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domingo, 3 de julho de 2016

ÂNGELO ROQUE DA COSTA O LABAREDA


Ângelo Roque da Costa, "O Labareda". Nascido em 1910 no lugar chamado Jatobá, município de Tacaratu, PE. Entrou na vida do cangaço após matar um soldado de polícia que desvirginou a sua irmã de 14 anos de idade. Nesta vida Ângelo Roque permaneceu 16 anos em luta. Devido a sua capacidade de comando e de combate, logo Labareda passou a comandar um subgrupo de cangaceiros, afirmou ter combatido “200 vezes contra a polícia”. Após a morte de Lampião em 28 de julho de 1938, o cangaceiro Labareda andou ainda quase dois anos pelas caatingas de armas na mão, tendo se entregado as autoridades no início de abril de 1940, em Paripiranga, Bahia.

Fonte: Blog tok de historia
Pedro Ralph Silva Melo (Administrador)

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SUPERSTIÇÕES DE CANGACEIROS

Por Marise Helena de Araújo

Lampião e seus cangaceiros eram muito supersticiosos. Sua superstição era baseada em tradições populares, normalmente relacionadas com o pensamento mágico. 


Dizem que tinha o corpo fechado e que o "Padin Cíço" o protegia de toda má sorte. Parte da população do sertão nordestino era e ainda é supersticiosa. Acredita-se que certas rezas, curas, conjuro, feitiços, maldições ou outros rituais, podem influenciar suas vidas.



Algumas crenças de Lampião, encontradas em livros, depoimentos etc., e tal:

1. Cangaceiros não comiam tapioca. 


2. Não sentavam numa pedra que serviu para amolar facas.

3. Só passavam por baixo de uma árvore no seu lado direito. 

4. Não saltavam por cima de muro, não passavam pelas barreiras de frente e sim de lado, levantando primeiro a perna direita. 

5. Deviam sempre passar por cima de um muro como se passassem por cima do corpo de seu inimigo. 

6. Não passavam por cima das barreiras e dos muros, e quando eram obrigados a fazê-lo tiravam antes o chapéu. 

7. O cangaceiro nunca passava debaixo de uma rede nem debaixo da corda de um animal amarrado. 

8. Os cangaceiros não trocavam de roupa, evitavam tomar banho (conta-se que as "orações fortes", orações mágicas que Lampião trazia consigo, perderam seu efeito no dia de sua morte porque ele estabelecera seu acampamento no leito seco de um riacho e porque chovia: "Oração forte não pega dentro d'água"). 

9. Não bebiam água de bruços, nem no côncavo das mãos. Quando não tinham cabaça ou recipiente para beber água, era o chapéu que fazia as vezes de recipiente. 

10. Quando bebiam água, sempre jogavam um pouco nas costas.
 
11. Limpavam cuidadosamente os anéis que roubavam e depois assopravam neles para atrair sorte e dinheiro. 

12. Quando carregavam seus fuzis, tomavam o cuidado de só introduzir um número ímpar de balas (nove), e no momento dos combates contam os tiros para que haja sempre um número ímpar no fuzil.

13. Quando eram atacados de surpresa, cortavam as cordas das redes e levavam consigo ao fugir. Deixar uma rede suspensa é prenúncio de morte.

14. Quando estavam reunidos numa casa, instalavam suas redes de maneira que ficassem na mesma direção que as vigas.
 
15. Não dormiam com os pés voltados para uma igreja. - Não utilizavam objetos que tinham relação com o mar, nem os confeccionados com chifres de animais. - Havia dias da semana durante os quais não tinham direito de combater e outros que não são propícios às longas caminhadas ou a uma mudança.
 
16. Nunca se barbeavam na sexta-feira, a segunda-feira é consagrada às almas e a terça-feira era fonte de perigo. 

17. Quando deixavam o seu acampamento, os cangaceiros nunca se esqueciam de depositar uma pequena quantidade de sal no solo para evitar perseguições.
 
18. Os tabus ligados ao sexo feminino, fonte de perigo, eram extremamente estritos. Não montavam em égua prenhe. Antes de subirem na sela, verificavam se esta não escondia roupas de mulheres. 

19. Achavam, com efeito, que uma camisa, uma calça ou uma combinação de mulher, introduzidas sob a sela, as deixariam expostas a uma morte certa e imediata. 

20. Às vésperas de uma mudança evitam relações sexuais. 

21. Depois de manter uma relação sexual não devem viajar durante três dias. 

Umburana de Cheiro

Fonte: facebook
Página: Marise Helena de Araújo
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/groups/ocangaco/permalink/1256138811065901/

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Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

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INSPIRADO EM RECORDAÇÕES, ARTISTA POTIGUAR RETRATA COTIDIANO DO SERTANEJO

Pintura de uma festa junina em Currais Novos (Foto: Assis Costa) – Fonte – G1

‘Não podemos negar nossas origens’, diz o curraisnovense Assis Costa.

Para pintar, ele lembra das brincadeiras de criança e dos banhos de açude.

Nascido na cidade de Currais Novos, no Seridó potiguar, o artista plástico Assis Costa retrata o cotidiano do sertanejo através das próprias recordações. Prestes a fazer 40 anos, o pintor ainda lembra da sensação única de construir os próprios brinquedos, tomar banho de açude e subir em árvores.

 Circo na cidade (Foto: Assis Costa) – Fonte – G1

O gosto pela arte começou cedo. “Quando eu era criança, comecei a experimentar e usar tintas, além de desenhar. Fiz um curso e, com 14 anos, comecei a vender minhas telas”, disse. Hoje, ele vive da venda das obras.

Com mais de 15 exposições durante a carreira, Assis tem uma preferida. Em 2012, fez uma mostra chamada ‘Seridós’. Ao portal G1, ele disse que foi uma maneira marcante de expor a cidade para quem não conhecia. “Quero ressaltar meu respeito pela cultura potiguar. O que eu vejo é que a religião é muito forte no interior, principalmente a católica. A fé, a paisagem e o povo sertanejo são minhas maiores inspirações”.

Paisagem do Seridó (Foto: Assis Costa) – Fonte – G1

Os trabalhos sobre o Seridó continuam. “Minha memória reflete em tudo que produzo. Uma das minhas telas mostra como era quando um circo chegava a cidade. Era extraordinário. Toda a população assistia os espetáculos. E é esse o sentimento que procuro demonstrar”, relembrou.

Assis também lembra de situações engraçadas que serviram de inspiração. “Eu estava tomando vinho na casa de um amigo e ele me disse ‘rapaz, você está bebendo muito e daqui a pouco você não vai saber com o que está pintando’, e eu comecei a experimentar o vinho como tinta. E deu certo! Resultou em uma exposição chamada Dom Quixote de Las Manchas de Vinho”, emendou.

Teatro de João Redondo (Foto: Assis Costa) – Fonte – G1

Não há dúvidas sobre o futuro. “Sempre fui artista e vou continuar sendo. Apesar de morar no interior, pretendo mostrar minhas obras para pessoas do Brasil inteiro, quem sabe até de outros países. Não podemos negar nossas origens. E é por isso que retrato minha cidade com tanto carinho”, afirmou Assis.

Ceia dos Meninos (Foto: Assis Costa) – Fonte – G1


Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros 

https://tokdehistoria.com.br/2016/07/03/inspirado-em-recordacoes-artista-potiguar-retrata-cotidiano-do-sertanejo/

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OS HOMENS QUE MATARAM O FACÍNORA - LAMPIÃO

https://www.youtube.com/watch?v=G-t_WS3lsjk

Enviado em 10 de ago de 2007
Entrevista com Moaçir Assunção, autor do livro OS HOMENS QUE MATARAM O FACÍNORA, que ao contrário de outros livros sobre Lampião e o cangaço, tem ênfase sobre os policiais e outras pessoas que combateram Lampião e são frequetemente esquecidas nos livros sobre o assunto.
Porém alguns especialistas apontam a existência de várias falhas no livro.
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LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO "O REI DO BAIÃO".


Foi numa Sexta-feira, 13 de dezembro de 1912, lá para as bandas do Exu, a 700 km de Recife, numa casa de barro batido, no Sítio Caiçara, nascia Luiz Gonzaga, o segundo filho de Ana Batista de Jesus (Dona Santana) e Januário José dos Santos.


A escolha do nome de Gonzaga, foi diferente dos oito irmãos, denominados: João, Joca, José, Severino,  Aluízio, Socorro, Geni e Chiquinha. Ele deveria se chamar Januário, sobrenome do pai, mas um fato impediu que isto acontecesse. Naquela madrugada de calor, Januário foi para o terreiro da casa, onde soprava o cantarino que vinha do sovaco da serra. Correu uma "zelação" pelo céu, estrela de luz cadente, o velho toma um susto. Santana dá a luz a e o marido desentaboca um tiro de garruncha para anunciar o nascimento do filho, é dia de Santa Luzia e mês que se comemora o nascimento de Cristo. Por nascer no dia 13 o pai dá o nome Luiz em homenagem ao santo do dia e durante o batizado por sugestão do vigário acrescenta-se ao nome Luiz o sobrenome Gonzaga para completar o nome do santo e, ainda, o sobrenome Nascimento por ser o mês do nascimento de Cristo. Aos sete anos de idade já pegava na enxada, nas horas de folga, ouvia com atenção os sons tirados da sanfona pelo pai, e com dez anos já animava sambas ao lado de Januário, em vários terreiros do Sertão do Araripe. 


Como todo adolescente, em suas diversões havia também os banhos de rio, as caçadas, os animados dias de feira e o sonho de um dia entrar para o bando de cangaceiros do capitão Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Assim cresceu o filho de Januário, agora sobre a proteção do fazendeiro Manoel Aires de Alencar. As filhas do patrão lhe ensinaram as primeiras letras, a falar corretamente e a comer com talheres.


Mais tarde com a ajuda do Senhor Aires, Luiz consegue comprar sua primeira sanfona da marca Veado em Ouricuri-PE. Dia 06 de junho de 1989 às 22:00 horas, pálido numa cadeira de rodas, ao lado da mulher Edelzuita e do médico particular Paulo Almeida, Gonzaga vestido a caráter, de chapéu de couro e gibão, chega ao Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, para o último show da sua carreira, cansado e com progressiva perda de memória, já não lembrava se quer de "Asa Branca" um dos primeiros sucessos. Mas era visível naquele momento, a preocupação dele em falar, expressar sua gratidão aos amigos e ao povo que tanto admira - "meus amigos, terminou mais eu quero dizer algumas palavras. 

Agradeço ao meu querido amigo e professor Aldemar Paiva. Tem outro nome que eu não vou esquecer nunca: Dominguinhos, Waldonys, sanfoneiro da nova geração, Pinto do Acordeon e toda essa turma boa do Nordeste. Ninguém vai acabar com o forró. Não vai, porque essa é a música do povo. "Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão,que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor." Quando falou de Exu sua terra natal caiu no pranto. Exu berço do Gonzagão e do forró de pé de serra.

http://amadoegonzagao.blogspot.com.br/2012/09/luiz-gonzaga-do-nascimento-o-rei-do.html

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MORTE DO TENENTE GEMINIANO - EMBOSCADA PERFEITA

Por Oleone Coelho Fontes

Estava aquartelada em Tucano força comandada pelos tenentes Abadias de Andrade e Geminiano José dos Santos (Foto abaixo).
  
Abadias conhecedor da zona, se ofereceu para partir em perseguição aos cangaceiros quando tomou conhecimento da ameaça à estância hidromineral de Cipó. Notando, todavia, que seu colega Geminiano mostrara interesse em sair no encalço dos bandidos. Abadias permaneceu na base para dar instrução a um grupo de contratados recém-ingressados nas forças.

Geminiano parte acompanhado pelo sargento José de Miranda Mattos à frente de 15 soldados. Ia travar sua última batalha. Em sítio denominado Brejo do Iracupá, a 18 km de tucano, recebeu informação de que o bando estava a poucos minutos de viagem. De Iracupá os soldados seguem para Poço Redondo, onde chegaram as 7 da noite. Aqui recebem informações de que os bandoleiros haviam tomado outro caminho. A polícia perde o rastro. Por volta das 2 da madrugada a força chega a localidade por nome Mosquito. Ao amanhecer ficaram os milicianos sabendo que os bandidos se achava na retaguarda. Na fazenda Mandacaru um vaqueiro (coiteiro) informa a Geminiano que Lampião não havia passado por ali.Mentia.

Geminiano não percebe e cai numa esparrela fatal.Felipe de Castro, ao contrário, diz que Lampião foi quem mandou o vaqueiro avisar a Geminiano de sua passagem pela fazenda Mandacaru. Sem desconfiar das informações fornecidas pelo guia, a volante cai numa cilada.
A força avança. Chega às 7 horas da manhã na Lagoa dos Negros.Lampião seguira montado cerca de 2 km (deixando propositalmente bem visíveis rastros de animais). Apeia de certa altura com um terço dos bandidos se entrincheira na borda do mato. Determina ao restante dos cabras que siga cerca de 500 metros e aguarde o resultado do fogo que fariam pela retaguarda.Ouvi-se um tiro. O bandido chamava atenção do comandante do troço de soldados. Em seguida afastando-se da estrada, o bando dividiu-se em duas alas, flanqueando a força. Esta, pegada de surpresa, mal teve tempo de manejar as armas para a luta.Lampião e seus sequazes, escondidos entre mandacarus, xique-xiques e macambiras, de cócoras, faziam fogo cerrado.Geminiano de corpo aberto em pé, atirava, seguido pelo sargento e pelos soldados.

Os primeiros a tombar são os soldados Manoel Araújo e Manoel Fernandes.Os bandidos levam vantagem desde o primeiro disparo, atiravam de todos os lados, pulando, rolando no chão, soltando urros, deixando escapar obscenidades, dando vivas ao padre Cícero e cantando Mulher Rendeira, com inacreditável destreza, como contou mais tarde na capital os que conseguiram escapar.Atingido por uma bala, tomba morto o tenente Geminiano. Outra bala fulmina o sargento substituto do oficial comandante, Miranda Mattos.

Morre também no combate: André A. Souza, Manoel Aragão, Argemiro F. dos Reis e Arnaldo Cláudio de Souza, entre outros.Os sobreviventes não mais que 5 praças, desarvorados, fogem.Na observação estudiosa do cangaço, a fuzilaria que envolveu a força foi a mais perfeita emboscada de que se teve notícia.Voltam pouco depois ao cenário onde se travou a batalha e defrontam como o espetáculo inacreditavelmente macabro: a cabeça do tenente, retirada do corpo não foi encontrada também nenhuma parte do corpo escapou de ser esfaqueada..

O sargento Miranda Mattos teve seus olhos arrancados a ponta de punhal, enquanto a gordura do ventre do oficial abatido, assim como as vísceras, serviam para engraxar o armamento dos cangaceiros.Não se pode imaginar ato mais brutal por parte de criatura humana!É de se crer que tais atrocidades - o esquartejamento dos corpos do tenente, soldados e sargento, deixando vísceras e membros espalhados nas caatingas - tenham sido represália à profanação do corpo do bandido Gavião, cuja cabeça fora decapitada há alguns meses passados daquele encontro.

Fonte: "Lampião na Bahia", Oleone Coelho Fontes.
Transcrição: Júlio César.

Fotos: "Lampião e as Cabeças Cortadas"
Antonio Amaury C. de Araújo e Luiz Ruben F. de A. Bonfim pág 87 e 88. 


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