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domingo, 3 de julho de 2016

SUPERSTIÇÕES DE CANGACEIROS

Por Marise Helena de Araújo

Lampião e seus cangaceiros eram muito supersticiosos. Sua superstição era baseada em tradições populares, normalmente relacionadas com o pensamento mágico. 


Dizem que tinha o corpo fechado e que o "Padin Cíço" o protegia de toda má sorte. Parte da população do sertão nordestino era e ainda é supersticiosa. Acredita-se que certas rezas, curas, conjuro, feitiços, maldições ou outros rituais, podem influenciar suas vidas.



Algumas crenças de Lampião, encontradas em livros, depoimentos etc., e tal:

1. Cangaceiros não comiam tapioca. 


2. Não sentavam numa pedra que serviu para amolar facas.

3. Só passavam por baixo de uma árvore no seu lado direito. 

4. Não saltavam por cima de muro, não passavam pelas barreiras de frente e sim de lado, levantando primeiro a perna direita. 

5. Deviam sempre passar por cima de um muro como se passassem por cima do corpo de seu inimigo. 

6. Não passavam por cima das barreiras e dos muros, e quando eram obrigados a fazê-lo tiravam antes o chapéu. 

7. O cangaceiro nunca passava debaixo de uma rede nem debaixo da corda de um animal amarrado. 

8. Os cangaceiros não trocavam de roupa, evitavam tomar banho (conta-se que as "orações fortes", orações mágicas que Lampião trazia consigo, perderam seu efeito no dia de sua morte porque ele estabelecera seu acampamento no leito seco de um riacho e porque chovia: "Oração forte não pega dentro d'água"). 

9. Não bebiam água de bruços, nem no côncavo das mãos. Quando não tinham cabaça ou recipiente para beber água, era o chapéu que fazia as vezes de recipiente. 

10. Quando bebiam água, sempre jogavam um pouco nas costas.
 
11. Limpavam cuidadosamente os anéis que roubavam e depois assopravam neles para atrair sorte e dinheiro. 

12. Quando carregavam seus fuzis, tomavam o cuidado de só introduzir um número ímpar de balas (nove), e no momento dos combates contam os tiros para que haja sempre um número ímpar no fuzil.

13. Quando eram atacados de surpresa, cortavam as cordas das redes e levavam consigo ao fugir. Deixar uma rede suspensa é prenúncio de morte.

14. Quando estavam reunidos numa casa, instalavam suas redes de maneira que ficassem na mesma direção que as vigas.
 
15. Não dormiam com os pés voltados para uma igreja. - Não utilizavam objetos que tinham relação com o mar, nem os confeccionados com chifres de animais. - Havia dias da semana durante os quais não tinham direito de combater e outros que não são propícios às longas caminhadas ou a uma mudança.
 
16. Nunca se barbeavam na sexta-feira, a segunda-feira é consagrada às almas e a terça-feira era fonte de perigo. 

17. Quando deixavam o seu acampamento, os cangaceiros nunca se esqueciam de depositar uma pequena quantidade de sal no solo para evitar perseguições.
 
18. Os tabus ligados ao sexo feminino, fonte de perigo, eram extremamente estritos. Não montavam em égua prenhe. Antes de subirem na sela, verificavam se esta não escondia roupas de mulheres. 

19. Achavam, com efeito, que uma camisa, uma calça ou uma combinação de mulher, introduzidas sob a sela, as deixariam expostas a uma morte certa e imediata. 

20. Às vésperas de uma mudança evitam relações sexuais. 

21. Depois de manter uma relação sexual não devem viajar durante três dias. 

Umburana de Cheiro

Fonte: facebook
Página: Marise Helena de Araújo
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/groups/ocangaco/permalink/1256138811065901/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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