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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

2018 JÁ CHEGOU: CARIRI CANGAÇO SÃO JOSÉ DE BELMONTE E A PEDRA DO REINO

Cariri Cangaço chega a São José de Belmonte

O último sábado de novembro; dia 25, marcaria o inicio do ano 2018 para os empreendimento com a marca Cariri Cangaço, explico: Na manha deste ultimo sábado aconteceu nas dependências do surpreendente e majestoso "Castelo Armorial" no centro da cidade pernambucana de São José de Belmonte, a primeira reunião de trabalho para a realização do Cariri Cangaço São José do Belmonte em 2018.

O Curador do Cariri Cangaço estava acompanhado dos conselheiros, Manoel Serafim de Floresta, Sousa Neto da cidade de Barro, Professor Pereira de Cajazeiras e Louro Teles de Calumbi, além dos pesquisadores Luiz Ferraz Filho, Cícero Aguiar e o presidente do IHGP - Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú; Augusto Martins, além de Socorro Martins e Ingrid Rebouças. O grupo foi recebido pelo pesquisador e escritor, Valdir José Nogueira, pelo proprietário do Castelo Armorial, Clécio Novaes, por Clênio Novaes, Edízio Carvalho e Cícero Moraes.


 Valdir José Nogueira anfitrião do Cariri Cangaço em São José de Belmonte
  Recepção de Luxo no Castelo Armorial por Clécio Novaes

"É realmente uma grande honra estarmos hoje nesta manhã de sábado, 25 de novembro, realizando um sonho antigo, trazer o Cariri Cangaço para São José de Belmonte, sem dúvidas agradecemos ao curador do Cariri Cangaço, nosso amigo Severo e todos os que fazem a família Cariri Cangaço, tenham certeza que iremos realizar um evento marcante e inesquecível!" Ressalta Valdir José Nogueira.

Para Manoel Severo, "hoje estamos sem dúvidas dando o primeiro passo na consolidação de um antigo desejo do Cariri Cangaço, que era chegar a emblemática e mistica São José de Belmonte, a terra da Pedra do Reino e cenário eletrizante dos embates dos Pereira contra os Carvalho... Acho que palavras serão desnecessárias, agora é, como sempre; trabalhar, trabalhar e trabalhar muito. A hospitalidade do povo de São José do Belmonte já sentimos desde hoje com essa recepção de luxo, então que venha o Cariri Cangaço São José de Belmonte 2018".


 Clênio Novaes e Manoel Severo
 Valdir Nogueira, Sousa Neto, Professor Pereira e Manoel Serafim
 Primeira reunião de trabalho para o Cariri Cangaço São José de Belmonte 2018

O encontro e a reunião de trabalho aconteceu nos salões do Castelo Armorial, propriedade de Clécio Novaes, tendo prosseguimento em um almoço na chácara de Clênio Novaes. Nos dois momentos foram tratados os prenúncios do grande Cariri Cangaço São José de Belmonte; período, temáticas, infraestrutura, programação artística, visitas de campo, enfim, todos os pontos que prometem proporcionar a todos os vistantes e também às famílias de Belmonte, um evento simplesmente único e inesquecível. No encontro o Conselho do Cariri Cangaço empossou o pesquisador e escritor Valdir José Nogueira como Presidente da Comissão Organizadora Local do evento, que conta ainda com a participação da Associação Cultural Pedra do Reino, dos irmãos; Clênio e Clécio Novaes, de Cícero Moraes, de Edízio Carvalho, além de Denis Carvalho, que por motivo de força maior não pôde comparecer à reunião; dentre outros companheiros.


 Professor Pereira, Manoel Serafim, Valdir Nogueira, Sousa Neto, 
Louro Teles e Cicero Moraes 
Socorro e Augusto Martins, Luiz Ferraz Filho e Cícero Aguiar
Louro Teles, Clécio Novaes e Cícero Moraes


"Depois de um lucido e maravilhoso debate, encontramos e definimos a data para o Cariri Cangaço São José de Belmonte, sera dos dias 11 a 14 de outubro de 2018, data essa de consenso entre a Associação Cultural Pedra do Reino, o Cariri Cangaço e os demais participantes do encontro, temos certeza que sera um marco para toda essa região" acentua Valdir José Nogueira, presidente da Comissão Organizadora Local em São José de Belmonte e continua Valdir: "A acolhedora cidade sertaneja de São José do Belmonte, Terra da Pedra do Reino, começou a testemunhar na manhã deste último sábado, dia 25 de novembro a consolidação de uma das mais esperadas agendas Cariri Cangaço para o ano de 2018."

Louro Teles, Manoel Serafim, Augusto Martins, Manoel Severo, Valdir Nogueira, Sousa Neto, Cícero Aguiar, Edizio Carvalho, Clênio Novaes, professor Pereira e Luiz Ferraz Filho
 Família Cariri Cangaço em Belmonte...
Augusto Martins, Manoel Severo e Valdir Nogueira

"O Conselho Alcino Alves Costa já está inteiramente à disposição da Comissão Local para o que precisarem, tanto eu, como o Professor Pereira, como o Serafim e o Louro Teles, além de outros companheiros do Conselho, como o amigo Jorge Remígio, Dr Leandro Cardoso, estaremos ao lado da Comissão na construção desse grande evento" revela o Conselheiro Cariri Cangaço, pesquisador e escritor de Barro, Sousa Neto.

Clênio Novaes, um dos organizadores do Cariri Cangaço São José de Belmonte em 2018, confirma: "As temáticas serão: - Ariano Suassuna e a Pedra do Reino  e a Saga Carvalhos e Pereiras; estaremos todos comprometidos em fazer um grande evento, será uma honra para todos nós. " Já Clécio Novaes, proprietário do surpreendendo Castelo Armorial: "Podem contar conosco e com o Castelo Armorial para o que for preciso, São José do Belmonte viverá um momento ainda mais rico de cultura e tradição com a chegada do Cariri Cangaço".



"O local onde hoje se situa São José do Belmonte, era uma fazenda de criação denominada “Maniçoba”, por causa dessas árvores, muito abundantes na região. Esta pertencente a José Pires Ribeiro. Em meados de 1856, surgiu na região uma doença que se alastrou por grande parte do sertão, ceifando vidas. Era denominada de Cólera Morbus. José Pires, muito católico, prometeu fervorosamente a São José que caso a fazenda Manissobal, que era a sua propriedade, não fosse atingida, ele ergueria uma capela tomando como patrono São José, e este fato aconteceu.No ano seguinte, com a ajuda de Frei Cassimiro de Mitello, erigiu a igreja, dando início ao povoamento.Na ocasião o frei Cassimiro de Mitello mudou a denominação de “Maniçoba” para Belmonte, isto devido a topografia da povoação, situada em uma elevação"





"A região que engloba a cidade de São José do Belmonte-PE é uma das mais ricas no tocante às ocorrências que envolveram o fenômeno Cangaço. E ainda, um dos mais importantes eventos para historiografia do Brasil, que foi a concentração de fanáticos na Pe

"Pedra do Reino e Casarão do coronel Luiz Gonzaga, seria ele, "aquelas cinzas" que Sinhô Pereira mandou Virgolino apagar? A questão com Maroto foi mesmo uma das motivações para o homicídio? Afinal quem o matou? Livino ou Maroto? Lampião nesse momento, j


 Recepção com almoço na chácara de Clênio Novaes
 Valdir Nogueira e os "senões" da morte de Padre Pereira...

"Estamos hoje, neste primeiro momento, elencando as principais providencias e entendimentos para a consolidação do evento; principalmente com  a presença de Severo. A Comissão Local com o Valdir, Denis, ClênioClécio, Edizio, Cicero, enfim, vão construindo a agenda de visitas, conferencias e debates, passo a passo vamos formatando e possibilitando ao Brasil mais um Cariri Cangaço fantástico" revela o Conselheiro Cariri Cangaço, Professor Pereira.

"Obrigado mestre Severo, hoje tive uma aula de Cultura e dos eventos históricos do sertão. Agradeço a gentileza em participar da reunião para a realização desse grande Cariri Cangaço. Que bom que o Cariri Cangaço aconteça em Belmonte, mais que merecido." Confessa o pesquisador, filho de São José de Belmonte, Cícero Aguiar.


Valdir Nogueira, Luiz Ferraz e Sousa Neto: Pacto para novo Livro


"Um dos momentos mais que importantes dessa nossa visita foi o pacto; ou seja; o compromisso assumido pelos pesquisadores Valdir Nogueira, Sousa Neto e Luiz Ferraz Filho, em escrever uma obra que possa nos ajudar a elucidar os muitos mistérios que envolvem a presença forte do cangaço na região de Belmonte; Pereiras, Carvalhos, morte de Gonzaga, enfim...Sensacional." Diz Manoel Severo


Louro Teles, Luiz Ferraz, Clênio Novaes, Sousa Neto, Prof. Pereira, Cicero Aguiar, Manoel Serafim, Augusto e Socorro Martins, Valdir Nogueira e Manoel Severo
Manoel Severo, Valdir Nogueira, Luiz Ferraz Filho, Sousa Neto, Clécio Novaes
Valdir Nogueira e Ingrid Rebouças
Conselheiros Cariri Cangaço, Manoel Serafim e Sousa Neto

"A conversa foi tao boa que o tempo passou rápido demais, e nós que agradecemos Mestre Severo a grande oportunidade de participar da construção desse evento mais que importante, que já é sucesso absoluto" ressalta o pesquisador e um dos mais importantes genealogistas do Pajeú, Luiz Ferraz Filho.

Cícero Aguiar e Edizio Carvalho
Augusto Martins, Sousa Neto, Professor Pereira e Louro Teles

Clênio Novaes, Manoel Severo, Manoel Serafim, Sousa Neto e Edizio Carvalho

Cariri Cangaço São José do Belmonte
1ª Visita de Trabalho - Castelo Armorial
25 de Novembro de 2017, São José de Belmonte-PE

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OS VERDADEIROS HERÓIS !

Por Wasterland Ferreira Leite

Há muito tempo vinha observando na crônica sobre o Cangaço, quase a total ausência de obras de relevo a respeito da atuação, combate e repressão das forças policiais volante contra o banditismo no sertão. Entretanto, não posso deixar de lembrar aqui, e ao mesmo tempo já fazer uma justíssima homenagem a pelo menos três autores com suas respectivas obras, e quê vem assim, talvez, nessa pequena síntese, representar os demais, como a seus livros. São eles: Marilourdes Ferraz, autora do monumental "O Canto do Acauã" (ora, salvo engano em 4.edição); O saudoso João Gomes de Lira, que deu-nos de "presente"o maravilhoso livro Lampião, memórias de um soldado de volante (Fundarpe, Gov.PE, 1.ed.1990, e ora parece-me em 4.ed); e por fim, Roberto Pedrosa Monteiro, escritor e autor do livro O outro lado do cangaço: as forças volantes em Pernambuco. 

O Canto do Acauã, obra de nome deliciosamente regional-sertaneja, e quê segundo o Mestre Frederico Pernambucano de Mello, em artigo publicado ainda em 1978, em jornal de relevo na capital pernambucana, (...)"é obra quê já nasceu clássica"(...)! O Mestre ali exaltava o talento notório da professora pernambucana Marilourdes Ferraz e sua obra prestes a ser publicada, naquele ano mesmo de 1978. Baseado nas memórias do seu pai, Cel.PM-PE Manoel de Souza Ferraz, o famoso Manoel Flor, o livro é sensacional e absolutamente impactante quanto ao relato denso, porque em profundidade no tocante à veracidade dos fatos, porém leve em relação à linguagem empregada, ou seja, de fácil entendimento (sem o refinamento ou sofisticação linguística muito própria da academia, mesmo tendo sido escrito por notória intelectual), a todo cioso pelo estudo do cangaceirismo. É obra basilar no estudo histórico, antropológico e científico daquele fenômeno juridicamente criminal e marginal.
Wasterland Ferreira Leite

A obra do tenente PM-PE João Gomes de Lira, é igualmente monumental e de muita ênfase! Desde pelo menos o final da década de 80 do século 20, os jornais de Recife, a exemplo do Jornal do Commercio, já vinha trazendo artigos ou reportagens divulgando da sensação no meio literário quanto à publicação de seu importantíssimo "Lampião". O tenente Lira destacou a importância histórica dos clãs Jurubeba e Flor, na formação daquela sociedade florestana, e situada na antiga Fazenda Algodões, que deu origem à famosa vila de Nazaré, e quê na década de 40 teve seu nome trocado pela estranha denominação Carqueja, e isso pelo então governador de Pernambuco Agamenon Sérgio de Godoy Magalhães, que no fim do ciclo histórico do Cangaço atuava em Pernambuco como interventor federal, em pleno Estado Novo. É impressionante o relato histórico apresentado no livro do tenente João Gomes de Lira, e ele traz à luz, e de uma maneira (acho eu) quase que de uma maneira inédita, a grandiosa importância e atuação singular da chamada "força de Nazaré", quê verdadeiramente notabilizou-se como tropa de elite da Polícia Militar de Pernambuco no combate ao banditismo lampiônico. 

Por fim, a obra do eminente historiador e também Cel.PM-PE Roberto Pedrosa, é de grande importância para uma melhor compreensão, e bem como de excelente subsídio histórico e literário (inserida na bibliográfica especializada), sobre esse chamado "outro lado do cangaço", ou seja, o universo Militar das tropas policiais em ação, no entanto em análise voltada a atuação em território pernambucano. Há outras obras de grande vulto, como por exemplo: Lampião, do Major PM-PE Optato Gueiros, bem como o livro de suma importância escrito pelo Cel.PM-AL João Bezerra da Silva, intitulado Como dei Cabo de Lampião, também já em 4.ed., e sendo a primeira delas lançada ainda em 1940, nos rescaldos dos acontecimentos de Angico, e ano-Marco do fim do Ciclo. É obra fundamental, sendo a primeira edição, creio, que muito rara, e quê temos a satisfação de possui-la. 

Ainda bem que os verdadeiros heróis do sertão estão sendo muito bem reconhecidos, nesta continuação de obras reeditadas e outras publicadas, e ora também lembrados e homenageados, como o soldado Adrião Pedro de Souza, quê ganhou biografia escrita pelo eminente professor e amigo Antônio Vilela de Souza, tendo sido seu nome cravado em memorial póstumo na Gruta do Angico. Foram muitos policiais mortos em combate contra o Cangaço, e em repressão ao bando de Lampião. Mas muitos mortos mesmo! Deveriam e muito serem bastante lembrados, inclusive pelas altas autoridades dos nossos estados, onde imperou o terrível flagelo do banditismo intitulado Cangaço. 

É uma pena que no Brasil hoje, com a distância do tempo no tocante ao fim daquela "guerra de guerrilhas", muitas pessoas, e muito notadamente os das novas gerações, tomadas de paixão pelo tema (e tem de sê-lo, porquê também o sou), não consigam de todo enxergar a realidade histórica do assunto, e invertem os valores, sendo ora Lampião (a meu ver, o maior bandido da história universal) herói, e até mesmo endeusado por padre-escritor meio quê aloprado (desculpem-me), e ora um cangaceiro Jararaca (chefe de bando e quê aliou-se a Lampião no malogro de Mossoró, "virou santo", para muitos crédulos! E os soldados que "queimaram sua mocidade na guerra do sol", foram sendo relegados ao esquecimento, ou sendo menosprezados e acusados de um sem-número de arbitrariedades que em certos casos aconteceu mesmo, e não devemos desconsiderar! Mas, aplaudimos sim os Nazarenos, como também a maioria deles que prestaram relevantes serviços para o Nordeste e o Brasil. 

Wasterland Ferreira Leite,
Paulista, Pernambuco

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2017/11/os-verdadeiros-herois-porwasterland.html

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CARIRI DO CEARÁ EM PAUTA...

Por Manoel Severo
Lailson Gurgel, Heitor Feitosa, Manoel Severo e Calixto Junior

Aconteceu na noite do ultimo sábado, 25 de novembro, no restaurante do Hotel Encosta da Serra em Crato, jantar que reuniu o Curador do Cariri Cangaço Manoel Severo e alguns dos mais destacados pesquisadores da região e do ICC - Instituto Cultural do Cariri. Estiveram presentes os casais; Lailson Gurgel, Heitor Feitosa e João Calixto Junior.

Na oportunidade o Curador do Cariri Cangaço Manoel Severo apresentou um detalhado resumo das atividades do Instituto Cariri do Brasil no ano de 2017 com as edições de Exu, Água Branca e Floresta, como também fez uma explanação aos confrades sobre os principais desafios para os anos vindouros, 2018 e 2019. "É sempre uma grande honra receber o Severo, Curador do Cariri Cangaço aqui em nosso Crato, ainda mais diante de tantos empreendimentos que estão por vir" revela o pesquisador e escritor Heitor Feitosa, que toma posse como novo presidente do ICC - Instituto Cultural do Cariri no começo do próximo mês de janeiro. 


A noite marcou a consolidação de mais um novo Projeto com a Marca Cariri Cangaço em parceria com o ICC - Instituto Cultural do Cariri; uma edição especial da Revista Itaytera em 2019 comemorando os 10 anos do Cariri Cangaço, que reunirá os mais destacados escritores da confraria Cariri Cangaço em artigos envolvendo as temáticas do Cangaço, Messianismo, Religiosidade e Coronelismo, temas centrais enfocados pelo Evento. 

"Hoje consolidamos com o Heitor Feitosa; num entendimento inicial que mantivemos com o Emerson Monteiro ainda em junho;  a intensão e mais que isso, o compromisso entre o Cariri Cangaço e o ICC para a edição especial da Itaytera em nosso aniversário de 10 anos reunindo grandes escritores e temas nordestinos, e faremos o lançamento no grande evento do CARIRI CANGAÇO 10 ANOS em setembro de 2019 aqui no Cariri cearense" confirma Manoel Severo.

Cariri Cangaço em jantar com pesquisadores do ICC - Instituto Cultural do Cariri

Um encontro reunindo expoentes da pesquisa e do estudo dos temas do sertão como Heitor Feitosa, Lailson Gurgel e Calixto Junior, não poderia deixar de ter uma pauta quase que inteiramente pontuada por episódios e personagens que marcaram a história do nordeste, dessa forma a noite contou com a "presença honrosa" de personagens como Izaias Arruda, os Paulino, Padre Cícero, Tristão Gonçalves, Pinto Madeira, Pereira Filgueiras, Fideralina, dentre tantos outros gigantes responsáveis por algumas das mais eletrizantes sagas sertanejas...

Manoel Severo conclui: "Ter as companhia dos confrades e amigos, Heitorzinho, Calixto e Gurgel é uma satisfação imensa, essa noite na verdade tive mais uma aula de história e conhecimento, realmente engrandecedor. E tem mais, já fechamos a participação tanto do Heitor, como do Lailson Gurgel e amigo Calixto Junior em nossa ousada agenda de 2018, vem muita coisa boa por aí".

Cariri em Pauta - Instituto Cultural do Cariri
Jantar Encosta da Serra, Crato - Ceará
25 de novembro de 2017

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ANTÔNIO IGNÁCIO DA SILVA "MORENO II"

Por Geraldo Antônio de Souza Júnior
Moreno II (Antônio Ignácio da Silva)

Personagem de destaque da história cangaceira. Um Cabra que ingressou ainda jovem no cangaço para se proteger das perseguições policiais e de seus inimigos pessoais, que por sinal não eram poucos. Segundo o pesquisador e escritor Magérbio Lucena em determinado momento da história mais de mil pessoas procuravam Moreno para matá-lo. Ainda segundo Magérbio Lucena esse número de pessoas correspondia apenas aqueles que se situavam na região sul do Cariri cearense.

Fato é que esse Cabra atravessou todo o período em que esteve no cangaço lampiônico sem levar um único tiro sequer.

Quando perguntado sobre o número real de pessoas que foram por ele assassinadas durante o cangaço, Moreno apontava sempre o total de vinte e uma vítimas, mas deixava em aberto esse número ao afirmar que alvejou muitos durante confrontos e que não soube posteriormente se sobreviveram ou não.

Acredita-se, portanto que esse número de vítimas citado pelo ex-cangaceiro Moreno chegue ao dobro ou até mesmo ultrapasse.

O tempo se encarregou de aliviar a gravidade de seus crimes, mas não apagou e nem apagará seus feitos das páginas da história, onde essa e as gerações vindouras de estudiosos conhecerão a saga desse implacável e temido cangaceiro, membro do bando de Lampião.

Sua morte ocorrida no dia 06 de setembro de 2010, quando contava com a idade de 100 anos, foi seu ingresso definitivo na história do cangaço nordestino brasileiro. Morreu para a vida e nasceu para a história.

https://cangacologia.blogspot.com.br/2017/11/cangaceiros.html?spref=fb

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EX-CANGACEIRO CANDEEIRO II “MANOEL DANTAS LOIOLA”.


Nasceu na Fazenda Lagoa do Curral no município pernambucano de Buíque no dia 10 de outubro de 1914.

Entrou para o cangaço no ano de 1936 e estava presente no momento em que o bando foi atacado pela Força Policial Volante alagoana, ocasião da morte de Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros, além de um Soldado da Força que pereceu por circunstâncias ainda hoje não esclarecidas.

Candeeiro II, juntamente com outros companheiros de cangaço, se entregaram às autoridades no dia 21 de outubro de 1938 na cidade de Jeremoabo no Estado da Bahia.

Após o cangaço reconstruiu sua vida, constituiu família e terminou seus dias de vida em sua terra natal (Buíque/PE).

Faleceu no dia 24 de julho de 2013 aos 98 anos. Sendo o penúltimo cangaceiro pertencente ao bando de Lampião à perecer.

Fotografia pertencente ao acervo do dr. Sérgio Augusto de Souza Dantas (Natal/RN) que foi à mim gentilmente cedida pelo amigo escritor e pesquisador José Sabino Bassetti (Salto/SP).

Geraldo Antônio de Souza Júnior

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JORGE REMÍGIO E A EMPREITADA DA FAZENDA POÇO DO FERRO, ONDE PERDEU A VIDA ANTONIO FERREIRA IRMÃO E BRAÇO DIREITO DE VIRGULINO:

Jorge Remígio, Jair Tavares e Narciso Dias

"Ao chegarmos na porteira da fazenda, àquela sensação palpitante de está pisando no solo de um dos locais onde se deu um dos episódios mais relevantes e controversos na história do cangaço. A morte por acidente com arma de fogo do irmão primogênito e braço direito do já Rei do Cangaço, aquele que exercia com maestria a tática letal da retaguarda, o Antônio Ferreira." Com os companheiros de GPEC e Cariri Cangaço, Narciso Dias e Jair Tavares, VEJA MATÉRIA COMPLETA NO BLOG DO CARIRI CANGAÇO:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=761946617340648&set=gm.736405479901732&type=3&theater&ifg=1

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A LENDA DE JURATAÍ

Clerisvaldo B. Chagas, 29 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.791

“Muito tempo atrás, no fundo da floresta Amazônica, havia um pássaro chamado Jurutaí. Uma noite Jurutaí olhou para cima, através do ar quente, e viu a Lua. Ela estava completamente redonda. A luz prateada brilhou sobre a face de Jurutaí com se a Lua estivesse se esticando para tocá-lo. E Jurutaí se apaixonou.

RIO AMAZONAS. FOTO: (GEOGRAFIA SAAD).

Jurataí se apaixonou pela Lua e quis ir até onde ela estava. Assim voou até o topo da árvore mais alta que podia ver. Mas a Lua ainda estava longe. Ele voou até o cume de uma montanha. Mas a Lua ainda estava longe. Então ele voou até o céu. Jurutaí bateu as asas, subindo, subindo até o ar ficar rarefeito. Mas a lua estava muito longe.
O pássaro continuou voando para cima até as asas doerem, os olhos arderem e parecer que cada respiração só enchia seus pulmões de vazio. Queria prosseguir, mas era muito difícil. A força de suas asas chegou ao fim e de repente ele começou a cair. Rodopiava, através do ar negro, e batia asas céu abaixo. Ele caiu de volta nas folhas úmidas e perfumadas das árvores. E se empoleirou ali, piscando ofegante para a Lua. Ela estava distante demais para que ele a alcançasse. Assim, tudo o que Jurutaí podia fazer era cantar para ela.  Ele cantou a mais bela canção que pôde. Uma canção cheia de tristeza e amor, que se espalhou pela floresta.
A lua olhou para baixo, mas não respondeu. E lágrimas encheram os olhos de Jurutaí. Suas lágrimas rolaram pelo chão da floresta. Encheram vales e escorreram em direção ao mar. E dizem que foi assim que o rio Amazonas surgiu.
Ainda existe um pássaro que se chama Jurutaí que vive na floresta Amazônica, hoje em dia. Às vezes, na lua cheia, ele olha para o céu e canta. E ouvi falar de povos indígenas que acendem fogueiras quando a lua cheia brilha e cantam e dançam para fazer o Jurutaí cantar. Eles sabem que cantar a mais bela canção que se conhece é a melhor maneira de se livra da tristeza. E acreditam que deveríamos acender fogueiras no coração quando o jurutaí dentro de nós se cala”.
·         Recontada por Sean Taylor. Cobra-grande: história da Amazônia. Trad. Maria da Assunção Rodrigues. São Paulo: edições SM. 2008.p. 8-9.


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EVENTO NA UFPB

Por Medeiros Braga

Estive participando, recentemente, de um evento na UFPB, onde pude expor cerca de 118 títulos em cordel de minha autoria. Houve uma recepção muito boa por parte dos participantes. Professores que adquiriram para trabalhar alunos em sala de aula e universitários que vêm despertando para a leitura de cordéis na área educativa: história, ecologia, filosofia, cangaço, biografias em geral, movimentos afro, indígenas e de mulheres guerreiras, a exemplo da angolana Ginga, a francesa Olympe de Gouges, polonesa Rosa Luxemburgo e brasileiras: Margarida Maria Alves, Anita Garibaldi, as Heroínas de Tejucupapo.

Foi um momento muito bom, uma vez que tive a oportunidade de manter contato com universitários, dar respostas às questões, expor o cordel, a sua importância e o trabalho que desenvolvo nesse campo literário.

Na foto abaixo, eis do IFPE, um estudante e uma técnica que, não apenas prestigiaram o meu trabalho, bem como, trouxeram, posteriormente, uns dez alunos para fazerem a sua aquisição. Agradeço a todos que se fizeram presentes ali, seja adquirindo, conversando ou conhecendo a literatura de cordel.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NA BORDA DA MATA

Por Antonio Corrêa Sobrinho

A Inspeção do Trabalho me conduz aos quatro cantos do meu Sergipe. Ontem, a fim de verificar as condições de trabalho dos que fazem a limpeza pública do município de Canhoba, eu e o colega Antonio Neto resolvemos almoçar na beira do Velho do Chico, exatamente na antiga fazenda Borda da Mata, hoje pequeno povoado, nascedouro do, sem dúvida, mais conhecido governador de Sergipe, o doutor Eronides de Carvalho, filho do comerciante, fazendeiro e ex-prefeito de Canhoba, Antonio de Carvalho, mais conhecido como Antônio Caixeiro, este apontado pelos historiadores como um dos principais protetores de Virgulino Lampião. Borda da Mata que, nos idos de 1930, serviu de refúgio e ponto de apoio do imortal cangaceiro. 


Aproveitei o ensejo para tirar estas fotografias: das ruínas da imponente casa que, em 1969, doutor Eronides construiu, moradia que por muito tempo foi de uma sua filha; foto da antiga capela e de um resto da antiga residência do coronel Antonio Caixeiro, que, segundo me informou o dono do restaurante que nos serviu a saborosa moqueca, Lampião e seus companheiros se arranchavam quando visitavam a fazenda. Não poderia deixar passar a oportunidade e não fotografar as belas imagens que as águas do baixo do São Francisco nos proporciona. 


O que Sergipe tem em abundância é lugar por onde o rei do cangaço passou, embora os sergipanos, de uma forma geral, façam de conta que essa história não lhes pertence. E a Borda da Mata, penso, é um dos mais significativos, porque, salvo melhor juízo, foi um dos locais de fomento do cangaço, onde Lampião e o coronel se encontravam, ou seja, onde o cangaço e o coronelismo se "alimentavam" - prova robusta e insofismável de que o cangaço foi (mal) nascido e (bem) provido pelo coronelismo. 


Mas já que estamos falando de história, que Sergipe se acorde e chame o Brasil e o mundo para estarem aonde Lampião esteve, e inclusive morreu, porque, de mostrar e ganhar dinheiro com a história vivem também os povos.

Clique no link abaixo para ver todas as fotos

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