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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

SANTANA; RUA DOS COITEIROS

Clerisvaldo B. Chagas, 14 de outubro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.197
(Pedido de Almir Rodrigues)

No início do século XX, era apenas uma estrada que seguia perto da foz do riacho Camoxinga ao lugar Volta do Ipanema. Tudo indica que havia pouquíssimas residências. Foi nesse início de século que o coronel Delmiro da Cruz Gouveia, construiu a estrada/rodovia Pedra – Palmeira dos Índios, melhorando de passagem o trecho acima. Com o surgimento de mais residências, esse pedaço de estrada passou a ser chamado obviamente, de Rua da Poeira. A Rua da Poeira, antes, ia desde as proximidades da foz do riacho Camoxinga (1trecho) à Volta do Ipanema (2trecho, com curvatura para a esquerda – hoje Rua Manoel Medeiros).

NA RUA DELMIRO. (FOTO/ARQUIVO: B. CHAGAS).

Na década de 20, foi formada uma trincheira na Rua da Poeira para defender a cidade de um possível ataque de Lampião à cidade de Santana do Ipanema. O bando cangaceiro passou ao largo. Após a morte de Lampião, em 1938, um desentendimento entre o comandante do Batalhão local, coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão com o ex-chefe de volante, tenente Porfírio, resultou no assassinato deste. Para justificar a morte do oficial, Lucena traçou um plano em que acusava Porfírio de querer formar um bando cangaceiro. Para isso andou apontando e prendendo pessoas reles da Rua da Poeira, como coiteiras do tenente Porfírio. Daí em diante a Rua da Poeira (injustamente) passou a ser chamada de Rua dos Coiteiros.
No futuro, já como rua moderna e calçada no primeiro trecho, deram o nome de Rua Delmiro Gouveia, cremos que em homenagem ao coronel do povoado Pedra. O segundo trecho continuou sem calçamento e como Rua da Poeira, até a pavimentação quando recebeu o título de Rua Manoel Medeiros. Como manobra política, outra rua que inicia transversalmente com à Rua Manoel Medeiros e sai na Cohab Velha, ficou sendo artificialmente como prolongamento do primeiro trecho da rua Delmiro Gouveia.
Hoje a Rua Delmiro é conhecida pelos seus bons restaurantes.
Resumindo, esta é uma referência à rua que tem história.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2019/10/santana-rua-dos-coiteiros.html

O RETRATO DE DONA ARACI

*Rangel Alves da Costa

Sua sobrinha Aline Feitosa encontrou e postou, ainda em 2015, uma indiscutível preciosidade: um retrato de Dona Araci Feitosa. E mais: em pleno e singelo ofício da renda de bilros.
Pelo retratado na fotografia, o local da feitura da renda é em sua própria residência, na sala da frente, com um olho para o corredor da cozinha e outro para a porta da frente, em direção tanto à rua como à Praça da Matriz.
A casa ainda é a mesma, continua quase na mesma feição daquela dos tempos idos e deixada por Dona Araci quando disse adeus e partiu no dia 07 de agosto de 2004. Seu filho Gildo não quis permanecer no lar familiar, deixando a moradia àquela que mesmo sendo sobrinha sempre conviveu com a tia Araci e por esta sempre vista como verdadeira filha: Bezinha.
Avistar novamente Dona Araci é como mais uma vez folhear um majestoso álbum, não apenas familiar como da própria história de Poço Redondo. Do tronco familiar dos Feitosa e dos Cardoso, das raízes primeiras do Poço de Cima, pois filha de Seu Marcionílio Feitosa de Sousa e de Dona Izabel Cardoso dos Santos (Iaiá). Irmã de José Feitosa Neto (Zé de Iaiá), de Dom (Mercedes Feitosa), de Bené, de Isaura, Clotilde, Dedé, Bebé, Jovino e Maria de Miguel (a mesma Maria de Iaiá), Dona Araci se aposentou como funcionária pública municipal, eis que sempre prestando serviço na sede da prefeitura e desde que a mesma funcionava no atual local da Câmara dos Vereadores.
Pessoa simples, sempre bondosa e cativante, conviveu com o prazer de ter uma infinidade de amigos. Gostava de dedilhar sua renda na sala de casa, em cadeira colocada quase na porta da frente, mas de vez em quando era avistada na calçada com seu ofício ou mesmo mais adiante, nas tardes de brisa boa na calçada da prefeitura, ao lado de sua irmã Dom que, morando em frente, também levava sua almofada de renda para os lados do sombreado.


Morando na parte mais central da cidade, Dona Araci tudo testemunhou dos passos do seu sertão. Da casa humilde de janela e porta, bastava olhar adiante para avistar o sertanejo mundo. Aquilo tudo via, aquilo tudo sentia. E hoje, restando na memória e na saudade sua, e tudo fruto de um adeus que já se faz distante, ponho-me a imaginar o que se passava na cabeça de Dona Araci enquanto, no silêncio das horas, ia tecendo sua renda. De cabeça voltada para a almofada e pensando o que? Toda a história de Poço Redondo.
Isso mesmo, rememorando aqueles tempos idos de seu sertão: tempos cangaceiros, tempos de bonanças e de secas grandes, tempos de amizades e de um sertão como uma só família. Coisas hoje amareladas no calendário do tempo, ou mesmo já completamente esquecidas, mas que, como numa colcha de retalhos, foram se unindo para contar nossa história.
Em Poço Redondo não há uma rua ou outro logradouro com o seu nome. Os legisladores sempre se esquecem dos importantes vultos da história local. Mas o povo não. O povo reverencia sua história e sua memória, assim como se faz no legado de Dona Araci.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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TEN JOAO GOMES DE LIRA - AS PRIMEIRAS INTRIGAS EM NAZARÉ

Por Aderbal Nogueira


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(O TRISTE FIM DO CANGACEIRO VIRGÍNIO FORTUNATO " VULGO" MODERNO) (O BELO DOS BELOS DO CANGAÇO)

Por Guilherme Machado

Virgínio foi um cangaceiro do bando de Lampião além de ser casado com Angélica irmã de Lampião. Perdeu a sua esposa para a peste bubônica. Virgínio entrou para o Cangaço em 1927. Era conhecido no bando como o gigante branco com seus quase dois metros de altura e pesando 110 quilos de puro músculos. Por força maior deixou a vida de almocreve viajante para se juntar ao cunhado por perseguição da policia local. 

Em 1936 Virgínio entra no Estado de Pernambuco fazendo divisa com o Estado de Alagoas para dar cobertura a Lampião, isto foi em entre o Rio do Sal PE. e Delmiro Gouveia AL. O Cangaceiro viajava atrás de Lampião algumas Léguas e margeava a região com outro chefe" Corisco.

Ao anoitecer a volante do Cabo Pedro Alves seguia Virgínio a distância com 5 soldados que morria de medo de um contra ataque dos homens de Virgínio... Por volta de 19:Hs. os cangaceiros pararam para se arrancharem a 300 metros da Fazenda Rejeitado, quando Virgínio decidiu subir em uma ruma de pedras com mais ou menos um metro e meio de altura com mais seus quase dois metros! para ver se avistava algum macaco pelas redondezas... Pois já era noite e ele com seus apetrechos reluzentes nas abas do Chapéu se tornou alvo fácil

A volante do Cabo Pedro abriu fogo e baleando Virgínio no peito e nas virilhas, o Cangaceiro ao receber o impacto dos tiros deu uma cambalhota no ar e caiu sobre as pedras. Os cangaceiros começaram a atirarem a esmo e ao mesmo tempo a baterem em debandada. 

O corpo de Virgínio ficou jogado por ali mesmo. No outro dia o Tenente Manoel Neto e seus homens encontraram o corpo de Virgínio e o deformaram com cabos de fuzil e quase o arrancaram o maxilar para levarem os dentes de ouro que o cangaceiro usava.

Corisco localizou Lampião ali perto e esbaforido o disse:

- Compadre, mataram Moderno!

Lampião quase não se aguentava de pé, perguntou:

- Onde e quem o matou, Compadre? 

Respondeu corisco:

- Não se sabe quem foi não, compadre!

Então Lampião falou:

- Compadre, procure despistá-los os macacos porque eu preciso enterrar o meu cunhado!

Corisco saiu arruaçando nas vizinhanças e chamando a polícia para o seu encalço, enquanto Lampião e os demais foram ao local que estava o que sobrou do corpo de Virgínio.

- Quando chegaram lá a fedentina era total. Mas conseguiram identificar o corpo pelo tamanho? Lampião pediu que os demais que cavassem uma cova e isto foi feito e enterraram o que sobrou do gigante cangaceiro! Lampião ordenou que os amigos se afastassem e tirou o chapelão de couro e começou a rezar ao lado da cova do cunhado e amigo. Ao sair pegou uma faca e fez uma cruz em um tronco de craibeiras ao lado da cova de Virgínio Fortunato "Moderno".

Lamento uito ter perdido a fonte deste trabalho


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O BISONHO QUE TIROU SANGUE DE LAMPIÃO E VIVEU PARA CONTAR


Por João Filho de Paula Pessoa



Em 1929, Lampião e seu bando entraram pacificamente na cidade de Nossa Senhora da Glória/SE, onde pré anunciaram sua visita ao intendente da cidade, foram recebidos com um almoço e passearam pela cidade, sob os olhares temerosos e curiosos do povo, enquanto seu bando fazia uma coleta pela cidade, Lampião foi à pequena barbearia do Sr. Zé Bisonho fazer a barba, que o recebeu em elevado estado de nervosismo.

Lampião sentou-se à cadeira e percebendo a tremedeira e o medo do humilde barbeiro, disse-lhe para se acalmar e continuar seu serviço que nenhum mal lhe faria, pois quem tinha motivo para estar com medo ali era ele, pois era quem tinha uma navalha no pescoço.

Mesmo assim Zé Bisonho não conteve seu nervosismo e no descontrole de sua tremedeira cortou o rosto de Lampião, tirando-lhe um pouco de sangue na face

Tomado pelo pavor ouviu novamente de Lampião em tom descontraído: "- Você é a única pessoa que tirou sangue do capitão Virgulino e vai continuar vivo". 

Zé Bisonho viveu e contou esta história por muitos anos. (João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce.).


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CANGAÇO LAMPIÃO NA SERRA GRANDE PARTE 1

Por Louro Teles

Quando celebramos os 90 anos do Combate de Serra Grande e após a Expedição dos confrades Louro Teles e Marcelo Alves, nos permitam rever um momentos marcantes referentes a esse que sem dúvida se configurou como o maior combate do cangaço.

Fonte: Youtube


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REVIVENDO A INTRIGANTE MARANDUBA

Por Manoel Severo
Juliana Pereira e Alcino Costa e a Caravana Cariri Cangaço na Maranduba

Publicado em 2016

Na semana passada, dia 26 de novembro, revivemos a grande batalha da Serra Grande, em seus 90 anos de história, sem dúvidas um marco dentro da historiografia cangaceira. Dentre outros registros tivemos a expedição dos confrades Louro Teles e Marcelo Alves, artigo postado neste mesmo blog. Quando falamos em Serra Grande, nos remetemos invariavelmente a outros dois combates célebres: Serrote Preto e Maranduba, que formam o mais famoso triunvirato  dos confrontos entre o rei vesgo, Lampião e as forças volantes...

Permitam nos transportar para as terras áridas da acolhedora Poço Redondo em Sergipe; berço do querido e inesquecível Alcino Alves Costa, patrono do Conselho Consultivo do Cariri Cangaço; ali, quando ainda era Porto da Folha, está localizada a Fazenda Maranduba, onde em janeiro de 1932 teríamos o emblemático "combate da Maranduba". "Nunca vi tanta bala como em Maranduba..." confessa Manoel Neto, o "Mané Fumaça" Nazareno...

Estive em Maranduba por quatro vezes; 2009 e 2010 ao lado de Alcino Alves Costa e ainda no carnaval de 2012 em Caravana Cariri Cangaço, ao lado do mesmo Alcino, Juliana Pereira, João de Sousa Lima, Aderbal Nogueira, Múcio Procópio, Lívio Ferraz, Afrânio Gomes e Luiz Camelo, depois mais recentemente em grande visita com mais de 150 pesquisadores durante o Cariri Cangaço Piranhas 2015, tendo a frente Archimedes e Elane Marques.

 Fazenda Maranduba e os Umbuzeiros históricos...
 Manoel Severo e a Cruz dos Nazarenos... 
A literatura do cangaço, a partir de pesquisas dedicados e criteriosas de vários escritores, vaqueiros da historia , como também depoimentos de remanescentes do fenomenal "fogo da Maranduba" nos trazem um cenário e um desfecho extremamente surpreendentes. As circunstancias tanto anteriores, como o próprio fogo e suas consequências nos colocam mais uma vez diante de um dos mitos do cangaço: A genialidade de Virgulino Ferreira da Silva

Maranduba ficou célebre na historia do cangaço e na memória de quem viveu o episódio, vamos recorrer a relatos de contemporâneos dos acontecimentos “uma coisa que foi muito comentada e com curiosidade, foi que no local em que aconteceu o fogo de Maranduba, durante vários anos, das árvores e dos matos rasteiros não ficaram folhas. Tudo era preto, como se tivesse passado um grande fogo. As árvores ficaram completamente descascadas de cima abaixo, de balas”, verdadeiramente um cenário de guerra...
 Escombros da antiga casa da Fazenda Maranduba
 Aderbal Nogueira, Lívio Ferraz, Afrânio Gomes e Mucio Procópio na 
Caravana Cariri Cangaço na Maranduba. 
Como em Serra Grande, o que poderia ter sido determinante para a fragorosa derrota das forças volantes em Maranduba ? Mesmo de maneira empírica, ficamos por várias horas olhando aquela imensidão de caatinga, relva rala, vegetação rasteira e mesmo compreendendo as mudanças que o tempo invariavelmente impôs ao lugar, parecia que era realmente uma loucura a investida do grupo militar em circunstancia tão adversa de terreno e localização. Será que mesmo depois de tanto tempo perseguido e combatendo Lampião, homens experimentados como Manoel Neto, Liberato de Carvalho, Zé Rufino dentre outros valorosos volantes, haveriam de mais uma vez menosprezar a capacidade estratégica de combate do rei dos cangaceiros ?

Pouco tempo antes havíamos tido o episódio das "ferrações" na vizinha Canindé do São Francisco, tendo como personagem principal Zé Baiano. Será que a perversidade do selvagem ato dos cangaceiros unido ao cansaço de longa perseguição ao bando acabou de alguma forma interferido na lucidez e zelo dos comandantes das tropas diante da eminente possibilidade de "pegar" Lampião ? Novamente o fator numérico se fez de rogado e a superioridade numérica dos soldados não se mostrou eficaz...

Manoel Neto

Muito se fala do espetacular senso estratégico de Virgulino, sua sagacidade em combate e sua lucidez que acabam se confirmando novamente em Maranduba. O confronto se deu lá pelo meio dia e se prolongou até o final da tarde. Relatos indicam que o bando estava se preparando para comer distribuídos entre os sete famosos umbuzeiros e as pias; depressões naturais nas rochas; fonte preciosa de água . Até que ponto e em que momento crucial Lampião identificou a aproximação das volantes e que tempo teve para "arquitetar" a ação de seus homens ? Em nossas visitas ficávamos a imaginar como poderia ter se dado...

Mané Neto comandava seus homens, dentre esses; inúmeros Nazarenos, já cansados da longa jornada desde Jatobá e estavam na vanguarda do combate. Em seguida se aproximavam os baianos de Liberato de Carvalho, dentre esses, Zé Rufino, que estavam na Malhada da Caiçara quando souberam do acontecido em Canindé ... As tropas desesperadas no encalço de Lampião acabariam envolvidas pelo gênio beligerante de Virgulino que acabou deixando os soldados sob várias linhas de tiro e que durante cerca de cinco horas haveriam de decretar mais uma vexatória derrota das volantes.

Ex-Cangaceiro Ângelo Roque

Vamos nos remeter ao depoimento de Labareda; cangaceiro Ângelo Roque que participou nesta batalha, prestado a Estácio Lima e publicado no livro O Mundo Estranho dos Cangaceiros, descreve o que aconteceu, neste dia, no seu linguajar típico: “... Nóis cheguêmo na caatinga de Maranduba, pru vorta di maio dia, i tratemo di discansá i fazê fogo prôs dicumê, i nóis armoçá. Mas a gente num si descôidava um tico, i nóis sabia qui as volante andava pirigosa. Inquanto nóis discansava, botemo imboscada forte, di déiz cabra pra atacá us macaco qui si proximasse. Nóis cunhicia us terreno daqueles mundão, parmo a parmo. Us macaco num sabia tanto cuma nóis. Todos buraco, pedreguio, levação, pé di pau, pru perto, nóis sabia di ôio-fechado, i pudia tirá di pontaria sem sê vistado. Nisso, vem cheganou’a das maió macacada qui tivemos di infrentá. I us cumandante todo di dispusição prá daná: Manué Neto, qui us cangacêro tamém chamava Mané Fumaça, Odilon, Euclides, Arconso e Afonso Frô. Tamém um Noguêra. Nesse bucadão di macaco tava u Capitão ou Tenente Liberato, du izérto. Dizia us povo qui ele era duro di ruê. I era mesmo. Brigava cuma gente grande, i marvado cumo minino. Mas porém, valente cumo u capêta. Di nada sirvia a gente gostá i tratá com côidado um mano qui êle tinha na Serra Nêga. Essa Força toda dus macaco si pegô mais nóis na Maranduba. Nóis era trinta e dois cabra bom. U Capitão Virgulino tinha di junto, nessa brigada, us principá cangacêro: Virgino, Izequié, Zé Baiano, Luiz Pêdo, i seu criado Labareda. Dus maiorá só fartava mesmo Curisco sempre gostô di trabaiá sozinho, num grupo isculido dicangacêro, mais Dadá. Briguemo na Maranduba a tarde toda i nóis cum as vantage cumpreta das pusição, apôis us macaco num pudia vê nóis. A volante di Nazaré deve tê murrido quaji toda. Caiu, tamém, matado di ua vêis, um dus Frô, qui si bem mi alembro, foi u Afonso. Cumpade Lampião chegô pra di junto do finado i abriu di faca a capanga dêle, i achô um papé qui tinha iscrito um decreto dizeno qu ele já tinha dado vinte i quatro combate cum u cumpade Lampião. Veio morrê nu vinte i cinco. A valia qui tivemo nessa brigada foi us iscundirijo. Morrero, aí, trêiz cangacêro i trêiz ficô baliado. Us istrago qui fizemo nessa brigada foi danado ! Matemo macaco di horrô !”

Alcino Alves  Costa e Manoel Severo, retornando da Maranduba ainda em 2009.

O olhar sereno e perdido do mestre Alcino Alves Costa, parecia vislumbrar as nuances e detalhes da batalha, a qualquer momento poderíamos ouvir os estampidos do emblemático confronto. E o Caipira de Poço Redondo confessa: "Severo, esse Virgulino era mesmo genial !" E humildemente precisei me render ao velho amigo.

Hoje Maranduba mantem os velhos umbuzeiros, testemunhas mudas da grande batalha, do horror e da genialidade do rei Lampião, ali ainda podemos ver a "Cruz dos Nazarenos", onde foram sepultados 4 homens de Nazaré: Hercílio de Souza Nogueira e seu irmão Adalgiso de Souza Nogueira (primos dos irmãos Flor), João Cavalcanti de Albuquerque (tio de Neco Gregório) e Antônio Benedito da Silva (irmão por parte de mãe de Lulu Nogueira, filho de Odilon Flor).

Alguns Flagrantes do Cariri Cangaço Piranhas 2015 em visita a Maranduba

Vendo de perto a lendária Maranduba, sua geografia, vegetação, pisando aquele chão, vendo in loco como as tropas da policia se posicionaram e se aproximaram, o recuo estratégico dos cangaceiros;  o cerco, a emboscada, só assim, vamos entender o quanto foi surpreendente o desempenho e a resistência dos 32 homens de Virgulino contra as forças de baianos e pernambucanos de Manoel Neto e Liberato de Carvalho. Realmente a intrigante Maranduba ficou para a história...

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço


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RESTAURANTE "TEMPERO DA SOL" - SELF-SERVICE


Faça uma visita ao "Restaurante TEMPERO DA SOL" - SELF-SERVICE. Funciona em Mossoró na Rua Rodrigues Alves bem próximo ao Vuco-Vuco. 

Um atendimento excepcional para todos. 

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O AMIGO CONFRADE JORGE REMÍGIO TRAZ-NOS UMA EXCELENTE EXPLICAÇÃO SOBRE O PERÍODO PRÉ-CANGAÇO.


Por Sálvio Siqueira

ELE NOS LEVA AO INÍCIO COLONIAL, FASE EM QUE ACONTECEU A COLONIZAÇÃO DOS SERTÕES BRAVIOS, O DESLOCAMENTO, O CONFLITO COM AS TRIBOS INDÍGENAS LOCAIS, A NECESSIDADE DA AMPLIAÇÃO TERRITORIAL PARA A CRIAÇÃO DE GADO DE CORTE E LEITEIRO DISTANTE DAS ÁREAS DESTINADAS A CULTURA DA CANA DE AÇÚCAR...

PARA QUEM PESQUISA, ESCREVE E ESTUDA A FENOMENOLOGIA DO SERTÃO NORDESTINO E DE SUMA IMPORTÂNCIA ASSISTIR AO VÍDEO/AULA.


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SANTA DULCE DOS POBRES, ROGAI POR NÓS!

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Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (Salvador26 de maio de 1914 — Salvador, 13 de março de 1992), mais conhecida como Irmã Dulce, Santa Dulce dos Pobres ou Bem-Aventurada Dulce dos Pobres,[1][2] tendo recebido o epíteto de "o anjo bom da Bahia", foi uma religiosa católica brasileira, que fez muitas ações de caridade e assistência para os pobres.

Irmã Dulce ganhou notoriedade por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados, obras essas que ela praticava desde muito cedo. Na juventude já lotava a casa de seus pais acolhendo doentes. Ela também criou e ajudou a criar várias instituições filantrópicas: uma das mais importantes e famosas é o Hospital Santo Antônio, que foi construído no lugar do galinheiro do Convento Santo Antônio. Hoje o hospital atende diariamente mais de cinco mil pessoas.[3] Foi uma das mais importantes, influentes e notórias ativistas humanitárias do século XX. Suas obras de caridade são referência nacional, e ganharam repercussão pelo mundo. Seu nome é sempre relacionado à caridade e amor ao próximo. Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz no ano de 1988 pelo então presidente do BrasilJosé Sarney, porém não ficou com o título. Em 2001, foi eleita "a religiosa do século XX", em uma eleição que foi publicada pela revista Isto É. Em 2012, foi eleita uma dos 12 maiores brasileiros de todos os tempos em pesquisa feita pelo SBT, para eleger a personalidade que mais contribuiu para o país.[5]

Em 2014 o governador da Bahia, Jaques Wagner, instituiu por um decreto a data de 13 de agosto como o Dia Estadual em Memória à Bem Aventurada Dulce dos Pobres.[6][7][8] Contudo, a data não é feriado no estado, por não ter mais vagas disponíveis no calendário local.[6]

Irmã Dulce foi beatificada em 2011, pelo enviado especial do Papa Bento XVI, Dom Geraldo Majella Agnelo, em Salvador. Em 13 de outubro de 2019, foi canonizada pelo papa Francisco, tornando-se a primeira santa nascida no Brasil.

Biografia

 
Irmã Dulce aos 13 anos de idade.

Maria Rita era filha de Dona Dulce Maria de Souza Brito e do Doutor Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia. Quando criança, costumava rezar muito e pedia sinais a Santo Antônio, pois queria saber se deveria seguir a vida religiosa ou se casar. Desde os treze anos de idade, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa. Começou a ajudar mendigos, enfermos e desvalidos. Nessa mesma idade, foi recusada pelo Convento de Santa Clara do Desterro, em Salvador, por ser jovem demais, voltando a estudar.

Então, e sendo este o motivo pelo qual não foi aceita, a menina Maria Rita tinha boas referências para procurar o Convento do Desterro, pois o mesmo já gozava da boa fama de ter tido veneráveis religiosas, como a Madre Vitória da Encarnação, primeira religiosa brasileira com fama de santidade, falecida em 1715, a Madre Maria da Soledade e a Madre Margarida da Coluna, que juntas são chamadas de as Três santas do Desterro. Já em 1730, escrevia sobre as virtuosas religiosas deste convento, Sebastião da Rocha Pita, no seu livro História da América Portuguesa:

Foi crescendo com o amor de Deus a pureza nas religiosas em tal grau, que competiam em santidade, e faleceram algumas admiráveis em prodigiosa penitência e com notável opinião, entre as quais se conta a madre Soror Victória da Encarnação, cuja vida anda escrita por ilustríssima pena, que foi a do senhor D. Sebastião Monteiro da Vide, arcebispo da Bahia, que com vôos de águia soube registrar as luzes daquele extático sol.[9]

Com o consentimento da família e o apoio de sua irmã, Dona Dulcinha, a menina foi transformando a casa da família, na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento à pessoas necessitadas. A casa ficou conhecida como "a portaria de São Francisco", tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta.

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora primária (1932), Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, após seis meses de noviciado, ela fez sua profissão de fé e votos perpétuos, tomando o hábito de freira e recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem a sua mãe, aos 19 anos de idade.[4] Em seguida (1934), voltou a Salvador. Sua primeira missão como religiosa foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, na Cidade Baixa, além de também assistir as comunidades pobres da região.

Em 1936, com apenas 22 anos, fundou, com Frei Hildebrando Kruthanp, a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia. No ano seguinte, sempre com Frei Hildebrando, criou o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações.[10] Tinham como finalidade a difusão das cooperativas, a promoção cultural e social dos operários e a defesa dos seus direitos.[11]

Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos. No mesmo ano, para abrigar doentes que recolhia nas ruas, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha do Rato, em Salvador. Depois de ser expulsa do lugar, teve que peregrinar durante uma década, instalando os doentes em vários lugares, até transformar em albergue o galinheiro do Convento de Santo Antônio, que mais tarde deu origem ao Hospital Santo Antônio, centro de um complexo médico, social e educacional que continua atendendo aos pobres.[3]

Mesmo com a saúde frágil, Irmã Dulce construiu e manteve uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país — as Obras Sociais Irmã Dulce.[12]

Em 1980, durante a primeira visita do Papa João Paulo II ao Brasil, Irmã Dulce foi convidada a subir ao altar para receber uma bênção especial. O Papa retirou do bolso um rosário e ofereceu a ela dizendo: "Continue, Irmã Dulce, continue".[13]

Em 1988, foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz, pelo então presidente do Brasil José Sarney, com o apoio da rainha Silvia da Suécia.[13][14]
Em 2000, foi distinguida pelo Papa João Paulo II com o título de Serva de Deus. O processo de beatificação de Irmã Dulce tramitou na Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano.[15]

Praça Irmã Dulce, em Salvador, inaugurada em homenagem à freira.[16]

Entre os diversos estabelecimentos que Irmã Dulce fundou estão o Hospital Santo Antônio, capaz de atender setecentos pacientes e duzentos casos ambulatoriais. O atendimento médico conta com especialização geriátrica, cirúrgica, hospital infantil, centro de atendimento e tratamento de alcoolismo, clínica feminina, unidade de coleta e transfusão de sangue, laboratórios e um centro de reabilitação e prevenção de deficiências. Além do hospital, Irmã Dulce também criou o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), instalado em Simões Filho, que abriga mais de trezentas crianças de 3 a 17 anos. No Centro, os jovens têm acesso a cursos profissionalizantes. Irmã Dulce fundou também o "Círculo Operário da Bahia", que, além de escola de ofícios, proporcionava atividades culturais e recreativas.

Durante mais de cinquenta anos de entrega total à caridade e amor ao próximo, em 11 de novembro de 1990, Irmã Dulce começou a apresentar problemas respiratórios, sendo internada no Hospital Português da Bahia, depois transferida à UTI do Hospital Aliança e finalmente ao Hospital Santo Antônio. Em 20 de outubro de 1991, recebe no convento, em seu leito de morte, a segunda visita do Papa João Paulo II ao Brasil para receber a bênção e a extrema unção.[13][17]

O "anjo bom da Bahia" morreu em seu quarto, de causas naturais, aos setenta e sete anos, às 16:45 do dia 13 de março de 1992, ao lado de pessoas queridas por ela, como as irmãs do convento. Seu corpo foi sepultado no alto do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e depois transferido para a Capela do Hospital Santo Antônio, centro das Obras Sociais Irmã Dulce.

Beatificação e canonização

Irmã Dulce foi declarada venerável pela Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano em 21 de janeiro de 2009, deixando-a mais próxima da beatificação.[18] Em 3 de abril do mesmo ano, o Papa Bento XVI aprovou o decreto de reconhecimento de suas virtudes heroicas. Em 9 de junho de 2010, o corpo de Irmã Dulce foi exumado, velado e sepultado novamente, como último estágio do processo de beatificação. Em 27 de outubro do mesmo ano, o cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo anunciou a beatificação da religiosa, em uma coletiva de imprensa realizada na sede das Obras Sociais Irmã Dulce, tornando-a a primeira bem-aventurada da Bahia.[19][20] O anúncio foi sucedido pelo decreto em 10 de dezembro de 2010 e aconteceu após o reconhecimento de um milagre pela intercessão da religiosa na recuperação de uma mulher sergipana, que havia sido desenganada pelos médicos após sofrer uma hemorragia durante o parto.[21]

No dia 22 de maio de 2011, Irmã Dulce foi beatificada em Salvador, e passou a ser reconhecida como "Bem-Aventurada Dulce dos Pobres". A Solene Eucaristia de Beatificação foi presidida pelo enviado especial do Papa Bento XVI, Dom Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador.[1][2][4] Nessa mesma solenidade foi declarado o dia 13 de agosto como a data de sua festa litúrgica, que é comemorada em Salvador, e em pelo menos 28 igrejas e capelas de outros estados. Nesse dia, em 1933, a religiosa fez sua profissão de fé e votos perpétuos, tornando-se freira.[4] A data também é comemorada pela Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, mas sua festa litúrgica é celebrada em 13 de março nessa denominação.[22]

Em 13 de maio de 2019, o Vaticano reconheceu um segundo milagre de Irmã Dulce, a cura de uma pessoa cega. Com isso, a beata poderia ser canonizada.[23] Quase dois meses depois, em 1 de julho, a Santa Sé anunciou que a data de canonização seria 13 de outubro do mesmo ano, no Vaticano.[24][25] O rito de canonização ocorreu na celebração da missa dominical de 13 de outubro de 2019 no Vaticano pelo Papa Francisco, e além de irmã Dulce, que recebeu o título canônico de Santa Dulce dos Pobres, outros quatro beatos de nacionalidades diferentes foram canonizados.[26] Na homilia da celebração, Francisco exaltou que os cinco beatos foram canonizados por se dedicarem ao serviço dos mais pobres na vida religiosa, fazendo um "caminho de amor nas periferias existenciais do mundo".[27]

Na mídia

Em 27 de novembro de 2014 estreou o filme biográfico sobre Irmã Dulce, intitulado Irmã Dulce e rodado inteiramente em Salvador, mostra a trajetória da freira na infância, fase adulta e últimos anos de vida. Narra seu ativismo social desde a época da juventude até a construção das Obras Sociais Irmã Dulce.[12][28][29][30]


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IRMÃ DURCE INTERCEDEU PELO CANGACEIRO VOLTA SECA

Do acervo do pesquisador José João Souza

Com sanfona, Irmã Dulce visitou o cangaceiro e intercedeu por ele.


Numa manhã setembrina de 1939, a Irmã Dulce - de hábito prestava assistência espiritual e material aos presos - bateu nas portas do velho presídio da Engenho da Conceição, denominado Coreia, localizado no fundo da Igreja dos Mares, pediu para ver “Volta Seca”, lugar-tenente de Lampião; cumpria pena de 119 anos por supostos crimes cometidos no Cangaço.

Era um encontro marcado. Antes, Antônio dos Santos, nome de batismo do cangaceiro, relutara em receber a freira, queria saber quem era. Fazia sete anos que estava preso com precária assistência judiciária e carregava o estigma de ter participado do morticínio de Queimadas, 1929, onde oito soldados foram massacrados pelos homens de Virgulino.

Volta Seca era do bando de Lampião e foi preso aos 15 anos.

Irmã Dulce compareceu ao presídio portando uma sanfona, a música os aproximou. O cangaceiro sabia de cor várias músicas, era analfabeto, porém, bom de ouvido. Tinham quase a mesma idade, a religiosa 25, ele 23.

Desde então, a Irmã Dulce passou a visitar Antônio com frequência, intercedeu junto às autoridades a seu favor, é claro, dentro de suas limitações - a Justiça lhe negava os direitos previstos em lei, apesar de seu bom comportamento - como contou o presidiário ao jornalista Berliet Junior do Diário da Noite do Rio de Janeiro em 17/1/1950.

“Eu por não saber fazer a petição... pedi ao Dr. Tourinho que me fez a caridade, escreveu por mim e até o momento não tive decisão nenhuma. Quatro meses e nada ainda de parte do juiz. Nem que sim, nem que não... Já pedi a todo mundo. Do governo ao secretário... E só me prometem... Nem todos são assim. Há uma figura nobre que tem olhado esse meu caso. É a Irma Dulce, freira do Círculo dos Operários. É a santa criatura que constantemente intercede por nós aqui na penitenciária. Prometem a ela, mas nada cumprem. O senhor vê que nem a figura dos santos consegue ajeitar a boa vontade dos homens”.

Nos idos da entrevista ao repórter carioca, “Volta Seca” já cumprira 18 anos da pena prescrita, 11 deles assistidos pela Irmã Dulce, numa situação de irregularidade que chocava os meios jurídicos, a começar pela sua prisão aos 15 anos, aumentaram a idade do preso no inquérito para ser julgado como adulto.

Pela legislação, a pena máxima de 119 anos teria um teto de 20 anos. A lei determinava que cumprida metade da pena, em condições de boa conduta, o preso poderia requerer a liberdade condicional. E assim foi feito e “concedido”. O juiz de execuções criminais, porém, prendeu a guia, dizem que sob pressão de chefes políticos e coronéis dos sertões.

De nada valeram os atestados do célebre legista Arthur Ramos e do eminente Dr. Estácio de Lima, este, não apenas confirmou que o preso estava apto para retornar à sociedade como intercedeu a seu favor e lhe prometeu emprego no Instituto Nina Rodrigues: “Deveria a sociedade se envergonhar de seu comportamento cruel com relação a esse presidiário... O processo foi muito mal orientado... não teve a mínima defesa”, declarou na ocasião. Por quatro vezes, o ilustre médico solicitou o indulto, finalmente concedido pelo presidente Getúlio Vargas em 24/3/1952, transcorridos 20 anos atrás das grades. O famoso fotógrafo baiano Gervásio Batista, junto com os cinegrafistas da TV Tupy, documentou a entrega do telegrama do presidente da República ao ex-cangaceiro.

Antônio dos Santos viveu dias amargos após a sua liberdade. Passou fome, era temido e execrado pela sua biografia. A despeito disso tudo levou a vida adiante, teve e criou seis filhos. Morreu idoso em 1997, exatos 80 anos de uma agitada existência.

Do Jornal CORREIO
Redação: 71 3203-1048


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