pensão para ela e os filhos, ainda aconteceu à partilha e divisão dos pertences de ambos e os filhos ficaram sob a tutela de dona Maria. 

Mesmo tendo aceitado o desquite, o antigo caçador de bandidos não se conformava com aquela separação. Agoniado, ameaçava assassinar a antiga companheira. A sua maior preocupação, o seu maior temor, era vê-la acompanhada de outro homem. Dominado pelo ciúme, costumava rondar a residência da ex-mulher, à Rua Pirapitingui, no prédio 97, apartamento 84, no Bairro da Liberdade. Assombrada com as ameaças, Maria Bosco procurou as autoridades policiais explicando a sua grave situação. Aconselhada pelos militares, comprou um revolver calibre 22, tirou porte de arma, e carregava a sua pequena arma em sua bolsa.

Os meses foram se passando. Aquela aflição continuava. O mês de julho de 1966 despontou. Chega o dia 13. É uma quarta-feira. Dona Maria,  acompanhada de sua filha Jovina Marques da Silva, sai do apartamento e vai até um açougue comprar carne. O filho caçula, Jacob, que sempre acompanhava a mãe, dessa vez não a acompanhou para jogar uma pelada com seus amiguinhos de infância. Na volta, após comprar a carne, um pistoleiro espreitava os passos de Maria. Era ele Josafá Marques da Silva, meio irmão de Mané Véio. Este bandido assim agia cumprindo ordem de seu mano que o incumbiu de assassinar a sua própria esposa. 

Em um ponto da Rua Pirapitingui, Maria aparece ao lado da filha, uma linda mocinha de apenas 16 anos de idade. O assassino está de tocaia, a espera de suas vítimas. Pouco mais do meio dia mãe e filha surgem ao longo da rua. Caminham despreocupadas por uma calçada. O verdugo sorrateiramente se aproxima delas. Saca um revolver “S & W”, calibre “32”. Aciona o gatilho de sua homicida arma. Dois tiros atingem mortalmente dona Maria, uma ainda jovem mulher, com apenas 40 anos de idade. Um balaço perfurou o tórax e o outro se alojou um pouco abaixo do peito. Vendo a mãe baleada e cambaleante, Jovina se interpôs entre ela e o cruel assassino. Este sem compaixão e sem piedade, mesmo sabendo que ali estava uma menina-moça no verdor de sua florida existência, e além do  mais, sua sobrinha, uma vez que ela era filha de Mané Véio, não titubeou, atirou para matá-la. Este terceiro tiro também foi mortal. A bala atingiu o peito do lado direito da mocinha que cambaleou e caiu nos estertores da morte por cima do corpo de sua mãe.

Este duplo assassinato abalou São Paulo. No outro dia, 14 de julho de 1966, o jornal NOTÍCIAS POPULARES, estampava: “Cangaceiro contratou um bandido para exterminar a família em SP”. E em grandes letras: “PISTOLEIRO MATOU MÃE E FILHA!”. Na sexta-feira, dia 15, o jornal DIÁRIO DE NOTÍCIAS, estampava em grande manchete: “PISTOLEIRO CONFESSA: MATOU PORQUE TINHA PENA DO IRMÃO”. O “DIÁRIO DA NOITE”, também no mesmo dia 15 de julho, estampava: “MATOU A TIROS A CUNHADA E UMA SOBRINHA”. Josafá e Mané Véio foram presos e processados. No dia 25 de outubro de 1967, o responsável pelo assassinato da esposa e da filha foi para o banco dos réus – e foi severamente exemplado".

Alcino Alves Costa
O Decano, Caipira de Poço Redondo
Sócio da SBEC; Conselheiro Cariri Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com/2012/01/mane-veio-o-feroz-da-santa-brigida_17.html

Eu e meus filhos descendentes de Mané veio, Fábio Marques da Silva, Gabriela Marques da Silva, Samuel Marques da Silva, Agatha Marques da Silva, Samantha Marques da Silva e Sophia Marques da Silva.

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